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Raytheon e US Navy vão assinar contrato da variante antinavio do Tomahawk

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Teste do primeiro Tomahawk antinavio no final dos anos 80

O capitão Mark Johnson, gerente do programa do Naval Air Systems Command PMA-280, disse ao USNI News que a Marinha dos EUA está perto de assinar um contrato para transformar uma série de Tomahawk Block IV TLAM em mísseis de cruzeiro antinavio denominados Maritime Strike Tomahawk (MST).

A atualização ocorrerá quando a Marinha enviar seus Tomahawks de volta à Raytheon para recertificação. Um executivo da empresa disse que o buscador multi-modo para o papel antinavio provavelmente será uma mistura de sensores passivos e ativos.

A variante Tomahawk de ataque marítimo provavelmente entrará em serviço no início dos anos 2020.

Os mísseis também receberão uma atualização não especificada para permitir que os TLAMs operem em um ambiente de GPS negado e uma atualização da cabeça de guerra.

O esforço de recertificação para os mísseis Block IV começará em 2019 com as primeiras variantes do MST entrando na frota no início dos anos 2020.

O MST nasceu do conceito de letalidade distribuída da Marinha dos EUA de 2015 e seu esforço para adquirir mais armas ofensivas para a força da superfície.

Enquanto a Marinha apresentou uma variante antinavio de Tomahawk na década de 1990, a tecnologia de sensores não era suficientemente sofisticada para a discriminação de alvo de longo alcance e os mísseis foram rapidamente convertidos em variantes de ataque terrestre padrão.

19 COMMENTS

  1. O Tomahawk antinavio terá o mesmo alcance que o TLAM ou ficará restrito às 150 ou 180 nm? Qual a capacidade de sua ogiva?
    Como seria a dinâmica de um ataque com TASCM? Que sensores, embarcados ou aerotransportados, estariam envolvidos na detecção, identificação, rastreio dos alvos?
    Abs.

  2. Reflexos de novos tempos, eu diria…
    .
    Parece que a USN compreende a possibilidade de não ter a dominância do mar em tempos próximos. Por isso essa busca renovada por mísseis anti-navio de longo alcance. Enfim… Só ‘Harpoon’ não vai dar…

  3. Alguém poderia dizer o estrago que um tomahawk antinavio poderia fazer? Uma chuva de tomahawks sobre o Liaoning ou Admiral Kuznetsov poderia afundá-los? Perdoem a ignorância.

  4. Juliano,
    A ogiva do Tomahawk é da faixa de 1000 lb, que corresponde a de 3 Exocets e de dois Harpoons e é equivalente a uma bomba Mk-83. Dois ou três Tomahawks que atinjam um porta-aviões têm um potencial de fazer um belo estrago e até paralisar suas operações.
    Agora, para afundar um porta-aviões em tese são necessários mais impactos e preferencialmente abaixo da linha d’água ou que penetrem as várias anteparas e explodam causando perfurações no casco e comprometendo a estanqueidade , o que pode ser conseguido com até um tiro de sorte. Ou seja, há muitas variáveis!

  5. Alex,
    Tudo indica que o Tomahawk block IV antinavio não terá restrição de alcance, sendo igual ao da versão Block IV original (1800 km). Ele permanecerá com sua capacidade original de ataque a alvos terrestres.
    Quanto aos meios disponíveis à USN são vários. O maior limitador das plataformas de esclarecimento marítimo é o porta-aviões que estende sua ação a uns 500 km de distância. Como há números reduzidos de porta-aviões em operação pelos potenciais inimigos dos EUA vários meios são utilizados para detectar e identificar alvos além do horizonte. Ex: P-3, P-8, MQ-4 Triton, satélites ELINT, satélites Lacrosse (radar de abertura sintética), AEW E-2C/D, E-3 AWACS, MH-60R, etc.
    Não se sabe se o Tomahawk antinavio terá o mesmo grau de IA e autonomia do LRASM ou se precisará ser designado mais especificamente a um alvo. Em sendo limitado esse seria um fator que reduziria o alcance da função antinavio na prática.

  6. Aí que entra o F-35C, sendo furtivo ele pode se aproximar até uns 30km (ou menos) do alvo sem ser detectado para servir como plataforma de guiamento final do Tomahawk. O F-35 na minha opnião não foi feito para entrar em combate direto (ar-ar) como foi projetado o F-22, porém servirá como plataforma de controle e adquisição de alvos em estágio avançado dentro do território inimigo, eles, em tese, poderiam identificar uma bateria anti-aérea inimiga e fornecer dados de posição GPS para que uma chuva de mísseis de cruzeiro elimine todo o sitio adversário! Informação quem detém ganhará a guerra!

  7. A função do F-18 no vídeo, claro, é só gravar o voo do Tomahawk. Ele não teve função alguma de designação do alvo. Não há lógica em se utilizar um míssil de cruzeiro turbopropulsado com 1800 km de alcance se fosse necessário ter um caça a 2 km do alvo para “direcionar” o míssil.

