Project 23560 ou classe Lider

O Ministério da Defesa russo aprovou o novo projeto proposto para o novo destróier, segundo a RIA Novosti

Igor Ponomarev, vice-presidente da United Shipbuilding Corporation (USC) da Rússia, disse que o Ministério da Defesa russo aprovou seu projeto para o sofisticado destróier da classe “Lider” (Leader) ou o Project 23560.

“O Ministério da Defesa adotou recentemente uma das etapas do desenvolvimento deste futuro destróier — um projeto preliminar”, disse Ponomarev no Salão Internacional de Defesa Marítima de 2017.

O Severnoye Design Bureau, principal empresa do país de projetos de navios de superfície, vem aprimorando seus planos para a construção do destróier da classe “Lider” desde 2010.

O navio de 200 metros de comprimento e 20 metros de boca deslocará até 17.500 toneladas métricas. navegará a uma velocidade máxima de 32 nós.

O navio de guerra polivalente terá capacidades antiaéreas, anti-mísseis balísticos, anti-superfície e antissubmarino.

Pretende-se substituir os destróieres da classe “Sovremennyy”, os principais navios de guerra anti-superfície da Marinha Russa, bem como os cruzadores da classe “Slava” e os destróieres antissubmarino da classe “Udaloy I”.

Espera-se que a classe “Lider” seja equipada com mísseis Kalibr-NK anti-navio, anti-submarino e de ataque terrestre, além de mísseis de cruzeiro anti-navio supersônicos P-800 Oniks com um alcance de mais de 300 quilômetros. Os mísseis hipersônicos Zircon também podem ser adicionados ao armamento.

O navio de guerra de próxima geração também poderia receber a versão marítima do sistema de defesa aérea mais avançado da Rússia, conhecido como S-500 Prometey ou 55R6M Triumfator-M. Também terá uma plataforma para dois helicópteros Kamov Ka-27 ou Kamov Ka-32.

O navio provavelmente será propulsado por energia nuclear. Será capaz de permanecer até 90 dias no mar sem reabastecimento ou suporte adicional.

Referindo-se ao destróier da classe “Lider”, o analista de defesa Dave Majumdar escreveu para o site National Interest no ano passado que “os novos navios de guerra enormes superariam os maiores combatentes de superfície da frota da Marinha dos EUA, carregando aproximadamente o dobro de mísseis dos destróieres da classe “Arleigh Burke”.

FONTE: RIA Novosti/Sputnik

54 COMMENTS

  1. Tantos navios, de todos os tamanhos, aparecendo com radares AESA pelo mundo, e eu só consigo pensar em como a corveta Tamandaré é um projeto caro e desatualizado…

  2. Aprendo muito vendo os comentários aqui no naval, diga-se de passagem, tecnicamente os melhores comentaristas estão aqui. Tem uma galera aqui que sabe muito do riscado.

    Como desconhecedor de tudo que remete à Marinha de Guerra e suas máquinas, só posso falar uma coisa, acho de um bom gosto estético incrível esses projetos russos.

    Além de sempre estarem muito bem armados em todos os tipos de projetos. Os russos parecem “exagerar” na quantidade de mísseis em comparação aos navios ocidentais. Talvez já contem com a ideia de que as defesas de navios ocidentais necessitem sempre de grande saturação para algum impacto.

  3. Esses projetos russos estão levando em consideração que é necessário ter uma economia forte que sustente todos esses gastos?
    É porta-aviões, corveta, destroier, submarinos, mísseis diversos, tanta coisa…
    Quem vai pagar por isso tudo?

  4. Uma dúvida: esses mastros foram inspirados nas torres do Kremlin, na Praça Vermelha? O volume e as formas deles buscam algum efeito stealth?

  5. Os russos não podem dormir, a China logo ao lado, apesar de aliada, tem pretensões ocultas, logo, confiar que os chineses serão bonzinhos não é sensato, ainda mais com sua colossal esquadra que deve ter só de destroyers um número de 30 Type 055 (comparável ao Leader), assim, penso que as pretensões russas de terem 10 “Leader” são plausíveis para duas pretensões.

