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Marinha do Brasil reavalia o programa de modernização de seus AF-1 Skyhawk

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A Marinha do Brasil está repensando o número de caças Boeing (Douglas) AF-1/AF-1A Skyhawk (A-4KU e TA-4KU) a serem modernizados pela Embraer Defesa & Segurança para o padrão AF-1B /C, informou a Força ao Jane’s.

O número total final de jatos modernizados está sendo reavaliado devido a restrições orçamentárias, e a decisão de desativar o porta-aviões de São Paulo (A12), do qual a aeronave voaria.

No entanto, isso é equilibrado com a esperança de preservar a experiência operacional baseada em porta-aviões. Vários cenários com diferentes números de aeronaves estão sendo considerados, e a Embraer foi convidada a fornecer estimativas de custo para as mudanças em potencial.

O contrato de modernização de 12 jatos AF-1 Skyhawk da MB foi assinado em 14 de abril de 2009, na LAAD. Ele previa a modernização de 9 monopostos e 3 bipostos.

Em 27 de novembro de 2014 foi assinado um termo aditivo ao contrato de modernização dos jatos AF-1/1A da Marinha do Brasil pela Embraer.

O primeiro caça AF-1 modernizado (AF-1B) foi entregue em 26 de maio de 2015.

No dia 26 de julho de 2016 um AF-1 modernizado caiu no mar enquanto realizava um voo de treinamento.

(E-D) O Presidente da Embraer Defesa & Segurança, JacksonSchneider, entrega maquete do primeiro AF-1B modernizado aoComandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira
O Presidente da Embraer Defesa & Segurança, JacksonSchneider e o Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, durante a entrega do primeiro AF-1B modernizado

Os principais pontos do Programa de Modernização eram os seguintes:

  • Revisão Geral das aeronaves (PMGA);
  • Novo radar com inúmeras capacidades (Elta 2032);
Radar Elta-2032
  • Sistema OBOGS (On Board Oxygen Generation System), para geração de oxigênio proveniente da atmosfera para os tripulantes, sem a necessidade de abastecimento das atuais garrafas de oxigênio;
  • Novo sistema de geração de energia, com a substituição dos antigos geradores e conversores;
  • Novos rádios para realizar, automaticamente, comunicação criptografada e a transmissão de dados via data-link;
  • Sistema inercial (EGI) de última geração;
  • HOTAS (Hand On Throttle and Stick), mão sempre no manche;
  • Novo HUD (Head Up Display);
  • Dois display tático 5”x7”, Color Multi-Function Display (CMFD;
  • Computador principal para cálculo de navegação e balístico, permitindo ao piloto o emprego dos armamentos (bombas, metralhadora e futuramente o míssil MAA-1B)
  • Revisão Geral dos motores.
Cockpit do AF-1M

208 COMMENTS

  1. Sugestão:
    a) Modernizem todos os bipostos;
    b) Entreguem-nos para a FAB usá-los em treinamento LIFT;
    c) Concentrem os esforços e os recursos financeiros em aviação de patrulha.

  2. O Brasil é o país das obras inacabadas, nada vai para a frente, é impressionante!

    Acompanhamos essa modernização desde 2009 e a coisa se arrastou a passos de cágado.

    Agora vem essa notícia! pelo amor de Deus, não são 100 aviões, nem 50, são apenas 12 (um já perdido em acidente).

    Nem isso conseguimos modernizar?

    E pensar que a Marinha dos EUA perdeu 266 A-4 Skyhawk na Guerra do Vietnã…

  3. Eu acho que baseado nisto, naquilo e tudo que vimos acho que devemos debater coisas realizadas, pois se depender de algo previsto, se isto tudo não serviu como balizamento, acho a partir dai é fazer noticios para aqueles tontos que vem aqui e fala que NPa deveria ter Misseis, Temos Capacidade para construir NAes, que Destroyer é uma coisa e Contratorpedeiro outra, ‘As’ Arleigh Burke e estas bobeiras afins …

  4. Sempre a Marinha, sempre na frente escorregando na maionese e ainda querendo fazer corvetas com valor 3 vezes maior que uma russa (só para citar uma), essa muito melhor armada, muito melhor equipada. E ainda estão querendo comprar o Ocean, e meu suado dinheiro indo para o ralo novamente em mais um projeto dos pensadores e des-governantes nacionais.

  5. Não existe planejamento nenhum. ZERO. Senhores, se eu pudesse falar 10% do que vivo, atuando como consultor em projetos do governo federal…..nada disso espanta

  6. Kkkk, Guanabara Bay e Maionese, combinação incrível ! Rsrsrsrs.
    _____________________________________________________

    Pega todos AF, todos mesmo …. inclusive os fora de operação e doem para a Argentina,
    nesse tema vai acabar a Maionese Day’s.

  7. Um projeto de quase década que não consegue revitalizar 12 aeronaves é um acinte com o contribuinte, não deveria sequer ter sido aventado! Como também é um acinte saber que os aviões de transporte adquiridos para o Nae São Paulo (já desativado) serão entregues em 2021!!!

  8. Eu afirmei desde o começo, a liderança do consórcio tinha que ser dos Israeli ou entregar tudo mesmo para eles, em dois anos estava tudo entregue. Grana ? Ia aparecer com certeza.

  9. Fábio Mayer, acinte ao contribuinte foram a Copa do Mundo e as Olimpíadas, onde foram perdidos bilhões de reais em obras e ninguém reclamou. Aposto que você até curtiu!

    A modernização de 12 aviões de combate por US$ 140 milhões (menos que um Gripen NG) é o mínimo do mínimo que uma Marinha como a do Brasil deve ter.

  10. Eu ja tive uma marinha, nela havia 5 NAes, 5 LHDs, 5 NTs, 10 NDDs, 15CTs, 20 Fragatas, 20 Corvetas, 30 Varredores, 20 NaPaOcs, 100 NaPaCos, 30 Submarinos, 5 NSSs, 150 aviões, mas por má gestão minha e depois por falta de dinheiro tive que dar baixa em tudo e fechar as portas, resumindo, não tenho mais marinha, hoje só tenho alguns modelos na estante, será o destino de algumas marinhas por ai? Só posso afirmar que a minha marinha era bem mais equipada

  11. Vai virar outro Bahea, um enfeitaum que enfatizaram sua capacidde de ajuda umanetartea …. como se alguem engolice este discurso de quem não almeja nada …

    Engraçado que hoje vi uma postagem que somos o 3o povo mais idiota do mundo, até ai caguei, pois devemos ser o 2o ou o 4o, mas a capa é uma tonta crente que esta abafando, com a bandeira de cabeça para baixo …

  12. Galante,
    Pouca gente mais do que eu criticou tanto a Copa e a Olimpíada. O problema é que se as próprias forças armadas não usam direito o dinheiro que lhes é disponibilizado, levando décadas em programas fracassados de modernização e aquisição de meios, não podem criticar o dinheiro público carreado para eventos festivos. AS FFAA deveriam ser o exemplo de bom uso dos recursos, com efetividade, mas elas também não são. Claro que o país precisa de aeronaves e capacidade bélica, mas não essa, improvisada e quase pândega!

  13. Fábio Mayer, é o que tem pra hoje, 12 jatos A-4 modernizados pelo preço de um Gripen NG e nem dinheiro para isso temos e tem gente reclama que é dinheiro público mal gasto!

  14. Deveriam terminar a modernização, e manter o esquadrão voando, cancelar o projeto (relativamente barato) é jogar mais dinheiro no lixo. Recuperar a doutrina operacional da operação de caças navais é milhares de vezes mais caro que a modernização, mais uma vez, projetos que agregam são cancelados enquanto outros que são um buraco negro para o dinheiro publico, continuam abertos e famintos.

  15. Outro ponto, o caça perdido, era modernizado… Já se sabe o motivo? Tem relação com a modernização? Abraços!

  16. Não li nada a respeito do resultado das investigações sobre o acidente, mas eu acredito que tenha sido pura e simples colisão. Esse tipo de coisa simplesmente acontece em qualquer parte do Mundo. Pilotar aviões de combate é algo arriscado à se fazer, é inerente à profissão.

  17. Fico surpreso de ter alguém surpreso com esse tipo de coisa… Dos militares do governo e do povo só se pode esperar o pior. E pode ter certeza de uma coisa: nesse lugar, o pior SEMPRE pode ser piorado. SEMPRE. E assim sempre será. Isso não se trata de opinião. É FATO.

  18. Bem, se a ideia é preservar capacidade em aeronaves que sejam embarcadas então deveria manter algum plano para o A-12 , as catapultas foram recondicionadas e não disparou nenhuma vez um A-4 … fazer uma cesaria no A-12 tirar velhos motores e caldeiras e colocar novas made corea fica bem mais em conta e daria para usar o barco por 15 anos como escola para manter capacidade e conhecimento nesse tipo de embarcação.

  19. Trocar o grupo propulsor de um porta-aviões não é tão simples quanto fazer isso em um carro. E qual estudo foi feito para dizer que uma solução made in Korea seria mais barata?
    .
    Claudio, eu acho que estava brincando, mas antes que alguém leve à sério, é bom lembrar que existe uma necessidade de certa quantidade de vento sobre o convés para que se possa fazer lançamento de aeronaves.

  20. Pois é o tempo, sempre ele, eu disse neste espaço, faz algum tempo que o VF 1 tem data de velório marcada em 2018.
    A MB por teimosia,empafia e falta de experiência fez uma série de bobagens:
    Colocou as anvs em carga sem sequer tem acordado um.CLS para apoiar
    Enviou os motores para LMASA apesar de todos terem avisado para não enviar que iria terminar mal, não deu outra, morram os motores.
    Foi dito textualmente ao comando da Faranaerv que fizesse modernizacao com a IAI, porque a Embraer tem tanta expertise nisto quanto eu tenho em física quântica, mas mais uma vez as “mulas” navais coicearam e foram para o lado contrário.
    Então meus amigos, estes fatos não me surpreendem, a MB
    trilhou o caminho da incoerência e independente de político e ou de orçamento a coisa iria terminal mal.
    O tempo, sempre ele, senhor das verdades.

    G abraco

  21. Velhos A-4 modernizados terão qual serventia para a MB. O ideal seria helicópteros e aviões para transporte, vigilância e guerra eletrônica.

    Saudações!

  22. Galante, torço para que voltem atrás e modernizem os doze, que já é pouco, e integrem a estes mísseis anti-navio. Vc tem informações sobre quantos foram modernizado e estão operacionais?

  23. Piada pronta, kkkkkk… Pior de tudo é uma Marinha que não consegue nem modernizar uma dúzia de Skyhawks da década de 50 vir falar em Gripen Naval…
    .
    Pândegos… O almirantado tira sarro com o dinheiro público.
    .
    PS: Galante, tenho visto bastante este seu argumento aqui e ali, porém, com todo o respeito, um erro não justifica outro. Não é porque os sacanas do PT saquearam o país com esse lixo de Copa e Olimpíadas que devemos apoiar que a Marinha ou QUALQUER instituição pública desvirtue um único centavo do nosso dinheiro, ainda que perto do descalabro total seja uma quirera. Abraço.

  24. Caro Leandro costa, comparação infeliz a apresentada. Agora, se tem algum engenheiro no AMRJ e que recebe seu salario deveria trabalhar para elaborar o que seria possível com o barco pois se gastou muito$$$ para trocar tubulações de alta pressão, revestimento do convés, manutenção das catapultas que depois de feitas não disparou 1 A-4 sequer e etc. Se o casco aguenta mais 15 anos deve ser utilizado, fazer uma cezaria e retirar os velhos conjuntos de propulsão e caldeiras em um barco de projeto antigo não é possivel que o AMRJ não consiga fazer sozinho… pagar 1bi para os franceses isso sim é um estorvo.

  25. Ver o A-12 abandonado da seria impressão que só tem Almirante preguiçoso que vive em reclamar falta de verba, se fosse na china eles davam um jeito ….

  26. Os príncipes da Guanabara e suas peripécias. É revoltante como o dinheiro do contribuinte é desperdiçado pelos canalhas do setor público. O governo, como um todo, é um antro de incompetência, desperdício, e corrupção. Eles vivem em um mundo paralelo, não precisam produzir, não precisam ser eficientes, basta continuar aumentando as suas panças que o dinheiro vem. Como diz o ditado, enquanto houver cavalo, são Jorge não anda à pé.
    .
    O povo, nem de cavalo pode ser chamado, já está no nível de burro de carga. O pior é que essa situação continuará assim por muito tempo.

  27. E INACREDITAVEL A FALTA DE CAPACIDADE E DECISAO ! NAO SE PLANEJA A LONGO PRAZO … IMAGINEM NO CURTO ! NAO CONSEGUIR PROJETAR, CONSTRUIR E EFETUAR A CONSTRUCAO MECANICA COM O FERRAMENTAL QUE A MARINHA POSSUE ? ENVIEM PARA KOREIA E FARAO EM 1/4 DO TEMPO E A 1/4 DO CUSTO … MAS NAO FIQUEM NO MEIO DO CAMINHO SEM SABER SE VAI OU SE FICA ! EXTREMAMENTE INFANTIL ! SE HOUVER UMA GUERRA … UMA INVASAO POR MAR … O QUE FARAO … VAO BATER PAPO PARA RESOLVER ? PODEM FICAR COM UMA PARTE A OUTRA ‘E MINHA … MAS SE BATEREM O P’E ENTREGAM O RESTO ! NECESSARIO AVALIAR E TOMAR ATITUDES DETERMINADAS E EXIGIR O EMPENHO FINANCEIRO POR PARTE DA ADMINISTRACAO ! GASTAM-SE BILHOES EM ROUBALHEIRA E NAO TEM AUTORIDADE PARA EXIGIREM ENVOLVIMENTO COM OS PROGRAMAS DE DEFESA NACIONAL ?

  28. Além da falta de dinheiro, acho que falta na Marinha uma gestão mais realista dos recursos existentes, Com o dinheiro gastos ate agora para modernizar os AF-1, os KC-2 que foram comprados, poderia te comprado no mínimo 15 AW119 Koala em substituição aos Bell 206B Jet Ranger III (IH-6B na Marinha). Mais uns 6 helicóptero MH-60. A Marinha deveria seguir o exemplo do exercito que nos últimos anos fez muito com pouco…

  29. E, devagarinho os NOVENTA PRÍNCIPES do principado naval da Guanabara Bay vai se defrontando com a realidade, e em breve se chocar com ela, quando dia 30 não pingar o soldo integral na conta.

    G abraco

  30. Concordo com Galante
    O A-4, se equipado com Misseis anti-navio, poderão dar uma força muito grande à Marinha. Todos sabem da ameaça q a aviação é pra meios de superfície. Força Aérea Argentina, Iraquiana e Iraniana deram bastante trabalho por conta disso.
    Além de poder dar um bom Apoio Aéreo Aproximado aos CFN em caso de emprego destes. A maioria das surtidas dadas pelo USMC em suas campanhas partem de terra e não de NAe.
    Com seu caráter expedicionário e o possível aumento da participação do Brasil em “Zonas Quentes” de missões da ONU, creio q pode ser um fator aproveitado.

  31. Enquanto tínhamos (tínhamos mesmo?) um NAe, existia justificativa para manter um esquadrão de caças com capacidade de operação embarcada. Entretanto, com a baixa do navio, levando-se em conta a conjuntura atual e prevista para o futuro, sabemos que não iremos operar outro navio desse tipo tão cedo. Se os A-4 continuarem operando, servirão para que? Manter doutrina, dirão. Mas qual doutrina? Operação embarcada? Mas, embarcada onde? Doutrina de operação de caças à reação? Só se for isso, mas mesmo assim é só para voar mesmo. Pois se não há dinheiro nem para modernizar míseras 12 células, obviamente não haverá dinheiro para armá-los minimamente. Mísseis antinavio custam muito caro. Manter essas aeronaves, mesmo nodernizadas, mas para operar com AIM-9H e bombas burras?
    Resumindo: a principal razão de caças em uma marinha é operar embarcados. Não tem navio, não adiantam os caças. Dirão que poderiam operar a partir de terra fazendo ataques antinavio. Mas isso a FAB poderá fazer com os Gripen (e de foram muito melhor, obviamente, pois nem precisamos falar da diferença entre os vetores). A MB que pegue esse dinheiro e gaste em algo mais proveitoso e que tenha resultados práticos…..áreas que precisam desse dinheiro não faltam.
    Mas o pior é ver que um país desse tamanho, com a quantidade de dinheiro que gera, mesmo com a economia em frangalhos, não tem capacidade política e de gestão de destinar 140 milhões de dólares para modernizar 12 aeronaves. Não e falta de dinheiro…..esse, bem ou mal, existe. Falta é capacidade, em todos os sentidos.
    E o mais irônico é ver, em matéria recente, que a MB mantém interesse no Gripen naval!!…..não precisa dizer mais nada!

