O plano estratégico da Marinha do Brasil previa o emprego do Navio-Aeródromo São Paulo (A12) como uma solução intermediária até que o País tivesse condições de construir um navio novo.

A modernização do NAe São Paulo permitiria um tempo maior para projetar e construir seu substituto – com deslocamento entre 50.000 e 60.000 toneladas –, aguardando condições orçamentárias mais favoráveis.

O planejamento divulgado em dezembro de 2014 visava modernizar o navio com novos sistemas de propulsão e de energia, e repotencializar os sistemas de lançamento e recuperação de aeronaves.

O grupo sueco Saab chegou a oferecer o desenvolvimento de uma versão navalizada do caça Gripen NG, que foi selecionado pela Força Aérea Brasileira para o Programa F-X2. As maquetes do NAe São Paulo e dos caças Gripen navais foram expostas nas feiras LAAD 2013 e 2015.

7 COMMENTS

  1. O problema é de ordem econômica…que muitas vezes está relacionado com a política e sempre foi, revistas antigas que tenho mostram de forma cronológica década após década a maioria dos planos da marinha naufragando por falta de verbas. O exemplo recente mais cabal é o da corveta “Barroso”…sua construção abandonada durante uns 3 anos o que atrasou ainda mais sua entrega à marinha.
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    Má gestão ? Pode ter havido, mas, nenhuma marinha do mundo escapa disso e apenas má
    gestão não seria responsável por décadas de planos não realizados e verdadeiros “tapa buracos”, improvisações que a marinha tem sido obrigada a fazer.
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    Há muita coisa para ser feita no Brasil para minimizar o sofrimento de tantos milhões e sem uma ameaça externa visível a marinha brasileira terá que se conformar com muito menos,
    como aliás, a maioria das outras marinhas também.

  2. É muito claro para mim que o principal motivo é má gestão. Se existe contingenciamento de recursos, se existe crise econômica, se existem dificuldades de repasse de orçamento à MB, qual o sentido de planejar ter 2 Frotas, gastar 30 anos de dinheiro para ter Submarino Nuclear, manter um Porta-Aviões? Como você mesmo disse, “não há ameaça externa visível”.

    Se houvesse coerência, não teria sido adquirido o A-12 nem os A-4. Sem dinheiro, a MB compra jatos de ataque mas não completa a construção de 01 mísera corveta? Não acho que isso é culpa de um deputado ou da crise? Isso é MÁ gestão. Não adianta analisar numeros absolutos: A Corveta custa x e os 23 aviões custaram Y. Existe manutenção, treinamento de equipe, compras e cadeias logísticas.

    Um Almirantado sério, daria prioridade ao core business, Navios de Superfície. Se assim o fizesse, talvez tivéssemos ao menos, uma frota de 10 CT´s que tínhamos há 20/30 anos

  3. Guizmo…
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    toda marinha tem seus planos…outra vez por exemplo se fazem planos para aumentar a US
    Navy, agora, para 355 unidades na chamada Frota de Batalha, e não há a menor possibilidade
    disso vir à acontecer…seria o ideal sem dúvida para a US Navy, assim como seria o ideal para a marinha brasileira ter 2 frotas, mas, foi apenas mais um dos planos elaborados pela marinha,
    um plano que tentava ser o mais exato possível sobre as necessidades futuras da marinha,
    mas, entre a formulação de um plano e sua execução há muita diferença e a marinha brasileira
    sabe bem disso e apostava que iria receber bem menos…e pelo visto irá receber ainda menos devido aos acontecimentos recentes.
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    Na minha opinião adquirir o “A 12” e os “A-4s” foi coerente, afinal, estava se dando baixa no
    “A 11” e o sonho da marinha de ter aeronaves de asa fixa, estava finalmente se realizando,
    o fato do Brasil não estar sob ameaça externa não significa que não deva ter uma marinha e
    um NAe não destina-se apenas à projeção de poder, ele amplia e complementa o poder de
    outros navios, mas, quem poderia prever o que estava por vir ?
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    Também tem a questão de diferentes administrações ao longo dos anos…seja a nível da
    marinha seja a nível de governo federal…a compra dos A-4s aconteceu sob uma administração
    enquanto a suspensão temporária da construção da “Barroso” aconteceu sob outra e há oficiais da marinha que preferem uma coisa e outros outra isso tem acontecido ao longo de toda a história da marinha, ou seja, planos são revistos e completamente mudados pela adm
    seguinte.
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    Também é impossível prever todas as situações que serão encontradas quando se realizando a manutenção em um navio “velho”e a marinha brasileira está cheia deles…a US Navy surpreendeu-se com o “Enterprise” em 2008 e a marinha brasileira com o “Ceará”, guardadas as devidas proporções, claro.
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    Na minha opinião um “Almirantado sério” precisa lidar com muitas questões complexas inclusive um equilíbrio de meios e quanto aos 10 CTs que a marinha possuía, eles estavam completamente defasados ainda mais se analisado o período de guerra fria e como ocorreu
    com todas as marinhas do mundo o pós guerra fria também teve impacto negativo, no caso da marinha brasileira não apenas ficou-se com o que já era velho, mas, os números caíram também.
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    abraços