  6. O texto fala que a propulsão nuclear poderá prover ao navio autonomia para 90 dias sem reabastecer… isso não tá errado não? só 90 dias ??? acredito que 90 dias seja a autonomia materiais de consumo para a tripulação e não a questão da energia …

  7. Galante,
    Você é parente do Galante da ABDM, Direito Marítimo?
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    Começo a achar que a galera aqui tá virando russófila. Como germanófilo (depois de brasileiro), fico com ciúmes… risos.
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    Vamos fazer mais reportagens sobre a União Européia… Tem material de sobra por aí.
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    Um abraço aos amigos do fórum!

  8. “os novos navios de guerra enormes superariam os maiores combatentes de superfície da frota da Marinha dos EUA, carregando aproximadamente o dobro de mísseis dos destróieres da classe “Arleigh Burke”
    .
    Mais um motivo para investirem, todos, em submarinos. Afundar um desses, com toda essa “tecnologia”, armamento aos montes, seria uma pancada bastante forte na Marinha russa, a um custo relativamente baixo (sub convencional).
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    MO,
    Se esse ‘destróier’ é anti tudo, ainda deveríamos chamá-lo de contratorpedeiro ou essa nomenclatura está desatualizada?

  9. Uboot
    Acho que a propria nomenclatura destroier , etimologicamente já era…..
    Fico pensando qual seria a nomenclatura utilizada por nós para designar um navio desse tipo? Digo, oficialmente falando!

  10. Flamenguista,
    Boa pergunta. Algum coisa acima de fragata que ainda não temos um nome “atualizado”. Será que cruzador também foi pro espaço?

  11. A nomenclatura dos tipos de navios é prerrogativa de cada Marinha. O Japão chama seus navios-aeródromo de destróier porta-helicópteros.

  12. Alexandre Galante 29 de junho de 2017 at 18:26
    A economia russa começou a se recuperar e estrututalmente está melhor do que a do Brasil
    —————-
    Pô, mas aí é fácil! Quem consegue estar pior do que o Brasil não tem o direito de pensar em defesa.

  13. Pangloss 29 de junho de 2017 at 22:01
    kkkkkk aliás, qualquer economia nos últimos 2 anos foi melhor que a do Brasil

  14. Putz! “Contratorpedeiros nucleares”!? Será que terão fôlego para fazer todos os que precisam? Parece-me que a “complexibilidade”, os custos, a manutenção, etc. deverão ser proibitivos. Haja vista a obsolescência da frota de submarinos nucleares.
    Ou estou dizendo uma grande besteira.
    Saudações

  15. Nossa…
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    Os russos ressucitaram o “Patrulha Estrelar”…!
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    https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/originals/4d/6a/74/4d6a74172281369a3702bed6443b22bf.jpg
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    Falando sério.
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    Acredito que os russos deveriam pensar sinceramente em grandes combatentes de propulsão convencional mesmo.
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    Claro que um combatente nuclear tem suas vantagens óbvias. E faz todo o sentido para um País que não tem tantos portos “amigáveis” com que contar e cujas saídas para o mar podem ser facilmente bloqueadas… Mas um monstro como esse certamente terá seu custo…
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    Nem os americanos se aventuram hoje a ter combatentes de superfície nucleares, pois sabem a tamanho do pepino…!
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    Num outro ponto, curioso ver que esse destroyer irá substituir classes tão mais “leves”…
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    Estou certo de que tem quem pense que os russos poderiam adotar modelos de 6000 a 8000 toneladas. Mas ocorre que estes estão em uma situação que considero peculiar… Ou lutarão muito próximo de casa, ou muito longe…!
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    A OTAN sempre projeta lutar no Atlântico e Mediterrâneo, contendo as saídas russas. Logo, não lutarão tão longe de casa. Já os russos, se aventurando no Atlântico, podem considerar um combatente de 6000 toneladas insuficiente, tendo que apelar para algo mais pesado… Assim, sua marinha poderá ficar com combatentes até as 5000 toneladas para lutar no Báltico, Mar Negro e Mediterrâneo, e seu vaso mais pesado ( acima das 15000 toneladas ) para combater no Atlântico ou ir fundo no Pacífico…
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    Resta evidente também que essa nova classe vai terminar substituindo os ‘Kirov’. Penso ser inevitável…

  16. RR,
    Os russos ressucitaram o “Patrulha Estrelar”…!

    kkkkk, pensei o mesmo, este é o Cruzador Espacial Yamato!!!!

    Cara, 17.500 ton, não sei mais o que é Destroier e o que é Cruzador!!!!

    Cada um chame do que quiser!!

