Fragatas OHP desativadas

A Marinha dos EUA está estudando reativar 8 fragatas da classe “Oliver Hazard Perry” (FFG-7) para conseguir atingir mais rapidamente a meta de 355 navios na ativa.

A informação foi dada pelo Chefe de Operações Navais, almirante John Richardson na terça-feira, falando diante de uma audiência no US Naval War College.

Richardson disse que os líderes estão buscando “todos os truques” para colocar mais plataformas na frota, incluindo trazer algumas OHP para o serviço e estender a vida dos destróieres da classe “Arleigh Burke” mais antigos.

“Será uma análise de custo benefício em termos de como podemos fazer isso. A outra parte é como fazemos a extensão da vida e como planejamos mantê-los por mais tempo. Vai ser dinheiro no banco se fizermos isso”.

Ele também disse que o início da extensão da vida útil planejada dos destróieres de mísseis guiados classe “Arleigh Burke” poderia ajudar a Marinha a atingir um total de 355 navios 10 a 15 anos mais rápido.

A última Perry deixou o serviço ativo na US Navy em 2015, com a maior parte da classe reservada para venda a Marinhas estrangeiras ou desmantelamento.

FFG-7, a primeira da classe

FONTE: USNI

55 COMMENTS

  1. Poxa MO, mas elas não virão pra nós, pois pra super marinha fodastica do Brasil estes navios são sucatas velhas.

  2. Uma TAG a mais que podem constar em matérias do tipo: “Não tá fácil para ninguém”

    É claro que para eles seriam/serão 8 fragatas a mais dentro de dezenas de navios bem mais capazes, mas, até mesmo para eles, é no estilo “quem diria…”

  3. eh Edu, melhor assim, para vir pra c[á e virar para, paraiba, pernambuco…, mesmo indicativo, mesmo brazões, mesmo … (tipo aquela velha criatividade tipica da MB) e para ficar de enfeite, deixa com eles, eles sabem utilizar, a pena é nunca ter visto ou ido a bodo de um,a Perry …

  4. Só um detalhe que lembrei depois: os F-16 da USAF também passarão por uma “recauchutagem” como foi noticiado no PA. A situação tá difícil para todo mundo, os equipamentos mais caros como carros de combate, caças e navios daqui para a frente serão usados até o osso e depois ainda levarão uma recauchutagem para durar uns anos mais… O ruim disso é que praticamente não existem mais usados para se comprar no mercado, especialmente navios.

    Agora, MO, não deixa de ser irônico vc aclamar a revitalização dessas aí e ficar de implicância com nossas Niterói guerreiras… Tadinhas, elas carregam nosso piano MO, dá uma aliviadas pras coitadas, hehehehe.

  5. será que vão dar um “up” nos armamentos? Aquele lançador de mísseis está obsoleto não? Acho que os mísseis foram retirados de uso, melhor seria se instalassem uma arma de cano ali.

  6. Que decepção! Então, a USN estabelece uma meta de “n” navios, e portanto qualquer bagaço serve, desde que a quantidade seja atingida?
    Tanto faz se forem OHP, AB ou NaPaOcs?

  7. Marcelo,
    Os laçadores de mísseis Mk-13 já foram retirados. No seu lugar havia um canhão Mk-38 de 25 mm.

    Minha singela sugestão para os americanos seria colocar um lançador de mísseis RAM no lugar do Phalanx e instalar 8 lançadores de mísseis Harpoon II Plus atrás do canhão Mk-38.
    Remove o radar CAS “Mk-92” (a bolota da foto) que não terá serventia e instala um radar de busca aérea 3D SPS-75 (o mesmo do LCS Freedom e do NSC) no lugar do SPS-49.
    Pronto! Dá pra usar mais 20 anos.

  8. Ops! O radar CAS que compõe o sistema de combate Mk-92 é que controla o canhão Mk-75 (76 mm), portanto, não pode ser retirado.

