Corte de aço do novo LHD da Marinha Italiana

Corte de aço do novo LHD da Marinha Italiana

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Novo LHD da Fincantieri

Trieste, 12 de julho de 2017 — A cerimônia de corte de aço da unidade anfíbia multifuncional (LHD ou Landing Helicopter Dock) ocorreu hoje no estaleiro Fincantieri em Castellammare di Stabia.

A nova unidade será entregue em 2022 e está dentro do plano de renovação das linhas operacionais dos navios da Marinha Italiana, aprovado pelo Governo e pelo Parlamento e iniciado em maio de 2015. O programa plurianual para a renovação da frota da Marinha Italiana prevê a construção, além da LHD — cujas obras começam oficialmente hoje — de sete navios multipropósito de patrulha offshore (PPA), com outros três em opção, bem como o navio de suporte logístico (LSS) “Vulcano”.

O LHD será classificado pelos Serviços RINA de acordo com convenções internacionais para prevenção de poluição em relação aos aspectos mais tradicionais, como os da Convenção MARPOL, bem como aqueles que ainda não são obrigatórios, como a Convenção de Hong Kong sobre reciclagem de navios.

Características do LHD – Landing Helicopter Dock
A unidade terá aprox. 200 metros de comprimento com uma velocidade máxima de 25 nós. Será equipado com uma central combinada de turbinas a gasóleo e gás (CODOG) e poderá acomodar a bordo mais de 1.000 pessoas, das quais mais de 700 civis militares ou civis transportados.

A principal missão do LHD é o transporte de pessoas, veículos e cargas de diferentes tipos e na sua transferência para terra em áreas portuárias através de sistemas a bordo e em áreas não equipadas empregando vários tipos de embarcações (como as pequenas unidades de aterragem LCM com um capacidade de carga até 60 toneladas, quatro das quais podem ser embarcadas, lançadas e recuperadas através de uma doca inundada, localizada na popa do navio).

O uso do perfil militar do LHD fornece transporte e pouso, em áreas equipadas e não equipadas, de tropas, veículos militares, equipamentos de logística, usando os recursos fornecidos e os meios de transferência.

O uso do perfil civil fornece:

  • Saúde e Assistência hospitalar;
  • Transferência e desembarque de pessoas e meios de transporte sobre rodas ou lagartas em áreas equipadas e não equipadas;
  • Fornecimento de água potável através de plantas de dessalinização a bordo ou armazéns;
  • Fornecimento de energia elétrica para terra com 2.000 kw de potência e sua distribuição através de unidades de conversão e distribuição em contêineres;
  • Possibilidade de acomodar pessoal especializado a bordo ou hospedar até 700 civis, mais o mesmo número em unidades residenciais conteinerizadas;
  • Base de operações de resgate através de helicópteros e embarcações de pessoal.

Equipado com amplas áreas de embarque de cerca de 4.500mq dentro da garagem e hangar-garagem e um deck aberto contínuo, capaz de receber veículos de rodas de vários tipos, contêineres e helicópteros, a unidade pode realizar várias missões militares e civis.

As diferentes áreas de recebimento de carga são acessíveis através de rampas de popa e laterais, e o manuseio de carga será gerenciado por rampas e elevadores internos.
A bordo, haverá um hospital totalmente equipado, com salas de operação, salas de radiologia e análise, consultório de dentistas e salas de hospital capazes de hospedar 28 pacientes gravemente feridos (além de admissões adicionais através de módulos de contêineres devidamente equipados).

FONTE: Fincantieri

61 COMMENTS

  1. Custo: Entorno de U$ 1,3 Bi, para os Italianos…
    Características Gerais Divulgadas pela Fincantieri: https://www.fincantieri.com/globalassets/prodotti-servizi/navi-militari/bb_scheda_lhd-landinghelicopterdock_f.pdf
    .
    Esse é o navio… O NPM que precisamos!
    Some a isto um VF-1 equipado com um singelo lote F-35B, para operar aquela “meia dúzia” de aeronaves a bordo. Existe a opção dos V-22, para o apoio da asa-fixa…
    .
    Seria o mais racional a ser feito. Navio novo, que traria bons 40 anos de serviço a força e faria a transição deste período de desmonte.
    Sem mais…

  2. Incrível! A Itália é exemplo de forças armadas para muitos países…orçamento compatível com o PIB (parecido com o nosso, ou seja, é a prova que a desculpa do orçamento de defesa ser insuficiente não procede) e a realidade onde estão inseridos, efetivo compatível, boa distribuição de investimentos entre as forças, equipamentos modernos, parcerias com vários países (Alemanha, França, Israel USA) etc…
    Entregam resultados, a coisa acontece!
    O Brasil devia copiá-los!

