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Portugal lança quarto OPV classe ‘Viana do Castelo’

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O futuro NRP Setúbal desloca 1.868 toneladas, tem um comprimento total de 83,1 m, uma boca de 12,95 m e uma velocidade máxima de 21 nós. (Marinha Portuguesa)

O construtor de navios portugueses West Sea-Estaleiros Navais lançou no dia 13 de setembro a quarta nova embarcação de patrulha offshore NPO (Navio de Patrulha Oceânica) da classe “Viana do Castelo” (OPV).

O OPV, batizado Setúbal (P363), é o segundo de dois OPVs adicionais em construção em um contrato no valor de aproximadamente 77 milhões de euros (US$ 84 milhões) concedido a um consórcio composto pelo West Sea e a subsidiária EDISOFT da Thales, em julho de 2015. O Setúbal está programado para ser incorporado em junho de 2018, enquanto o navio irmão Sines (P362), que foi lançado em 3 de maio de 2017, será entregue em setembro de 2018.

Os sistemas instalados no navio incluem um sistema de controle de tiro eletroótico Leonardo Medusa MK4/B; Sistema de navegação inercial iXblue Quadrans; barcos de resgate Palfinger FRSQ 600 e FRSQ 700; sistema de comunicação integrado da EID; Propulsão Wärtsilä; radares de navegação Furuno FAR-3230 F-band e FAR-3220 I-band; uma estação de armas remota Leonardo MARLIN WS de 30 mm; e o sistema integrado de gerenciamento de plataforma EDISOFT/Rolls-Royce.

NRP Viana do Castelo

FONTE: Jane’s

37 COMMENTS

  1. São navios que têm prestado excelentes serviços a Portugal nas operações no Mar Mediterrâneo, com custo de operação e aquisição bastante reduzidos e elevada capacidade. Deste modo e com a aquisição de corvetas á Marinha Dinamarquesa e a modernização das fragatas mais antigas, Portugal fica com um poderio naval moderno e actualizado.

  2. Por US$42 milhões… ficou em um bom valor para um barco de quase 2.000 ton. se fosse no brasil??? seria o 5 vezes esse valor e demoraria 2 décadas para entregar…

  3. Preço em conta.
    Mas também não tem nada.
    Armamento algum…
    Se fosse só para navegar para lá e para cá poderiam comprar um barco qualquer e colocar uns 10 marinheiros e talvez duas metralhadoras nas laterais…
    Offtopic:
    Já tinha ouvido falar do estaleiro Inace.
    Mas só alguém aqui falar muito por alto.
    De passagem por fortaleza vi o estaleiro ao longe.
    Parece interessante a existência de um estaleiro no Brasil e especialmente no Nordeste.
    Fica exatamente dentro de fortaleza.
    Só não entendi como e onde eles constroem as embarcações.
    Trata-se de um bom estaleiro?
    Pertence a brasileiros?
    Tem capacidade apenas para construir ou também para projetar navios novos?

  4. Ádson 22 de setembro de 2017 at 0:11

    Olá Ádson, parece-me que OPV é alguma coisa parecida com os nossos NPaOc.
    A classe Macaé tem 500t, a classe Viana do Castelo quase 2.000t.
    A classe Viana do Castelo está mais próxima em tamanho (é menor) da classe Tamandaré.

    Saudações

  5. João, na realidade Portugal comprou à Dinamarca navios patrulha da classe Flyvefisken, de aprox. 400 ton, que em Portugal vão servir para patrulha costeira.
    Ádson, Amazonas é o equivalente desta classe.
    São navios não combatentes, de patrulha oceânica, o armamento é o suficiente e têm sido bastante elogiados nas diversas missões que têm efetuado. Já estiveram diversas vezes no mediterrâneo, na luta contra o trafico de refugiados, na Terra Nova (Canadá) na fiscalização de pescas.

  6. São navios de desenho Alemão de baixo custo e Baixo armamento, dedicados ao patrulhamento e fiscalização. Tem um excelente comportamento em alto mar mesmo com as condições mais adversas, estão a substituir as velhinhas corvetas.
    Para a função que desempenham acho que é uma boa compra, isto de investir em navios carregados de armamento e tecnologia para fiscalizar petroleiros e barcos de pesca, é um erro e um desperdicio de dinheiro que pode ser canalizado para investimento em fragatas e submarinos.

