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Conheça o Grumman C-1 Trader, avião que a Marinha está modernizando nos EUA

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Grumman C-1 Trader no Fort Worth Alliance Air Show – Texas, em 2015

O Grumman C-1 Trader é uma variante de entrega de carga embarcada (carrier onboard delivery – COD) do Grumman S-2 Tracker. Ele foi substituído mais tarde por uma versão similar do Northrop Grumman E-2 Hawkeye, o Grumman C-2 Greyhound.

O Trader C-1 surgiu de uma necessidade da Marinha dos Estados Unidos para um novo avião antissubmarino. Em resposta a isso, o Grumman começou a desenvolver um protótipo de aeronave bimotor, de asa alta, que designou G-89. Em 1952, a Marinha designou esta aeronave como XS2F-1 Tracker e voou pela primeira vez em 4 de dezembro daquele ano. Durante o resto da década de 1950, emergiram três variantes principais, sendo o C-1 Trader uma delas. O C-1 (originalmente TF-1) foi equipado para transportar nove passageiros ou 1.500 kg (1.600 kg) de carga e voou pela primeira vez em janeiro de 1955.

Ao longo dos anos 1960 e 1970, o Trader C-1 transportou correio e suprimentos para porta-aviões no Oceano Pacífico durante a Guerra do Vietnã e também serviu como treinador para operações em todo o tempo. Ao longo da sua produção, foram construídos 87 aviões C-1 Trader, dos quais quatro foram convertidos em aeronaves de contramedidas eletrônicas EC-1A Tracer. O último C-1 foi retirado do serviço da USN em 1988.

Em 1956, o U.S. Marine Corps Test Unit Number 1 (MCTU # 1) testou o conceito de usar a variante TF-1 como veículo para inserir equipes de reconhecimento por trás das linhas inimigas. Em 9 de julho de 1956 a MCTU Recon Marines tornou-se a primeira a lançar paraquedistas de um TF-1.

Menos de três semanas depois, quatro paraquedistas de reconhecimento partiram do USS Bennington, que estava a 70 milhas no mar, e saltaram em uma zona de deserto perto de El Centro, Califórnia, a cerca de 100 quilômetros no interior. Pela primeira vez na história do Marine Corps e da Aviação Naval, a técnica de introdução de pessoal a partir de um porta-aviões para um alvo em terra foi testada com sucesso.

Em agosto de 2010, a Aviação Naval Brasileira anunciou que estava comprando e iria modernizar oito células de aeronaves C-1 para servir em operações embarcadas (COD) e papéis de reabastecimento aéreo para uso em seu porta-aviões São Paulo.

Em 2011, o contrato foi assinado com a Marsh Aviation para converter quatro ex-US Navy C-1A Trader em KC-2 Turbo Traders. Depois de vários adiamentos, a última notícia é que o primeiro voo está marcado para abril de 2019, permitindo a evolução para a versão FOC (Configuração Final de Operação) das quatro aeronaves que serão entregues em 2021.

Cockpit original do C-1 Trader, fotografado no Fort Worth Alliance Air Show – Texas, em 2015
Compartimento de passageiros e carga do C-1 Trader
Parte traseira do compartimento de passageiros e carga do C-1 Trader

NOTA DO EDITOR: em 2015, no Fort Worth Alliance Air Show – Texas, fizemos essas fotos de um C-1 Trader que é mantido em condições de voo. Conversando com um dos veteranos que pilotam o avião, ele disse que sabia que a Marinha do Brasil tinha comprado e só fez elogios. Disse brincando que o Trader modernizado com turboélice, pode voar mais 100 anos! 😉

42 COMMENTS

  1. Para quem pensa que a MB não tem dinheiro fica a reflexão, esbanjam tanto que não sobra para nada, gastar com isso só pode ser piada.

  2. Abril de 2019? Um avião dedicado a operações em porta-aviões, sendo que o Brasil não tem mais porta-aviões? Entrega em 2021? Eu não sei o que é mais dramático: o calendário ou saber que essa aeronave foi adquirida e não servirá para grande coisa…

  3. Sei que ainda é reflexo da politica do almirantado anterior. Mas esta aeronave vai ter algumas serventia baseada em terra?

