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Contrato de remoção do NPa ‘Maracanã’ do Estaleiro EISA e transporte para o AMRJ

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DIRETORIA-GERAL DO MATERIAL
DIRETORIA DE ENGENHARIA NAVAL

EXTRATO DE CONTRATO

Contratada: TRANSHIP TRANSPORTE MARÍTIMOS LTDA; Contratante:
Diretoria de Engenharia Naval.

Espécie: Contrato n.º 45000/2017-001/00; Objeto: contratação dos serviços de remoção e transporte, por via marítima, do casco EI-515 (futuro Navio Patrulha (NPa) “Maracanã”) do Estaleiro Ilha (EISA), com entrega no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), por meio de operações de “Load-Out”.

Valor Total: R$ 2.447.500,00 (dois milhões, quatrocentos e quarenta e sete mil e quinhentos reais),

Vigência: 90 dias;

Data de Assinatura: 10/10/2017.

FONTE: DOU

31 COMMENTS

  1. Fabio, sugiro não ficar esperando esse tempo todo pro navio chegar ao AMRJ, melhor você ir dormir, tá tarde.

  2. Segunda-feira vou pro Rio, se eu conseguir ver da janela do avião, prometo dar tchauzinho pra ele, ok?

  3. Nunão muito obrigado, tranship levará no máximo um dia para fazer o translado ate o AMRJ o
    difícil e colocar o casco no dique. bom dia Nunão.

  4. Continuo achando muito caro!Absurdo! Seria esse o valor mais em conta no certame! Será que a MB não consegue ela mesmo fazer esse translado! Fazendo uma análise de valor em que a MB poderia aplicar esse montante em benefício próprio, por exemplo: reforma e melhoramentos da eletrônica de alguns meios. O estaleiro EISA vai reembolsar a MB por descumprimento do contrato e incluindo este frete?

  5. O brasil não consegue terminar a fabricação de uma canhoneira de 500 toneladas… e ainda quer fabricar um sub nuclear…
    realmente, nunca deixaremos de ser um nanico mundial…

  6. Souto,
    Colocar o casco no dique não é a parte mais difícil, é trabalhosa, depende da balsa poder ter tanques de lastro para ser mantida no fundo após o dique ser enchido novamente e outras questões técnicas de “load out”. Creio que o “load in” do casco no Eisa seja mais complicado para garantir a segurança da operação. Mas é só opinião minha, baseado no que sei de outras operações aparentadas com esta.

  7. Esse problema foi criado graças a politicagem e corrupção. O iNACE construiu os dois primeiros da classe e estava apto a construir os outros cinco. Tiveram alguns problemas como é normal em se começando uma classe, mas o grande defeito do INACE é não estar geograficamente dentro do principado da Guanabara. Vou voltar a falar, EXISTE MARINHA FORA DA GUANABARA.