    Corrida armamentista ChinaxRussia, correndo por fora, EUA e Inglaterra.

  17. Caros, vejam bem. Como foi noticiada a pouco tempo pelo atual ministro da defesa da Federação Russa ( e repercutindo em todos o mundo, inclusive aqui no PN), a Federação Russa só pode bancar hoje a construção de Corvetas e Fragatas , não precisa atualmente de LPD’s. LHD’s e menos ainda de um novo porta aviões. Dito isso, a prioridade russa é a continuação da modernização das infraestruturas nas diversas frotas, substituição de navios e meios de serviço que passam batido por muitos que só veem uma marinha pelos navios de guerra e submarinos, esquecendo-se que para uma marinha ser realmente efetiva existe muito mais para ser considerado. Quanto a frota de submarinos, convencionais estão sendo entregues os “improved Kilo” para a frota do Mar Negro (6) e a partir de 2020 mais 6 para a frota do Pacífico. A frota do Báltico deverá ficar com os três (3) Lada (um já entregue faz anos. Como o projeto possuía deficiências que não o tornavam apto aos serviço na Marinha Russa, foi modificado e modernizado, servindo de base para a correção das falhas nos outros 2 que estão em construção). Na frota de SSBN, a prioridade são os novos Borei (3 Borei já entregues e 5 em construção da classe modernizada que poderão ser equipados com 20 mísseis ao invés de 16 presentes nos primeiros submarinos), quanto aos SSN a prioridade são os os submarinos de quarta geração dos quais um (1) já foi entregue e mais 5 estão em construção. Outros submarinos nucleares como os Akula, Oscar II também tem sido modernizados, fala-se que estão até mesmo sendo integrados tubos para tornar possível o uso de mísseis de cruzeiro como o Kalibre – de toda forma, a força de submarinos da Federação Russa é muito bem mantida, operacional e motivada ( ao contrário do que o amigo Eparro acredita). No último ano, tanto a Marinha Americana, como a OTAN reconheceram as capacidades crescentes da Força de Submarinos da Marinha Russa, que no ano passado operou num nível de intensidade só visto na finada URSS, com submarinos (as vezes mais de 2 ao mesmo tempo) em patrulhas e treinamento constantes ao redor do globo. Dito isso, esses “super navios” só serão vistos (se é que algum dia sairão do papel) por volta de 2025/2030.

  18. Off topic:
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    Embarcação é invadida por ‘piratas’ e equipamentos de até R$ 200 mil são roubados no litoral de SP
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    FONTE: http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/embarcacao-e-invadida-por-piratas-e-equipamentos-de-ate-r-200-mil-sao-roubados-no-litoral-de-sp.ghtml
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    As vezes fico pensando porque ainda estou aqui e defendo esse país. Quando mataram Peter Blake, já fiquei com total vergonha alheia: foi aqui que mataram, como piratas de um país bárbaro, um dos maiores atletas de todos os tempos.
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    Daí, quando falam que o Caribe é perigoso, me lembro que são vários os lugares do Brasil onde não podemos ir, tal qual na África, Oriente Médio e Ásia.
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    Para um país com todas as nossas dificuldades, onde o esporte náutico é tão elitista (aprender a velejar, comprar barco, tirar habilitação, comprar vaga, título de clube, pagar mensalidade, etc não é para qualquer um), parece que temos apenas motivos para não praticar.
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    Fico pensando se nos EUA (Miami, San Francisco, etc) ou na Europa as coisas são tão “impossíveis” assim…
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    Defendo a pena de morte para alguns crimes mas já estou ficando no nível do “mata logo geral”. Se bem que ainda tem os policiais corruptos… Tá difícil demais.
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    Me perdoem os demais membros do fórum pelo desabafo.

  19. O termo português “contra torpedeiro” é totalmente obsoleto…mas…os espanhóis por exemplo copiaram ao pé da letra o termo em inglês “torpedo boat destroyer” que ficou como “destructor de buques torpederos”, então para países de língua inglesa e espanhola bastou retirar o “torpedo boat/buque torpedero” e ficou-se apenas com o termo destroyer/destructor” já que o navio classificado como “torpedeiro” deixou de existir faz tempo.
    .
    Além do mais, a US Navy não pretende abrir mão da tradição de possuir “destroyers” e seus
    Esquadrões “Destroyers Squadrons” abreviados para “DESRON” e com o aumento no número de “Arleigh Burkes” tais esquadrões serão significativamente reforçados.

