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Dmitry Donskoy, maior submarino do mundo, está de volta à base depois de três meses de viagem

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Dmitry Donskoy

 

O submarino nuclear da Rússia retornou à base da Frota do Norte em Severomorsk

MURMANSK. O submarino nuclear da Rússia, The Dmitry Donskoy, o maior do mundo, retornou à base da frota do norte em Severomorsk, disse o serviço de imprensa da Frota do Norte no dia 4 de setembro.

“A equipe do submarino esteve longe da base por mais de três meses. Participou do desfile naval principal por ocasião do Dia da Marinha da Rússia em Kronshtadt e realizou tarefas de treinamento de combate no Mar de Barents”, disse a Frota do Norte.

Em Severodvinsk, o submarino foi recebido pelo contra-almirante Arkady Romanov, seu ex-comandante. Ele ouviu um relatório do atual comandante do submarino, capitão 1ª classe Oleg Tsybin, na conclusão bem-sucedida das tarefas e retorno à base, felicitou a equipe e agradeceu aos marinheiros por seu serviço.

O submarino pesado de propulsão nuclear Dmitry Donskoy é o maior submarino operacional do mundo, da classe “Typhoon” ou Project 941 (Akula). Tem 170 metros de comprimento e 23 metros de largura. Seu calado na superfície é de cerca de 11 metros e deslocamento submerso, 50 mil toneladas.

Em junho de 2017, o submarino realizou sua primeira viagem de superfície de Severomorsk para Kronshtadt através do estreito do Báltico e do Golfo da Finlândia.

FONTE: Agência TASS

35 COMMENTS

  1. Verdadeiro monstro dos mares… a pergunta é, será que é tão discreto ou mais que os pequenos submarinos convencionais?

  2. Hoje se não me falha a memória é o único exemplar ainda ativo dos project 941(Akula) que na designação da OTAN ficaram conhecidos como classe Typhoon SSBN (ou quem se lembra ainda do filme “A caçada ao outubro vermelho”, era um suposto sétimo SSBN como nova propulsão). Enfim, o Dmitry Donskoy serviu e ainda serve como navio de testes do SLBM “Bulava” de nova geração, tendo sido modernizado para tanto, mas segundo informações um tanto quanto desencontradas, teria recebido somente um silo de mísseis para o “Bulava”, não sendo apesar de modernizado um submarino SSBN de fato ativo, já que seus SLBM originais já foram todos retirados de operação a vários anos. Existem ainda outros dois project 941 em reserva, que na verdade estão apenas esperando verbas para serem desmontados, já que custa uma verdadeira fortuna a desativação e destruição desses submarinos (Os dois primeiros SSBM da série a serem desmontados receberam fundos de uma cooperação com os americanos que na época se preocupavam com o correto desmantelamento de armas da antiga URSS/CCCP – essa parceria foi a muito rompida e hoje todos sabemos como andam as relações entre Russia e EUA). No começo dos anos 2000 pensou-se em modernizar esses submarinas ou como mísseis SLBM “Sineva” ou mesmo o que viria a ser o SLBM “Bulava”, mas o custo de se modernizar esses gigantescos navios seria quase o mesmo que construir um SSBM novo da classe “Borei”.

  3. Vi uma vez num museu, um modelo desse submarino em escala 1/72, dá para se ter alguma ideia do tamanho que ele tem.
    Outro que vi certa vez, também na escala 1/72, foi o Yamato, impressionante. Ele não só era enorme, mas ao mesmo tempo parecia ser parrudo, compacto. Um tipo de embarcação que merece ser chamada de couraçado e a língua inglesa também faz jus a esse extinto e espetacular tipo de navio de guerra, o chamando-o muito apropriadamente de “battleship”.

  4. Meus caros,

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    de fato os russos não brincam quando o assunto é submarinos, só para os colegas terem noção, os russos desenvolveram o primeiro submarino nuclear civil do mundo. É mole ou quer mais! Obviamente, existe aqui um grande interesse nesta empreitada, afinal, tal maquina servirá para ajudar os russos em suas buscas por minerais sob o gelo do Ártico.
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    Este submarino utilizará minas com complexos robóticos que fornecem dados de exploração sísmica. Até onde se sabe, não existe submarino similar no mundo e o mesmo fará uso de soluções tecnológicas promissoras únicas.
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    O bichão é um monstro, o comprimento do submarino será de 135,5 metros, largura de 14,4 metros, sua velocidade será de 12,6 nós, e a profundidade de imersão máxima será de 400 metros. Sua tripulação será de apenas 40 pessoas.
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    Grato

  5. PRAEFECTUS 13 de setembro de 2017 at 18:07

    Nunca ouvi falar deste submarino nuclear civil da Rússia, já existe desenhos sobre esse projeto?
    Se tiver posta aí.

