1° Congresso Internacional de Contramedidas de Minagem

1° Congresso Internacional de Contramedidas de Minagem

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A Marinha do Brasil sob a Coordenação do Comando do 2° Distrito Naval realizará o 1° Congresso Internacional de Contramedidas de Minagem (CICMM) nos dias 17 e 18 de Outubro, nas dependências da Escola de Guerra Naval, situada na Av. Pasteur, 480 – Urca – Rio de Janeiro – RJ, CEP: 22.290-240.

O Congresso reunirá em um evento único representantes da Marinha, Exército, Aeronáutica, instituições de pesquisa, empresas ligadas ao Tema, e representantes de Grupos de Operações especiais das áreas de segurança e defesa.

Para acessar o site do CICMM, clique aqui.

27 COMMENTS

  1. Uma revista bem antiga que tenho apresenta uma matéria sobre a força de contra minagem
    brasileira e os 6 NVs classe “Aratu” – agora reduzidos à 4 – e lá consta que sua existência foi para fins de doutrina apenas…ano após ano o desejo de se ter navios maiores e mais capazes baseados no Rio de Janeiro foi eclipsado pela constante falta de verbas e outras prioridades.
    .
    Interessante que no continente americano apenas EUA e Brasil possuem navios especializados
    para contra minagem e dos 11 “oceânicos” da US Navy 8 operam no exterior enquanto os 3
    restantes são utilizados principalmente para treinamento em San Diego.
    .
    Definitivamente não é uma prioridade em que pese a nova base para submarinos em
    construção, não há um cenário realista de campos minados por aqui.

  2. Dalton, a revista que vc se refere deve ser a Tecnologia e Defesa. Tenho o exemplar mas não lembro o ano.

    No PAEMB constava a aquisição de navios NCM mas, ficou pra outra vez…..

    Acho que mesmo com a Base de Subs, ainda é imprescindível termos meios deste tipo nas saídas de FT de superfície e de subs.

  3. Dalton,
    Mas logo haverá na USN uma grande quantidade de LCS que assumirão a função dos 11 Avengers. Sem falar que a USN ainda utiliza muito o MH-53E. Ou seja, a capacidade de contra-medidas de minas do USN é maior do que se possa imaginar a primeira vista.
    Me corrija se estiver errado.
    Um abraço.

  4. Praticamente todo o nosso litoral é passível de ser minado, em função da batimetria… comandei um NV em 2004… navio complexo (pode acreditar)… não é uma área para amadores… teríamos de ter maior atenção ao tema, na minha humilde opinião… abraço a todos…

  5. Um congresso deste nível em uma marinha que nem tem meios para tal. E os navios oferecidos pela SAAB????

  6. XO,

    Valeu por compartilhar essa experiência!!!

    Tomcat,

    Mesmo estando defasados em meios, sempre é ótimo acompanhar a tecnologia e se manter atualizado , vai que apareça din din??

  7. Realmente Marcelo Andrade, não se pode ou deve parar no tempo por estar sem meios decentes disponíveis para o uso.

  8. Apesar da foto , devido à perspectiva(a explosão ocorre bem à frente do navio) , percebe-se que é uma explosão significativa. As minas seriam muito mais letais que os torpedos ?

  9. Sem duvida XO, mas …….. alem da defasagem quantitativa, há a qualitativa do equipamento disponibilizado tbm …

  10. Talvez seja uma barbaridade o que vou escrever a seguir, mas vai lá: diante do que temos, talvez Leirici não modernizado faça uma diferença enorme.

  11. Jota,
    Depende da mina. Por exemplo, os americanos transformam bombas da séria Mk-80 em minas de fundo e elas podem ter até 1000 kg (Mk-84) com 430 kg de explosivo. Um torpedo pesado, em geral, tem ogiva em torno de 300 kg com não mais que 150 kg de explosivo. Ou seja, em tese as minas podem ser mais destrutivas que os torpedos.
    Isso é entendido pelo fato de que o torpedo vai de encontro ao alvo enquanto no caso da mina o alvo tem que se aproximar dela.

