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Paquistão encomenda navio-patrulha offshore da Damen

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O Ministério da Defesa do Paquistão assinou um contrato com o construtor holandês Damen para a aquisição de um navio de patrulha offshore (OPV) localmente construído.

O contrato foi assinado no dia 12 de junho, durante um evento atendido por representantes da Marinha e empresa e embaixador holandês no Paquistão Jeannette Seppen.

De acordo com o Ministério da Defesa, o OPV será construído pelo Karachi Shipyard & Engineering Works Ltd..

O ministério não especificou o tipo de OPV que será construído, mas disse que o navio terá um deslocamento de 1.900 toneladas (aproximadamente) e um comprimento total de 90 metros.

Essas especificações apontam para o OPV 1800 de Damen. Embora um pouco abaixo da especificação paquistanesa que mede 83 metros e deslocando 1.800 toneladas, o OPV 1800 possui uma velocidade máxima de 22 nós que corresponde às especificações.

O Paquistão disse ainda que o navio é adequado para operações anti-superfície, anti-aéreas, operações de segurança marítima (MSO), operações de helicóptero diurnas e noturnas, busca e resgate de combate (CSAR) e coleta de vigilância e inteligência.

FONTE: navaltoday.com

13 COMMENTS

  1. Boa noite MO. A De Zeven e a Karel Doorman não são de uma subsidiária de Damen? Acreditando que seja, pelo menos eu acho seus navios bonitos. Aliás, muito bonitos.

  2. Bardini,
    Pensei a mesma coisa. Me lembra um papo que houve acerca do arrendamento do AMRJ para a Hyundai produzir escoltas. Reformariam o AMRJ, produziriam as escoltas e devolveriam o AMRJ depois de 20, 25 anos ou algo parecido (não me recordo os termos mais…).
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    Não vejo como mau negócio algo semelhante: arrendar o AMRJ, produzir tais escoltas aqui, com reserva de mão-de-obra (por exemplo, ao menos x% da mão-de-obra de cada nível – NA, NI e NS – devendo ser nativa) e com parcerias no país para algumas peças.
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    Lógico que isso sai mais caro do que produzir na China, no Coréia ou talvez na própria Holanda, em que apesar da mão-de-obra cara existe já um consolidado ecossistema tecnológico continental.
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    Se fosse um país sério, ao final de 25 ou 30 anos, teríamos os patrulhas e as escoltas de menor deslocamento sendo produzidas aqui com boa parte do know how já transferido e uma linha de produção razoável (mesmo que a ToT não fosse 100% – e nem tem como ser).
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    A questão é: tem como fazer algo assim por essas terras sem sair 10x mais caro do que num país sério? Esse know how vai ser do país ou ficará nas mãos de alguns ex-oficiais superiores que, logo em seguida, abrirão suas empresas pra prestar serviços cobrando pelo que aprenderam na MB? E os sistemas, vamos produzir ou ficar na dependência das prateleiras, sendo talvez a parte mais crítica do pacote?
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    Oportunidade há. O problema são as dificuldades criadas, a falta de planejamento e, acima de tudo, a falta de continuidade.

  3. Olá UBoot!
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    Isto só funciona com a redução dos impostos. Senão você pode ter no futuro o cenário que temos hoje. Basta uma crise, a redução de encomendas pela Marinha e/ou empresas estatais, para que todo o setor de construção naval quebre. Tem de fazer o dever de casa primeiro, dar condições para que o setor seja mais competitivo, sobreviva sem encomendas do estado e em seguida investir na capacitação, compra de tecnologia e construção local.
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    Se fôssemos um país sério, estaríamos discutindo a redução de impostos na indústria, que demanda mão de obra especializada, com produtos de alto valor agregado, dando atenção principalmente aos setores estratégicos.
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    Permanecendo do jeito que está, sou absolutamente contra construir qualquer coisa aqui. Isto é passar o carro na frente dos bois e jogar dinheiro fora. Invariavelmente vai sair bem mais caro e não vai dar certo, como já não deu.

