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AMRJ embarca últimos motores propulsores na Fragata ‘Defensora’

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O Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ) realizou, no dia 13 de julho, o embarque dos dois últimos motores propulsores na Fragata “Defensora”, submetidos à revisão W6, antecipando a meta em 15 dias do previsto.

O evento é marco importante no Período de Manutenção Geral do navio que, em 2017, foi selecionado como um dos projetos prioritários da Marinha.

A antecipação do embarque dos motores na Fragata “Defensora” é o resultado do esforço desenvolvido pelo AMRJ, visando a reduzir, com o adequado gerenciamento de riscos, o prazo de prontificação do navio estabelecido pela Diretoria de Gestão de Programas da Marinha, na qualidade de Gerente do Projeto.

FONTE: Marinha do Brasil

23 COMMENTS

  1. Pronto Couto, ta ai a resposta do seu questionamento, sem os MCA´s não vira, ainda não esta pronta para os testes de mar

  2. MO,

    Como estes motores são usados? eles tb fazem parte da propulsão junto com as Turbinas RR Olympus?

  3. Marcelo, como não sei se o seu xará MO entrará em detalhes, me adianto a ele:
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    A propulsão da classe Niterói é CODOG, onde D é motores a pistão de ciclo diesel, o segundo O é “or / ou” e o G é gas, que indica o uso de turbinas (giradas a gás da combustão do óleo combustível).
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    São quatro motores diesel de propulsão no total, dois por eixo, lado a lado (e dá pra ver isso na foto em que um deles é instalado). Eles são utilizados todos os quatro para a velocidade máxima com os motores diesel (cerca de 22 nós originariamente). Ou só dois (um por eixo) para velocidades de cruzeiro ao redor de 15-17 nós.
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    Para velocidades acima disso (29-30 nós, nos bons tempos dessas fragatas), desacoplam-se as engrenagens elevadoras que ligam os motores diesel aos eixos e acoplam-se as engrenagens redutoras que ligam as duas turbinas (uma por eixo), usando-se uma espécie de embreagem especialmente desenvolvida à época do projeto dessas fragatas.

  4. Marcelo Andrade, como o MO até agora não respondeu, os motores de combustão principal (MCPs MTU) são para velocidade de cruzeiro e as turbinas (RR Olimpus) são para altas velocidades, e complementando, os MCAs que ele citou são motores de combustão auxiliar, no caso motores geradores

  5. Faltou só concluir: usa-se os motores diesel OU as turbinas, conforme a velocidade necessária.
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    E, fora esses motores diesel da propulsão, também há quatro outros da mesma família (MTU) acoplados a geradores, dois em cada praça de máquinas auxiliares, para geração de energia. São similares, mas são mais curtos e de menor potência que os de propulsão.

  6. Amigos, 2 dúvidas :
    – A revisão desse motores foi feita no Brasil ( pela Marinha ou particulares ) ?
    – As turbinas ainda estão em condições operacionais plenas ?
    Só uma lembrança a RR Olympus foi usada no Avro Vulcan e no Concorde. Abs.

  7. Pessoal, valeu mesmo!! Nunão e Airacobra!!

    Até sabia o significado da sigla CODOG, mas não como funcionava as manobras de acoplamento de um motor diesel e as turbinas. Realmente, a manutenção é cara e demorada. Deve ser por isso que muitas Marinhas estão deixando de utilizar turbinas em alguns novos projetos, vide as Corvetas Tamandaré, que, se não me engano, utilizarão o sistema CODAD.

    Posso explorá-los mais?

    1) Pode-se utilizar ambos motores diesel e as turbinas?

    2) Hoje as Fragatas não estão mais chegando a esta velocidade citada, de 29 a 30 nós?

  8. obs, o não da pergunta 1 é para a classe Niterói.
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    Há navios com propulsão CODAG em que ambos os sistemas se acoplam ao mesmo tempo nos eixos, mecanicamente, com engrenagens aumentadoras e redutoras numa caixa ainda mais complexa de engrenagens, que consegue compatibilizar o giro de alta rotação da turbina com o de baixa rotação do motor diesel. Ou CODLAD, em que há geração de eletricidade para motores elétricos usando motores diesel e turbinas.

  9. Ah, ia esquecendo: quem se incomoda com o aspecto antiquado do Boroc na plataforma à vante da superestrutura da classe “Niterói” vai ficar feliz de voltar a ver a Defensora no mar.
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    O Boroc, que já havia sido retirado há tempos com o navio atracado ao cais do AMRJ, continua ausente, pelo que pude ver em viagem ao Rio na última semana. E pelo estado aparentemente já bem avançado do aprontamento do navio, com sensores de volta e tudo o mais, pelo jeito não vai voltar. Creio que já tenham ocupado de vez o espaço do paiol do lançador com alguma outra utilidade prática. Em navios, espaço extra é sempre precioso. Quanto ao local do lançador, sobre a plataforma, só vi mesmo as posições das duas .50.
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    Enfim, há de ficar mais bonita sem o velho Boroc

  10. Não, Fabio, estava até sexta-feira por volta das 11h30 da manhã, quando a vi pela última vez, atracada ao cais do AMRJ, exatamente no mesmo lugar em que a vi na quinta-feira, e também no ano passado, quando a vi em setembro, e também nos anos anteriores.
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    E, como você acabou de ver na matéria, o navio mal acabou de receber seus motores revisados. Ainda tem testes a fazer por conta disso. Aguarde com paciência.

  11. Nunão e quanto aos MCA já estão embarcados? obrigado.

    PS.Dizem que o ndcc mattoso maia esta em provas de mar, procede?

  12. Tudo feito no AMRJ, muito bom só que tem também um bicham ali do lado precisando de motores novos, é só fazer uma cesaria e por pra fora motores e caldeiras a vapor pra fora e adicionar um novo conjunto, eu falo do A-12 pra quem ainda não entendeu. Podemos usa-lo por mais 15 anos e depois torpedear com o Álvaro Alberto quando estiver pronto.

  13. Valeu Nunão!!! Apesar de gostar muito de navios de combate, não conhecia estes pormenores, aprendi muito contigo!!

    Pena as RR Olympus não darem mais 30 nós!!!!

  14. Marcelo Andrade, pelo que sei, há anos a questão está menos na potência das turbinas e mais nas engrenagens e eixos. Varia de navio pra navio.
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    Juarez, não me lembro. Preciso olhar os planos pra saber. Mas vale lembrar que são dois grupos bem separados de dois motores / geradores cada, para maior capacidade de sobrevivência.
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    Fabio, o Mattoso Maia está atracado no mesmo lugar que costumo vê-lo há anos e anos, quando vou ao Rio. Desconheço qualquer saída para provas. Já ouvi dizer, isso sim, que vai dar baixa.

  15. Ah, lá em cima escrevi uma baita besteira, não é engrenagem “aumentadora” como escrevi sei lá por que às 18:19, e sim “elevadora”, como escrevi às 15:46.

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