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Marinha Chinesa incorpora navio de reabastecimento gigante

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Type 901 a contrabordo de um navio-tanque

Observadores notaram a embarcação em Zhanjiang usando o indicativo visual 965 — evidência de que entrou em serviço, diz reportagem do South China Morning Post. É duas vezes maior do que as variantes anteriores de reabastecimento.

Os navios maiores como o Type 901 são um fator “central” em grupos de ataque de porta-aviões, disse o contra-almirante Yin Zhuo ao SCMP. O Type 901 transportará petróleo, armas e gêneros básicos vitais para apoiar outros navios na Marinha do Exército de Libertação Popular (PLAN). O Jane’s observou que as mangueiras nos bordos do navio podem ser usadas para reabastecer os porta-aviões.

O porta-aviões da China Liaoning finalmente entrou em oprações no ano passado e o modelo 001, um porta-aviões de construção chinesa, foi concluído em abril deste ano. Planos estão sendo elaborados para porta-aviões de próxima geração produzido localmente também.

Outros analistas estão chamando atenção para o aumento do portfólio de portos estrangeiros da China, argumentando que os navios de apoio têm limitações em apoiar as operações navais de longo alcance. “Não importa o quão grande são os navios de abastecimento, eles ainda são pequenos em comparação com as cidades portuárias”, disse o especialista em defesa, Ni Lexiong, no noticiário Hong Kong, acrescentando: “os navios só podem oferecer suporte por um período limitado de tempo”.

De qualquer forma, a velocidade com que a Marinha Chinesa cresceu nos últimos meses e anos é espantosa, de acordo com historiadores navais. Richard Bitzinger, com sede em Singapura, da Escola de Estudos Internacionais de S. Rajaratnam, disse que, embora não seja possível saber exatamente o quanto Pequim gasta em sua Marinha, “simplesmente extrapolando da quantidade e da qualidade dos equipamentos que estão saindo de seus estaleiros, é maravilhoso.”

A China abriu formalmente a sua primeira base militar estrangeira no Djibouti para contribuir com operações de combate à pirataria ao largo da costa da Somália e ajudar a assegurar a passagem de embarcações comerciais através da via navegável estratégica.

Em comparação, a Marinha dos EUA opera bases internacionais na Espanha, Coreia do Sul, Kuwait, Japão, Itália, Grécia, Djibouti, Cuba, Bahrein, Bahamas e a ilha de Diego Garcia, no Território Britânico do Oceano Índico.

FONTE: Sputnik

Type 901 em provas de mar

NOTA DO EDITOR: o Type 901 é uma classe de navio de apoio de combate rápido (fast combat support ship) cuja construção estava bem avançada em dezembro de 2015 e foi lançado ao mar em 3 de janeiro de 2016. Um segundo navio parece estar em construção.

Estima-se que o Type 901 tem um deslocamento de 45.000 toneladas, 240 m de comprimento e uma boca de 31,5 metros. O navio é propulsado por quatro turbinas a gás QC280, cada uma com 28 MW, para uma velocidade máxima de cerca de 25 nós; a velocidade é necessária para acompanhar os porta-aviões. O Type 901 é significativamente maior e mais rápido do que o Type 903A anterior.

41 COMMENTS

  1. Parece maior ou igual ao comprimento de um porta aviões. Gigantesco, um belo de um alvo, deve dar pra ver lá do espaço.rs

  2. Para navios de carga pouco importa o deslocamento, qual o DWT deste AOR/E ? Suas capacidades ? para um mercante não é nadada de demais, se tem 45.000 dwt de deslocamento deve ter uns 30.000 dwt , 31,2 de boca, magrelo, faltou infos para se ter noção de capacidade, mas o que foi postado nao tem nada demais … ah hoje em dia 25 nós qqr full container da vida ai faz …

    Em tempo NAe de 100.000 t x 332 m de deslocamento é pequeno aqui em SSz, onde vemos todo dia 334 m por quase 140.000 t de “deslocamento’ …

  3. Não obstante, penso que deve ser um tremendo AOE/R, apenas nada demais no mundo mercante, nem vai longe agora 1700 h tem um de 333,20 x 48,20 m x 124.500 dwt – 140.000 t de deslocamento e 11.503 (teus (containers)

  4. Versão chinesa da classe “Supply” de 4 unidades, porém, duas foram colocadas na reserva
    cedo demais por conta dos elevados custos , turbinas à gás e grandes tripulações, ao invés
    se está utilizando uma solução mais barata que é combinar um navio tanque (T-AO) que pode também levar uma quantidade limitada de carga “seca” com um navio transportador de munições (T-AKE) que pode levar uma limitada quantidade de combustível também.
    .
    Tantos os navios chineses como os americanos são/serão capazes de reabastecer NAes e seus escoltas de combustíveis e munições em alto mar sendo relativamente velozes para navios desse tipo, 25 nós de velocidade máxima.
    .
    São navios extremamente especializados na estocagem de munição, combustível e demais cargas e capacitados para transferência para outros navios em movimento e não apenas navios de carga.