  32. Enquanto tínhamos (tínhamos mesmo?) um NAe, existia justificativa para manter um esquadrão de caças com capacidade de operação embarcada. Entretanto, com a baixa do navio, levando-se em conta a conjuntura atual e prevista para o futuro, sabemos que não iremos operar outro navio desse tipo tão cedo. Se os A-4 continuarem operando, servirão para que? Manter doutrina, dirão. Mas qual doutrina? Operação embarcada? Mas, embarcada onde? Doutrina de operação de caças à reação? Só se for isso, mas mesmo assim é só para voar mesmo. Pois se não há dinheiro nem para modernizar míseras 12 células, obviamente não haverá dinheiro para armá-los minimamente. Mísseis antinavio custam muito caro. Manter essas aeronaves, mesmo nodernizadas, mas para operar com AIM-9H e bombas burras?
    Resumindo: a principal razão de caças em uma marinha é operar embarcados. Não tem navio, não adiantam os caças. Dirão que poderiam operar a partir de terra fazendo ataques antinavio. Mas isso a FAB poderá fazer com os Gripen (e de foram muito melhor, obviamente, pois nem precisamos falar da diferença entre os vetores). A MB que pegue esse dinheiro e gaste em algo mais proveitoso e que tenha resultados práticos…..áreas que precisam desse dinheiro não faltam.
    Mas o pior é ver que um país desse tamanho, com a quantidade de dinheiro que gera, mesmo com a economia em frangalhos, não tem capacidade política e de gestão de destinar 140 milhões de dólares para modernizar 12 aeronaves. Não e falta de dinheiro…..esse, bem ou mal, existe. Falta é capacidade, em todos os sentidos.
    E o mais irônico é ver, em matéria recente, que a MB mantém interesse no Gripen naval!!…..não precisa dizer mais nada!

  33. Olá Galante!
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    Logicamente que os gastos com Olimpiadas e Copa fora escandalosos. Eu e boa parte da população não era a favor destes eventos. Mas sejamos sinceros né, pelo menos os eventos foram realizados, o gasto não foi absolutamente em vão.
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    No caso da Marinha, é diferente né. Gasta-se tempo e dinheiro com A4, somente um fica pronto, exatamente a aeronave que sofre acidente e no fim vão abandonar tudo. Gasta-se dinheiro com modernização de catapultas do A-12 que nunca foram usadas. Fazem PMG do Ceará, que demora quase uma década e no fim o navio é aposentado após a primeira viagem. Ainda há os Trader que também estão recebendo dinheiro e já não tem mais utilidade. Gastos totalmente em vão.
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    Nós tivemos Copa do Mundo, tivemos Olimpiada… e nao temos o A4, nao temos o A12, nao temos o Ceará e talvez tenhamos os Trader.

  34. Quanto tempo o São Paulo ficou em manutenção? Cinco, seis anos? Mais? Nesse tempo desmontaram catapultas, remontaram, trocaram linhas de vapor, entre outras tantas coisas. Mas antes de fazer tudo isso, os responsáveis não pensaram em verificar o estado em que se encontravam os sitemas que, finalmente, se mostraram caros demais de recuperar/substituir? Se antes de mexer no navio tivessem feito essa inspeção que resultou na recomendação de sua baixa, não teriam sido economizados muitos milhões que foram gastos e no final não serivram para nada?
    O Ceará e outro exemplo. Passou anos em PMG e consumiu alguns milhões. Na primeira viagem, pegou fogo, justamente em uma parte que tinha sido reformada e o resultado: deu baixa!
    Não adianta os militares acharem ruins as críticas. Esses exemplos, principalmente o que ocorreu com o São Paulo desde que parou e foi para o AMRJ, nos mostram, no mínimo, desprezo pelo dinheiro público e má gestão dos parcos recursos disponíveis.

  35. Um povo instruído e orgulhoso pode salvar da lareira um navio velho e obsoleto?
    – Pode e lá se vão mais de 200 anos de orgulho.
    https://www.youtube.com/watch?v=bjYJSZSasDg
    .
    Ps.: O canal que produziu esse vídeo não referência pra nada, mas esse vídeo ficou muito bom, principalmente em sua mensagem simbólica.
    .
    Sobre a matéria, nada a declarar que já não tenha dito antes sobre nossa Guarda Costeira.
    Ps.: A MB sofre de síndrome metonímica aguda.

  36. Zorann
    Dois ficaram prontos, justamente os que colidiram. Um foi perdido e o outro a MB faz um silêncio sepulcral sobre seu estado.
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    Poderiam aproveitar para aposentar o A-4, junto com o cancelamento do C-1. Melhor não ter nada do que ter aeronaves da década de 60.
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    A Royal Navy, com todo seu passado glorioso, ficou sem NAe e não desapareceu. A MB, que nunca esteve aos pés da Royal Navy em termos de operacionalidade, também pode ficar.

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  37. Olá a todos!
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    O pessoal não está dando muita bola para as mudanças nos Documentos Estrategicos de Defesa. A nova END, no que se refere a Marinha, tira totalmente o foco na negação do uso do mar e consequentemente acaba com a necessidade de termos uma “força submarina de envergadura” como esta presente na END ainda em vigor.
    .
    Pra mim esta mudança vai levar o programa do Submarino Nuclear pra geladeira. E possivelmente novas unidades do Scorpene não serão contratadas. Se isto se confirmar, teremos gasto mais de R$ 40 bilhões atoa ( se contar o contrato com a Naval Group, e verbas do PAC, e verbas do proprio orçamento da MB). O conhecimento adquirido será perdido e toda a estrutura construida para dar suporte a um programa constante de construção de submarinos terá sido em vão.
    .
    Só a titulo de curiosidade: segundo o TCU os gastos totais com a Copa de 2014 foram de R$ 25.5 bilhões e o gasto com as Olimpiadas de 2016 foram de R$ 40.6 bilhões.

  38. Previsível…
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    Será triste ter de perder as asas fixas da Marinha ( e com elas o que restou do conhecimento e expertise acumulado em operações embarcadas desse tipo )… Mas se tiver de ser, que seja…
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    E no final, talvez seja mesmo o melhor a fazer… Que se concentre os recursos da aviação naval em manter a força de ‘Seahawk’ voando a contento. E aproveitem e peguem mais alguns mísseis ‘Penguin’… E de resto, segue a aquisição dos UH-15 ( torcendo pra resolverem todos os problemas, já que não tem mais como simplesmente recusa-los ) e modernização dos AH-11A…
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    E acontece que o “Armagedon” ainda nem começou…
    .
    Daqui pra 2020 irão parar as Type 22 restantes e provavelmente a fragata ‘Niterói’, que estará com mais de 42 anos… ( aliás, acredito que a volta da ‘Defensora’ tem mais a ver com isso ).
    .
    Some a essa bagunça a força de contra-minagem, lentamente se desmanchando…
    .
    Olho também nos NDDs… Os que estão aí não vão durar muito… O ‘Mattoso Maia’ praticamente já foi, e o ‘Almte. Saboia’ é, se não me engano, atualmente o vaso mais antigo em serviço…
    .
    Em 2021, eis a esquadra: cinco fragatas classe ‘Niterói’, duas corvetas classe ‘Inhaúma’, e a corveta ‘Barroso’… E como meio de apoio, apenas o NT ‘Almte Gastão Motta’… Aí, fica algum NDD que sobrar ( ‘Garcia D’Avila’ ?? ) e mais o NDM ‘Bahia’ ( que vez por outra será usado para apoio logístico )…
    .

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    Impressionante…
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    Só não dá pra dizer que é um desastre total posto haver a modernização da força de ‘Super Lynx’, que aparentemente segue em dia, e a aquisição do NDM ‘Bahia’, além dos três primeiros ‘Scorpenè’, que já estão em estado avançado de construção e vão ser terminados de qualquer jeito ( cruzando os dedos pra não dar nenhuma bucha no caminho )… De resto, só pancada…

  39. “_RR_ 25 de julho de 2017 at 15:53
    Previsível…”
    Não acho aceitável nem previsível, basta modernizar os A-4. É o correto e esperável.

  40. Cancela-se o contrato, a Marinha foca nos navios e a FAB cumpre as missões de patrulha (que já faz a muito tempo) e ataque naval. Simples assim.

    Não acredito que seja difícil para a FAB fazer “treinos” periódicos em ambiente marítimo (isso se já não o faz) e comprar armamento para tal (RBS 15 ou Exocet), visto que os Gripens já virão. Não tem necessidade da Marinha comprar caças ou reformar os Skyhawk. Não tem nada que pensar em NAe agora; o foco agora é PATRULHAS, ESCOLTAS e SUBMARINOS. Com a casa arrumada é que poderíamos voltar a pensar nisso.

    A Marinha tem que começar a ser mais realista.

  41. Para-se a modernização e como ficam os contratos com a Embraer? Certamente a quebra dos contratos trará ônus para a MB. Será que compensa? E os equipamentos – radares da Elta, por exemplo- o que será feito deles? Essa ideia de país eternamente sem dinheiro não cola mais.

  42. Sei que muitos vão criticar, mas seria vital para a frota que se recuperasse o A12. Manteria toda uma geração formada que gera imensos gastos com formação e prontidão de pessoal. Não precisaria manter o SP a plena carga, mas somente como escola. Assim aguardariamos um novo A13 no futuro mas sem perder as capacidades. É triste. Mas é a realidade. Os A4 servem bem a esse aprendizado.

  43. Ádson, sim, não ficou sem asa fixa.
    Mas o que eu quis enfatizar é que a RN, com todas suas capacidades, todas as guerras que participou recentemente, todos seus interesses e territórios mundo afora, abriu mão de seus NAes.
    E olha que eles realmente usavam os NAes e as aeronaves de asa fixa.
    Já a MB passou a contar com aviões no final da década de 90 e nunca usou efetivamente. Não tem qualquer experiência real em combate e a doutrina deve ser antiquada, dado que nem mísseis anti-navio possui ou mesmo possuiu. Ou seja, não estaria perdendo praticamente nada se abandonasse o uso dos A-4 e não comprasse os C-1.
    .
    A verdade é que superestimam as capacidades e o conhecimento da MB acerca do tema. Se conhecimento havia, ele já se perdeu nos longos anos sem NAe. E mesmo esse conhecimento não é nada demais. A China começou a operar recentemente NAe e adquiriu o conhecimento rapidamente. Tendo dinheiro, se consegue.
    .
    Por fim, se a MB tivesse largado mão do SP na década passada, com o dinheiro economizado, daria para ter modernizado os A-4 ou mesmo comprado algo melhor.

  44. Ádson ( 25 de julho de 2017 at 16:04 );
    .
    “Previsível” este comportamento haja visto os recursos estarem cada vez mais anêmicos. E “previsível” este comportamento posto certamente estar crescendo o sentimento de que esse upgrade de A-4 seria questionável; não pela necessidade de uma aeronave de caça naval em si, mas pelo real valor militar do meio disponível, que aparentemente não contará com qualquer míssil naval ou mesmo armas guiadas de qualquer natureza ( aliás, a própria plataforma é muito limitada nesse sentido )…
    .
    Até se pode argumentar que ele serviria para manter a proficiência do VF-1, mas em que nível isso seria…? Creio que quanto mais o tempo passa, menos sentido tem esse upgrade…

  45. Deixa eu entender… a maioria aqui caia de pau na administração anterior… aí, vem uma nova administração que começa a tomar outros rumos… e os caras continuam a cair de pau… é pra continuar então a criticada modernização ??? Não, dirão todos !!! Então vamos repensar isso… arrego para vocês, dirão os mesmos críticos… meus caros, faz-se o que então ???

  46. Nossas ambições geo-políticas e nossa realidade sócio-econômica não estão definitivamente no radar da Marinha…

    Devíamos otimizar ao máximo nossos recursos financeiros direcionados às FFAA com a máxima de que a FAB voa, o EB marcha e a MB nada (do verbo nadar se ela se comportar), essa devia ser a regra num país com demandas altíssimas antes da militar, e as exceções seriam pleonasticamente excepcionalíssimas!

    Na atualidade a Força Aérea é a arma mais importante de uma nação, e não podemos nos dar ao luxo de termos 3 Forças Aéreas como os EEUU, então devíamos focar essa importância na FAB! A MB deveria se concentrar na negação do mar, com uma força considerada de submarinos, uma esquadra de superfície de algumas fragatas e navios distritais e logísticos pra nossas demandas de patrulha e guarda costeira.

    Chega dessa história RIDÍCULA de porta aviões e grupo aéreo de asa fixa!

    Quando chegará uma autoridade civil com moral para por os pingos no is das megalomanias imbecis da Marinha Brasileira!

  47. A MB é a única força que tem seus oficiais-generais barrigudos… quem sabe a falta de aplomb e planejamento começa por aí.

    Numa situação destas (existem muitas outras) gostaria do MPF requerendo uma auditoria para saber, no mínimo, como é feito o planejamento dos almirantes.

  48. Será que nenhuma argentina da vida, se interessaria por essas relíquias?
    Sugestão para a MB: Anuncia esses A-4 no Mercado Livre, e depois encomendem uns 24 SU-34 completões com direção elétrica, banco de couro, etc..
    kkkkkk.. Sonhar não custa nada..

  49. sou a favor vender este avoes para Uruguai e compra da Rússia K52 versão naval pode ultilzar Hms Ocean ou qualque navio da marinha ate mesmo angorá São Paulo meio do oceano atlético como plataforma fixa helicópteros no Atlântico .

  50. Eu posso estar escrevendo uma sandice, já que não sou militar.

    Mas se o país quer treinar aviação embarcada mesmo não tendo porta aviões, passe a tarefa para a FAB. Transfira-se esses A-4 para a FAB, modernize os 3 bipostos e mais 3 monopostos, usem-nos para treinar aviação embarcada em eventos especificos e fora deles, usem como LIFT para treinar os pilotos da força aérea. Pronto, teremos pilotos em condições de combate naval e ao mesmo tempo estaremos treinando melhor os pilotos da aviação de combate da FAB. Basta criar um curso específico, uma pos-graduação ou coisa parecida dentro da força aérea, para que os pilotos estejam aptos para o cenário naval.

    Se a Marinha não tem capacidade de aviação embarcada de asa fixa, simplesmente não deve ter asas fixas de combate e transporte. Já a patrulha, que é feita pela FAB, até poderia ser transferida, mas fico me perguntando se isso faria alguma diferença.

    As 3 forças não são estanques, uma não pode operar sem a outra. Será que é tão difícil entenderem isso? O Ministério da Defesa é um só, logo, se um dia alguém decidir que, por economia e otimização de recursos públicos todas as aeronaves são operadas pela FAB, todos os navios pela marinha e todos os meios terrestres pelo EB, reúnam os altos-comandos e decidam as formas com que isso vai se operar e guardem seus egos de comandantes militares em casa!

  51. Fábio Mayer, sim, você escreveu uma sandice, justamente porque não é militar.

    Se fosse assim como você diz, porque as Marinhas no resto mundo têm seus próprios aviões?

  52. XO, da minha parte, o Almirante Leal Ferreira está certo e deve ser ainda mais radical em acabar com programas inúteis (A-4, C-1, etc) e focar nos úteis (colocar as fragatas para navegar, etc).
    .
    Fábio Mayer, não faz nenhum sentido manter tão poucas unidades de um avião velho para supostamente manter a doutrina de emprego embarcado, ainda mais sem NAe. Será caro e inútil.

  53. O problema é pensar nos A-4 em missões como ataque naval partindo de terra… Isso ai não deve ser nem de perto o foco, na minha opinião. Se for para isso, será inútil, assim como torrar dinheiro que não se tem para colocar um caça novo para ter essa missão como exclussividade.
    .
    O CFN é a nossa Força Expedicionária. Essa força tem como operar sem apoio aéreo?
    .
    “Ahh… mas o Brasil não vai invadir ninguém…”
    Pois é, provavelmente não vamos. Mas a próxima missão da ONU certamente será na Republica Centro Africana. Lá não é tetinha, como no Haiti. Uma aeronave boa para CAS como o A-4, não faria falta para apoio da tropa nesse tipo de cenário?
    .
    O CFN precisa de apoio aéreo. Ou se investe nos A-4 ou que se compre um Helicóptero de Ataque apropriado. Esse é o ponto de vista.
    .
    Aliás, o grande problema da MB foi querer fazer CAP com o A-4… Uma palhaçada!
    O A-4 é um excelente atacante. Deveria estar sendo implementado no apoio do CFN a décadas.

  54. Galante,

    Porque elas usam bem o dinheiro que têm? Porque não faltam recursos? Tem várias explicações plausíveis, e sim, não se discute que marinhas podem ter sua própria aviação. O problema é que, está bem claro faz tempo, nem a FAB, nem o EB muito menos a MB tem recursos disponíveis e agora se descobre que também não é incomum lhes faltar competência.

    Ora, se a MB queria aviação própria de asa fixa, no minimo devia ter planejado isso direito. Agora ela vai receber aviões modernizados para equipar um NaE que não existe mais. Adianta ter aviação assim?

    Se isso otimizasse os recursos e melhorasse sua aplicação, um comando único e cada força cuidando de sua especialidade seria, sim, uma solução, por mais que os militares de cada força não achassem isso bom, ante o exemplo estrangeiro. De que adianta termos a FAB, a aviação da Marinha e a aviação do EB, cada uma delas comprando e operando aeronaves diferentes em funções parecidas ou superpostas? O que isso acrescenta num quadro de sucateamento avançado de nossas FFAA? Melhor seria os recursos serem mais bem utilizados, saímos do mundo do ideal que é ter uma Marinha como a dos EUA ou a RN, para o real, do Brasil sempre em crise, sem fazer nada direito em lugar nenhum.

  55. Prezados boa noite.
    Não sou especialista em aeronaves, navios, carros de combate blindados e outras armas, mas…..me considero especialista em não gastar dinheiro, especialmente o meu. De outra parte entendo que o principal motivo dessas palhaçadas financeiras que envolvem a MB, como a desativação do NAE São Paulo depois de tantas insistências em reforma-lo, do projeto de modernização dos AF-1 que diga-se de passagem é dinheiro de cachaça comparado com os bilhões que mandam pelo ralo todos os meses com financiamentos de politicos corruptos para manter suas tetas cheias..depois disso chego a uma e única conclusão por esse estado de coisas e da penúria em que se encontram as FA: Falta de um “saco roxo” para bater o p… na mesa e e afirmar…. Quero x bilhões e pronto. Ou Libera ou libera.
    Do contrario esse mimimi será eterno até um prego na parede será motivo de discussões intermináveis.
    Detalhe: nâo sou e nunca fui militar, nem tenho parentes militares. Apenas um cidadão com o saco cheio de babaquices.