    Matheus,
    Se há um F-35 a menos de 30 km de um navio inimigo ele mesmo poderia utilizar suas armas para atacá-lo. Por exemplo, com um par de bombas planadoras JSOW C1 (+ de 100 km), com até 8 bombas SDB -2 (80 km), ou mesmo com bombas LJDAM (28 km).
    Sem dúvida o F-35 será parte essencial da rede de sensores da USN dentro do conceito de NWC, mas ele será muito mais que uma plataforma de reconhecimento ou de designação de armas guiadas. Esta função está mais para o MQ-4 Triton ou para o MQ-25 e até mesmo para os menores MQ-8 Fire Scout e RQ-21 Blackjack.

  8. Grato pela resposta, Bosco. Dizia-se que o DF-21, embora antinavio balístico lançado de terra, teria muita dificuldade em completar seu kill chain pelas limitações e vulnerabilidades do COSS, e isso nas planuras do mar próximo. A USN, em sendo marinha global e apesar de seus grandes recursos, poderia enfrentar o mesmo problema com seus mísseis de cruzeiro antinavio de longo alcançe? De toda forma, uma capacidade invejável.
    Abs.

  9. Alex,
    O maior impedimento para os mísseis OTH (de cruzeiro ou balísticos) russos e chineses é a cobertura fornecida pelos porta-aviões, que em tese coloca uma barreira à qualquer plataforma que possa detectar, identificar, acompanhar e designar alvos para os mísseis antinavios de longo alcance.
    Os chineses estão enfrentando o problema de modo a viabilizar o ASBM DF-21D desenvolvendo um UAV stealth da classe do Global Hawk, de modo a que possa penetrar no perímetro da defesa sem ser notado e neutralizado. Também colocam suas fichas em sistemas baseados no espaço, mas que até onde se sabe ainda não estão operacionais. Esses sistemas estariam fora do alcance dos porta-aviões (em que pese os satélites poderem ser interceptados pelo SM-3 dos Aegis).
    Os americanos já têm menos desses “aborrecimentos” tendo em vista seus potenciais inimigos não terem a mesma capacidade. Sem falar que a abordagem americana, em usar mísseis subsônicos furtivos de longo alcance (Tomahawk Block IV e LRASM) dotado de multissensores e capacidade de reconhecer seus alvos por conta própria faz com que não seja necessário uma designação muito acurada. O míssil pode ser deixado numa área onde se sabe haver vasos inimigos e ele procura seus alvos por conta própria tomando suas próprias decisões.
    Muito provavelmente o Tomahawk Block IV com capacidade antinavio terá essa capacidade à semelhança do LRASM.
    Um abraço.

  10. Fábio CDC 18 de agosto de 2017 at 10:25
    Me lembrei de uma das muitas ideias malucas que surgiram na 2ªGM : um uma bomba guiada por pombos!
    https://en.wikipedia.org/wiki/Project_Pigeon
    Fernando “Nunão” De Martini 18 de agosto de 2017 at 10:51
    Sou fã do Klunk e suas maravilhosas e ‘aerodinâmicas’ aeronaves, rs. Grande lembrança.
    Abs.

  11. Bosco, parece que a China teria previsto pra 2015-2020 uma constelação de satélites (SAR, RF direction-finding, IR, ELINT e eletro-óticos) das famílias HJ-1(A,B,C,D), Yaogan e (navigacionais) Beidou. O UAV de longo alcance e grande altitude é o Xianlong.
    A grande fraqueza do COSS seria sua centralização excessiva de C2 que prestigia a sincronicidade em detrimento da iniciativa de campo.
    Obrigado e um abraço.

  12. Perdoe a intromissão, porém alguém poderia me informar sobre o nosso míssil matador de cruzeiro. será que há planos par desenvolvermos a médio prazo um que atinja a distancia de 600 quilômetros? Outra pergunta: é difícil desenvolver uma versão do Harpon? Obrigado. Fiquei tão chateado com este contingenciamento que me deu até arritmia. Conseguiram acabar com à educação, colocar em frangalhos a saúde, destruíram a segurança pública e agora querem sucatear e desmantelar de vez as Forças Armadas. Tenho ojeriza a estes governos e as incompetências e roubalheiras.

  13. a cerca de 1 ano atrás quando os russos anunciaram o sucessor do AS-4 (KH-22) denominado KH-32 que deveria ter velocidade supersônica e alcance de 1000km eu alertei que o problema da designação do alvo além do horizonte poderia ser contornada pela rede de satélites ELINT “Liana” agindo de forma a detectar a presença de navios inimigos em determinado “setor” assim sendo os mísseis poderiam ser disparados naquele azimute e depois em um segundo momento, estando já mais próximos dos alvos poderiam detectar e refinar de forma autônoma os alvos, Essa doutrina ja a mais de 30 anos é utilizada pela VMF com o P-700 Granit.

    Esta teoria foi prontamente combatida e distorcida pelo ispicialistra “mor” que afirmava de pés juntos ser impossível e afirmava também que a própria USN abdicou de seus Tomahawk antinavio pr ser impossivel designação OTH segura para seus mísseis… muito bem, agora me surpreendo lendo logo acima o mesmo voltando atrás de sua opinião e acatando esta possibilidade.

    O tempo é mesmo senhor de todas as verdades

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