Home Indústria Naval Primeiro submarino Type 209/1400 para a Indonésia

Primeiro submarino Type 209/1400 para a Indonésia

2191
35
Nagapasa KRI-403

A Marinha da Indonésia incorporou o Nagapasa, o primeiro dos três submarinos tipo 209/1400 encomendados à Coreia do Sul.

De acordo com o Jane’s, o construtor naval sul-coreana Daewoo Shipbuilding and Marine Engineering (DSME) completou o trabalho no submarino e preparou o Nagapasa para a entrega programada no dia 2 de agosto.

Além de ser o primeiro submarino Type 209/1400 da Armada da Indonésia, o Nagapasa também é o primeiro submarino de exportação da Coreia do Sul.

Foi construído sob um contrato de US$ 1,1 bilhão assinado entre a DSME e o Ministério da Defesa da Indonésia em 2011. Os dois primeiros submarinos serão construídos na Coreia do Sul, enquanto o último será construído pelo estaleiro estatal indonésio PT PAL em Surabaya, Indonésia, sob um programa de transferência de tecnologia.

O submarino de 61 metros desloca 1.400 toneladas e é operado por uma tripulação de 40 militares. O DSME disse que a embarcação possui um alcance de operação de cerca de 10 mil milhas náuticas e atinge uma velocidade de 21 nós enquanto submersa.

O Nagapasa fora d’água, antes do lançamento

35 COMMENTS

  1. É isto que, na esfera da indústria naval, não conseguimos avançar. Entendo os motivos que levaram a MB em optarem pelo Scorpenes franceses, entretanto o não aproveitamento comercial das capacidades industriais do AMRJ, podendo ofertar no mercado regional submarinos baseados no projeto Tikuna poderia ter sido feito e nem sequer se cogitou. Aliás, espero que isto não se repita com os S-BR. Com a ICN a frente do negócio e com o BNDES entrando com o financiamento de 100%, torço para que todo este investimento na capacidade industrial não se perca, pois não podemos nos amarrar apenas nas demandas da MB.
    .
    O mesmo pode ser feito com outros projetos menos complexos, como o caso dos NAPA 500. É o que eu penso.
    .
    Até mais!!!

  2. Wellington, com o custo Brasil, dificilmente um submarino ou navio de guerra construído no país será competitivo no mercado internacional. Não dá para competir com russo, chinês ou coreano.

  3. Quase não saiu este negócia entre a Coreia do Sul e a Indonésia, o fabricante alemão ficou surpreso com a notícia do terceiro submarino fabricado na Indonésia pelo estaleiro estatal PT-PAL e denunciou que a Coreia do Sul estava autorizada a fabricar o U-209 para uso próprio e exportar com autorização da Alemanha, mas jamais transferir tecnologia e muito menos auxiliar na construção de uma fábrica em outro país.
    Depois a Indonésia que é cliente dos alemães em vários projetos militares se entendeu na época da compra dos Leopard 2 e Oerlikon Skyguard 35 mm com os alemães e tudo ficou certo.
    A unidade da PT-PAL que fará a construção do terceiro submarino e a manutenção dos 5 U-209 ja está avançando, este ano decidiram modernizar de novo os 2 U-209 antigos.
    . https://3.bp.blogspot.com/-joGApmMg7E8/VtPX01MOc7I/AAAAAAAAqiI/LeE_XhH20Is/s1600/pal%2Bsubmarine.jpg

  4. Caro Adson. Não há nada errado em mudar de projeto pois a capacitação tecnológica é aplicada a qualquer plataforma. Por exemplo, uma empresa que monta um modelo de carro (um fusca) pode usar sua capacitação para fazer algo parecido (uma kombi) e sucessivamente, aprimorar a experiência e ampliar a complexidade da produção. Acho que a Embraer fez isso. A partir do aprendizado tecnológico, logístico e gerencial, não há problemas em aplicar esse conhecimento em uma outra plataforma. O esforço para ir do IKL 209 para um IKL 2014, para uma classe Lada russo ou para o Scorpene é muito parecido. Em qualquer caso, seria necessária uma nova base e um novo estaleiro. O que não pode acontecer é paralisar tudo por anos, desmobilizar as equipes e sucatear as instalações. Bola prá frente, gente.

  5. camargoer, de onde vc tirou isso? “…uma empresa que monta um modelo de carro (um fusca) pode usar sua capacitação para fazer algo parecido… ”
    Produzir não é a mesma coisa que projetar.
    “…O esforço para ir do IKL 209 para um IKL 2014, para uma classe Lada russo ou para o Scorpene é muito parecido…”
    Não, não é.