  3. Infelizmente a diferença cultural é muito grande em relação aos principais players mundiais, nos não temos uma identidade própria uma cultura e patriotismo inseridos em nosso meio, o que importa é “eu” me dar bem e o resto que se dane. O Brasil não possui aspiração á nada não consegue traçar um plano e segui-lo, toda hora muda algo, mudam as prioridades e nunca nada se termina como sucesso, sempre fica pela metade. Era para sermos a referência na america latina, proporcionarmos estabilidade na região e fazermos a diferença no cenario mundial, mas não conseguimos se quer dar segurança á população nas ruas, o caminho para entrarmos no eixo não vai ser facil mas enfim quem sabe algum dia consigamos ser uma nação e pensarmos como uma.

  4. Com muita tristeza, ultimamente, tenho observado a baixa formação intelectual dentro da FFAA brasileiras, mesmo entre a fileira dos oficiais. Capacidade de articulação baixa, por vezes absurdamente sofrível, reproduzindo à exaustão chavões de caserna, sem nenhum juízo crítico ou criatividade de raciocínio.

    A ordem unida, como se espera dela, promove uma uniformização de gestos marciais, não obstante a mente devesse ser livre para pensar e articular conforme o contexto. Não é o que ocorre. E as gestões administrativas temerárias na MB, nos últimos 20 anos, ao meu sentir, são reflexos de profissionais autômatos e antolhados por uma doutrina naval repetitiva e ultrapassada, que não sabem ou não querem pensar, apenas “marcar passo” até o corneteiro tocar “em frente”, “alto”, ou “fora de forma”…

    E os próximos seguem nessa formatura enfadonha.

    Parabéns, Itália…

  5. Na parte do navio LHD italiano acho muito bom , acredito que os italianos apos a primeira unidade vao comprar 1 ou 3 .

  6. Desde o final do século XIX para cá engatamos a marcha ré e nos igualamos às demais republiquetas latino-americanas. É uma história triste para um país que já nasceu grande e já teve a quarta maior marinha do mundo. Porém o povo brasileiro adora ignorar e ridicularizar sua História. patriotismo em nosso país se resume a empinar a bandeira nacional a cada quatro anos e depois queimá-la quando a seleção é eliminada da Copa. Já vi cenas parecidas em quase todas as copas do mundo que acompanhei.

  7. Gostaria de chamar a atenção dos senhores em especial do almirante Dalton para o deslocamento do LHD Italiano, full 32.000tons contra as 21.000 full dos recinto de festa LGBT Francês, também conhecido como Mistral. Observem qeu ambos tem medidas semelhantes o que não justificaria tal diferença de deslocamento, mas o projeto Italiano parece que contempla uma superestrutura dupla e maior blindagem., ou seja, os Italianos aprenderam as lições daquele fatídico 1942 na baia de Taranto.

    G abraço

  8. “Opa!! Será que vai sobrar O San Giorgio pra gente????”
    .
    Esse LHD vai substituir 4 navios em tese: “San Giorgio”, “San Marco” e “San Giusto” nas operações anfíbias e o “Giuseppe Garibaldi” nas operações aéreas.
    .
    Era para ser assim : O “San Giorgio” era para dar baixa em 2019, San Marco em 2020 e San Giusto em 2022.
    http://www.marina.difesa.it/uominimezzi/nuoviprogetti/Documents/Piano%20di%20dismissioni%20delle%20Unit%C3%A0%20Navali%20entro%20il%202025.pdf

  9. Hélio,
    .
    Creio que o Juarez já respondeu. Mas complementando-o:
    .
    O casco da classe Mistral é construído de acordo com especificações civis. Há, portanto, limitações na estrutura, em comparação com cascos desenvolvidos especialmente ( Military Standart ). Por exemplo: os compartimentos 100% estanques são somente aqueles abaixo da linha d’água…
    .
    A razão é justamente baratear… Só que é o seguinte: barateia de um lado, e cobra caro no outro… Improvável que um ‘Mistral’ resista a um ‘Exocet’ ou equivalente…

