EUA lançam dezenas de mísseis na Síria

EUA lançam dezenas de mísseis na Síria

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Mísseis Tomahawk foram disparados de navios americanos e teriam atingido aviões e pistas em base aérea perto de Holms. Disparos aconteceram após EUA prometerem resposta a ataque com armas químicas.

Estados Unidos lançaram dezenas de mísseis Tomahawk contra uma base aérea na Síria na noite desta quinta (6). Segundo a CNN, 50 mísseis foram lançados, mas a agência France Presse afirma que foram 70 mísseis.

O presidente Donald Trump, que participava de um jantar com o presidente chinês Xi Jinping na Flórida, confirmou a ordem. Ele diz que Assad usou um agente nervoso mortal para matar muitos. “Esta noite eu dei ordem para um ataque militar na base militar na Síria de onde o ataque químico foi lançado”.

Trump fez ainda um apelo a outros países após o ataque, segundo a Reuters. “Esta noite eu chamo todas as nações civilizadas para buscar um fim à matança e ao banho de sangue na Síria”.

Os mísseis foram lançados na Al Shayrat Airfield, perto de Homs e teriam atingido aeronaves, pistas e bombas de combustível.

Os mísseis Tomhawk foram disparados de navios dos EUA que estão no Mediterrâneo Oriental, segundo a agência Reuters.

Os mísseis são a primeira ação direta dos EUA contra Bashar Al-Assad. Trata-se de uma mudança significativa na ação americana na região, pois até então os EUA apenas vinham atacando o Estado Islâmico.

O ataque é uma resposta militar ao ataque químico ocorrido na Síria esta semana e que matou mais de 80 pessoas. A Turquia, após realizar autópsia em vítima, afirmou que há indícios de que foi usado gás sarin. O regime de Bashar Al-Assad, por sua vez, nega que tenha usado armas químicas.

FONTE: G1

18 COMMENTS

  1. Desde a manhã de hoje o Trump avisou que iria reagir e portanto os operadores dos sistemas antiaéreos russos (S-300 e S-400, inclusive) estavam em estado de alta prontidão. Como tais sistemas se saíram contra os Tomahawks???
    One million dolar question: que horas o Trump ligou pro Putin pra avisar que ia atacar??

  2. Uma coisa é certa, novamente os EUA atacam cachorro morto, mas a pergunta é: será que dessa vez o dono do cachorro vai fazer alguma coisa?

  3. Vale salientar que esse “cachorro morto” em especial tinha “fechado” o seu espaço aéreo com os temíveis sistemas S-300, S-400 e Pantsir.

  4. Os russos utilizam os S300 e S400 para defenderem seus equipamentos e tropas…
    se o porcos americanos avisaram o russos que iriam atacar tal base, e nessa base nao ha equipamentos/tropas russas nao tem o porque ativar a defesa aérea…

  5. mas ja li que a Russia ira atualizar as defesas aéreas sírias…
    vai ficar muito interessante se Siria receber alguns BUK, Thor, S300 da versão mais moderna…

  6. Fico tentando imaginar o estado de alerta, que o pessoal da fragata União F45, esteja vivendo.
    Por aqui conhecemos, infelizmente a tempo demais, o triste eufemismo da “bala perdida”. Penso na situação de um “míssil perdido”. Nem imagino se a defesa passiva da “União” seja suficiente para sua proteção.

  7. “Nem imagino se a defesa passiva da “União” seja suficiente para sua proteção.
    .
    Pois é!
    Fico pensando se os sensores da F45 União conseguiram “ver” os Tomahawk passando.
    Porque abater os danados… sei não.
    .
    Mas de qualquer forma, basta observar que Beirute está em uma posição bem abaixo da possível rota dos mísseis de cruzeiro ianques.
    .
    Surpreendente mesmo é que entre o Mediterrâneo e a Base Aérea Al Shayrat há uma linha que passa entre Damasco e Tartus (base naval russa).
    Este cidade-porto fica quase na mesma linha de Homs e Palmyra. Um pouco acima da linha de Al Shayrat. Os Tomahawk devem ter passado bem pertinho…
    Olha outro mapa:
    http://www.worldmap1.com/map/syria/tartus/Tartus%20map.jpg
    .
    Estou curioso para saber qual a rota dos 59 mísseis.
    Eu escolheria passar pela pelo Líbano, próximo a sua fronteira norte, no meio do caminho entre Trípoli (norte do Líbano) e Tartus (sul do litoral sírio).
    .
    Mas a questão é:
    Que os Tomahawk passaram, passaram.
    .
    Forte abraço,
    Ivan, o Antigo.

  8. Ivan 7 de abril de 2017 at 11:39

    Meu caro Ivan (quanto tempo), minha dúvida nunca foram as “machadinhas americanas”, mas os outros!
    Vejo preocupação num (talvez improvável) revide aos navios americanos e aí, sabe como é destróier americano, fragata brasileira (britânica); sei não? Sabe aquela estorinha que à noite todos os gatos são pardo.
    Pelo sim ou pelo não, eu estaria bem preocupado se por lá estivesse.