  6. Galante, se o custo Brasil é um componente forte contra a competitividade de produtos navais que poderiam ser produzidos para exportação (e eu concordo com sua assertiva), então estamos reescrevendo uma história com um final já conhecido e nada bom! Investimos bilhões e bilhões na construção do estaleiro e, pelo seu raciocínio do custo Brasil, e pela incapacidade da MB em gerar demanda, veremos, em alguns anos, o estaleiro ocioso….pois após a encomenda dos 5 SBR estar concluída só teremos o SubNuc a construir……
    Sei lá, mas no meu entender, aquele estaleiro deveria ter sempre, ao menos, um sub sendo construído ou passando por manutenção ou modernização. Se não tiver demanda de clientes estrangeiros ele não se justifica. A MB nunca vai gerar demanda para utilizá-lo plenamente.

  7. Até para um número menor, de uma frota total de uns sete ou oito submarinos, consegue-se uma demanda mínima de ter sempre um novo submarino em construção, considerando-se uma vida útil de cerca de 30 anos e um tempo médio de 4 anos de construção para cada unidade (4 x 8 = 32 ; 4 x 7 = 28), de forma a se manter a reposição contínua de unidades que cheguem ao momento de dar baixa.
    .
    Sai mais barato e vantajoso do que os “surtos” que se usa para reequipamento com grandes projetos e grande financiamento externo que são a regra geral não só nos programas militares, mas brasileiros em geral.
    .
    Não é o fim do mundo conseguir manter uma frota sustentável de uns 8 submarinos a longo prazo depois dos grandes investimentos em tecnologia e infraestrutura já terem sido feitos, desde que continue se fazendo pesquisa e projetos para manter-se num nível tecnológico necessário, e ter verbas anuais para esse reequipamento modesto de um submarino novo a cada quatro anos (o mesmo valeria para escoltas, navios-patrulha etc, nos seus prazos e custos próprios). O problema é que isso, embora desejado por gerações de militares, implica numa mudança de mentalidade em relação às necessidades de defesa, de se parar de pensar em “resolvi esse problema, agora dá pra esperar o próximo”, coisa que foi sempre muito rara no Brasil em geral.

  8. Olá Zeabelardo.
    Claro que falei em termos aproximados. A construção da base e do estaleiro teria que ser feita de qualquer modo e parte substancial do Prosub foi empregado nelas. Seja qual fosse o equipamento, alemão, russo, francês, seria necessário qualificar toda a equipe de engenheiros e os procedimentos na Nuclep. No fim, não haveria diferenças significativas entre escolher um modelo ou outro. Tanto assim que o fator principal para escolher o Scorpene ao invés de novos IKL foi a questão do Submarino Nuclear, que os alemães não poderiam ajudar. O resto é luar de Paquetá.

    Sobre o tamanho da frota de submarinos, li talvez há uns 6 ou 8 anos um documento da Royal Navy que dimensionava uma base de submarinos com 6 a 8 submarinos para aproveitar o máximo das instalações. Considerando apenas uma base, provavelmente a frota mais apropriada seria com 3 submarinos nucleares e 5 convencionais. Com 3 nucleares, haveria a garantia estatística de pelo menos um operacional no pior caso de um estar em manutenção programada e o segundo com alguma pane. Já 5 convencionais se aproxima do histórico da MB hoje, inclusive quando ao calendário de manutenções programadas e eventuais manutenções por pane, o que garantiria sempre 3 convencionais operando. Com esta conta, a MB teria nos piores momentos um nuclear em missão e outros 3 convencionais operacionais.

  9. camargoer 2 de agosto de 2017 at 14:49
    camargoer, mudar de projeto sim mas não jogar fora o que se pagou. Seguindo sua comparação, compramos uma fábrica de fuscas, pagamos para treinar os engenheiros e mecânicos, construímos então os fuscas (Tupis), com o que aprendemos projetamos e construímos uma Brasília (Tikuna), teria-mós condição de passar para projeto e construção do Santana, mas não o fizemos. Deixamos a fábrica ficar obsoleta, deixamos também que os engenheiros e mecânicos (eles que tinham a capacitação) se dispersassem, e agora compramos uma nova fábrica para fazer Jetta, construímos uma nova fabrica e treinamos novamente o pessoal.