  56. Falando em Planejamento da MB, deve ser Planejamento de Bebado vendendo o Alambique. Adquirir aeronaves para um NAE e vende-lo antes de recebe-las é caso de internação e prisão do “Grande Planejador”. Meu Deus do Céu.

  57. Esse plano de modernização foi feito na gestão antiga ? Porque se foi, não é a primeira vez que o Alter Leal Ferreira descarta a hipótese de um plano de gestão anterior.
    Se eu estiver errado me corrijam…

  58. Bardini
    Também acho q o A-4 pode dar apoio ao CFN pelas mesmas razões.
    Mas acho q talvez possa realizar ataque naval também, mas não sou piloto pra afirmar, é achismo.
    Fábio Mayer
    As aviações das Forças tem funções, q influenciam na forma de operar, muito diferentes.
    A Aviação do Exército e a Aeronaval (asa rotativas) não fazem parte do Poder Aéreo, assim como o CFN não faz parte do Poder Terrestre. Em uma campanha, essas subdivisões de cada força atua pra ela.
    Se a aviação do EB, por exemplo, passasse pra FAB, faria C-SAR e não infiltração de tropas em uma retaguarda de nível tático, por exemplo.
    Dizer q é tudo igual, a grosso modo, é uma leigo dizer q Fórmula 1, Indy e 2 são iguais então podem correr juntas.
    É muito diferente.
    Inclusive na formação. A formação básica é igual (alfabetização), mas da 1a série ao Terceirão é bem diferente.
    Já os meios, podem e estão sendo padronizados.
    Sds

  59. O AF-1 da foto da materia é a primeira unidade modernizada e que iria retornar a Gavião Peixoto para receber as outras alterações. Não chegou a retornar por que foi a que se acidentou e esta desaparecida. Até nisso a MB é preciosa.

  60. E pra completar e finalizar esse assunto, por ora, que a MB pegue essas aeronaves e as ponham à venda.
    Caso aja algum interesse da FAB, por alguma sinergia ou vantagem econômica com sua aviação de ataque, que sejam então cedidas a ela. E nessa última hipótese, se houver interesse pessoal, não oposição das forças envolvidas e solução jurídica, que os aviadores da MB com especialização nessa aeronave sejam transferidos à FAB, também como forma de não se perder os altos custos envolvidos na formação de aviadores.

    Se houvesse, de fato, um Ministério da Defesa e autoridades civis na política com moral pública nesse país, esse era o debate a ser decidido e não essa infâmia aeronaval capitaneada e procrastinada pela Marinha Brasileira contra todas as evidências!

    E com toda a imoralidade que vivemos em todas as instâncias da República, é verdade, mas ainda há quem aspire esses homens de farda, com suas obtusidades prepotentes, no comando político da nação! Deus nos livre disso!

  61. XO 25 de julho de 2017 at 16:52

    Deixa eu entender… a maioria aqui caia de pau na administração anterior… aí, vem uma nova administração que começa a tomar outros rumos… e os caras continuam a cair de pau… é pra continuar então a criticada modernização ??? Não, dirão todos !!! Então vamos repensar isso… arrego para vocês, dirão os mesmos críticos… meus caros, faz-se o que então ???

    Olá Imediato. tudo bem?? Espero que sim

    Tchê é o seguinte:

    Vamos falar franca e abertamente, não poderei usar nomes verdadeiros, se não o Galante me torce o pescoço:
    Tudo isto aí, toda esta merd……………………..a, toda esta lambança é obra do “Imperador ” e seus miquinhos amestrados, tu bem sabe sabe disso imediato, agora o Comandante Leal Ferreira é um homem sério, honrado, e está fazendo um trabalho de juntas cacos que aquela besta idiota, estúpido e ladrão do imperador deixou, eu sei, é fod………………a, é difícil, o troço atingiu um ponto quase sem volta, mas o que é que está errado imediato:
    Ora bolas, a porr…………………………………..a do serviço de comunicação social da MB assiste a todo este tipo de notas que saem na imprensa especializada e ao invés de tomar posição, de esclarecer o PORQUE(e eu e tu sabemos alguns deles) das coisas, não ficam quietos que nem cusco que comeu linguiça escondido, aí surgem um monte teorias da conspiração, “inspicialistas” e de mais mentes iluminadas,com uma dose muito grande de razão e desmancham vocês a pau.E é em todos o sites e blogs é só tu te dar ao trabalho de ler, é um movimento uníssono e a MB num silêncio sepulcral, porque:
    Hahahahahah, porque, ora porque, porque se o CM chutar o pau da barraca, abrir uma IPM SÉRIO, ISENTO E DURO sobre PMG do NDD Ceará, gastos no no Nae SP, concorrência dos Traders e aditivos contratuais, concorrência da Modernização dos A 4, compra dos SM 39 para os Scorpene, logo em seguida ele vai ter que mandar tudo isto PF /MPF e o Imperador sua trupe vão dormir no xilindró, é ou não é??

    Claro que é pô, tu sabe disto, a Marinha inteira sabe, eu sei, até cachorro da minha sogra sabe, só que a bosta do corporativismo não deixa os responsáveis por tudo isto seja devidamente punidos
    Vou te dizer mais:
    Iaí uma hora destas vai vazar para a imprensa comum, e aí meu amigo eles vão fazer picadinho do CM na mídia, sem ele ter culpa alguma no cartório, pode anotar o que eu estou dizendo, o erro desta administração é só um:
    NÃO APONTAR O DEDO PARA O RESPONSÁVEL POR TUDO ISTO.

    G abraço

  62. Bardini, eu gosto muito das tuas colocações, sempre são bem racionais, agora sobre o A 4:
    O A 4 é uma nav que sós está “voando” militarmente no Brasil e na Argentina, e em uma hipotética campanha de CAS na República Centro Africana, ou em Zamumba, não importa, sabem o que vai acontecer?

    Não, vou explicar:
    Em um mês de operação intensa a diagonal de manutenção vai para o beleléu com meia dúzia de A 4 operando, e aí itens cativos, que atingem seu limite de horas vão ter que ser comprados no sucatão do Jacó ou no deserto a preço de peça de BMW X 5, e não vai ter dinheiro simples assim.
    Na hipotética manutenção do VF 1, que eu acho muito difícil, uma saída a mda gringo em baile seria a adoção do ST com anv COIN/CAS e com outras tarefas secundárias de apoio para a esquadra, uma anv que a MB poderia arcar com os custos operacionais com o din din que ele tem e terá nos próximos dez anos.Fora disto é gastar pólvora com ximango.

    G abraço

  63. Juarez, mas não é o mesmo caso do A-1 então? Ser for preciso usar, não vai abrir o bico?
    .
    Falar bem da verdade, o CFN precisava era de algo como o AH-1Z. Poderia ser até compra casada com EB. Meia dúzia pra um, uma dúzia pra outro, com o mesmo pacote de manutenção e etc…
    Mas isso ai também é sonhar alto e do jeito que coisa anda, seria capaz de ficar de enfeite, sem navio para operar.
    Se vier um “Ocean” da vida até coisa muda… Aí poderia ser um baita acerto.
    .
    ST para o VF-1 até acho que deve ser viável e a FAB deve ter alguma coisa sobrando dos 99… Para dar apoio ao CFN seria melhor que nada, que é o que os caras tem.

  64. Não, não vai, porque os intervalos de manutenção e conceito construtivo do ST é muito diferente do bom e velho atacante naval, e ainda voc~e liga para o CLS manda descer a peça nova ue virá com preço de mercado.

    Com as perdas e aquela cagada de equipar o EDA com ST a coisa mais apertada, mas eu acho que uns 10 ou doze aviões eria bem viável, inclusive passando por uma atualização de distemas embarcados, nada megafoderation, só atualização e a MB poderia usar o mesmo armento stand off que a FAB utiliza neles, eu apenas acrescentaria o laser finger.

    G abraço

  65. Prezados, porque ninguém coloca o dedo na ferida? Estrelas compradas, mentes velhas e acomodadas, comissões de opereta e “comissões” de verdade. É o que explica.
    Ninguém fala, mas os serviços de informação daqui e de alhures devem estar produzindo relatórios que provocam gargalhadas ou britânicos sorrisos. Investir em aviação embarcada sem porta-aviões é o mesmo que comprar um capacete de R$ 3.000,00 e não ter moto.
    E as cerimônias estão cada vez mais cheias de pompa e rituais, tem reparado? Baixa de caça-minas tem mais festa e salamaleques do que inauguração de ponte, com passagens, estadias, reuniões, brindes, diárias….

  66. Tô até começando a mudar meu olhar sobre a MB.

    O Galante por ser ex-navy tem uma visão muito particular, por vezes saudosista da MB e dai algumas vezes essa emoção sobrepõe a razão, ou se mistura com ela.

    A MB não dá boas noticias faz tempo, e no momento da maior crise econômica do país, ela tem feito do limão mais do que uma limonada, mas uma caipirinha!

    Fez uma compra de oportunidade (ainda que eu não tenha sido favorável) com o Bahia, acabou com a sandice do NAE e agora mata essa modernização eterna dos A-4. Chega de loucura! Até porque a loucura do almirantado é paga pelo contribuinte.

    Por fim nem vou me alongar muito nessaa bobeira sofista de justificar o mal gasto do dinheiro público em projetos furados de defesa dado que gastou-se soberbente na copa e nas olimpiadas. É usar um erro para justificar o outro. Seguindo esse raciocínio, vai saber onde vamos parar…

  67. A modernização não resolvia os dois maiores problemas do caça: disponibilidade dos motores e a obsolescência da célula.

    A Embraer quebrou os dentes com a elétrica da aeronave.

    Quando o processo começou, a linha do T45 estava aberta.

    Antes um T45 modificado para ataque leve que um A4 em 2020.

  68. Prezado Juarez, tudo bem por aqui… como você sabe, não posso opinar sobre seu comentário… passei por aqui apenas para ressaltar que não entendo a cornetada da maioria… então, o que é considerado erro do passado por vários aqui está agora a ser consertado… e os caras rotulam a decisão como ridícula e o decisor como megalomaníaco, dentre outras palavras… parece disco rachado… como já escrevi outras vezes, respeito a opinião de todos, há vários argumentos bem fundamentados (e não por isso ofensivos)… mas como tenho orgulho do uniforme que visto, permito-me um aparte aqui e acolá… abraço cordial, camarada…

  69. Corsario137, se você não tem argumentos racionais para combater os meus, não vale apelar para o fato de eu ter sido da Brazilian Navy.

    Antes de ser da Marinha, eu sou brasileiro e entendo muito bem os problemas do País.

    Eu poderia dizer que pelo seu avatar você defende a FAB e é contra a Marinha.

    Apenas tenho uma visão diferente porque defendo um Poder Naval forte para o Brasil, que é o motivo desse blog/site ter sido criado em 1997.

    A Marinha não tem culpa se a Defesa não é valorizada no Brasil, se cortaram os Royalties do Petróleo, se o orçamento é contigenciado todos os anos ou se quebraram o País em projetos furados.

    Minha visão não é saudosista, é uma visão de quem quer um futuro melhor para a Defesa Nacional. E isso não é conseguido cortando projetos que já receberam investimento material e pessoal ao longo dos anos. O correto seria começar e completar os projetos e não terminar pela metade alegando que são loucura.

  70. Não seria a hora de negociar a venda desses A-4 para a Argentina? E iniciar planos para aquisição de novo vetor?
    Botar os pés no chão, e planejar o futuro. Repensar do zero. Se a MB acredita na necessidade de operar uma ala aérea de caças, isso precisa ser repensado, refeito e bem feito. Não temos mais NAe. Caça baseado em terra para defesa da frota em águas territoriais, há outros melhores e mais novos que o A4. Caça para decolagem vertical, inclusive do deck de um LHD, quem sabe não é o caminho? Sao adequados a vários tipos de navio, com sacrifício operariam no Bahia. No caso de um novo nae serviriam. Pra operar em terra serviriam. Locais de pouso não preparados, serviriam. Quais vetores poderiam ser adquiridos? Há harriers disponíveis? F35 em pequena quantidade seria opção? Alguma outra?

  71. Quando a gente olha a Armada do Equador com seus aviões de instrução primária e básica T-35, intrução avançada T-34C, seus Beech 200 e NC-235 e os 4 IAI Searcher e 2 IAI Heron da para ter certeza que operar é só uma questão de prioridade.
    Sei que existe a questão do Decreto limitando as asas fixas a FAB e só se embarcado para a MB.
    Nesta página de um forum peruano tem fotos dos Searcher e Heron dos Equatorianos.
    . http://www.defensa.pe/forums/showthread.php/1439-UAV-para-la-Armada-del-Ecuador/page3

  72. Galante, eu compreendo teu ponto de vista, mas tu realmente acha viável continuar opera com nove A 4, sem armamento moderno, tendo talvez seis anvs na linha de voo e olhe lá, sem perspectiva nenhuma de se ir adiante?
    A manutenção deste esquadrão e das anvs não vai acabar prejudicando o restante da aviação naval que já está para lá de capenga, tendo que substituir com certa urgência algumas células de Esquilo e de Jet Ranger que estão no pau da goiaba??

    G abraço

  73. Perai… tem algo errado no foco desses comentarios, ou estao de sacanagem!
    .
    A culpa eh do (des)governo desse Pais! Nao do Almirantado!
    .
    Por exemplo: Qdo trabalhei na T.I. do EB, teriamos uma verba de R$100.000 (cem mil reais), para modernizar nosso setor, comprariamos 3 servidores, recolocariamos um outro parado em funcionamento, e mais uns outros 10 Pcs em funcionamento. Mudariamos a rede externa para cabos de fibra optica, 3 monitores de LCD de 20″ (o max na epoca!) e outras coisas mais.
    .
    No mes seguinte chegou a informaçao de que teriamos q replanejar, pois a verba seria de R$ 80.000… Excluimos um servidor, 5 Pcs e um monitor de LCD…
    .
    Quando a verba chegou, veio junto a noticia de haveria apenas R$ 45.000 (QUARENTA E CINCO MIL!), disponivel e que teriamos que replanejar as prioridades…
    .
    E foi tudo culpa dos Generais??? Nao! do Governo!!
    .
    E o que eu deveria ter feito??? Tocado nosso primeiro projeto com R$ 45.000???
    .
    Por favor! Algum “mago” (dos teclados! Claro), poderia me dizer como???
    .
    Entao Parem de dizer “esse Almirantado”, que os Senhores nao sabem como eh a realidade, de fato! Se faz o planejamento e depois “cortam gastos”, na defesa (Militares nao reclamam!-Nao podem).

  74. Jorge Alberto, é o que eu disse mais encima, além do planejamento que não é lá aquelas coisas existe a inconsistência nos repasses, que mata muito planejamento.

  75. Pois é, agora eu pergunto aos senhores, como é que a FAB é o EB não chegaram ao ponto de degradação material da MB sob a égide do mesmo governo e sofrendo as mesmas mazelas orçamentárias???

    Eu acho que todos vocês sabem a resposta, mas não custa repetir para os demais:

    Porque os comandos destas forçar não entraram no oba oba do Brapfil puthênfia, com o pessoal do EB fazendo algumas compras e modernizações pontuais pé no chão com um voo maior no Guarani, que está a passo de tartaruga de muleta, mas que não afetou a pro eficiência da força. A FAB como todos nós bem sabemos e contrariando aquela lenga lenga naval de que os comando da marinha estava cumprindo ordens e as determinações das diversas peças de ficção científica criadas pela ORCRIM, Jobins, Mangabeiras e toda plêiade de inúteis e incompetentes que passaram pelo Mindef, não deixou se levar, não adquiriu o Rafale, não comprou o Pantsyr, não comprou o Su 35, foi entubada com os MI 35 e com as Kombis, mas conseguiu o FX 2, pode não ter sido o melhor, mas não foi o pior, o K 390 ta andando aos trancos, mas está.
    Já a gloriosa cujos os ali baba do almirantado entraram em uma transe psicótica, pós chá do santo Daime servido pelo babalorixá de Garanhuns afundou em berço esplêndido.
    Prezado Jorge Alberto!

    Tu acreditas que pessoas com cursos supeiroes, cursos de estado maior, curso na EGN, pós gradução no exterior não sabiam exatamente com quem estavam lidando e que a festa de depravação orçamentária era uma deliro lunático???

    G abraço

  76. Fred 25 de julho de 2017 at 20:06
    Fred, é justamente a hora de manter os A-4. Não há dinheiro para se comprar nenhum outro. A modernização deste o torna uma vetor satisfatório, pelo menos na paz. Com o valor da modernização de doze não se compra um único vetor novo. O A-4 para se manter a doutrina aérea na MB é perfeito, além disto pode fazer apoio aéreo aproximado para os fuzileiros, poderia ainda de integrar um míssil anti-navio e até umas 500 mn da costa seria um serio problema para qualquer embarcação hostil. então por que vende-lo? Por não termos mais NAe!? Avião voa sem NAe! Desistir de ter asa fixa por não ter um NAe é jogar milhões gastos na formação de doutrina pelo ralo. E se num futuro melhor tivermos um NAe? Gastaremos milhões novamente no desenvolvimento de doutrina? Esta doutrina é valida tendo ou não NAe como já citei. Além de tudo isto a Aeronáutica não tem condição, em caso de conflito, de cobrir satisfatoriamente nem a área continental do país. Quem dará apoio aos fuzileiros? Quem dará cobertura para a Armada? Quem fará cobertura/escolta em caso de conflito para as patrulhas e aviões anti-sub? sejam eles da Marinha ou da Aeronáutica.

