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NPa Maracanã: sai o vencedor da concorrência para remoção do casco do Estaleiro Eisa

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Futuro NPa Maracanã em construção no Estaleiro Eisa, em 2013

A Marinha do Brasil realizou o julgamento das propostas da concorrência para a contratação de empresa especializada na execução dos serviços de remoção e transporte, por via marítima, do casco EI-515 parcialmente construído (futuro Navio Patrulha (NPa) Maracanã) do Estaleiro Ilha S.A. (EISA), com entrega no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), por meio de operações de “Load Out”, transporte marítimo e lançamento.

A proposta vencedora foi a da Tranship Transportes Marítimos Ltda, com o preço global de R$ 2.447.500,00 pelo serviço. A outra proposta era da Locar Guindastes e Transportes Intermodais S.A., que apresentou o preço de R$ 2.735.457,00.

O processo de contratação do serviço pode ser acompanhado aqui.

No final de 2015 o estaleiro EISA encerrou operações e demitiu cerca de três mil funcionários, na Ilha do Governador. Os portões foram lacrados e a presidência do estaleiro – controlado pela holding Synergy Shipyards -, justificou o corte de pessoal pelos impactos da recessão econômica e da operação Lava-Jato. O Estaleiro Ilha S.A (Eisa) confirmou na mesma época em nota que tinha entrado com pedido de recuperação judicial.

43 COMMENTS

  1. Fabio, está explicado no último documento do link colocado na matéria. Sugiro a leitura, como já sugeri a você outras vezes.
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    Cabe recurso, em até cinco dias úteis a partir da publicação no Diário Oficial.
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    A publicação no DOU foi terça, dia 1/8/2017.
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    Cinco dias úteis, se não errei a conta, acabam na terça-feira que vem, dia 7.

  2. Pode sim…
    E também não pode não…
    Muito pelo contrário…
    Em suma, em licitações tudo pode acontecer, inclusive nada.
    Tenha paciência e aguarde terça que vem, Fabio, tem coisa que nem a Mãe Diná, nem o Uri Gueller, nem o matemático Oswald de Souza nem o Padre Quevedo poderiam saber, então é melhor não perguntsr

  3. Quantos classe Macaé foram contratados com a Estaleiro Ilha S.A. (EISA)?
    Existe mais algum casco que a construção já está bem avançada?

  4. Com o custo do transporte de R$ 2,447 milhões não sei se vale a pena transportar os outros dois cascos da MB existentes no EISA, pois não sei se valem tudo isso.

    Se custam menos do que isso, compensa começar do zero em um estaleiro conceituado e com as finanças em ordem. Até mesmo partir para outro modelo de NaPa500.

  5. Igortepe e Fabio, a informação que tenho é que o futuro NPa Mangaratiba tinha cerca de 40% de suas obras concluídas quando a construção foi interrompida. Isso significa que boa parte do casco estava pronta.
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    Temos fotos de dois anos antes da interrupção definitiva em que a seção de proa estava bem adiantada, e outras seções iniciadas.

  6. 2,5 milhões de reais que poderiam ser usados em outra coisa. É mais dinheiro público gasto para sanar a irresponsabilidade de alguns “ispertos”. Alguém terá que responder financeiramente por isto.
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    O INACE poderia, muito bem, ter sido recontratado para o serviço. Os NAPAs por eles construídos estão navegando. É o que dá tentarem reinventar a roda, ou privilegiar alguns compadres.

  7. R$ 2.447.500,00 para remoção e transporte via marítima??? eu trabalho com logistica, não e minha especialidade esse tipo de transporte, mas achei o valor muito elevado…vai levar esse casco para China????

  8. Wesley, vc pode clicar no link para os documentos da licitação, no meio da matéria, e dar uma olhada no conjunto de pouco mais de uma dúzia de documentos que trazem detalhes de todo o procedimento etc, incluído nessa remoção e transporte do EISA ao dique Almirante Regis do AMRJ. Aí dá pra entender melhor.

  9. Nada que a nossa própria marinha não pudesse fazer, se tivesse os meios necessários.
    Pagar tudo isso para transportar cascos, alguns deles valendo menos que o custo de transporte?

