Corveta Barroso

Por Alexandre Gonzaga

Niterói (RJ), 06/08/2017 – Familiares e amigos dos militares que compõem a tripulação da “Barroso” estiveram neste domingo (06), na Base Naval, em Niterói, para acompanhar o suspender da corveta, que será a próxima nau-capitânia da Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas do Líbano (FTM-UNIFIL).

Na solenidade, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, recordou o episódio ocorrido em setembro de 2015, quando a corveta Barroso resgatou 220 refugiados no Mar Mediterrâneo. “Há um simbolismo. Para o mundo todo demonstrou sua humanidade, competência e solidariedade, daqueles que fazem esta tarefa gloriosa de prover a paz. A defesa da vida é um bem supremo e o Brasil se tornou reconhecido mundialmente e respeitado por ser um país provedor de paz”, disse o ministro. Será a segunda fez que a corveta brasileira parte para o Líbano para compor a Força-Tarefa Marítima da UNIFIL e se tornar a nau-capitânia

Dirigindo-se também aos familiares, o ministro destacou que os 195 militares da corveta Barroso foram muito bem preparados e contam com todo o apoio da Marinha do Brasil. “Esses homens e mulheres voltarão com orgulho de terem sido provedores de paz. Quando eles voltarem, quero estar aqui para recebê-los nossos heróis com a certeza do dever cumprido”, comentou. O ministro Jungmann ainda percorreu as instalações do navio e recebeu explicações sobre funcionamento de radares e outros equipamentos.

O comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, lembrou o orgulho da Força Naval brasileira, que por seis anos ininterruptos, desde sua criação, mantém o comando da única força-tarefa marítima em operação de manutenção de paz sob égide das Nações Unidas. “Demonstra o elevado conceito que os marinheiros e fuzileiros navais perante outras Marinhas e a capacidade logística e operacional da Força em manter seus meios em áreas afastadas.” E continuou: ao contribuir para estabilidade regional no mar adjacente ao Líbano, reforçamos o compromisso internacional do Brasil em apoiar países amigos e compor o esforço conjunto para garantir a segurança das linhas de comunicação marítimas e o imprescindível comércio que por ela flui”, destacou o almirante.

Para o comandante da corveta Barroso, o capitão de fragata, Dino Avila Busso, desde 2011 o Brasil tem se destacado com a presença da Marinha na UNIFIL e ajudado muito a população do Líbano. “O navio passou um período longo de preparo e manutenção de seus equipamentos. Saímos hoje muito bem preparados e motivados em elevar o nome do Brasil nessa missão de paz.

Um dos tripulantes da corveta Barroso, o cabo Victor Hugo aguardava a sua partida ao lado da esposa Anna Paula e do filho Thor, de dois anos. “Estou indo pela segunda vez para o Líbano e vamos cumprir nossa missão”, comentou o militar. Também o terceiro sargento fuzileiro naval Santana não escondia a expectativa de participar da missão.

Corveta Barroso suspendendo da BNRJ rumo ao Líbano

A “Barroso”

De projeto e fabricação nacionais, a corveta é um navio de 103,5 m de comprimento e 2,4 mil toneladas (a plena carga), com autonomia para permanecer por 30 dias em missão. Sua velocidade nominal máxima, com turbina a gás, é de 30 nós, e seu raio de ação, com velocidade de 12 nós, é de 4 mil milhas (ou 7,2 mil km).

A “Barroso” irá se deslocar para a área de operações, cumprindo escalas logísticas programadas em Natal-RN, Las Palmas (Espanha) e Toulon (França). Sua chegada em Beirute (Líbano) está prevista para o dia 8 de setembro do corrente ano.

A UNIFIL
A UNIFIL conta, atualmente, com a participação de diversos países, incluindo o Brasil, e com aproximadamente 12 mil militares, além de funcionários civis. A presença do navio brasileiro contribui para a garantia da paz e da segurança na região, além do adestramento da Marinha Libanesa.