  20. Dalton,
    De fato, me parece que a nomenclatura já está obsoleta. Porém, teríamos então um salto de fragatas para cruzadores?

  21. Provavelmente não Uboot…parece que a classificação “cruzador” também não agrada ou não querem “assustar” outras nações e/ou políticos encarregados de liberar as verbas já que “cruzador” automaticamente traz à mente navio mais intimidador e caro 🙂
    .
    O termo “fragata” pode ser usado também para grandes navios…já se aceita a classificação fragatas leves e pesadas por exemplo.

  22. UBoot, o desabafo é mais do que válido. Tem alguns anos que parei de velejar porque simplesmente não dava para manter a vaga do barco e eventualmente o próprio clube. Para alguém que aprendeu com 7 anos num optimist de madeira, é um saco ficar longe, mas é como a vida caminha aqui no Brasil, infelizmente. Sobrevivemos para bancar o Estado corrupto e por aí vai. Várias vezes imagino que deveria ter pego o barco e ido embora enquanto tive a chance.

  23. Leandro,
    Pois é… Parece que a vida por essas bandas está ficando insustentável. Acordar para trabalhar, passar o dia em latas de metal engarrafadas ou em escritórios herméticos e não poder desfrutar de um oceano todo nosso…
    .
    Li num livro que viramos às costas para o mar dada a dimensão de nossas terras. Por essas e outras que a MB nunca vai “decolar”. Afinal, o povo brasileiro, em sua maioria, não faz idéia do que é o mar… o oceano e suas riquezas.
    .
    Tínhamos tudo para termos uma cultura náutica (e naval) fortíssima, dominando o Atlântico Sul. Porém, não conseguimos nem dar conta de uns rios ou baías… Lamentável demais.

  24. Engraçado, quanto mais tempo se passa, mais os navios aumentam de tamanho.
    Daqui a pouco veremos “destroyers” beirando as 30 mil toneladas.

    Abraços.

  25. É pessoal, aqui , às vezes e muitas poucas vezes, invadem as embarcações, na Europa eles te atropelam com um caminhão ou van na calçada, será que o problema são os lugares ou o ser humano???

  26. Linhas elegantes , os navios Russos sempre tiveram um design SLIN , a classe Kiev e Moskva foram as mais belas naves em operaçao nas decadas de 80 e 90 !

  27. Alguém saberia dizer qual a vantagem da propulsão nuclear nesse projeto? O custo de operação fica menor que a propulsão convencional?

  28. Marcelo Andrade,
    Os índices de violência na Europa são ínfimos perto dos brasileiros. Se você comparar os índices de países como Alemanha e Inglaterra, então… Já andei por lá algumas vezes e as pessoas tem vergonha de pedir dinheiro (mesmo em países mais pobres como Portugal). E, em qualquer final de semana, mata-se muito mais no Rio de Janeiro do que em todos os atentados terroristas na Europa… Mata-se mais aqui por arma de fogo do que em qualquer país do mundo; no trânsito (terrestre), também somos campeões mundiais. Não faz muitas semanas que mostraram que matamos mais entre nós do que em todos os atentados terroristas somados…
    .
    Acho que esse tema, inclusive, está sendo relegado indevidamente. Pensei comigo aqui: a Marinha pensa em submarinos nucleares… A Polícia Federal, nos políticos, nos aeroportos, nas drogas mas…em tudo menos mar e portos (apesar do nepom). As polícias estaduais não atuam nos mares ou mesmo águas abrigadas.
    .
    Logo, todo mundo fala sobre tudo menos a segurança das embarcações em nosso mar territorial perante esses meliantes nacionais. Não adianta fazer simulação de recuperação de Plataforma da Petrobrás com mecs ultratreinados e não ter absolutamente NINGUÉM fazendo a segurança das navegações mercante e amadora no dia-a-dia. Mais de 90% da nossa exportação se dá pelos mares, que eu lembre importações idem. Se os bandidos começarem a ver que é mais fácil roubar essas embarcações do que os caminhões com escolta…

  29. Hélio,
    Não seria questão de espaço + autonomia, tal qual os subs? Dar a volta ao mundo sem precisar reabastecer deve ter seus benefícios.