  10. Galante, o que eu soube foi das dificuldades do próprio projeto da Vigilante 400, o qual teria sido entregue incompleto, ou com problemas que não atendiam às demandas da MB, e que exigiu readequação e retrabalho pelo próprio pessoal do INACE e da EMGEPRON. Isto teria gerado os problemas de atraso e, devido ao reprojeto, problemas corriqueiros nas duas primeiras embarcações as quais podemos chamar de protótipos.
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    Agora tu há de concordar que entre “deixar a desejar” a não ter sequer finalizado uma única embarcação deste segundo lote, vai uma diferença grande, ou não?! A pergunta que não quer calar, qual foi a modalidade?! Técnica e Preço ou só Preço?! Ao que parece, foi só Preço, o que saiu mais caro ainda.
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    Sem fazer propaganda do INACE, até porque não conheço o estaleiro, muito menos alguém que trabalhe lá, mas é inegável que todos os projetos contratados foram entregues à MB. Inclusive com exportação de um NAPA 200 à Namibia.
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    Repito, mania de reinventar a roda dá nisso.

  11. Exato Jeff, temos o dique flutuante Alte Schieck que poderia ser utilizado para isso.

    O AMRJ vai terminar os navios?

  12. 2.4 milhões para 500 toneladas por uma distância de 10 milhas náuticas (18,5 Km)?
    Ou 240 mil reais para cada milha náutica?
    Ou pode ser 4,800 reais por tonelada?
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    E ainda querem construir corvetas e fragatas.
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    Reality is a bitch.

  13. Oganza 3 de agosto de 2017 at 20:28
    Chamava os Koreas, limpava o EISA, levava tudo para o AMRJ.
    Eles concluiam tudo em parceria e ainda entregavam o Arsenal reformado.
    Pagando-se lógico.
    Pero no tenemos plata.

  14. Oganza,
    boa conta a por tonelada.
    Vc sabe quanto custa a Ton U$$ desse aço empregado ? Eu sei ! rsrs
    Vou parar por aqui….

  15. Não existe é respeito com o dinheiro público!
    Não questiono o valor da proposta vencedora, o certame foi público, mas penso que não deveria era haver licitação; a MB deveria fazer o carreto, se houvesse competência! Leia-se Marcelo Andrade.
    Se houver outra denúncia contra o Temer, o Brasil fecha as portas.

  16. A faina para remoção será semelhante ao loudout do submarino, conforme o vídeo. Não é algo barato ou simples de se fazer. Ele deverá ir em uma balsa até o AMRJ, para então ser lançado em algum dique, após obras para garantir sua estanqueidade.

  17. JP, segundo documentos da licitação que li, os quais respondiam a dúvidas enviadas pelas empresas que participaram, o dique será o Almirante Regis (o maior dique do AMRJ).
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    Fica a dúvida se essa docagem do futuro NPa Maracanã, posicionado sobre a balsa de transporte no dique Almirante Regis, será simultaneamente a alguma outra já programada ou será apenas para esse pequeno navio.
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    Afinal, geralmente se aproveita para docar mais de um, dado o tamanho do dique. Há duas semanas, por exemplo, estavam lá o Ary Rongel e o Almirante Maximiano, além de um classe Grajaú.
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    Mas não sei se uma docagem simultânea a outros navios seria complicado devido ao trabalho posterior de soltar o navio da balsa. Se tiver tempo, vou dar uma olhada no edital completo.