  10. Talvez o número “ideal” para os submarinos convencionais seja 16.
    – 4 novos, mais ativos.
    – 4 em meia vida, passando por modernização e consequentemente, mais ausentes.
    – 4 na reta final de uso, mais ativos.
    – 4 de uma nova classe em projeto/construção.
    .
    Tecnicamente, existiriam fisicamente, apenas 12 submarinos. Com estes número, se teria uma escala de projeto/ Construção/ incorporação/ modernização/ descomissionamento bastante acertada no meu entender.
    .
    Mas isso no mundo ideal da minha imaginação… Vamos acabar só com os 4 Scorpènes, pelo andar da coisa toda.

  11. Olá Adson,
    Foi o que eu. Tanto faz escolher o Scorpene ou novos IKL. Essa é uma discussão irrelevante porque a estrutura de engenharia do AMRJ já havia sido desmobilizada. Por outro lado, o AMRJ estava obsoleto e teria que ser substituído qualquer que fosse o modelo escolhido. O que a MB deve manter é um ritmo de produção e manutenção dos Scorpenes para manter a estrutura de engenharia ativa. É vola prá frente mesmo, porque o que foi não volta.

  12. Galante e Nunão, o planejamento da MB para subs convencionais e nucleares eu já tinha conhecimento, pois esses números constam, salvo engano, no PAEMB. Mas, meus caros, acompanho assuntos militares e de defesa há 30 anos. No caso da MB, que é sobre o que tratamos aqui, nunca, nesses anos todos, eu vi um programa de reaparelhamento da Força ser levado a cabo em números sequer próximos dos descritos nos mesmos. Só um exemplo: o plano era se construir 12 Inhaúmas, mas ficamos em 4 + 1 (Barroso)…..existem “n” outros exemplos.
    Não torço contra, muito menos quero parecer pessimista. Todos aqui querem uma MB forte e bem equipada, mas nesses anos todos, vendo a MB não conseguir levar a termo seus planos de reequipamento, e com a situação de penúria atual das contas publicas, não acredito que esses números pretendidos de submarinos sejam alcançados. Tomara que eu esteja errado!

  13. – O Brasil fez assim quando na década de 70 adquiriu 03 submarinos ingleses da Classe Oberon. construídos se não me engano no Arsenal da Marinha/RJ
    Depois , celou mesmo tipo de contrato com os alemães, para construção de 05 submarinos da classe Tupi/Tikuna modelo U-209, sendo que o primeiro navio, foi construído em Kiel, mas os seguintes são de fabrico brasileiro.

  14. Olá Jorge.
    Os três submarinos oberons da MB forma construídos na Inglaterra. O primeiro IKL (Tupi) foi construído na Alemanha, os outros (incluindo o Tikuna) foram construidos no AMRJ.

  15. Os IKL 209 (e, quem sabe, futuramente, o 212 e 214) cabem como uma luva para aquele cenário, assim como são ótimos pro báltico e outros mares e litorais eurasiáticos. Parece que, para azar brasileiro, o Atlântico é inclemente com embarcações de modesto deslocamento. Igualmente azarada é a situação em ponto morto da indústria naval, menos pela qualidade do brasileiro do que pela realidade da prática econômica/política.

  16. “A construção da base e do estaleiro teria que ser feita de qualquer modo ”
    Não, o 214 seria produzido no Arsenal.
    “Seja qual fosse o equipamento, alemão, russo, francês, seria necessário qualificar toda a equipe de engenheiros e os procedimentos na Nuclep.”
    O 214 é uma evolução do 209, provavelmente há técnicas de produção novas, mas o processo alemão é o mesmo.
    “No fim, não haveria diferenças significativas entre escolher um modelo ou outro.”
    As propostas eram completamente diferentes, não é um “se”, é um fato. O custo do 214 e a modernização dos 209 sairia por 1 bilhão de euros.

    1) Projetar e produzir são coisas diferentes.
    2) As instalações e o ferramental do AMRJ seriam empregadas na construção do 214.

  17. Alex,
    Se a questão fosse deslocamento, os alemães ofereceram o projeto 216 a Austrália com 4.000 tons. A marinha não ofereceu os requisitos para que os concorrentes fizessem propostas. No primeiro momento, houve a seleção da proposta alemã. Depois, cancelaram e assinaram com os franceses. O mais estranho foi a escolha da parceira brasileira.

    A desculpa do submarino nuclear não cola, pois os franceses não apoiam a construção do reator.

