Um contrato de £ 3.7 bilhões (R$ 15,9 bilhões) foi assinado para a construção das três primeiras fragatas Type 26.

O trabalho nos Global Combat Ships Type 26 começará nos estaleiros da BAE Systems em Glasgow neste verão, assegurando 1.700 empregos na Escócia e mais 1.700 na cadeia de suprimentos em todo o Reino Unido, disse o Ministério da Defesa.

Oito navios serão construídos para a frota, com o contrato para o segundo lote de cinco navios a ser negociado no início dos anos 2020.

Os planos para construir as novas fragatas foram estabelecidos na revisão estratégica de defesa e segurança do governo britânico de 2015, embora o projeto tenha sido reduzido de propostas anteriores para um total de 13 navios.

Temores sobre o futuro dos estaleiros de Glasgow surgiram no ano passado, quando o trabalho nas Type 26 foi adiado, mas o secretário de Defesa Michael Fallon visitou o estaleiro em novembro para se comprometer com o programa.

Os navios se especializarão em guerra antisubmarino e trabalharão em estreita colaboração com a dissuasão nuclear Trident da Marinha e os novos porta-aviões, o primeiro dos quais – HMS Queen Elizabeth – zarpou de Rosyth na semana passada para testes de mar.

A frota acabará por substituir as fragatas Type 23 atuais e cada navio terá uma tripulação de 118 militares.

Descrito como “o navio de guerra antissubmarino mais avançado em sua classe em todo o mundo”, diz-se que o MoD está explorando oportunidades de exportação onde há “um forte interesse dos clientes internacionais”.

Fallon disse que o programa Type 26 garantirá o futuro a longo prazo da indústria de construção naval escocesa.

“A fragata Type 26 é um navio de guerra de ponta, combinando a experiência da indústria britânica de construção naval com a excelência da Royal Navy”, disse o Secretário de Defesa.

“Nós cortaremos o aço do primeiro navio no final deste mês — um marco imensamente significante que atende nosso compromisso de manter nosso poder naval global.

“Esses navios serão uma força crível, para proteger nossos poderosos novos porta-aviões e ajudar a manter os interesses britânicos seguros em todo o mundo.

“Com o apoio de um orçamento de defesa crescente e de um plano de equipamentos de £ 178 bilhões, o programa Type 26 trará grandes benefícios econômicos para a Escócia e o Reino Unido”.

O Ministério da Defesa disse que o contrato está estruturado para “motivar os dois lados a entregar resultados bem-sucedidos, onde ambas as partes compartilhem as perdas e ganhos na entrega do programa”.

O deputado do SNP de Glasgow South West, Chris Stephens, disse que os contratos de construção de navios sustentarão empregos qualificados no Clyde.

Ele disse: “Estou muito satisfeito que a pressão constante feita por mim, pelos colegas do SNP e pelos sindicatos finalmente deu resultado.

“A construção dessas fragatas mantém a construção naval no Clyde e agora permitirá que a BAE atinja a comunidade em Govan como um dos maiores empregadores.

“O que agora é necessário é uma declaração do Ministério da Defesa para se comprometer a adquirir os navios de guerra Type 31 (fragatas de propósito geral), para que a construção naval no Clyde continue por décadas.

“A força de trabalho no Clyde está entre os melhores construtores navais do mundo, e é um prazer e uma honra representá-los no Parlamento”.

FONTE: The Herald

64 COMMENTS

  1. Pois então…
    .
    Em conta de “padoca”… Mais ou menos US$ 1,3 bilhão por cada vaso de 7000 toneladas…
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    É por essas e outras que não acho exagero US$ 450 milhões pelas corvetas da classe ‘Tamandaré’, vasos que deslocarão quase 3000 toneladas ‘full’, considerando-se que o valor dispendido seja um investimento no desenvolvimento e construção desses navios…
    .
    E penso que não tem como fugir disso. Automação em larga escala, armas cada vez mais complexas e caras, construção cada vez mais complexa… Essa é a tônica das novas embarcações daqui por diante, e que determinará uma espiral ascendente de preços.
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    Logo, não adianta simplesmente comparar valores de navios construídos até a década passada e acreditar que podem ser base para vasos da próxima década ( mesmo aqueles baseados nas mesmas classes )… Ademais, são aspectos tão diversos a serem considerados nessa situação, que a variação de custo pode ser bastante significativa para diversos países, mesmo considerando navios com as mesmas características básicas…

  2. Conta de padaria, US$ 1,3 bilhão, para cada fragata de 7.000 ton?….não consigo entender esses valores, a Dinamarca construiu as suas de >6.000 ton, por um valor de US$ 325 milhões cada (pelo menos é o que foi noticiado em sites especializados, não me lembro se por aqui também o foi)….será que eram tão ruins para valer tão menos?????

