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HMS Sheffield: reveladas as falhas que levaram ao afundamento nas Falklands

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Destróier Type 42 HMS Sheffield, logo depois do impacto do míssil Exocet AM39 lançado por um Super Étendard da Armada Argentina

Relatório secreto revelado sobre o desastre mostra que os oficiais ficaram “hipnotizados” pela visão do míssil chegando e não conseguiram acionar o alarme

Por Ian Cobain

O catálogo de erros e falhas que terminou no naufrágio de um destróier da Royal Navy durante a guerra das Malvinas foi revelado depois de ter estado encoberto por 35 anos.

Vinte pessoas morreram e 26 ficaram feridas quando HMS Sheffield foi atingido por um míssil Exocet argentino durante os primeiros dias do conflito de 1982. Foi o primeiro navio de guerra da Royal Navy a ser perdido em combate desde a Segunda Guerra Mundial.

O relatório da comissão de inquérito sobre a perda do Sheffield, que finalmente foi tornado público, revela os motivos completos por que o navio estava completamente despreparado para o ataque.

A comissão constatou que dois oficiais foram culpados de negligência, mas escaparam dos tribunais marciais e não enfrentaram ações disciplinares, aparentemente para evitar prejudicar a euforia que tomava grande parte do Reino Unido no final da guerra.

Um resumo altamente censurado das descobertas da comissão foi divulgado pelo Ministério da Defesa em 2006, mas a redação do texto escondeu todas as principais conclusões e críticas da comissão, incluindo as constatações de negligência.

Também foi ocultado o alerta da comissão de que havia “deficiências críticas” no equipamento de combate a incêndio, a bordo de destróieres Type 42, como o Sheffield.

Denominado “Secret – UK Eyes Bravo”, o relatório completo e não censurado mostra:

  • Alguns membros da tripulação estavam “entediados e um pouco frustrados pela inatividade” e o navio não estava “completamente preparado” para um ataque.
  • O oficial de guerra antiaérea deixou o centro de operações de combate (COC) do navio e estava tomando um café na praça d’Armas quando a Armada Argentina lançou o ataque, enquanto seu assistente também havia deixado o COC para aliviar-se no banheiro.
  • O radar a bordo do navio que poderia ter detectado o avião de combate Super Étendard se aproximando foi desligado para uma transmissão de satélite para outra embarcação.
  • Quando um navio próximo, o HMS Glasgow, detectou a aeronave que se aproximava, o principal oficial de guerra no centro de operações do Sheffield não conseguiu reagir, “em parte por inexperiência, mas principalmente por inadequação”.
  • O oficial de guerra antiaérea foi chamado para o centro de operações de combate, mas não acreditava que o Sheffield estava no alcance da aeronave Super Étendard da Argentina que levava os mísseis.
  • Quando os mísseis atacantes estavam à vista, os oficiais no passadiço foram “hipnotizados” pela visão e não transmitiram um alerta à tripulação do navio.
    A comissão de inquérito descobriu que o erro do oficial de guerra antiaérea foi baseado em sua leitura de uma avaliação de inteligência da ameaça argentina, que havia chegado a bordo em “um calhamaço considerável e assustador” de papel que era difícil de compreender.
  • Enquanto a tripulação do navio estava ciente da ameaça representada pelos mísseis Exocet, alguns parecem ter pensado que o Sheffield estava além do alcance da aeronave Super Étendard, porque eles desconheciam que os aviões poderiam ser reabastecidos no ar.

A comissão também concluiu que o “infeliz” comandante do Sheffield, o submarinista Sam Salt, e seu imediato, um aviador naval, tinham “pouca ou nenhuma experiência relevante de navio de superfície recente”.

No evento, ninguém chamou o comandante. Seu navio não foi para “postos de combate”, não disparou nenhuma nuvem de chaff na tentativa de desviar os Exocets e não se voltou para os mísseis atacantes, de modo a reduzir o perfil do Sheffield. Além disso, algumas das armas do navio estavam descarregadas e não tripuladas, e nenhuma tentativa foi feita para derrubar os mísseis recebidos.