  5. Wellington, impressiona para quem não está acostumado, para mim nada demais, e sim o que importa é analise como um navio de reabastecimento e não há o menor dado para qqr comparação. No Caso do Gastão Motta nem teria comparação pois são navios de funções diferentes. Por mim, serve apenas como informação de comissionamento, ponto, mais nada, perdi um oportunidade para ter mais informações e entendimento de suas condições e capacidades

  6. Pelo menos ele é bonito. Um belo alvo também para um F-35C. Se a China conseguir criar uma rede de bases navais para garantir seu suprimento de produtos vitais( para a economia, a indústria, a população), terá ela força para impedir a US Navy de explodi-la?
    .

    A China tem apostado muito na quantidade e na obsessão pelo gigantismo. Li recentemente notícia de que um clube de futebol chinês vai inaugurar um centro de treinamentos para as categorias de base com mais de 50 campos, com acomodações para mais de 10.000 alunos, ou aspirantes a jogadores, e pagou milhões ao Real Madrid para este selecionar 120 treinadores espanhóis para a base do referido time. Muito dinheiro jogado fora, penso eu.
    Será que essa filosofia perpassa também os gastos militares?

  7. Amigos,
    Na minha opinião o Wellington Góes 3 de agosto de 2017 at 13:28 tocou no ponto crucial: mais do que capacidades e dados técnicos (que são muito importantes MO..) o que chama a atenção é o propósito: para este modesto civil que aprecia temas militares a China está se armando para a guerra e não para a paz.
    Eu acho que você pode manter suas FFAAs prontas para a defesa de seus interesses – o que a maioria faz, menos nosso amado Brasil – ou seja, para manter a paz (desencorajando potenciais adversários), ou pode se preparar para contestar outros poderes pelo mundo, no caso, notadamente os EUA, a única marinha realmente global. Nesse caso você está se preparando para a guerra.
    A China, pela velocidade que imprime a seu programa naval, não está se modernizando ou renovando, está trocando de patamar, quer ser um “poder dominante” e isso só se faz contestando o adversário.

  8. Oi Hélio, depende da ótica, me interessa o navio e não (neste momento / neste post a China) e neste caso não tinha o que eu queria saber, se bem que ja dei uma acrescentadinha no texto … rsssss

  9. Tecnicamente qqr coisa é um alvo, se o F 35 conseguir decolar …, talvez, nada é mais banheirento no mar que um NAe (em ermos de valor x beneficio como alvo) … kkkk rss ou seja, ta dentro

  10. Creio que a PLAN fará como a USN, que mantém um T-AOE juntamente com cada carrier strike group (CSG), enquanto os T-AO e T-AKE, mais lentos, ficam na retaguarda.

  11. O problema é que a própria USN está abandonando essa ideia, devido aos elevados custos de operação e manutenção dos T-AOE, e deixando o apoio logístico aos CSGs a cargo dos T-AO e T-AKE.

  12. Se bem que ambos T-AO e T-AOE realizam ambas as funções, em menor quantidade que sua função primária, mas fazem

  13. Glasquis…
    .
    só existem 2 navios que podem rivalizar em tamanho e capacidade com esse e mais um em construção para a marinha chinesa que são justamente os 2 T-AOEs da US Navy…não entendi
    o porque de você não achar os navios chineses adequados !!
    .
    abs

  14. Carlos Alberto Soares 4 de agosto de 2017 at 2:13
    “Gostei, grande, baixa velocidade …. um bom Sub vai adorar.”
    .
    Seria um bom teste para o SN Álvaro Alberto (SN-10).Se ele vier à luz.

  15. Dalton,

    “não entendi
    o porque de você não achar os navios chineses adequados !!”

    Fiz meu comentário considerando as Marinhas da América do Sul (que são, a exceção da MB, relativaente pequenas)

    O Almirante Montt da Armada do Chile tem capacidade de 42.000 Ton. 3.000 Ton é uma grande diferença neste caso?

