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O míssil antinavio Zircon, da Rússia, atingiu oito vezes a velocidade do som

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A fonte observou que os mísseis Zircon podem ser lançados a partir de plataformas de lançamento universal 3C14 que também são usadas ​​para os mísseis Onyx e Caliber

MOSCOU, 15 de abril / TASS /. O novo míssil hipersônico antinavio Zircon da Rússia atingiu oito vezes a velocidade do som durante um teste, disse uma fonte do setor de defesa da Rússia à agência TASS.

“Durante os testes do míssil foi confirmado que sua velocidade atinge oito Mach [número que leva em conta a dependência da velocidade do som na altitude de voo – TASS]”, disse a fonte.

Ela não especificou quando e de qual plataforma o míssil foi lançado.

A fonte observou que os mísseis Zircon podem ser lançados a partir de plataformas de lançamento universal 3C14 que também são usadas ​​para os mísseis Onyx e Caliber.
A TASS não tem uma confirmação oficial dessas informações.

O Zircon tamém tem sido chamado de Brahmos II

Outras fontes anteriores na indústria de defesa russa disseram à TASS que os mísseis Zircon seriam testados este ano. Espera-se que os novos mísseis sejam instalados nos cruzadores nucleares Pedro o Grande e Almirante Nakhimov.

O alcance do Zircon, de acordo com dados abertos, é de cerca de 400 quilômetros; a velocidade máxima do míssil é indicada em cerca de 4 a 6 Mach.

As armas hipersônicas são mísseis e aeronaves capazes de atingir velocidades de Mach 5 ou mais — ou cinco vezes a velocidade do som. Elas são extremamente difíceis de interceptar devido à sua velocidade esmagadora e capacidades de manobra. Tecnologias hipersônicas em geral, usadas em sistemas de armas e aeronaves em potencial, foram vistas por especialistas como um “game changer” na guerra futura.

FONTE: TASS

7 COMMENTS

  1. Sem comprovações confiáveis esse tipo de informação não passa de desinformação. Ao meu ver nem é informação oficial do governo russo.
    Vale salientar que apesar da euforia, o russos já têm algo ao meu ver até melhor que o futuro Zircon, na figura do Iskander. O Iskander, com 4 t (duvido que o Zircon seja mais leve), ogiva de 500 kg, chega a 500 km a Mach 6 voando a 50 km de altitude. A diferença é que não é de cruzeiro e sim semi-balístico, e não utiliza propulsão aspirada (scramjet) e sim um motoro foguete sólido.
    Para valer a pena o Zircon ou tem que ser muito mais leve ou tem que ter um alcance muito maior do que esses tais 400 km, senão, ele perde para o que já existe, Iskander.

  2. Amigo Bosco!
    O peso das cargas 9K720x, 723x, 728 (Iskahder ,Iskander-M , Iskander-E, Iskander-K) variam entre 480 a 1000 kg. Acho que nem os russos sabem dizer quanto pesa a cabeça do iskander. Lembrando que dentro das 9K723K existem K1 ,K5 e etc..
    Ja sobre Zircon (lembra no final do ano passado comentei que foi para os testes ? :)) podemos dizer que os russos chegaram no nível das pesquisas dos engenheiros soviéticos dos anos 80-90 quando trabalhavam com projetos Holod, Hood-2 e Igla. So não sabemos se eles resolveram o “problema de navegação” pois obvio que as regras da física ninguém cancelou : ondas EM sofrem interferências na presença do campo de plasma e materiais tradicionais das lentes(no caso da IRST) não aguentam as temperaturas elevadas.Eis a questão..
    Um grande abraço!

  3. Senhores,
    com o desenvolvimento do canhao a laser, nao fica mais fácil interceptar artefatos hipersonicos ??

  4. Wolf,
    Eu acho que ainda vai levar um bom tempo até que o laser seja um confiável sistema de defesa antimíssil, principalmente contra mísseis supersônicos e mais ainda, hipersônicos, mas sem dúvida isso será uma realidade um dia.
    O problema do laser é que cada arma só pode dar conta de um alvo por vez enquanto mísseis podem engajar várias ameaças ao mesmo tempo. Como hoje a tática de saturação é o que há, mísseis ainda serão mais efetivos que armas de energia dirigida por muito tempo.
    Basicamente as defesas hard-kill antimísseis são (serão?) dispostas em camadas e formadas por:
    1- mísseis de grande alcance;
    2- mísseis de curto alcance;
    3- canhões com projéteis pré-fragmentados e espoleta de “proximidade”, inclusive guiados;
    4- canhões de alta cadência de tiro e projéteis integrais com espoleta de impacto ou cinético.
    A esses sistemas ainda pode-se acrescentar para um futuro não muito distante:
    1- laser de alta energia;
    2- raio de partículas;
    3- pulso de microondas de alta energia (provavelmente emitido pelo próprio radar AESA a base de GaN);
    4- projétil guiado disparado por canhão eletromagnético.
    Muito provavelmente o canhão EM irá ter versão de pequeno calibre e com alta cadência, e que, chute meu, deverá ter um alcance pelo menos umas 3 x o Phalanx.
    O laser deverá evoluir para um sistema tipo “eletronic scanned” e um único emissor poderá dar conta de mais de uma ameaça por vez, mas isso pra bem mais pra frente no tempo.
    Viajei muito na maionese. rsrsssss
    Um abraço.

  5. Falando em “Almirante Nakhimov” … o grande cruzador que desde 1999 não viu mais atividade
    e teve sua modernização iniciada para valer em 2014 teve seu retorno à frota outra vez mudado,
    agora ao invés de 2019, deverá ser 2021 o que pode adiar a necessária modernização de meia vida do “Pedro o Grande”.

  6. Essa forma usual com que mostram os mísseis cruise hipersônicos propulsados por motor scramjet com o bico achatado tipo X-51, claramente é inadequada para um míssil antinavio operacional. Pode até ser que futuros mísseis hipersônicos contra alvos em terra guiados só por INS/GPS conservem esse designe, mas não mísseis que precisam de um seeker terminal, que no caso de míssil antinavio é um radar ativo.
    O que me dá a impressão que russos e indianos estão muito otimistas em relação aos seus mísseis antinavios hipersônicos é que até agora não mostraram um designe minimamente crível.

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