USS Gerald R. Ford

O USS Gerald R. Ford, o mais novo porta-aviões da Marinha dos EUA, recuperou e lançou com sucesso uma aeronave usando sua avançada tecnologia digital eletromagnética EMALS, que substituiu o antigo sistema de catapulta a vapor.

As missões bem sucedidas ocorreram na última sexta-feira (28.7) e aconteceram uma semana depois que o Presidente Trump participou da cerimônia de incorporação do navio-aeródromo de quase US$ 13 bilhões, na Virgínia.

“Hoje, o USS Gerald R. Ford fez história”, disse o almirante Phil Davidson, comandante das U.S. Fleet Forces. “Ótimo trabalho da equipe do Ford e de todos os engenheiros que trabalharam duro para preparar o navio para esse marco”.

Trump sugeriu na primavera passada que a Marinha continuasse a usar o sistema de catapulta baseado em vapor para lançar aeronaves, em meio às preocupações sobre o custo para completar o USS Ford.

Antes das missões de sexta-feira, a nova tecnologia foi testada com sucesso em Lakehurst, N.J., de acordo com a Marinha, depois de modificações no software do sistema EMALS.

32 COMMENTS

  1. Reparei que sao apenas 03 cabos de parada ao contrario de 04 na classe Nimitz. Incrivel é a acao da catapulta, os fans da fumaca das catapultas vao sentir saudades.

  2. Que Projeto!!! Os caras sabem como se faz!!

    Ele parece mais largo que os Nimitz e a ilha deslocada mais à ré abriu um grande espaço no convoo! parece um Maracanã de tão grande!!!

    Interessante a falta do vapor, não que eu ache que o sistema à vapor esteja com os dias contados, ainda!.

    Ficou lindo! Sou um amante de PA`s pois juntam duas coisas que eu adoro, a aviação e os nevios de combate!!

  3. Aproximadamente a meia-nau aparece um Sea Hawk. Bem à ré do convoo aparece outro desses helis e um Super Hornet, isso enquanto o dito primeiro pouso está ocorrendo. Aquele avião que aparece no convoo foi embarcado por guindaste ou chegou lá da maneira clássica, ou seja, voando? Se for assim, o pouso do vídeo não foi o primeiro. Mas acrdito que o caça que aparece já pousado seja daqueles que são utilizados para treinamentos de operações no convoo, uso dos elevadores, etc.
    Sei que não faz diferença, mas é só uma curiosidade.

  4. @Eli Queiroz:

    Na realidade, nem todos os CVN da classe Nimitz possuem 4 cabos de parada….os dois mais novos da classe, o CVN 76 e o CVN 77 possuem somente 3 cabos.

    Uma grande diferença comparando com as classes “Nimitz”, “Kitty Hawk” e “Forrestal” é que a classe “Ford” possue 3 em vêz de 4 grandes elevadores entre o convés e o hangar….

  5. O que eu acho legal nesses vídeos estrangeiros é o uso exclusivo do som ambiente. Muitos vídeos nacionais, inclusive oficiais, do governo, insistem em cortá-lo integralmente, substituindo-o por alguma trilha sonora que faz sentido apenas para quem edita.

  6. Máquina espetacular. Quando estiver plenamente operacional e cheio de F35C vai estar a anos-luz dos rivais. Estes vão ter que comer muito angu com couve para pensar em enfrentar a Máquina de Guerra Yankee. Se a China não implementar o liberalismo econômico, o livre mercado, o livre pensar ( e inovar), vai continuar comendo poeira.
    Fotos muitos bonitas. Espero vê-lo em ação com os F35 C.

  7. Se fosse no espaço, essa belonave se chamaria “galatica” ! Muito lindo o navio. Espero que nas gerações do futuro a navegação espacial seja baseado como na navegação dos mares.