  3. RR, a Type não tem 5.00 tons de deslocamento??
    Olha, 1,3 bilhões de libras por navio, Jesus, aonde vão para os custos de construção destes navios, por isto a redução inicial de 13 para oito e adoção das T 31.

    G abraço

  4. Miguel Felicio 2 de julho de 2017 at 22:20

    Tens razão, eu também lembro dessa notícia! A classe Classe Absalon (6,300 toneladas) da Dinamarca custou algo em torno de 600 milhões de dólares 2 unidades (300 milhões de dólares cada).
    Essa fragata do RU deve vir com todos os armamentos possíveis, incluindo o helicoptero.
    Pela lógica a fragata do RU devia ter um custo real até mais baixo que Classe Absalon, pois serão construídos 8 navios (escala maior).
    Talvez algumas partes da fragata sejam banhadas a ouro!

  5. 1 bilhão de LIBRAS por fragata tá salgado mesmo, preço de sub nuclear, mas o que o RR falou é interessante, se a inglaterra, com toda sua tradição naval, ainda tem custos tão altos, imagina por quanto saíra as Tamandarés, sem pessoal qualificado, sem estaleiro, sem perspectivas orçamentárias, vai sair mais caro que o próprio prosub. pergunto eu, no fim não sairia mais barato o prosuper mesmo?

  6. Já que falaram em “conta de padaria”…
    Esse navio (Com certeza será um excelente navio) cumpre o que três KDX II cumprem?
    Ou para simplicar…esse navio fará o que uma KDXIII faz???

    Pois é, daí tirem se vale a pena ou não.

  7. E mais…esse valor “estimado” das Tamandarés, muito dificilmente será isso mesmo.

    Acredito que uma tamandaré vá sair ou pelo preço ou mais cara que uma KDXII…E ai, vale a pena?

  8. Façamos uma aposta aqui senhores, Contabilizando tudo, ”Imprevistos” ,Propinas, Impostos e multas por descumprimento de contratos, por quanto voces acham que vai sair cada Corveta Tamandua? meu lance é U$650 Milhoes cada. Em 2030 quando a ultima for construida voltaremos aqui e iremos ver quem acertou.

  9. Isso é o que vivo falando Felipe Morais, pelo preço de quatro tamandarés se compra 4 KDX2, ou até mesno 5 a 6 Incheon batch 2 (daegu class) ou até 7 Incheon batch 1 e ainda sobraria US 70 mi de troco pra pegar um navio tanque usado, adoro a compararção com carros, no caso, reflitamos, se eu fosse dono de uma frota de carros para locação, imagina se pelo preço de 4 golzinhos desse pra comprar 7 HB20, ou 5 a 6 i30, ou 4 elantra, quem aqui compraria os 4 golzinhos sómente pq são nacionais? Só pra fortalecer a industria nacional? Claro que não, pensaria no meu bolso e meu lucro claro

  10. Não existe milagre em preço de navio.
    Não existe formula mágica.
    .
    Alguém acha mesmo que uma Fragata na faixa de ~6.000 tons, armada com o que tem direito e sensores de ponta, com munição e logística garantida na conta e todo os Offsets que tem que ser negociados por lei, sendo fabricada aqui de acordo com as diretrizes que ai estão impostas, sairia com precinho milagroso de menos de U$ 700 milhões?
    .
    O preço do navio nunca foi o real problema. O status quo das forças armadas e os bilhões de reais gastos anualmente continuaram, independente do navio ser barato, caro ou não existir…

  11. As pessoas gostam de criticar a corrupção no Brasil.
    Mas um navio a um preço absurdo desses…
    É incompreensível.
    É caro demais.
    A indústria bélica está acabando com os países ocidentais.
    O número de empregos informado na matéria é ínfimo.
    Especialmente se considerado o valor a ser pago.
    Enquanto isso a China desenvolve navios se não iguais mas semelhantes a preços bem mais baixos.
    Não tem justificativa.
    Um navio é um monte de aço que flutua…
    É precisa de bons motores, bons sensores, bons armamentos…
    Mas isso tudo não tem que custar tão caro…
    Nem se fosse folheado a ouro…