FONTE: Ministério de Defesa

21 COMMENTS

  1. é nossos soldados são heróis mesmo, tendo que trabalhar com poucas ferramentas de trabalho
    começamos com fragata agora vamos de corveta ,na próxima vai de navio patrulha e finalmente de jangadas nosso soldados são realmente muito bons ,péssimo são o comando político e militar que não consegue comprar ou fazer nem navios patrulha para dar ferramentas adequadas para os soldados se defender no momento de perigo
    mas este comandos politicos perdoam dividas de bilhões para se manter no poder coitada das forças armadas do brasil .A marinha tem o pior comandante da sua historia não consegue comprar nenhum parafuso ,mas especialista em dar baixa adeus marinha

  2. A “Barroso” é mais do que suficiente para cumprir a missão…os demais navios da “Força Tarefa”
    são igualmente “modestos”.

  3. Prezado Antonio, com todo respeito, você foi muito injusto com o atual CM… a administração dele é bem pé no chão, essencialmente pragmática… mas, enfim, cada um com sua opinião… abraço…

  4. barroso é a pequena notável, ganhou respeito pelo salvamento – felizmente pequena pra caber naquelas águas tão cheias de belonaves.
    acho estranhíssima a proa, parece que a seção do casco à vante da superestrutura vai destacar no primeiro caturro.
    boa sorte, corveta barroso.

  5. Pessoal
    Com todo o respeito, pela minha ótica de leigo eu acharia interessante construir mais umas 3 dessas antes de fazer um novo projeto… Afinal essa já sabem como fazer…

  6. É isso aí XO, o CM Leal Ferreira está fazendo um excelente trabalho, pé no chão. O oposto de seu antecessor que tem, como único mérito para mim, a compra das classe Amazonas por oportunidade. Excelente aquisição para a MB.

  7. Por isso que políticos que gastam o que não tem e com o que não precisam fazem tanto sucesso no Brasil. Pessoas os aplaudem como herois ou santos, enquanto aqueles que tomam medidas duras para por a casa em ordem são criticadas e ridicularizadas!
    .
    Da minha parte, o CM Leal Ferreira está fazendo um ótimo trabalho, sendo corajoso e pensando tanto no presente como no futuro da MB! A Marinha, felizmente, está em boas mãos!!!!

  8. Acho os outros CM que passaram se deixaram se influenciar pelos discursos megalomaníaco do ex presidente (não que esse atual seja melhor).

    Esse CM Leal parece que tem um discurso “sandálias da humildade”, ele serviu com um finado tio meu na MB

    Mas as forças armadas do Brasil sempre viveram de suspiros e devaneios, culpa dos militares também, poucas vezes saiu algo do papel, acho momento único quando construíram a 6 escoltas da Classe Niterói no estado da Arte(projeto inicial para 10 escoltas), não deviam nada para nenhuma escolta da US Navy, Royal Navy ou outra Marinha de ponta na época.
    E sem elas não teriam vindo as Corvetas.

  9. Alex Barreto Cypriano 7 de agosto de 2017 at 18:06
    Alex, a Barroso é meio que um Frankenstein, rsrs, é um misto de Inhaúma com Niterói, por isto tem-se a impressão que a proa com suas bochechas não são dali. rsrs

  10. Pois e o “megalomaniaco” ex_Presidente a que alguem se refere teve a coragem de aprovar o Prosub; aprovou a aquisiçao do helicoptero “caracal” /EC 225 (com fabricaçao local) e programa de construçao do VBTP Guarani. Ja seu antecessor, “sociologo” (filho de Gal e possivelmente frustrado pela expulsao da AMAN) tratou as FFAAs c/um descaso sem tamanho. Pelo amor de Deus vamos nos despir do preconceito e agir com o pragmatismo norte_americano pelo menos uma vez na vida, reconhecendo quem de fato valoriza a Soberania Nacional, por atos e nao pela retorica.