  30. “Esse navio ta mais pra um cruzador de batalha substituto da classe Kirov”.
    [Alan dos Santos Rocha].
    Sim mas é muito inferior em tamanho de que o classe Kirov.

    classe Kirov- 252 metros de comprimento e 26 mil toneladas.
    classe Líder- 200 metros de comprimento e 17.500 toneladas.

  31. Uboot,
    .
    “Dar a volta ao mundo sem precisar reabastecer deve ter seus benefícios.”
    Mas também seus custos!
    .
    Para impulsionar um navio de 17.000 toneladas a 30 nós (56 km/h) são necessários bem mais que uma centena de HPs.
    apenas como referencial, o “agora pequeno” classe Arleigh Burke tem uma planta com 4 (quatro) turbinas General Electric LM2500 que entregam em torno de 105.000 bhp (equivalente 78.000 kW), deslocando ‘apenas’ 9.000 toneladas.
    .
    O que estaria disponível para os russos:
    – Caldeiras com turbinas a vapor como nos destroiers classe Sovremenny, não dá.
    – Motores diesel também não dá.
    – Turbinas (aquelas de aviação adaptadas como a LM2500 ou MT30) eles não tem tão poderosas como as Rolls Royce MT30.
    – Sobrou a propulsão nuclear naval, que os russos dominam a bastante tempo.
    .
    Penso que é simples assim.
    Como é o pragmatismo russo.
    .
    Sds.,
    Ivan.

  32. Claro que um navio deste porte, com propulsão nuclear é um projeto imponente. A questão é saber se ele é o melhor investimento. A USN já uns 40 anos já está convencida de que escoltas nucleares são caras demais, mesmo para os padrões deles.
    O que é melhor, 3 ou 4 navios destes, com filosofia similar aos Kirov ou 6 a 8 navios com propulsão convencional no porte dos Arleigh Burke? O que é melhor, um porta aviões de 100.000 ton com propulsão nuclear? Ou dois de 50.000 convencionais?
    Na minha modesta opinião, a marinha russa deveria se tornar mais flexível, não focar o enfrentamento da OTAN apenas, e sim buscar um grupamento aéreo viável com escoltas versáteis para poderem atuar com alguma independência na Ásia (onde de fato há um tabuleiro de xadrez aeronaval sendo jogado) e no mediterrâneo.
    Se os russos precisarem enfrentar a OTAN e quiserem fazer isto, nos mesmos moldes dos japoneses na segunda guerra, GT versus GT, vão ser dizimados (como os japoneses foram), a melhor chance é fazer como os alemães, atuarem com submarinos e guardarem seus meios de superfície para ações costeiras e proteção dos submarinos estratégicos.

  33. Aéreo,
    .
    Você se refere ao Strike Cruiser da década de 70 da US Navy.
    Ou melhor:
    Nuclear-powered guided missile strike cruiser (CSGN).
    .
    Deslocamento:
    – 16.035 toneladas (light);
    – 17.284 tons (full load).
    .
    Comprimento: 216,28 metros;
    Boca: 23,29 metros;
    Calado: 6,81 metros.
    .
    Propulsão: 2 reatores pressurizados a água D2G da General Electric, impulsionando duas hélices, entregando 60.000 shp (45 MW) cada; além de 2 geradores diese de 2.000 kW (2.700 hp) cada.
    .
    Velocidade: 30 nós (56 km/h).
    Tripulação: 454.
    .
    Era muito caro, principalmente quanto ao custo operacional.
    Perdeu para os Ticonderoga que implementaram o AEGIS na frota.
    .
    Abç.,
    Ivan.

  34. Ivan,
    A Rússia não tem condições, reais, de atuar em todos esses cenários simultaneamente. Europa (continente e ártico), Ásia (do Oriente Médio ao Extremo Oriente ) e Pacífico… São frentes demais, contra potências poderosas demais… Não creio que a Rússia tenha interesse num conflito aberto contra qualquer das grandes potências (EUA, China, EU, Japão, etc). Nesse ponto, a idéia seria ficar encostas nas armas nucleares e jogar xadrez até onde der… O problema tem sido o avanço da OTAN no leste europeu, reduzindo a área de influência russa (jogada arriscada dos europeus ocidentais mas..).
    .
    Acredito (mas não posso afirmar com a certeza dos “especialistas”) que o negócio da Rússia seja atuar onde der, nas condições que puder, a fim de vender material e assegurar os mercados que restaram da URSS. Mais que isso seria exigir demais de uma economia que não é tão pujante assim e nem de longe vive de “Defesa” tal qual os EUA…
    .
    Logo, seria melhor meios menores, mais numerosos, de menor complexidade e custo: fácil de produzir, manter e exportar.