  77. Nem de perto Galante. A situação está ruim, concordo, e não adoço prato de nenhum dos dois, mas estão alguns patamares acima da MB, principalmente no que deveria ser prioridade na marinha, ou seja aquilo que flutua e navega.

    G abraço

  78. Não Juarez, por mais que você tente aliviar a barra da FAB e do EB, sabe que a situação é terrível nas 3 Forças, até porque o constante contingenciamento acaba com o planejamento de qualquer Força.

    O problema é a má vontade com a Marinha, talvez por desconhecimento.

  79. Adson, com todo o respeito que tu merece. O A 4 não tem condição de escoltar nada, na verdade ele precisaria ser escoltado, e ainda, com meia dúzia de A 4 e nada é mesmíssima coisa, é como merd…e bost……
    Quanto a doutrina, ela já foi perdida faz uns bons 10 anos Adson, quando as tripulações de velho Mingão foram para o pijama, de lá para cá só se formou bandeirinha de escola de samba.
    Acabou, não tem din dni, decisões salomônicas terão de ser tomadas daqui por diante, e se a MB optar por empurrar com a barriga vai levar toda a aviação naval para o fundo do mar.

    g abraço

  80. Galante, ninguém está de má vontade a não ser ela própria.
    Tu foi da área. me explica ai para eu entender e os demais:

    Como é que uma OM faz um PMG em um navio, gasta quase SETENTA MILHÕES nele, dá o navio como pronto para ser reincorporado a suas missões, na primeira missão o navio pau dupdá umlo em todos os sistemas de geração elétrica, é rebocado, pega fogo, bate no cais, danificando o casco e em seguida é descomissionado??
    e sou eu que estou má vontade???

    g abraço

  81. Penso que a MB deveria rever tanto a aquisicao dos S2 Turbo Traker como a manutenção/ modernização. Dos AF4. Haja vista a decisão de aposentar o A12 e coerente reavaliar a estrategia da Aviação Naval.

  82. Alexandre Galante 25 de julho de 2017 at 11:38

    É verdade. É uma questão de prioridades. Com o que foi gasto nesses eventos tinham melhorado a infraestrutura do Brasil num patamar “nunca antes visto na história desse país”..e talvez ainda tivesse um bom trocado para as FFAA.

    Contudo, discordo de vc no ponto sobre ninguém ter reclamado. Protestos ocorreram. Eu mesmo corri da policia e das bombas de gás qdo protestávamos perto da “Arena Itaipava” em ssa ( e tenho fotos!). Justamente por causa dos protestos o governo correu pra aprovar a lei anti-terrorismo, que ajudou a cercear as manifestações. E tem gente q foi presa porque estava com vinagre…

  83. Jorge Alberto, parabéns pelo comentário.
    É exatamente isso que acontece na compra do “alfinete ao foguete”.
    É difícil ler algumas bobagens de quem não conhece a situação.
    Não tenho conhecimento da situação da modernização do AF-1, mas será que um dos motivos da “reavaliação” do programa seja porque a modernização não atingiu os objetivos técnicos pretendidos??

  84. Rafael Oliveira 25 de julho de 2017 at 22:23
    Rafael, que eu saiba só AIM-9, mas vc esquece que esta passando por modernização. Se vc observar bem o que escrevi percebera que disse “integrar”. Se pelo peso não puder ser algo tipo Exocet pode ser algo com características do Penguin. Se não possui, arme-se.

  85. Juarez 25 de julho de 2017 at 22:02
    Juarez, tá, até concordo contigo, perdemos a doutrina. Não temos mais pessoal que possa formar uma ala aérea embarcada e agir com proficiência, mas deixar de se ter uma aviação, e não estou falando de patrulha, só porque não são aviões no estado da arte não é lógico. Modernize, treine. Treine apoio aproximado, se possível integre algum míssil anti navio. Também se possível faça como os chineses, simule um Nae em terra com catapultas e aparelho de parada. Comesse-se uma pesquisa para ter resultados daqui a dez ou quinze anos com supercondutores, é só falar pros “paisano” que poderá ser usado em trens super velozes. É isso.

  86. Jeniau … coisa de Jeniu … mais um que a EGN deve procurar ….

    “sou a favor vender este avoes para Uruguai e compra da Rússia K52 versão naval pode ultilzar Hms Ocean ou qualque navio da marinha ate mesmo angorá São Paulo meio do oceano atlético como plataforma fixa helicópteros no Atlântico .”

  87. Adson, e o dinheiro para integrar, homologar e operar vai vir de onde mesmo????
    Eu vou ilustrar para te ajudar a pensar de outra forma.
    Na modernização do A 4 estava previsto inicialmente a integração de um míssil VVr e um BVR, mas com o passar do tempo se chegou a conclusão que um BVR degradaria muito o desempenho aerodinâmico da anv e por consequência o desempenho cinético do míssil também, então a marinha optou por inicialmente operar com um míssil VVr que seria o AIM 9L, no que todo mundo caiu de pau que era velho, obsoleto e demais bobagens, mas porque isto??
    Porque a MB não optou por exemplo pelo Python IV ou V que a FAB já possui todo o ferramental e bancadas, paios e etc???
    Muito simples, porque ela não tinha os ensaios de comportamento aerodinâmico do Python no A 4, os israelenses com certeza tem, mas iriam cobrar para repassar, ou seriam necessários uma série de voos e lançamentos em diversos parâmetros com apoio do EAV/CTA para o homologar o míssil, custado um din que a Mb não tem e não teria.
    Só que os “marvadu duzamericanu” tinham todos os ensaios da operação do AIM9L no A 4 e repassariam de grátis para a MB e esta adquiriria o míssil porque seria o caminho mais em conta no momento de miserê total para integrar um armamento ar ar relativamente moderno.entendeu Adson, e mais:

    Ter, comprar,ou ainda modernizar não significa poder manter e operar……

    G abraço

  88. Srs
    Atendo-se aos fatos:
    A MB quer cancelar parcial ou totalmente a modernização de 12 A4’s, para economizar alguns poucos milhões de reais (talvez, num chute, uns 80 milhões de reais, pois já houve um investimento inicial e deve haver uma multa contratual).
    A fundamentação básica da maioria é que a MB deve reservar o seu pouco din din para recuperar os navios de escoltas. Neste caso, manter a modernização dos A4’s não teria sentido pois a MB já se decidiu por sucatear o SP.
    Esquecendo a nossa tradicional paixão pelo novo e pelos modelos Top (Rafales, F18’s, SU35, etc.) o fato é que o Brasil tem muito poucos aviões de caça e ataque (mesmo velhos) e, se por um azar, tiver que enfrentar um conflito, estará em apuros.
    Abrir mão de 12 aviões que poderiam dar um reforço para o poder aéreo do país num momento em que ele conta apenas com os F5M e os A1 (estes sem modernização e mesmo sem um mísero radar) é, ou falta de responsabilidade ou crença de que o país não corre nenhum risco de conflito agora e na próxima década, caso em que as medidas deveriam ser a de sucateamento da maioria dos equipamentos bélicos do país e o envio para a aposentadoria da maioria dos militares, redirecionando o dinheiro gasto com eles para saúde, educação, etc.
    Se há algum risco de conflito, o país precisa de FA’s, e de FA’s equipadas e em condições de combater. Não de FA’s para faz de conta.
    Portanto precisa de pessoal treinado e equipamentos.
    Ora, infelizmente, estamos mal de aviões de caça e ataque, o que significa que não é sensato abrir mão de 12 aviões de ataque, que, com um investimento pequeno, podem ser um reforço significativo para um poder aéreo tão depauperado quanto o nosso.
    São aviões antigos, são, mas estão pouco rodados e modernizados e podem fornecer um folego adicional para nosso poder aéreo até que possamos adquirir vetores mais capazes.
    Há, mas são aviões da MB e não irão reforçar a FAB. Ora, são aviões do Brasil, não da FAB ou da MB, e em caso de conflito terão, sim, que operarem em conjunto na defesa do país.
    Aliás, seria uma boa demonstração de bom senso e responsabilidade dos líderes de nossas FA’s, abandonarem as frescuras de cada força (por exemplo, por que diabos a MB e a FAB devem usar símbolos diferentes para identificar seus aviões) e se concentrarem em dotar o país com forças armadas realmente integradas e plenamente cooperativas.
    Outro ponto a lembrar para aqueles focados na economia gerada pelo cancelamento da modernização dos A4’s, é que há gastos muito maiores e de resultado ainda mais duvidoso e longínquo, como o famoso PROSUB, onde estamos queimando muito mais dinheiro (perto de 10 bilhões de dólares) para termos um casco oco de subnuc (os 4 subs diesel elétricos e o estaleiro vieram como adendos necessários, mas não essenciais). PROSUB que possivelmente irá sofrer atrasos, senão parar devido a comprometimento com pixulecos da Odebrecht.
    Ora, um pequeno rearranjo no contrato do PROSUB reduzindo os dispêndios nos próximos 4 anos já dariam para realizar a modernização dos A4’s. Aliás, se bem negociada, uma revisão do contrato do PROSUB, daria até para ressuscitar o SP.
    Ou se preferirem, um corte de OM’s e uma redução de pessoal, também daria para livrar o din din para a modernização dos A4’s.
    Pelos valores envolvidos e pelos gastos dispersos no tempo, é mais uma questão de vontade do que de falta de dinheiro.
    Tal esforço seria válido? Considerando a atual escassez de meios, seria.
    Dentro do enfoque, claro, que o país não pode ficar sem recursos mínimos de defesa, mesmo que os riscos de conflitos sejam pequenos.
    É certo, que tal investimento só tem sentido se os A4’s forem modernizados em um tempo pequeno de forma a serem úteis no momento atual, onde temos grande escassez de meios aéreo de combate.
    Sds

  89. POR ISSO que a MB está nessa inhaca, nesse atraso: NÃO TEM COMANDO.
    e COMPORTASSE como CARANGUEJO: – um passo pra frente, dois passos para trás.
    Me indiquem um projeto qua a MB foi até o fim. Apenas um. NÃO EXISTE.
    NÃO RECUPERAMOS OS SUBMARINOS. 3 estão ancorados há tempo.
    Abandonamos o A-12.
    De 16 Corvetas, construímos 4, 12 foram abandonados.
    O Prosub está se arrastando.
    Agora os aviões também querem abandonar.
    Renovação das Fragatas foi abandonada.
    PELO JEITO, não tem convicção, apenas um grande ponto de interrogação(?)
    Éssa é a nossa MB

  90. Srs
    Jovem MO
    O A4 é um avião de ataque. Devido a sua agilidade e boa capacidade de manobra foi usado como agressor no Top Gun e avião de treinamento avançado para caçadores em Israel.
    O seu possível uso, no caso de modernizados, seria dotar o país com um bom avião de ataque (os A1 estão, até hoje, sem radares e recursos para armas mais modernas), inclusive ataque naval (sua praia original).
    Numa necessidade, pode até quebrar um galho em função de caça.
    Sds

  91. Control 25 de julho de 2017 at 23:45
    Bela explanação, disse o que tento dizer mas não tenho esse dom ao me expressar. Parabéns.

  92. O problem central do A-4 é que sucata não se transforma em equipmento novo. Alem de velhos, obsoletos.
    Israel tentou usar o A 4 como ataque ao solo e foi o maior desastre da história militar de Israel. Os SU 4×23 derrubavam os A4 instantaneamente. Foram retirados da linha de frente e mantidos na reserva e nos treinamentos. Isso naquela época e com tripulações com alto grau de adestra
    mento.
    E ficar no apoio a missoes dos Fuzileiros? Mas dai mesmo que será o desastre. No segundo dia de combate já não teremos disponibilidade nem de meios nem de tripulações.
    Qunto as caldeiras do São Paulo temos que mandar direto para a sucata. Querem utilizar o navio? Instalem turbinas a gas compactas. Rolls Royce ou GE 2500. Rápido e simple. Hoje em dia os grandes navios de passageiros só usam turbinas. Pouco peso, pouco espaço e simpliciade. Caldeiras pertencm ao passado remoto.

  93. Eu simplesmente acho que que a MB não deveria ter aeronave alguma! Nem mesmo helicópteros. Deveríamos seguir o exemplo canadense. Deveríamos ter uma estrutura única, cada uma das antigas forças funcionaria como se fosse um departamento. Deveríamos ter um único plano de defesa e, cada departamento, aéreo, naval ou terrestre, cresceria ou seria encolhido conforme as necessidades que o país determinarem. Sem cabides de emprego, sem marujos de navio de concreto, sem escritórios inúteis, sem alistamento obrigatório, forças armadas totalmente profissionais. Fim da infantaria da FAB, fim dos fuzileiros navais, este trabalho seria absorvido pelo EB. Fim da aviação do EB e da MB, aeronaves na FAB, somente. Fim dos “trabalhos extras” da FFAA, militares fazendo trabalho de militares, e isso não inclui guarda costeira, registro de armas e explosivos, investigação de acidentes aéreos, etc. Fim da patifaria é que os privilégios dada aos oficiais, fim das gratificações extras. Quero ver quem tem coragem de pôr a mão neste vespeiro.

  94. oi Control, sim éle é caça por duas coisas aqui no BR, 1 – pelos sapiencias, pois tudo que voa a jato e tem pintura “camuflada” é Caça se for militar e boeing se for civil … (rssss)

    E o mais importante, e contextual – por ser o que temos, sei dos Agreesors, tem minha aversçaio a aviaozinhuns, mas sei la de algumas coisitas, mas sinceramente, vc se sentiria a vontade nos tempos de hoje em um combate aéreo em um A4 ?

    /agradeço o comlemento da info no seu comment, o problema é que infelizmente com a internet, a inclusão militar digital gera muitos comentarios comicos aqui no naval, e possivelmente lá no aviaozinhum

    Gde Abs !!!

  95. Ádson,
    O Juarez se antecipou.
    Meu ponto nem era tanto o míssil anti-navio. Era sua afirmação de que o A-4 é “um vetor satisfatório”. Não é.
    Só terá um míssil ar-ar integrado que é de 1977. Ou seja, é um avião que lança bombas burras, atira de canhão e que pode ser usado no modo “kamikaze”. E só.
    A modernização consiste basicamente em colocar um radar no avião e ele voar. Não o deixa efetivamente moderno.
    Para integrar outros mísseis minimamente atuais – nem estou falando de mísseis de primeira linha, estou falando dos israelenses da vida, vai sair caro, muito caro. E dificilmente a MB irá fazê-lo agora ou nos próximos anos. Ou seja, se fizer, será quando o avião terá uns 5 anos de vida útil pela frente, o que será mais perda de dinheiro.
    Então acho que isso que o Almirante Leal Ferreira se tocou. Está modernizando a aeronave, mas ela mesmo após a modernização é algo praticamente sem valor militar algum. É bem inferior ao F-5M, por exemplo.
    Já se perdeu muito dinheiro com os A-4. Não tem essa de “vamos perder tudo que investimos”, pois se insistirmos nele, vamos perder ainda mais. Diria até que muito mais. E o benefício é quase zero.

  96. A inviabilidade da modernização, no meu ponto de vista, se deve por ter perdido o time. Quando este vetor foi adquirido na época (1998) foi divulgado que ficaria na ativa por uns 10 anos até ter um substituto moderno assim como uma plataforma adequada. Bem, nada disso se concretizou e o avião é um vetor excelente para o qual e quando foi projetado, mas acontece que tudo tem seu tempo e o valor militar dele na guerra moderna não compensa tal empreitada.