  6. A construção desse submarino está elencada para 2020. Já o Typhoon é gigante. Verdadeiro monstro, e acho seu desenho muito bonito. Fruto da nova geração de submarinos russos projetados com conhecimento adquirido através de espionagem, que acabaram dando aos soviéticos um salto quântico no tocando à design de submarinos.

  7. Gilson Moura meu caro,
    .
    no decorrer do periodo te passarei o escritório encarregado do projeto, não to me lembrando agora e to sem tempo no momento para cavucar no meu arquivo…
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    Abraço

  8. O “D.D.” não está mais sendo utilizado para testar o “Bulava”…erradamente ainda alguns sites o classificam como “SSBN”, mas, ele não fará patrulhas com mísseis armados a bordo , na
    verdade está sendo utilizado como um grande “SSN” e recentemente até participou de treinamento com forças anti submarinas da Rússia.
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    A previsão é que ele permaneça em serviço até por volta de 2025…será uma pena se não for
    convertido em um museu.

  9. Amigos,

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    ainda discorrendo sobre o fato dos russos não envidar esforços em projetos de submarinos, um fato interessante ocorrido no mês de agosto foi que um veículo submarino de socorro da Frota do Norte estabeleceu um mergulho recorde após uma cuidadosa preparação para um programa de treinamento de resgate em águas profundas.
    .
    Contando com o suporte do navio de resgate russo “Georgy Titov” uma unidade de resgate AS-34(mini-submarino) do Gerenciamento de busca e salvamento (UPASR) num execício na parte noroeste do Mar da Noruega, mergulhou a uma profundidade de 1005 metros…
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    Até onde se sabe, nenhuma unidade submarina de resgate no mundo conseguiu chegar a tais profundidades…
    .
    Grato

  10. Quando o Kursk veio à pique, na época que imaginava que as unidades Russas haviam aprendido a lição com seus inúmeros acidentes e perdas de submarinos. Ledo engano. Pelo menos aparentemente agora eles aprenderam a lição.

  11. Aliás amigos,

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    falando de submarinos russos, ontem, em alguma parte oriental do Mediterrâneo os submarinos “Veliky Novgorod” e “Kolpino” do projeto 636,3 a partir de uma posição submersa lançaram 7 mísseis de cruzeiro “Caliber” contra alvos importantes do grupo terrorista ISIS na Síria, os alvos foram postos de comando, centros de comunicações, bem como depósitos de armas e munições em áreas ainda controladas por militantes do ISIS na cidade de Deir ez-Zor…
    .
    Grato

  12. Meu caro Leandro Costa 14 de setembro de 2017 at 13:00,

    .
    de fato estes exercícios de resgate com suas metodologia e tecnologias desenvolvidas para auxiliar no resgate, advém principalmente por conta das lições aprendidas no sinistro ocorrido com o Kursk.
    .
    Abraço

  13. Bem… A despeito dos comentários contrários ao Typhoon, ele ainda continua sendo uma plataforma formidável e temível de lançamento de ICBM (Míssel nuclear intercontinental) móvel nos mares. Se ele disparar todos contra um alvo, restará cinzas!
    Agora uma dúvida aqui não foi respondida: Como seria sua assinatura no sonar dos submarinos da OTAN? Ele conseguiria ser ágil em escapar de uma real caçada?

  14. Luiz…
    .
    o “D.D.” teve apenas alguns silos convertidos para lançar o novo SLBM o “Bulava”na fase de testes dos mesmos, sem ogivas nucleares…ele não será usado para as chamadas “patrulhas estratégicas” como os novos SSBNs, “Borei e Borei(M) e os “Deltas III e IV” que serão eventualmente substituídos pelos “”Boreis”.
    .
    E já que falaram em “escala” meu modelo na escala 1:1250 do “D.D” corresponde a cerca de
    13,5 cms…mesmo comprimento praticamente do “Ohio”, porém muito mais largo e também mais alto acima da linha da água.

  15. Só para constar: não me parece grande feito um SSBN ficar três meses no mar. Seria se ficasse esse tempo submerso. Para conhecimento histórico ficam alguns dados nacionais:
    Em 1929, era incorporado à Flotilha de Submarinos – o Submarino-de-Esquadra “HUMAYTA”. Construído na Itália, o “HUMAYTA”, sob o comando do Capitão-de-Corveta LEMOS BASTO, cumpriu uma histórica travessia de 5.100 milhas marítimas, em 23 dias, de La Spezia ao Rio de Janeiro, sem escalas, feito inédito à época.
    Em 1997 o “Tamoio” – classe IKL 209 (convencional), sob o comando do CF Leme, atravessou o Atlântico submerso da Europa ao Brasil após participar, a convite de Portugal, da Operação LINKED SEAS 97 da OTAN, ao largo da Península Ibérica, entre a costa portuguesa e o Estreito de Gibraltar. Nessa operação, o Tamoio conseguiu “afundar” o Porta-Aviões espanhol SMS Príncipe de Asturias – R 11, furando o bloqueio da escolta composto por mais de dez fragatas e contratorpedeiros. Essa comissão durou 68 dias e foram navegadas mais de 12.000 milhas náuticas.

