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Naval Group entrega primeira corveta Gowind 2500 à Marinha Egípcia

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Gowind 2500

O Naval Group orgulha-se de ter entregue na sexta-feira, 22 de setembro de 2017, a sua primeira corveta Gowind® 2500 para a Marinha Egípcia. A cerimônia ocorreu em Lorient, na presença do Almirante Ahmed Khaled, comandante da Marinha Egípcia, Hervé Guillou, presidente e CEO do Naval Group e altos oficiais da Marinha Francesa e da Agência Francesa de Armamentos. Este navio, com dez unidades encomendadas até agora, complementa a vasta gama de navios de superfície e submarinos do grupo.

Um programa realizado em tempo recorde
Entregue apenas 36 meses após a colocação do pedido, a corveta ENS Elfateh será levada aos mares, no dia 23 de setembro, para navegar até o porto de origem no Egito. Esta embarcação é a primeira das quatro unidades encomendadas pela Marinha Egípcia.

Hervé Guillou, presidente e CEO da Naval Group, afirma que: “O Grupo Naval se orgulha particularmente de anunciar a entrega da primeira corveta Gowind para o Egito, um cliente estratégico e parceiro do grupo. O projeto, a construção e os testes foram alcançados em um recorde de 3 anos. O Grupo Naval e seus parceiros industriais são mobilizados para ajudar o Egito na construção local em transferência de tecnologia das três corvetas seguintes. Mais uma vez, gostaria de lembrar o profissionalismo excepcional dos membros e engenheiros da tripulação egípcia”.

Grupo Naval prossegue sua parceria estratégica com o Egito
A corveta ENS Elfateh é o quarto navio a ser entregue ao Egito pelo Naval Group. Faz parte de uma parceria estratégica e de longo prazo com o Egito. Para registro, o Naval Group entregou ao país uma fragata FREMM em 2015 e dois LHDs da classe Mistral em 2016.

10 unidades: a corveta Gowind, uma embarcação multi-missão bem sucedida
O design particularmente modular da corveta Gowind permitiu ao Naval Group responder às expectativas específicas da Marinha Egípcia, garantindo simultaneamente tempos de entrega particularmente atraentes. O mesmo design Gowind agora é oferecido a outros clientes interessados ​​em adquirir um navio de alto desempenho e “sea-proven”, o que demonstrou durante os testes de mar que ele atende todas as suas promessas.

Seis unidades da corveta Gowind 2500 também foram encomendadas pela Malásia. Em 24 de agosto de 2017, o parceiro malaio do Naval Group, Boustead Naval Shipyards, flutuava a 1ª corveta destinada à Royal Malaysian Navy.

A corveta Gowind 2500, dez unidades encomendadas até agora, responde aos desafios enfrentados pelas Marinhas que necessitam ter à sua disposição de um navio completo de combate e multi-missão para realizar operações de soberania e salvaguarda marítima e combate ao tráfico ilegal.

A corveta Gowind 2500 é recheada com os avanços tecnológicos mais recentes, desenvolvidos e implementados pelo Naval Group para defesa naval. Integra o SETIS®, a última geração de sistemas de combate desenvolvidos pelo Naval Group, o “Panoramic Sensors and Intelligence Module (PSIM)” — uma montagem que combina o mastro integrado com seus diferentes sensores e a Centro de Controle e salas técnicas associadas — e o alto nível de integração e automação de sistemas amigáveis do Naval Group.

• Deslocamento: 2.600 toneladas
• Velocidade máxima: 25 nós
• Tripulação: 80 pessoas (incluindo o destacamento do helicóptero)
• Alcance: 3.700 milhas náuticas a 15 nós

DIVULGAÇÃO: Naval Group

28 COMMENTS

  1. Linda Corveta! Super bem armada e stealth !Tem equivalência com a nossa futura tamandaré, mas com sistema de sensores e radares ultramodernos. Por falar em equivalência! Por ser um produto da DCNS alguém sabe o preço? Podemos pelo menos observar as tecnologias para implantar na classe Tamandaré.

  2. Não conheço o Egito.
    Esses caras tem muito Petróleo ? Gás ?
    QPQ eles gastam uma p…ta grana em defesa; no mar e ar BILHÕES USD ultimamente.

  3. O governo do Cairo negociou o lote inicial de quatro corvetas com a DCNS por 1 bilhão de Euros (equivalente a cerca de 4,6 bilhões de Reais).

    Baratinho, 1,15 Bilhões de reais por cada corveta super anabolizada !!!

