Itália confirma planos para quatro novos submarinos

Itália confirma planos para quatro novos submarinos

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U212A italiano navegando na superfície

O Ministério da Defesa italiano (MoD) confirmou planos para adquirir quatro novos submarinos. A Marinha Italiana manterá seu atual nível de força de oito submarinos, um aumento em relação ao requisito anteriormente estabelecido para seis cascos.

Observando que a Itália renovará sua frota de submarinos com “uma substituição um a um de seus quatro submarinos diesel-elétricos da classe Sauro (SSK), o capitão Maurizio Cannarozzo – oficial do programa de submarinos na direção nacional de armamento do Ministério da Defesa – disse à Conferência “Undersea Defense Technology” (UDT) em Bremen, Alemanha, que a aspiração é que um contrato seja assinado em 2018.

Os submarinos serão uma evolução dos atuais U212A, que deslocam 1.450 toneladas, têm comprimento de 56 metros, diâmetro máximo de 7 metros e podem atingir uma velocidade de 20 nós. A tripulação é composta por 24 homens. Os U212A são equipados com sistema AIP Fuel Cell.

Um U212A italiano antes do lançamento ao mar

24 COMMENTS

  1. o que foi feito com todo maquinario dos IKL brasileiros ??? Foram armazenados pela MB ??
    Nada foi aproveitado em termos de maquinario ??

  2. wwolf, os nossos IKL estão ativos, tem dois em PMG acho mas estão na ativa. Que maquinários você se refere?
    Do AMRJ?

  3. Marcelo Andrade,
    me refiro ao equipamento pesado para produção e manutenção dos mesmos…. sei que para o Tikuna foram desenvolvidos maquinarios “diferentes” dos ikl…
    Do AMRJ sim…

  4. wwolf22
    Pura semantica, mas acho que a palavra seria ferramental?… Como nosso colega Marcelo disse, ainda é usado para manutençao dos IKL que temos. O ferramental é um bem muito importante para qualquer naçao que se disponha a manter seus meios de defesa.
    SRN

  5. quanto do ferramental da família IKL foi utilizado no Tikuna ??
    Valeu a pena gastar($$$$) no ferramental para apenas um(01) submarino da classe Tikuna ??
    Tem que padronizar ainda mais… cada embarcação tem seu ferramental diferente… ai fica complicado…

  6. wwolf22
    Acho que o plano inicial era construir mais subs alemaes, mas, diz a lenda que os proprios nao poderiam nos ajudar numa empreitada de ter um sub nuclear. Assim, jogamos tudo pro alto e abraçamos os franceses.
    SRN

  7. Devo dizer que, um país com o litoral do tamanho do nosso, como pretensoes territoriais mar adentro, poderia muito bem ter dois submarinos distintos. Logisticamente falando seria complicado? Sim. Seria caro manter dois vetores diferentes? Sim. Mas, como eu disse, com pré sal e tudo mais, E DAÍ???Vamos fixar o orçamento de defesa em 3 ou 3,5 por cento do pib, que é o que é recomendável para países que nao estejam em guerra. Desse dinheiro, quanto retornaria para o país em desenvolvimento tecnológico e etc.
    SRN

  8. Flamenguista, quem recomenda 3 -3,5% do PIB para as Forças Armadas de países que não estão em guerra?

  9. O ideal seria 10% do PIB.
    Se dizem que a carga tributária é de 40% do PIB isso seria 25% do orçamento…
    Considerando que grande parte é juros. Outra previdência…
    O resto seria defesa…
    Mas como alguns falaram poderia ter retorno tecnológico.
    Mas o importante não é a quantidade relativa mas como se gasta…
    Não se trata de torrar dinheiro, mas de ser eficiente…
    Gastar bem.