  16. Salvo engano o record de tempo submerso é de um submarino nuclear francês, que chegou a ficar 6 meses. O cheirinho não devia estar nada agradável.

  17. Ouvi recentemente um operador de sonar americano dizendo que ouvir o ‘Typhoon’ é como ouvir dois esqueletos brigando! Isso da uma boa ideia de como silencioso ele não é, até porque já está velhinho.
    Bosco, os franceses já estão acostumados com ‘le futum’.

  18. Bardini, sim, esse jogo está na minha lista. Infelizmente estou sem máquina capaz de rodar isso. A minha simplesmente fritou no final do ano passado e estou com algo que… bem… consigo postar aqui, ver um filme e até mandar um relembrar é viver jogando alguns clássicos de DOS hehehehe

  19. Submarinos de ataque da US Navy (SSNs) costumam cumprir missões de 6 meses…incluindo
    visitas à alguns poucos portos e viagem de ida e volta.
    .
    Os submarinos “estratégicos” (SSBNs) costumam cumprir missões de 2,5 meses em média…há
    casos de patrulhas de mais de 100 dias até para testar a tripulação…o USS Pennsylvania completou uma patrulha de de 4 meses e meio, 140 dias, em 2014….poucos se algum porto é
    visitado, normalmente, Pearl Harbor para os submarinos baseados no Pacífico e Escócia para os submarinos baseados no Atlântico e por apenas uns poucos dias.
    .
    Já os 4 submarinos armados principalmente com mísseis de cruzeiro e também instalações próprias para transportar e desembarcar “comandos” os (SSGNs) ex-(SSBNs) convertidos,
    permanecem mais de 12 meses longe de suas bases e as tripulações são trocadas a cada
    cerca de 3 meses em Guam ou Diego Garcia quando também os submarinos passam por uma pequena manutenção.

  20. Dalton,
    E quanto ao recorde de tempo sob a água de um submarino nuclear. Confere que é de um submarino francês, salvo engano na década de 80?

  21. A classe Typhon pode ter sido a do maios submarino do mundo mas o mais poderoso em termos de capacidade de destruição é o Ohio com mísseis Trident II (D5).
    Um Ohio leva 24 mísseis Tridents II e cada um pode levar como carga máxima até 14 MIRVs W76 com rendimento de 100 Kt ou 8 W88 com quase 500 Kt. O alcance máximo do míssil é de mais de 12000 km mas com carga máxima ele se reduz para algo em torno de 8000 km.
    Hoje, devido a tratados de redução de armas nucleares, nenhum míssil Trident II é armado com mais de 4 ogivas.

  22. Me referi ao termo MIRV e coloquei a designação das “ogivas”. Só pra complementar, os veículos de reentrada correspondentes são o Mk-5 para a ogiva W88 e Mk-4 para a ogiva W76.

  23. Bosco…
    .
    Seis meses submerso…nunca ouvi sobre isso…se você puder descobrir qual foi esse submarino francês poste aqui ok ?
    .
    abs

  24. Dalton,
    Lembro de ter visto isso numa antiga revista leiga na época em que foi feito. Com certeza deve ter sido (se realmente ocorreu) uma missão atípica especial com objetivo de testar a resistência de uma tripulação a um confinamento tão prolongado. Mas posso estar equivocado já que se você não sabe é capaz que minha memória me traiu. De qualquer forma vou dar uma pesquisada pra ver se encontro alguma coisa .
    Um abraço.

  25. No texto fala no deslocamento do submarino como sendo de 50 mil toneladas! Isso está correto? É mais do que 1 vez e meia o deslocamento do NAe São Paulo!!

  26. Flanker…
    .
    como você deve saber o deslocamento de um submarino submerso é sempre maior do que quando o submarino encontra-se na superfície…só que enquanto os demais submarinos tem uma diferença relativamente pequena entre os dois tipos de deslocamento…uns 10%, o “Typhoon” apresenta uma diferença umas 4 vezes maior… é o que chamam de “reserve buoyance” ou reserva de flutuabilidade.
    .
    Um “Ohio” desloca na superfície 16.700 toneladas e submerso 18.700 toneladas…apenas umas duas mil toneladas de diferença.
    .
    Um “Typhoon” desloca na superfície umas 23.000 toneladas…note que a diferença não é assim tão grande para o “Ohio” considerando-se que são praticamente dois cascos um ao lado do outro…porém submerso o deslocamento alcança 48.000 toneladas ou quase as 50.000 toneladas.
    .
    Isso também chamou minha atenção muito tempo atrás e a resposta encontrei em um livro
    “Cold War Submarines” de Norman Polmar, mas é possível encontrar essa mesma justificativa na internet também.
    .
    abs

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