  8. Parabéns ao USS Gerald R. Ford da USNavy. O sistema de catapultagem eletromagnético marca o fim da era dos sistemas à vapor. Assim a USNavy deixa todas as outras Marinhas de Guerra ainda no século XX enquanto que ela entra definitivamente no século XXI. Fico pensando nos Porta-aviões chineses e russos que ainda usam rampa para decolagem de seus aviões!
    Também é quase certo que haverá uma intensa espionagem para capturar essa tecnologia da USNavy no restante desse ano e no ano que vem! Quem viver, verá!

  9. O Ford é a maior inovação em termos de NAe convencional desde a introdução da propulsão nuclear com o USS Enterprise.
    .
    Se os americanos não voltarem atrás com a catapulta, os franceses terão que arrumar outro fornecedor de catapultas ou mudar a forma de laçamento de aeronaves.

  10. O F-35C plenamente capaz e operando no Ford, nossa, será demais!
    Como Trump disse, não entramos em uma luta para perder,
    Não que a China e Rússia não seja perigosas, potências militares, a China principalmente, agora subestimar os EUA, dizer que daqui 10 anos estarão sendo passados para trás, é demais hem,
    Deus abençoe os EUA, a democracia que deu certo, a revolução que deu certo, não como uma certa europeia tão falada e admirada.
    Saudações,

  11. dizem que o software revisado de controle dinâmico do emals só vai ser implementado em 2019.
    sem ele, o emals não cumpre a promessa de induzir menores solicitações nas aeronaves, em especial nas mais pesadas e carregadas.
    parece que o ponto fraco em inovações navais é a estrutura de manutenção em terra ainda incipiente ou a manutenção a bordo deficiente ou simplesmente impossível.

  12. Os americanos, para o bem ou para o mal, levam o espírito capitalista até mesmo para as Forças Armadas. Não gastam dinheiro “por gastar”, mas para um propósito real ou realmente potencial. São, querendo ou não, mas por imposição da História, a polícia ostensiva do mundo e precisam de meios como esses para isso, para fazer valer seu Mare Nostrum… São capazes de descomissionar um “USS Enterprise” e muitas outras belonaves, belíssimas e ainda perigosas, e que para o desejo de entusiastas ainda deveriam estar na ativa, mas lá não, por uma simples relação de custo x benefício. É a lógica capitalista na guerra. E que move a roda do desenvolvimento. Têm sim seus “erros primários”, mas muito mais acertos, como a realidade demonstra.

    Precisam, e muito, de seus carries e para isso eles existem, cada vez melhores e ao menos nessa linha o “quadrado-retângulo” do Gerald Ford é até bonito, não tanto quanto o desenho multi recortado da classe Midway no meu saudosismo incorrigível…

    O Brasil, e sua realidade, não precisam, nem podem isso. E quando insiste no contrário é uma lástima e uma vergonha. A relação custo x benefício, que infunde, nos sensatos, o verdadeiro equilíbrio entre o capitalismo privado e a serventia pública, é o que falta à nossa Marinha mais que meios navais.

  13. Alex…
    .
    o USS Gerald Ford dentro de alguns meses terá que passar pela “manutenção pós comissionamento” que poderá levar todo ou quase todo o ano de 2018…no caso do NAe anterior…o USS George Bush levou 7 meses e será nesse período que ocorrerão as mudanças
    de software que você mencionou.
    .
    O próximo NAe que encontra-se em construção o futuro USS John Kennedy já virá com as
    correções necessárias.
    .
    abs

  14. Dalton, na sua opinião, com os investimentos na Classe Ford se ‘assentando’ e diluindo nas unidades seguintes, a Marinha Norte-americana se voltará para as questões de sua ala aérea? Enfrentará os problemas de disponibilidade do Super Hornet e Hornets, dedicará mais recursos ao F-35?
    .
    Ou há prioridades outras na frota de superfície ainda?