  4. Por essas e outras que sempre disse que a MB é mal-administrada…….lamentável. Isso merecia inquérito do MP

  5. A pergunta que eu faço é a seguinte: Por que não comprar com esse dinheiro todo o acervo desativado da Força Aérea Israelense? Ou o da Força Aérea Neozelandesa? Caças F-16, A-4’s, Helis de vários tipos, todos intensamente usados mas em excelente estado de conservação, inclusive prontos para uso!

  6. Aeronave para transporte baseada em NAe, coisa que nao temos mais!!!! A Marinha compra aviao embarcado, avalia porta-helicóptero, baseia seus investimentos em sub nuclear pra “negar o uso” do mar, que construir corveta por valores mais caros do que comprar no mercado……..cara, isso é uma zona, sem rumo algum

  7. Esse tipo de compra lembra aqueles viadutos que ligam nada a lugar nenhum, mas com certeza, quem aprovou esse despesa levou uma graninha por fora, né?

  8. O almirantado brasileiro tem verdadeira devoção por tudo que cheira a naftalina.
    Existe um completo frenezi por reformas, retrofit ou coisa que o valha.
    Não é possível, é muito ruim ter que pensar isto, mas pelo que temos visto no país, não me causaria muita estranheza se a cultura da propina estivesse instalada também nas FFAA, ou seria muita mas muita incompetência e ausência de visão de futuro, de longo prazo e de planejamento que bombardeiam as mentes decisórias da marinha. Diante de um caso desses, não dá pra usar o argumento de falta de verbas. Talvez seria o caso de torcer logo pela reforma daqueles que insistem em enveredar-se por estes caminhos e pra que novas mentes sem o ranço característico dos atuais comandantes possam trazer novas perspectivas à força.

  9. A primeira proposta para eles era operar embarcado, mas não temos mais PA, pois bem, todo mundo mete o pau mas ele É um excelente avião, principalmente depois de sua modernização, grande autonomia, baixo custo de aquisição, razoável capacidade de carga, poder dar apoio em missões de patrulha, etc, etc, etc. Excelente asa fixa para apoio aos distritos navais, podem malhar mas muuuito melhor do que não tê-lo.

  10. A Marinha precisa realizar urgentemente a integração dos sistemas básicos nos cérebros de seu Almirantado e discutir os aspectos técnicos e gerenciais da versão IOC (Intelligence Operating Capability).
    Gastam milhões de reais do parco orçamento naval com unidades aéreas obsoletas e inúteis no contexto geopolítico brasileiro presente ou futuro!
    A Marinha do Brasil não está se preparando ou capacitando para nada vezes nada! Estão brincando de guerra aeronaval às custas do erário e não há autoridades políticas com moral nesse país hoje, enfurnado num caos generalizado, para fazê-los parar com essa idiotice!
    Estão, na melhor das hipóteses, tentando salvar as aparências das decisões catastróficas de líderes navais anteriores cujo resultado mais visível é a desativação (tardia) do NAeSP, e a sabida impossibilidade financeira, política, técnica, da aquisição ou construção de um novo NAe, e de um grupo de batalha necessário para acompanhá-lo, nos próximos 100 anos!
    A Marinha do Brasil não sente vergonha do papel ridículo que está fazendo? Quanto mais vão gastar nesse delírio aeronaval sem futuro, fundamento e função?

  11. Total ausência de programa de governo. Falta de coordenação do Ministério da Defesa. Toda e qualquer máquina já inventada, ou que venha a ser inventada, antes do seu descarte, terminará sendo amarrada com cordões e/ou arames. Quem já teve carro velho, oops, antigo, gasta uma fortuna com única serventia de mostrá-lo aos finais-de-semanas, para outros bobos como o patético proprietário. Pelo mais simples cálculo aritmético vê-se o despropósito da malfadada aquisição quando compara-se com o valor do KC-390. Não se venha argumentar que a sucata adquirida é carrier onboard delivery – COD -; pois, o Brasil não tem porta-aviões.