  10. Apesar de achar que o investimento deve aumentar, 10% só os grandes produtores de petróleo tem esse tipo de patamar do PIB e isso que suas economias não são lá grande coisa fora do mercado de petróleo e gás…
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    As vezes precisamos ver que não é apenas o número em si como percentual do PIB, do jeito que estruturamos a maior parte dos gastos governamentais no Brasil, gastar 10% do PIB não resolveria muito pois boa parte seria desviada antes de realmente trazer benefícios para nossas forças… Ou alguém acha que corrupção é algo reservado apenas aos políticos, ficando todos os demais segmentos da sociedade (público e também privado) imunes? Sem citar a própria estrutura do que está incluso nesse orçamento.
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    Só para comparar, as grandes potências militares do mundo gastam entre 2% e 5% do PIB (ordem de grandeza) e olha que o PIB de uma delas é menor do que o nosso (Rússia) e mesmo assim se consegue manter alguns programas interessantes em defesa.
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    Países europeus com PIB pouco superior ao nosso gastam cerca de 2% do seu PIB com defesa (UK e França) e isso já lhes confere uma estrutura militar muito superior à nossa em termos de equipamento.
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    Não sou especialista, mas acho que o caminho não é apenas mexer no percentual de investimento, mas sabermos como gastamos os nossos cerca de 1,5% do PIB (nesse quesito gastamos mais que a Alemanha e o Japão por exemplo, tudo bem que eles têm grandes quantidades de tropas americanas para garantir a sua segurança, mas ainda assim possuem uma estrutura bem melhor do que a nossa). Vimos diversos comentários ricos de foristas aqui do Trilogia que viveram ou vivem a situação militar mais de perto analisando e sugerindo sobre isso…
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    Então, claro que eu acho que devemos investir mais em defesa e vejo retorno para o país com esse tipo de investimento, mas primeiro que não é esse número mágico puro e simples que resolve a situação desastrosa que observamos através de notícias aqui no Trilogia e segundo que ainda que fosse, 10% é algo completamente fora da realidade, ainda mais em um país com tantas demandas sociais bastante emergenciais (só minha opinião)
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    Sds.
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    PS. A fonte das informações que citei é o Stockholm International Peace Research Institute, pra quem quiser ver a lista completa

  11. Alguns Tikunas (três) fariam bem a MB, mas precisa de investimento, verba e força de vontade e poderia continuar com o programa dos Scorpenes. Arma de dissuasão fantástica, o submarino. desenvolver torpedos leves também seria bem produtivo.

  12. Tudo no Brasil é questão de vontade política.
    Há países com PIB bem menor que o nosso é que têm forças armadas nada desprezíveis.
    Pelo menos com bons equipamentos ou em grande quantidade ou com tropas muito numerosas.
    É bom lembrar que o orçamento do governo vem dos tributos, os quais são um percentual do PIB.
    Como o colega afirmou o PIB da Rússia é menor que o nosso é o território é mais que o dobro do nosso.. a população não é tão pequena..
    Não são um país rico.
    Mas têm de tudo.
    Bons caças, radares, mísseis, navios, submarinos e tanques.
    Qual o segredo se, provavelmente, os gastos em defesa deles é menor que o nosso?
    E por que não mencionar Israel?
    Acredito que alguns pontos são: desenvolver equipamentos internamente pois, em tese, saem mais baratos.
    Você não precisa pagar royalties e os altos salários de uma multinacional…
    Certamente um.missil russo deve custar muito menos do que um americano.
    Outro aspecto é que o país pode exportar equipamentos e, com isso, aumentar o PIB, a arrecadação e cobrir os custos do desenvolvimento.
    Claro que tudo isso embute riscos. Muitas vezes o desenvolvimento não dá certo ou custa caro demais.
    Tipo o f35 para os americanos e seus altos custos.
    Ou o tejas. Muito gasto é pouca efetividade.
    Mas depois que a indústria de firma, fica mais fácil passar de um produto para outro.
    Vide os suecos é israelenses.
    Quem aprende a fazer mísseis tem mais facilidade de desenvolver versões ar-sr, de curto, médio e longo alcance. Mísseis subsônicos de cruzeiro ou hipersônicos. Ou até lançadores de satélites.
    Reduzir custos nas forças armadas é investir em pesquisas é importante.
    Algumas aquisições que importam construção local tem esse objetivo além de gerar empregos​.
    Tipo o gripen e os scorpenes.
    Mas as vezes encarece, demora a entregar, faltam recursos e a descontinuidade após as entregas pode impedir o aproveitamento das tecnologias transferidas.
    Falei 10% do PIB de forma irônica. Mas poderia ser um projeto de governo mesmo.
    Crescer por meio do investimento em tecnologia e nas forças armadas com uso dual civil e militar.
    O KC 390 pode ser utilizado como avião civil de carga…