  12. Juarez 2 de julho de 2017 at 22:46

    Tem o “recheio”, que é coisa chique e depois, Juarez tem a ToT, o simulador, as manutenções de 10.000, 20.000 e 30.000 e por aí vai.
    Cê acha que é só aqui?
    Forte abraço

  13. Bardini, a gente sabe que não tem”cafe de gratis,” mas esta fragata não tem nada demais, e um navio com viés ASW, mais ou menos porte das Fremm que custaram algo em torno 700 milhões de euros. Vai acabar encostando no custo das T 45.
    Espero, realmente os Jacks andam fazendo coisas meio estranhas.

    G abraco

  14. Será que o custo inclui manutenções futuras, construção de estaleiro, ferramental, etc…? No caso do Brasil o correto seria comprar alguma solução já testada e de prateleira, na situação atual precisamos de navios de combate para anteontem, não podemos nos dar ao luxo de criar novamente uma indústria naval de combate, se não todos sabemos onde os custos vão parar e quando vamos receber os benditos navios… o Brasil não é um país militar então devemos focar na manutenção de nossos meios e na fabricação de munição e boa, não adianta querer produzir meios para competir no mercado global com empresas que tem décadas de tradição. Sem dúvidas as Incheon class batch 3 seriam as ideais para nós.

  15. Vasos lançados a pouco tempo por outras marinhas realmente apresentaram valores menores do que esses, então o questionamento é relevante. Será que o mercado naval inflacionou-se tanto assim? Não acredito.
    Provavelmente esse seria o valor para todo o programa, que inclui detalhamentos de projeto, construção em si, implantação da cadeia logística para tal, além de armamentos,treinamento, e quem sabe até a manutenção dos primeiros anos. Mas isso é mera especulação minha, pois há nada que corrobore com isso na matéria.

  16. Juarez 3 de julho de 2017 at 8:08
    .
    A principio também acho caro o custo de cada navio pq não é coisa de outro mundo, mas talvez seja precipitado dizer que o contrato está caro. Tem que ver o que tem nesse contrato e pensar também que é o primeiro Batch de 3 Fragatas. Esse preço pode ser o que custa pra dar um arranque na construção, montar a linha logística, comprar os armamentos e pagar o projeto. E a BAE não tem fama de pegar leve nos preços…
    .
    Os alemães estão pagando bastante caro pelas F-125 peladas, que nem VLS tem. A Tipo 26 pelo menos vai ter maior quantidade de armamentos, que podem estar incluídos no pacote. Ou não, vai saber.
    .
    Se os Britânicos tivessem se aliado aos alemães no projeto das F-125, talvez o preço seria mais simpático para os envolvidos e teriam um navio melhor como resultado, mas ninguém por lá parece abrir mão de fomentar a própria indústria.

  17. Esqueceram do aparelho de chá das Índias ?
    Não há belonave que não tenha estes e outros mimos dignos do requinte que só o Almirantado de S. M. Britânica possui.

  18. Nossa, o preço ficou salgado demais, mesmo analisando qualquer aspecto que seja essa fragata tá saindo mais caro que um destroyer, os ingleses não estão irritados a toa comos gastos militares, projetos surreais desse gênero precisam parar, e eles precisam investigar o que tem por trás desses absurdos.

  19. Fragata com 150 metros e mais de 6.000 mil tons?? é um destroier não uma fragata, e agora é o seguinte, esse barco com certeza hospedará misseis de capacidade ou dissuasão Nuclear, um barco para armazenar e transportar misseis nucleares vai ter que ser bem mais caro que um que transporta apenas misseis não nucleares. Totalmente descabido a comparação com preços com a Tamandaré que de fato é um estorvo publico.

  20. “Alguém acha mesmo que uma Fragata na faixa de ~6.000 tons, armada com o que tem direito e sensores de ponta, com munição e logística garantida na conta e todo os Offsets que tem que ser negociados por lei, sendo fabricada aqui de acordo com as diretrizes que ai estão impostas, sairia com precinho milagroso de menos de U$ 700 milhões?”