  12. Não é uma aeronave ruim, porem é claramente obsoleta. Qual será o papel de tal aeronave em uma Marinha desprovida de PA?! Em operações de busca e salvamento, vigilância e patrulha, talvez tenha alguma serventia!

    Saudações!

  13. Sinceramente, é uma situação absurda. OK, melhor ter do que não ter, mas…qual a necessidade de um vetor que utiliza uma plataforma que não temos? Parece a compra de Betamax, algo assim, boa qualidade mas sem utilidade efetiva.
    A única vantagem é manter asa fixa na Força, agindo mais ou menos como um ovo indês.
    Vai servir para o que, exatamente? Voar no 7 de Setembro e outras datas magnas, levar gente e material para Ladário…pode ajudar nas patrulhas sem avisar a FAB…

  14. Vai decolar e pousar no sub nuc, vão mudar o projeto francês para o sub japa da 2 guerra que levava um aviãozinho

  15. Com todo respeito aos amigos que defendem a idéia do Brasil ter um Porta-aviões, mas eu até hoje não concordo com tal afirmação.
    Na minha opinião, quem não tem fragatas e cruzadores (meios de superfície) em boa quantidade e com tecnologia de ponta não pode ter Porta-aviões, não pode porque não faz sentido econômico e militar. É algo absolutamente caro para adquirir e operar, precisa de aeronaves etc…e não adianta fazer igual os russos com aquela porcaria de porta-aviões deles, aquele negócio que parece a chaminé da casinha de madeira do meu falecido avô.
    Na outra ponta, defendo assim como outros membros aqui do portal, a idéia do uso de aeronaves (caças e helicópteros) em solo (com mísseis anti-navio), próximo ao litoral, juntamente com o uso de plataformas em terra para o emprego de mísseis com alcance de 300-500 km, justamente para complementar a ação das corvetas, fragatas etc…
    Em um primeiro momento pensar na defensiva, depois talvez pensar em algo “ofensivo” com emprego de navios como G40 (NDM) e futuramente o porta-helicóptero Ocean, focando no desembarque de fuzileiros.
    Sinceramente não tem condição querer ter porta-aviões com fragatas de 40 anos!

  16. Patético…Dinheiro no lixo. Temos avião para PA que não existe e temos tropas na Amazônia que emprestam freezer do lado colombiano por que não tem no destacamento…..

  17. Realmente nos falta muito planejamento, a FAB em 1995 encerrou seu processo de modernização dos P-16, mas desistiu do processo após a entrega do protótipo.
    Entre 1996 e 1998 após um acidente a FAB decidiu desfazer-se das aeronaves P-16.
    Alguns anos depois a Marinha adquire novo PA e para o espanto de todos resolve readquirir plataformas em cima do projeto do P-16.
    É lógico e óbvio que não vai dar certo, mesmo porque não temos mais um PA.
    Particularmente já está passando da hora do MD tomar as rédeas das FFAA e promover um planejamento descente. Não aquele previsto na END que prevê tudo, menos de onde vai sair o dinheiro. Mas algo factível, que aponte nossas verdadeiras ameaças e que haja controle das ações para que possamos alcançar as metas traçadas.
    Não ouso dizer que não precisamos de um PA, nem tenho competência para isso, mas se o PA for necessário esta vontade deve vir do meio político e traduzida para meios bélicos por meio do MD.

  18. Kkkkkk logo logo estaremos modernizado B-17 e P-47 com TOT e com radar AESA e falando:
    “É para criar doutrina…”

  19. Acho que deveria sentir vergonha alheia pela MB,além de não se rediscutir a diminuição de efetivo para as nossas verdadeiras demandas,não faz sentido financeiro e moral,manter um efetivo de quase 70 mil militares,nem a Royal Navy que possui de fato efetividade mundo á fora conta com um efetivo desses ,quanto a essa modernização chega a ser piada e ofensivo com nos brasileiros,vemos a MB,jogar dinheiro para o alto com não prioridades,mas de fato não me assusta uma marinha que mantem como 3º prioridade um porta aviões sendo que sequer temos escoltas.Não me assusta o estado de quase inoperante que a Marinha passa hoje por falta de número de meios,realmente triste e lamentavel.

