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Destróier USS John S. McCain colide com navio mercante no Pacífico

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USS John S. McCain (DDG-56), da classe Arleigh Burke

Um destróier de mísseis guiados da Marinha dos Estados Unidos colidiu com um navio mercante a leste de Cingapura na segunda-feira, informou a 7ª Frota da US Navy em um comunicado.

O USS John S. McCain colidiu com o navio mercante Alnic MC, enquanto o destróier estava indo para uma visita portuária em Cingapura, disse a Marinha.
Os esforços de busca e salvamento estão em andamento, diz o comunicado.

Os relatórios iniciais indicam que o navio dos Estados Unidos sofreu danos na popa, no lado esquerdo do casco (bombordo), disse a Marinha, mas não forneceu informações sobre o status do navio mercante.
Os sites de companhias marítimas descrevem o Alnic MC como um petroleiro de 30 mil toneladas e 600 pés (200 metros) de comprimento que navega com bandeira da Libéria.

O McCain é o segundo destróier dos EUA a se envolver em uma colisão em pouco mais de dois meses.
Em 17 de junho, o USS Fitzgerald colidiu com um navio de contêineres ao largo da costa do Japão. Essa colisão resultou na morte de sete marinheiros dos EUA.

FONTE: CNN

ATUALIZAÇÃO 10:02 am JST, 21 de agosto de 2017

Primeira foto divulgada do USS John S. McCain avariado depois da colisão com navio mercante

MAR DA CHINA MERIDIONAL – O destróier de mísseis guiados USS John S. McCain (DDG 56) esteve envolvido em uma colisão com o navio mercante Alnic MC enquanto estava navegando a leste do Estreito de Malaca e Cingapura no dia 21 de agosto.

Atualmente, 10 marinheiros estão desaparecidos e cinco feridos.

A colisão foi relatada às 6:24 da manhã, hora padrão do Japão, enquanto o navio estava em trânsito para uma visita de porto de rotina em Cingapura.

O navio está atualmente navegando sob sua própria força e indo para o porto.

Os esforços de busca e salvamento estão em andamento em coordenação com as autoridades locais. Além de rebocadores de Cingapura, foram enviados os navios-patrulha da classe “Fearless” RSS Gallant (97), RSS Resilience (82), helicópteros da RSN e navio da Guarda Costeira, Basking Shark (55), que estão atualmente na área para prestar assistência .

Aeronaves MV-22 e SH-60s do USS America também estão respondendo.

O Alnic MC é um navio de 600 pés de transporte de petróleo e química com uma tonelagem bruta de 30.000.

Os relatórios iniciais indicam que John S. McCain sofreu dano no lado esquerdo do casco (bombordo). A extensão dos danos e lesões corporais estão sendo determinados. O incidente será investigado.

FONTE: U.S. 7th Fleet Public Affairs

44 COMMENTS

  1. Acho que o navio mercante estava invisível, só pode ser. Um destróier que possui todas as tecnologias modernas não consegue detectar e evitar uma colisão com um navio mercante.
    Depois dizem que marinha dos EUA é nível de outro mundo em termo de precisão…. È segunda vez em um ano que navio de guerra dos EUA se choca com um navio mercante.

  2. A que ponto degradante chegou a marinha dos EUA, lastimável, se é isso que é o padrão americano de marinha prefiro ficar com o escasso padrão brasileiro.

  3. O primeiro episódio já foi bizarro.
    O mínimo que se esperava é que os procedimentos da tripulação e equipamentos fossem revisados após o caso.
    Pelo jeito, não foram.
    Vergonhoso o segundo acidente e a US NAVY em si. É a Marinha mais poderosa do mundo, mas comete erros típicos nações do 3º Mundo.

  4. Rafael Oliveira eu acho que nem as marinhas do terceiro mundo estão fazendo cagadas seguidas como estas. A tripulação destas belonaves devem estar bebendo alguma bebida local em serviço.

  5. Verdade, Washington.
    Não me recordo de nenhuma bizarrice como essas, nem em países do 3º mundo.
    Melhor aguardar o Danton comentar. Se ele não lembrar de nada parecido é porque não aconteceu ou não foi divulgado.