O comandante do HMS Sheffield, Sam Salt, a bordo do HMS Hermes após a perda de seu navio. Foto: Martin Cleaver / Press Association

Um dos Exocets atingiu o costado de boreste do Sheffield a cerca de 8 pés (2,4 metros) acima da linha de água, fazendo um buraco de 4 pés de altura e 15 pés de comprimento. Ele penetrou até a cozinha do navio, onde se pensa que oito cozinheiros e ajudantes foram mortos instantaneamente. O fogo entrou em erupção em segundos e o navio se encheu de fumaça.

Doze pessoas pareceram ter sido engolidas pela fumaça, incluindo cinco que permaneceram de prontidão no Centro de Operações de combate do Sheffield até que fosse tarde demais para que eles tentassem escapar. Alguns feridos sofreram graves queimaduras.

O relatório diz que nos esforços de combate a incêndios “faltava coesão” e eram “descoordenados”, e que, embora a equipe tentasse enfrentar as chamas, “não estava claro onde o comando do navio estava localizado”.

O tamanho do rombo provocado pelo impacto do míssil Exocet AM39 no HMS Sheffield. Até agora havia dúvidas se a cabeça explosiva do míssil tinha explodido ou não. Mas o relatório da comissão revelado concluiu que o míssil realmente explodiu, provocando um incêndio que se alastrou rapidamente em todo o navio

O tubo principal através do qual a água foi bombeada para combate a incêndio rompeu-se, enquanto várias bombas falharam e descobriu-se que as escotilhas de escape eram pequenas demais para as pessoas que usavam aparelhos de respiração. A tripulação do navio não pôde controlar o incêndio e Salt deu a ordem de abandoná-lo.

O The Guardian entende que no momento em que as conclusões da comissão foram suprimidas, o governo britânico estava tentando vender os destróieres Type 42.

Em Londres, na noite do ataque, em 4 de maio de 1982, o secretário de Defesa, John Nott, disse aos Comuns que o caça argentino provavelmente havia voado sob o radar da Marinha. No dia seguinte, o fabricante francês do Exocets, Aérospatiale, emitiu uma declaração descrevendo seu míssil como infalível.

Super Étendard argentino armado com míssil Exocet AM39

Os jornais da Fleet Street informaram seus leitores sobre esta “maravilhosa arma da era espacial” e a descreveram como “um míssil que não podia errar”. Na verdade, parece que, mais tarde, na guerra das Malvinas, alguns foram desviados com chaff.

O incêndio a bordo do Sheffield queimou por dois dias. Seis dias após o ataque, de acordo com a história oficial, o navio afundou ao ser rebocado. O The Guardian soube que pode ter sido descartado. Apenas um corpo foi recuperado do navio.

Relatando em julho de 1982 para o comandante em chefe da Marinha, almirante John Fieldhouse, a comissão de inquérito disse que concluiu que o oficial de guerra principal do Sheffield no centro de operações de combate havia sido negligente por não reagir de acordo com a doutrina padrão e treinamento.

A comissão também descobriu que o oficial de guerra antiaérea tinha sido negligente porque sua “longa ausência” do centro de operações significava que uma importante estação (console) de defesa aérea não estava tripulada. O relatório observa que 12 minutos após o impacto, este oficial ainda insistia que o navio não tinha sido atingido por um míssil.

Centro de Operações de Combate (COC) do Type 42

No entanto, Fieldhouse decidiu que os dois oficiais não enfrentariam nenhuma sanção. Em setembro de 1982, ele informou o Ministério da Defesa – em uma carta que também foi tornada pública – que, embora ambos os homens tenham “demonstrado negligência”, eles não enfrentariam os tribunais marciais, ações disciplinares ou qualquer forma de procedimento administrativo formal.

Em vez disso, Fieldhouse decidiu que ele ou um de seus oficiais falariam com cada oficial, para “garantir que cada um entendesse perfeitamente a situação”. O The Guardian entende que um deles foi posteriormente promovido, atingindo o posto de capitão de mar e guerra e servindo na Royal Navy por mais 20 anos.

Clive Ponting, então funcionário público sênior no MoD, disse que a perda do Sheffield foi uma grande catástrofe para que os fatos completos fossem divulgados. “Para a maioria das pessoas ficou claro que não haveria culpa pública por erros cometidos”, disse Ponting.