  12. Não vejo qual o problema, exceto a constante falta de dinheiro.
    Não recebemos a Transferência de Tecnologia (ToT) de não somente 1, mas 2 navios patrulha????
    Os NPa classes “Grajaú” e “Macaé”.
    É portanto somente o caso de a partir da experiência na operação nos NV da classe “Aratú”, modelarmos um casco com a tecnologia existente apto a patrulha e a varrição de minas.

  13. Ah, segundo a Wikipédia em inglês, 3 cascos “Tripertite” (classe “Alkmaar”) holandeses estão “out of commission” desde 2011.
    Sei que os navios são um tanto grandinhos para o gosto da MB, 536/605 ton de deslocamento, não são assim novinhos, mas vai que ainda sejam úteis…

  14. Marcelo…
    .
    dei uma olhada no “baú” e a revista em questão é uma “Segurança & Defesa” de 1989 !
    .
    Bosco…
    .
    de fato os LCSs irão substituir os cansados MCMs, mas, já faz um bom tempo que eles aposentaram os 12 MHCs e os 14 MCMs originais estão reduzidos à 11 hoje em dia e os EUA
    ficaram muito dependentes de marinhas aliadas nesse campo específico.
    .
    Quanto à “grande quantidade de LCSs”depende do que se considera “grande”…os primeiros 4 já foram declarados como unidades de testes e não serão enviados para o exterior…os demais 24 assumindo que apenas 28 serão construídos, serão divididos entre 6 divisões de 4 unidades das quais 3 unidades cumprirão missões no exterior e uma permanecerá nos EUA
    para treinamento e os LCSs irão cumprir outras missões também ou seja nem todos estarão
    configurados para guerra de minas.
    .
    abraços aos dois !

  15. Contei 4 “out of commission” desde 2011 e a menos que eles tenham sido muito bem
    preservados desde então o que é difícil de acreditar dada a necessidade de reduzir o
    número de unidades por conta de restrição orçamentária, não seria financeiramente viável
    traze-los de volta ao serviço, são unidades com 30 anos ou mais.

  16. No Brasil essa função não poderia ser absorvida por um NPa ou NaPOc?
    .
    Com a quantidade de meios não tripulados que se tem hoje a disposição no mercado, creio que muita coisa para estas missões já é “Plug and Play”.
    .
    Não se faz necessário um meio especifico para isto. Tornar um meio distrital capaz de realizar esta função se necessário me parece uma opção interessante, ainda mais por conta do tamanho da costa.

  17. Dalton,
    Uma das decisões mais horrorosas já tomadas pelos americanos no campo militar, ao meu ver, foi essa de ter aceito os dois modelos do LCS.
    Será que desse total de 28 unidades serão 14 de cada?

  18. Bosco…
    .
    acredito que a sobrevivência dos estaleiros pesou na decisão, mas, mesmo que o número seja limitado à 28 e já se está quase lá em unidades em construção ou já encomendadas, uma nova classe de fragatas deverá ser inicialmente baseada nos LCSs, pois ainda existe uma
    necessidade para pelo menos 52 “pequenos” combatentes de superfície.

  19. Bosco…
    .
    na verdade não há nada certo… os LCSs 27 e 28 estão garantidos o que daria 6 divisões de 4
    unidades 12 no Pacífico e 12 no Atlântico além dos 4 primeiros que serão usados apenas em testes.
    .
    O problema é que a nova fragata pode sofrer mais atrasos e assim para manter os 2
    estaleiros ocupados alguns mais …talvez 4 para atingir os 32 que você citou sejam encomendados.

  20. Bardini, além de serem de madeira, os NV tem seus equipmentos feitos em aço amagnético… então a questão não é somente colocar material de varredura nos NPa… abraço…

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