USS George Washington CVN-73 visitando o Rio de Janeiro em 2008

NEWPORT NEWS, VA. — A Huntington Ingalls Industries anunciou no início de setembro que a divisão Newport News Shipbuilding recebeu um contrato de US$ 2,8 bilhões para executar o “refueling and complex overhaul” (RCOH) do porta-aviões movido a energia nuclear USS George Washington (CVN 73).

“Passamos a melhor parte dos três anos planejando e preparando essa disponibilidade”, disse Chris Miner, vice-presidente da Newport News, dos programas de porta-aviões em serviço. “Estamos alavancando as lições aprendidas com o RCOH do USS Abraham Lincoln, implementando ferramentas digitais para aumentar a eficiência e trabalhando com nossos parceiros da Marinha, nossos fornecedores e vários contratados para recapitalizar este navio e entregá-la de volta à Marinha para mais 25 anos de serviço. ”

O RCOH representa 35% de toda a manutenção e modernização na vida útil de 50 anos de um porta-aviões. O RCOH do USS George Washington incluirá o reabastecimento dos reatores do navio, bem como os trabalhos de modernização extensiva em mais de 2.300 compartimentos, 600 tanques e centenas de sistemas.

Além disso, as melhorias importantes serão feitas para o convés de voo, catapultas, sistemas de combate e na ilha. O trabalho começará imediatamente e continuará até agosto de 2021. Após o RCOH, o USS George Washington será um dos mais modernos e tecnicamente avançados porta-aviões da classe “Nimitz” na frota e continuará a ser uma parte vital da defesa dos EUA.

O porta-aviões chegou ao Newport News em 4 de agosto sob um contrato de planejamento. O USS George Washington é o sexto porta-aviões da classe de “Nimitz” a se submeter a este importante marco do ciclo de vida. Mais de 4.000 funcionários apoiarão o esforço de execução.

A Huntington Ingalls Industries é a maior empresa militar de construção naval dos Estados Unidos e fornecedora de serviços profissionais para parceiros do governo e da indústria. Por mais de um século, as divisões de construção naval da Newport News e Ingalls da HII na Virgínia e no Mississippi construíram mais navios de mais classes do que qualquer outro construtor naval dos EUA. Com sede em Newport News, Virgínia, a HII emprega cerca de 37 mil pessoas que atuam tanto no mercado interno como internacional.

FONTE: Huntington Ingalls Industries

30 COMMENTS

  1. Cacetada… $ 2.8 bilhões?!?!!?!?!

    Quanto será que custa uma manutenção dessas no Charles de Gaulle, que é metade do deslocamento?

  2. AL, eu me perguntei a mesma coisa quando li a matéria!! É uma valor muito alto, claro…. Mas se bem que esses 2.8 bilhões vão tornar o navio muito mais moderno a apto a operar por mais 50 anos!! Acho que o CDG poderá gastar menos se a defasagem geral do navio for menor. Quanto mais coisas defasadas, danificaras ou inoperantes, mais custos de troca de sistemas.

    É brincadeira de gente grande, como disse o Bavária Lion.

  3. “The Washington’s overhaul will include refueling the nuclear-powered aircraft carrier’s reactors, as well as extensive updates to over 2,300 compartments, 600 tanks and hundreds of systems. Major upgrades will be made to the flight deck, catapults, combat systems and the island.”
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    Rumo aos 50 anos de serviço…
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    Caro?
    ” To be prepared for war is one of the most effectual means of preserving peace.”

  4. Há uma diferença fundamental que o CDG exige um número maior de reabastecimentos ao longo de sua vida útil de cerca de 42 anos, enquanto os NAes da US Navy são reabastecidos apenas uma vez quando se aproximam de metade de suas vidas de 50 anos !
    .
    O “CDG” já passou por um reabastecimento antes, quando aproveitou-se também para uma revitalização e no momento ele está passando pela modernização de meia vida e mais um
    reabastecimento também.
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    Não é que o CDG esteja menos desgastado e sim que ele é muito menor que um NAe da US Navy portanto necessitará de menos tempo para a conclusão dos trabalhos e custará bem menos também.
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    E Tamandaré…os trabalhos no USS George Washington permitirão até outros 25 anos de vida
    e não 50 anos…que é a totalidade da vida…uns 23 anos antes do RCOH…4 anos de RCOH e
    outros 23 anos depois do RCOH.