Ponting foi preso em 1984 depois que ele expôs outro dos segredos da guerra: que o cruzador argentino, o General Belgrano, estava navegando na direção oposta às Ilhas Falklands quando foi afundado por um submarino da Royal Navy, resultando na perda de 323 vidas e que os ministros tinham enganado o parlamento e o público sobre o episódio. Ele foi acusado sob o Ato dos Segredos Oficiais, mas foi absolvido por um júri do Old Bailey.

O almirante Sandy Woodward, que comandou a Força-Tarefa da Royal Navy que havia sido enviado para as Ilhas Falkland, observou em seu livro sobre a campanha que, quando o Sheffield foi atacado, houve “algum tipo de lacuna em seu centro de operações de combate e nenhuma ação foi tomada”.

Os danos provocados pelo incêndio no HMS Sheffield, depois de ter sido atingido por um míssil Exocet em maio de 1982. Foto: PA/PA Archive/Press Association Ima

Woodward acrescentou que Fieldhouse decidiu que não deveria haver tribunais marciais, “para evitar, ele me disse, que os casos mais duvidosos criassem a atmosfera errada na imprensa e aumentassem a euforia geral”.

Mesmo dois meses após o ataque, a comissão de inquérito estava incerta se a ogiva do Exocet tinha detonado. Embora os membros da tripulação estivessem convencidos de que tinha detonado, os cinco membros da comissão concluíram eventualmente que não tinha, e relataram que o incêndio foi causado pelo propulsor do míssil, sendo que apenas 40% foi utilizado durante o voo. Uma nova reavaliação do MoD, divulgada em 2015, concluiu que a ogiva explodiu.

No entanto, o Guardian já ouviu que o MoD já havia desenvolvido uma contramedida eletrônica que poderia desligar o mecanismo de espoleta do Exocet uma vez que o radar do míssil travasse em um navio de guerra. Isso explicaria a ausência de detonação, mas teria exigido a instalação de um mecanismo de recepção de sinal enquanto os mísseis estavam em construção na fábrica da Aérospatiale em Toulouse.

Mesmo armado com mísseis antiaéreos Sea Dart de longo alcance, o HMS Sheffield não conseguiu se defender do ataque dos mísseis Exocet AM39

Os oficiais e a tripulação do Sheffield estiveram sempre conscientes de que houve sérios erros e falhas antes do naufrágio do navio. Em 2001, diante de acusações de encobrimento, o Ministério da Defesa emitiu uma declaração confirmando que o oficial de guerra antiaérea não estava no centro de operações de combate antes do alerta de ataque, mas insistiu que isso ocorreu porque não era obrigatório e estava “atendendo a deveres em outro lugar”.

Cinco anos depois, após uma campanha do pessoal que serviu no navio, o Ministério da Defesa divulgou o resumo altamente censurado do relatório da comissão.

O relatório completo e não divulgado foi liberado para lançamento em 2012, mas o MoD atrasou sua liberação até agora.

FONTE: The Guardian

86 COMMENTS

  1. Pelo que me lembro o imediato da fragata morou um tempo aqui no Rio de Janeiro. Ele era piloto de Lynx e após ir para a reserva veio trabalhar para a Westland no Brasil. Ele deu uma entrevista para a revista Força Aérea se não me engano e conta que viu a fumaça deixada pelo propulsor do míssil.

  2. Impressionante
    Pareceu falta de treino, descrédito quanto a capacidade dos argentinos, imprudência e uma pitada de “falta de quebra de paradigmas” de “carreirismo” da RN. Por que o navio era comandado por um submarinista? E o imediato era aviador naval??
    Não tinha ninguém na RN “parido e criado” nas sua Força de Superfície apto a comandar aquela belonave na guerra?
    Acredito q este choque deva ter mudado muita coisa por lá!

  3. É bom lembrar que a RN estava em um franco processo de desmobilização devido a restrições orçamentárias. Foi pega numa hora muito imprópria. Não justifica, pois o que se espera de uma força é justamente prontidão constante para eventualidades. Com certeza não era a combinação ideal de tripulação. Esses erros devem ter ocorrido aos montes. Mas como dizem: Explica mas não justifica.