  9. kkkkkkkkkk a USN está parecendo o PT no que tange à estatísticas de empregos. Pega o malabarista do semáforo, o vigia de carro, o manifestante da UNB, joga todo mundo no bolo e atinge a meta de empregos.

    Mas é isso ai. É engraçado que para a maior marinha do mundo, que frequenta os TOs mais quente do planeta, serve. Para a Marinha brasileira, que mal dá conta de combate a pesca ilegal, não serve.

    E coloca nesse seleto grupo de navios que não servem as OHP’s, KDX, MEKO, Pohang, etc etc. Só serve se tiver propulsão nuclear, radar 5D banda A a Z (e cálcio), antiaéreo com 520 células, lançador de torpedo mega pesado, de fabricação nacional, e lançador vertical de míssil anti navio com 10.000 km de alcance. Ah tem que ser furtivo.

    piada!

  10. Gostaria de saber certas situações sobre o submarino nuclear brasileiro. Estando ele construído e posto na ativa, a MB terá condições de mantê-lo? qual deverá ser o custo operacional? E quanto ao armamento, ou será ” tigre desdentado”? Boa noite a todos.

  11. Da mesma forma que “perguntaram” à marinha brasileira o que ela necessitava, 2 NAes , duas
    Esquadras, etc, “perguntaram” à US Navy o que ela precisava e a resposta foi de uma “Battle Fleet” de 355 unidades incluindo 66 submarinos de propulsão nuclear de ataque.
    .
    O problema é que não se sabe de onde viria o dinheiro para reativar 8 “OHPs” e os 1500
    tripulantes para tripula-las e o impacto que teria sobre tantos outros projetos.
    .
    É fato que à US Navy necessita “desesperadamente” de navios e as “OHPs” reativadas
    poderiam voltar a cumprir missões secundárias, como, combate ao tráfico de drogas e servir
    como navios “oponentes” durante exercícios, etc, mas, esquadrões de aeronaves estão
    sendo desativados como o VFA-15 dias atrás e uma décima Ala Aérea que tem existido apenas
    no papel nos últimos anos também será oficialmente desativada…isso…que a US Navy está
    retornando ao número de 11 NAes…não há aeronaves suficientes nem para as 9 Alas !
    .
    O USS Boise um dos submarinos classe Los Angeles “melhorado” está parado há um ano
    aguardando verbas para sua revitalização, outros 2 submarinos estão apenas aguardando o início da “inativação, mas, ainda não foram tirados da “lista”” e alguns “destroyers” que deveriam passar por “up grade” para torna-los plataformas contra mísseis balísticos simplesmente foram deixados de lado…entre outras coisas.
    .
    Não consigo enxergar como será possível se chegar ao número “355” mesmo reativando
    navios e prolongando à vida dos que estão aí para além de 40 anos como também já se pensa fazer.

  12. Falando de navios dotados de mísseis antibalísticos eu considero um equívoco ter apenas destróieres dotados dessa capacidade. Em muitos teatros essa função poderia ser delegada a um navio muito mais especializado a um custo muito menor do que os custosos destróieres dotados de sistemas múltiplos de armas. Há proposta da indústria para a USN de usar a classe San Antonio para essa finalidade, mas considero isso um equívoco tendo em vista o alto custo do navio. De qualquer forma seria melhor do que destróieres terem que assumir a função de defender áreas vulneráveis a ataque de mísseis balísticos de médio alcance e intermediário alcance.
    Até mesmo em ambientes quentes esses navios especializados seriam protegidos pelos escoltas, o que eliminaria essa função para os destróieres de forma definitiva.
    Além dos radares e dos lançadores Mk-41 para mísseis SM-3 o navio especializado contaria somente com sistemas defensivos básicos (contra mísseis, torpedos e ameaças assimétricas).
    Já os destróieres contariam tão somente com capacidade antibalística de autodefesa, como por exemplo o míssil SM-2 Block IV e não seriam utilizados como plataforma para os SM-3.
    Perdão pelo off-topic.