  10. Juarez…
    .
    “Devagar com o andor”…o futuro navio italiano será bem maior que o “Mistral, no comprimento, e na largura ( boca), portanto será mais capaz…mas…será UM, enquanto que a França conta com TRÊS classe “Mistral” hoje em dia.
    .
    O que se sabe é que a Itália deverá substituir os 3 “pequenos” “classe “Santi”, aí sim com algo de dimensões semelhantes ao “Mistral”, provavelmente duas unidades, enquanto o futuro “Trieste” ocupará o lugar do “Garibaldi” que está sendo utilizado hoje em dia em funções “anfíbias”.
    .
    O novo navio italiano complementará o “Cavour” e as vezes poderá substitui-lo em períodos de manutenção, mas, o “Cavour” não é um NAe “puro sangue” enquanto que os franceses possuem um NAe o “Charles De Gaulle” e enquanto a marinha italiana irá adquirir apenas 15 F-35B dos quais alguns serão usados exclusivamente para treinamento e outros estarão em manutenção, com sorte 8 poderão ser normalmente embarcados no “Cavour”.
    .
    Mesmo que a Força Aérea italiana troque alguns F-35A por F-35B para que haja aeronaves suficientes para o “LHD” eventualmente opera-los , a marinha francesa tem “Rafales M” mais que suficientes para 3 esquadrões de 12 aeronaves, fora as utilizadas para treinamento e as que estarão sempre em manutenção e o “CDG” opera também com o E-2C !
    .
    No mais a marinha italiana está de parabéns pela futura aquisição, mas, a Itália sendo membro da OTAN está fazendo o mínimo que se espera dela, continua inclusive abrigando em seu território forças dos EUA inclusive o USS Mount Whitney e não tendo que se preocupar em
    ter submarinos estratégicos e seus mísseis, pode se dar ao luxo de construir tantos novos navios…já os franceses terão a partir da próxima década começar a pensar na substituição de seus 4 submarinos e isso não será nada fácil e barato.
    .
    E de fato na II Guerra os navios italianos eram chamados de navios de papelão…muitos eram fracamente blindados e havia uma obsessão com velocidade, só que os testes eram feitos em
    condições irreais e assim alcançava-se grandes velocidades, só que, quando totalmente carregados a velocidade caía consideravelmente, mas. aí os engenheiros já tinham sido pagos
    coisas dos meus antepassados 🙂
    .
    abraços

  11. Dalton 14 de julho de 2017 at 10:24

    Mas é inegável que aprenderam a lição, e não só com Taranto!
    Já produzem navios que portam aeronaves! E, muito sensatamente, estão “associados” a nossos Primos do Norte, solidamente.

    Forte abraço, Exmo. sr. admiral.

  12. EParro…
    .
    e não é de agora…os italianos incorporaram o “Giuseppe Garibaldi” ainda nos anos 80…e houve até uma certa similaridade com a marinha brasileira, pois, a marinha italiana também só podia operar com helicópteros , mas, isso logo mudou com à aquisição do “Harrier” pelos italianos e antes do “GG”, na década de 60, o cruzador “Vittorio Veneto” causou sensação com sua capacidade de embarcar 9 helicópteros leves.
    .
    grande abraço

  13. Ozawa 13 de julho de 2017 at 15:54
    Perfeito.
    —————————————–
    Lendo sobre as forças armadas italianas, fica difícil acreditar que o país vive a “euroesclerose” econômica há 30 anos.

  14. pangloss 14 de julho de 2017 at 12:42
    Ozawa 13 de julho de 2017 at 15:54

    Pois é meus caros e nem por isto deixou de “cumprir metas”, deixou de planejar, deixou de realizar.
    Apenas, ao que parece, não arrumou “desculpinhas” e simplesmente seguiu em frente.
    É um bom exemplo.

    Saudações

  15. Hélio,
    porque o Mistral não é um navio de guerra, é um navio de cruzeiro travestido de militar.
    Um porta boneco “verde oliva” como diria o MO.

  16. Bardini também e, o Coreano também, militares, afora os LHD e LHA americanos somente o o Izumo e agora o Trieste, o resto e transatlântico de festa LGBT.

    G abraco

  17. Juarez, posso estar enganado mas pelo que andei lendo em fóruns sul-coreanos, por lei, a Hyundai e a Daewoo não podem construir navios militares na CS com especificações civis, apenas os da guarda-costeira se assim for pedido pela força.

  18. Prezado Roberto se o Dokdo receber um Exocet pelos costados e ficar de pé eu troco de nome é passo a me chamar MariaJose.

    G abraco

  19. Juarez,
    .
    Vc acha mesmo que um Wasp class a continuaria a dar combate com um míssil expert no costado? Ou um torpedo de 533 mm?
    .
    Nem os antigos da wwii que eram bem mais blindados resistiam ! E olha que os explosivos eram mais fracos e não tinham nem 1/5 da energia cinética dos armamentos de hoje.

