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Novo navio lança-minas entregue à Marinha da Coreia do Sul

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ROKS Nampo (MLS-570)

SEOUL — A Marinha da Coreia do Sul recebeu um novo navio lança-minas (minelayer) no dia 9 de junho, para fortalecer suas capacidades de guerra contra a Coreia do Norte.

Construído pela Hyundai Heavy Industries, a embarcação de 3.000 toneladas, chamada Nampo, foi entregue à Marinha em uma cerimônia realizada no estaleiro da empresa na cidade sudeste de Ulsan, de acordo com a Administração do Programa de Aquisição de Defesa (DAPA).

Será incorporado no início de 2018, após sete meses de operações de teste, acrescentou a DAPA.

Pode acomodar 120 membros da tripulação e navegar a uma velocidade máxima de 23 nós, equipados com uma plataforma para helicóptero, armas avançadas, radares e um sistema de sonar.

“Em tempos de guerra, irá colocar minas em grandes portos e águas, servindo como o principal da frota da guerra das minas”, disse a DAPA.

Atualmente, a Marinha possui um minelayer de 2.600 toneladas, o Wonsan, que foi incorporado em 1998.

A Marinha batizou seus minelayers com nomes das regiões da Coreia do Norte onde a guerra das minas empregada durante a Guerra da Coreia, de 1950-53.

FONTE: Yonhap News

19 COMMENTS

  1. Ora pessoal… isso é uma corveta! Navio especializado em lançar minas????Com canhão de 76 mm, radar de busca aérea 3D, radar de controle de tiro para o canhão, 16 mísseis sup-ar K-SAAM lançados verticalmente e lançadores de torpedos e um helicóptero.
    Ele até pode servir pra lançar minas, aliás, é só instalar calhas em qualquer navio que ele vira um navio lança minas. Agora, vai abusar do eufemismo assim lá na Coréia chamar esse navio de “lança-minas”.

  2. Não sou especialista no assunto mas a colocação de minas ofensivas hoje está muito mais a cargo de aviões e submarinos do que de navios de superfície. Já as minas defensivas não exigem um navio especializado, muito menos como esse nível de sofisticação.

  3. Tem a capacidade de embarcar centenas de minas…muito mais do que submarinos e aeronaves e um submarino que seja envolvido em operações de lançamento de minas tem que deixar seus torpedos/mísseis em terra para ceder espaço para as minas impedindo o mesmo de exercer sua principal missão.

    O navio é grande porque também poderá ter outras funções como capitânia e/ou navio de apoio da força especializada em guerra de minas.
    .
    Não pude deixar de lembrar dos outrora cruzadores “mineiros” como o francês “Pluton”que
    teve um triste fim.

  4. Dalton,
    Mas isso serve pra qualquer navio… levar centenas de minas… e não só para um especializado. E esse, com tanta tecnologia embarcada com certeza não tem essa função como primária a ponto de ser denominado “navio lança-minas”.

    Quanto ao míssil K-SAAM, fabricado pela LIG Nex1, fui conferir e ele é um míssil da classe do ESSM, com 4 unidades acomodadas dentro de uma célula Mk-41. Deverá estar operando pra além de 2018 e diferente do ESSM ele deverá ter um seeker duplo, radar ativo + IIR. Muito sofisticado!

  5. Concordo também!!!

    Agora , convenhamos, com tantos navios que poderão lançar minas dos dois lados, um cidadão vai poder caminhar pelo Mar do Japão sem molhar os pés, se a trégua acabar!!!!

  6. Bosco…
    .
    “… specially built to lay a large number of mines precisely at the designated spots in a short period of time.
    .
    Ou seja “outros navios” podem até embarcar uma grande quantidade de minas, no improviso,
    talvez, mas, não é a mesma coisa que um navio especializado.
    .
    “”In wartime, it will lay mines in major ports and waters, serving as the flagship of the mine warfare fleet,” The main mission of this ship is mine laying operations and flag ship for mine warfare. The secondary missions are Anti-surface, Anti-submarine warfare and logistic support for friendly MCM forces.
    .
    O grande tamanho permite que ele seja usado como capitânia da força de minagem e navio de apoio para forças de minagem aliadas além de ser capaz de atuar em outras missões
    anti-superfície” e anti submarino.
    .
    Mesmo os MCMs classe “Avenger” da US Navy podem ser utilizados para missões de patrulha,
    um deles inclusive se deu mal, encalhou e foi desmantelado no local em 2013…o navio sul coreano poderá também exercer missões secundárias com maior propriedade até.
    .
    abs