  18. Li rapidamente o edital, como havia escrito que faria. O edital está num arquivo zip, disponível no link que está no meio da matéria, junto a diversos outros documentos complementares.
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    Recomendo a leitura a todos que queiram saber mais sobre o assunto, a complexidade que o edital presume para o serviço, as estimativas constantes no mesmo, além de muitos detalhes técnicos.
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    Destaco aqui alguns trechos do Anexo 1 do edital, que é um documento de acesso público, disponível no link que indiquei acima a quem quiser ler, apenas para ajudar na discussão sobre o tema (como posso eventualmente cometer erros de digitação, pois digito muito rápido, sugiro a leitura do original), e eventualmente responder a algumas questões colocadas nos comentários:
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    “1 Propósito
    Em face da rescisão do contrato de construção de Navios-Patrulha de 500 toneladas (NPa-500), firmado entre o Estaleiro Ilha S. A. (EISA) e esta Diretoria de Engenharia Naval (DEN), e do trânsito em julgado do Processo Administrativo de Rescisão Contratual (PAdRes) e do Processo Administrativo de Execução da Rescisão Contratual (PAdExRes), este último instaurado visando à necessária Apuração de Haveres e Deveres, se faz necessária a tomada de posse do objeto pela Marinha do Brasil (MB).
    Desta forma, o presento Projeto Básico (PB) tem como propósito estabelecer os parâmetros necessários à remoção do casco EI-515 (futuro Navio Patrulha “Maracanã”), parcialmente construído no EISA, cuja entrega será no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ).
    Conforme detalhado no anexo A, insta salientar que a remoção em questão se trata de um serviço complexo e específico, não tendo natureza comum, por necessitar de infraestrutura, apoio logístico e capacitação técnica, não disponíveis na Força para tal, tendo em vista retirar o casco do EISA, transportá-lo, por via marítima, até o AMRJ, entregando-o, com segurança, a essa Organização Militar, o que justifica a abertura de processo licitatório para a contratação desse serviço.”
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    “4.2 Serviços a serem prestados pela futura CONTRATADA
    Para a realização dos serviços de remoção do casco EI-515, do EISA para o AMRJ, a futura CONTRATADA realizará os seguintes serviços:
    a) Preparação do casco para o “load out”, no Galpão 4A do estaleiro EISA;
    b) Remoção do casco do EISA, com destino ao AMRJ, por meio de operação de “Load Out”;
    c) Transporte do casco em balsa, por via marítima, até o AMRJ;
    d) Atracação da balsa no AMRJ, pelo tempo necessário para a realização dos serviços, pelo AMRJ, necessários à condição adequada de flutuação do casco; e
    e) Lançamento do casco no interior do dique seco do AMRJ.
    A descrição detalhada dos serviços está na Especificação de Serviço de Engenharia (ESE) constante do anexo A e dos documentos nele referenciados.”
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    “4.4 Regime de Execução
    4.4.1 O regime de execução será o de empreitada por preço unitário, sendo que a adjudicação se dará para o menor preço global;”
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    “4.5 Localização e Rotina de Trabalho
    4.5.1 O serviço será executado no EISA (Galpão 4ª e adjacências) e no AMRJ (cais do Edifício nº17 e adjacências, dique seco Almirante Régis);”
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    “7 PRAZO DE EXECUÇÃO E CRONOGRAMA DE DESEMBOLSO
    7.1 O prazo para realização da manobra obedecerá o disposto no CFF apresentado pela futura CONTRATADA, que deverá ser elaborado em concordância com os prazos e percentuais apresentados no anexo C deste PB, sendo que a data de início da manobra (Dia D+30) será confirmada pela DEN à CONTRATADA por meio de assinatura da Autorização para Execução de Serviço (AES), constante do anexo D, a ser efetuada no dia (D+5);
    7.2 O prazo estimado total para realização dos serviços, a contar da data de assinatura da AES será de 90 (noventa) dias corridos, incluído o prazo estimado de 30 dias para a execução dos serviços de preparação para o lançamento, realizados pela MB, os quais poderão variar conforme os dias efetivamente utilizados pela MB para os serviços de preparação do navio para o seu lançamento.
    7.3 Em face da complexidade dos serviços, os quais dependem, inclusive, de boas condições meteorológicas, considera-e adequado que o contrato tenha sua vigência estendida em 30 (trinta) dias corridos além dos 90 (noventa) dias estimados para a execução dos serviços. Logo, o contrato terá vigência de até 120 (cento e vinte) dias, a contar da data da publicação do extrato do Contrato no DOU, a teor do art. 61, parágrafo único, da Lei n.º 8666/93;”
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    “8 CUSTO ESTIMADO
    8.1 O custo para os serviços foi estimado com base na média de orçamentos obtidos junto a empresas especializadas em operações de “load-in / load-out” e transporte de navios em condições similares ao previsto neste Projeto Básico.
    8.2 O custo estabelecido é composto de:
    8.2.1 Custo básico – R$ 1.855.000,00 (um milhão, oitocentos e oitenta e cinco mil reais), referentes aos serviços de “load-out”, transporte marítimo e lançamento, considerando, ainda, a franquia de 10 (dez) dias corridos de disponibilidade de balsa, carreta e/ou rebocadores; e
    8.2.2 Custo variável – R$ 1.800.000,00 (um milhão e oitocentos mil reais), referentes ao valor estimado da diária de balsa, rebocadores e/ou demais equipamentos, de R$ 60.000,00 (sessenta mil reais), multiplicado pelo período estimado de 30 (trinta) dias de utilização. Tais diárias serão contabilizadas, por dia de utilização, no que exceder a franquia de 10 (dez) dias inserida no custo básico. Os 30 (trinta) dias adicionais foram estimados considerando a necessidade de realização, pela MB, de serviços visando ao lançamento do navio.
    8.3 Logo, para fins de adjudicação, o custo total estimado para os serviços é de R$ 3.685.000,00 (três milhões, seiscentos e oitenta e cinco mil reais), estando inclusos todos os encargos, taxas e impostos incidentes sobre o mesmo, seguro marítimo RCA-C, além de todos os serviços especificados Especificação de Serviços de Engenharia constante do anexo A deste PB, tais como supervisão, manutenção, direção, administração, mão-de-obra, equipamentos, adicionais de salários, ferramentas, transporte de pessoal, alimentação, as despesas com leis sociais e trabalhistas, impostos, licenças, emolumentos fiscais e outras despesas, inclusive lucro, necessários à perfeita execução dos serviços ora contratados, bem como quaisquer outros custos decorrentes do objeto contratado.”
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    Outros trechos interessantes de anexo mais à frente:
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    “Balsa – Resistência estrutural do convés completamente adequada à manobra imposta pelo Navio, em um mínimo de 500 (quinhentas) toneladas, controle de lastro destinado à compensação de calado, banda e trim devido aos efeitos de ondas, ventos, maré, deslocamento de carga no convés e outros fatores intervenientes que influenciem o equilíbrio e segurança do conjunto balsa e Navio.
    Deverá possuir capacidade de ser totalmente alagada e mantida no fundo do dique de modo a possibilitar a docagem e desdocagem do Navio e ter suas dimensões principais compatíveis com as restrições do dique “Alte. Régis”; do canal de acesso ao cais sul interno e da bacia de manobra em frente ao Edifício 17 do AMRJ; da altura do cais e das condições de maré reinantes, além de restrições e condicionantes decorrentes das circunstâncias do local.”
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    “Após a atracação da balsa nocais do AMRJ serão finalizados os preparativos para a flutuação do Navio, a cargo da MB. A previsão para o período de atracação da balsa ao cais antes da movimentação para o interior do dique seco é de até 40 (quarenta) dias.”
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    “Após o posicionamento da balsa, com o Navio, no interior do dique, a CONTRATADA deverá preparar a mesma para que a possa permanecer no fundo do dique por ocasião do seu alagamento, e certificar-se que esteja em condições de desdocar o Navio.”
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    “O AMRJ providenciará a recolocação da porta batel e início do esgotamento do dique; A balsa será docada no AMRJ e atenderá o plano de docagem fornecido pela CONTRATADA.”
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    “Uma vez verificada a prontificação da balsa, o GERENTE DA CONTRATADA deverá notificar por escrito ao Fiscal do Contrato para que o alagamento do dique possa ser iniciado, quando, então, o AMRJ procederá a desdocagem do Navio.”
    “Logo depois de completado o alagamento do dique, a CONTRATADA deverá cumprir todos os procedimentos de verificação preconizados no PIT, após o que o GERENTE DA CONTRATADA informará ao Fiscal do Contrato, apresentando todas as listas de verificação pertinentes devidamente preenchidas, de forma que a porta do Dique possa ser retirada.”