  20. Caro carvalho2008,
    .
    Depende…
    .
    Até onde sei, um vaso americano de 40000 toneladas como a classe ‘Wasp’ é tão compartimentado, que dificilmente um míssil da classe do ‘Exocet’ lhe causasse um dano crítico. Um torpedo pesado certamente o colocaria fora de combate, mas afunda-lo é difícil saber. Provavelmente não o seria.
    .
    Quanto a vasos menores…
    .
    Medidas de controle de dano mais eficazes podem salvar o navio.
    .
    Impossível não recordar o caso da ‘USS Stark’, que sobreviveu a dois ‘Exocet’. Um deles explodiu, deixando um rombo de uns 5m de diâmetro em média; e o outro gerou um incêndio de grandes proporções, tal qual ocorreu no ‘HMS Sheffield’, que, embora tenha afundado, o foi não pelo impacto do míssil, mas pelo incêndio que causou danos catastróficos na embarcação.
    .
    Veja também o caso do ‘USS Cole’, que sobreviveu ao atentado no Yemem. Houve um rombo no casco de cerca de 12m X 18m…
    .
    Enfim, as chances de sobrevivência dependem inicialmente de uma construção sólida, bem compartimentada, com uma real capacidade de controlar danos, sendo que nesse ultimo aspecto se inclui um sistema de controle de incêndio eficaz ( obrigatoriamente com distribuição de CO2 ). Daí que isso é padrão nos navios militares americanos… E por isso são tão caros… Eles sabem que seus vasos irão longe de casa e terão que suportar a pancada que vier e seguir combatendo; ou ao menos voltar pra casa do jeito que der, como a ‘USS Stark’, que, após reparos prévios em Bahrein, cruzou meio mundo até chegar ao lar ( e tanto a escala no país arabe quanto a perna de volta aos EUA, ela fez por seus próprios meios )…

  21. _RR_…
    .
    bem lembrado o que ocorreu com o “Shefield”…mas…a mesma coisa pode acontecer com um
    dos grandes navios de assalto anfíbio dos EUA…um míssil aparentemente insignificante diante
    do grande tamanho do navio, acertando onde não devia e posteriormente causando um incêndio, explosões… não à toa,ainda há muita relutância na US Navy no sentido de diminuir o número de tripulantes e consequentemente reduzir o número de pessoas disponíveis para controlar danos e substituir eventuais mortos e feridos.
    .
    Quanto ao comentário do Juarez, engraçadíssimo por sinal sobre a fragilidade dos navios europeus “LGBT”, lembro que os russos contrataram da França, dois classe “Mistral” que
    acabaram indo parar no Egito, portanto, não devem ser tão ruins assim e mesmo os grandões
    da US Navy farão o possível para se manter longe de encrenca, para tanto adotou-se o belo
    conceito de “Over The Horizon Assault”, enfim, há muitas tarefas que podem ser executadas
    sem que o navio precise ser hiper armado e/ou blindado e/ou compartimentado simplesmente
    porque não se espera que ele se exponha demais.

  22. Interessante.
    A tríade Blindagem – Mobilidade – Poder de Fogo é o eterno paradigma dos blindados durante os últimos 100 (cem) anos de seu emprego militar.
    Eterno dilema, considerando o mesmo tamanho e peso, se aumenta um tende a reduzir outro, onde cada país (ou ‘fabricante’) monta sua equação de acordo com suas doutrinas e necessidades.
    Mas isso não é tão recente assim, apenas 100 (cem) anos, pois os blindados de terra herdaram este dilema dos blindados do mar: encouraçados, cruzadores e que tais.
    .
    Dilema antigo, mas sempre presente.
    (Até mesmo nas antigas cavalarias montadas leves e pesadas)
    .
    Para decidir onde colocar mais “fichas”, uma força armada, no caso em tela a marinha, deve considerar basicamente a missão e o teatro de operações. Entretanto, nesse caudal de informações passará sempre pela experiência de cada país.
    .
    Missão seria o que deve fazer, no caso do novo Trieste seria prioritariamente levar tropas (e suas armas e veículos) à praia inimiga, usando meios navais (landing craft) e aéreos (aeronaves VTOL). Em termos secundário atuar como navio de controle de área com um punhado de caças STOVL e helicópteros ASW. Evidentemente deve atuar como navio comando de força de desembarque ou de controle de área, sendo aditada à missão principal ou secundária.
    (Aquele ‘papo’ politicamente correto de missões humanitárias é para azeitar o orçamento diante de um parlamento que precisa manter a imagem de bonzinho.)
    .
    Teatro de operações vai considerar a geografia (mar fechado ou oceano aberto, ilhas com aeroportos ou não, profundidade das águas, etc), bem como os possíveis inimigos (distâncias de suas bases aeronavais, meios aéreos e navais disponíveis, etc)
    No caso italiano o mapa é obvio: Mediterrâneo é um mar fechado e a Itália o divide ao meio, com vários países instáveis no norte da África e nos Balcãs (do outro lado do Mar Egeu e Adriático), uma saída importante da Rússia logo ali nos Estreitos de Dardanelos e Bósforo, bem como uma eterna guerra na extremidade oriental do já citado Mediterrâneo.
    http://www.guiageo-mapas.com/mediterraneo/imagens/mapas-mediterraneo.jpg
    .
    Em tempo.
    O cenário acima é antigo para Itália.
    Os fatores mais recentes tem 100 (cem) anos, os mais antigos milhares de anos.
    .
    Diante disso se estabelece a doutrina de emprego dos meio e, consequentemente, como devem ser estes meios.
    No caso em tela, a marinha italiana, há obvias ilações prontas.
    Os navios da Marina Militare são normalmente rápidos, pois em um TO estreito e cheio de bases aéreas a poucas horas (as vezes minutos) de voo, é imprudente se mover devagar.
    Isto vale para os meios anfíbios também, como observamos nos LPD classe San Giorgio (comissionados na segunda metade dos anos 80) que tem velocidade máxima declara de 21 nós.
    Outro exemplo são as FREEM italianas, que são mais rápidas que as francesas.
    .
    Fica claro que os italianos prezam hoje, como no passado, pela velocidade.
    Mas também sabem que precisam de proteção, por experiência passada, mas também pela análise do TO (geografia e inimigos). Topar com um míssil antinavio naquelas águas é uma situação facilmente previsível.
    Se não for por blindagem (aumenta demais o peso), ao menos por compartimentação.
    .
    Por fim, poder de fogo.
    Os navios italianos são, normalmente, pesadamente artilhados com ‘bocas de fogo’ antiaéreas.
    O que é natural, pois em guerra total um eventual ataque aéreo é quase uma certeza.
    .
    Então onde eles economizam peso?
    Acredito que é prudente observar a autonomia dos vasos italianos, bem como a capacidade de carga total dos navios de apoio diante do deslocamento total.
    Pode ser por aí.
    .
    Sds.,
    Ivan.