  7. Tem forista que deve passar o dia “pesquisando” na wikipedia ou google…se o fabricante e país proprietário está enquadrando o meio como caça-minas, ponto final…é querer ser mais técnico que os professores…enfim…

  8. Cláudio,
    Às vezes não faz mal pesquisar na “wiki”. É “LANÇA-minas” e não “CAÇA-minas”. A pesquisa evita da pessoa errar quando for criticar alguém. rsrssss
    Se fosse “caça-minas” eu me calaria, já “lança-minas” eu não me contive porque sequer sabia que ainda existia esse tipo de navio especializado, principalmente em grandes potências militares.

    Dalton,
    Até entendo que um navio caça minas como o Avenger seja utilizado em “patrulha”, mesmo porque ele tem um respeitável armamento, mas um caça minas pra mim realmente é novidade. Pra mim um lança-minas tá mais para um lento rebocador faz tudo.
    Mas tudo bem, como o Cláudio Loro disse, se eles que são donos do navio inventaram de denominar o navio de “LANÇA-minas”, quem sou eu pra ser do contra.

  9. Boscão !
    .
    um “Avenger” tem como armamento apenas duas “ponto 50″…mas é aquela velha estória,
    se combate com o que se tem e não com o que se quer.
    .
    E de fato navios lança minas são raros hoje em dia tanto que aproveita-se para dota-los com capacidades secundárias.
    .
    abs

  10. Caro Bosco,
    .
    Com essas 3000 toneladas, o navio aí pode até ser considerado uma fragata… Seria, em algumas marinhas…
    .
    Seja como for, não adianta a gente buscar lógica onde não existe, já que toda a marinha, pelo que já li, acaba denominando seus navios como quiser…
    .
    E depois dos “contratorpedeiros de convés corrido” da classe Izumo ( acho que reclassificaram como ‘destroyer porta-helicópteros’… ), dá pra se esperar de tudo… rsrsr

  11. Beleza!
    Daltão,
    “navios lança minas são raros hoje em dia tanto que aproveita-se para dota-los com capacidades secundárias”. Eu é quem devo estar torturando a lógica mas na minha mente wikipediana seria mais lógico denominar um navio pela sua função principal e não pela função eventual ou secundária.
    Mas entendo que não cabe discussão já que como o RR lembrou se os japoneses podem denominar porta-helicópteros de contra-torpedeiro não há porque coreano não denominar corveta (ou fragata) de lança-minas.

  12. Off topic
    Prezado Bosco,
    Gostaria de aproveitar a oportunidade e fazer um reparo.
    Em debates passados eu acabei me excedendo e usei palavras ofensivas contra você. Não costumo fazer isso.
    Fica aqui um sincero pedido de desculpas por essa falta.

  13. Bosco…
    .
    Com certeza, cada marinha classifica seus navios como quiser…mas…nesse caso, eles, os sul
    coreanos classificaram corretamente como ” MLS ” Mine Layer Support ship assim como já haviam classificado outro navio comissionado em 1998, quase 20 anos atrás, com capacidade de embarcar/lançar 500 minas, então ele foi classificado pela sua função principal e não pela secundária.
    .
    Em outras palavras o “Nampo” pode cumprir a missão de uma corveta/fragata, mas, uma
    corveta/fragata não pode cumprir a missão principal do “Nampo” que tem um compartimento
    específico para abrigar centenas de minas e lança-las rapidamente, então nada mais natural
    que ele seja classificado como navio lança minas.
    .
    Convenci-ooo ou não ? : )

  14. Um fato interessante que descobri sobre o hangar deste navio é que ele é retrátil. Devido ao posicionamento dos mísseis na parte traseira do hangar falta espaço ao mesmo, por isso o hangar foi criado para ser expansível permanecendo recolhido quando não precisa, mas pode ser extendido quando necessário. Na quarta foto do link abaixo se vê a existência de trilhos por onde a parte móvel do hangar se movimenta e equipamentos ao lado dos trilhos que servem para movimentar a parte móvel. http://panzercho.egloos.com/page/3

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