  18. Galante, Nunão e Flanker, aqui é que está então a oportunidade para mudarmos a mentalidade industrial e comercial nos projetos de desenvolvimento e produção de equipamentos militares.
    .
    Em primeiro lugar mudar a visão de usar um equipamento militar até o osso, quando não se pode mais ter algum aproveitamento comercial. Diversos países no mundo utilizam estes meios por 15. 20, ou 25 anos e depois dão uma “guaribada” e passam em frente, mantendo assim a indústria local sempre em constante produtividade, seja no desenvolvimento de soluções de modernização, mesmo que para terceiros, seja na solução de novas tecnologias, para novos projetos.
    .
    Aí entra a necessidade de mecanismos de financiamento de novos projetos (o que já temos, no caso a FINEP, mas que precisa de mais aporte de aprimoramentos burocráticos), mecanismos de financiamento para aquisição pelas FFAA de novos meios, bem como para exportações diretas (o que já está sendo gestado pelo BNDES), além de mecanismos próprios para venda de usados e novos de governo a governo, nos moldes ao operado pelo FMS dos EUA. Além de padronização de meios que possam gerar maior produtividade e assim reduzir o chamado CUSTO BRASIL, no caso em específico, armamentos e sistemas embarcados que por ventura possam ser padronizados. Isto gerará algo simples, que todos sabem, mas que pouco se faz na prática quando falamos em forças armadas brasileiras, ESCALA. Daí, a muito tempo, se faz a necessidade de criação de uma Agência de Desenvolvimento e Aquisição – ADA, vinculada aos MD, com participação efetiva de membros dos escritórios de projetos das forças. O problema está nos egos e interesses de alguns integrantes das forças.
    .
    É o que eu penso.
    .
    Até mais!!! 😉

  19. Uma coisa também, para alavancarmos mais a nossa participação industrial, precisaremos empregar mais meios e, consequentemente, assumirmos mais obrigações, ou mesmo fazer valer os nossos interesses de expansão no mercado global. Ou seja, teremos que sair da nossa zona de conforta da mediocridade e partirmos para maior inserção no cenário internacional (mais missões da ONU, por exemplo). Acho que aí é que está o problema de mentalidade operacional nas nossas FFAA, temos forças armadas de treinamento e mais voltadas para segurança (GLO). Para alavancarmos maior participação no mercado mundial de equipamentos militares, teremos que fazer vitrine.

  20. “Primeiro submarino Type 209/1400 para a Indonésia”
    ESTE É O TEMA. que nada tem haver com Itaguaí e Sub Tupiniquim….
    Bom trabalho dos Koreas, ótima decisão dos Indonésios.
    Bom custo. Faltou informar as capacidades do Sub, sensores, bélicos etc ….

  21. O Programa de Construção de SB da Coréia é posterior ao nosso programa dos 209 SCT na década de 80.

    Hoje eles já estão exportando e nós jogamos o projeto do SNAC no lixo no inicio dos anos 90.

    Agora estamos reaprendendo com os Piratas franceses.

    Verguenza, Verguenza !!!

  22. Caros

    Apesar da Coreia do Sul ser um país bem menor que o brasil territorialmente, suas indústrias são incomparáveis. A começar da confecção das ligas de aço (o que a gente produz aqui é inferior ao usado no Me-262 na segunda guerra, por exemplo, em termos de menor espessura x maior ductilidade x maior resistencia).

    Segundo que Daewoo e Hyundai são dois dos maiores estaleiros do mundo, produzindo coisa de altíssimo nível na esfera militar (família KDX de destroyers, por exemplo). A expertise do ToT lá foi real, em vários âmbitos, em uma economia voltada para uma indústria de alto nível, com gente séria a frente dos setores. Daí fica bom negócio comprar U-209 aos coreanos, talvez até mais que aos alemães donos do projeto.

    E diga-se de passagem que o projeto é atual, e um U-209 pode vir com AIP (não vira um 214 automaticamente por causa disso).

    Também dá pra sentir o peso da industria coreana no ramo automobilístico, no qual seguiram a filosofia japonesa dentro do setor.

    Enfim, escolheram modelos de viabilidade, parceiros sérios, e um planejamento inteligente para alcançar seus objetivos estratégicos e econômicos. Aqui cada executivo que entra (nos governos e nas F.A.), junto com o congresso mais imundo da história da humanidade (isso há uns 40 anos no mínimo), fazem brotar bizarrices em todas as esferas, com efeitos exatamente contrários ao planejamento (em geral).

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here