  23. Caro Dalton,
    .
    Pois é.
    .
    Uma “parte” ( talvez a mais significativa ) da capacidade de sobrevivência, é justamente ter gente sobrando… Quando do sinistro, quem sobreviver haverá manter a embarcação… E quanto mais gente a bordo, maiores serão as chances de sobrar mais gente o suficiente pra remendar o que der e/ou apagar o fogo ( e ainda tem gente que reclama das futuras “super lotadas” corvetas ‘Tamandaré’… ).
    .
    No mais, seja como for, creio ser evidente que há considerável diferença entre a “possibilidade” de um tirombaço causar danos catastróficos, e a “quase certeza” do mesmo tirombaço causar danos catastróficos… E isso, entendo eu, é determinado por uma construção sólida e robusta. Isto é, o que nos navios anfíbios americanos é possibilidade, nos novos vasos europeus dessa categoria, por tudo que já foi exposto, penso ser quase certeza…
    .
    Francamente, eu era favorável a esses conceitos mais “simplistas”. E tá certo que, se não tiver jeito, antes eles que nada. Contudo, ao observar acontecimentos recentes, entendo que o melhor é ter coisa bruta mesmo, por mais caro que seja.
    .
    Julgo até aceitável perder desempenho e capacidades, se for pra ter algo que não estoure na primeira pancada… Pra mim, mais vale ter um LPD bom e resistente do que ter a, neste caso, duvidosa vantagem de um convés corrido que estará sobre uma “casquinha”…

  24. _RR_…
    .
    entendo…mas…orçamento militar tem que atender uma série de coisas, então, simplesmente
    não é possível ter o que há de melhor e mais caro…mesmo a US Navy não tem navios suficientes para atender todas as missões e caso a França ao invés de ter 3 “Mistral LGBT” optasse por ter apenas 1 muito maior e mais poderoso, a situação seria até pior, pois quando o maior e mais poderoso estivesse em manutenção não haveria nada para enviar e um dos “Mistral” é usado também na importante função de Navio Escola.
    .
    Quanto a um “LPD bom e resistente”…talvez você esteja pensando em um classe “San Antonio”, mas, estes são até maiores que um “Mistral” e mais caros também e exigem grandes
    tripulações, coisa que os europeus tem dificuldade em arranjar, então, comparar marinhas
    pode ser um pouquinho problemático.
    .
    abs

  25. Ivan…
    .
    talvez quando novinhos os “Santi” alcançassem os 21 nós de velocidade máxima o que não é lá grande coisa, mas, independente disso o que conta é a velocidade de cruzeiro e essa será sempre alguns ou vários nós abaixo da insustentável velocidade máxima.
    .
    Então esse “encanto” que os italianos teriam pela maior velocidade deve ser visto com cautela,
    pois mesmo o futuro “Trieste” que teoricamente alcançara velocidade máxima de 25 nós e
    fica a dúvida se será com o navio completamente carregado ou nos testes iniciais, terá como velocidade sustentável cerca de 18 nós.
    .
    No caso do “Mistral” cuja velocidade máxima é de cerca de 19 nós, a velocidade de cruzeiro obviamente é menor que os 18 nós do futuro navio italiano…mas…nada muito significativo,
    dois ou três nós apenas.
    .
    abs