    Alguns pontos de matéria publicada aqui mesmo no naval em 2008, destacando, também, os comentários de alguns foristas:

    “Os KDX-II são navios bem armados: têm um lançador MK.41 VLS na proa de 32 células, para mísseis Standard SM-2 Block III de defesa antiaérea de área, um lançador RAM de defesa de ponto e antimíssil, um CIWS Goalkeeper de 30mm, um canhão de 127mm Mk.45 Mod.4, oito mísseis Harpoon antinavio e dois lançadores triplos de torpedos anti-submarino de 324mm. A suíte eletrônica compreender o radar 2D Raytheon AN/SPS-49(V)5 de longo alcance, um radar 3D Thales Nederland MW08 de direção de tiro, dois radares STIR240 de direção de tiro com iluminadores CWI OT-134A, um sistema de guerra eletrônica SLQ-200(V)K SONATA, um sistema de comando e controle tático KDCOM-II, derivado do SSCS das fragatas “Type 23”. Um sistema WDS Mk.14, que também equipa os navios, foi desenvolvido originalmente pela BAE Systems. Sua função é avaliar ameaças, priorizá-las e engajá-las com o SM-2. Os KDX-II têm espaço suficiente na proa para um VLS Mk.41 com 64 células. Os navios deslocam 5.520t carregados, têm comprimento de 150m e boca de 17m. A propulsão é CODOG, proporcionando 30 nós de velocidade máxima. A tripulação é de 200 pessoas.”

    “Caro Nunão,
    Você está certo, o valor do KDX-II está em torno de US$ 600 milhões e o KDX-III em torno de US$ 1 bilhão.”

    “Segundo o jornalista Pedro Paulo comentou no fórum Sistemas de Armas a proposta é séria foi feita ao Governo, via a embaixada da Coréia. Seriam quatro KDX II por US$ 2 bi. As corvetas, 10, entrariam de graça.”

    Bom, já ouvi dizer que o preço dessa belezinha seria entre 450 a 600 milhões de dólares.

    “Ah mas tem o recheio”…Pelo que já li por ai..U$600 Mi seria com o recheio com Nutella e leite ninho (a cobertura da moda).

    E, pelo visto, a proposta compreendia construção de duas aqui, modernização do AMRJ mais 10 Pohangs de brinde.

    Ou seja, acho que sim…abaixo de U$ 700 Mi, conseguimos sim um bom vaso de cerca de 6.000 toneladas..Aliás, bem abaixo disso. Acho com força que com o preço de cada Tamandaré, conseguimos um excelente navio, com excelente recheio, de fornecedores alternativos (Coreia do Sul, por exemplo). E com excelentes “compensações tecnológicas”.

    Enfim, acho que 02 KDX II fazem bem mais que esse navio inglês..e que 01 faz mais que uma Tamandaré, independente de a configuração dessa ser boa ou não.

  21. A Royal Navy gosta de diferenciar “destroyers” de “fragatas” por principalmente dar aos primeiros, capacidade de defesa de área…como os T-45s…mas…ter mais de 6000 toneladas não é problema para eles classificarem um navio como “fragata”…o mais importante é a função principal que irão desempenhar.
    .
    E…diego…as T-26s não irão “armazenar” mísseis nucleares, não apenas porque essa política foi abandonada há décadas como não há no inventário britânico nenhum míssil nuclear tático , na verdade apenas os 4 submarinos estratégicos da classe “Vanguard” são equipados com mísseis intercontinentais com ogivas nucleares.

  22. Uma pergunta meio off-topic…..
    .
    O Sea Ceptor usa booster? Se não, poderia utilizar? Quais seriam as dificuldades? Ou quais seriam as vantagens? Pergunto, pois não me lembro de ter visto nada a esse respeito.
    .
    Desde já, agradeço a atenção dispensada!!! 😉

  23. Realmente nos países ocidentais os preços dos equipamentos militares estão pela hora da morte.
    Algo tem de ser feito para parar essa escalada porque senão terão de fazer como a MB, não ter navios de maior porte e se limitar a fazer patrulha costeirá.