  7. https://www.youtube.com/watch?v=5l_Jb5JzRHY
    https://www.youtube.com/watch?v=zrkNPTenlq0
    São NPO 2000 (Navio Patrulha Oceânico e não Ocean Patrol Vessel) construídos em Portugal e tem um equivalente no Brasil, que são os navios da classe Amazonas e têm um canhão de 30 mm tal como os navios da classe Amazonas. Tal como as corvetas portuguesas, apesar de terem sido construídas na Alemanha e em Espanha, são de desenho português e não alemão tal como vi escrito.

  8. EParro 22 de setembro de 2017 at 1:52
    Helder Lopes 22 de setembro de 2017 at 5:59
    Percebi a diferença em ton entre as duas classes, mas pelas dimensões, 83 mts contra 90 dos Amazonas, ele se torna muito sofrível para a tripulação como um NPaOC. Aqui, no nosso Atlântico Sul, ele teria que ser utilizado como NPa.

  9. se não estou em erro o desenho destes navios é alemão, corrija.me quem estiver mais dentro do assunto mas na altura uma das contrapartidas para o fornecimento das 3 fragatas meko a Portugal era eviarem os desenhos para construção em Portugal destes navios + o navio de apoio logistico como o nome “Adamastor” que ate agora não foi construido

  10. Ajudando a acalmar as especulações e outras confusões:
    Quanto ao tipo: trata-se de um OPV (Offshore Patrol Vessel), em português “Navio Patrulha Oceânico (NPO). A mesma classe que os OPV classe River (Royal Navy), NaPaOc Amazonas (BR), Knut Rasmussen (DK), etc.
    Quanto ao projeto: dimensionamento e arranjo geral pela Direção de Construções Navais da Marinha Portuguesa, projeto detalhado desenvolvido por uma firma projetista alemã (por contrato com a Marinha Portuguesa; nada a ver com as FFG classe Vasco da Gama) para ser construído em estaleiros portugueses (ENVC, atualmente WestSea), 8-10 programados/4 construídos e em construção.
    Quanto às características: plataforma moderna e bem equipada, optimizada para o Atlântico Norte, muito bom desempenho a navegar, alojamentos espaçosos e muito confortáveis, polivalência e flexibilidade funcional para missões complementares (e.g., apoio à guerra de minas ou HADR), armamento e sensores modernos mas limitados ao essencial (margem para serem melhorados no futuro, se necessário). Provavelmente será dotado a prazo com um sistema UAV (unmanned air vehicle), que já operou a título experimental durante missões no Mediterrâneo e na costa ocidental de África.

  11. Já conhecia fortaleza mas não sabia da existência do estaleiro.
    Só alguém aqui falar por alto.
    Trata-se de uma empresa familiar com 50 anos de existência.
    Não permitem visitas de curiosos.
    Somente clientes, militares, etc.
    No site da empresa fala de alguns navios de 500 toneladas para a marinha.
    É parece que a maioria das embarcações são projetadas por eles mesmo.
    Quanto a Recife, apesar de também conhecer a cidade, só sabia da existência do estaleiro Atlântico sul (não sei se mudou de nome).
    Suape é o nome do novo porto de Recife.
    Sei sobre o Atlântico sul da época que o molusco, na campanha eleitoral, falava sobre a construção de navios para a Petrobrás.
    O primeiro navio parece ter dado muito problema.
    Como está a situação daquele estaleiro?
    M. O. poderia fazer um tour jornalístico por esses estaleiros…