  13. O problema Bosco é que são necessários muitos navios para que justamente as áreas possam
    ser cobertas sempre ou quase sempre através do rodízio de navios e os “destroyers” são o que
    há de maior número na US Navy e podem também cumprir outras funções, como recentemente,
    os “Burkes” baseados na Espanha que tem a função “anti míssil balístico” como principal
    lançaram mísseis “tomahawk” contra a Síria recentemente.
    .
    Lendo sobre sua “sugestão” de substituir o “Phalanx” das “OHPs” por um “RAM”, pergunto se
    você não pensou no “SeaRAM” que foi instalado nos 4 “Burkes” baseados na Espanha e
    equipa também os LCSs classe “Independence” e há planos para substituir o “RAM” dos
    LCSs classe “Freedom” ou se você vê o “RAM” como superior ao “SeaRAM” !
    .
    E falando na possibilidade de instalar “RAM” ou “SeaRAM” em velhos navios, muita gente na US Navy gostaria que os “Burkes” baseados no Japão também recebessem o “SeaRAM” que
    os 4 “Burkes” baseados na Espanha receberam, mas, por enquanto, é uma ideia do tipo…
    “se um dia tiver dinheiro”…portanto há outros navios que seriam tratados com mais prioridade
    justamente por estarem operando na linha de frente…mas…a ideia não é ruim não.
    .
    abraços

  14. Dalton,
    Se o radar fosse trocado por um 3D com capacidade contra ameaças sea-skimming não precisaria ser o SeaRAM. Poderia ser o “RAM” com 21 células o que acho melhor exatamente por ter maior quantidade de mísseis prontos pro uso.
    Se se mantiver o radar SPS-49 (2D e não muito bom para detectar ameaças em níveis muito baixos) aí sim o SeaRAM seria melhor já que ele tem capacidade autônoma de designar alvos aos seus mísseis. O radar duplo (dentro do “ovo”) CAS do sistema de combate Mk-92 tem capacidade de suprir a “falha” do SPS-49 mas haveria uma “sombra” muito grande à ré.
    No caso dos LCS eu prefiro a configuração da classe Freedom, com o RAM (Mk-49). A Independence com o SeaRAM tem um maior nível de redundância por contar com o SeaRAM mas não vejo isso essencial. Considero mais interessante ter mais mísseis de prontidão já que uma recarga do lançador leva cerca de meia hora. Mas se a USN pensa em trocar os RAM pelos SeaRAM é porque nas simulações devem ter visto que a redundância de sistemas é mais interessante que maior quantidade de mísseis.
    Um abraço.

  15. Quanto ao SeaRAM nos Burkes aí depende. Os que foram equipados com o radar SPQ-9B podem muito bem operar o RAM. Os que não têm esse radar seria melhor o SeaRAM.
    Independente disso os dois sistemas podem ser operados, um oferece maior redundância e o outro maior disponibilidade de mísseis de pronto uso.

  16. Custo beneficio pesa muito. Acredito que se isso ocorrer mesmo, a US Navy colocará esses navios para funções menos complexas. Se é pra usar um Arleigh Burke de 9000tons pra combater piratas somalis, rebeldes islâmicos ou até mesmo patrulhar um litoral como o da Siria(por exemplo) melhor pôr uma Oliver Perry na função. Raciocínio parecido com o uso do Super tucano no Afeganistao, custo x beneficio.

  17. Eli…
    .
    a US Navy já estava fazendo isso “funções menos complexas” para às “OHPs”…funções
    como combate ao tráfico de drogas, ajuda humanitária, servir como navio oponente durante
    exercícios , fazer parte de uma pequena Reserva Ativa, e mesmo assim as últimas foram retiradas de serviço em 2015 com potencial para alguns anos ainda.
    .
    Inventaram recentemente que a US Navy precisa de 355 unidades na chamada Frota de Batalha…ela até precisa, não se questiona isso, só que não há dinheiro sobrando então aparecem os “planos malucos” ao mesmo tempo que os gastos estão fora de controle, por exemplo, com os novos NAes.

