Sea Venom em testes no Lynx Mk8 da Royal Navy

O fabricante europeu de mísseis MBDA concluiu com êxito ensaios de transporte aéreo e alijamento de seu novo míssil antinavio Sea Venom de um helicóptero Lynx Mk8 da Royal Navy

Os ensaios bem-sucedidos ocorreram poucas semanas antes do Lynx Mk8 da Royal Navy ter sido retirado do serviço operacional e abrindo caminho para as potenciais exportações do míssil para os operadores de Lynx e Super Lynx, que querem integrar o míssil.

A empresa está buscando vendas a várias nações que ainda operam o Lynx em um papel marítimo, incluindo o Brasil, Alemanha, Malásia e a República da Coréia.

Mark Sheehan, assessor militar da MBDA, explicou aos jornalistas da LAAD 2017 que havia uma perspectiva de fornecimento do Sea Venom para a frota de Super Lynx da Marinha do Brasil, que atualmente está passando por upgrades de meia-vida.

“Aqui no Brasil, eles ainda operam o helicóptero Super Lynx. Muitos desses helicópteros são muito mais jovens do que aqueles que foram recentemente aposentados pela Royal Navy. Eles têm pelo menos dez anos de vida pela frente. Na verdade, a Marinha do Brasil está investindo em melhorar a capacidade de seus helicópteros Super Lynx, convertendo oito deles com novos motores, novos cockpits, etc.”.

“A questão-chave na minha opinião é que eles precisam ter capacidade de míssil anti-superfície quando esses helicópteros forem devolvidos à Marinha do Brasil para operações”, acrescentou.

Quando o contrato foi assinado entre a então AgustaWestland (agora Leonardo Helicopters) e a marinha em 2014, as aeronaves foram programadas para entrega no início de 2019.

Nesta fase, se a Marinha decidiu pelo Sea Venom como uma capacidade adicional, não está claro se isso afetaria prazos.

A MBDA também está buscando integração em plataformas como o AS565 Panther, promovendo o Sea Venom como um potencial substituto para o míssil AS15TT antinavio, também fabricado pela MBDA.

Os ensaios de transporte aéreo e de alijamento a bordo do Lynx Mk8 tiveram lugar na Larkhill Range em Boscombe Down, onde o helicóptero conduziu ensaios de transporte aéreo e depois alijou dois mísseis Sea Venom equipados com kits de telemetria.

Na França, a agência de aquisição de defesa francesa DGA tem conduzido ensaios semelhantes de transporte aéreo e alijamentos iniciais em um helicóptero de teste Panther.

Concepção do Sea Venom sendo lançado

Falando no mês passado na exposição IDEX em Abu Dhabi, Sheehan disse aos jornalistas que o Sea Venom havia alcançado todos os seus principais marcos e objetivos nos últimos 18 meses.

“Isso agora está nos colocando bem no lugar para nos permitir lançar e realizar disparos guiados a partir da plataforma”, disse Sheehan. “Esperamos que a maioria das atividades de qualificação esteja completa e então iniciaremos nosso programa de integração no Wildcat”.

O Sea Venom vai inicialmente entrar em serviço com a Royal Navy em seus helicópteros AW159 Wildcat, com trabalho de integração e qualificação que pode levar cerca de três anos. Testes de voo com um AW159 equipado com mísseis de teste já foram realizados para garantir que o nível de vibração esteja dentro das tolerâncias estabelecidas.

O Wildcat eventualmente será capaz de transportar quatro mísseis “Fire-and-forget” Sea Venom e, ao contrário do míssil Sea Skua que está sendo substituído, será capaz de ser lançado em salvas.

Na classe de mísseis de 100kg, o Sea Venom é projetado para ser usado em ataques “stand-off” e é capaz de destruir uma série de embarcações rápidas de ataque costeiro e até corvetas. A MBDA também projeta o Sea Venom para outros usos potenciais, incluindo uma capacidade de lançamento de navio de superfície ou de bateria costeira.

FONTE: www.shephardmedia.com

1 COMMENT

  1. Desconheço se tenha sido feito mas nada impedia o Sea Skua de ser lançado em salvas contra um único alvo. O que certamente ele não podia era ser lançado em salvas contra mais de um alvo, o que certamente é possível ao Sea Venon que utiliza um sistema de orientação autônomo (fire and forget).
    Mudando de pato pra ganso, após mais de 10 anos de desenvolvimento um pequeno míssil antinavio europeu com não mais que 25 km de alcance e subsônico vai levar mais uns 3 anos para ser homologado. Já os russos alegam que seu Zircon utilizando tecnologia propulsiva scramjet, tecnologia esta considerada em fase gestacional, e que ninguém nunca tinha ouvido falar a menos de um ano estará operacional em 2020. Ou eles fazem diferente ou são muito otimistas.

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