  16. Mas é claro que a China está se armando para a guerra, agora vai depender de como irá se desencadear o conflito que a China possivelmente irá se meter futuramente. Um país como a China, segunda maior economia do mundo(a primeira em PIB ppp) com grandes influências comerciais no mundo, precisa de um poderio militar a altura do status do país. Eu não vejo a China como uma preocupação agora, em minha modesta opinião, esse poderio militar é para defender áreas estratégicas que a China considera importante para seu país, como países com imensas riquezas minerais e agrícolas, predominante na África e na America Latina.
    E sobre os “chinas” gastarem em futebol e outras coisas desnecessárias, isso tem haver com o aspecto cultural que a China deseja ter e novamente, ter influência em tudo. A China investe em futebol a pedido de Xi Jinping que é um grande admirador do esporte, gastam somas de dinheiro para levar jogadores de alto gabarito para o país, mas a qualidade técnica do futebol do chinês é horrível, eles só se preocupam com o dinheiro, quem falou isso foi o Tévez. Eles querem ser o maior mercado futebolístico nas próximas décadas, querendo ultrapassar até mesmo os europeus, porém essa disputa ainda está sendo nivelada por conta do crescimento do mercado de futebol nos EUA. A mesma coisa seria o cinema chinês, eles querem ultrapassar Bollywood e Hollywood e se tornar a maior indústria de cinema do mundo, isso se resume a política de influência externa do PCC. Falando um pouco mais sobre isso, dizem as más línguas, que Bruce Lee estava em alta reputação colocando a indústria chinesa de cinema acima de Hollywood e por isso houve uma conspiração para acabar com esta influência chinesa no mundo, e olha o cenário da época, na Guerra Fria até poderia fazer sentido, como Bruce Lee passou seus conhecimentos ao filho, Brandon também foi morto.
    http://exame.abril.com.br/economia/de-bolly-a-nollywood-as-4-megaindustrias-de-cinema-do-mundo/
    https://cinema.uol.com.br/noticias/redacao/2015/09/21/china-vai-dominar-o-mercado-de-cinema-no-mundo-antes-do-fim-da-decada.htm
    Só leia essas duas matérias que relata esse objetivo do Partido Comunista Chinês.

  17. A China não está pra brincadeira. Em 2013, eu falei em outro site da trilogia que a China seria a maior potência econômica do mundo em 2014 (ou já era na ocasião). Fui chamado de louco.
    Depois que a fox noticiou, fui chamado de profeta. Nem um nem outro, nesse caso, apenas analista.
    .
    A qualidade dos vetores chineses aumenta exponencialmente a cada barco produzido. Esse tanker não é pequeno, nem lento, nem inadequado. Comparem com os principais tankers da USN, verão que ele equivale ou supera em quase todos os quesitos. Se o 001 já está realmente ativo, e o NAe CATOBAR sair em 2018 como foi anunciado, a China terá a segunda marinha mais poderosa do mundo de fato.

  18. Glasquis…
    .
    o “Montt” é apenas um navio tanque, com uma limitada capacidade para carga seca como os demais da classe “kayser”, enquanto o navio chinês e os 2 da US Navy transportam e transferem combustível, munição e demais cargas secas.
    .
    O “Montt” como 12 dos 15 navios tanque da US Navy tem casco simples e não duplo como é
    o caso do navio chinês e provavelmente o navio chinês foi construído de maneira semelhante aos 2 equivalentes da US Navy tornando-o mais resistente além de uma capacidade de transferência de bens em alto mar no estado da arte.
    .
    Por fim o “Montt” e os ” Kayser” conseguem quando muito uma velocidade máxima de 20 nós
    apesar de ter lido que isso foi quando eram novos, enquanto o navio chinês e os equivalentes
    da US Navy são capazes de 25 nós.
    .
    abs

  19. Dalton,
    Meu comentário nada tem a ver com velocidade, nem tipo de carga, e muito menos com tipo de casco. Meu comentário foi simples e direto:
    “Sem dúvidas é grande mas não me parece um navio assim, tão grande como navio de reabastecimento de uma marinha como a da China.”

  20. Então tá…por essa forma de pensar os 2 “Supply” também não são grandes para uma marinha como a US Navy.

  21. Se não me engano, o NApoLog que a MB queria no Prosuper deveria ter 23000 t, metade de um deste aí.
    .
    Alguém sabe como ficou a situação dele, quais eram os principais candidatos, com o Prosuper indo pra cova ele ainda é prioridade, e não seriam necessários dois em vez de um?
    .
    Imagino que deva ser bem difícil encontrar compras de oportunidade para esse tipo de navio.

