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Fragata Type 23 HMS Argyll da RN fará teste com míssil Sea Ceptor

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HMS Argyll após o período de reparos. Observar o novo radar Artisan 3D Type 997 no alto do mastro principal

Três fragatas da classe “Duke” ou Type 23 da Marinha Real Britânica (Royal Navy) estão de volta ao serviço, depois de longo período em reparos: Westminster, Montrose, Argyll.

A HMS Argyll deverá realizar em breve testes com o míssil antiaéreo Sea Ceptor, que deverá substituir o sistema Seawolf nas fragatas Tipo 23 da RN.

O Sea Ceptor é o míssil antiaéreo que vai equipar as fragatas Type 26 (Global Combat Ship) e também foi selecionado pela Marinha do Brasil para as corvetas classe “Tamandaré”.

Segundo a MBDA, o Sea Ceptor provê cobertura 360º de defesa aérea de área local em quaisquer condições meteorológicas, dia e noite, contra ameaças múltiplas simultâneas, como mísseis antinavio em voo baixo sobre as ondas (sea-skimming), helicópteros e jatos de combate velozes. Pode ainda, quando confrontado por ataques de saturação de ameaças diversas, oferecer uma clara vantagem graças à sua cabeça de busca ativa de avançada tecnologia. O míssil também é capaz de engajar alvos de superfície.

Concepção de fragata Type 23 disparando o Sea Ceptor

 

15 COMMENTS

  1. Essa foto da Argyll já é recente e pelo visto já preparada para testar o Sea Ceptor tendo em vista os radares de direção de tiro do Sea Wolf terem sido retirados.
    Visível também é o radar Type 997, 3D, essencial para aproveitar toda a potencialidade do Sea Ceptor.

  2. Melhor comprar 12 Type 26, com financiamento junto aos bancos Britânicos ou bancos internacionais.
    Financiamento de 30 anos seria ideal, seria mais ou menos a vida útil do equipamento.

  3. Bosco, na Wikipedia falam que o radar tem um alcance de 200 km.
    Mas como fica a questão da linha de visada? Radares não enxergam só até o horizonte?

  4. Esse alcance e o limite ditado pelo horizonte, dependem da altura na qual a antena se encontra no mastro.

  5. Nonato,
    O horizonte radar de um navio é proporcional à altura da antena. Um homem com 1,8 m em pé na praia vê a linha do horizonte a cerca de 5 km. O que está abaixo da linha do horizonte não pode ser visto por esse homem, mesmo que esteja tão próximo quanto 6 km, já a Lua que está a 380 mil quilômetros pode ser vista normalmente quando está acima do horizonte, mas quando se põe abaixo da linha do horizonte o nosso homem na praia não pode mais vê-la. Até a galáxia de Andrômeda a 2 milhões de anos luz pode ser vista a olho nu se alguém souber onde procurar. rsrsrs
    Voltando ao radar do navio, esse mesmo homem com os olhos na altura de uma antena de radar da fragata Type 23 (25 metros) veria a linha do horizonte a cerca de 18 km. Ele poderia ver navios com binóculos que antes, de pé na praia, não conseguiria ver.
    Como as ondas de rádio apresentam o fenômeno da refração (que curva as ondas de rádio) acrescente-se a essa distância algo como 10% (média padrão). Ou seja, o horizonte radar da Type 23 é de cerca de 20 km. Além dessa distância um “objeto” só pode ser detectado se ele se elevar acima dessa linha de horizonte radar. A 40 km o objeto para ser “visto” pelo radar teria que estar a uma altura de 120 m. A 100 km do navio um objeto teria que estar acima de 800 m do nível do mar. A 200 km esse mesmo objeto teria que estar a mais de 3 km de altura para sair da “sombra” da terra e aparecer acima do horizonte radar.
    Ou seja, o radar do navio tem alcance de 200 km mas a essa distância só pode detectar objetos que estejam acima do horizonte radar já que o radar opera com ondas eletromagnética, que se propagam em linha reta (vamos esquecer o fenômeno da refração). A 200 km tudo que estiver acima de 3 km do nível do mar até uma altura de provavelmente 30 km do nível do mar (depende do desempenho vertical do radar) entrará no feixe do radar e será detectado. Abaixo do feixe de radar limitado pelo horizonte, há o que se pode chamar de “cone do silêncio” que é aproveitado por um atacante para se aproximar de um navio até um ponto onde não há mais como se esconder abaixo do horizonte (como disse, a cerca de 20 km do navio se for uma ameça de superfície, como um barco). Um míssil Exocet se aproximando a 300 m/s e a 5 metros de altitude seria detectado a uns 23 km, sobrando 77 segundos para o impacto, que é o tempo que o navio tem pra reagir. No cenário mais pessimista possível o míssil seria um Brahmos se aproximando a 510 m/s a 15 metros de altura, que seria detectado a 25 km do navio dando um tempo de reação de 49 segundos até o impacto.
    Já o Brahmos se aproximando a Mach 3 (960 m/s) a 15 km de altitude, seria detectado tão longe quanto possível (distância dependente do desempenho do radar e do RCS do “alvo”). Supondo que o míssil fosse detectado a 100 km de distância, o navio teria cerca de 100 segundos para reagir.
    Espero tê-lo ajudado.
    Um abraço.

  6. Quanto pesa um radar e qual a potência que ele consome?
    Ninguém nunca pensou em projetar um drone “radar” lançado a partir do convoo de uma fragata que pudesse superar essa limitação dos radares normais?