  97. O programa perdeu o sentido.
    Entreguem o que restou pra FAB, se ela não se interessar jogue fora essa sucata.

  98. Olá a todos!
    .
    Está mais do que correta a decisão de abandonar a modernização dos A4, aposentar o A12 e deveriam também cancelar os Trader, afinal a situação não vai mudar. Mas isto não precisaria ser assim.
    .
    Estavam empurrando a modernização do A12 por quase 10 anos. Os Trader foram comprados em 2010. Os A4 estão neste processo de modernização desde quando? Tivemos PMG das Inhauma, Ceará se arrastando por 10 anos. Esta demora toda foi porque faltou dinheiro? No mesmo período (em que tivemos a crise de 2008 e a crise em que estamos), a MB aumentou seu efetivo ano a ano (inclusive neste ano) . No final tivemos um aumento de efetivo de mais de 40% de 2009 pra cá. Então dinheiro não faltou. Este acréscimo de pessoal (que representa hoje cerca de 30% dos gastos com ativos) representou em 2016 R$ 2.4 bilhões em gastos. É curioso, porque desde sempre ouvimos falar que falta grana.
    .
    Só isto aí, viabilizaria manter o A12, modernizar a asa fixa, terminar estes PMGs atrasados, aumentar a disponibilidade dos meios, enfim, ter uma Marinha.
    .
    Este erro começou lá e 2009. e persistiram neste erro por 9 anos, aumentando o efetivo anualmente durante todo este períiodo. Aí vão falar que a culpa é só do governo? Ahhh mas fizemos um planejamento para o Brasil potencia. Pois é, mas isto virou abóbora e vocês não mudaram o planejamento? Ahhhh sim mudamos, demos baixa em tudo quanto foi navio e continuamos contratando militares.
    .
    Estamos tendo uma Reforma da Previdencia, mas os militares e outras categorias ficaram de fora. Quem vai pagar esta conta sozinho, é o trabalhador comum. Esta reforma, se fosse extendida aos militares (obviamente com regras próprias e nem precisava de muita coisa – talvez um aumento do tempo de serviço para 35 anos juntamente com a criação de uma contribuição para a previdencia) poderia liberar outros bilhões no mesmo orçamento.
    .
    Mudanças no Estatuto dos Militares e em outras leis que regulamentam a carreira, fazendo com que a grande maioria dos oficiais e praças sejam temporários, também liberaria bilhões com a redução de gastos futuros com inativos.
    .
    Só uma comparação básica: O orçamento da MB é maior que o orçamento do Chile para todas as suas Forças Armadas. Olhem lá oque eles operam. Eles estão sempre um passo a frente. É Type 23, Scorpene, F-16, Leopard 2. Tudo isto com um orçamento semelhante ao que a MB gasta sozinha. E oque nós temos? Type 22, A12, Niteroi, Inhaumas, A12, A4 dando baixa, sem substituição.
    .
    Desculpem, mas dizer que a culpa é do orçamento, quando não fazemos nada de útil com ele, é ridículo. A MB gastou R$ 21.4 bilhões em 2016 (gastos efetuados mesmo), isto se contar verbas do PAC. Isto aí é incompetência mesmo.
    .
    Olá Jorge Alberto!
    .
    Oque o EB deveria ter feito era mantido o programa de modernização em TI e mandado você e/ou alguns outros militares pra casa. É oque qualquer empresa, instituição séria faz. Ao faltar dinheiro, a primeira coisa que se faz é cortar pessoal e não cortar o equipamento.

  99. Não há mais NAe, e nem há a mínima perspectiva de haver outro no futuro, em algum futuro seja lá qual for, assim já passa e muito da hora de a MB se mancar e encerrar a restauração de acervo de museu aeronaval.

  100. Forças Armadas não dão votos.
    90% culpa do governo. O resto das nossas forças porque dão umas cagadas de vez em quando.
    Cria um padrão de vida e depois tenta viver com menos da metade do que ganha. Fica difícil.
    Há muito tempo a MB vive nessa situação. Vejam as matérias sobre a Guerra da Lagosta.
    Mesmo tendo mais meios, a MB tinha uma série de problemas crônicos com sua armada.
    Não só ela. As três forças. Nem os militares quando estiveram no poder fizeram muito pelos seus.
    O Brasil só viu material de ponta na Segunda Guerra quando foi atacado e teve que mandar tropa para a Europa.
    Talvez se acontecer de novo as coisas mudem. Fora isso…

    Abraço a todos.

  101. os A-4s adquiridos são de modelo posterior à Guerra do Vietnã, superiores inclusive aos A-4s
    argentinos utilizados na guerra contra os britânicos em 1982 e estavam em excelentes condições até porque não foram utilizados a bordo de NAes o que desgasta mais rapidamente uma aeronave.
    .
    Foram adquiridos porque eram as únicas aeronaves que poderiam operar com segurança do
    NAe francês que estavam disponíveis para venda e dentro do orçamento e não porque a marinha brasileira teria ficado impressionado com o desempenho dos A-4s argentinos.
    .
    O estudo que a marinha brasileira fez teria exigido uma quantia considerável para modernizar o NAeSP o trabalho exigiria muitos anos para ser completado e não se poderia garantir que
    tudo iria funcionar de acordo, afinal seria algo inédito, portanto, risco muito alto.

  102. É impressionante a capacidade de gestão da MB e o interesse da mesma em investir em inovação, novos equipamentos, na modernização da sua estrutura.
    O mais impactante é que são só 12 aviões (1 a menos agora). E o custo de modernização de um A-4, desculpem a expressão, é um peido perto de um SU-35, Rafale, F-22. Se a MB não consegue prosseguir com a modernização de um avião desse nível, imagina fazer a manutenção de um Gripen naval? Pior, imaginem se manter numa situação de guerra? Me perdoem, mas não aguentaria sustentar uma guerra nem por 30min (dizem por aí 1h).
    A verdade é que estão mais preocupados em manter as regalias. É uma vergonha total.

  103. A conversa é sempre a mesma..
    .
    Ahh pq a Mb precisa ter PA, precisa ter asa fixa, precisa ter Gripen, precisa ter Tamandaré, precisa de escoltas de 6000t, precisa de navios de patrulha, precisa de submarinos, precisa investir no desenvolvimento da industria naval, precisa investir em pesquisa e por aí vai….É tudo muito bonito, seria maravilhoso.
    .
    Mas a pergunta que fica é sempre a mesma: o dinheiro vai sair de onde? Esta pergunta está aí pra ser respondida à décadas. E quando há algum ganho real no orçamento, oque fazem? Torram tudo com folha de pagamento.
    .
    É a mania do brasileiro de sempre pôr a culpa de tudo na falta de verbas. Mas dificilmente tem um para questionar os gastos e os resultados. A culpa de todos os nossos fracassos é sempre da falta de verbas. Basta ler boa parte dos comentários pra ver isto. É a solução mágica frequentemente proposta pelos “magos dos teclados” e/ou pela galera corporativista de se aumentar o orçamento. Mas aí caímos de novo na questão: vai aumentar o orçamento, o dinheiro vai sair de onde? Vão aumentar os impostos? Ou vão reduzir os gastos em outras áreas onde o orçamento também “é pequeno”?
    .
    No fim este PRM, ou qualquer outro planejamento, projeto ou delíro dos cometaristas, já encheu o s.aco. Não passam de uma grande “viagem na maionese” se não disserem de onde virá a grana.

  104. O principal motivos da desestruturação das FFAA é o desgoverno, já comentado pelos participantes. As FFAA planeja uma coisa e tem que executar outra devido os parcos recursos liberados. Este desmonte ocorre em todas esferas envolvendo verbas publicas, veja a noticia recente que a Polícia Federal abandona operação com veículos aéreos não tripulados. Qual motivo? Falta de grana.

  105. É muita incopetência por milha náutica! Em país sério isso seria motivo para afastamento das funções pela simples falta de experiência, conhecimento, organização estratégica, financeira e etc! São APENAS 12….12!!!! 2 VANTS custaram a modernização toda e atualmente estão parados nos hangares da PF!!! É muita incopetência para um país só! Mas tudo bem…sabadão está chegando…churrasquinho de gato com cerveja e vendo futebol na Rede Esgoto de Televisão! Todos os dias eu me pergunto pq nascí nesse país! Infelizmente assistí muito TOP GUN quando jovem! O Brasil merece ser invadido! Quem sabe quem o faz…não faz com bons objetivos!

  106. 1. A função primordial do A4 era equipar o Nae São Paulo e servir de transição para outra geração de avião (Gripen Naval).

    2. Sem o Nae São Paulo os A4 perdem suas funções de proteção aérea de esquadra além mar e de ataque a outros navios e mesmo de projeção de força para nosso corpo de fuzileiros.

    3. Se é de treinar pilotos em aviões a jato, faz convênio com alguma empresa americana para manter algum nível de treinamento. Mas o fato é que nos próximos 20 anos pelo menos não teremos um outro porta aviões. Antes disso temos que trocar nossas fragatas, incorporar corvetas, tem o programa de submarinos…

    4- Sou mais pegar os P3 da Força Aérea e dar uma bombada. Comprar mísseis, sonobóias e tal.

    5- A Marinha tem é que chegar junto da Força Aérea e acompanhar de perto o programa do Gripen de forma que este esteja com toda eletrônica e procedimentos para ataque a navios e apoio aos fuzileiros.

    Obs.: tem 20 anos que frequento poder naval e tem 20 anos que discutimos marinha azul x marinha de costa. A questão foi decidida.

  107. O Brasil deveria acabar com a sua Marinha. Fazer convênio com a 4. frota da US NAVY e alugar seus almirantes pra festas de debutante. Ai sim serviriam pra alguma coisa….

  108. Concordo com o XO, não basta só reclamar. Acho que é uma das melhores decisões que a MB pode tomar. Falta cancelar os Trackers, reduzir o nº de Scorpénes a 3 (aqueles que já estão em construção), fim completo do devaneio de submarino nuclear, deletar da mente esta outra insanidade de Tamandarés, aposentar o que o custo-benefício já não compensa e manter o que restar. Que fique sem navios, sem números enquanto não desenvolver solidez na manutenção e seu custeio com o orçamento atual, sem esperar aumentos indefinidos, pois na situação do país não haverá e não tem que haver mesmo. Já basta o que é mal gasto.

    Há muito a Marinha deixou de ser uma força militar, é mais um órgão público com regalias que não quer perder. É triste que uma geração de aviadores navais foi formada e não utilizará o conhecimento adquirido com asas fixas, mas é o preço que se paga pela incompetência do almirantado não foi precavido.

  109. Só pra constar: não sou contra o abandono dessa modernização bizarra não. Pelo contrário, acho que ela jamais deveria ter começado. Por mim a MB jamais teria comprado o Foch, jamais teria adquirido estes lixos do Kwait, e teria economizado no mínimo meio bilhão em dinheiro de hoje o que, convenhamos, dá pra fazer um monte de coisas.
    .
    E mais: concordo com o Juarez em tudo, particularmente que o atual Cmt está tentando limpar a casa, após a devastação promovida pelo comando anterior.
    .
    Não douremos a pílula senhores, não há má-vontade alguma com a MB: a verdade é que a MB caiu no conto do “Bravphil-PuTânphia” e se lascou. Os almirantes do comando anterior ficaram esperando de goela aberta os suposto royalties do pré-sal que o governo do PT lhes prometeu, que no bestunto da esquerdalha transformariam o Brasil na Arábia Saudita Sulamericana e a MB na Royal Navy, e entraram todos pelo cano, pra aprender a largar mão de ser idiotas e de se fiar em políticos, Mangabeiras, Jobins, Lulas e outros, inda mais esquerdistas. E ainda estou dando de barato que os almirantes não fizeram tudo de mancomunação com estes vermes, pra lascar mesmo a parada…
    .
    O EB e a FAB, como não tinham nada que ver com royalties do pré-sal, não caíram no conto do vigário e fizeram a coisa um pouquinho mais pé-no-chão.
    .
    Nesse ponto sou obrigado a de novo discordar do Galante: a coisa no EB e na FAB está uma caca terrível, mas nem se compara à situação de penúria dos meios navais, e digo dos MEIOS NAVAIS, porque as festinhas regadas a uísque e o rancho com salgadinhos do almirantado continua do mesmo jeito.
    .
    Enfim, agora é tarde, a Mais Antiga como força combatente deixou de existir, apesar do denodo de seus marinheiros. A Marinha vai seguir o curso do país, e se recuperará agora QUANDO e SE (e é um enorme “se”) o país sair do atoleiro deixado pelo governo esquerdista o que, se tudo der muuuuuito certo, deverá acontecer daqui há uns dez anos.
    .
    Eu (e alguns poucos aqui) cansei de avisar que isso aconteceria. Mas eu era taxado de “direitista”, “golpista”, “vendidu prusamericanu” e demais bossas.
    .
    Deu no que deu. Como diz Juarez, “o tempo é o senhor da verdade”.

  110. Srs
    Jovem MO
    Creio que piloto algum, em missão de guerra se sinta a vontade, porém, para os verdadeiros pilotos, estar no ar, em ação, é o que vale.
    E quem está numa guerra corre o risco de morrer. Faz parte do jogo. Aliás, como em treinamentos (voar baixo em alta velocidade, por exemplo).
    E, tudo isto independe do avião ser de uma geração mais nova, ou não.
    Se você perguntar a aviadores, ouvirá que eles, muitas vezes, preferem voar em uma velha águia cujas características e excentricidades são bem conhecidas do que em novos aviões cheios de computadores que o piloto é apenas um passageiro e “gestor” de missão.
    Por outro lado, o A4 é um bom avião, ágil e capaz de levar uma boa carga bélica. Um “upgrade” em sua eletrônica incluindo radar, contramedidas, capacidade de lançar mísseis e bombas modernas e ele se torna uma excelente arma de ataque, o que para um piloto de guerra é o que importa.
    Sds

  111. Temos mais ou menos idéia do porque de nada dar certo aqui no Brasil quando tem verba para tal…Alguém advinha???

  112. Vader 26 de julho de 2017 at 13:07

    -“a verdade é que a MB caiu no conto do “Bravphil-PuTânphia” e se lascou”

    -“O EB e a FAB, como não tinham nada que ver com royalties do pré-sal, não caíram no conto do vigário e fizeram a coisa um pouquinho mais pé-no-chão.”

    -” A Marinha vai seguir o curso do país, e se recuperará agora QUANDO e SE (e é um enorme “se”) o país sair do atoleiro deixado pelo governo esquerdista o que, se tudo der muuuuuito certo, deverá acontecer daqui há uns dez anos”.

    -“o tempo é o senhor da verdade”

    VADER irretocável suas palavras.

  113. É fácil falar sobre o que já aconteceu… Mas as vezes é preciso relembrar, voltar no tempo, e rever os fatos.
    .
    Bolaram uma política de defesa. Nessa política de defesa tinha um termo importante que dizia que o Brasil seria obrigado, por lei a investir no mínimo 2,5% do PIB em defesa ( http://www.naval.com.br/blog/2008/09/08/plano-preve-elevar-gastos-para-25-do-pib/ ). Fizeram todos os planejamentos baseados nisso. Na hora de aprovar a política de defesa, esse medida foi retirada. Mas o planejamento, esse continuou e o pessoal continuou acreditando mesmo sem este dispositivo, o Governo faria investimento vultuosos em defesa… Ai sim, o resto muita gente conhece: a MB se inchou para cobrir as suas demandas, conseguiram ainda emplacar o PROSUB, iniciar a modernização das aeronaves e um ano depois a coisa morreu e se arrasta a quase uma década.

  114. Senhores,

    Fico com a turma do “é o que se tem para hoje”. Perdeu-se o timing sim, perdeu-se boa parte da razão de ser do esquadrão sim, mas como bem disso o Control 25 de julho de 2017 at 23:45 , não temos abundância de caças. Nossa realidade é F-5M, A1M (e esse M nem de “metade” é) e um punhado de Gripens que não dão nem para a saída.
    Em gestão é preciso coragem para reconhecer que uma ideia, um projeto ou mesmo todo um departamento não funcionam como o planejado e, por isso, deve ser cortado. Mas também é preciso ponderar o quanto já se gastou e o quanto há por gastar nesse caso e, se gastar até o fim, qual a utilidade. A Marinha deve estar nesse dilema…
    Lamento muitíssimo que o projeto do São Paulo tenha chegado ao fim dessa forma. Lamento muitíssimo que que este seja apenas mais um dos milhares (e não há exagero nesse número) de projetos que acabam em nada, nessa terra do desperdício e da má gestão. Nossa famosa riqueza, o berço esplêndido, se esvai nesses absurdos sem fim. E não me refiro à Marinha especificamente, acho-a mais vítima do que vilã nessa história, mas ao conjunto de valores, processos e pessoas que chamamos de Nação.
    O mundo mudou muito, tudo hoje é muito mais dinâmico e tecnológico, e nossa maneira de fazer as coisas ,com lentidão, desperdício e absoluta falta de planejamento, não nos permite ter transportes, saúde, educação e FFAAs minimamente decentes. O futuro é, infelizmente, sombrio… e nem merece ser chamado de futuro.

  115. 1º tem um cidadão ai pra riba rasgando a seda, tá todo mordidinho …. Não consegue defender o que sempre defendeu, agora então tá mais perdidinho que cego em tiroteio.
    2º Onde assino Juarez e Vader ? Concordo com tudo que postaram e reforço:
    Nós avisamos !
    Juarez,
    “O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade.”
    Albert Einstein

  116. Senhores…..
    Se pararmos para analisar a situação de modo prático, a MB insiste em ter uma aviação naval há décadas e não tem se preparado para isso de nenhuma forma, desde da época da compra do NAe Minas Gerais. É notável o gasto excessivo e desnecessário com os meios navais obsoletos – compra de um Nae lançado ao mar na década de 1960, do próprio A-4 e do C-1 Trader para depois serem modernizados se possível, da compra de navios que não deram certo para suas funções são bons exemplos – e gastos com incorporação de pessoal mesmo não podendo fazê-lo. O EB e a FAB racionalizaram gastos e continuam com problemas, mas muito menores que a MB.
    Creio que as FFAA deveriam pensar que, ao sinal da menor ou maior crise que ocorre sazonalmente no país , as Forças Armadas são as primeiras a terem orçamentos cortados. Se isso sempre ocorre, por que não param de se iludir com orçamentos capazes de manter as forças e passam a trabalhar com os pés no chão? Por quê não racionalizam gastos desde sempre?
    Reclamar de cortes orçamentários é muito comum, mas saber administrar o pouco orçamento é que é aquelas. Faltam nas FFAA bons administradores capazes de gerir as forças de forma racional. Exemplo: uns 10 submarinos convencionais modernos ou com certa capacidade de modernização dão mais medo que um porta-aviões – li uma vez num artigo de uma revista antiga que ” existem duas coisas no mar, os submarinos e os alvos.
    Se é para ter uma força aeronaval que se preste para defender nossos interesses no mar, que se faça isso direito, bem planejado e dem forma racional. Comecem a estudar uma versão naval do Gripen, a construção de NAe capaz e abandonem de vez a ideia de modernizar aeronaves da década de 1960 em pleno séc. XXI, diminuam gastos desnecessários e com pessoal e isso será um bom começo.
    abraço a todos.