  5. Dalton, os novos reatores da Classe Ford – os tais A1B – que serão dois instalados por embarcação, ao invés dos quatro da Classe Nimitz, possibilitarão a diminuição do prazo deste reabastecimento/manutenção? Ou a nova classe será tão mais complexa que se manterá ou aumentará esse período?

  6. O Congresso americano tem mais de 300 caras que ficam exclusivamente calculando o que cada lei vai custar ao governo e ao bolso do contribuinte, nada é feito sem antes prever tudo que se vai gastar, de onde vem e quanto vai impactar no orçamento; as forças armadas americanas gastam uma fábula mas é tudo calculado com antecedência, como disse um forista, é coisa de ente grande! Se vc tomar por comparação, aqui no Brasil voces se lembram que somente o Senado Federal tinha mais de 150 diretorias de administração? Quantos funcionários existem no palácio do planalto? Milhares, talvez…

  7. Mestre Dalton, compreendo agora. Os 4 anos de serviço já estão no meio dos 50 anos de vida, isso mesmo?

    Quanto ao CDG, eu pergunto: em sua opinião, passar por mais reabastecimentos durante a vida útil é pior ou melhor? E por quê o CDG passa por mais de um reabastecimento? Ele tem uma menor capacidade de comportar combustível? Ou isso foi feito de propósito, pro navio voltar mais vezes pra doca e aproveitar logo pra fazer uma modernização geral?

    Grato por sua atenção, boa tarde

  8. Vou contar quanto custa pros Âmis esse RCOH no GW ?
    Nada.
    Terão uma SHPF Nau “zero” por USD 2.8 bi.
    Qual o PIB deles ?
    IDH ?
    RP ?
    Etc etc
    Palmas para os Âmis.

  9. Olha, sei que sonhar não custa nada, mas vamos lá:

    Por que não tornar o nosso Nae São Paulo, uma ferramenta de aprendizado para nossa Marinha para o futuro, quando, se espera nossa economia estiver melhor, e assim sim, um porta-aviões ideal, novo, operacional, e quem sabe nos meus devaneios mais de um, um na frota do norte e outro na frota sudeste/sul.

    Pensando neste contexto, e para não perder os investimentos já feitos e, principalmente, a nossa expertise de como operar um porta-aviões, para manter o pessoal treinado para o futuro, poderia tornar o nosso Nae São Paulo como um porta-aviões escola,

    Neste contexto, porque não fazer um acordo com os americanos, levar o Sampa para a Virgínia, nos Estados Unidos, para uma reforma básica na Newport News Shipbuilding, para deixá-lo minimamente operacional para esta finalidade e quem sabe operacional mesmo, os caras são os melhores do mundo em construção e manutenção de porta-aviões, e teríamos o Sampa, para mais uns 15 anos, até chegar o próximo Nae, e faria uma tríade poderosa com o Ocean e o Bahia.

    Abs

  10. Quase R$ 6 bilhões de reais e não pensaram vai fazer e ponto
    Aqui 1 bilhões de reais para o SP é muito
    É melhor perder a doutrina, não ter que comprar novos caças
    O país que precisa de uma nova forma de governo
    Abraço

  11. Caro Tamadaré…
    .
    é isso mesmo, a modernização de meia vida de cerca de 4 anos está incluída nos 50 anos de vida do NAe assim como muitas outras manutenções, algumas delas exigindo um ano ou mais.
    .
    Quanto ao maior número de “reabastecimentos” do “CDG” ocorre que os franceses utilizam
    urânio com taxa de “enriquecimento” BAIXA, enquanto os americanos utilizam urânio com ALTA taxa de “enriquecimento”…há vantagens e desvantagens em ambos os métodos.
    .
    No frigir dos ovos não faz muita diferença, pois os NAes da US Navy também precisam passar
    por outros prolongados períodos de manutenção, apenas não se faz o reabastecimento e os
    franceses aproveitam que o “CDG” também precisa passar por tais períodos de manutenção mais complexos em doca seca para realizar novo reabastecimento.
    .
    abraços

  12. O problema do A-12 é que sua energia é gerada através de caldeiras, o que gera um problema de troca de fonte de energia, uma vez que as tubulações se rompem e liberam gás a uma temperatura altíssima e termina matando alguém. Pra mudar o sistema inteiro é caríssimo (para geradores diesel, por exemplo), mas existia a possibilidade.

