AH-11B Super Lynx N-4001

A Divisão de Helicópteros da companhia Leonardo informou que o primeiro helicóptero Super Lynx Mk21B da Marinha do Brasil realizou hoje seu primeiro voo em Yeovil, Inglaterra.

A aeronave AH-11B Super Lynx N-4001 é a primeira de 8 aeronaves sendo modernizadas e as três primeiras devem ser entregues em 2018

A Leonardo anunciou o contrato com a Aviação Naval da Marinha do Brasil em julho de 2014, para uma grande atualização de meia-idade de oito helicópteros Lynx Mk21A. O contrato, avaliado em mais de US$ 160.000.000 (€ 117 milhões), inclui a substituição dos motores da aeronave com o produto CTS800-4N da LHTEC, aviônicos de navegação, displays e suíte de missão. Um pacote de suporte e treinamento abrangente que inclui um dispositivo de treinamento de voo também está incluído no contrato.

Essas atualizações darão à aviação naval do Brasil uma melhoria significativa em suas capacidades, com melhor desempenho, alcance e eficácia operacional de missão da aeronave. O programa de atualização fornece evidências de capacidade e expertise da empresa em helicópteros navais, e fortalece ainda mais a parceria de longa data com este operador líder, que opera helicópteros Lynx desde 1978.

A nova geração de motores CTS800-4N, já utilizados no Lynx Mk9A do Exército Britânico, no Super Lynx 300 e no AW159, vão fornecer aos helicópteros grandes melhorias de desempenho em ambientes quentes e altos, permitindo aumento da carga útil e uma área de operação estendida.

A nova cabine “glass cockpit” será complementada por um conjunto de aviônicos avançados que compreende um processador tático, sistema de navegação baseado em satélite, sistema de tráfego anti-colisão, sistema de aterragem por instrumento, receptor/medidas de vigilância eletrônica de alerta radar integrado com dispensadores de contra medidas e um cockpit totalmente compatível com Night Vision Goggle, juntamente com um novo guincho de resgate acionado eletricamente.

Instalação do novo glass cockpit
Instalação dos novos motores
Preparação antes da primeira decolagem

47 COMMENTS

  1. wwolf22
    .
    É praticamente regra na aviação de asas rotativas sobre o mar a aeronave ser equipada com flutuadores. Na imagem acima você poderá ver a posição dos mesmos naquele tom verde próximo ao trem de pouso.
    .
    Os nossos Lynx nunca tiveram sonar de mergulho.

  2. E de fato não é comum sonar de mergulho em aeronave do porte do Super Lynx. De cabeça lembro da Alemanha, se não estou enganado, e é uma solução considerada muito menos satisfatória do que em aeronaves maiores, como Seahawk e Seaking, porque o peso e espaço extras penalizam muito as missões do Super Lynx.
    .
    Quanto a armamentos, o primeiro passo foi dado com um sistema de combate novo onde mísseis ASuW e torpedos ASW de gerações mais novas podem ser integrados e substituir modelos descontinuados.
    .
    Precisa comprar, é claro, E certamente há vendedor bastante disposto a vender. Na arena ASuW o Sea Venon / FASGW é o óbvio candidato, desenvolvido para substituir o Sea Skua
    .
    http://www.naval.com.br/blog/2017/04/06/laad-2017-missil-sea-venom-liberado-para-exportacao/
    .
    http://www.naval.com.br/blog/2014/07/22/agustawestland-fara-a-integracao-do-missil-fasgw-no-helicoptero-wildcat/
    .
    O próprio Penguin utilizado pelo Seahawk pode ser uma opção. Não sei se algum operador de Super Lynx modernizado já o tem integrado à aeronave.
    http://www.naval-technology.com/projects/penguin-anti-ship-missile/

  3. Penso que o ideal seria usar o Penguin, já existente no inventário da MB. Mas achei curioso, na revista Força Aérea saiu uma reportagem sobre um futuro míssel para os nossos Linces e não foi citado o Penguin. Citaram até o Marte além de mísseis menos conhecidos.

  4. Eu acho que o Sea Venon tem ogiva e alcance muito pequenos. E não duvido que seja mais caro que os rivais.
    Então, mesmo que tenhamos que custear eventual integração, vale a pena comprar um míssil mais poderoso.