  15. Rafael…
    .
    na verdade existem apenas 9 Alas Aéreas para 11 NAes…uma décima Ala Aérea tem existido apenas no papel há anos e deverá ser definitivamente extinta ainda esse ano, para quem sabe, retornar no futuro, então o USS Gerald Ford terá que esperar até que o USS
    John Stennis seja preparado para iniciar sua modernização de meia vida lá pelo fim de 2018
    para que possa herdar uma Ala Aérea.
    .
    Quanto ao “Hornet” dos 34 esquadrões de caça/ataque da US Navy apenas 3 deles estão ainda voando com ele, recentemente o trigésimo primeiro esquadrão começou sua fase de transição do “Hornet” para o “Super Hornet”a ser completada ano que vem quando então será iniciada a transição do primeiro esquadrão de “Super Hornet” para o F-35C.
    .
    A meta é que cada Ala Aérea lá por volta de 2028 conte com 3 esquadrões de “Super Hornets”
    e um esquadrão de “F-35C” para em meados da década de 2030 se ter 2 esquadrões de cada aeronave.
    .
    A prioridade da US Navy é a substituição dos 14 “submarinos estratégicos” por 12 unidades
    da já nomeada classe”Columbia”…está se estudando a possibilidade de se continuar produzindo 2 submarinos de ataque classe “Virgínia” ao mesmo tempo que se fabrica um
    classe “Columbia”…se isso não for feito, haverá uma redução no número de submarinos de ataque.
    .
    Também já está se planejando o início da construção da nova geração de destroyers classe
    “Arleigh Burke III” o primeiro dos quais deverá ser entregue em 2024, quando deverá ser entregue também o primeiro LHA Classe “América” modificado e o primeiro dos 17 novos navios tanque que irão substituir a classe “Kayser” poderá ter sua construção iniciada ainda no próximo ano.
    .
    Poderia escrever ainda mais, mas, acredito que cobri o principal…as necessidades são muitas
    e o dinheiro limitado, acho pouco provável que a nova meta em estudo de 355 unidades para a “Frota de batalha” seja alcançada de forma sustentável mesmo estendendo ao máximo a vida das mesmas.
    .
    abraços

  16. Mestre Dalton
    Aguardo, paciente e esperançosamente, o sucesso do CVN-78 e sua classe, apesar de todos os problemas associados. Apenas me incomoda celebrar a entrega de posto de saúde sem equipamentos ou médicos – não é o que se espera de militares senão de políticos, via de regra do pior tipo. David Taylor, engenheiro aposentado da USN, em depoimento à Tyler Rogoway, no The Warzone- The Drive, faz umas considerações muito pertinentes sobre problemas atuais da Navy, incluso o caso das inovações navais problemáticas no Zumwalt, Ford, LCS. Por certo, uma leitura agradável.
    Em tempo, estou muito curioso pra verificar o desempenho do futuro LHA-8, em que retorna o well deck e se adiciona mais área ao convôo, em especial pra manutenção ao ar livre dos Ospreys.
    Abraço.

  17. Alex…
    .
    fiquemos na expectativa então pois há muitas novidades a caminho.
    .
    Rafael…
    .
    “Isso fica feliz em ser útil” !
    .
    abs aos dois

  18. Pessoal, desculpas sei que é off-topic, mas alguem aqui sabe como eram recuperados (ou se eram recuperados?) aqueles cabos de lançamento usados em avioes navais mais antigos como os F-4, F-8, Buccaneers, Super Etendart, A-4 etc?

  19. Eram recuperados no início, mas como havia o risco do cabresto ricochetear em partes da aeronave, passaram a descartá-los no mar

  20. Obrigado Galante. Imagina a quantidade de cabos necessarios a operacao das NAEs americanas antes dos F14, F18, Vikings e Hawkeye (guerra do Vietnam). Assim como nos NAEs ingleses e franceses da decada de 60 e 70. E eu que achava que assim que caiam na aguam eram recuperados…

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