  4. Mesmo com os erros, os ingleses entraram com uma das melhores marinha e exército do mundo e os argentinos com a cara e a coragem.

    Não poderia ter um resultado final diferente.

  5. “A comissão também concluiu que o “infeliz” capitão de Sheffield, o submarinista Sam Salt, e seu segundo comandante, um aviador naval, tinham “pouca ou nenhuma experiência relevante de navio de superfície recente”.

    Segundo Comandante ???, meu é sério isto ou foi escrito por um entusiasta do aviaozinhom … ?

  6. num falei que era cara do aviaozinhum …. kkkkk

    Agora falando sério, qqr semelhança com a Stark é mera coincidência …

  7. Tirou as palavras do meu teclado MO ! Idêntico a sequência de erros do USS Stark.

    Quando você dúvida da capacidade do inimigo (ou até do amigo) vai se dar bem mal.

  8. Muito interessante.

    Quem colecionou aqueles livros “Guia de Armas de Guerra” nos anos 80, como eu que ainda tenho muitos, em um deles sobre “GUERRA ELETRÔNICA”, havia uma teoria sobre este ataque:

    O Sheffield realizava a não tão nobre missão de piquete-radar, uma vez que a RN não dispunha de aeronaves AEW embarcadas.
    Assim, por causa do curto tempo de preparação para zarpar da Inglaterra, a frota não inseriu nos arquivos de ameaças do computador tático, as assinaturas de radares do Agave (Super Etendard) e do Exocet , que eram dos arquivos de emissões “amigas”, por isso os sistemas da embarcação não entraram em alerta;

    A outra teoria era exatamente que , no momento do ataque, os sistemas estavam fora do ar para a comunicação via satélite.

    Claro, são teorias que foram divulgadas antes dos relatórios secretos serem liberados.

    Acredito que haja uma conjunção de todos estes fatores: Mal treinamento, erro, omissão e falha tecnológica!!

    Mas, como nos acidentes aeronáuticos, muitos ensinamentos foram retirados deste acontecimento.

  9. Me admira que a RN tenha liberado os documentos.
    Há documentos ingleses sigilosos da 2WW que ganharam prazo de 100 anos, como um ataque da RAF a um navio alemão no final da guerra que se pensava transportar tropas nazistas mas na verdade eram sobreviventes judeus, metralhados na água pelos canhões de 20mm dos Hawker Typhoon, o que configura crime de guerra.

  10. Como é a composição do Comando dum Destroyer ou Fragata numa área de operações de combate, qual a missão de cada um e onde deveriam se posicionar?

  11. “teria exigido a instalação de um mecanismo de recepção de sinal enquanto os mísseis estavam em construção na fábrica da Aérospatiale em Toulouse”. Por esta informação acho interessante a Marinha Brasileira desmontar um ou dois exocets de seus paióis para procurar tais mecanismos. Só para saber quão confiáveis são nossos aliados estratégicos.

  12. ARA General Belgrano foi afundado em 02 de Maio, em revide os Argentinos afundaram o HMS Sheffield em 04 de Maio de 1982 ! Estavam a Royal Navy no embalo da vitória recente contra o Navio Belgrano ! Isso é um sentimento muito perigoso ! Isso acabou custando vidas !

  13. Delfim Sobreira

    Isso (que acabaram de liberar sobre a Sheffield) deve ser café pequeno perto das operações dos submarinos britânicos nas Malvinas. Acho que eu vou morrer de velhice e não verei esses documentos.

  14. Já fui a bordo de contratorpedeiros como a Sheffield. Eram navios muito apertados. Economizaram espaço em tudo para custar menos. Não me admira que a tripulação não passasse pelas escotilhas com equipamento de oxigênio.

    Por sorte as Tipo 22 foram projetadas e construídas numa época mais favorável.

  15. Bom…
    Levando em consideração esta reportagem, me vem à mente a seguinte dúvida: os atuais meios da MB estariam protegidos contra mísseis anti-navio? Coitados dos nossos marujos.