  24. Miguel Felicio ( 2 de julho de 2017 at 22:20 )
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    Ivan BC ( 2 de julho de 2017 at 23:59 )
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    Não devemos confiar muito nesses valores tão “baixos” divulgados ( e a bem da verdade, mesmo os mais elevados são suspeitos )… Está claro que muitos governos tem o hábito de soltar apenas custos relativos a uma parte do empreendimento ( pra imprensa e opinião pública engolir ). Só isso justifica tamanha disparidade…
    .
    Juntando tudo o que aparece, considero muito improvável que um vaso de umas 6000 toneladas projetado para navegar a partir da próxima década, saia por menos de US$ 1 bilhão, se considerarmos todo o investimento relacionado ao desenvolvimento e construção dos navios, e desenvolvimento e construção de sistemas e infraestrutura relacionados, o que pode consumir várias centenas de milhões de dólares…
    .
    Até se pode conceber que certos custos sejam amortizados por desenvolvimentos realizados em outras classes, dando um preço mais baixo ( como penso que será o caso das novas F-125 alemãs, muito embora, como mencionou o Bardini, estão longe de serem navios “completos” ). Mas isso também é bastante relativo e envolve certamente outros fatores bastante distintos. Chineses, por exemplo, tem uma mão de obra barata, e certamente pagam menos pra construir o vaso… Há também empresas que podem contar com aporte do Estado e manter preço subsidiado… Tem tudo isso…

  25. Wellington,
    Os britânicos já adotam o ASTER 15 e 30 com booster e orientação por radar ativo nos alcances que um hipotético Sea Ceptor com booster poderia atingir. Acho que não há razão de combinar um booster aos mísseis. Uma outra opção também muito utilizada para aumentar o alcance é aumentar a massa de propelente e consequentemente o diâmetro do míssil. Mas se isso for feito um dia (a combinação com um booster ou o aumento de massa/diâmetro) vai ser num futuro já que o míssil ainda é muito recente e não demonstrou ser merecedor de uma upgrade. rsrs

  26. Caro dalton, até entendo que a informação “protocolar” afirme que os Ingleses não transportem armas nucleares em seus barcos más… com o urso rugindo ao lado sei não, acho que pelo menos umas 5 a 6 nuke deve transportar. Agora, chamar Destroier de fragata e meio forçado, não sou especialista mais as categorias também são divididas por tamanho e peso, não dá pra chamar um napoc de fragata e vice-versa pois tem propositos diferentes.

  27. Falaram de o governo subsidiar.
    É o que está acontecendo. O governo pagando um bilhão de libras por um navio comum.
    Ah, mas talvez leve mísseis nucleares. E daí? Vão reforçar o casco com um pouco mais de aço?
    Ou vão colocar ouro no casco?
    Nada justifica preços abusivos.
    Ah, mas os radares são modernos.
    E daí? O que custou para modernizar os radares? Além de computador e cientistas para modificarem padrões?
    Em países capitalistas, entregam a função a empresas que cobram os olhos da cara.
    Na China e na Rússia colocam engenheiros militares que ganham seus 5 mil reais por mês para fazer esse serviço…
    Não se paga bilhões de lucros a empresas e seus acionistas…

  28. Duvido que os Vanguard precisem de escolas contra submarinos nucleares de ataque até porque os Vanguard são silêncios acho que ao nível do Virgínia e o ohio

  29. Só eu acho estranho um navio desse deslocamento e especializado em ASW custar tão caro? As Alvaro de Bazan espanholas tem o mesmo tamanho e são multi-função, só pra ficar num exemplo.

  30. Jonas,
    No âmbito da OTAN basicamente só há dois tipos de navios, os de defesa aérea e os antisubmarinos. Ou seja, se não tiver mísseis antiaéreos de defesa de área é automaticamente considerado antisubmarino, independente de quão versátil seja.
    Quanto à Type 26, ser só considerada antisubmarino é muito reducionismo. rsrss
    Seu sistema antiaéreo com 25 km de alcance a habilita a defender unidades próximas e não se pode esquecer que ela terá 24 lançadores de mísseis “Tomahawks”, o que a habilita a atacar alvos estratégicos e a ser um poderoso meio antinavio.