  22. Então a lógica, na verdade, é que o Almitante Montt parece ser grande demais para uma marinha como a do Chile.

  23. O “Montt” foi uma compra de oportunidade, excelente por sinal já que a US Navy não o queria
    mais por razões orçamentárias e o havia colocado na reserva e a marinha chilena precisava de um substituto para o velho navio tanque que possuíam.
    .
    Aparentemente atingiu-se um certo limite de tamanho com os atuais Navios logísticos de combate…mesmo os 2 “Supply” restantes quando forem retirados de serviço na década de 2030 serão substituídos por 2 navios tanque que não serão maiores que os atuais classe “kayser”.
    .
    Podem ser “pequenos” quando comparados com super petroleiros/graneleiros, mas, são,
    “gigantes” no mundo dos navios de apoio logístico de combate.

  24. Vejo cotovelos em brasa aqui. Falar que é um bom alvo é tão fácil quanto falar que o Brasil pode “negar o uso do mar” territorial, o que é uma balela.
    Quero ver engajar esse alvo e atirar, seja sobre, debaixo ou na superfície da água mesmo.
    Aproveitando a postagem: quantos dos nossos estrelados, carecas e barrigudos, uísque servido à vontade por garçons de farda impecável, teriam a mesma atuação do Cmte do Belgrano, na mesma situação?

  25. Dalton: “O “Montt” foi uma compra de oportunidade,…a marinha chilena precisava de um substituto para o velho navio tanque que possuíam.”

    Não sei de onde tirou essa informação pois o velho Slethav Class AO-53 Araucano, está operativo e já se foram 7 anos da compra do AO-52 Almirante Montt.

  26. Nunão,
    “Então a lógica, na verdade, é que o Almitante Montt parece ser grande demais para uma marinha como a do Chile.”

    Tal vez, mas acho que de ser assim, o Chile não o teria comprado. A ARCh se caracteriza por não gastar com navios “desnecessários” pra sua frota. Hoje, com 2 abastecedores, um de 27.000 e um de 42.000 ton.

    Em tudo caso, o meu comentário foi apenas que, segundo a minha “suposição” (Achismo, chute, etc.) Não é um abastecedor assim, tão grande se consideramos o que a Marinha da China almeja ser algum dia.

  27. Nem é grande demais, nem pequeno demais.
    Muito pelo contrário…
    .
    Aparentemente a classe chinesa de Fast combat support ship Type 901 tem objetivos e metas bem definidos. Senão três abordagens complementares.
    .
    Operacional.
    .
    Oferecer suporte de longo curso para força-tarefa centrada em porta aviões, sustentando velocidade compatível com a esquadra de combate, oferecendo óleo, munição e suprimentos necessário à missões de combate longe das bases navais da PLA-Navy.
    .
    Seu porte se justifica pela enorme quantidade de combustível – para navios e aeronaves – necessários em missões continuadas e distantes.
    .
    A potência instalada, 4 (quatro) turbinas QC280 com um total de 112 MW (150.000 hp), são necessários para navegar a 25 nós, no passo da esquadra.
    .
    Doutrina (desenvolvimento).
    .
    Testar o conceito de Fast combat support ship utilizado pela US Navy – classe Supply (atual) e Sacramento (reserva) – e pela JMSDF – classe Mashu (221 metros, 2 turbinas Spey e 24 nós).
    Desenvolver doutrina, testando os que seus adversários fizeram e ainda fazem, para saber se é viável ou não.
    .
    Demonstração de força.
    .
    Durante décadas as nações da Ásia observaram em seus portos ou ao largo os imensos navios logísticos norte americanos, com destaque para os Sacramento e Supply com seus 230 metros e quase 50.000 toneladas. Agora os chineses vão desfilar com algo ligeiramente maior (10 metros?) e igualmente imponente.
    .
    Qual a mensagem implícita?
    Basta se colocar no lugar de um vietnamita, filipino, malaio, ‘coreense’, indonésio, hindu ou qualquer outro por aquelas águas e além, como a costa da África ou Mar da Arábia.
    .
    Forte abraço,
    Ivan, o Antigo.

  28. Ivan…
    .
    a classe “Sacramento” não está na reserva…foram todos desmantelados anos atrás…o que
    está na reserva são dois navios da classe “Supply” enquanto os outros dois continuam em
    serviço…o que achei estranho no comentário do Glasquis que considera o navio chinês “pequeno” ou não condizente à uma marinha como a chinesa é que a classe “Supply” serve para a US Navy e não serão construídos navios maiores para eventualmente substitui-los portanto o navio chinês é mais que adequado para a marinha chinesa.
    .
    abs

  29. Dalton,

    Você não entendeu meu comentário. O Navio é grande mas, nem tanto se comparamos as necessidades de uma Marinha do tamanho da China nem da sua importância geoestratégica.
    Não considero o navio pequeno, apenas esperava uma capacidade de carga maior.