  16. Conforme ficou demonstrado a tripulação do navio não se comportou como se estivesse em guerra mas sim como estivesse navegando em tempos de paz. Basta ver que os oficiais que cuidavam dos sistemas AA do navio (sua razão principal visto que os Type 42 eram essencialmente escoltas antiaéreas) simplesmente se ausentaram ao mesmo tempo a sala de operações.

    De igual forma quando os mísseis apareceram no horizonte cabia aos oficiais da ponte dar o alerta para que o navio tomasse medidas defensivas. Basta ver no mesmo conflito o HMS Glamorgan logrou não apenas manobrar para diminuir a exposição ao míssil como também lançou um SAM Sea Slug (bem menos efetivo que o Sea Dart dos Type 42) que ainda logrou provocar algum dano ao Exocet, que ao final atingiu o hangar do navio. O Helicóptero (um Wessex) foi destruído, 12 homens morreram mas o navio escapou.

  17. Audax 18 de outubro de 2017 at 18:43

    Eu lembro dessa reportagem! Era o Comandante Mike Norman o imeadiato do HMS Sheffield.

  18. Jagder, se isto de fato proceder, então é grave!!! Acho que comandante nenhum neste mundo autorizaria a compra de equipamento “chipado” pelo fabricante.

    No mais, vale aquele mesmo velho questionamento: E se a Argentina tivesse mais Exocets versão Ar-Sup? E se houvesse um estoque de umas… sei lá… 30 unidades? Talvez a história seria bem diferente.

  19. Pessoal, vamos ser realistas, depois da invenção do míssil antinavio os navios de superfície foram condenados.

    Infelizmente num ataque surpresa ou de saturação os mísseis vão passar pelas defesas.

    O tempo de reação é muito curto e tudo tem que dar certo na kill chain para derrubar ou desviar o missil.

  20. Alexandre Galante 19 de outubro de 2017 at 10:13

    Concordo em partes, mas aí é que sobressai o valor da cobertura aérea proporcionada pelos NAes posto que permitem a destruição dos meios lançadores dos mísseis, no caso os aviões e navios inimigos.

  21. Alexandre Galante 19 de outubro de 2017 at 10:36

    Especificamente no caso brasileiro, é primeiro necessário definir que marinha teremos.

  22. Obrigado pela lembrança HMS TIRELESS. Não lembrava do nome dele. Mas achei muito legal tendo em vista que ele estava trabalhando na torre do Shopping Rio Sul na mesma rua em que moro. Outra coisa que me lembro dessa guerra foi o estrondo sônico do F 5 tentando interceptar o Vulcan. Todo o Rio escutou. Um prova de o quão perto essa guerra estava de nós. Depois das colisões dos americanos acredito em qualquer coisa inclusive tripulações navegando tranquilamente em zona de guerra.

  23. Na mosca, meu caro Galante!! A melhor opção que temos é investir mais em submarinos. Seria a única forma realista de negar o uso do mar ao inimigo, em caso de guerra. Qualquer força de superfície que pudéssemos ter, com os mesmo valores, ainda seria risível frente a uma frota da US Navy, ou da MN, ou da RN…

  24. Galante,

    Só a arma submarina não é adequada a negação no mar, porem, concordo com você pois a capacidade de submarinos em alterar os planos inimigos é desproporcional ao investimento de sua aquisição e operação.

    As malvinas mesmo são exemplo, uma leitura interessante é do livro do Roberto Lopes, “O Código das Profundezas” que relata o medo causado na frota britânica – mesmo em seus subs nucleares de ataque – por dois submarinos da época da segunda guerra (um deles já desativado) e dois IKL 209 que, apesar de modernos a época, sofreram com falta de manutenção, torpedos ineficazes entre outros.

    Seria uma reportagem interessante a analise do conflito pela ótica das operações submarinas dos dois lados, não apenas pelo lado argentino como no livro.

    Abraços

  25. Mazzeo, eu colaborei com algumas fotos minhas para esse livro do Roberto Lopes.

    Com certeza uma Marinha não é feita só de submarinos, mas frente à ameaça dos mísseis antinavio, é a melhor arma para se investir se um país não é potência militar.