  31. Balbino Botelho ( 3 de julho de 2017 at 2:11 );
    .
    Um vaso construído com especificações militares vai muito além de “aço que flutua”…
    .
    Salvo melhor juízo, um casco destinado a uso militar é bastante mais compartimentado que um casco de uso civil, e isso certamente encaresse bastante a construção.
    .
    Centros de comando e controle, paióis, compartimentos da tripulação, tudo tem que estar disposto de uma tal forma a minimizar possíveis danos em caso de ataque ou acidente, além de facilitar procedimentos a serem realizados na embarcação.
    .
    Há ainda prioridade para reduzir a assinatura visual e eletrônica, o que determina uma construção condizente, aplicando técnicas de forma e, não raro, fazendo uso de materiais especiais.
    .
    Tem também a planta geradora de energia, que não pode ser pouca coisa para um navio desse tamanho, e que vai operar com radares e sistemas de comunicação potentes. Estamos falando de “alguns” megawatts de potência… Deve, portanto, haver o arranjo correto para cablagens, com o dimensionamento correto para o uso que se espera, além de espaço para instalações de subsistemas… Geradores também devem estar corretamente posicionados para garantir o máximo possível a possibilidade de sobreviverem a uma situação adversa.
    .
    Enfim, não dá pra fazer “puxadinho”… Mesmo que se desenhe o casco seguindo especificações civis, ainda deve haver uma disposição mínima para serem dotados de sistemas de combate. Caso contrário, fica uma gambiarra que pode cobrar mais caro ainda em vidas…
    .
    Por ser um navio destinado a acompanhar forças tarefa que navegam rápido, vai ter que ter um poderosos sistema de propulsão; nesse caso, um caríssimo sistema CODLOG, alimentado por caríssimas turbinas TF-30…
    .

    .
    ( 3 de julho de 2017 at 16:04 )
    .
    Subsídio normalmente é fornecido a parte pelo Estado, com o propósito justamente de baratear o produto para o mercado…
    .
    Nos países citados por você, ou a mão de obra é absurdamente barata, ou a industria tem amplo aporte de recursos do Estado ( recursos esses que não são contados no preço final, é claro ), ou os dois ao mesmo tempo para muitos casos… Por isso seus preços são aparentemente tão baixos… Mas isso não significa que os custos em si não existam. Eles apenas são dispersos ou diluídos…

  32. Jonas Rafael,
    .
    A classe ‘Álvaro de Bazan’ custou aos cofres espanhóis mais de 800 milhões de dólares por navio. E isso na década passada…
    .
    Fosse hoje, e certamente o preço pularia pra cima do US$ 1,5 bilhão… Aliás, a última lançada, a ‘Cristóbal Colón’, custou ao final cerca de US$ 1,1 bilhão.
    .
    Só pra efeito de comparação, a classe ‘Sachsen’ também ultrapassou o US$ 1 bilhão por navio, e isso ainda por volta de 2005…!

  33. RR, muito obrigado pelos esclarecimentos.
    Mesmo assim continuo achando um absurdo.
    Os preços são o que as indústrias querem cobrar. Ponto final.
    Não há qualquer correlação entre os custos incorridos e o valor cobrado.
    Eles cobram o quanto querem e acham que os governos vão pagar.
    O fato de ter mais compartimentos…
    Oneram em quanto? Mais aço?
    Por isso os chineses se dão bem. Não complicam.
    Não há muita diferença entre a função desempenhada por um gol, um Corolla e uma Ferrari.
    E o custo de um motor 2.0 não é muito diferente do de 1.0.
    Os mesmos componentes. A mão de obra é a mesma. O custo do projeto. Só muda o tamanho dos cilindros… E o preço cobrado.
    Ah, mas a Ferrari é feita a mão… Os bancos são de couro de carneiro… Azar da Ferrari, ou melhor, do milionário que queima um milhão de dólares por frescura…

  34. Kornet,
    O fabricante não divulgou nada acerca da altitude de operação do Sea Ceptor. Chuto que é de pelo menos 10.000 metros.
    Até onde sei é só Sea Ceptor.

  35. >>>Jonas,
    No âmbito da OTAN basicamente só há dois tipos de navios, os de defesa aérea e os antisubmarinos. Ou seja, se não tiver mísseis antiaéreos de defesa de área é automaticamente considerado antisubmarino, independente de quão versátil seja.
    Quanto à Type 26, ser só considerada antisubmarino é muito reducionismo. rsrss
    Seu sistema antiaéreo com 25 km de alcance a habilita a defender unidades próximas e não se pode esquecer que ela terá 24 lançadores de mísseis “Tomahawks”, o que a habilita a atacar alvos estratégicos e a ser um poderoso meio antinavio. <<>>Jonas,
    No âmbito da OTAN basicamente só há dois tipos de navios, os de defesa aérea e os antisubmarinos. Ou seja, se não tiver mísseis antiaéreos de defesa de área é automaticamente considerado antisubmarino, independente de quão versátil seja.
    Quanto à Type 26, ser só considerada antisubmarino é muito reducionismo. rsrss
    Seu sistema antiaéreo com 25 km de alcance a habilita a defender unidades próximas e não se pode esquecer que ela terá 24 lançadores de mísseis “Tomahawks”, o que a habilita a atacar alvos estratégicos e a ser um poderoso meio antinavio.<<<
    Mas é uma verdadeira multi-função, opera até SM-2. Se você pensar bem, até para um case de exportação, qual das duas você compraria pra operar na MB, pelo mesmo preço, se só pudesse ter uma única classe?