  117. Senhores…..
    Se pararmos para analisar a situação de modo prático, a MB insiste em ter uma aviação naval há décadas e não tem se preparado para isso de nenhuma forma, desde da época da compra do NAe Minas Gerais. É notável o gasto excessivo e desnecessário com os meios navais obsoletos – compra de um Nae lançado ao mar na década de 1960, do próprio A-4 e do C-1 Trader para depois serem modernizados se possível, da compra de navios que não deram certo para suas funções são bons exemplos – e gastos com incorporação de pessoal mesmo não podendo fazê-lo. O EB e a FAB racionalizaram gastos e continuam com problemas, mas muito menores que a MB.
    Creio que as FFAA deveriam pensar que, ao sinal da menor ou maior crise que ocorre sazonalmente no país , as Forças Armadas são as primeiras a terem orçamentos cortados. Se isso sempre ocorre, por que não param de se iludir com orçamentos capazes de manter as forças e passam a trabalhar com os pés no chão? Por quê não racionalizam gastos desde sempre?
    Reclamar de cortes orçamentários é muito comum, mas saber administrar o pouco orçamento é que é aquelas. Faltam nas FFAA bons administradores capazes de gerir as forças de forma racional. Exemplo: uns 10 submarinos convencionais modernos ou com certa capacidade de modernização dão mais medo que um porta-aviões – li uma vez num artigo de uma revista antiga que ” existem duas coisas no mar, os submarinos e os alvos.
    Se é para ter uma força aeronaval que se preste para defender nossos interesses no mar, que se faça isso direito, bem planejado e de forma racional. Comecem a estudar uma versão naval do Gripen, a construção de NAe capaz e abandonem de vez a ideia de modernizar aeronaves da década de 1960 em pleno séc. XXI, diminuam gastos desnecessários e com pessoal e isso será um bom começo.
    abraço a todos.

  118. Correndo o risco de repetir o que já deve ter sido dito aqui…. mesmo assim vamos la…

    Manter essas aeronaves de ataque, é ataque… o A-4 nunca foi uma aeronave de superioridade aérea, o motivo de aquisição original era para prover um vetor de “Defesa Aérea” para a esquadra… mais tudo bem como aeronave para iniciar o processo para se chegar eventualmente a uma aeronave tipo o Gripen naval dava pro gasto… convenhamos que a situação orçamentaria agora não é promissora, se é que foi alguma vez na historia de nossas F.A. , e não o sera tão cedo… isso não é culpa dos militares e sim de nossa ilustre e competente classe politica, isto dito, não creio que seja interessante gastar mais dinheiro em aeronaves que foram fabricadas em 1978 ou antes para se “manter a doutrina” …. os pilotos atuais vão esta na reserva quando o Brasil tiver condições econômicas e politicas de adquiri ou construir ou Porta Aviões de Projeção de Poder… ai ten que se analisar o intersere politico de se ter vetores de Projeção de Poder que já é outra historia….

    No momento, na minha humilde opinião, seria muito mais pratico e proveitoso para a defesa nacional aposentar de vez os A-4, cancelar o projeto do CAD, destinar as verbas realmente disponíveis para investimento para a aquisição de mais alguns ASM Exocet para os helicópteros Caracal, e concentrar o pouco que sobrar para investimento “A LONGO PRAZO…” no desenvolvimento do Submarino Nuclear, que é realmente uma arma de defesa que desequilibra qualquer equação de uma força que tenha intenções belicosa para com o Brasil.

  119. E já vejo gente a favor de se reduzir o PROSUB. Então vamos continuar com a mesma política de não terminar nada que começamos.
    .
    A escolha (gostem ou não), lá atrás, foi priorizar a negação do mar e ter uma Força de Submarinos forte. Compramos 4 Scorpenes e a tecnologia para um nuclear (e esse último, pra ter algum sentido precisa chegar a três). Nas próximas décadas temos mais 4 Tupi e futuramente o Tikuna para dar escala e continuidade às Scorpene. Então vamos em frente, a decisão já foi tomada, ficar toda hora indo e voltando não nos levará a lugar algum.
    .
    Agora, a própria Marinha precisa aceitar que a escolha já foi feita, o programa com participação nacional da Marinha do Brasil é o Prosub. Querer que todos os outros programas também sejam construídos aqui, o que encarece a aquisição, é não acordar para a realidade e dar razão a todas as pancadas que estão recebendo.
    .
    E se tem que replanejar alguma coisa, é preferível que comece pelo que ainda está no papel, por exemplo, Tamandaré, Prosuper e todos os outros programas que tem como requisito construção em parceria com estaleiros brasileiros. Não temos mais condição de exigir isso, o dinheiro acabou, a prioridade estratégica são os submarinos, o resto tem que ser pragmático, compra de oportunidade ou direto dos estaleiros estrangeiros, só tendo que atender os requisitos para a missão.
    .
    Me preocupa muito o que zorannGCC relatou sobre a nova proposta da END, onde se retirou do texto a parte que define como prioridade da Marinha a negação do mar. Suspeito que, depois de todo o investimento feito no Prosub, já queiram mudar, de novo, as prioridades, querendo alcançar todos os outros programas, mas sem recursos para terminar nenhum deles se tocados todos ao mesmo tempo. Desta forma, estaremos, daqui há alguns anos, repetindo os mesmos comentários deste post.

  120. J.Silva 26 de julho de 2017 at 18:58 Corretíssimo o teu comentário entre muitos apenas dando pano para manga em pseudo soluções da Marinha.
    A prioridade na Marinha do Brasil deve ser o PROSUB.
    Ninguém que goste um mínimo que seja de forças navais pode contestar o enorme receio-medo que um SubNuc provoca em qualquer adversário. Outra coisa, que alguns esquecem, o PROSUB não significa termos mais submarinos apenas, mas sim uma das mais protegidas (geograficamente) e modernas bases de manutenção e fabricação de submarinos convencionais e nucleares do mundo.
    Dentro da grande envergadura e do horizonte de maior soberania proveniente do PROSUB chega a ser incompreensível essa tal preocupação de ainda aproveitar e gastar em um punhadinho de antiguados A-4, todos verdadeiras peças de museu.
    Mais do que os civis é o pessoal da Marinha do Brasil, com suas decisões administrativas internas, que tem que abrir os olhos para a importância histórica e de real Poder, mais que qualquer outra coisa, nesta década e nas duas próximas, da plena materialização do PROSUB.

  121. Pois eh Bardini… Inconsistencia de recursos!
    .
    Juarez, cada um eh um e pessoas nao sao so “Diplomas”, ha mais por tras delas e de “compromissos” (q nao se cumprem). .
    A primeira coisa q se aprende no EB (nao sei se vale para as demais forças eh: “nunca falte com a verdade”! Entao o militar tem isso em seu DNA “ninguem falta com a verdade”, porem politicos…
    .
    Realmente, a situacao do EB e da FAB, nao esta muito melhor, so da pra “disfarçar mais”…
    .
    Gabriel, obrigado! Apenas coloquei o q EU VIVI, dentro do EB…
    .
    Gabriel, tenho comigo o seguinte: “Perfeicao” se atinge com muito treino e consequentemente, desgaste do equipamento… Entao, penso q esse desgaste, a MB quer ter com os A-4 (q EU acho muito acertado), e nao com o novo caça q esta por vir…
    .
    ZorannGCC, E serio? Tens noçao de uma estrutura de TI, pra dizer isso? rs Entao “Empresa/Instituicao seria”(sic!), manda embora pessoal q se investiu dinheiro, pra “economizar” em pessoal e gastar em equipamento?
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    “So” um curso de Oracle (q vc nem dev saber o q eh, ou vai pesquisar correndo agora no google), custou R$ 10.000, por pessoa no setor! E dois oficiais e um Sgt foram treinados… Manda-se embora um oficial, sobrecarrega o outro (eh maq e nao gente ne?), e o Sgt q se lasque?
    .
    Deus m livre trab em “tua Empresa”…
    .
    Gostaria de ler comentarios “pe no chao”, de quem ja esteve la dentro e viveu o funcionamento “da coisa” ou de um Adm de Empresas… Mas… “Oro pelo melhor, trabalho o que recebo”!

  122. Olá Jorge Alberto!
    .
    Eu trabalho com TI.
    .
    Também gostaria de ler comentários mais “pés no chão”, menos corporativistas, mais de acordo com a realidade do país e de pessoas que não se julgam donos da verdade somente porque estiveram lá dentro.

  123. Senhores, o problema não é a modernização por si só do A4, isto é fácil de resolver, tira da mão da Embraer, que é uma tremenda empresa fabricante de aeronaves civis e militares, mas não sabe bulufas de nada sobre modernização de anvs militares, isto já sido comprovado com as dezenas trapalhadas no F 5 M, e agora estão mais perdidos que cusco em tiroteio na modernização do A 4 que tem problemas geração elétrica, sim sempre ela ´´e o calcanhar, claro, porque??

    Ahhh coloca tela LED, perfeito, as telas precisam de que mesmo para funcionar corretamente??

    Refrigeração constante e refrigeração é feita na base de potência elétrica, ahh vai colocar um radar multi modo, precisa de mais energia, vai integrar armamento co alimentação in board, mais energia.
    E é justamente alimentação elétrica um calcanhares de de Aquiles do projeto, tem mais um porção de problemas, mas este é um dos pepinos grossos.
    Tá, vamos as elocubrações masturbativas alucinógenas:

    Resolveram, vão modernizar nove células, vão precisar de CLS para dar apoio, vão precisar de recursos para comprar mísseis, armas stand off, em fim armamento em geral, vão precisar de dinheiro para voar, treinar, formar e operar.
    De qual máquina de dinheiro vão tirar as moedas??????????????????
    Acordem, blém, blém, blém não tem dinheiro, não terá nos próximos sete a dez anos, não terá, o déficit orçamentário deste ano será de uns “módicos” 200 BILHÕES DE REAIS, quando deveríamos estar realizando um superavit para abater no custo da dívida pública.
    Ahh mais o A 4 voa, ahh mais da para integrar a p i r o c a do perna longa nele, ahh mais tem que manter doutrina..ACORDEM, acabou o dinheiro, acabou a marinha, só não foi anunciado oficialmente ainda.

    Em 2018 começa o Armagedon da frota de superfície, com saída de uma T 22, de uma ou duas Niterói, o M Maia, mais um varredor, mais uma corveta classe Caboclo, mais umas duas sucatas da flotilha da ferrugem do Mato Grosso.

    Gabraço

  124. Me corrijam, por favor. Compramos inicialmente 23 aeronaves, entre monoposto e biposto. A marinha não tem verba para repotencializar 12 caças ? E os demais ? A maior parte do orçamento militar está destinado a folha de pagamento, as regalias ninguém quer perder, e o pouco que sobra, além da péssima gestão, os frequentas cortes (sempre do pouco que sobra) nos levam a esta situação lamentável. FAB, EB e MB estão na mesma “lama”, lamentável.

  125. A Marinha do Brasil reavalia o programa de modernização de seus AF-1 Skyhawk, isso não pode acontecer. Os A-4 são peças de museu, já passaram da obsolescência. As mudanças são necessárias, mas não há como imaginar que seja fácil convencer quem pode perder algum tipo de vantagem de que sairá ganhando em mudar a MB com caças novos e um porta aviões condizente com a nossa costa marítima, é bem pelo contrário, com essas propostas de modernização do AF-1 viria mais rápido algum tipo de compensação financeira para alguns envolvidos. Em outro lugar eu vi uma declaração de que os A-4 foram ineptos na guerra das Malvinas, era tratar câncer com aspirina. Esse é um aspecto em relação ao qual não pode haver divergências, tem que modernizar com aviões novos a MB. Com isso, as vantagens obtidas por uns, na maioria das vezes justificados, implicam ônus para outros, no caso nós os cidadãos sem proteção e o país a mercê, sem abrangência de uma MB efetiva.

    Ivan Marcicano

  126. Eu discordo categoricamente de que foram ineptos durante as Falklands. O próprio registro de combate mostra isso. Se fossem aeronaves mais modernas, com pilotos, é equipamentos e treinamento adequados, teriam sido mais eficientes.

  127. Além de tudo que já foi dito aqui, tem mais uma coisa que não entendi na modernização desses aviões, que foi a retirada dos canhões! Sim, eles foram retirados. Nenhuma imagem dos exemplres modernizados mostra eles equipados com canhões. E alguns dos que voam atualmente (3 ou 4 células) ainda não modernizados, também não contam com essas armas.

  128. “Em outro lugar eu vi uma declaração de que os A-4 foram ineptos na guerra das Malvinas, era tratar câncer com aspirina.”
    .
    Nesse caso você viu a declaração mais furada possível sobre a história daquele conflito. Mais da metade dos navios britânicos afundados nas Malvinas foram atingidos por jatos A-4.

  129. O Vader já disse mas eu vou dizer novamente……
    .
    E eu só tenho uma coisa a dizer agora: BEM FEITO!
    .
    A realidade meus caros é que a MB está pagando caro, na carne, pelas péssimas escolhas que fez e especialmente por ter sido conivente (eu diria até cúmplice) das bandalheiras praticadas pelo ParTido em conluio com a empreiteira “Cúmpanhêra”. Se deixaram levar pelo conto da carochinha da “árvore de dinheiro do Pré-sal” e aceitaram passivamente o engodo do PROSUB achando que depois teriam PROSUPER, PRONAE, PROPQP, duas frotas, etc e tal. O resultado está aí! o EB e a FAB, que foram mais cautelosos e pragmáticos, estão tendo bem menos dificuldade para tocar os seus programas.

  130. Puxa vida, que diferença fizeram os A-4 nas Malvinas. Até peço escusas para quem acha o A-4 a melhor maravilha do mundo, nossa que desempenho, fabuloso. Não me admira quem ache isso. Para essas pessoas a modernização dos A-4 paleolíticos é um dever. A MB de volta para a pedra lascada. Esses “ispecialistas”… É sempre os mesmos kkkkkk.

  131. Não se trata de “torcer contra o próprio país” Galante mas sim de constatar o óbvio! Qualquer pessoa que trabalhe em adm. pública sabe que enquanto as necessidades são infinitas, os recursos são limitados. E é sabido por todos que no mundo inteiro existe uma má-vontade generalizada em se gastar com Defesa. Diante de qualquer conjuntura saltava ao olhos que era absolutamente inconveniente e temerário gastar uma quantia tão elevada em um programa como o PROSUB. E o que fez a MB? aceitou de boa, foi até cúmplice. Agora compare com o que a FAB fez quando o Aiatolá de São Bernardo fez a sua famosa escolha “político-etílica” para o FX-2?

  132. Ivanmc, não venha torcer as coisas pra fazer trollagem: você escreveu uma baita besteira sobre o conflito das Malvinas, recebeu uma resposta sobre os fatos corretos a respeito do que ocorreu no já bem distante ano de 1982 e pronto.
    .
    Eu não mencionei nada, nessa resposta que te escrevi, sobre a atual modernização dos A-4, modernização aliás que nunca gostei muito e sobre a qual já comentei inúmeras vezes nos últimos anos. Ou seja, o “ispecialista” em escrever besteira sobre os demais, aqui, é você.

  133. Pois é, se o A-4 fosse tão ruim assim, não seria usado pela Draken International como adversário para as Forças Armadas dos EUA.

    A ignorância de alguns comentaristas é gritante.

  134. HMS Tireless, eu vejo sim torcida contra o país e contra a MB em vários comentaristas, é um problema do brasileiro, complexo de vira-latas.

    O Prosub está andando, não dá pra ficar chorando pelo leite derramado como as viúvas do Rafale ou do Sukhoi.

    Ainda bem que o Brasil conseguiu continuar a construir submarinos, poderia ficar sem nada, mas pelo menos saiu alguma coisa.

    Agora vocês vão ficar reclamando do Prosub até o lançamento dos submarinos ao mar ou até a volta de Cristo?

  135. Fernando “Nunão” De Martini.
    .
    Eu não quis ofender ninguém. Os A-4 tinham menos de 2 minutos para combater assim que chegavam na bahia de Port Stanley. Os próprios pilotos alegaram isso. Assisti documentários no HistoryCH, eu tive na década de 80 a enciclopédia Máquinas de Guerra a qual tratava do combate das Malvinas. E a vários videos no Youtube que tratam do assunto é só pesquisar. Não sou melhor do que ninguém, e também não dou carteiraço disso ou que sou a última bolachinha do pacote. Eu aprendi que é válida a livre manifestação de conhecimento e opiniões. Posso não concordar, porém respeito. E também, eu respondo a altura quando me chamam de troll. Não adoto mais uma postura beligerante. Até em respeito aos foristas e autores do site.

  136. Seu comentário de 27/07/2017 às 11:58 não condiz com essa sua vitimização, Ivanmc. Trollagem pura e simples, como tantas que já vimos você fazer. Claro pra quem quiser enxergar.

  137. Galante, o PROSUB está andando a que preço? A força de superfície está definhando e morrendo, o A-12 foi desativado e mesmo a obtenção de navios patrulha está enfrentando problemas. Não vou nem falar na modernização dos A-4 pois teria de relembrar muita besteira feita no meio do caminho (uma delas foi não ter comprado os A-4NZ quando estes foram desativados. Eram aeronaves modernizadas com radar APG-66 e motor F-404).
    .
    Voltando ao atual estágio da MB, essa ânsia impensada por um SubNuc vai nos levar à risível situação de sermos uma guarda costeira com um SSN. E ainda correndo o risco de não haver recursos para custear a operação do mesmo. Era melhor ter prosseguido nos IKLs e usar os recursos para outros programas como os das unidades de superfície e quem sabe uma modernização de verdade do SP, que permitisse a ele operar até termos um NAe de verdade.

