Turquia lança sua última corveta MILGEM

Turquia lança sua última corveta MILGEM

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A Turquia lançou no dia 3.5.2017 sua quarta e última corveta de classe MILGEM, a TCG Kinaliada (indicativo visual F-514) durante uma cerimônia realizada com a presença do presidente Erdogan. O evento também marcou oficialmente o início da construção da primeira fragata da classe de Istambul.

Falando na cerimônia, o presidente Erdogan disse: “Continuaremos a aumentar o número de projetos de importância crítica em termos de segurança nacional. Temos mais dez projetos cujos contratos serão assinados nos próximos anos. Todos esses desenvolvimentos refletem a importância que atribuímos à busca de soluções marítimas para as ameaças emergentes na região em que nosso país está localizado. Estamos determinados a construir nosso navio=aeródromo também “.

A TCG Kinaliada recebeu o nome de Kinaliada, uma ilha do arquipélago das Ilhas Príncipe no Mar de Mármara, a sudeste de Istambul. A TCG Kinaliada é o quarto e último navio da classe MILGEM do “Projeto de Navio Nacional”. A missão desta classe de corvetas é proteger os interesses da República da Turquia no mar, através do estabelecimento de dissuasão e prevenção através de:

  • Mostra de bandeira em todas as áreas de interesse
  • Realização de missões de reconhecimento, vigilância e patrulha efetivas e contínuas
  • Realização de atividades de combate ao terrorismo no mar
  • Executando fr missões SAR
  • Execução de operações ASW (antissubmarino) em mar aberto e águas litorais, identificando e destruindo alvos
  • Realização de operações coordenadas com outros ativos navais e aéreos que participam de operações de controle marítimo.

O comprimento total do navio é de 99,5 metros e a boca máxima é de 14,4 metros. Com seu deslocamento de 2.400 toneladas e 3,9 metros de calado, a TCG Kinaliada permanece totalmente operacional no estado de mar 5 e parcialmente operacional no estado de mar 6. Com potência de propulsão de 32 MW, ela tem uma velocidade máxima de mais de 29 nós.

COLABOROU: Almir Ricardo

18 COMMENTS

  1. “Estamos determinados a construir nosso navio=aeródromo também “.
    .
    Não sei o quanto disso é retórica vazia, mas não deixa de ser interessante…

  2. Interessante, Scotty. Eu não sabia disso. Vou ter que dar uma pesquisada, mas imaginei que fosse algo com o F-35B em mente. Obrigado pela info.

  3. “Estamos determinados a construir nosso navio=aeródromo também.“
    .
    Sério?
    Esqueçam a questão do custo de um NA.
    Esqueçam o desafio tecnológico que é construir um NA.
    Apenas observem o mapa – sempre o mapa – do entorno da Turquia:
    http://www.voyagesphotosmanu.com/Complet/images/mapa_da_turquia.gif
    .
    Com o Mar Negro acima, o Mediterrâneo Oriental ao sul por sudoeste, dominando a passagem entre estes dois mares através do Estreito de Bósforo, Mar de Mármara e Estreito de Dardanelos (de nordeste para sudoeste), a Turquia fica no meio do caminho entre a Europa e o Oriente médio. Simplesmente divide com a Criméia (hoje russa) controla a passagem sul entre a Europa e a Ásia.
    .
    Não tem contato com nenhum oceano.
    Todos os seus possíveis alvos estão a menos de 1.000 milhas náuticas de suas bases aéreas, bem como seus navios ficam constantemente dentro do alcance de aviões antagônicos baseados em terra.
    Então…
    Navio aeródromo para que?
    .
    Este Erdogan é um falastrão populista.
    O máximo que a Marinha Turca precisa seria navios anfíbios porta helicópteros rápidos, tipo LPH, considerando uma forte extrapolação das necessidades.
    No mais, está quase tudo ao alcance dos aviões e mísseis baseados em terra.
    .
    Sds.,
    Ivan, o mapento.

  4. Existe quem também se questione da necessidade do LHD:
    http://warisboring.com/why-in-the-world-does-turkey-want-an-aircraft-carrier/
    .
    “The backdrop to these plans and Erdogan’s pronouncements are of Turkey trying to project power in the region and beyond. Turkish soldiers are presently stationed in the Persian Gulf in the tiny sheikdom of Qatar. Turkey has built a base in Somalia to help train the national army there to combat the Al Shabaab group, and has troop deployments in Iraq and Syria.”
    .

  5. O Erdogan como todo político ignorante e fanfarrão não deve saber diferenciar um LHD de um Nae, muito provavelmente nessa fala ele deveria estar se referindo ao LHD que um estaleiro Turco em associação com a Navantia começou a construir e que ficara pronto entre 2020/2021. Se formos dar uma olhada no planejamento da marinha turca para os próximos 20 anos, não se menciona em nenhum momento na obtenção de um Nae, mas sim de 1 LHD.

  6. Ivan…
    .
    a Itália também não tem contacto com nenhum oceano e possui o “Cavour” … o que a Turquia
    fará ou pretenderá fazer é utilizar seu futuro LHD às vezes como um NAe leve com alguns F-35Bs a bordo que deverão dar uma consciência situacional bem maior aos navios que eventualmente venham a fazer parte de um grupo de ação de superfície …talvez algo similar ao que o USS Wasp experimentará muito em breve e que poderá contar também com aeronaves baseadas em terra.
    .
    abs

  7. Srs

    Erdogan deseja, além de se se tornar um sultão (o que aparentemente está conseguindo), reconstruir o Império Otomano e, em consequência coloca a Turquia em disputa pela posição de potência hegemônica da região e líder do mundo muçulmano. Por isto a expansão de seu exército com tropas no Catar e disposição de intervir em ouros países muçulmanos.

    Sds

  8. Realmente, sempre foi o desejo dele reconstruir o Império-Otomano, ao que parece ele vai acabar conseguindo lembrando que o Chipre é logo ali, a Grécia que se cuide, e os vizinhos devem começar a ficar preocupados desde já?

    Saudações,

  9. bonito navio, parabéns a Turquia, sinto muito orgulho dos meus bisavós que eram cidadãos do Império Otomano, uma das maiores potencias que já existiu no mundo, apesar de toda a propaganda na mídia Ocidental no Oriente Médio existe um bom potencial tecnológico nos países mulçumanos, principalmente Turquia, Ira, Paquistão e Emirados Árabes Unidos.

  10. Srs
    Jovem Camillo
    Pelo que os fatos históricos dos últimos séculos nos dizem, o império otomano não foi exatamente um modelo de desenvolvimento técnico científico e muito menos de visão humanitária (de acordo com os cânones da carta de direitos humanos da ONU).
    Aliás, o fato de seus antepassados terem optado por abandonar o império otomano e virem para o Brasil já sinaliza como as coisas eram por lá, na época.
    Portanto, não é uma notícia auspiciosa para os turcos e os povos que ficarem sob o domínio do “simpático” Erdogan o retorno de tal império.
    Cabe lembrar, também, que seus antepassados tiveram sorte ou bom senso por escolher um país da civilização ocidental, civilização esta fundamentada nos valores cristãos e direito romano, o que lhes garantiu uma liberdade muito maior que tinham no mundo otomano.
    Sds

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