  18. Marujo,
    A defesa de ponto com capacidade antimíssil da classe Niterói é provida pelos dois canhões de 40 mm e pelo sistema de mísseis Albatroz, dotado de mísseis Aspide (vamos deixar o canhão Mk-8 de fora). Há portanto 3 armas disponíveis, havendo igualmente 3 canais de tiro disponíveis, dois radares DT/iluminadores (que servem aos canhões e aos mísseis) e uma alça optrônica que serve somente aos canhões.
    Ou seja, grosso modo uma Niterói pode dar conta de 3 ameaças (mísseis) simultaneamente.
    Supondo que o sistema Albatroz fosse substituído por um sistema SeaRAM ou RAM o ganho seria na capacidade de enfrentar múltiplas ameaças (em tese, tantas ameaças quanto mísseis há no lançador, no caso, 11 ou 21) já que o míssil em questão é do tipo “atire e esqueça” e não depende de um canal de tiro no navio.
    Outra vantagem do RAM é que há maior quantidade de mísseis prontos no lançador (11 ou 21 contra 8) e o melhor manejo dele que pesa 72 quilos contra 230 de um Aspide, que faz diferença quando da recarga dos lançadores, principalmente numa situação de ameça iminente.
    As desvantagens são relativas ao alcance, ficando o Aspide com 15 km (20km??) enquanto o míssil RAM tem alcance de 10 km (a nova versão RAM Block 2 tem mais de 15 km). Um maior alcance pode permitir uma segunda tentativa no caso da primeira falhar.
    Também há vantagens relativas no Aspide, tais como uma capacidade todo-tempo ampla, enquanto o RAM tem capacidade todo o tempo relativa. Não que isso seja importante já que em tempo extremamente ruim não é comum que se ponha em curso um ataque naval.
    No nosso TO não creio que seja fator crucial a capacidade multialvos do RAM e acho equilibrada a defesa das Niterói.

  19. Kkkkkkk….toma-lhe wikipedia/google…agora canhão de 40 mm das FCN conseguir atingir um míssil…é dose…

  20. Pelo jeito o Júlio Cesár (??) tem algo mais a dizer sobre o sistema de armas da classe Niterói, sobre o sistema de mísseis RAM, sobre o canhão Sea Trinity, sobre o sistema Albatroz, etc.
    Duvido muito que um sujeito tão culto só tenha a dizer “kkkkkkk” e com certeza está guardando o melhor para agora, muito provavelmente citando sua imensa experiência em combate.
    Estamos esperando meu caro Júlio… brindai-nos com algo mais além do… kkkkkk.
    Então o Sea Trinity não é considerado um sistema CIWS capaz de lidar com mísseis antinavios? O que mais tem para nos revelar além dessa sua fantástica conclusão acerca dos canhões????
    O Sea Trinity tá lá só pra dar tiro em jangada de pescador??? Quando você com sua experiência em combate inigualável tentou utilizar o Sea Trinity contra um Exocet em aproximação a coisa toda não funcionou???? Quer dizer que não dá mesmo pra confiar no Sea Trinity???
    Vamos…. anime-se!!!! Nos dê uma aula de sistemas de armas.
    Eu antecipadamente agradeço a generosa colaboração intelectual inigualável e tenho certeza que o Marujo também.

  21. Bosco, no caso da futura corveta brasileira (Tamandaré) que contará (se deus quiser) com lançadores verticais armados com mísseis Sea Ceptor e radar 3D, com esse sistema o navio também poderá dar conta de múltiplas ameaças? O Sea Ceptor também é dispare e esqueça? Apareceu no radar, confirmou que é inimigo, dispara e já era? Pronto para engajar o próximo e o próximo, pode ser lançado em salvas igual ao Ram/Sea Ram? Obrigado.