  138. HMS Tireless, o problema não é o custo do Prosub, é o custo da Copa e das Olimpíadas, mais a roubalheira da Petrobras.

    Não foi o Prosub que quebrou o país.

  139. Fernando “Nunão” De Martini 27 de julho de 2017 at 12:20.
    .
    “Seu comentário de 27/07/2017 às 11:58 não condiz com essa sua vitimização, Ivanmc. Trollagem pura e simples, como tantas que já vimos você fazer. Claro pra quem quiser enxergar.”
    .
    Um pouco de contexto, vamos fazer um exercício Hermenêutico, igual na disciplina de Instrumentalização científica na graduação:
    Inepto quer dizer incapaz. O A-4 teve aptidão para o combate nas Malvinas, porém foi incapaz, leia-se Inepto, como instrumento de guerra para modificar o quadro da derrota dos Argentinos perante os Ingleses nas Malvinas. Por ser um avião antiquado para tal contenda, não hábil. Você tem que entender o contexto. E também, não sou vítima, pelo contrário aprendo bastante com a Trilogia e outros veículos de mídia, as quais falam de avoões num sentido mais abrangente.
    peço escusas novamente para Vossa Senhoria, se nalgum momento feri os seus sentimentos e brilhante sabedoria.
    .

  140. Sim, o custo da Copa da Olimpíada e da corrupção endêmica quebrou o país, isso é irrefutável. Também é irrefutável a boa intenção e os bons objetivos dos programas militares, incluindo o FX, o Prosub, etc… o país tem e quer adquirir e desenvolver tecnologia e dotar suas forças armadas de equipamentos, sendo que a escolha dos fornecedores deve ser a melhor dentro dos parâmetros pré-estabelecidos (preço, conveniência política, transferência de tecnologia).
    O problema maior é que nossas forças armadas não fazem uma escolha entre serem bem equipadas ou tecnologicamente independentes. Compramos equipamentos militares usados, mas investimos em programas caríssimos. Ficamos sem equipamentos por falta de manutenção e não garantimos verbas para as pesquisas tecnológicas. Não damos prioridade aos programas que iniciamos, encerramos eles pela metade, contingenciamos, atrapalhamos os parceiros e não raro, jogamos fora tudo o que adquirimos para começar tudo de novo. O AMX foi um programa de sucesso, tanto que gerou o crescimento da EMBRAER e mesmo nele, houve atrasos, falta de prioridade e contingenciamentos, de 76 aeronaves, vieram 53. O Super Tucano, idem, de 180 viraram em 99. As FFAA ainda não se decidiram se são um instrumento de segurança nacional ou um vetor desenvolvimentista. Porque se decidirem ser o primeiro, precisam estar equipadas no estado da arte, o que significa adquirir equipamentos de prateleira com gastos menores que os de desenvolvê-los. Mas se decidirem ser um vetor desenvolvimentista, tem que entender que os programas tem que ser tocados nos prazos e condições razoáveis e não abandonados no meio do caminho. Nossas FFAA são evidentemente muito bem intencionadas, ninguém ouse falar mal de seu amor pelo país e sua probidade, porque as forças não se confundem com a parte podre de seus homens, coisa que acontece em todos os meios e profissões. O problema é que, pelo menos me parece, não há recursos nem massa crítica para ser um instrumento de segurança nacional pleno e um vetor desenvolvimentista ao mesmo tempo, é preciso escolher, coisa que infelizmente, elas não fizeram ainda e que causa essas discussões (sadias) que vemos aqui no blog e os problemas que constatamos.

  141. Fernando “Nunão” De Martini 27 de julho de 2017 at 13:03
    Escusas aceitas, oh, nobre, brilhante e sapientíssimo trollador.
    .
    OK.
    Fique tranquilo não vou mais poluir vosso site com os meus comentários fantasiosos.

  142. É fácil julgar o que foi feito lá atrás com os olhos de hoje…aposto que muitos que crucificam o
    “NAeSP” e os “A-4s” estariam criticando hoje a não aquisição dos mesmos alegando que teria
    sido uma oportunidade perdida.
    .
    O governo FHC foi ruim para os militares e foi mesmo e em 2004 o então Presidente Lula disse à marinha que o governo dele iria compensar 15 anos anteriores perdidos…só que em 2004 a marinha perdeu o “Pernambuco” e a “Dodsworth” que nunca foram repostos e a corveta “Barroso” cujas obras já estavam atrasadas , atrasou ainda mais e acabou substituindo o “Pará”, um navio maior que finalmente deu baixa em 2008 e de lá para cá houveram mais reduções.
    .
    Se o então Presidente Lula retirou milhões de brasileiros da pobreza, mesmo não sendo sustentável, ótimo, mas, bancar tal assistencialismo minou outras áreas e pessoalmente acredito que as forças armadas foram prejudicadas, mas, a marinha simplesmente não podia
    aposentar o “NAeSP” e a modernização dos “A-4s” sem dar uma chance de melhora na
    situação econômica, que infelizmente não ocorreu.
    .
    Navios velhos são imprevisíveis, ainda mais quando o AMRJ encontra-se desatualizado…
    e mesmo “Newport News” surpreendeu-se quando recebeu o então “USS Enterprise” em 2008
    para uma última revitalização que acabou custando muito mais que o planejado e levou muito
    mais tempo também…isso que foi “Newport News” que o construiu

  143. “É fácil julgar o que foi feito lá atrás com os olhos de hoje…aposto que muitos que crucificam o
    “NAeSP” e os “A-4s” estariam criticando hoje a não aquisição dos mesmos alegando que teria
    sido uma oportunidade perdida.”
    .
    Verdade, Dalton.
    .
    Eu mesmo não sou favorável, há anos, à continuidade de NAe CATOBAR na MB, seja o binômio São Paulo (A12) + A-4 Skyhawk, seja no futuro o A12 (e depois um sucessor) + Gripen M.
    .
    Mas, a partir do momento em que a Marinha mostrou que não desejava abrir mão dessa rota, minha crítica se colocava na modernização do A-4, que eu achava extensa demais para uma aeronave destinada a uma transição, mais de manutenção da doutrina de operação do que efetiva capacidade de combate, e que deveria focar mais na disponibilidade de motores e outros sistemas básicos do que em radares e outros equipamentos mais caros e complicados de integrar (em que pese estes serem importantes também para a própria operação, como facilitar a aproximação para enganchar etc).
    .
    E acho que a prioridade deveria ter sido dada ao NAe, em sua reforma. E mesmo essa, eu achava que se encaminhava para algo um pouco mais complexo do que eu gostaria, com tipo de propulsão diesel-elétrica mais sofisticada (o que é positivo por um lado) e geração de vapor separada, do que eu consideraria mais factível: quatro turbinas a gás LM2500 para gerar perto de 100.000 cavalos (a propulsão original gerava pouco mais de 120.000) o que certamente reduziria a velocidade máxima do NAe, mas ainda assim, provavelmente, ficaria acima da que atinge o Charles de Gaulle, por exemplo. Seria mais “gastona”, mas creio que menos do que a planta atual (que de qualquer forma não mais é eficiente / confiável).
    .
    Haveria mais espaço para combustível (turbinas são relativamente leves e compactas) desde que se fizesse o devido acréscimo de lastro para compensar a retirada das pesadas caldeiras, tubulações, condensadores etc – em parte compensados pelos obrigatórios geradores diesel para a eletricidade.
    .
    E também aposentaria as catapultas e não haveria necessidade de se instalar planta geradora de vapor para elas. Seria instalada uma rampa ski-jump como foi feito no antigo Hermes britânico (compensando-se, se possível, o desequilíbrio com o lastro que já seria necessário pela troca da propulsão a vapor por turbinas a gás). Caso o eventual Sea Gripen / Gripen M desejado pudesse operar no modo STOBAR, seriam mantidos os cabos de parada. Caso contrário, o navio operaria F-35B.
    .
    Mas isso são apenas elucubrações distanciadas da realidade orçamentária e sem grandes preocupações técnicas além das mais básicas. Apenas para reafirmar que, nessa visão de priorizar a reforma (longa) do NAe frente aos aviões, os A-4 seriam apenas reformados / atualizados para manter o esquadrão voando enquanto isso, e não extensamente modernizados. Enfim, apenas lembranças de ideias passadas, que formulei pontualmente ao longo dos anos. O futuro já é outro.

  144. Quanto aos A-4 argentinos na Falklands:
    Os A-4 eram os melhores vetores de ataque disponíveis aos argentinos. Eram rápidos, mesmo sendo subsônicos, de difícil detecção visual pelos ingleses devido ao seu tamanho reduzido, eram os vetores argentinos que mais tempo podiam ficar sobre o TO, além de serem os únicos capazes de realizar REVO (ao contrário dos Dagger e Mirage III). Como bem disse o Nunão, foram responsáveis por mais da metade dos navios ingleses avariados ou afundados. Os problemas que eles enfrentaram não foram por culpa do vetor e sim, pelas bombas e suas espoletas (há vasta matéria aqui na trilogia tratando exatamente sobre isso) e também pela FAA e a ARA não terem um míssil ar-ar disponível para eles. E a versões operadas pela FAA eram a B e a C, as mais antigas do modelo e a da ARA era a versão Q. Se os argentinos tivessem armas melhores (bombas padronizadas e algum míssil ar-ar) e tivessem mais uns 2 ou 3 KC-130 extras (tinham só 2), os A-4 teriam dado muito mais dor de cabeça para os ingleses. E isso com os aviões como eles estavam equipados mesmo ….. logo, pode-se perceber que os resultados dos A-4 foram bastante razoáveis. Só não foram melhores por fatores que independiam do vetor.

  145. Nunão…
    .
    você descreveu o que penso com sua invejável capacidade de escrita e síntese, mesmo ” sem
    grandes preocupações técnicas ” e além do mais a marinha brasileira não é infalível nem poderia ser já que é constituída por seres humanos.
    .
    A marinha brasileira caso tivesse aposentado o “NAeSP” mais cedo não estaria tão melhor hoje
    agora é bola para frente e “Defensora” para o ano que vem 🙂

  146. Falando em Defensora, nesta minha última ida ao Rio, ela estava já bem mais bonita e com cara de pronta para voltar à operação, ao menos externamente, comparada ao que vi em viagens anteriores.
    .
    Pude ver bem de perto, apesar de brevemente. Sensores instalados, pintura novinha, sem o velho Boroc, externamente está um brinco.

  147. PS: e quem sabe compra do HMS Ocean e término da construção do NPa Maracanã para o ano que vem ou 2019 o mais tardar… (dois extremos, rsrsrs). E, quem sabe ainda, o lançamento de uma nova EDCG atualmente em construção no Arsenal. É o que temos pra hoje, quer dizer, pra 2018, 19, 20, sendo bastante otimista.

  148. o A-4 atualizado verdadeiramente, tem tanto valor quanto qualquer LIFT trainer moderno….dependendo do requisito, talvez até mais…dependendo de outros…pouco menos….
    .
    Digo isto apenas para guardar as devidas proporções…..
    .
    Não se pode ambicionar um MB-346 e desdenhar um A-4M realmente armado.
    .
    Agora, o tempo dele passou? Passou…! Pois fazer agora o que deveria ter sido feito a 10 anos atras não possibilita obter os ganhos que eram pretendidos….

  149. Nunão, muito bom….
    .
    De fato teria sido uma alternativa interessante e bem menos dispendiosa, ao menos naquilo relacionado ao vapor….certamente daria uma economia bem razoavel na conta final….
    .
    No entanto, talvez a skijump teria de “matar” o elevador de vante….
    .
    Uma das coisas que cheguei a pensar seria a instalação de um “bico de pato” na proa, ao final da corrida das catapultas. Assim, uma Skijump curta e de grau suavizado de uns 6o. apenas talvez fosse possivel. isto adicionaria um impulso extra as catapultas dele sem ter de altera-las.
    .
    Nos testes do Rafale, os Franceses já tinham definido que o Foch seria retirado de serviço e assim, instalaram apenas uma rampinha provisoria muito curta e com apenas 1,5 graus positivo apenas para as simulações de Take Off…mas porque não….? acho que 6o. graus talvez fosse possivel se estendesse um bico com 20 metros do termino do trilho…..uma estrutura leve e oca tal como são estas rampas…

  150. Carvalho, acho que eu até já vi essa sua ideia tempos atrás.
    .
    Mas creio que a grande vantagem do ski jump seria eliminar catapultas e todo o problema de manutenção, de geração de vapor, peso etc que elas acarretam, pensando numa remotorização do São Paulo – isso, é claro, levando em conta a exequibilidade de uma corrida mais longa (comparada ao percurso em outros navios-aeródromos tipo STOBAR, que tem mais espaço disponível para flexibilizar o uso do convoo), que precisaria ser desde quase o fim do convoo no caso do A 12, e não perto de 2/3 como no caso dos NAe Stobar da Rússia, Índia e China.
    .
    Como o índice de saídas seria bem menor do que o possível com duas catapultas, creio que haveria uma divisão bem clara do uso dos elevadores: o situado à vante da ilha seria preferencialmente para para baixar os aviões após o pouso / enganche, e o situado à ré, para suprir os que fariam a corrida de decolagem – não que preferencialmente a coisa já não fosse assim, mas isso ficaria mais evidenciado pela necessidade de se ter espaço para a corrida na parte mais “reta” do convoo, com algum prejuízo para a quantidade de aeronaves estacionadas no convoo. Afinal, estamos falando de um NAe pequeno, não tem muito jeito mesmo. Nem sei se o comprimento do convoo do A12 seria adequado para a corrida de decolagem de um eventual Gripen M, ou outras opções possíveis (a área que poderia ser utilizada para a corrida não é muuuuuito menor que a do “Vida mardita” indiano, mas cada metro conta nesse caso).
    .
    Mas isso, como bem frisei, é só elucubração a partir da lembrança de ideias do passado, de vários anos atrás, num dia em que estou na frente do computador com preguiça de fazer o que realmente preciso… Melhor voltar ao trabalho.

  151. Se a MB isto, se a M aquilo, senão tivessem jogado dinheiro fora em projetos sem pé e sem cabeça e assim vai,mas vi ver que é assim que o Brasileiro gosta……

  152. Para mim, um exemplo de que a MB parece não saber o que quer, ou no mínimo, parece não ter uma gestão racional do seu orçamento, é a lista de peioridades anunciadas pelo CM um tempo atrás.1° – Prosub, 2° – Corvetas Tamandaré e 3° – Navio-aeródromo. Não consigo entender como, de qual maneira, o almirantado quer priorizar um novo navio-aeródromo antes de possuir escoltas capazes de defender esse navio capital pretendido! Ou os almirantes acreditam que poderão escoltar um futuro A-13 com corvetas? No meu humilde entendimento de entusiasta, uma maeinha deve possuir submarinos para negação de uso do mar (prosub), navios de superfície do porte de corvetas como as Tamandarés e fragatas (essas sim, com velocidade, capacidade e tamanho para portar armamento suficiente para escoltar com eficiência um navio capitânia). E a MB parece ter desistido das fragatas (prosuper) e quer pular para o pronae.
    Pelas projeções e pelo que se espera, levando em conta toda a conjuntura atual e previsível, daqui 10 ou 15 anos, as duas Greenhalgh já terão dado baixa, no mínimo 2 ou 3 Niterói também, as duas Inhaúma sobreviventes, idem. A MB terá, com muita sorte, 4 corvetas Tamandaré, a Barroso e quem sabe, uma 2 ou 3 Niterói (essas já com mais de 50 anos de operação). A MB quer um porta-aviões? Pois então forme, primeiro, uma força de superfície capaz de proteger esse navio.

  153. Flanker…
    .
    acho que tudo é uma questão de interpretação…não que eu saiba interpretar melhor do que você, apenas é como vejo a questão.
    .
    Em primeiro lugar acho que há uma preocupação excessiva em escoltar o “NAe”…claro que é necessário, mas, ninguém na marinha está pensando em enviar um NAe sem escolta para uma zona de guerra, mesmo que o Atlântico Sul se torne uma o que parece quase certo para muitos.
    .
    Um “NAe” demandará muito mais tempo para ser planejado, construído e finalmente declarado
    capaz o que ocorre anos depois do mesmo ser incorporado…então até lá existirão sim navios
    de escolta capazes de “escolta-lo”, ou seja, não é porque não foi mencionado como prioridade
    que os combatentes de superfície do porte de fragatas foram esquecidos.
    .
    É assim que vejo.
    .
    abraços

  154. Dalton, assim espero!
    Mas o CM poderia citar isso, correto? Analisando friamente o “papel”, nele esta escrito que a MB quer obter os meios nessa ordem de prioridade, levando ao entendimento da meneira que eu expus.
    Mas torço para que a MB adquira navios do porte de fragatas, que comporiam, junto com a Tamandaré, a força de superfície. E falo na necessidade de fragatas não somente para escolta de um hipotético NAe (usei isso para ilustrar, já que se fala em NAe mas não em fragatas, e é isso que eu estranho). Fragatas, como bem sabemos, são habilitadas para escolta, mas muito mais podem fazer, compondo uma FT, mesmo sem NAe, ou mesmo operando sozinhas.
    Espero que aquisições ocorram, mesmo que de navios de segunda mão, para mamtermos uma capacidade de combate de superfície minimamente crível, levando-se em conta o tamanho de nossa costa e de nossa área de responsabilidade no Atlântico Sul e, para isso, por melhores que sejam, corvetas não possuem sequer a autonomia necessária para longos deslocamentos ou patrulhas mais demoradas.