  8. Quem tiver dúvidas técnicas de como se dará o trabalho, além de outros detalhes, em comentário de alguna meses atrás indiquei o link para o edital original, seus anexos e vários documentos que esclareciam dúvidas dos licitantes. É este aqui:
    https://www.marinha.mil.br/den/node/88
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    Segue abaixo comentário que fiz em agosto transcrevendo trechos do anexo I do edital, com as informações que julguei mais relevantes para as dúvidas levantadas pelos leitores na ocasião.
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    “Nunao at 4 de agosto de 2017 at 18:11
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    Recomendo a leitura a todos que queiram saber mais sobre o assunto, a complexidade que o edital presume para o serviço, as estimativas constantes no mesmo, além de muitos detalhes técnicos.
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    Destaco aqui alguns trechos do Anexo 1 do edital, que é um documento de acesso público, disponível no link que indiquei acima a quem quiser ler, apenas para ajudar na discussão sobre o tema (como posso eventualmente cometer erros de digitação, pois digito muito rápido, sugiro a leitura do original), e eventualmente responder a algumas questões colocadas nos comentários:
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    “1 Propósito
    Em face da rescisão do contrato de construção de Navios-Patrulha de 500 toneladas (NPa-500), firmado entre o Estaleiro Ilha S. A. (EISA) e esta Diretoria de Engenharia Naval (DEN), e do trânsito em julgado do Processo Administrativo de Rescisão Contratual (PAdRes) e do Processo Administrativo de Execução da Rescisão Contratual (PAdExRes), este último instaurado visando à necessária Apuração de Haveres e Deveres, se faz necessária a tomada de posse do objeto pela Marinha do Brasil (MB).
    Desta forma, o presento Projeto Básico (PB) tem como propósito estabelecer os parâmetros necessários à remoção do casco EI-515 (futuro Navio Patrulha “Maracanã”), parcialmente construído no EISA, cuja entrega será no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ).
    Conforme detalhado no anexo A, insta salientar que a remoção em questão se trata de um serviço complexo e específico, não tendo natureza comum, por necessitar de infraestrutura, apoio logístico e capacitação técnica, não disponíveis na Força para tal, tendo em vista retirar o casco do EISA, transportá-lo, por via marítima, até o AMRJ, entregando-o, com segurança, a essa Organização Militar, o que justifica a abertura de processo licitatório para a contratação desse serviço.”
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    “4.2 Serviços a serem prestados pela futura CONTRATADA
    Para a realização dos serviços de remoção do casco EI-515, do EISA para o AMRJ, a futura CONTRATADA realizará os seguintes serviços:
    a) Preparação do casco para o “load out”, no Galpão 4A do estaleiro EISA;
    b) Remoção do casco do EISA, com destino ao AMRJ, por meio de operação de “Load Out”;
    c) Transporte do casco em balsa, por via marítima, até o AMRJ;
    d) Atracação da balsa no AMRJ, pelo tempo necessário para a realização dos serviços, pelo AMRJ, necessários à condição adequada de flutuação do casco; e
    e) Lançamento do casco no interior do dique seco do AMRJ.
    A descrição detalhada dos serviços está na Especificação de Serviço de Engenharia (ESE) constante do anexo A e dos documentos nele referenciados.”
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    “4.4 Regime de Execução
    4.4.1 O regime de execução será o de empreitada por preço unitário, sendo que a adjudicação se dará para o menor preço global;”
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    “4.5 Localização e Rotina de Trabalho
    4.5.1 O serviço será executado no EISA (Galpão 4ª e adjacências) e no AMRJ (cais do Edifício nº17 e adjacências, dique seco Almirante Régis);”
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    “7 PRAZO DE EXECUÇÃO E CRONOGRAMA DE DESEMBOLSO
    7.1 O prazo para realização da manobra obedecerá o disposto no CFF apresentado pela futura CONTRATADA, que deverá ser elaborado em concordância com os prazos e percentuais apresentados no anexo C deste PB, sendo que a data de início da manobra (Dia D+30) será confirmada pela DEN à CONTRATADA por meio de assinatura da Autorização para Execução de Serviço (AES), constante do anexo D, a ser efetuada no dia (D+5);
    7.2 O prazo estimado total para realização dos serviços, a contar da data de assinatura da AES será de 90 (noventa) dias corridos, incluído o prazo estimado de 30 dias para a execução dos serviços de preparação para o lançamento, realizados pela MB, os quais poderão variar conforme os dias efetivamente utilizados pela MB para os serviços de preparação do navio para o seu lançamento.
    7.3 Em face da complexidade dos serviços, os quais dependem, inclusive, de boas condições meteorológicas, considera-e adequado que o contrato tenha sua vigência estendida em 30 (trinta) dias corridos além dos 90 (noventa) dias estimados para a execução dos serviços. Logo, o contrato terá vigência de até 120 (cento e vinte) dias, a contar da data da publicação do extrato do Contrato no DOU, a teor do art. 61, parágrafo único, da Lei n.º 8666/93;”
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    “8 CUSTO ESTIMADO
    8.1 O custo para os serviços foi estimado com base na média de orçamentos obtidos junto a empresas especializadas em operações de “load-in / load-out” e transporte de navios em condições similares ao previsto neste Projeto Básico.
    8.2 O custo estabelecido é composto de:
    8.2.1 Custo básico – R$ 1.855.000,00 (um milhão, oitocentos e oitenta e cinco mil reais), referentes aos serviços de “load-out”, transporte marítimo e lançamento, considerando, ainda, a franquia de 10 (dez) dias corridos de disponibilidade de balsa, carreta e/ou rebocadores; e
    8.2.2 Custo variável – R$ 1.800.000,00 (um milhão e oitocentos mil reais), referentes ao valor estimado da diária de balsa, rebocadores e/ou demais equipamentos, de R$ 60.000,00 (sessenta mil reais), multiplicado pelo período estimado de 30 (trinta) dias de utilização. Tais diárias serão contabilizadas, por dia de utilização, no que exceder a franquia de 10 (dez) dias inserida no custo básico. Os 30 (trinta) dias adicionais foram estimados considerando a necessidade de realização, pela MB, de serviços visando ao lançamento do navio.
    8.3 Logo, para fins de adjudicação, o custo total estimado para os serviços é de R$ 3.685.000,00 (três milhões, seiscentos e oitenta e cinco mil reais), estando inclusos todos os encargos, taxas e impostos incidentes sobre o mesmo, seguro marítimo RCA-C, além de todos os serviços especificados Especificação de Serviços de Engenharia constante do anexo A deste PB, tais como supervisão, manutenção, direção, administração, mão-de-obra, equipamentos, adicionais de salários, ferramentas, transporte de pessoal, alimentação, as despesas com leis sociais e trabalhistas, impostos, licenças, emolumentos fiscais e outras despesas, inclusive lucro, necessários à perfeita execução dos serviços ora contratados, bem como quaisquer outros custos decorrentes do objeto contratado.”
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    Outros trechos interessantes de anexo mais à frente:
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    “Balsa – Resistência estrutural do convés completamente adequada à manobra imposta pelo Navio, em um mínimo de 500 (quinhentas) toneladas, controle de lastro destinado à compensação de calado, banda e trim devido aos efeitos de ondas, ventos, maré, deslocamento de carga no convés e outros fatores intervenientes que influenciem o equilíbrio e segurança do conjunto balsa e Navio.
    Deverá possuir capacidade de ser totalmente alagada e mantida no fundo do dique de modo a possibilitar a docagem e desdocagem do Navio e ter suas dimensões principais compatíveis com as restrições do dique “Alte. Régis”; do canal de acesso ao cais sul interno e da bacia de manobra em frente ao Edifício 17 do AMRJ; da altura do cais e das condições de maré reinantes, além de restrições e condicionantes decorrentes das circunstâncias do local.”
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    “Após a atracação da balsa nocais do AMRJ serão finalizados os preparativos para a flutuação do Navio, a cargo da MB. A previsão para o período de atracação da balsa ao cais antes da movimentação para o interior do dique seco é de até 40 (quarenta) dias.”
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    “Após o posicionamento da balsa, com o Navio, no interior do dique, a CONTRATADA deverá preparar a mesma para que a possa permanecer no fundo do dique por ocasião do seu alagamento, e certificar-se que esteja em condições de desdocar o Navio.”
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    “O AMRJ providenciará a recolocação da porta batel e início do esgotamento do dique; A balsa será docada no AMRJ e atenderá o plano de docagem fornecido pela CONTRATADA.”
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    “Uma vez verificada a prontificação da balsa, o GERENTE DA CONTRATADA deverá notificar por escrito ao Fiscal do Contrato para que o alagamento do dique possa ser iniciado, quando, então, o AMRJ procederá a desdocagem do Navio.”
    “Logo depois de completado o alagamento do dique, a CONTRATADA deverá cumprir todos os procedimentos de verificação preconizados no PIT, após o que o GERENTE DA CONTRATADA informará ao Fiscal do Contrato, apresentando todas as listas de verificação pertinentes devidamente preenchidas, de forma que a porta do Dique possa ser retirada.”