  22. Alex,
    Poderá sim!!
    O Sea Ceptor apesar de ser atire e esqueça tem a vantagem adicional de ter um sistema de apoio via datalink de duas vias (uplink e downlink), que incrementa a precisão contra alvos muito distantes (terá mais de 25 km de alcance) e manobráveis.
    Nem sempre a atualização via datalink é requerida mas o radar 3D, mesmo sendo rotativo, conseguirá fazer uma atualização intermitente da posição da ameça se isso for considerado importante. Não há problema da atualização ser intermitente já que o radar conta na fase terminal com seu radar próprio.
    No modo atire e esqueça, em tese, não há como saturar o sistema mas provavelmente há uma limitação para rastrear ameaças pelo radar no modo “atire e atualize” utilizando a atualização via datalink, e essa limitação (se houver) deve depender do desempenho do radar utilizado.
    Um abraço.

  23. Obrigado Bosco, com sua explicação fica mais fácil de entender o funcionamento geral dos sistemas e armas. Mal posso esperar para a MB ter esse sistema a pleno funcionamento! Abraço.

  24. Alex,
    Apesar da sua boa vontade o Júlio Cesár não considera válida informações oriundas da Internet, portanto, seu link não vale. Ele só considera válida informações obtidas “in locu”, no fervor dos campos de batalha.
    Para nós, menos puristas, tem também essa boa fonte de informação acerca do Trinity: http://www.navweaps.com/Weapons/WNSweden_4cm-70_m1948.php
    Além, tem essa publicação, bem mais completa: “https://books.google.com.br/books?id=BpLPBQAAQBAJ&pg=PA193&lpg=PA193&dq=trinity+40+mm&source=bl&ots=ebxgIQPxKR&sig=Coxy05CtKCDGsN-V7iCC9wtEwXg&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwjH0PGkjsHUAhXJTSYKHbWSAi8Q6AEIejAN#v=onepage&q=trinity%2040%20mm&f=false”

  25. Reativar navios é muito simples. Basta assistir a “Battleship: a batalha dos mares”, que no filme eles mostram como é tudo muito fácil e rápido. Serve até para repelir invasão alienígena!

  26. O Trinity de acordo com a falível internet é capaz de interceptar mísseis antinavios utilizando munição 3P.
    De acordo com esse link a Marinha do Brasil fabrica a munição 3P, e portanto, é lícito imaginar que a tem disponibilizada em seus navios: https://www.marinha.mil.br/emgepron/sites/www.marinha.mil.br.emgepron/files/fichatecnica/lt_40_l70.pdf
    O sistema de controle de tiro das fragatas é baseado no radar RTN-30X que o fabricante alega ser capaz de lidar com mísseis antinavios: http://www.leonardocompany.com/en/product-services
    O sistema de combate SICONTA Mk II que gerencia as armas e sensores das fragatas classe Niterói é dito pela própria Marinha ser capaz de lidar com ameças de mísseis antinavios.
    Somando tudo, arma + munição + controle de tiro + controle tático , o que temos é que o Trinity das fragatas classe Niterói é sim capaz de interceptar ameaças representadas por mísseis antinavios. Em que pese estas informações estarem disponibilizadas na internet, pra desprezo do Sr. Júlio Cesár.