    Na Segunda Guerra Mundial, o porta-aviões sepultou os encouraçados. Na Guerra Fria, os submarinos nucleares superaram o poder destrutivo dos porta-aviões e tornaram-se os principais vetores de armas nucleares de destruição em massa.

    Nas décadas de 60 e 70 surgiram os mísseis antinavio, tornando obsoletos os navios de superfície.

    Tá certo que criaram-se contramedidas como os CIWS, mas ainda não provaram que funcionam, a não ser em ambientes controlados de testes.

  26. Concordo com o Galante, um míssil tipo BRAHMOS supersônico não seria fácil de interceptar, quanto mais 5.

    Depois que inventaram os mísseis anti-navio nenhum deles é páreo, no caso da US Navy, até os Porta-containers são perigosos!!! Desculpa pessoal, foi mais forte do que eu!!!!! rsrsrsrsr!

  27. Agora que notei um detalhe nas fotos do navio. A Bandeira inglesa (Cruz de São Jorge) pintada nas laterais da chaminé.
    Será que era para diferenciar das Type 42 argentinas: Santissima Trinidad e Hércules?

  28. De igual forma quando os mísseis apareceram no horizonte cabia aos oficiais da ponte dar o alerta para que o navio tomasse medidas defensivas. Basta ver no mesmo conflito o HMS Glamorgan logrou não apenas manobrar para diminuir a exposição ao míssil como também lançou um SAM Sea Slug (bem menos efetivo que o Sea Dart dos Type 42) que ainda logrou provocar algum dano ao Exocet, que ao final atingiu o hangar do navio. O Helicóptero (um Wessex) foi destruído, 12 homens morreram mas o navio escapou.

    HMS TIRELESS, vamos organizar essas ideias? O Glamorgan levou um “tiro a queima-roupa”. O Exocet disparado contra ele veio de uma bateria terrestre. Não houve tempo nem mesmo de gritar “battle stations” pelo fonoclama. O que dizer disparar um SeaSlug. Foi mais uma surpresa argentina contra os britânicos. Ninguém na frota britânica sabia da existência de baterias de mísseis costeiras.

    Quem quiser saber mais sobre essa história é só clicar nos links abaixo.

    http://www.naval.com.br/blog/2012/04/18/operacao-uka-uka-parte-1/

    http://www.naval.com.br/blog/2012/04/19/operacao-uka-uka-parte-2/

  29. O mais incrível é que 35 anos depois da Guerra das Malvinas, a FAB não tenha um só míssil antinavio para lançamento a partir de caças e a quantidade de mísseis antinavio de lançamento a partir de helicópteros da MB pode ser contada nos dedos de duas mãos.

    Mais uma prova de que Defesa no Brasil não é levada a sério.

  30. Galante e pessoal do mar, por favor, tenho uma dúvida e agradeço muito se puderem solucioná-la.
    Está bem óbvia a situação dos riscos para a Força de Superfície frente aos mísseis antinavio.
    Uma Aeronave AEW de asas rotativas embarcada no Ocean, por exemplo, poderia alertar as escoltas quanto a aproximação de uma ameaça de uma aeronave lançadora, permitindo o uso de contramedidas eficazes (sem levar em conta q os testes foram em ambientes controlados)?
    Historicamente: o Sheffield poderia ter sido alertado em tempo por um AEW.
    Obrigado

  31. Senhores, estas lembranças de 35 anos atrás nos remetem ao seguinte fato: a PLAN logo logo vai “tomar” de assalto o atlântico sul, e nós ficaremos, em definitivo, num segundo plano. Só vendo a “banda” passar.