  5. Já eu vejo mais vantagem no Spike.
    Pq?
    Pq não vai ter mais tanto navio para a quantidade de helicópteros que se tem. O que vier de novo, vai poder operar com os SH, que é mais capaz.
    .
    Os 8 Super Lynx, que vão ter ainda muitos anos pela frente, se forem armados com Spike poderiam ser empregados em diversas outras funções. Patrulha ultramar, operações contra pirataria, suporte ao CFN e etc…

  6. Bardini, caso o Brasil compre o Ocean, não acho que faltará navio para os helicópteros.
    Agora se não comprar, concordo contigo que após as baixas das Niteróis, vai faltar navios para os helicópteros existentes.
    Mas eu acho o míssil Spike muito anêmico. Só faria sentido se a MB realmente alocasse o SuperLynx para os Fuzileiros Navais – ao menos como principal função.
    E na antipirataria uma .50 resolve de forma mais econômica o problema.

  7. Sempre defendo Overhaul de anvs de qualidade e este é um ótimo Héli.
    Trabalho de primeira, boa relação custo x benefício.
    ______________________________

    Há mais células que poderiam ser modernizadas ?
    Não me refiro sobre a necessidade,
    tão somente se há ?
    ______________________________

    Não temos plata, sou da opnião do Rafael, AGM-119.

  8. Super Linx anabolizados
    Ficou ótimo!!!
    O que era bom ficou melhor ainda !!!
    Parabéns ao Esquadrão e que a missão seja sempre cumprida !!!

  9. Não faz sentido o emprego do AHA-11B em apoio ao CFN… pelo menos não é o que prevê a missão do Esquadrão (Prover os meios aéreos que integram os sistemas de armas dos navios de superfície da esquadra, a fim de ampliar as possibilidades dos sensores de bordo e a capacidade de reação dos navios)… e se não está na missão, não há adestramento e qualificação para emprego distinto do previsto…

  10. Tallguiese,
    Tinha mais, porém a maioria era de células muito mais voadas, remanescentes do lote inicial de Lynx do fim da década de 1970 – o qual já havia sido modernizado para o padrão Super Lynx nos anos 1990, quando se adquiriu Super Lynx novos.
    .
    Assim, as aeronaves que estão sendo modernizadas são as que proporcionariam mais horas de voo após a modernização. São todas (ou quase todas, não tenho certeza) do lote adquirido em meados dos anos 1990.

  11. Bardini,

    De fato. Seria até possível dizer que o AH-11 ficaria sobrando, tanto quanto seria possível legar a luta ASW e ASuW convencional ao ‘Seahawk’ e o ‘Caracal’.

    Ocorre que as fragatas da classe ‘Niterói’ ainda tem mais um década pela frente. E o ‘Super Lynx’ é o seu “braço aéreo”, para operações embarcadas… Não há outro meio mais capaz para operar nelas…

    Enfim, para luta ASuW, que é a razão de ser do AH-11, o ‘Sea Venon’ oferece vantagens que o ‘Spike’ não poderia oferecer, tais como operar e engajar no extremo do horizonte/radar, fora do alcance de qualquer defesa de ponto…

    Em verdade, acredito que esses dois misseis se complementam, e poderiam fazer parte do inventário, se estivéssemos falando de aeronaves novas ou se houvesse intenção de se ter o AW-159 em futuro próximo… Por mim, deixa do jeito que tá, com Sea Skua mesmo…

  12. RR,
    Sea Skua?
    Já era, míssil da década de 1970, descontinuado há algum tempo, no fim da vida útil, saindo do arsenal de outros operadores, se é que não somos o último operador.
    .
    A lógica é adquirir seu sucessor, que acaba de sair do forno e já está integrado (ou no fim da integração) e operar pelos 15 anos de vida da aeronave modenizada.

  13. Então esses 8 modernizados vão operar com os que ficaram aqui sem modernização é isso? Ou no final vão operar somente esses 8 mesmos?

  14. Só vão operar as células modernizadas. As não modernizadas se não me engano são só quatro mais ou menos. Tem que descontar dos dois lotes algumas (poucas) perdidas em acidentes.
    .
    Acho que cada lote (anos 70 e anos 90) foi de umas oito aeronaves cada. De cabeça é o que lembro. Recomendo pesquisar se tiver tempo. Tem o campo busca do blog e o google pra ajudar.