  26. Caro Ivan ( 17 de julho de 2017 at 12:04 ),
    .
    Perfeito.
    .
    Mas eis que, se observarmos os franceses ( e não somente eles… ), veremos que eles também haverão de atuar no Mediterrâneo e ocasionalmente em zonas “apertadas” pouco amistosas ( Mar Vermelho e Golfo Pérsico, por exemplo ). Também, vez por outra, ver-se-ão excessivamente longe de casa ( Pacífico ). Mas o comportamento é algo diferente, adotando uma série de navios algo dispares em suas características, notadamente a classe ‘Mistral’, de construção fora dos padrões militares, e que irá executar teoricamente as mesmas missões do vaso italiano e com possibilidade de faze-lo nos mesmos cenários.
    .
    Nesse caso, não seria mais interessante ter todos os navios dessa categoria mais protegidos ( de construção mais sólida ), mesmo que isso cobre de outras características ( ou mesmo que não permita a construção de mais vasos )…? Entendo que deveriam.
    .
    Se pensarmos especificamente em operações em águas distantes, entendo que a capacidade de sobrevivência do navio dobra de importância, pois, caso ocorra um dano maior, poderão estar a milhares de quilômetros de um porto amigo. Ou seja, perder o navio é a quase certeza da morte…
    .
    Os americanos e britânicos, também potências de atuação global e que tomam para si responsabilidades similares, parecem ser partidários de uma construção mais sólida ( os americanos mais que todos ). Não vejo razão para os franceses pensarem diferente…
    .
    Observemos que não estão na posição de ser uma marinha como a brasileira, que não pretende afastar-se do Atlântico Sul e, até onde é possível prever, estará sempre entre marinhas historicamente amigas e, na absoluta maioria dos casos, mal armadas; e cujas áreas de atuação mais prováveis sejam realmente em águas calmas próximas de casa ( ou em casa mesmo ).
    .
    Saudações.

  27. Olá Dalton,
    .
    Sei que é complicado comparar marinhas. Não foi essa a minha primeira intenção…
    .
    Não pensei necessariamente num ‘San Antônio’. Um ‘Sirocco’, com um casco que fosse o melhor compartimentado o possível, já está de acordo com a minha ideia.
    .
    O mais, é custo benefício mesmo… Meu comentário para o Ivan diz mais ou menos o que penso.
    .
    Me pergunto se um ‘San Antônio’, sem toda a parafernalha eletrônica e sistemas defensivos, não seria algo mais acessível… Pagaria, com gosto, US$ 1 bilhão em um ‘San Antônio’ novo “depenado”…
    .
    Saudações.

  28. A propulsão deste LHD é bastante interessante. CODOG + Motorização Elétrica, que ao que se sabe alcança:
    – Até 10 knots fazendo uso de propulsão elétrica, com energia fornecida por 4 geradores Diesel MAN.
    – Até 7.000 nm, com velocidade de 16 knots.
    – Até 18 knots fazendo uso de dois motores Diesel MAN.
    – Até 25 knots fazendo uso das duas turbinas MT-30.
    .
    Interessante notar o uso das MT-30 e não LM2500.
    .
    Pra mim, pelo custo do navio (~U$ 1,3 Bi para os italianos) e suas características, aparenta ser um pacote até “honesto”. É um navio mais interessante e com um maior viés multipropósito que o “Cavour”, e isso por um preço mais em conta.

  29. _RR_
    .
    caso você não saiba…o “San Antônio” será a base para a substituição dos “LSDs”…será
    um “San Antônio” simplificado, mesmo assim, muito superior aos atuais “Whidbey Island” e
    mais próximo da casa de 1 bilhão de dólares.
    .
    Quanto a um “Sirocco” mais resistente…mesmo assim ele não teria a capacidade de transporte e desembarque de carga/tropas,atuar como navio”comando”e mesmo contar com instalações hospitalares à altura de um “Mistral” e quanto à sobrevivência não penso que seria tão diferente…os franceses fizeram bom negócio substituindo seus “LPDs” por “LHDs” e os russos
    ficaram muito frustrados quando o acordo com os franceses foi para o espaço.
    .
    abs

  30. Carvalho2008 17 de julho de 2017 at 7:26

    Juarez,
    .
    Vc acha mesmo que um Wasp class a continuaria a dar combate com um míssil expert no costado? Ou um torpedo de 533 mm?
    .
    Nem os antigos da wwii que eram bem mais blindados resistiam ! E olha que os explosivos eram mais fracos e não tinham nem 1/5 da energia cinética dos armamentos de hoje.