  27. Senhores, desculpe mudar o assunto, sou leigo ma simpatizante de assuntos militares! Prezado Bosco, caso a MB venha a adquirir o HMS Ocean,
    as Corvetas classe Tamandaré…Dariam conta de protege-lo de um ataque de misseis e ou submarinos??
    Abraço

  28. Jack,
    Pelo que se sabe até agora acerca da classe Tamandaré é que disporá do míssil Sea Ceptor, dito ter alcance além de 25 km. Esse alcance habilita a corveta a fazer defesa de área curta e sim, seria capaz de oferecer uma defesa mais externa para o Ocean.
    Também a corveta deverá contar com sistemas de armas antissubmarinos (inclusive provavelmente um helicóptero dotado de sonar de mergulho e torpedos, ausentes nas fragatas Niterói), e deverá prover defesa contra a ameça de submarinos.
    Um abraço.

  29. Bosco, o que talvez o que o Júlio tenha querido falar é que existem sistemas de defesa anti mísseis mais no estado da arte que o Trinity das Niteróis, como o Milleniun ou o Oto Breta bi-tubo de 40mm, da Oto Breda, com seus sistemas de guiagem e munições super-especializadas. Embora o Bofors 40 seja adequado ao nosso TOM, eu gostaria de ver o Milleniun nas Tamandarés.

  30. Marujo,
    Você tá é muito bonzinho hoje. rrsrss
    Eu como comento muito aqui na Trilogia dou minha cara a tapa e vez por outra acho um “fan” pela frente que fica indignado, sabe-se lá por quê? Já aconteceu comigo algumas dezenas de vezes nos mais de 10 anos que frequento o espaço. rsrsrs
    Esse Júlio Cesár é um caso típico. Ainda bem que meu seguro de vida está em dia. rsrsss
    Aliás, ele deve ser irmão de um outro que encontrei pela frente um dia desses passados, o Cláudio Loro, que também citou uma suposta dependência patológica minha da Wikipédia e do Google, o que devo confessar, estão repletos de razão. rsrs

    Quanto ao Millenium, concordo em grau, gênero e número.

    Um abraço.

  31. Bosco, saindo um pouco das Oliver…
    O que você acha das Damen para patrulha e corveta?
    Não seria um projeto melhor do que esse da Tamandaré?
    Abraço.

  32. Emmanuel,
    Fazer essa avaliação foge muito do meu perfil de entusiasta. É muito técnica e sem maiores detalhes fica difícil opinar. Mas particularmente eu achei equilibrada a configuração da Tamandaré.
    Um abraço.

  33. Boa noite Bosco.
    “Mas particularmente eu achei equilibrada a configuração da Tamandaré”. Mas em relação ao preço estimado? Você acha que condiz com o que a corveta irá entregar?

    Pelo menos na minha visão, me parece que com esse valor poderíamos adquirir algo muito melhor, especialmente dada nossa situação econômica.

    “Ah produziremos aqui…capacitaremos nossos estaleiros”. Nossos estaleiros estão fechando. Os empregados jogados na rua…nem a Macaé estamos produzindo..não há demanda..não há cash.

    Gostaria de uma opinião de alguém não leiga…vale mesmo a pena esse esforço pelas Tamandarés??

    Não seria mais adequado algo como uma KDX II com contrapartidas tecnológicas específicas dos estaleiros sul coreanos aos nossos estaleiros?