  13. http://too.by/aatlas/infopage/medsea.gif

    É interessante dar uma olhada no mapa político do Mar Mediterrâneo, teatro de operações navais no qual a Itália está inserida.
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    Tudo ‘pertinho’.
    A maior parte fronteiras quentes, com países se esfacelando, guerras assimétricas e possíveis guerras simétricas, além do velho urso vermelho tentando estender novamente suas garras através do Mar Negro, com base em Tartus (Síria).
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    O submarinho tipo U212A foi desenvolvido especificamente para mares fechados, como o Báltico mais ao norte (TO da Alemanha), mas também o Mediterrâneo ao sul da Europa (TO da Itália).
    .
    O mapa.
    Normalmente explica a escolha das armas.
    .
    A Marina Militare alinha um total de 8 (oito) submarinhos, com o último sendo entregue este ano de 2017.
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    Os mais modernos são 4 (quatro) classe Todaro (U212A):
    – S 526 Salvatore Todaro;
    – S 527 Scirè;
    – S 528 Pietro Venuti;
    – S 529 Romeo Romei (lançado em 04 de julho de 2015 e comissionado em 11 de maio de2017)
    .
    Os mais antigos classe Sauro, que serão agora substituídos por versões mais modernas do U212A, são 4 (quatro):
    – S 522 Salvatore Pelosi;
    – S 523 Giuliano Prini;
    – S 524 Primo Longobardo;
    – S 525 Gianfranco Gazzana Priaroggia.
    .
    Pelas datas de lançamento e comissionamento do S529 Romeu Romei parece natural que comecem as ações para substituir os classe Sauro mais antigos.
    Os italianos aparentemente possuem uma força de submarinos bastante equilibrada e que impõe respeito dentro do Mediterrâneo.
    .
    Sds.,
    Ivan, o Antigo.

  14. Pessoal os chineses fabricam de tudo e fiquei pensando coisas boas coisas mais ou menos e coisas ruins então pensei se o Brasil oferecer uma classe do Tikuna melhorada no mercado externo talvez conseguiria emplacar algumas vendas para marinhas menores e com menos recursos tipo do Uruguai ou mesmo algumas marinhas da Asia e em alguns anos versões dos scorpenes????Tikunas preços mais mòdicos e scorpenes mais caros???

  15. Até o momento os chineses emplacaram seus submarinos no Paquistão, Bangladesh e na Tailândia.
    Além da Coréia do Norte.

  16. Aos amigos que falam do aumento do gasto com defesa, as forças apenas pedem mais e mais dinheiro, mas não diminuem pessoal, não cortam gastos desnecessários,
    Estamos no naval, então vamos lá, pra que um contingente de 370 mil na MB? Se fosse no EB, ok, mas na MB?
    17 mil fuzileiros navais, pra que? Vamos tomar quem? Projetar força onde?
    Outros devaneios que nem cabem no post em si, como duas esquadras, sub nuclear,
    Mas pedir mais dinheiro, sem ao menos saber o que fazer com ele é difícil,
    Saudações.