  20. Acho que o estrago já havia sido feito na administração anterior, então, bola para frente. Já que temos essas aeronaves, por que não operá-las? Por que a MB não tem aviação de transporte, afinal de contas? Por mim a MB deveria operar aeronaves de patrulha, ataque e, obviamente transporte, independente se houver NAe ou não. A MB já deveria ter pistas de pouso em praticamente qualquer base que possui e que haja espaço para tal. Alivia muito mais os compromissos logísticos dos esquadrões de transporte da FAB, por exemplo.
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    Essas aeronaves poderão sim ainda ser muito úteis, e certamente vão dar maior flexibilidade nas próprias operações da Marinha.
    .
    Bola para frente e espero que cheguem logo. Até porque não temos outra opção, certo?

  21. As vezes eu fico pensando se os almirantes não são agentes infiltrados tentando minar as capacidades de operações da MB. kkkkkk

  22. Em um dado momento, vai aparecer algum estudo da MB dizendo que precisa de um porta-aviões para operar corretamente seus Traders. Tudo nesse mundo tem um motivo.

  23. Velharia! Aí vai operar esse avião aonde? Pra que se não tem mais porta-aviões e provavelmente operaremos o HMS Ocean,que é um porta-helicópteros?! A tendência é que a Marinha absorva os meios de patrulha marítima da FAB então deveriam ter aproveitado e comprado o S-3 Viking quando os EUA ofereceu. Além de patrulha anti-submarino,poderia cumprir missões de apoio aéreo aproximado,reconhecimento e guerra eletrônica. Mais uma vez o dinheiro do contribuinte e os parcos recursos foram jogados no lixo! Lugar de Tracker,A-4 é no museu! Já tiveram a época deles…

  24. A Marinha do Brasil infelizmente e reflexo das administração federal dos últimos anos, total falta de planejamento e gestão de recursos…Temos que parar de querer inventar a roda, com esse papo antiamericano, tiver o prazer de morar 3 anos na Austrália (o Brasil que deu certo) um país de dimensões, clima, economia e povo parecido a nos. Mais com uma grande diferença de eficácia e gestão de recurso em todas as áreas. Os almirante Brasileiro deveriam fazer um estagio com almirantes australianos…

  25. Aiaiaiai! No brasil de hoje (com letra minuscula mesmo, pois pouco vale, NÃO É SÉRIO E RESPONSÁVEL)…….. “Essas aeronaves poderão sim ainda ser muito úteis, e certamente vão dar maior flexibilidade nas próprias operações da Marinha.
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    Bola para frente e espero que cheguem logo. Até porque não temos outra opção, certo?” …………….”Vai poder lançar sim forças especiais”.

    Putz, NÃO TEMOS OUTRA OPÇÃO, …….solicitem alguns Badecos da FAB e lancem esses raios de forças especiais, se não temos outra opção e por esse motivo vamos jogar dinheiro fora?????
    Ah!!!!!! desculpem, mas não é somente esse almirantado que viaja na maionese……..A mim custa muito, meu dinheiro é mais que suado…

  26. A diferença é que você JÁ PAGOU por isso. Nem que seja para receber, usar por seis meses e revender para Paraguai, Bolívia ou algum outro país vizinho. Mas você já gastou seu dinheiro com isso, e é isso que eu quis dizer por não ser ter mais opção.

  27. Bom…o projeto já estava em andamento quando nem se pensava em desprogramar o Sao Paulo…
    Alguma utilidade sempre vai ter.

  28. Sucata americana na qual ainda temos que pagar e não serve pra nada……….. Traz mais uns P-3 orion que teriam melhor serventia.

  29. FRANCISCO não devemos ser anti nada ,mas a FAVOR , a favor do BRASIL , coisa que muitos não querem , e sim nos veem agarrados ao exterior de uma forma ou de outra , nada de americanos ou outros mais , mas aos nossos Interesses !

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