  34. Deixar a China arregaçar as mangas está saindo caro.
    Quem mandou os americanos investirem no dragão?
    Os EUA deveriam dar um chega para lá na China urgente.
    Não que devamos estimular guerras ou aplaudir intervenções em países soberanos.
    Mas se são feitas, por que só em países minúsculos?
    A fraqueza de Bill Clinton levou ao 11/9.
    Depois foi necessário invadir o Afeganistão e o Iraque.
    A China sempre foi uma potência, apesar de não do mesmo nível dos EUA e união soviética.
    Mas agora ameaça a liderança americana.
    Não concordo com um mundo do unipolar.
    Mas o risco de potências emergentes com ambições colonialistas é enorme.
    Melhor cortar as asas do dragão do que depois tentar apagar foto da boca dele.
    Ou toma uma atitude ou deixa logo para lá.
    Mas se entrarem numa corrida armamentista, os EUA gastam muito e mal.
    Cada navio ou avião é uma fortuna.
    Certamente o mesmo não ocorre na China.
    Acredito que as fábricas pertencem ao governo.
    Nos EUA há empresas que faturam e lucram alto com equipamentos de defesa.
    Na época da segunda guerra aviões eram fabricados aos milhares.
    Tanto unidades quanto desenvolvimento de diferentes modelos.
    Na guerra fria também.
    Hoje em dia, o f35 leva décadas e nem é tão bom.
    Complicam demais…
    Há 50 anos mal havia computadores para testar os modelos. Era tudo no braço. E dava certo. Inclusive levar humanos para a lua…
    Hoje dificultam as coisas.
    Um.porta aviões com 80 aeronaves… 5 mil tripulantes.
    É gente demais…
    É dinheiro demais… Desnecessariamente…
    Era para haver uns 100 pilotos.
    Uns 50 mecânicos.
    Uns 20 cozinheiros.
    Uns 150 marinheiros para operar o navio…
    Uns 100 fuzileiros para dar proteção.
    Ou então navegariam com apenas 30 caças. Economizaria muito.
    Somente em treinamentos eventuais é em guerra colocariam as 80 aeronaves.
    Esse pessoal torra dinheiro…
    Chamem Temer para cortar gastos…

  35. Nonato…
    .
    não que eu vá fazer você mudar de ideia, mas, sobre o seu comentário sobre “porta-aviões”
    com 80 aeronaves e 5000 tripulantes é o seguinte: normalmente 62 aeronaves são embarcadas e tem sido assim já há muitos anos, mas, apenas 44 delas são aeronaves de caça e ataque das quais pelo menos 4 são utilizadas como aeronaves de reabastecimento aéreo.
    .
    Isso é considerado o mínimo do mínimo…não faria sentido dotar um NAe que pode mesmo ultrapassar 100.000 toneladas de deslocamento com apenas 30 aeronaves…é o caso do
    muito menor NAe francês com no máximo 24 aeronaves de caça e ataque, apenas 2 E-2C o
    que claramente é insuficiente, nenhum EA-18G, nenhum C-2A e apenas 4 helicópteros.
    .
    Lembre-se que um navio funciona 24 horas por dia…existem turnos de serviço…um único esquadrão de aeronaves necessita muito mais do que os “50 mecânicos” que você citou e
    a forma como a US Navy opera significa que missões de 7 meses são a norma…mesmo com os
    “5000” abordo a vida é bastante dura mesmo durante a longa fase de treinamento antes da
    missão.
    .
    Quanto à tecnologia de 50 anos dar certo…de fato dava…mas para à época em questão…os
    potenciais inimigos evoluíram e continuam evoluindo e quanto à viagem tripulada à Lua a última ocorreu em 1972, algumas missões foram até canceladas depois da Apolo 17 porque
    o dinheiro secou e a menos que se desenvolvam novas tecnologias que tornem mais barata uma viagem tripulada à Lua, não há como os EUA bancarem financeiramente hoje ou nos próximos anos um retorno.
    .
    Na China a mão de obra é mais barata que nos EUA…não se sabe se sempre será assim, mas,
    mesmo para os chineses será caro um eventual NAe similar aos que os EUA constroem…até o momento os chineses não tiveram que passar por isso…não dá para comparar o NAe hoje em construção na China com o “Gerald Ford”…só que os chineses já anunciaram o desejo de ter algo parecido no futuro.
    .
    Quanto ao F-35 será necessário aguardar mais um pouco…há coisas boas sendo ditas sobre
    ele também…mas…se apenas se lê ou escuta o que há de ruim fica difícil se chegar a uma
    conclusão razoável.
    .
    abs