    O que escutei de gente que faz a manutenção no bicho é que o casco tem sessões comprometidas, o que levaria a necessidade de docagem seca para reparos. E isso na dcns, custaria mais, muito, muito, muito mais do que a previsão inicial.

  13. Observador…
    .
    se não havia dinheiro para se fazer uma “reforma” no “NAeSP” por aqui mesmo, imagine quanto custaria rebocar o “NAeSP” até a Virginia, contratar mão de obra especializada extra pois Newport News está de trabalho até o pescoço, encontrar uma doca seca “disponível” e fazer todas as adaptações necessárias para se trabalhar em um NAe de projeto e construção de outro país, no caso França.
    .
    Mesmo que fosse possível e/ou valesse a pena ,nem mesmo Newport News poderia dar garantia de sucesso completo já que eles também teriam que “aprender” com algo completamente diferente do que eles constroem e modernizam e além do mais por melhor que o “casco” esteja trata-se de um navio com 54 anos hoje.
    .
    abs

  14. Renan,
    O Almirante Leal Ferreira disse que a reforma do NAeSP custaria US$ 1,5 bilhões e sem garantias de que daria certo.
    .
    US$ 2,8 bi para um NAe nucleaar gigante e na meia-vida x US$ 1,5 bi para um NAe “pequeno”, convencional e mais velho.
    .
    Para mim é bem óbvio que os americanos farão um negócio com um custo-benefício muito maior do que o que faríamos com o SP.

  15. Vale lembrar que as empresas são americanas e os funcionários americanos, é um gasto que movimenta a economia interna e parte do dinheiro acaba voltando para as mãos do próprio governo na forma de impostos que a empresa e os funcionários pagam. Ah e lá é bem mais difícil esconder dinheiro de propinas e burlar a receita, além de dar uma boa cadeia.

  16. Rafael…
    .
    a revitalização do “NAeSP” iria custar mais de um bilhão…mas…de reais e não de dólares…mesmo assim caro para os parcos recursos e de sucesso duvidoso.
    .
    abs

  17. Dalton,
    .
    Acredito que tenha perdido essa grande entrevista do jornalista Roberto Lopes com Almirante Leal Ferreira. São de dólares mesmo.
    .
    INSIDER – Nesse cenário, é de espantar que ainda haja gente que lamente o senhor ter desprogramado o porta-aviões São Paulo, poupando a Marinha de um gasto de 800 milhões de dólares, que era o preço que os franceses pediam pela reforma do navio.

    CM – Que 800 milhões? Nos últimos tempos esse custo já havia subido para 1,5 bi…

    INSIDER – Um e meio bilhão de dólares?! Para um programa de resultados incertos… aliás os franceses não gostaram de a Marinha ter chegado à conclusão de que os resultados da reforma deviam ser considerados de risco, incertos…

    CM – Eles sabiam que eram incertos, Roberto. Precisaríamos de vapor superaquecido para fazer disparar a catapulta do convés de voo, e a troca da motorização [de vapor para diesel] não nos garantia isso… Eles sabiam…


    O Poder Naval compartilhou o link dessa entrevista no início de agosto ou pode procurar pelo Google. Tenho certeza que irá gostar do teor dela.
    .
    Abraço!

  18. Rafa…
    .
    li a reportagem sim…mas…acho que na ocasião meu cérebro não conseguiu sintetizar a cifra
    de 1,5 bi de dólares e ficou com algo um pouco mais palatável que poucos anos atrás havia
    sido estimado em mais de 1 bi de reais…de fato…o navio então teria que ser reconstruído e
    sem garantia de sucesso.
    .
    obrigado !

  19. Ok, Dalton,
    Havia achado estranho você não ter lido, mas agora está explicado.
    Com um valor desses eu já descartaria de plano a modernização. Agora sem garantia de sucesso, qualque pessoa com o mínimo bom senso e honesta descartaria a reforma.

  20. Vou contar quanto custa pros Âmis esse RCOH no GW ?
    Nada.
    Terão uma SHPF Nau “zero” por USD 2.8 bi.
    Qual o PIB deles ?
    IDH ?
    RP ?
    Etc etc
    Palmas para os Âmis.

    Vou contar quanto custa pros americanos esse reabastecimento e revisão do USS George Washington. NADA. Terão um Porta Aviões novo pelo custo de USD 2.8 bi.
    Qual o PIB deles? IDH? RP? etc etc. Palmas para os americanos.