  4. ZorannGCC,
    Entendo e concordo em parte com seus argumentos. Porém, como são os impostos em países como Itália, Alemanha e França? Será que nosso sistema é tão, mas tão ruim assim?
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    Penso que a questão tributária é apenas uma das questões a serem resolvidas, dentre outras como melhoria na infraestrutura (só a mudança do modal já reduziria custos de insumos diversos produzidos aqui; energia também é cara; tecnologia também não é autóctone, é cara..), na mão-de-obra (tanto engenheiros quanto metalúrgicos, passando pela atividade meio, que damos pouca atenção é não consegue reduzir custos, aumentar eficiência), desburocratização (só a informatização dos serviços públicos e a qualificação -de verdade – dos servidores, sem indicações políticas, já resolve bastante coisa), etc etc etc.
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    A questão aqui é: se esperarmos mudar tudo, não faremos nada. Se não fizermos nada, continuaremos como potência de 2º linha, incapaz de produzir aquilo que necessitaria para garantir sua soberania em casos extremos. Todas as grandes nações produzem seus meios, mesmo que em pouca quantidade e qualidade inferior à dos EUA – mas fazem.
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    Grande abraço!

  5. Uboot 17 de junho de 2017 at 21:23

    Concordo em gênero, número e grau!
    Acredito que, quando o “funcionalismo público” (que funciona mal, na grande maioria, ainda) começar a agir como servidor público; o custo Brasil, numa grande parte, será drasticamente reduzido.

    Saudações

  6. Olá UBoot!
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    É tudo isto aí mesmo que você falou.
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    E enquanto estas coisas todas que citou não mudarem, não conseguiremos manter um crescimento sustentável, muito menos um setor industrial forte. Estamos aí vendo a participação do setor industrial na economia diminuir ano a ano de forma precoce, não por estarmos transferindo a linha de produção para outros países e sermos geradores de tecnologia, mas sim porque o setor industrial não consegue competir, e em muitos casos, sobreviver com tudo que está aí.
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    São tantas as reformas necessárias, reformas estas na maioria das vezes impopulares, por tratarem da diminuição de privilégios, perda de direitos e diminuição do estado, que eu sinceramente duvido que isto possa acontecer de forma democrática. E sem estas reformas continuaremos sendo uma “potência de 2° linha” independente de termos ou não uma indistria naval sustentada pelo estado.
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    Sem estas condições, tentar mais uma vez desenvolver a industria naval não vai dar certo. Já nao deu certo na construção de navios para a Petrobrás (tivemos até navio torto); não deu certo na construção de corvertas onde somente a Barroso foi construida; não deu certo na construção de submarinos, somente o Tikuna foi construido em sequência aos 4 iniciais, sendo o Tapuia cancelado. E infelizmente, vai acontecer o mesmo com os Scorpene e com as Tamandaré. Estão passando novamente o carro na frente dos bois. O estado brasileiro não pode ser o único cliente da industria naval.
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    Temos os gastos congelados por 20 anos e continuaremos gastando 90% de um dos maiores orçamentos militares do mundo com pagamento de ativos e inativos. Não sobra e continuará não sobrando para operar, oque dizer então, para investimento. Quer maior exemplo de continuidade? Vai continuar tudo do mesmo jeito.
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    A Marinha precisa ter meios modernos e ser capaz de opera-los. Esta é a necessidade mais urgente e é a única unanimidade. Que se compre de quem oferecer o melhor produto pelo menor preço. Que se compre a capacidade o conhecimento necessários para operar e manter estes meios. Desenvolver a industria naval a qualquer custo não funciona, fica pra depois, quando e se tivermos condições para isto.
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    Este governo que tivemos por 13 anos criou um monte de bolhas e demandas artificiais que estão agora todas ruindo.

  7. Caro amigo Zorann, eu já fui quase levado a caminhas na “prancha” pelos guardas revolucionários da esquerdopatia blenorrágica que levou este país a quase falência, quando apregoei a mesma coisa..O pior é que não adianta falar, e agora com 14 milhões de desempregados é que vão liberar grandes compras externas. Prevejo dias ruins para a MB….

    G abraço

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