  36. Aproveitando o assunto sobre mísseis (off-topic), Bosco, você acha válido o uso de MANPADS como os da família Igla em navios que não dispõem de sistema orgânico de mísseis? Ex: Levar 1 ou 2 lançadores de ombro Igla-S em missões que sejam mais perigosas, a exemplo da Líbia, onde salvo engano o Brasil é um dos responsáveis por proteger o litoral? Ou mesmo em navios bem armados, mas que em conflito podem ter seus sistemas eletrônicos apagados devido ao uso de ECM ou mesmo o risco de levar alguns tiros de mísseis anti-radiação caso ative seu radar principal, etc? Creio que por ser portátil os MANPADS não correm o risco de serem queimados em caso da área da batalha sofrer um “PEM”? Obrigado.

  37. *No caso da Líbia, uso de MANPADS na Classe AMAZONAS que se não me engano chegou a ser utilizada quando a fragata, creio eu a CONSTITUIÇÃO, voltou ao Brasil.

  38. Alex,
    Acho válido sim! Aliás, o sistema de mísseis Mistral que protegia o São Paulo era exatamente isso que você citou. Ou seja, o conceito é universalmente aceito. Há estações de combate específicas em várias classes de navio que é para um operador de míssil manpads. Alguns são dotados de pedestal específico. No mínimo protege o navio de ameças menos sofisticadas e dependendo do tipo de instalação,até de mísseis.
    Havendo interferência eletrônica que afete os radares é interessante haver armas e sensores que não dependam deles. Por exemplo, está se generalizando o uso do IRST para a defesa de navios. Eles não podem ser interferidos e dão alerta de ameaças a distância segura para que ela seja engajada a tempo.
    Também a utilização de alças optrônicas pode dar solução de tiro para canhões.
    Sem um sistema de direção de tiro mais sofisticado um manpads não teria muita validade contra mísseis antinavios, mas também está generalizando a utilização de lançadores sofisticados de manpads em navios (Mistral, Stinger, Igla) com capacidade antimíssil. Inclusive contra mísseis supersônicos, com grande assinatura térmica.
    Mesmo o Phalanx tem um canal eletroóptico que pode fazê-lo funcionar no caso dos radares serem interferidos, e há sistemas de canhões CIWS que podem se combinar com mísseis manpads térmicos. Me lembro do SAMOS, que combinava o GAU-8 com 4 mísseis Mistral (não creio que tenha sido comercializado).
    Na classe Amazonas seria um acréscimo à defesa do navio mas por conta dele não ter um radar de busca aérea e nem um sistema IRST a procura de ameaças aérea se dá de forma visual. Pode ser que os radares de navegação/busca de superfície da Amazonas tenha alguma capacidade de detectar mísseis sea-skimming. Se isso for possível, a combinação com um sistema de mira de imagem térmica para o lançador do Igla pode dar alguma chance até mesmo contra míssil.
    O ideal para pequenos navios é um lançador de manpads de controle remoto, com sistema de mira sofisticado, como esse para o Igla: http://www.armyrecognition.com/images/stories/east_europe/russia/weapons/strelets_igla/pictures/Strelets_control_equipment_and_launching_module_unit_for_Igla_Igla-S_SA-24_SA-18_missile_system_on_ship_001.jpg
    Um abraço.

  39. Alex,
    Me equivoquei!! A classe Amazonas tem sim um radar de busca aérea, o Scanter 4100, portanto, ele pode sim monitorar os arredores e dar o alerta precoce de ameaça para um hipotético operador de míssil Igla à postos. Em sendo dotado de uma mira noturna (que o Brasil tem) o míssil pode ser utilizado inclusive de noite.
    Só não seria muito adequado para a proteção contra mísseis por não ter um lançador mais apropriado.
    Só de curiosidade, há navios que contam com uma estação dedicada para um operador de MANPADS. Posso citar o barco patrulha classe Cyclone, da USN. http://navalanalyses.blogspot.com.br/2014/08/cyclone-class-patrol-coastal-boats.html

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