  4. A questão é a seguinte:
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    Marinha de país super-rico: vários PAs, a maioria deles nucleares. Vários Porta-Helicópteros. Vários cruzadores. Destroyers, fragatas e corvetas aos magotes. NaPaOc´s aos montes. Incontáveis navios de apoio. Inúmeros submarinos, a maioria nucleares.
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    Marinha de país rico: um ou dois PAs. Um ou mais Porta-Helicópteros. Alguns Cruzadores. Destroyers, fragatas e corvetas em boa quantidade. Muitos NaPaOc´s e navios de apoio. Inúmeros submarinos, sendo alguns nucleares.
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    Marinha de país remediado: sem PA, mas com pelo menos um bom Porta-Helicópteros. Bons destroyers, fragatas e corvetas, em quantidade suficiente. Vários NaPAOc´s e navios de apoio. Inúmeros bons submarinos, talvez um ou dois nucleares.
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    Marinha de país fodido: Um ou outro destroyer, algumas boas fragatas e corvetas. Alguns NaPaOc´s e navios de apoio. Vários bons submarinos convencionais.
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    Marinha de país falido: Algumas fragatas e corvetas, alguns NaPAOc´s e navios de apoio. Vários bons submarinos.
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    Marinha de país bananeiro: Nada que preste dos itens maiores. Uma tonelada de planos que nunca serão realizados. Projetos aos montes, que é pra dar muito dinheiro para empreiteiras e vagabundos políticos e militares a elas associados.

    Mas mesmo essa marinha, se quiser continuar sobrevivendo, tem que ter pelo menos alguns NaPAOc´s, um ou outro navio de apoio e vários bons submarinos.
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    O que é comum a todos estes tipos de países/marinhas?
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    Repito: S-U-B-M-A-R-I-N-O-S. Em boa quantidade e de boa qualidade. Até um país completamente falido e em guerra civil como o nosso pode se dar ao luxo de ter uma frota de superfície caindo pelas tabelas, podre de ferrugem, com corvetas de 80 anos de idade, se tiver ao menos uma BOA frota de submarinos, que assuste qualquer grandão.
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    Planos? Ora, planos até o cocô do cavalo do bandido faz…
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    Mas uma marinha digna do nome deve ter planos realistas e factíveis, inseridos dentro de uma doutrina de dissuasão condizente com a capacidade econômica presente – e futura – do país; planos que ela (instituição) SAIBA serem realizáveis.
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    E não, como temos, uma Marinha que fica com planos mirabolantes de 2a esquadra, de Porta-Aviões, de aviação embarcada e de submarino de propulsão nuclear. Coisas que são tão ridículas, mas tão absurdas, que viram piada nacional e internacional (como no caso do SubNuc, a nossa gloriosa Baleia-Preta das Profundezas, que foi zoada até pelo US Government, como revelou o Wikileaks), ao lado de alguns projetos escrotos de nossos governantes, como o “Pograma Ispaciau Brasirêru”…
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    Enfim, a aposentadoria do Maior Alvo do Hemisfério Sul da Terra nos dá um respiro, um alento, uma esperança tênue de que finalmente tenha-se feito a luz no nosso almirantado e no alto-oficialato, totalmente desconectado da realidade nacional e mundial.
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    Se não for o caso, melhor fechar as portas dessa coisa que se tornou a Mais Antiga, e terceirizar a defesa naval “prusamericanu mau feiu, bobu i cumedô di bêicum”.
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    Aguardemos…

  5. Depende Vader, do que você considera “marinha rica” e “inúmeros bons submarinos” !
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    Alemanha Itália e Espanha possuem respectivamente 6, 6 e 3 submarinos relativamente “pequenos” com a Espanha em breve voltando a possuir seus históricos 4.
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    Austrália conta com submarinos maiores, 3000 toneladas de deslocamento submerso, mas, são apenas 6, com uma perspectiva de no futuro dobrarem esse número.
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    Japão conta com cerca de 20 grandes submarinos de propulsão convencional, 4000 toneladas de deslocamento submerso, incluindo 2 exclusivamente para treinamento…se o Japão necessitasse de submarinos de ataque de propulsão nuclear que custam cerca de 3 vezes mais que um SSK, o número de unidades seria menor.
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    A Coreia do Sul não quer ficar muito atrás do Japão, a maioria de seus submarinos são relativamente pequenos e está projetando alguns submarinos ligeiramente maiores acima de 2000 toneladas de deslocamento submerso.
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    A França conta com apenas 6 modestos submarinos de ataque de propulsão nuclear (SSN) …em breve serão substituídos por submarinos maiores e mais capazes, mas, o número permanecerá inalterado, 6 unidades.
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    O Reino Unido conta com apenas 7 SSNs e esse número deverá ser mantido.
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    A US Navy conta com cerca de 50 SSNs e 4 SSGNs…e ano após ano a reclamação é que apenas
    70% das missões estão sendo completadas portanto o número é insuficiente e irá declinar ainda mais a menos que seja possível continuar com a política de construir 2 “Virgínias” ao mesmo tempo, algo muito difícil quando se começar a construir os novos SSBNs a partir do
    início da próxima década.
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    A marinha russa necessita de submarinos de propulsão convencional e estes estão espalhados
    por 4 frotas o que resulta em mais ou menos 5 por frota o que não é muito e o número de
    submarinos nucleares de ataque e também SSGNs irá declinar já que um número maior de unidades antigas será descomissionada e um número menor de novos entrará em serviço.
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    A marinha chinesa tem um grande número de submarinos, mas, a maioria é de relativamente baratos de propulsão convencional;
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    Deixei de lado os grandes e caros SSBNs pois não se destinam a funções do “dia a dia” e que comprometem pesadamente os orçamentos das marinhas que os possuem.
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    Quanto à marinha brasileira há 5 submarinos relativamente pequenos em serviço e 4 ligeiramente maiores em construção ou já encomendados o que poderá propiciar em tese uma força de 8 submarinos na próxima década após a baixa do “Tupi”, mas, para se manter esse número, um segundo lote de 4 unidades deverá ser autorizado.
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    abraços !

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