  15. Fernando “Nunão” De Martini, de acordo com minhas anotações, provavelmente daqui mesmo do Poder Naval, restaram 11 aeronaves operacionais, sendo 7 do segundo lote.

  16. Acho que é por aí mesmo, qboavida. Boa iniciativa a sua de anotar, parabéns.
    .
    Se não me engano, havia uma aeronave do primeiro lote que ficou estocada por anos devido a um incidente de pouso ou algo do gênero e, com dinheiro escasso pro conserto, o fato de ficar parada a deixou com menos horas de voo que outras, tornando-se assim candidata melhor à modernização que outras mais voadas.
    .
    Mas posso estar me confundindo com algum outro caso e escrevendo besteira. Sem tempo pra pesquisar agora.

  17. Devem operar no futuro só as oito modernizadas, porque não teria lógica manterem as antigas com aviônica defasada e motores fora de linha com manutenção difícil.
    O radar não foi trocado porque um SeaSpray 3000 com 360° de cobertura ja da conta do recado por mais uns anos restantes de vida util destes modelos e a substituição por uma versão moderna AESA da Leonardo encareceria mais ainda esta modernização que custou 20 milhões de dólares cada unidade segundo matéria aqui do Poder Naval de 2014.

  18. Os outros Linx que não serão modernizados poderão ser usados em
    ações menos dissuasiva, se é que participamos de alguma, se não, exercícios anuais. Quanto aos motores que estão sendo retirados serão lançados no inventário da MB para peça de reposição para aqueles que não passarão por atualizações?

  19. Nunão valeu ai, agora mudando de assunto para dar apoio aos fuzileiros navais não acho o Lynx mais apropriado a missão. Talvez só se talvez a marinha adquirir o Ocean tambek adquirir alguns cobras para tal ai ficaria top.

  20. Top Gun Sea, nessa hipótese que vc levanta, os três ou quatro não modernizados (provavelmente células com alto número de horas de voo e que teriam revisão estrutural ainda mais cara) teriam motores descontinuados com peças de reposição mais cara, o mesmo valendo para a aviônica e outros itens. Mesmo para peças canibalizadas há um limite, e já devem ter usado esse recurso para manter em voo as que seguiriam por último para a modernização.
    .
    E não existe essa coisa de voar em poucas situações ou uma vez por ano, isso é perigoso e anti-econômico. No fim das contas, ficaria mais caro manter as três ou quatro não modernizadas que as oito modernizadas, ou seja, um custo-benefício duvidoso.
    .
    Acho que estão elucubrando a partir de premissas erradas, só pra dar um uso para três ou quatro células de quase quarenta anos de uso embarcado e desgastante que serão desativadas.

  21. Talvez seja do interesse de alguns leitores:
    .
    Em 1978 foram adquiridos 9 “Lynx” sendo que 4 foram perdidos em acidentes. As 5 unidades
    restantes foram enviados ao Reino Unido em meados dos anos 90 para serem modernizados no padrão do “Super Lynx” e devolvidos ao Brasil entre 1996 e 1998 com a designação AH-11A.
    .
    Paralelamente foram adquiridos 9 unidades novas de “Super Lynx” que receberam às matriculas N – 4001 à N – 4009 enquanto os 5 modernizados receberam às matriculas N -4010 à 4014, totalizando 14 aeronaves “Super Lynx”.
    .
    Das 9 unidades novas, duas foram perdidas em acidentes e uma não valia a pena modernizar,
    restando 6 para serem modernizadas e das 5 aeronaves originais do lote de 1978 modernizadas, duas foram selecionadas para nova modernização.
    .
    As 8 aeronaves selecionadas foram: Ns – 4001, 4003, 4004, 4005, 4006, 4009, 4010 e 4012.

  22. Pois é, essa aeronave é linda, e a versão mais atualizada dela, a AW159 Wildcat é mais linda ainda, pena que esta lutando desesperadamente para manter a linha de produção aberta e enquanto isso aquela gambiarra do NH-90 naval sendo empurrado goela abaixo da marinhas europeias

  23. Como o Dalton bem explicou, a MB possui 11 aeronaves Super Lynx em seu inventário (das 14 originais, duas foram perdidas e uma não era economicamente viável de ser modernizada). Respondendo às dúvidas de alguns, teremos as 8 modernizadas e as 3 não modernizadas continuarão operando enquanto houver suprimemtos e peças de reposição e até que atinjam seu limite de horas disponíveis, sendo então, desativadas. Após isso, permanecerão apenas as 8 modernizadas.