  12. Para quem tiver curiosidade, segue abaixo as características ‘wikepedianas’ do OPV português classe Viana do Castelo e do brasileiro classe Amazonas.
    .
    NPO classe Viana do Castelo
    Tipo: Offshore patrol vessel;
    Deslocamento: 1.700 toneladas standard e 1.850 toneladas;
    Comprimento: 83,10 metros (272 ft 8 in);
    Boca: 12,95 m (42 ft 6 in);
    Calado: 3,69 m (12 ft 1 in);
    Propulsão: 2 x motores diesel Wärtsilä (3,900 kW (5,200 hp) cada), 2 motores elétricos (200 kW (270 hp) cada)
    Velocidade: Wikipédia aponta máximo de 20 nós (37 km/h; 23 mph); entretanto outros sites apontam 21 nós (38,9 km/h; 24 mph);
    Alcance (Range): 4.850 milhas náuticas (9.000 km) a 15 nós;
    Boats & landing craft carried: 2 x embarcações de casco semirrígido (Rigid Inflatable Boats – RHIB);
    Complemento: Tripulação de 35 e acomodações para mais 32;
    Sensores e sistemas de processamento: Leonardo Medusa MK4/B electro-optical fire control system, iXblue Quadrans inertial navigation system, Furuno Electric’s FAR-3230 F-band and FAR-3220 I-band navigation radars
    Armamento:
    • 1 × 30 mm Oto Melara Marlin WS,
    • 2 × Metralhadoras de uso geral;
    Facilidades para aviação: Convoo, mas sem hangar, para helicóptero de tamanho médio.
    .
    NaPaOc classe Amazonas
    Tipo: Offshore patrol vessel;
    Deslocamento: 1.800 toneladas standard e 2.200 toneladas totalmente carregado;
    Comprimento: 90,00 metros (295,0 pés);
    Boca: 13,50 metros (44,3 pés);
    Calado: 3,50 metros (11,5 pés);
    Propulsão: 2 x motores diesel MAN 16V28/33D (7.350 kW (9.800 hp) cada);
    Velocidade: Wikipédia aponta máximo de 25 nós (46 km/h; 29 mph);
    Alcance (Range): 5.500 milhas náuticas (10.200 km);
    Boats & landing craft carried: 2 x embarcações de casco semirrígido ( Rigid Inflatable Boats – RHIB) Pacific 24;
    Complemento: até 80, mas pode operar com uma tripulação de apenas 36;
    Sensores e sistemas de processamento: Terma Scanter 4100, X-band;
    Ultra Electronics OSIRIS Combat & Mission Management System;
    Armamento:
    • 1 × DS30M 30mm cannon MSI DS 30M 30mm,
    • 2 × Canhões automático Bushmaster de 25mm,
    • 2 x Metralhadoras de uso geral 12,7mm;
    Facilidades para aviação: Convoo de 20 metros, mas sem hangar, para helicóptero de tamanho médio.
    .
    NPO, NaPaOc, Navio de Patrulha Oceânico ou até mesmo Cutter na USCG, tanto faz.
    São internacionalmente reconhecidos (e vendidos) como OPV – Offshore Patrol Vessel.
    .
    Importante observar que faz parte dos sistemas destes navios e de quase todos os OPVs do mundo aqueles indispensáveis ‘Rigid Inflatable Boats’ – RHIB.
    .
    Outra observação óbvia é que o anglo-brasileiro é um pouco mais longo, mais bocudo, maior deslocamento, motores mais potentes e maior velocidade…, além de contar com um útil guincho com capacidade para até 16 toneladas.
    Só quem sabe o valor do ‘danado’ do guincho é quem já teve que movimentar algo pesado de (ou para) um barco no meio mar ou mesmo em um atracadouro sem guindaste.
    Prefiro os Amazonas.
    .
    Forte abraço,
    Ivan, um antigo infante metido em assunto de marinheiros.

  13. os 500 t. são os Mururus

    Em Suape tem o Vard, fazendo parte dos Gaseiros da Transpetro (sim só encomenda estatal tbm)

    Acabou a serie de Suezmax (10) tem mais 4 Aframax, cancelados os 7 Drilling Ships e ninguem sabe a partir de agora

    Dos 10 Suezmax a partir do 4o ou 5o (preguiça de procurar) os cascos vinha da Xina, feito pelos Xinelicos). O problemático foi o primeiro, o João Candido, os outros sairam “melhorzinhos”

    Nenhuma navio projetado (tudo sob licensa) e só encomenda estatal … ta ai a nossa grande construção naval

  14. Existe indústria naval na Amazônia?
    Pelo menos de barcos menores para satisfazer as necessidades para locomoção nos rios?
    Não devem vir da Inglaterra, né?
    Essa “indústria” naval conta?

  15. Faltou falar no preço da Classe Amazonas que é muito mais cara que a Classe Viana do Castelo. Além de que esta última já vai na quarta unidade (acrescente-se que os navios têm calhas para minas).

    Cumprimentos

  16. A Classe Viana do Castelo não são navios para fins militares, só para exercer a soberania na ZEE. Por isso não possuir armamento considerável. São baratos e eficazes.

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