    Eu não acho Carvalho, eu tenho certeza, um Exocet atingindo um Wasp é mesma coisa que que um “peido” num Gururu,ele, vai dar um chacoalhada, o controle de danos dele vai entrar em ação e o navio segue no baile da mariquinha, porque??

    Porque ele foi pensado desde o projeto, sem economia, sem construções ecogaysocialistas corretas, em fim, preparado para levar chumbo, agora um torpedo pesado, bom aí, só um Missouri para resistir.
    Sem contar a fobia americana pelo controle de danos, que nestes navios é uma primazia, enquanto que, pergunte para quem esteve no navios de cruzeiros para eurobambis Mistral, é um extintor aqui outro acolá, meia dúzia de sprinters, uma vergonha.

    g abraço

  31. Bardini, realmente, é um arranjo de propulsão “interessante” agora vejamos:
    Provavelmente um dos GGs deve mantido full porque provavelmente além da gerarão de potência elétrica para os motores elétrico, parte desta energia deve ser direcionada para alimentar os demais sistemas de cargas elétricas do navio, então quando ele está usando os a propulçao das turbinas por exemplo, um dos GGs está na linha energizado, acho, repito, acho que o consumo de marpol dele não dever lá muito baixo.
    Outra coisa é como é que deve ser a grupo transmissão redutor para organizar esta orquestra toda no entra sai de motor , turbina e motor elétrico.

    G abraço

  32. Comentários muito instrutivos. Onde mais se obteria tal conhecimento, ainda que incapaz de a tudo absorver? Lendo, vendo e ouvindo a grande e também a pequena mídia, seja TVs, rádios, portais da internet, blogs ou mesmo redes sociais, não se aprende nada que preste. A nóticia que está bombando na net é da mulher que, às 21h, no Programa Silvio Santos, com o velhinho de 86 anos apresentando, conduziu uma orquestra com o movimento das nádegas. Detalhe: sem calcinha, sentada de costas numa cadeira. A massa bestializadíssima baba! O cérebro encolhe! Desculpe o OFF TOPIC, mas comecei a ler os sites de temas militares pela curiosidade sobre o tema e continuei pela qualidade e seriedade das matérias e comentaristas. Isso já virou um desabafo!

  33. Bem vindo ao time Mestre Juliano!
    .
    Aqui temos de tudo, de profissional das 3 armas a entusiastas e profissionais liberais…..de adolescentes a jovens senhores como eu ja na entrada dos 50 fã dos assuntos desde os 13….do tempo das revistas amarelinhas da Tecnologia&Defesa….
    .

  34. Mestre Juarez,
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    Não tenho duvida que quanto mais blindado e compartimentarizado melhor, mas ainda acho muito relativo…nem um pouco absoluto…
    .
    Tem um video do USS Ogden LPD-5 de 19 mil ton full recebendo um missil bem abaixo da superestrutura e foi pro saco….
    https://www.youtube.com/watch?v=7J01euoMaVE
    .
    Ok que depende de onde pega, mas ai a sorte pode estar para qualquer lado…mesmo um Wasp não sei não, recebendo um missil ao meio e o navio cheio de combustivel, quer seja nos tanques ou nos conveses inferiores dentro dos helis e aviões…não dá para ter certeza….

  35. carvalho2008 18 de julho de 2017 at 13:38
    Obrigado Carvalho2008, mas aqui sou aprendiz. Sou um mero gerente do setor público, findando a década dos 30, que consegue manter a sanidade mental em locais como a Trilogia.

  36. Long story short: Gosto do Scotty, desde de criança. Serviu de inspiração em algumas escolhas de vida/iludido.
    Quanto a ser Treker, sei lá. Virei uma espécie de católico relaxado, não explorei todo o universo depois de “The Next Generation” (1993-2005). Tem existido muita falta de tempo, para se dedicar ao universo. Tenho tido muita informação para processar, embora as vezes eu me de o luxo de ficar vagabundeado pelas interwebs da vida, pesquisando, lendo e matutando, como temas de defesa por exemplo.

  37. Cara, pega a ultima serie Star Trek Enterprise….são 4 temporadas e a melhor de todas as sagas da marca…
    .
    Ela se passa 70 anos antes do Kirk e Spok….a primeira Enterprise interespacial com estonteantes dobra 4,5….kkkk…e ninguem tinha coragem de entrar num teletransporte que era ainda prototipo….muito bom…começa lenta mas depois ganha ritmo e personagens que não deixam a dever a ninguem de todas as series…a 3a. e a 4a. são o apice….
    .
    ta no Netflix….facinho…
    .
    Um bom whisky e vai fundo!!!
    .
    PS….vc vai gostar de quem ocupa o personagem espelho do Spock…..