    “O AMRJ procederá a retirada da porta batel, e consequente retirada do Navio, após o que, será reposicionada a porta batel para proceder novo esgotamento do dique.”
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    “Após o esgotamento do dique, a CONTRATADA realizará nova preparação da balsa para que a mesma volte a flutuar durante o alagamento do dique.”
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    “A CONTRATADA será integralmente responsável por restituir ao EISA os berços utilizados nas condições em que se encontravam antes do início das operações.”

  9. “Tiveram alguns problemas como é normal em se começando uma classe, mas o grande defeito do INACE é não estar geograficamente dentro do principado da Guanabara.”
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    Adson,
    O que sei é que o Inace participou de licitação para esses navios e perdeu para o EISA. Se foi só pelo preço, ou por outras variáveis que você insinua no comentário, eu realmente não sei.
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    Mas, na mesma época em que perdeu essa licitação, o próprio Inace ganhou outras e recebeu contratos de outros navios para a Marinha e os construiu, independente de estar no Ceará e não no Rio de Janeiro.
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    Pessoal, vamos pesquisar um pouquinho antes de comentar pra manter o debate em alto nível. Pra quem quiser saber o que o Inace construiu para a MB na mesma época da licitação desses navios-patrulha, segue o link do próprio estaleiro cearense:
    http://www.inace.com.br/#/divisoes/militar/portfolio

  10. R$ 2,5 milhão só para colocar um casco pequeno em sima de uma balsa com um guindaste e depois retirar?? meio salgado em… a própria MB não consegue fazer???