    Saudações e forte abraço

  9. Amigo Bosco!
    Dei uma “rápida” olhada nas fontes alternativas.
    Em tudo contabilizaram as marcas dos 23 “machados” espalhadas pela base de Shayrat e ao redor.
    Resultado :
    – foram destruídos 9 MIG-23 (varias modificações). 6 estavam em hangares de manutenção ;
    – ponto de abastecimento (bomba de combustível , tanques e centro de controle dos incêndios)
    – 1 (dos 4) ponto AA Kub (onde morreram 4 soldados e oficial Issa Ali)
    – cantina
    – deposito das partes/peças
    Basicamente so.Tem fotos e vídeos (drone russo) onde da pra ver e entender que estrago foi bem light. Isso para nao falar o termo correto disso 🙂 ..
    E as perguntas são :
    – onde estão os outros 36 misseis dos 60 (sabemos que uma nem decolou direito e caiu)?
    – porque a metade dos que chegaram ate a base nao atingiram nenhum alvo?
    – porque junto com ataque americana os djihadistas começaram ataque maciço (logo lembrei do erro da coalizão em Deir ez-Zor)
    e etc..
    Um grande abraço!

  10. Se realmente lançaram 59 mísseis foi ataque de saturação. Com metade disso atingiriam os mesmos objetivos. Os sistemas de defesa poderiam interceptar um ou outro míssil, mas o grosso passaria com certeza.

  11. Scud,
    Mísseis de cruzeiro são muito sensíveis e trabalham num ambiente especialmente ingrato. Ignitar o motor foguete, sair do tubo lançador, se por na altitude certa e em direção pre-determinada, separar o booster, acionar a turbina, estender as asas e aletas, se por em direção ao alvo, navegar até o alvo a baixa altitude, adquirir o alvo, mergulhar contra o alvo (ou passar por cima e explodir ou liberar as submunições), penetrar no alvo, explodir dentro do alvo.
    Tudo tem que funcionar como um relógio suíço após ficar meses embalado num navio balançando.
    E aí ainda tem os fatores externos, como por exemplo a AAA inimiga.
    É esperado uma taxa de erro, falhas ou interceptação em torno de uns 30%. Se realmente foram lançados 59 e só 20 atingiram os alvos foi um taxa exagerada, mas acho que ainda é cedo pra afirmar isso. Essa noticia já estava rolando logo hoje de manhã às 7 da matina graças a uma mídia italiana. Não me consta que os italianos tenham qualquer informação privilegiada sobre esse caso. Vamos esperar.

  12. Guilherme Poggio,
    .
    Pois é!
    “Os sistemas de defesa poderiam interceptar um ou outro míssil…”
    Mas não pegaram nenhum.
    ‘Unzinho’ só para demonstração.
    Nada.
    .
    Então vamos brincar de escolhas binárias.
    .
    Os russos detectaram os mísseis?
    Não – Ops! Estão com problemas técnicos sérios.
    Sim – Segue a próxima pergunta.
    .
    Detectaram e tentaram interceptar?
    Não – Ops! Que aliado é esse que não defende uma base aérea próxima a capital.
    Sim – Segue a próxima pergunta.
    .
    Tentaram e tiveram sucesso?
    Não – Ops! Que porcaria de IADS é essa que não abate nenhum míssil…
    Sim – Negativo, negativo. Passaram todas as 59 machadinhas.
    .
    A princípio (tudo pode mudar), encontro duas respostas:
    – Os russos foram incompetentes em deter as ‘machadinhas ianques’; ou
    – Os russos deixaram seu primeiro aliado do Oriente Médio na mão… na hora crítica.
    .
    Forte abraço,
    Ivan, o Terrível.

  13. Caso alguns misseis tenham caído em terra e nao explodidos, poderia alguma nação utilizar os mesmo para uma engenharia reversa ??? (do que sobrou)

    (caso parecido com o BH que caiu na captura do Osama e o Paquistão vendeu pra China o hei danificado)

  14. Vale salientar que a duração de voo de um cruise subsônico é em geral de mais de 2 horas. Não raro chegando a 3 horas.

  15. Guilherme Poggio 7 de abril de 2017 at 13:13

    Então! Se você tem dúvidas…
    Pequena digressão: mas lançaram mesmo os tais 59 (ou 60)?
    Parece aceitável que 20 teriam feito um estrago semelhante àquele que se comenta. E, também parece improvável que 30 ou 40 tenham sido abatidos e menos ainda “errado” alvos, senão o Ivan (não o Ivan mapento, old infatryman) estaria numa euforia de “soltar rojão em São João”!
    Então?

    Saudações

  16. Ivan 7 de abril de 2017 at 14:06

    Ao final das binária, será mesmo que dariam uma rasteira no Basharzinho?
    Talvez, ele comece a ser um incomodo para o outro Ivan (não o mapento)?

    Saudações old infantryman

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