  24. Exato, Flanker, mesmo porque o recebimento dos modernizados mal começou, e vai pelo menos até 2020. Não creio que os não modernizados continuem voando muito tempo após o recebimento de todos os oito do novo padrão.

  25. Sobre o míssil, não daria pra integrar o Peguin, pra ter congruência de armamento ao menos com o SeaHawk?

    Atualmente temos Peguin no SeaHawk;
    Foguetão exocet no caramujal;
    E Sea Skua/Sea Venom no Super Lynx.

    Imagine o paiol do NDM Bahia quando operarem os três juntos a bordo do anfíbio… e outra, comprando mais tem desconto.

    Saudações.

  26. Não vejo muito sentido em operar Super Lynx no NDM Bahia, levando em conta as funções da aeronave na MB. Mesmo porque os oito que se pretende receber modernizados mais ou menos baterão com o número de escoltas que se espera conseguir manter em serviço na próxima década, levando em conta a baixa prevista de alguns navios e a parada para modernização de outros – se os planos forem mantidos, é claro.
    .
    Seahawk e H225M deverão ser os helicópteros em operação mais frequente no Bahia, em especial este último, nas versões básica e ASuW.

  27. RR,
    .
    “Enfim, para luta ASuW, que é a razão de ser do AH-11, o ‘Sea Venon’ oferece vantagens que o ‘Spike’ não poderia oferecer, tais como operar e engajar no extremo do horizonte/radar, fora do alcance de qualquer defesa de ponto…”
    .
    Spike NLOS tem alcance útil na casa dos 25 km. Deve certamente ser mais barato que esse míssil da MBDA. Tem três modos de orientação (IR/CCD/SAL), 4 tipos de Cabeça de Guerra (Heat, fragmentação, PBF, PBF/F).
    .
    O Spike NLOS (71 kg) é mais leve que o Sea Venom (110 kg) e tem menos da metade do peso do Sea Skua (145 kg).
    Dá pra dizer que é outra categoria… E não temos nada desse tipo. Para ASuW contra pequenas embarcações, seria interessante tê-lo, no meu entender.
    .
    Com maior poder de fogo, temos Exocet (~70km/ 670 kg) e Penguim (~50 km/ 370 kg). Pra enfiar um desses no meio de barco e navio com menos de 1.000 t fica complicado $$$… E se formos encarar coisa maior que isso, não vai ser só com o Super Lynx.

  28. Bavaria,
    De acordo com a fabricante, o Penguin já foi integrado ao Super Lynx, apesar de não estar operacional em nenhuma Força Armada do mundo. Há até imagens dele no helicóptero.
    Até por isso sou a favot de ser empregado pelo Super Lynx da MB.

  29. Rafael

    Acho bastante interessante a adoção, justamente porque acredito que não haverão 8 escoltas para embarcar os Super Lynx. A única opção de “ataque” ASuW seria o Bahia recheado de heli’s e “bem escoltado” para isso (A barroso, uma niterói com todos os dentes e um dos U-209).

    Saudações.

  30. Eu sou um otimista e espero que o Ocean também venha.
    Mas, se não vier, vão sobrar helicópteros na MB.
    De qualquer forma, se já faltará escoltas para o Bahia, quanto mais para o Bahia e o Ocean juntos.
    Saudações.

  31. Falta de “escoltas” nunca será motivo para se deixar de adquirir unidades “potencialmente
    escoltáveis” a não ser que seja “obrigatório” se ter um ou dois “escoltas” permanentemente
    “amarrados” a uma unidade…nem a US Navy consegue isso e é preciso pensar que em breve ao menos o “Almirante Sabóia” de 50 anos terá que dar baixa e pode ser que não se encontre um navio de segunda mão disponível então.
    .
    E…nunca haverá “sobra” de helicópteros caso o “Ocean” não seja adquirido, por conta daqueles que sempre estarão em manutenção ou treinamento.

  32. Pode ter alguns Lynx Wildcats disponíveis para venda, a Inglaterra quer retirar 28 de serviço para cortar custos, seria uma excelente compra de oportunidade.
    Ou em outra situação comprar alguns modelos antigos para modernizar, eles iriam substituir aqueles que não serão modernizados.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here