  11. Só pra ajudar um pouco a te responder, um trecho mais curto e rápido de ler:
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    “Conforme detalhado no anexo A, insta salientar que a remoção em questão se trata de um serviço complexo e específico, não tendo natureza comum, por necessitar de infraestrutura, apoio logístico e capacitação técnica, não disponíveis na Força para tal, tendo em vista retirar o casco do EISA, transportá-lo, por via marítima, até o AMRJ, entregando-o, com segurança, a essa Organização Militar, o que justifica a abertura de processo licitatório para a contratação desse serviço.”

  12. Pode parecer cara a remoção, mas quanto custa o material envolvido nesta operação, devem ser equipamentos caríssimos que poucos tem e usando pessoal altamente especializado.
    .
    Imaginem o que deve ter sido de trabalhoso arrumar os portos japoneses depois do Tsunami..
    . http://4.bp.blogspot.com/-XvSSspV68vE/UTaA2s3YTmI/AAAAAAAADRw/3Q8IPOVI4ew/s1600/tsunami.jpg
    .
    . https://ichef-1.bbci.co.uk/news/640/media/images/54394000/jpg/_54394461_011507948-1.jpg

  13. Existem umas coisas engraçadas… “será que a MB não teria condições de fazer sozinho?” Não, por isso ela abriu licitação. “Tá caro isso” Sim, é bem caro mas foi o menor preço oferecido na licitação. Apenas por curiosidade. Cada Macaé é estimada em 100 milhões de reais. Este translado é da ordem de 2% do valor do barco pronto.

  14. Em algumas marinhas sérias uma notícia como esta acima seria investigada a fundo e teríamos responsáveis por ela, não vou entrar em detalhes mas desde o inicio deste projeto a escolha deste estaleiro EISA foi duramente criticada por existir outro estaleiro capacitado em fazer os navios e principalmente já com o Projeto executivo pronto e detalhado.
    No entanto uma autoridade naval insistiu na escolha deste estaleiro e impôs esta solução que foi chancelada pela antiga Administração Naval.
    Tem um ditado na Marinha que ouvi desde o CN que é “Cadeia não é só para Cachorros”, mas eu afirmo que atualmente é ….

  15. Em tempo, boa sorte ao AMRJ que com enorme restrição de recursos receberá em breve este “abacaxi” para finalizar !!!.
    E com garra e boa vontade eles conseguirão.

  16. Sempre me perguntei uma coisa. Caso haja um dia a necessidade de substituir ou incrementar os meios de patrulha fluvial na bacia do Paraná, estes terão que ser construídos lá? Ou é possivel navegar “rio acima” todo o trecho desde o Rio da Prata?

  17. Obrigado Strobel. Li tempos atrás sobre a história do Parnaíba, o que não tinha certeza é se a construção posterior de hidrelétricas ainda tornava essa viagem possível

  18. Jonas Rafael, no final de 2007 o monitor Parnaíba fez uma nova visita às águas salgadas para participar de comemorações do bicentenário do nascimento de Tamandaré, passou pela região do Prata e visitou Porto Alegre nessa comissão. E depois subiu o rio da Prata / rio Paraguai novamente.
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    Com frequência, desce e sobe os rios para participar de operações junto a outras marinhas vizinhas. Neste ano de 2017, esteve em Buenos Aires junto com outros navios da Flotilha de Mato Grosso.

  19. Posso estar errado, mas me lembro de ler sobre a existência de um plano de unificar ambas as bacias no futuro, amazônica e Tietê-Paraná… Mas acho que ficou só na intenção mesmo…
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    Sds

  20. Caro Walfrido, realmente essa rota via rio Paraguai é até bastante utilizada para transportar diversas cagas até o Mato Grosso, Acre e Rondonia. Ja fizemos transporte de peças com mais de 300t ate com alguma facilidade. Abs

  21. So complementando: transportar um Maracanã nao e tarefa trivial e requer o emprego de recursos sofisticados e caros. No transporte pesado, em geral, o mais dificil é conhecer as limitações do equipamento a ser manuseado. Transportar seja um Arley ou um Maracanã requer que se estude muito bem quais serão os pontos de apoio, como serao distribuidos os meios auxiliares (rebocadores/ empurradores, por exemplo), e assim por diante. Por isso numa primeira analise superficial alguem pode subestimar muitos os custos envolvidos. Nao é, decididamente, chamar um “Uber naval” para carregar um monte de chapas soldadas.

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