  17. Amigos,
    .
    O título da matéria é:
    Itália confirma planos para quatro novos submarinos.
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    Seria interessante focar no planejamento italiano de manter uma força de submarinos crível, sustentável e adequada ao Teatro de Operações (TO) deles, dentro da OTAN e com as ameaças assimétricas e simétricas que eles enfrentam hoje e entendem que enfrentarão no futuro.
    .
    A classe Type 212A, ou, como chama a Marinha Italiana, classe Todaro, apresenta características interessantes para um submarino desenvolvido e construído para operar em mares fechados, águas rasas e muitas vezes próximo à costa.
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    Apesar de “parrudo”, deslocando 1.450 toneladas na superfície e 1.830 toneladas submerso, ele é capaz de operar em profundidades de apenas 17 metros em função de soluções engenhosas adotadas, como, por exemplo, o arranjo em X dos controles hidrodinâmicos da popa.
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    Um questionamento interessante é justamente este arranjo em X nos U212A, enquanto os contemporâneos U214 do mesmo fabricante usam o mais tradicional (e barato) arranjo em cruz (+).
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    A solução germano-italiana U212A/Todaro é extremamente adequada à realidade de suas marinhas nacionais, da área de operação e patrulha em que devem atuar e de suas missões na OTAN.
    A quantidade atual (6 alemães e 4 italianos) e futura (10 alemães e 8 italianos) é um indicativo que esta classe de submarino será a linha de frente subaquática em 2 (duas) saídas da ainda poderosa (e belicosa) Rússia. Inclusive em águas bastante agitadas.
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    Forte abraço,
    Ivan, o Antigo.

  18. Só um adendo.

    O PIB da Rússia é menor que o do Brasil apenas se for levado em consideração o valor nominal do indicador. Se corrigido pelo método de paridade do poder de compra (e creio que esta seja a forma mais adequada de analisar, já que no setor de defesa os russos produzem quase tudo e importam praticamente nada), o PIB russo é o 6º do mundo.

  19. “O PIB da Rússia é menor que o do Brasil apenas se for levado em consideração o valor nominal do indicador. Se corrigido pelo método de paridade do poder de compra (e creio que esta seja a forma mais adequada de analisar, já que no setor de defesa os russos produzem quase tudo e importam praticamente nada), o PIB russo é o 6º do mundo.”
    Acredito que o método de paridade do poder de compra é bem mais eficiente do que o valor nominal de um PIB, porém o PIB real é mais eficiente do que a paridade do poder de compra e do nominal, mas vou me abster de aprofundar esse assunto. O fato é que eu acho um erro querer comparar a Rússia com o Brasil, devido sua herança da URSS, a Rússia detém o know-how da era soviética e isso faz uma enorme diferença na conclusão afins de comparação entre Brasil e Rússia. A Rússia pode até ter um PIB nominal menor do que o Brasil, mas sua eficiência militar é enraizada dos tempos da URSS.

    “Se dizem que a carga tributária é de 40% do PIB isso seria 25% do orçamento…
    Considerando que grande parte é juros. Outra previdência…”
    A economia para pagar a dívida dos juros é chamado de superávit primário, só que estamos tendo déficit primário desde 2014, para quem não entende seria equivalente a dizer que o governo está gastando mais do que arrecadando e com isso não está conseguindo sequer pagar os juros, logo o pagamento dos juros desde 2014 está sendo feito através de mais dívida, seria fazer dívida para pagar a antiga, exemplo um título de um governo que foi emitido há 3 anos atrás está custando hoje 100 reais, o governo emite um título de 105 para cobrir o título e os juros, logo concluindo, podemos dizer que não está sendo gasto um único centavo dos impostos com os juros da dívida.
    http://g1.globo.com/economia/superavit-o-que-e/platb/

    Eu concordo com o Rodrigues, o contingente da MB é surreal, os comandantes apenas querem mais dinheiro para custear suas forças, mas não fazem o devido trabalho cortando custos desnecessários. Ao meu ver, a Marinha principalmente devia congelar os concursos anualmente, fazendo em um ciclo de tempo de digamos de 3 em 3 anos para assim poder economizar um volume de dinheiro considerável. Apenas jogar dinheiro para os militares não irá resolver o problema, como ser responsável com uma atitude dessas? Não há como.
    Concordo que devemos aumentar os gastos militares para 2,0% do PIB, mas apenas se os comandantes fazerem sua lição de casa, porque no futuro isto se tornará o mesmo problema.

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