    Traduzindo para quem, assim como eu, escreve no idioma Português.

    Uma pena, uma pessoa que teria tanto para acrescentar nas discussões, sempre vir com esse papo cheio de jargões, abreviações e outras loucuras, na maioria das vezes, incompreensíveis.

  21. Srs
    Apenas para esclarecer:
    O valor declarado de 1,5 bilhão de dólares refere-se a proposta da DCNS para a modernização do A12.
    A proposta dos franceses considerava uma alteração radical do sistema de propulsão com a substituição das turbinas a vapor e caldeiras por motores elétricos acionados por geradores diesel, responsáveis também pela geração de eletricidade.
    Porém as caldeiras não seriam totalmente eliminadas pois uma parte ficaria para a geração de vapor para as catapultas.
    Tais alterações exigiriam grandes mudanças estruturais e era uma solução única em seu conjunto.
    Isto, aparentemente deixou a MB preocupada, daí a afirmação da incerteza dos resultados (o que é estranho, pois o contrato obrigatoriamente precisaria prever multas contratuais e ressarcimento no caso de falha ou resultados aquém do esperado).
    O que é certo se afirmar é que era uma solução complexa e de implementação demorada.
    Mas, a questão principal é que tal solução não era a única possível e nem é razoável se afirmar que era, tecnicamente, a melhor.
    Pelo menos é possível se citar duas soluções alternativas a da DCNS:
    A primeira envolveria a substituição do sistema existente para propulsão (turbinas a vapor) por turbinas similares as aeronáuticas, adotando geradores diesel apenas para a geração de energia elétrica. Porém, para manter as catapultas, ainda precisaria manter parte das caldeiras para a geração de vapor (uma alternativa seria adotar catapultas eletromagnéticas).
    Seria uma solução um pouco menos complexa que a proposta da DCNS, pois elimina o uso de motores elétricos, mas mesmo assim exigiria muitas alterações estruturais no navio.
    A outra opção seria manter a solução de propulsão e geração de energia elétrica original, optando-se apenas pela manutenção/substituição dos equipamentos existentes (turbinas a vapor, caldeiras e tubulações de vapor). Isto não implicaria em mudanças estruturais no navio e seria de execução mais simples e rápida, o que resultaria em custos menores.
    Além disto é uma tecnologia consolidada de mais de cem anos e usada até hoje nos Nimitz ( única mudança é que os CVN’s fazem uso de reatores para a produção de vapor) e subnucs bem como em usinas termoelétricas.
    Curiosamente, o nosso almirantado avaliou apenas a proposta dos franceses (tendo, inclusive, contratado a DCNS para a avaliação do estado do navio).
    Também, anteriormente, houve a busca de soluções parciais com tentativas locais para dar uma manutenção no sistema de propulsão existente com resultados aquém do esperado (o que não engrandece nossos engenheiros e técnicos), mas, aparentemente, não se buscou nenhuma assessoria junto aos americanos, apesar destes serem os mais experientes na construção e manutenção de PA’s (tem a maior frota) bem como em propulsão por turbinas a vapor (todos os CVA’s e CVN’s fazem uso dela, com os últimos diferindo apenas quanto ao uso de trocadores de calor e reatores no lugar de caldeiras).
    O que é possível se depreender é que a solução proposta pelos franceses era do agrado da gestão anterior e que a gestão atual não tem a mesma visão e decidiu pelo fim do A12 usando a questão do custo (daí a ênfase do bilhão e meio de dólares frente ao declarado anteriormente, um bilhão de reais) e a afirmação da insegurança sobre os resultados para justificar a decisão.
    É triste se saber que a MB não conseguiu achar quem fosse capaz de recuperar o sistema de propulsão do A12 havendo disponibilidade de profissionais e empresas capazes de executar tal tarefa, pois é um sintoma claro de incompetência da administração.
    Claro, muitos dirão que a MB simplesmente decidiu que o A12 era desnecessário ou uma má aplicação dos recursos escassos, e usou da desculpa da dificuldade de recuperá-lo para evitar ter que se explicar pelos anos que ele ficou parado sem um esforço sério para colocá-lo em condições de uso. Mas isto seria uma falta de respeito para com a sociedade e para com aqueles que tanto se esforçaram para dotar a MB com uma aviação naval.
    Sds

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