  4. Esse preço em grande parte deve-se ao fato que as Gowind Egipcías serão dotadas de mísseis antiaéreos MBDA Mica e de vetores anti-navio Exocet.

  5. Amigos,

    Creio que há uma firme tendência para isso, quer dizer, OPV e corvetas “bombadas”, otimizadas para o maior alcance e endurance o possível, obedecendo, no caso das corvetas, um conceito multimissão; tudo para garantir a marinhas medianas acesso a vasos modernos, mas mais em conta e que possam levar suas bandeiras a águas mais distantes…

    A ‘Tamandaré’ segue mais ou menos essa linha, com uma propulsão CODAD. E tal como a ‘Gowind’ egípcia, a nossa será dotada do básico para ASW, ASuW e terá uma defesa AA de ponto competente.

  6. Se o VL MICA M for compatível com as versões IR e RF ela vai ter uma capacidade de defesa aérea considerável.

    Para ser uma compra de prateleira foi cara, porém, os lançadores MICA são os mais caros do mercado (pouca escala).

    Dado o exposto, foi até em conta cada corveta a 250 milhões de euros. Vetor naval teve um preço muito acrescido nos ultimos anos.

    Ademais ela parece muito com a Khareef… que inclusive usa o VL MICA M também.
    https://en.wikipedia.org/wiki/Khareef-class_corvette

  7. Carlos Alberto Soares 25 de setembro de 2017 at 22:57
    Também sou fã da classe Avante, parecem ser muito equilibradas, com excelente potencial para crescimento.

  8. Achei pequena a capacidade de endurance, embora seja uma corveta. O tamanho é importante também para permitir upgrades futuros. É apenas uma corveta com armamento francês (exocet e mica), inclusive sem CIWS.

    A lista de equipamentos depende de cada cliente e quanto está disposto a gastar.

    Achei o design estranho, para não dizer feio.

  9. Mercenário,

    Creio que o endurance anunciado está errado…

    O Oto Melara 76mm também tem papel anti-míssil. Somando-o ao Mica VL, é possível dizer que há uma defesa AA consistente.

    Quem gasta com uma corveta dessas, certamente tem o dinheiro para deter um bom CIWS. Logo, pode ser que os egípcios simplesmente não confiem que um CIWS vá ser significativo em um ataque de saturação.

  10. “os lançadores MICA são os mais caros do mercado (pouca escala).”
    .
    Sylver A-35…
    Qual a escala?
    Quais os comparativo $$$ no mercado?

  11. Então, VDS é para quem leva a guerra antissubmarino a sério e tem ameaça concreta, não é o caso da MB. VDS é um brinquedo caro e complicado de operar e pode ser perdido nas operações de lançamento e recuperação.

    A MB chegou a perder um VDS em operação quando tinha nas F40 e F41.

  12. Acho que a combinação de sonar de casco + sonar rebocado (não substitui VDS, é outra coisa, mas amplia a cobertura) + sonar de mergulho do Seahawk ajudaria a compensar um pouco a falta do VDS (compensar, não substituir) em futuras corvetas da MB e, somando o fato da FAB hoje operar P-3AM que podem empregar sonoboias, acredito que haverá uma capacidade ASW bastante crível no nosso cenário.

  13. Se a ameaça for um SSK, que atuaria em um área mais limitada, acho que da pra dizer que está até “razoável”…
    .
    Ainda teremos por um bom tempo os Super Lynx, como plataforma de lançamento de torpedos.
    O número de SH continua limitado e não se tem aeronaves para ter um helicóptero sempre no ar, 24/7. Se tivermos que combater por tempo prolongado, danou-se. Mas, pelo menos temos estes helicópteros…
    Só que vai sobrar helicóptero pro minguado número de escoltas. Teria-se que improvisar um “anfíbio ASW”, se não aparecerem novos meios.
    .
    Os P-3AM certamente são o melhor meio ASW a disposição no momento, junto dos Submarinos.
    Os Escoltas atuais, sabe-se lá como estão as capacidade dos sonares e, já estão com o pé na cova.
    .
    A Tamandaré terá (se sair do papel) um sonar razoável (será que vai ser o Kingklip?), comparado ao que se tem. Mas o VDS que poderia agregar, provável que não virá… Nem em um pacote “plug and play”.
    .
    Ainda temos talvez 1 ou 2 SSK ativos (pronto para o combate), até que comecem a chegar os novos.
    .
    Agora, se for para caçar e encarar um Hunter Killer de propulsão nuclear, talvez seja melhor tentar a sorte só com os P-3AM e os submarinos…

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