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Segurança do porta-aviões Queen Elizabeth sob revisão após pouso de drone a bordo

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A segurança do porta-aviões HMS Queen Elizabeth será revisada depois que um entusiasta de fotografias pousou um pequeno drone a bordo do maior navio da Royal Navy e permaneceu não detectado, disse o Ministério da Defesa do Reino Unido (MoD).

O incidente aconteceu quando a Queen Elizabeth, que será incorporado pela Marinha Real ainda este ano, estava atracado no porto escocês de Invergordon, em julho.

Um fotógrafo amador local viu a chegada do navio de guerra, que custou os £3 bilhões (US$ 3,9 bilhões), como uma ótima oportunidade para obter algumas imagens.

O homem, que optou por permanecer anônimo, disse ao jornal Daily Mail que ele estava “espantado” por conseguir pousar seu drone quadcopter DJi Phantom a bordo do navio de 70 mil toneladas e depois decolar novamente sem ser detectado.

Em uma entrevista à BBC, o fotógrafo disse: “eu poderia ter carregado 2 quilos de Semtex (explosivo plástico) e deixado no convés”.

De acordo com o piloto do drone, ele nunca planejou aterrissar seu quadcopter no convés do porta-aviões, mas foi forçado a fazê-lo devido a condições climáticas difíceis.

“Eu recebi um aviso de vento alto enquanto eu estava passando sobre convés de voo e meu sistema de controle me avisou para pousar”, ele explicou ao Daily Mail.

“Nós levamos a sério a segurança do HMS Queen Elizabeth”, disse um porta-voz do Ministério da Defesa ao Daily Mail, acrescentando que “uma investigação está em andamento sobre a aterrissagem do drone e nós intensificamos nossas medidas de segurança à luz disso”.

FONTE: rt.com

19 COMMENTS

  1. Pronto melhor custo benefício para um ataque.
    $ 1300, 00 dolar e você pode causar danos em um porta aviões de última geração.
    No mínimo alarmante, uma questão desta.

  2. De fato o incidente poderia ter implicações muito mais sérias num mundo cada vez mais assombrado com a capilaridade da guerra irregular combinada com a miniaturização e popularização de equipamentos, antes, de uso exclusivo militar.

    O chamado “tempo de paz” que faz a guarda de unidades militares atingirem níveis confortáveis, deve ser revisto nesses dias em que a realidade alterou a semântica significativamente.

    E em dias assim, que não irão mudar tão cedo, talvez até piorar, parafraseando Jack Welch, ex CEO da GE, só os paranóicos sobrevivem…

  3. Rapaz esse negocio de drone virou bagunça mesmo. Depois qie criaram esse besourinhos ai agora todo mundo faz a festa com eles! Os ermanos devem ter dado risadas com isso!

  4. A DJI é uma empresa Chinesa e a maior fabricante de drones do mundo. E depois dizem que produtos Chineses não tem qualidade.

  5. Realmente, Walfrido, alguem vai ter que desenvolver um spray “dronecida” para acabar com uma onda de bugs voadores como uma destas (kkkkkk). Tipo uma mini bomba termobarica explodindo no meio da nuvem ou um Canhão laser (talvez multifuncional, dosando intensidade e frequencia de varredura) abatendo um a um. Mas uma nuvem com uns trinta bugs quadrirotor cada um com dois quilos de trotil, pode destruir um conves catobar e incapaciar uma QE ou um Arley Burg ao lingo de meses!

  6. Aviões incapacitaram e afundaram os maiores couraçados da ww2 como o Yamato ou o Bismark. Agora chegou a vez dos drones afundarem os porta-aviões.

  7. Creio que a melhor proteção seria um sistema de interferência eletrônica – que aliás já existe p/ uso de proteção em terra, mas não sei se existe algum já instalado em embarcações.

  8. Está parecendo com o filme D.A.R.Y.L. de 1985 onde um garoto rouba uma aeronave de última geração debaixo dos olhos da segurança e ainda coloco um chiclets na câmera interna do moderno avião anulando o resto de segurança que ainda podia existir….
    PIADA mesmo. INACREDITÁVEL. Tanto para NADA.

  9. Qual seria a efetividade de um LRAD contra um drone doméstico? Seria forte o suficiente para danificar seus componentes ou interferir com a eletrônica?

  10. Manuel, você tem essa razão.
    Eu pensei a mesma coisa.
    Mas parece que não criticaram o fotógrafo.
    Não sei se no vídeo, que para mim aparece como não disponível.
    Talvez a marinha real tenha determinado a remoção do vídeo por questões de segurança.

  11. Antônio 14 de agosto de 2017 at 15:42
    Outro detalhe, que não sei se atentaram: o cara é um fotógrafo amador, mas diz na entrevista à BBC que “poderia ter carregado 2 quilos de Semtex (explosivo plástico) e deixado no convés”?!… Ahn?!, Semtex é por acaso um produto assim tão conhecido que qualquer leigo saiba do que se trata?!…

  12. Rafael Oliveira 15 de agosto de 2017 at 9:49
    Mas o amigo É um entusiasta dos temas de defesa! (assim como eu, embora seja ‘paisano’…). Eu jamais ouvira falar desse explosivo; já o tal do C-4…!
    Acho que o tal fotógrafo amador tenha alguma vivência militar prévia, e/ou tem conhecimento sobre temas militares além da média… (será que ele costuma ler aqui a trilogia? 😉 )
    Além disso, qual a facilidade de obter no mercado civil Semtex ou qualquer outro explosivo?…
    Bem, enfim: são considerações minhas. Mas espero que as autoridades inglesas comecem a fazer reflexões nessa linha de raciocínio. Investir bilhões de libras em um meio naval ‘estado da arte’ e deixá-lo vulnerável a ataques com artefatos improvisados — como seria o caso do hipotético uso de um drone civil carregado com explosivos — que poderia inutillizá-lo durante um bom tempo, é uma bobeada feia!

  13. André Luiz, aposto que um monte de leigos que frequentam a Trilogia sabem o que é Semtex. Quem acompanha temas de Defesa, acaba aprendendo essas coisas, mesmo sem procurar. Se bem me recordo, tomei conhecimento sobre o Semtex com um comentário do Oganza, há muitos anos.

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