  6. Estranho ocorrer este acidente em uma área de intenso tráfego naval, onde todo mundo tem que ver todo mundo, AIS ligados, além da navegação via satélite!!

  7. Eu nunca estive dentro de um navio, muito menos de um navio militar, mas como é possível acontecer um acidente desse nível? É inacreditável!
    Resumindo: A Coréia do Norte vai contratar uma frota de navios mercantes para atacar a frota dos EUA kkkkk
    Espero que encontrem todos os marinheiros com vida!
    Abraço!

  8. Melhor auardar os resultados dos inqueritos, mas será que serão divulgados ?
    Talvez, por causa do Congresso Âmis e da Comissão que cuida dessa matéria.

  9. Somando os episódios de USS Fitzgerald, USS Antietam, USS Lake Champlain, este já é o 4o do tipo somente neste ano.

  10. O JMSDF DDH 144 Kurama, um Destroier de 5200 tons se chocou com um cargueiro Coreano de containers em 2009 no Japão. O Kurama estava sendo pintado internamente e tinha grande quantidade de tinta e solvente na proa, o que causou um grande incêndio que durou horas, 3 marinheiros ficaram feridos.
    O DDH Kurama lançado em 1981 foi recuperado e foi aposentado agora em março com 36 anos.
    . http://i.dailymail.co.uk/i/pix/2009/10/27/article-0-06FB4AFA000005DC-742_634x450.jpg

  11. Este John Sidney McCain foi um Almirante e seu filho John S. McCain Jr tambem foi um Almirante, sendo o primeiro pai e filho 4 estrelas da US Navy, o sonho do neto dele John S. McCain III era também chegar a Almirante, mas depois da prisão no Vietnam se aposentou é entrou na política, é Senador.
    John S. McCain IV é Oficial tambem, são 4 gerações na US Navy.

  12. Ter Aegis não significa usa-lo. Quanto mais se usa quando não necessario, mais os inimigos aprendem em termos de SIGINT. Ao mesmo tempo, em tempoa de guerra, qualquer emissao ativa (radar, sonar, radio, luz…) pode ser detectada, revelando a posicao da embarcacao ou grupo tarefa, por isso seus usos sao extremamente limitados e controlados. Nenhum navio de guerra patrulha iluminando os ceus com radares todo o tempo, aegis ou não. Para navegacao, normalmente possuem radares de navegacao convencionais, civis, mas isso n significa que a navegacao se torna mais facil, principalmente nessa regiao do mundo extremamente movimentada, onde 90% da carga passa. Um barco cargueiro ou petroleiro não consegue parar ou desviar em pequenas distancias.

  13. Complementado, em conversa com amigo de Turma, hoje atuando na ZP Rio, ele comentou que a questão de navegação em águas restritas é um problema em outras marinhas com as quais ele já trabalhou em demanda ao porto do Rio de Janeiro… abraço…

  14. Teve um submarino brasileiro, atracado, que durante o ano novo, por descuido de alguém, submergiu no cais do do porto. Alguém lembra?

  15. E para quem se lembra na década de 90 o CT Sergipe foi albaroado pelo Eugênio C Baia da Guanabara no RJ

  16. Embora o tráfego no local do evento seja intenso, há ferramentas para navegar em segurança…
    Embora prematuro, eu pensaria em inexperiência do pessoal de serviço, gerenciamento deficiente entre as equipe do passadiço e COC… mas são meros chutes…
    Aos que acham que isso é erro de marinha de terceiro mundo, duas colocações:
    – isso só acontece com quem está no mar, todos estamos passíveis de passar por um evento lamentável como esse (eu mesmo catei uma pedra no alto Solimões); e
    – o NE Brasil passa, anualmente no Canal da Mancha, em demanda a Londres e Le Havre… e nunca porramos em ninguém… lembro de ver o radar atopetado de contatos e o horizonte coalhado de luzes de navegação… a diferença sempre foi a realização de briefing para as equipes envolvidas e a atuação dos Capitães-Tenentes na manobras…
    Abraço e bom dia a todos…

