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Japão quer sistema Aegis baseado em terra

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Destróier Aegis Myōkō da classe Kongō da JMSDF

WASHINGTON — O Ministério da Defesa do Japão incluirá financiamento para equipar as Forças de Autodefesa (SDF — Self-Defense Forces) com o sistema antimíssil “Aegis Ashore” em seu pedido de orçamento para o ano fiscal de 2018.

Com o Aegis Ashore, a versão terrestre do sistema antimíssil SM-3 dos navios Aegis da Força Marítima de Autodefesa do Japão (JMSDF – Japan Maritime Self-Defense Force), pretende fortalecer as capacidades de defesa do Japão contra mísseis balísticos norte-coreanos.

O ministério examinará o Aegis Ashore em conjunto com sua revisão das Diretrizes do Programa de Defesa Nacional e pretende ter fundos para projetar o sistema reservado durante a compilação do orçamento do final do governo.

Pensa-se que duas ou três baterias Aegis Ashore seriam necessárias para cobrir todo o Japão, com um custo de 70 a 80 bilhões de ienes por bateria.

O Japão atualmente tem duas camadas de defesa de mísseis balísticos: baterias SM-3 baseadas em navios Aegis, com uma alcance de altitude de 500 quilômetros; e mísseis baseados em terra PAC-3 Patriot, que podem atingir alvos a uma altitude de menos de 20 quilômetros. Os navios Aegis precisam ser rotacionados dentro e fora da estação, e a instalação Aegis Ashore destina-se a fortalecer as capacidades de interceptação de mísseis do Japão.

A JMSDF atualmente opera quatro navios Aegis equipados com mísseis SM-3, com um quinto para entrar em serviço este ano.

Concepção em 3D do Aegis baseado em terra

Radar para detectar aeronaves stealth

Em notícias relacionadas, o Ministério da Defesa também está disposto a solicitar aproximadamente 19,6 bilhões de ienes para produzir um protótipo de sistema de radar MIMO “multiple input multiple output” para aumentar a detecção de aeronaves furtivas, com introdução no ano fiscal de 2024. O ministério também planeja construir um sistema de radar para monitorar o lixo espacial e as armas espaciais de outras nações. No próximo ano fiscal, o Japão participará pela primeira vez em jogos de guerra internacionais relacionados ao espaço, apoiados pelos militares dos EUA.

FONTE: The Mainichi

7 COMMENTS

  1. Incrível é que a classe Kongou é 70% semelhante á classe Arleigh Burke. Ou os sistemas de defesa são diferentes?

  2. Japão e Alemanha, com vantagem para o Japão, são os únicos países capazes de acompanhar tecnologicamente os EUA. Pelo menos são os que têm condições de ficar mais perto do gigante americano. Interessante que o Japão nunca abriu suas fronteiras para imigração em massa do sudeste asiático, ou de quem quer que seja. Vejo o Japão como o país mais conservador do planeta. Sua dinastia imperial tem 2.600 anos. Sua educação nas áreas de humanas e sociais é exemplar. Além claro nas exatas. Comunismo ali passou longe.
    Nos próximos anos o Japão vai ampliar muito suas FFAA. Um grande poder dormente já está despertando, e eles podem construir uma marinha de guerra muito mais capaz que a chinesa. Mais avançada tecnológicamente, se seus navios forem como seus Toyotas e Hondas, e Mitsubishis, já se imagina então.

  3. O comportamento do Japão vai na direção daquilo eu tinha suposto tempo atrás: criar sistemas defensivos para interceptar mísseis, inclusive nucleares. Também acredito que a Coréia do Sul vai pegar esse caminho…
    Logo a China estará rodeada com um escudo anti-mísseis!
    Abraço!

  4. Por que não utilizar algo baseado nos novos radares da Classe Asahi, com o tal Nitreto de Gálio?
    .
    O entrave seria o custo, maturação da tecnologia ou outro fato?

  5. Mais cedo ou mais tarde o Japão entra no clube nuclear.
    .
    Se a China não parar a corrida nuclear da Coréia do Norte enquanto ainda há tempo, Japão e Coréia do Sul terão a desculpa perfeita para construir a bomba.
    .
    SDS.,
    Ivan, o antigo.

  6. Ivan, se já não construíram.

    Essa é uma dúvida que tenho.

    Se países altamente desenvolvidos tecnologicamente, como Japão, Coreia do Sul, Alemanha e Israel* resolvessem criar uma bomba nuclear hoje, quanto tempo isso levaria? Digo “criar” significando uma ogiva já dentro do míssil 100% pronta para o disparo.

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