  155. Se contratarem um NAe em 2020, o bicho dificilmente vai estar ativo antes de 2035 e ainda se terá de gastar muito tempo e dinheiro gerando a Doutrina que se perdeu…
    Tempo tem, mas né, tic tac, tic tac… E quando vemos, já é 2035 e nada.
    .
    Eu sou defensor do NAe, mas sem dúvida nenhuma ele não é a saída mais racional no momento. O negócio a ser feito é partir para um NPM com condições de operar F-35B no futuro (2025), se o NAe continuar a se mostrar inviável. Se o NAe sair, o NPM continua sendo extremamente útil a força, ai não precisam comprar F-35B.

  156. Aliás, F-35B seria realmente necessário comprar… pq se o NAe CATOBAR sair lá por 2025, significa que estaremos sem asa-fixa embarcada até meados de 2040.
    .
    Ou seja, F-35B é a asa-fixa mais “acessível” por bons 20 anos, nesse “cenário”… até um NAe chegar.

  157. Contar com o F35B seria ótimo, mas acho que o fato de ser um caça superior e mais caro que o escolhido pela FAB seria um obstáculo. Politicagem é ciúmes são uma M
    .
    Talvez possa haver mais alguns obstáculos como o tipo de armas que poderiam compartilhar e integrar.
    .
    Mas que seria ótimo, seria

  158. Carvalho…
    .
    sim…o F-35B poderá lançar mísseis anti navios como o atualmente em desenvolvimento e
    outras nações poderão configurar mísseis próprios e não apenas do inventário americano, mas,
    dependendo da arma não poderão transporta-las internamente apenas de cabides nas asas.
    .
    abs

  159. Srs

    Apenas para ajudar a esclarecer.

    O SP foi construído com um sistema de propulsão tradicional vigente desde há mais de 100 anos em que turbinas a vapor alimentam, através de conjuntos de engrenagens e eixos, hélices para mover o navio. Em tal solução, o vapor para as turbinas é obtida de caldeiras alimentadas por óleo combustível e levado as turbinas por tubulações de vapor a alta pressão. E, o vapor também é utilizado para acionar as catapultas.

    Para a manutenção/modernização do sistema de propulsão do SP havia 3 possíveis soluções:

    1 – Seguir a proposta francesa onde seriam eliminadas as turbinas a vapor, caldeiras e sistemas de transmissão (conjuntos de engrenagens) e inseridos motores elétricos para o acionamento das conjuntos eixos/hélices. Estes motores elétricos seriam alimentados por grupos geradores diesel elétricos de grande potência (solução adotada em alguns grande navios de cruzeiro). Para a geração de anergia para os sistemas de elétricos e eletrônicos também seriam utilizados geradores diesel elétricos e para as catapultas seria utilizado um novo conjunto de caldeiras para fornecer o vapor necessário.
    É uma solução híbrida, complexa e cara.

    2 – A segunda alternativa foi a citada pelo Jovem Nunão, onde as turbinas a vapor e as caldeiras para a propulsão seriam substituídas por turbinas similares as utilizadas nos aviões a jato. Para a geração de energia elétrica seriam utilizados geradores diesel elétricos e, quanto as catapultas, ou seriam eliminadas sendo substituídas por um sky jump ou, seguindo a solução francesa, dotando o navio com um novo conjunto de caldeiras para fornecer vapor para elas.
    É uma solução mais simples que a anterior, mas ainda exige bastante quanto a mudanças estruturais no navio, inclusive quanto a filosofia de uso, no caso do abandono das catapultas.

    3 – A terceira solução, é curiosamente, a menos complexa de execução, pois representa a manutenção da solução existente, conservando as turbinas a vapor e as caldeiras, executando-se apenas a substituição das partes desgastadas.
    Aparentemente não é uma solução bem vista pelos “experts”, pois é considerada obsoleta.
    Mas é uma tecnologia consolidada e utilizada até hoje nos CVN’s e nos submarinos nucleares. Por exemplo, o nosso submarino nuclear (menina dos ohos da MB), terá turbinas a vapor e tubulações de vapor a alta pressão (dispensará apenas as caldeiras que, no caso, serão substituídas pelo reator e por trocadores de calor).
    Cabe observar, ainda, que é uma solução em uso até hoje em usinas térmicas a carvão, a óleo combustível e nucleares em todo o mundo, inclusive no Brasil.
    É curioso ver o desinteresse da MB e até a aversão por esta solução que é consolidada e que, inclusive, precisamos ter o domínio técnico, e a sua opção por uma solução híbrida, a proposta francesa, o que representava um risco bem maior de novos problemas e atrasos pois exigiria muito mais alterações estruturais no navio.
    A alegação de falta de pessoal qualificado é, ainda mais estranha pois lidar com turbinas a vapor, tubulações de vapor a alta pressão e caldeiras não é o fim do mundo e, em última instância, há grande expertise do assunto no Tio Sam.

    O fato é que a solução mais simples para o problema foi deixada de lado e se buscou uma solução complexa e mais cara nunca utilizada em NAes. E, a partir desta escolha, de sua complexidade e custo, houve a decisão de sucatear o SP, alegando-se risco de não dar certo e de o tempo de execução ser muito elevado (curiosamente, A MB gastou mais de um década com o navio parado aguardando uma decisão pela sua manutenção).

    Independentemente da questão da MB precisar ou não de NAes para cumprir sua missão básica (a defesa dos interesses do Brasil no mar), o SP é um interessante caso onde os fatos se opõe ao discurso, onde as ações se opõe as intenções declaradas.
    E os A4’s e toda a viação naval está inserida neste contexto.
    Sds

  160. Control, bom dia. A opção 3 é a que a Marinha tentou, dentro do que tinha possibilidade e capacidade ainda de fazer, ao longo de pelo menos 10 anos. Não deu certo, em especial com os turbo geradores. Pra essa solução 3 ser viável, creio que teria que substituir todos os conjuntos de caldeiras, tubulações de alta pressão e condensadores por novos, para realmente ter uma solução confiável e de manutenção e operação menos intensiva do que os sistemas de uma realidade de 50 anos atrás. Ou seja, precisaria fazer uma “cirurgia” no navio da mesma forma que nas opções 1 (principalmente) e 2. E isso para instalar um sistema que, no caso da caldeira a óleo, é menos econômica e mais cara de manter que as opções 1 e 2.

  161. O mais economico seria abandonar as caldeiras, tubulações de alta pressão e catapultas, instalando uma simples Skijump. questão é se a rampa iria trazer interferencia com o elevador de vante que fica quase no meio da corrida…

  162. rs
    Jovens Nunão e Carvalho
    Para vocês terem uma ideia, para a geração de energia elétrica (não tenho dados confiáveis quanto a aplicação em propulsão naval), a solução mais cara (não considerando a nuclear), no caso de usinas térmicas, é a que faz uso de geradores diesel e a mais barata é a de geração com o uso de turbinas a vapor com óleo combustível ou carvão (não se considera aí, claro, os custos ambientais). Isto falando em construção e manutenção ao longo da vida útil da usina.
    Considerando que tecnicamente o conjunto é muito similar, não há razões lógicas que a mesma ordem de valores não se aplique ao setor naval.
    Não é fácil de compreender, portanto, o que aconteceu no caso do SP.

    Jovem Carvalho
    Certamente um STOBAR é mais barato que um CATOBAR, porém como citado acima, no que tange a propulsão, a solução mais econômica ainda seria manter as turbinas a vapor..
    Sds

  163. Control,
    No caso de geração de energia elétrica em plantas estacionárias os equipamentos são de fato similares aos de propulsão por caldeiras a vapor / turbinas, tanto que, na segunda metade dos anos 1930, a US Navy conseguiu padronizar a propulsão sofisticada e mais eficiente de seus novos destroires a partir de modernso sistemas estacionários de geração de eletricidade, com vapor em altas temperaturas e pressões, caldeiras de alto rendimento, turbinas mais leves de alta e baixa pressão, incluindo mesmo turbinas para velocidade de cruzeiro, redutoras duplas para adequar as altíssimas rotações às mais adequadas para os propulsores etc.
    .
    Porém, embora seja a solução mais adequada para gerar as altas potências para altas velocidades se pico, ela não é a mais eficiente em consumo de combustível para a maior parte do tempo em que o navio se desloca, em cruzeiro, em rotações mais baixas. Daí passaram a ser privilegiadas, em especial nas decadas de 60 e 70, siatemas que combinavam vapor e turbinas a gás, motores diesel combinados a turbinas a gás, ou combinações destas.
    .
    A propulsão por caldeiras a óleo/ turbinas a vapor foi perdendo a primazia, e tornando-se mais rara em novos navios, conforme as outras tecnologias se desenvolviam mais e mais, e mostravam-se também menos intensivas em pessoal embarcado e em necessidade de manutenção do que o velho e consagrado sistema. Em terra, as caldeiras a combustível líquido ou sólido sofrem menos com a corrosão e são mais fáceis de manter do que as que sofrem com o ambiente marinho – e vale lembrar que no caso dos turbogeradores dos navios, as águas da Guanabara, onde eles têm que operar quando o navio ainda não está pronto para deixar o cais, se mostraram especialmente prejudiciais no caso do São Paulo.

  164. Lá vou eu de novo. Já passou da hora de começar-mos a desenvolver a utilização de supercondutores, é a tecnologia naval do futuro.

  165. Continuando: no caso do São Paulo tentou-se manter e fazer as trocas de tubulações (e retubular caldeiras é algo especialmente trabalhoso, mas necessário periodocamente, em navios a vapor) etc do sistema original, mas tudo isso ocorreu ao mesmo tempo em que se perdeu muito da mão de obra com experiência nesse tipo de manutenção em navios de guerra – duas décadas atrás a MB ainda operava vários navios a vapor, incluindo do porte de escoltas, isso foi caindo, e recentemente, com a baixa do último NDD classe “Ceará”, sobrou apenas o São Paulo, justamente com a planta mais potente, complicada e intensiva de manter.
    .
    Tentou-se ao longo de dez anos, consertava-se uma parte, saía para testes, estragava outra, e assim sucessivamente. Se por azar, por erros diversos, por perda de capacidade ao longo do tempo, recursos financeiros, por avaliações erradas, ou uma combinação disso tudo e mais um pouco, o fato é que não deu certo consertar os sistemas de propulsão e geração de energia originais do navio.
    .
    Concluiu-se que, no mínimo, os turbogeradores precisariam ser substituídos por geradores diesel, cortando-se o casco para instalar (pois no caso de navios aeródromo nem sempre dá pra fazer esses equipamentos sairem ou entrarem pelos conveses, pois muitas vezes há hangares, depósitos, aparelho de parada, catapultas, elevadores, a ilha e tudo o mais ateapalhando cada caminho). E assim, se já seria preciso fazer uma cirurgia considerável no navio para isso, faria sentido aproveitar pra trocar toda a propulsão. Chegou-se a uma conta salgada para o sistema que acharam mais indicado (grandes geradores diesel-elétricos para alimentar grandes motores elétricos) e caldeiras menores para gerar vapor para catapultas.
    .
    Mas enfim, tudo isso para dizer que, se não fosse essa a opção escolhida (diesel-elétrica), uma outra opção com nova planta com caldeiras a óleo e turbinas a vapor mais modernas (pois a velha planta mostrou-se inviável manter, seja por seus problemas, seja por perda da capacidade que havia décadas atrás) não sairia necessariamente mais barato na instalação e na manutenção futura – há diferenças no desgaste comparada a sistemas estacionários, em terra, e isso torna a manutenção mais intensiva que outras alternativas.

  166. Srs
    Jovem Nunão
    As máquinas de usinas geradoras de sistemas elétricos precisam operar síncronas a ele (diferente de máquinas estacionárias operando isoladas) o que exige, por um lado controles bastante precisos e por outro submetem as máquinas a esforços mecânicos violentos quando de instabilidade do sistema elétrico. E os geradores não podem ficar meses parados, pois isto é economicamente inaceitável.
    Portanto, as exigências quanto a manutenção são grandes, não apenas quanto aos equipamentos ligados a água e ao vapor como aqueles associados a estrutura mecânica.
    Assim é bastante curioso, para dizer o mínimo, que a ordem e os custos sejam invertidos, no que se refere a aplicação naval, daquele existente no setor elétrico.
    Como, aliás, é também muito curioso, o fato de que a MB não conseguiu achar aqui e no resto do mundo empresas e pessoas qualificadas para dar manutenção nas caldeiras, tubulações de vapor e turbinas do SP. Será que a MB só conhece as cercanias do RJ e a DCNS?
    Quanto a questão da economia, qualquer máquina tem seu ponto de maior eficiência e isto inclui os três sistemas de propulsão e, para regimes variáveis de velocidade, nenhuma das opções consegue atender bem, é eficiente apenas em parte dela (curvas de torque e potência).
    A solução híbrida onde motores elétricos são alimentados por geradores, é a que apresenta melhores resultados para condições de regimes variáveis de velocidade, mas apenas aquelas que fazem uso de vários geradores para alimentar os motores, pois é possível dividir as cargas e manter os geradores dentro de sua melhor faixa de operação. Porém o controle dos motores e geradores é bem mais complexo.
    Como a MB já sofria com dificuldades de manutenção com os velhos sistemas de caldeiras e tubulações, imagine as dificuldades e os tempos de manutenção para uma solução híbrida como esta.
    O que se depreende da questão toda do SP é que a MB precisa melhorar a qualidade de seus engenheiros e técnicos de manutenção e, por mais que os marinheiros se sintam desconfortáveis, a sua gestão.
    Como qualquer profissional de qualidade dirá, é pré requisito do bom administrador conhecer o processo de seu empreendimento. Como o antigo presidente da Toyota dizia, o presidente da empresa precisa gastar os sapatos percorrendo o chão das fábricas para estar ciente dos problemas e dificuldades do processo produtivo.
    Os almirantes não estão conhecendo bem os seus navios e a capacidade e a necessidade de qualificação de seu pessoal.
    E, comandante que não sabe como manter o seu navio deve ser aposentado com desonra pois o navio é sua ferramenta de trabalho e seguro de vida dde si de de seus subordinados, enfim, sua razão de ser como comandante.
    Sds

  167. Importante ajustar o foco para não perder a fé no Brasil e nas FFAA. Nenhum planejamento resiste a uma bandalha nas contas públicas como esta que aí está. Se erro existiu foi o do Almirantado confiar nesses governos aí. Assim, tocar PROSUB, SNBR e aviação embarcada a um só tempo não dá. Navio novo, zero milha é mesmo a opção correta. Daí o acerto em investir no PROSUB – altamente compatível com o SNBR. O arrasto tecnológico vai contribuir para o domínio da propulsão nuclear, a única capaz de justificar um NAe. E o que aprendemos de avnav já é patrimonio. Até conseguir o NAe nuclear o jeito é fazer como os argentinos: avnav baseada em terra. É o jeito de aproveitar pelo que já pagamos. Leve o tempo que for preciso, mas é preciso se esforçar. Não adianta parar. E nada de confiar nessa gente.

  168. Control 30 de julho de 2017 at 9:12
    Control 30 de julho de 2017 at 17:40
    Control 2 de agosto de 2017 at 7:17

    O senhor foi direto aos pontos!
    Esta sequência de comentários, muito esclarecedores, me fez mudar alguns pontos de vista.

    Cordiais saudações senhor.

  169. Este sistema de usar motores baseados em turbinas aeronauticas ligados a geradores de energia que acionam motores elétricos tambem foi usado em locomotivas, as GTEL (Gas Turbine-Electric Locomotive).
    Pena que eram gastadoras demais e para economizar por usaram oleo combustível barato e acabaram por reduzir muito a vida útil destas turbinas GE, foram ficando em desuso.
    .
    “Uma locomotiva gás turbina-elétrica, ou GTEL (Gas Turbine-Electric Locomotive), utiliza uma turbina de combustão interna tipo turboshaft para acionar através de engrenagens de redução um gerador elétrico ou alternador. A corrente elétrica produzida é utilizada para alimentar seus motores elétricos de tração que irão movimentar a locomotiva, exatamente como em uma diesel-elétrica. Este tipo de locomotiva foi primeiramente experimentado nos anos de 1920, alcançando seu pico de desenvolvimento entre 1950 e 1960.

    Uma turbina apresenta algumas vantagens sobre um motor a pistão. O número de partes móveis é muito menor, conseqüentemente é mais leve e menor para a mesma potência de saída, fazendo com que a relação peso/potência seja muito favorável. Entretanto, sua potência de saída e eficiência cai drasticamente em baixas velocidades de funcionamento, diferentemente de um motor a pistão, que possui uma curva de potência comparavelmente mais plana. Turbinas são muito ruidosas e também consomem muito combustível, principalmente quando estão em baixas velocidades.

    Locomotivas gás turbina-elétricas são muito poderosas. A ferrovia norte-americana Union Pacific (UP) operou um grande número de locomotivas deste tipo, foi também a única estrada de ferro a utilizar GTELs no seviço de trens de carga. Diversos GTELs foram construídos em vários países para atuar em pequenos e velozes trens de passageiros, mas somente alguns obtiveram sucesso.

    Após a crise do petróleo em 1973 com o conseqüente aumento do preço dos combustível, essas locomotivas se tornaram economicamente inviáveis e foram sendo retiradas de funcionamento. Hoje este tipo de locomotiva está sumindo, é raro ver uma operando.” wiki
    . https://en.m.wikipedia.org/wiki/Union_Pacific_GTELs

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