  17. poderia ter sido um “interferencia eletrônica” a causa da colisão ??
    do mesmo jeito que ha o “klub K” em container, poderia ter um de interferência eletrônica… vai saber o que ha dentro dos containers viajando pelo mundo…
    vai saber…

  18. Wolf, nada substitui, em navegação por águas restritas, os olhos e “sentimento” de quem está com a manobra… mas isso só vem com experiência… e, para isso, há que haver adestramento e dias de mar… abraço…

  19. Rafael…
    .
    navios de marinhas de “países de 3° mundo” não navegam tanto quanto a US Navy, nem possuem tantos navios então quanto mais se navega e mais navios se tem, maior a probabilidade de acontecer algum incidente ainda mais em águas congestionadas.
    .
    Uns três meses atrás um “navio de reconhecimento” russo pertencente a Frota do Mar Negro
    colidiu e afundou…claro que era um navio “modesto” e não houveram mortes, mas, a colisão
    ocorreu em plena luz do dia, apenas não se deu a devida importância que se dá quando se trata de um navio da US Navy.
    .
    É possível que apesar de todos os sensores a bordo de um moderno navio a tripulação não esteja sendo devidamente treinada e/ou supervisionada.
    .
    Teremos que aguardar para saber o que realmente aconteceu e o resultado será divulgado assim como já foi reconhecido pela US Navy que o maior culpado da colisão envolvendo o USS
    Fitzgerald foi o “destroyer”.
    .
    abs

  20. Bom dia, Cavalheiros.
    .
    Sim, isso já aconteceu aqui no Brasil, e foi com uma Fragata Classe Niterói que chocou-se contra um navio civil ainda no porto. Quem me contou essa história foi o marido da minha tia, Juarez, que era tripulante na ocasião. Ele lembrou que o choque ocorreu com um navio mercante, mas que foi algo que não causou danos severos a fragata, apenas aquilo que seriam arranhões e um pequeno amassado. Contudo…
    .
    O Comandante do navio da MB foi responsabilizado e literalmente “comido vivo” pelo seu superior depois de atracar. Ainda perguntei mais detalhes, mas ele disse que não lembra, até porque foi no final da década de 70 ou comecinho da década de 80. Ele hoje é aposentado e mora em Natal, RN. Como já falei, chamas-se Juaréz.

  21. O problema não é questão de material, de equipamento, de hardware, etc. Um destróier americano não utiliza os radares e os mísseis pra navegar e desviar de navios mercantes. O problema parece ser de caráter humano. Que é aquela pecinha que fica sentado na poltrona do comandante dando ordens lá no passadiço.

  22. pENSO IGUAL aos dois primeiros a cometar a matéria.
    Com toda a tecnologia embarcada, não admite-se de parte a parte, quer os tripulantes do destróier, quer do cargueiro, não tenham visualizado a possibilidade de virem a se chocarem, e possibilitar a efetuar os procedimentos para evitar a colisão.
    Ademais, se é o mesmo Oficial que estava a comandar o destróier no 1º choque, e agora repetiu-se com o mesmo, pode ser que seja falha humana, que tenha que passar por novo treinamento/reciclar o seu comandante.
    Não o sendo, tem que verificar o radar, pois tem algum “ponto cego” que ele não está captando.

  23. A tripulacao dos USS Fitzgerald foram os unicos americanos que comemoraram este novo acidente, pois vai aliviar a punicao deles na corte marcial, pois o erro nao é individual é sistemico.

  24. ?Obrigado, Dalton!
    .
    Fiquei curioso. Se juntar os navios e as horas navegadas de todos os países do terceiro mundo, será que ainda assim não se alcança a quantidade de navios e de horas navegadas da USNAVY?
    .
    Dei uma busca superficial e só encontrei colisões envolvendo submarinos e navios. Navios com navios um pouco maiores, pelo menos na minha modesta busca, só retornou acidentes envolvendo navios americanos.

  25. Certa vez na Baia da Guanabara RJ, um navio mercante acertou um navio da marinha do Brasil, isso não deveria acontecer, mas devemos lembrar que um navio não faz curva como um mero barquinho de pesca.