  30. Admiral Dalton,
    .
    Obrigado pelo aviso sobre os “Sacramento”.
    Navios imponentes que me impressionavam bastante, mas confesso que não pesquisei antes de escrever sobre a situação dos 4 (quatro) grandes Fast combat support ship.
    .
    Você escreveu:
    “… o navio chinês é mais que adequado para a marinha chinesa.”
    Ok!
    Penso que é isso mesmo e a palavra chave é “adequado”.
    Mas, como você sabe melhor que eu, os chineses mantém uma significativa frota de outros ‘tanqueiros’, como por exemplo os 2 (dois) Type 903 (20.500 toneladas) e 6 (seis) Type 903A (23.400 toneladas), ambos com velocidade de 20 nós, portanto mais ‘conservadores’.
    Em tempo, aparentemente continuarão a lançar mais navios da classe Type 903A, ou versões melhoradas. Tem missão para os ‘gigantes’ e para os ‘médios’.
    .
    “Adequado” porque é o que a PLA-Navy precisa hoje e nos próximos anos para cumprir as missões que se propõe. Acredito que as que enumerei acima estão entre elas.
    .
    Forte abraço,
    Ivan, um antigo infante.

  31. Glasquis…e também Ivan !
    .
    …a US Navy é maior que a marinha chinesa e mesmo assim estipulou um limite para seus “AOEs”…classes “Sacramento” já retirados de serviço e “Supply” e apesar da US Navy estar em um processo de crescimento da chamada “Frota de Batalha”,dois dos 4 “Supply” foram para a reserva e os substitutos dos dois ainda em serviço serão menores, já que a US Navy pretende substituir os 2 “AOEs” e os 15 “AOs” por 17 novos “AOs” que NÃO serão maiores que os atuais “AOs” da classe “kayser”.
    .
    Você parece acreditar que os navios de apoio logístico da US Navy deveriam ser maiores do que são, conforme você mesmo escreveu acima…só que há um limite para esse tipo de navio que parece ter sido alcançado nos cerca de 45.000 toneladas de deslocamento máximo e a US Navy está “feliz” com isso.
    .
    A US Navy não quer navios “gigantescos” como se vê no mercado civil, para apoio logístico e
    os 17 novos navios tanques (AOs) estarão combinados com os 14 navios de transporte de munição/carga seca classe “Lewis and Clark” já em serviço, todos com cerca de 45.000 toneladas de deslocamento máximo.
    .
    E é bem possível que a marinha chinesa siga os passos da mais “calejada” US Navy padronizando o tamanho de seus navios de apoio logísticos e não criando uma classe de
    “gigantes” ainda maiores que os atuais.
    .
    Só lembrando por exemplo que a chamada força de “pré-posicionamento” que apoia tanto o US Army quanto o US marine Corps aí sim conta com navios “gigantescos” de mais de 60.000 toneladas de deslocamento para transporte de veículos, equipamento pesado, etc, mas aí é outra diferente de apoio logístico.
    .
    abs

  32. Admiral Dalton,
    .
    Entendo já há algum tempo que a US Navy iria abandonar o conceito de gigantescos Fast combat support ship, muito caros de construir e operar, além de alvos tentadores.
    Uma pena, são navios impressionantes.
    .
    Na verdade, foi você mesmo em outra oportunidade que me alertou para isso, mostrando que os ianques buscariam mais racionalidade com navios um pouco – sim, um pouco – menores, mas com ainda menores prestações, algo como 20 a 22 nós de velocidade.
    .
    Chamei atenção acima para outro ‘detalhe’, que a PLA-Navy teria outros objetivos além de apenas abastecer a esquadra, quais sejam:
    – Testar o conceito “Fast combat support ship”;
    – Mostrar ao mundo que operam navios tão imponentes quanto a US Navy.
    .
    Em tempo.
    Entre os navios de apoio logístico que me chamaram atenção, o conceito da dupla Fort Victoria e Fort George da Royal Navy (depois da Royal Fleet Auxiliary) sempre me deixaram entusiasmado.
    Sua capacidade de operar (hangar e convoo) com até 5 (cinco) helicópteros Sea King ou Merlin impressiona, sendo um navio de apoio sensacional para uma força ASW… aliás, foi criado para isso, como centro de um grupo ASW com fragatas Type 23.
    .
    Mas aí é outra história…
    … para outra matéria.
    .
    Forte abraço,
    Ivan, o Antigo.

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