  36. Ainda estou apanhando pra usar essa tela, parece que ele “comeu” a primeira parte da minha resposta, direcionada ao Bosco, então aqui vai:
    Há 20 anos o Sea Ceptor daria uma boa cobertura aérea. Para os padrões atuais é mais um míssil de auto defesa. Para uma belonave desse deslocamento e preço acho pouca versatilidade. Não vejo porque não aproveitar o maior tamanho pra fazer uma unidade mais versátil, capaz de “tapar os furos” em uma eventual falta de outro tipo. Faz mais sentido deixar a especialização pra embarcações menores a meu ver.

  37. Que confusão! Copiei os posts do Bosco e do RR e respondi cada um na mesma tela, mas ele duplicou o texto do Bosco e manteve só minha resposta ao RR, desculpa a confusão. Da próxima vez respondo em separado.

  38. diego…
    .
    os britânicos desistiram de armas nucleares táticas há muito tempo e as armas estratégicas que possuem são e sempre foram de procedência americana…atualmente os mísseis “Trident”… mas, vamos supor que os britânicos e também americanos que igualmente não embarcam armas nucleares em seus navios estejam mentindo e ainda esteja em serviço o “Tomahawk Nuclear” …o que se ganharia com isso ?
    .
    Armas nucleares mesmo táticas, são caras de adquirir e manter, consomem espaço precioso a bordo , exigem armazenamento e manuseio diferenciado, especialistas como parte da tripulação, etc, e como possuem alcance relativamente curto a plataforma lançadora teria que aproximar-se do alvo e portanto mais vulnerável à ataques.
    .
    Quanto à classificação “destroyer” e “fragata” , independente de cada nação optar como
    deseja classificar seus navios, se você consultar livros antigos verá que a classificação “fragata” não tem nada a ver com as fragatas de hoje.
    .
    Da mesma forma que um “Arleigh Burke IIA” atingiu hoje as 9.200 toneladas e o deslocamento
    irá aumentar até um pouco mais para a próxima geração “III”, as fragatas também aumentaram e muito de tamanho.
    .
    Uma forma de diferenciar, no caso da Royal Navy, é que um “destroyer” terá como principal função a defesa de área e para tanto terá mísseis com alcance maior e sensores mais adequados, enquanto que uma fragata, como a T-26, terá como principal função a luta contra submarinos e para tanto terá melhores sonares de casco, sonares “rebocados”, propulsão mais silenciosa, etc.
    .
    abs

  39. Jonas,
    Mas a doutrina da RN é diferente da USN e tem unidades de superfície especializadas em ASW e AAW. Até a retirado dos Spruance a USN também seguia essa linha.
    Sem dúvida que um alcance de 25 km não é muito mas praticamente cobre todo o horizonte radar e protege uma frota inteira contra ameaças sea-skimming que independente do míssil ter um alcance de 200 km só pode ser engajado nessa faixa de 25/30 km.
    Quanto ao SM-2, essa classe não pode utilizá-los não. A despeito dela vir a ter o lançador Mk-41 ela não tem os radares iluminadores banda X que os SM-2 utilizam para trancar no alvo.

  40. Juarez,
    Não sei se entendi seu questionamento mas tendo em vista que o envelope cinético de um um míssil sup-ar tem a forma de uma gota, muito provavelmente o alcance vertical máximo deve ficar por volta de um alcance horizontal de no máximo uns 15 km. Já a 25 km de distância horizontal o alcance vertical deve cair pra metade (5 km).

  41. Caro Dalton, concordo em partes com vc más existe muita informação classificada e que varia conforme situações e crises. Agradeço pela troca de informações.