  35. Já li que se os cruzadores e destróieres Aegis mantiverem os radares ligados o tempo todo há uma redução do alcance de alguns milhares de quilômetros.
    É nesse contexto que a propulsão nuclear se faz interessante.

  36. Esse destróier, não teria o mesmo problema que os porta-aviões ?
    Um grande e enorme alvo para os submarinos !
    Mesmo usando seus próprios sistemas de defesa anti-submarinas, creio eu é claro, necessitaria de esta muito bem escoltado, até mesmo de submarinos da armada russa.

  37. Galito,
    Não se sabe se foi algum figurão russo que disse isso (que os porta-aviões são os maiores alvos que existe) ou se foi um russófilo apaixonado que o disse e aí porque está na internet virou verdade absoluta como se tivesse saído da boca de um czar.
    Fato é que um super porta-aviões classe Nimitz é mais veloz quem uma fragata, mais resistente que um couraçado e mais protegido que qualquer coisa que singre os mares.
    O fato dele ser grande e ter 100.000 t o faz tão visível quanto um destróier de 9.000 t ou uma fragata de 6000 ou uma corveta de 2000 t. Para satélites tanto faz como tanto fez. Para os sistemas passivos que captam as emissões de RF, tanto faz como tanto fez. Para os sistemas de imagem térmica, idem. Para radares de aeronaves e mísseis, novamente idem.
    Ou seja, não faço a mínima ideia do por que um super porta-aviões possa ser mais ou menos “alvo” que qualquer outro navio de guerra. E se for o fato dele ser alvo por ser um navio, então é melhor que se aposentem todos os navios do mundo.
    Se tanto faz como tanto fez para os sistemas de vigilância e de armas ter 6.000 ou 100.000 t, melhor é ter 100.000 e ter 80 aeronaves de combate e pelo menos uns 7 escoltas de superfície e submarinos por conta.
    Até mesmo o velho método do torpedo explodir abaixo do porta-aviões não resulta no mesmo dano que quando isso ocorre contra um navio menor, que via de regra é partido ao meio. Ou seja, se for para estar numa guerra naval o melhor lugar para se estar é dentro de um porta-aviões.

  38. Se o objetivo é fazer um navio como uma massiva plataforma de mísseis para todos os usos com o dobro da capacidade combatente dos Arleigh Burke americanos, com 17.000 toneladas de deslocamento isso só seria possível incluindo no projeto uma unidade propulsora compacta nuclear.

    Ou tu leva combustível para 90 dias de endurance e diminui o número de mísseis ou coloca uma propulsão nuclear e libera-se de tanques de combustível e tens no mesmo espaço lugar para aumentar dramaticamente a sua capacidade de armazenagem de mísseis.

    Com um sistema de defesa S-400 Triunf naval e cheio de mísseis hipersônicos esta belonave será um pesadelo yankee pois seria um alvo somente alcançável por arma nuclear tática.

  39. Gilberto…
    .
    na hipótese de todos os mísseis anti navio de um novo tipo que a US Navy pretende incorporar
    antes mesmo do primeiro “Lider” estar plenamente operacional a serem lançados por navios de
    superfície e/ou aeronaves serem abatidos, penso que um bom submarino poderia também ser
    bastante ameaçador…nenhuma necessidade de arma nuclear tática.

  40. Uma vez li que esses navios da classe “Líder” têm capacidade “quebra-gelo” e que por isso são feitos para o Ártico que é uma região que interessa muito à Rússia, por isso acredito que não serão construídos muitos exemplares, não para substituir todas as embarcações mencionadas no texto, mas apenas o suficiente para se manterem na frente do Ártico e não nas demais frentes citadas em alguns comentários. Bosco, parabéns pelos seus comentários, aprendo muito com eles,
    Abraços e que Deus abençoe a todos!