  38. “Barda”, eu acho que deve ser muito eficiente, muito silenciosa, mas bastante complicada e deve requerer full manutenção. O consumo não deve ficar lá estas coisas não, agora, eu gostaria de saber a projeção deste, em velocidade de cruzeiro e full power.
    Queen Elizabeth, bom são quatro MT 30, ual…, aquilo ali vai precisar de um NT como “namorada para andar de maozinhas dadas full time. Não é a toa que a RN encomendou quatro e dois grandes aos “coreanélicos”(by MO)

    G abraço

  39. São só duas MT-30 nos QE, e também para gerar energia. Na rede estão associados os 4 Geradores Diesel. Tudo isso trabalha pra gerar energia para o consumo dos motores elétricos da propulsão e para o navio em si. Cada um destes Geradores pode trabalhar independente do outro, em caso de dano ou falha. Da de ver no sistema elétrico.
    Como ficou a motorização por dentro:
    http://i.imgur.com/cmPUn.jpg
    Acho que as MT-30 praticamente só serão usadas quando operarem com os F-35B.
    .
    Os caras dizem que faz 10.000 nm sem reabastecer, mas nunca falaram a que velocidade…

  40. carvalho2008 ( 18 de julho de 2017 at 17:24 );
    .
    Boa pedida, mestre carvalho!
    .
    Pensei que só eu gostasse dessa série…!
    .
    Muito bacana o que fizeram, indo para a época de pioneirismo, o início da era de desbravamento. Interessante também ver como os personagens evoluíram durante todas as temporadas, principalmente o capitão Archer.
    .
    Tem a melhor história do mirror universe… Show!
    .
    PS: …ali sim é oficial de ciências… 😀

  41. “Barda”, eu comi mosca, tinha na cabeça que eram quatro. Eu olhei o quadro esquemático, mas acho que os grupos geradores estão diretamente acoplados aos quatro Wartsyla e as MT 30 entram direto na transmissão para acelerar full. Ele deve ter um consumo razoavel em velocidade cruzeiros com os Motores diesel, agora quando aquelas MT entram, aí o cosumo vai para a casa do chapéu.

    g abraço

  42. Srs
    Jovem Carvalho
    Veja os casos do Yorktown, Enterprise, Bunker Hill e Franklin na IIGM e você verá o que um bom controle de danos e uma boa tripulação são capazes de fazer para manter os navios flutuando, mesmo recebendo bombas e torpedos.
    E observe que os Yorktown e Essex não eram tão blindados quanto os Midways e seus sucessores.
    A não ser que os americanos perderam os conhecimentos adquiridos na IIGM, seus PA`s atuais devem ter herdado boas características de resistência a danos.
    Sds

  43. Cada Gerador pode trabalhar independente. Ou fornecendo energia para o navio ( Saída SERVICES), ou jogando energia para dois motores elétrico, um acoplado a cada eixo. O que manda é a demanda dos caras, é só um jogo de interruptores no circuito.
    São quatro motores elétricos, dois por eixo. Acho que PM1 e PM2 devem ficar conectados uma casa de máquinas (dois geradores e uma turbina). PM3 e PM4 deve estar conectado a segunda casa de máquinas (dois geradores e uma turbina).
    .
    O caras, operando full conseguem gerar ~110 MW.
    .
    As saídas “Shore”, chuto que deve ser para fornecer energia para uma instalação fora do navio.
    .
    Agora… Se consome pouco só os caras pra dizer.

  44. Sim , eu entendi, o que eu estou dizendo é que os alternadores estão diretamente ligados aos quatro motores diesel Wartsyla, operando individualmente, porém fazendo um paralelismo entre eles através de um QTA, uma provaveluma saída com rampa para o grupo gerador auxiliar e acho também que fazem a variação de velocidade no modo elétrico com alteração de ciclagem dos motores elétricos sem alterar o RPM dos motores, se valendo também da relação de redução transmissão, que não dá para ver se é com reduções planetárias, ou contra eixos. Na ilustração, pelo que deu para ver a MT entra fornecendo energia mecânica acoplada através de uma embreagem junto a transmissão, um sistema muitíssimo complicado de operar, requer uma tripulação dea casa de maquinas que saiba exatamente o que está fazendo.

    g abraço

  45. Bardini, eu acredito que quando as MT 30 entram full, o consumo de marpol no mínimo duplica, se não mais até.

    G abraço

  46. He he he, …
    …ali sim eu aposto que o Mestre Bardini iria querer ser o engenheiro chefe Kkkkkkkkkkk….teve de colocar a mão em vários motores de dobra de planetas diferentes que deixaria o Kfir com inveja….kkkk
    .
    A sa sacanagem foi terem parado na quarta temporada, tinha um zilhao de coisas que poderiam ainda ser exploradas na série…tinha muito assunto ainda…

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