  7. Bosco, você espera ter ajudado? Rs. Com certeza.
    Poderia ser lançado um curso completo da área de defesa. Rs.
    Com seus conhecimentos.
    Bosco defense comprehensive graduate course (1.000 noite).

  8. O bom é que você tem conhecimento e didática.
    Eu queria muito que houvesse cursos tanto na área de defesa quanto em outras com essa didática…
    Aquele indiano Khan é famoso pela didática dele.
    Alunos preguiçosos americanos acabam aprendendo com mais facilidade…
    Ele tem a Khan academy. Bill gates é fã e patrocinador, se não estou enganado…

  9. Esse alcance também se aplica a radares em terra firme, não é?
    Isto é, aviões estrangeiros a baixa altitude poderiam entrar em território brasileiro e serem detectados a apenas 25 km?
    Se cada radar só tiver esse alcance bastaria aos aviões não passarem nas proximidades de tais radares. Tipo, se há um radar em Manaus, é só passar 50 km a oeste de Manaus, rumo a Brasília???
    E não se usam ondas curtas, tipo rádio amador, que refletem na atmosfera e se deslocam grandes distâncias, tipo da Europa até o Brasil?
    Quem já escutou a voz da América, a BBC, ou a voz da Rússia?

  10. Nonato,
    Obrigado pelas palavras.
    Quanto aos radares de terra, se aplica sim. O Brasil tem cobertura completa por radar de 9000 metros pra cima. Abaixo, há as zonas sem cobertura que ficam abaixo do horizonte radar.
    A diferença é que no caso de radares em terra as antenas são colocadas em locais escolhidos a dedo, que geralmente são altos, portanto, o horizonte radar é mais longe. Por outro lado, no caso de radares em terra, há o complicador do relevo. Por exemplo, um avião pode se esconder atrás de uma montanha, etc.
    Quanto ao exemplo que você citou sobre um avião passando por Manaus, é assim mesmo. É desse jeito que os aviões do tráfico voam. Para fechar esses corredores de baixa altitude outros radares têm que ser posicionados entre a malha de radares “permanentes”. Uma força aérea atacante também tentaria utilizar esse corredores de baixa altitude, daí a utilidade dos aviões radar, como no caso do Brasil do E-99. Do alto de seus 8 a 10 mil metros ele tem um horizonte radar que chega a 350 km ou mais. Sem falar que no caso hipotético de as relações entre nós e nossos vizinhos esquentar, a FAB e o EB posicionaria radares móveis táticos, como o Saber 60 ou outros, nas possíveis rotas de penetração, aumentada a densidade de radares e reduzindo a altura de cobertura em regiões específicas.
    Quanto aos radares de ondas curtas (HF), são os radares OTH (além do horizonte). Eles são utilizados em cenários específicos. Sua aplicação em controle do espaço aéreo é limitada, mesmo porque eles focam seu feixe num ponto específico (menos os OTH que utilizam o princípio da difração e não da reflexão na ionosfera). O Brasil estava ou está construindo um radar OTH do tipo “difração” lá no Sul. O problema desse tipo de radar é que tem péssima resolução (dois aviões a separados a 1 km cada um pode aparecer como sendo um avião só; ou um avião num determinado ponto pode estar a 5 km ou mais da posição indicada; etc.).
    Voltando à cobertura radar do Brasil, tem esse artigo muito interessante: http://www.terra.com.br/noticias/comunicado_fab_cobertura.pdf
    Um abraço.

  11. Nonato,
    Vale salientar que a propagação das ondas do radar é mais complexo do que isso que falei. Há fenômenos atmosféricos/climáticos que afetam a tal da “refração” que pode aumentar ou até diminuir a distância de detecção de um alvo. Também há fenômenos relativos á reflexão na superfície do mar e fenômenos relativos à atenuação atmosférica. Em regra, quanto maior o comprimento de onda (frequência menor), menor é a atenuação pela atmosfera (mais longe vai a onda) mas menor é a “resolução”. Ou seja, comparando dois radares que operam em frequências diferentes, o de maior frequência vê com mais clareza, mas mais perto, Já o de menor frequência (onda mais longa), vê de longe, mas é míope (vê embaçado, não consegue distinguir dois alvos próximos, etc.).
    Por isso há radares de diferentes frequências. Num navio isso fica claro. Geralmente em um mesmo navio de guerra há diferentes radares operando em 3 ou 4 bandas diferentes, de modo a que os fenômenos que afete um possa afetar menos o outro e vice-versa.
    Como norma, os radares de banda K são para controle de tiro de canhão. São de alta resolução mas de curto alcance.
    Os de banda X são para vigilância de curto alcance, navegação, busca de superfície, guia de mísseis, etc. Também têm boa resolução mas são de alcance relativamente curto.
    Os de banda C têm pior resolução que os de banda X mas têm melhor propagação (menos atenuação).
    Os de banda S já começam a ficar bem míopes mas conseguem ver bem longe.
    Os de banda L mais míopes e mais longe que os de banda S.
    Os de banda UHF e VHF veem tudo embaçado mas muito longe. Precisam de uma antena gigantesca pra conseguir ver melhorzinho.
    O de banda HF (os OTH) veem um borrão, mas vão até a milhares de quilômetros (e só podem ser instalados em terra porque as antenas são gigantescas)
    Um abraço.

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