  11. O que mata o Brasil hoje em dia é que todo e qualquer assunto vira discurso ou discussão política, pró ou contrá, existe no Brasil a ala super defensora do Lulismo e os defensores FHC, todos tem seus méritos e mazelas, mas todos não deixam no fim de ser farinha do mesmo saco, fruto deste sistema podre. As nossas forças armadas aos trancos e barrancos vai conseguindo se manter e destacar até entre os poderosos, mesmo que sem equipamento de ponta, como fica claro na MB, mas vale destacar que a Corveta Barroso é uma máquina de guerra eficiente e grande para sua classe e atende as demandas de nosso país neste momento, poderia haver mais umas 6 destas e o mesmo de fragatas que nos supriria uma grande demanda.

  12. Hamilton Mendes,
    Coragem não é a qualidade que fomentou a decisão do ex-presidente de aprovar o Prosub e a aquisição do Caracal, ambos superfaturados.
    Aliás, no caso da última, trata-se de uma das piores compras já realizadas pelo Brasil. Caríssimo de adquirir e de operar, com pouco conteúdo nacional, defeituoso (problemas ainda não sanados), provável fracasso comercial, porque a França vende ele mais barato (só as FA brasileiras compraram e comprarão os fabricados aqui).
    Acho que você deveria seguir o que pregou: reconhecer os atos e não a retórica.

  13. O Ex, do alto de toda a sua glória etílica, garantiu um ótimo contrato para a sua empreiteira favorita. Foi só mais um contrato como tantos outros para os fins que todos já conhecemos, onde o que menos importava de verdade era a soberania nacional. O contrato dos helicópteros é outro mistério, dado o seu valor absurdo.
    Mas reconheço a visão do excelentíssimo ex presidente, pois conseguiu enxergar o o que o sociólogo não quis ver: contratos de defesa podem ser muito lucrativos para o partido e seus apadrinhados. Se o sociólogo tivesse visto isso, provavelmente teríamos vários programas de defesa em seu tempo.

  14. Como comentado pelo Ádson, a proa da V34 é baseada na das FCN, como medida para corrigir o problema crônico das CCI no que tange ao “embarque” de água em mar agitado, o que causa muitos transtornos e avarias no 4.5… não é muito harmonioso, mas resolveu, é funcional… abraço a todos…

  15. Xô, a Tamandaré pelo que parece, é uma Barroso com estética melhorada, rara. Isto não é demérito nem p uma nem para outra. Aliás, para nossas necessidades a Tamandaré é excelente, isso em minha opinião, o que pesa é o custo.

  16. Completando: como já disse algumas vezes meu sonho é ver no mínimo seis Tamandarés, frisando no mínimo, é mais sete Tamandarés desdentadas como patrulha complementando assim os Amazonas. E depois, quando possível, que venham as fragatas.

  17. Boa tarde
    A Barroso, em uma eventual modernização, poderia receber algum sistema de mísseis antiaéreos, tipo um RAM / Sea RAM? Ou talvez, um lançador de Sea Ceptor, parecido com o dos Áspides utilizados nas FCN?

  18. Não falem mau da corveta Barroso, pelo que sei ela é o navio de guerra mais novo é moderno da nossa MB, com a CB, quem precisa dos Arleyt burght, 😍

  19. Hamilton Mendes,

    EC 725 Caracal ( não E 225) foi uma compra muito contestada, como no FX da FAB quase fecha contrato pelo compra do Rafale quando a FAB queria o NG Gripen, como ele comprou o Mirage 2000 um caça tampão, caro, que nem compensou ser modernizado…

    Ex presidente “sociologo” comprou as Type 22 Batch 2, por exemplo a Bosísio chegou aqui com 12 anos de comissionada……depois do seu governo foram 4 mandatos, e quais são as escoltas da MB?

  20. Hamilton Mendes e Rodrigo Tavares,
    Nem EC 225, nem EC 725, nem E 225.
    A denominação atual da aeronave, após a mudança do nome da matriz de Eurocopter para Airbus Helicopters, passou a ser H225M.

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