  42. Sobre armas nucleares táticas em navios há de se ter em mente que são as armas nucleares menos fiscalizadas pelos diversos atores. É meio que deixado pra cada um fazer o que bem entende apesar de haver um mínimo de controle. Muito provavelmente seria divulgado se os navios americanos ou britânicos transportassem alguma arma nuclear, mas também pode ser que não. rsrsss
    Fato é que esse tipo de armamento perdeu importância e as armas estratégicas dão conta do recado na imensa maioria dos cenários tendo em vista que o inimigo também não possui armas nucleares.
    No contexto da Europa na época da Guerra Fria havia armas nucleares em profusão por conta do outro lado também as ter. Hoje, não mais.
    Mas também não é de todo impossível um Tomahawk nuclear num submarino de ataque ou uma bomba nuclear num porta-aviões ou uma carga de demolição levada na mochila de um SEAL ou uma carga de profundidade levada por um P8, etc. Nada é impossível. rsrsss

  43. Nem mesmo há tripulantes qualificados a bordo para manusear armamento nuclear na US Navy, como havia na época da guerra fria…a menos que…estejam disfarçando suas reais ocupações e soldos.
    .
    Quanto à Royal Navy ela mal consegue manter um estoque de cerca de 60 tomahawks convencionais para seus submarinos…talvez no futuro quem sabe adquiram “tomahawks” ou um similar para uso em navios de superfície.
    .
    Se prestarmos atenção nos problemas pelos quais a Royal Navy passa e não é de agora, inclusive, falta de pessoal qualificado, fica difícil se acreditar em certas coisas.

  44. Jonas,
    Deve estar havendo alguma confusão. Me referi à Type 26 acerca de não utilizar o SM-2 e não à classe Álvaro de Bazán. Essa sim opera com eles e tem “iluminadores”.

  45. Sobre o SM-2 tem a versão Block III B que tem um seeker dual combinando radar semi-ativo com IR. Em tese ele poderia ser utilizado mesmo sem o radar iluminador já que pode se guiar por meio do sensor de imagem térmica mas creio que isso não acontece ou pelo menos não deve ser muito comum. Mas é possível!
    De qualquer forma nenhum navio que não possa iluminar os alvos com um radar banda X opera os SM-2 de qualquer versão.

  46. Bosco, aproveitando de seus conhecimentos mais uma vez: O Mica ER, Sea Ceptor e Aster 15/30 não precisam de iluminadores né? Somente radar 3D e podem ser lançados em salvas? Sei que já devo ter perguntado algo semelhante antes mas achei melhor confirmar. Obrigado mais uma vez!

  47. Bosco, valeu pela resposta! Entretanto, o que você pode me dizer do CAMM ER?! Ao que parece, a Itália resolveu por este míssil e não pelo CAMM convencional (que foi o que a MB selecionou). Até aonde é dito, o CAMM ER terá maior alcance (45 km), ante a primeira versão (que ainda não existe operacionalmente) que é de 20~25 km.

  48. Alex,
    Desculpe-me! Não tinha visto seu comentário endereçado a mim.
    É isso mesmo. Esses que você citou têm radar ativo próprio e não precisam de radar iluminador podendo ser lançado contra alvos múltiplos.
    Vale salientar que existem radares banda X de varredura eletrônica que podem iluminar vários alvos ao mesmo tempo. É o caso dos navios equipados com o APAR europeu, com o SPY-3 (CVN-78, DDG1000), etc. Esse é o conceito denominado “Interrupted Continuous Wave Illumination”.
    Já com um radar iluminador com antena mecânica só é capaz de iluminar um alvo por vez, apesar de muitos mísseis poderem estar em curso contra seus alvos e “esperando” para terem seus alvos iluminados. É o caso do Aegis que direciona vários mísseis contra vários alvos com um radar de varredura eletrônica banda S (SPY-1) mas que precisa do radar mecânico banda X (SPG-62) para a fase terminal e ele só tem 4 nos Ticonderogas e 3 nos Arleigh Burkes.

  49. Wellington,
    Eu não tinha me dado conta dessa versão “ER” do Sea Ceptor. rsrss
    Não deixa de ser curioso já que a versão “padrão” ainda nem está operacional.
    Seja como for, numa olhada rápida no Google, parece que vão utilizar o método de aumentar o diâmetro do motor/quantidade de propelente/aumento da massa. Não me parece que irão optar pelo booster para essa versão “ER”.
    Um abraço.

  50. Pois então, já que a MB resolveu optar pelo CAMM nas novas Corvetas, então (no meu achismo) seria interessante avaliar a possibilidade de utilizar esta variante ‘ER’. Isto sim seria um diferencial no que a MB opera hoje.
    .
    É o que eu acho.
    .
    Até mais!!! 😉

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