    “O AMRJ procederá a retirada da porta batel, e consequente retirada do Navio, após o que, será reposicionada a porta batel para proceder novo esgotamento do dique.”
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    “Após o esgotamento do dique, a CONTRATADA realizará nova preparação da balsa para que a mesma volte a flutuar durante o alagamento do dique.”
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    “A CONTRATADA será integralmente responsável por restituir ao EISA os berços utilizados nas condições em que se encontravam antes do início das operações.”

  19. Se levaram o casco inacabado para o AMRJ, com certeza é para finalizar a embarcação.
    Se a marinha, não fez contratos temporários com funcionários da extinta EISA, já deveria ter feito.
    E poderia aproveitar e construir os outros 4 no AMRJ.

  20. Só um complemento, Fabio: não é pra contar desde agora.
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    Tem que contar a partir da publicação da Autorização para Execução de Serviço (AES) no Diário Oficial da União (DOU).
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    Assim, peço que a partir da semana que vem você comece a entrar todo dia no site do DOU para verificar se foi publicada a AES.
    Se publicarem, por favor, avise a gente aqui.
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    Desejo um bom monitoramento pra você.
    Link abaixo (sugiro que vc coloque o nome Tranship no campo “informe o termo” do site do DOU, selecione todos os jornais e não deixe de verificar nenhum dia):
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    http://portal.imprensanacional.gov.br

  21. Sempre aparece um bonitão aqui dizendo para construir aqui no Brasil, compensa construir aqui? Desde quando ???? Transferência de tecnologia né ?? Fortalecer nossa indústria naval né ?? Ahammm
    Por isso sou a favor de construir tudo lá fora de preferência nos estaleiros sul coreanos!

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