  41. Amigo Ronaldo!
    Provavelmente Voce esta confundindo 23560 com LK110JA “Lider” de 55000 toneladas :
    sa-mcp.s3.amazonaws.com/up-image/img_rend/66980/98153.jpg
    Em relação do tema. Um detalhe que chamou a minha atenção é o deslocamento : em praticamente TODAS as fontes falam sobre faixa de 10 a 15 mil toneladas (inclusive na wiki deles).E ate o Secretario da Defesa falou sobre 14 mil mencionando a possibilidade de produzir modelo menor e mais simples (mais barato tb :)) com deslocamento de 10 mil a partir do projeto original.Ja o numero de 17500t so apareceu uma ou outra vez e foi replicado instantaneamente.Bem estranho isso..
    Um grande abraço!

  42. Uboot e demais amigos,
    .
    Vamos por partes.
    (Estilo Jack)
    .
    Já apresentei o argumento pelo qual os russos tendem a usar propulsão nuclear em um navio de combate que precisa ser veloz e com deslocamento acima de 10.000 toneladas.
    (30 de junho de 2017 at 18:54)
    .
    Mas porque a Rússia precisa de grandes navios, como os Kirov, Slava e mesmo o Kuznetsov?
    .
    A primeira vista – olhando o ‘danado’ do mapa – observamos que há 4 (quatro) saídas da enorme Rússia para os oceanos:
    – Frota do Norte, na península de Murmansk com saída pelo Mar do Norte;
    – Frota do Báltico, baseada em Baltiysk e Kronshtadt (em torno de São Petersburgo), com facilidades em Kalinigrado, é claro;
    – Frota do Mar Negro, com bases em Sevastopol (na Criméia) e Novorossiysk (em Krasnodar), com saída para o Mar Mediterrâneo pelo Estreito de Bósforo – Mar de Mármara – Estreito de Dardanelos;
    – Frota do Pacífico, com bases em torno de Vladivostok e Petropavlovsk-Kamchatskiy, mares muitas vezes gelados.
    .
    Ok.
    Tem também a Flotilha do Mar Cáspio.
    Mas esta não vai para lugar nenhum.
    É um enclave estratégico essencial, mas fechado.
    .
    Todas as frotas precisam de navios médios (fragatas) e pequenos (corvetas e FPBs) para proteção do perímetro de defesa mais curto, talvez 500 (quinhentas) milhas náuticas.
    Mares fechados, com vários bases aéreas por perto (tanto russas como ‘inimigas’), são regiões próprias para navios menores e poderosamente armado, mesmo sacrificando alcance e permanência no mar.
    .
    Mas, tem sempre um mas, Moscou pretende continuar sendo uma super potência, ou, ao menos, uma potência mundial. Assim sendo, precisa ter uma frota com alguma capacidade de demonstração de força e missões de longo curso.
    As bases para estas forças são apenas duas, Mar do Norte e Pacífico, com maior destaque àquela europeia, acesso ao Oceano Atlântico.
    .
    Para tanto os russos precisam de muitas corvetas, muitas fragatas leves, mas apenas uma quantidade limitada de grandes navios de combate.
    Apenas 8 (oito), quem sabe 12 (doze) – um sonho de verão russo – dos pretendidos cruzadores Lider seriam mais que suficiente para mostrar a bandeira nas áreas de interesse e estabelecer uma frota oceânica crível contra outras potências (exceto os EUA).
    .
    Outro ponto a observa no futuro.
    O Oceano Ártico tem apresentado sinais de degelo em algumas partes, indicando que poderá ser uma riquíssima rota marítima entre a Europa e a Ásia, sem passar pelos estreitos do Oriente Médio e sem dar a volta na África.
    E quem é que domina geograficamente esta possível rota?
    A Marinha Russa, se tiver meios para tanto.
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    Finalmente é prudente olhar para a Ásia.
    O comércio por lá cresceu exponencialmente e há novos e poderosos players por lá. Nada como uma frota de respeito, mesmo que pequena, para singrar aqueles mares.
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    A marinha russa continuará a ter uma enorme componente costeira, essencial à defesa dos seus acessos aos Oceanos. Porém deverá manter uma frota – menor mais poderosa – para se posicionar no mundo, certamente a partir de Murmansk e Vladivostok.
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    Em tempo.
    Para navegar com longas distâncias, sem bases de apoio e com um mínimo trem de abastecimento, nada melhor que propulsão nuclear.
    Por estas e outras que um cruzador russo com propulsão nuclear e persistência em missão de 90 dias (víveres e água) não me surpreende. Na verdade se encaixa perfeitamente no que eles precisam para compor o braço longo de sua marinha.
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    Abç.,
    Ivan.

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