  26. Rafael Oliveira
    https://www.theguardian.com/world/2017/apr/27/russian-warship-collides-with-freighter-in-black-sea

    Considerando que o acidente possa ser consequência de erros humanos, como ainda pode haver acidentes deste tipo? Eu não me conformo. Uma pergunta meio idiota, não seria mais fácil colocar um olheiro para evitar este tipo de acidente? Pelo menos de dia a possibilidade disto acontecer reduz basicamente a 1% de chance com um “marinheiro olheiro”.

  27. Excelente o comentário do Felipe (5:39)… é isso mesmo… a tecnologia só é usada em mar aberto… a RN, por exemplo, chega a cobrir com lona alguns de seus radares, durante a entrada e saída de portos no estrangeiro… abraço…

  28. Rafael…
    .
    não se trata apenas de quantidade, mas, também de locais por onde navegam os navios da
    US Navy…a maioria das outras marinhas tem seus navios navegando em áreas mais “tranquilas” e no caso do navio russo que citei o mesmo estava no “quintal” da Rússia, o Mar Negro quando colidiu e afundou, felizmente sem perda de vidas.
    .
    Há uma boa possibilidade que dessa vez ao contrário do USS Fitzgerald, a culpa não tenha
    sido do DDG…e isso por conta do mesmo ter sido atingido no lado esquerdo, bombordo, o
    que argumentam alguns, ele teria a preferência de passagem, mas, vamos aguardar.
    .
    abs

  29. Eu fui vigia na fragata Niterói F40 por quase 2 anos, e fico imaginando como deixam uma coisa dessas acontecer. Os caras estão dormindo em serviço!

  30. Conversando com alguns ex-tripulantes da USN; todos (principalmente os oficiais) se queixam dos longos periodos de trabalho, pouco descanso, cada vêz mais trabalho burocratico que tem que ser feito nas poucas horas livres….

    Todos sâo da opiniâo que o nivel de treinamento caiu muito ao mesmo tempo que o pessoal mais experiente deixa a USN em busca de outras oportunidades…

    Como se isso nâo bastasse, a USN virou uma espécie de “clube” onde a prioridade é ser politicamante correto….

    Exemplos; mês passado varios navios comemorando a “Semana de Apoio a Gays, Lésbicas, Transsexuais e Simpatizantes”…….querem cada vêz dar mais chances a Comandantes mulheres, de origem Afro, Asiaticos ou Latinos…..

    Nâo me entendam mal, nada contra o pessoal LGTS ou outras minorias, mas num navio de guerra o que conta sâo outras detalhes, qualificaçôes e etc….

    Nem quero dizer que isso possa ter sido a causa do acidente, mas ultimamente a USN parece ter perdido um pouco o foco do basico….

  31. Não tenho experiência nenhuma de navegação, mas pelo que eu sei a obrigação de evitar um acidente sempre é do navio menor com maior agilidade (Estou certo? Isto é uma pergunta de quem não conhece!).
    Fico abismado que os norte-americanos nos filminhos de Hollywood eles mostram que em qualquer momento e em qualquer lugar conseguem deslocar um satélite espião e enxergar até a pessoa que está fugindo. Agora um contratorpedeiro com todos os recursos tecnológicos não conseguem enxergar um superpetroleiro? Tem algo muito errado nisto, mas muito mesmo!
    Perguntaria a quem entende. Isto é normal?

  32. Rogério, existem “regras de trânsito”, o chamado RIPEAM, um regulamento internacional… define o que fazer em situações de ultrapassagem, rumos convergentes etc… todos tem de conhecer e cumprir… como já comentamos, a questão não é ter o AEGIS, mísseis, etc… isso não é empregado em navegação costeira… acho que é mais para o lado do que foi escrito pelo CNV76… abraço…

  33. Uma coisa que conta muito é o tal da “cheguite”, como falamos no EB. A maioria dos acidentes com Vtr, Armamento e Aeronaves é a pressa de acabar e ser liberado. Não duvido que algo assim, aliado ao q XO e CVN76 , causou um grande estrago.
    Sds

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