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Coreia do Norte avança programa de mísseis lançados de submarino

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Imagem divulgada pela Coreia do Norte de um teste de SLBM

Imagens recentes de satélite mostram que a Coreia do Norte continua construindo seu programa de mísseis balísticos lançado por submarinos (SLBM).

As imagens de satélite comercial publicadas pelo 38 North, um site da Universidade Johns Hopkins dedicado a questões da Coreia do Norte, mostram uma segunda barcaça de teste para os SLBMs de Pyongyang.

As imagens de 19 de abril são fotos aéreas do Nampo Naval Shipyard, na costa ocidental da Coreia do Norte, escreve Joseph S. Bermúdez Jr.

A barcaça é “idêntica” em tamanho e disposição à barcaça original que foi identificada primeiramente em 2014, de acordo com o analista.

A primeira barcaça foi encontrada em Sinpo South Shipyard, na costa leste, onde até seis lançamentos de SLBM ocorreram desde 2014.

Barcaça submersível no Sinpo South Shipyard

“Ambas as barcaças são muito semelhantes em tamanho e disposição com o antigo modelo russo PSD-4 de testes para mísseis balísticos lançados de submarino, Bermúdez escreve. “Barcaças como estas são usadas pelas marinhas para realizar testes submarinos de tubos de lançamento de mísseis novos e modificados, bem como para realizar lançamentos iniciais de mísseis antes que esses sistemas sejam instalados em um submarino”.

A segunda barcaça provavelmente foi adquirida no exterior, acrescentou o analista.

Embora a Coreia do Norte possa ter adquirido as barcaças simultaneamente, há uma maior probabilidade de que a “segunda barcaça parece ter sido adquirida três anos após a primeira”, diz a análise.

Isso significa que, ao longo do tempo, a Coreia do Norte intensificou os planos para acelerar seu programa de testes de SLBM, a fim de “incluir um componente da costa oeste ou desenvolver novos projetos SLBM”.

Em 2016, a Coreia do Norte testou SLBMs em abril, julho e agosto. O míssil testado em agosto voou mais de 300 milhas.

A Coreia do Norte também pode ter realizado um teste de SLBM em dezembro, como parte do plano de Pyongyang para garantir a capacidade de “lançamento a frio” através de um sistema de lançamento vertical, no qual o míssil é expulso por gás.

FONTE: UPI

2 COMMENTS

  1. A fonte (38north) deveria fazer um pouco mais.
    Confundir estande imersível ucraniano(soviético) PSD-4 com essa “engenhoca” coreana so possível por duas razoes : não saber ou não quer saber..
    PSD é mais estreito e bem mais comprido! Sim , ucranianos poderiam vender ate o aparelho de solda com que era feito tal estande.Mas o próprio estande (feito no estaleiro n444 da Nikolaev) ja foi cortado dezenas de anos atras!..Provavelmente os coreanos conseguiram mais um pacote de documentação com ucranianos como ja aconteceu nos últimos 20 anos vários vezes. E , por “acaso” , exatamente neste período que a Coreia do Norte teve seu maior avanço tecnológico na construção dos mísseis.
    Ai vem aquela gargalhada(risada seria muito fácil , ne) macabra..
    Outra.
    A foto ilustrativa é bem “interessante” pois mostra lançamento da versão de … 2014! Com propelente liquido.Ja os últimos testes foram feitos com versão do mesmo KN-11 com propelente solido.E com certa sequencia dos lançamentos .Sendo 3 unidades de KN-11 num dos submarinos do Norte a geografia de possível ponto de lançamento vai aumentar de forma radial (lembrando a geometria) levando a ideia de instalação de THAAD por 1 Bi de “presidentes mortos” para categoria de CHANTAGEM política e econômica.
    Alias , pessoalmente acredito que toda essa “operação” não passa de um trote para aumentar as popularidades dos ambos lideres fracassados e chantagear os vizinhos da área de conflito.
    Um grande abraço!

  2. Scud,
    Em tese para se contrapor à ameaça dos SLBMs norte-coreanos bastaria colocar mais 2 baterias do THAAD, cada uma voltada pra um lado e têm-se a cobertura em 360º. Claro, se se quiser uma cobertura de todo o território sul-coreano aí teriam que utilizar o sistema SM-3, ficando o THAAD para proteger áreas críticas e mais internamente com o PAC-3 protegendo alvos pontuais de alto valor.
    Vale salientar que apesar da leve inclinação do lançador, o THAAD é sob todos os aspectos um míssil lançado verticalmente, com capacidade de ação em 360º. Ele só não faz isso porque o radar TPY-2 é fixo e varre num ângulo de 120º, o que é considerado coerente com a ameaça balística que tem um eixo de ameça específico, diferente dos mísseis de cruzeiro que podem vir de qualquer direção.
    O motivo da adoção dessa leve inclinação foge completamente ao meu conhecimento. Vale salientar que essa inclinação também existe no lançador do sistema MEADS, que também é considerado capaz de cobrir 360º com igual desempenho. No caso do MEADS essa cobertura é real já que os radares (de busca e direção de tiro) são rotacionais e giratórios, respectivamente.

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