  32. Prezado Marcelo Andrade – correto, a idéia era diferenciar os navios da FT daqueles empregados pela ARA.

    Prezado Agnelo – o HE empregado como AEW é melhor do que nada, mas a cobertura fica limitada pelo menor teto que pode ser alcançado por HE em relação à ANV de asa fixa.
    Abraço a todos…

  33. Guilherme Poggio 19 de outubro de 2017 at 12:06

    “No disparo do último Exocet, na fase de encerramento da campanha de Port Stanley, o míssil foi um MM-38, cuja caixa de lançamento pertencia ao par soldado em um grande trailer de terra. Foi disparado de um alcance de 20NM contra o HMS Glamorgan, usando radares de terra, e desta feita o navio estava alerta. Ele manobrou virando a popa para o míssil e nos segundos finais ele arranhou o Exocet com um SeaSlug. Isso talvez tenha afetado o detonador pois a ogiva principal não explodiu” (FOGUETES E MÍSSEIS DA 3ª GUERRA MUNDIAL, Berman/Gunston, Pág. 187)

  34. Outro ponto a destacar: um míssil de 1 milhão de dólares coloca fora de combate um navio de 250 milhões, em preços da época.

    Hoje a proporção se mantém próxima disso, com os navios de superfície cada vez mais caros. Mesmo que se precisasse de 200 mísseis para afundar um navio de guerra, ainda valeria a pena em termos de custo benefício.

  35. Pois é, Galante! Quanto aos AM-39, acredito que restem muito poucas unidades mesmo. Os Sea Skua dos Super Lynx, além de terem bem menor capacidade que os Exocet, também devem ser bem poucos e com o agravante de estarem bem próximos do final de sua vida útil. Até não entendo por que não foram lançados dos Super Lynx nos dois últimos exercicios Missilex da MB. E tem também os Penguin dos SH-16, mas esses também não tem o o poder destrutivo de um Exocet.
    Quanto a mîsseis antinavio lançados por caças, espero que o Brasil finalmente passe a ter essa capacidade com a incorporação de algum míssil desse tipo no arsenal dos F-39, talvez o RBS-15. Realmente, essa é uma lacuna muito grave na capacidade de defesa do país.

  36. Na real, hoje só temos capacidade de lançar Exocets nas suas versões mar-mar. A versão ar-mar não possui vetor operacional atualmente, capaz de lançá-lo.

  37. E é bom lembrar que o navio não precisa ser efetivamente afundado, mas se for colocado fora de condições de combate já é o suficiente para a maioria das situações.

    Também é interessante ver como existem desenvolvimentos interessantes nessa área. O desenvolvimento do laser que promete tentar anular a ameaça do míssil em um futuro de médio à longo prazo, para as rail guns que provavelmente poderão, à longo prazo, deixar os próprios mísseis obsoletos, bem como saturar um alvo de forma tão grande que os lasers que estão sendo desenvolvidos possam se tornar ineficazes.

    É assim que a banda toca, e o desenvolvimento de armamentos e doutrinas que não param nunca.

  38. Ok, uma bateria de mísseis anti navio podem afundar um navio de superfície “facilmente “. Agora me digam de QUAIS plataformas esses mísseis seriam lançados….? Eu defendo a formação de baterias costeiras de mísseis guiados por patrulhas e AEW, até certo ponto eficazes como prova o incidente do Glamorgan. Mas está eficácia seria limitada até alguns quilômetros da costa, com intuito somente defensivo. E com nosso imenso litoral seria praticamente impossível inviabilizar um desembarque inimigo.

  39. O mais lógico é que as plataformas de lançamento seriam outros navios de superfície (tão caros quanto ou com deficiências típicas de navios de menor tonelagem, como a fraca geração de energia para sensores modernos ou pouco espaço para silos em quantidade suficiente para saturar as defesas do inimigo) OU de aviões lotados em navios aeródromos- preciso lembrar aos senhores quanto custa um único exemplar?

  40. TukAV 19 de outubro de 2017 at 14:05

    Pegando o seu gancho, também seriam eficazes na defesa da costa mais baterias de ASTROS 2020. Aliás, uma combinação de baterias de ASTROS 2020 com o Míssil AV-MT300 MATADOR seria o ideal.

  41. A limitação dos sensores dos navios não é devida à geração de energia, mas à curvatura da Terra. Qualquer avião ou míssil voando baixo só vai ser detectado a 20 milhas (37 km) dos navios, mesmo que o radar do navio tenha 200 milhas de alcance.

    O navio tem pouco menos de dois minutos para reagir, se o míssil ou avião estiver voando a Mach 0.9. Se o míssil for supersônico, o navio terá poucos segundos para abater ou desviar o míssil.

  42. Prezado Poggio, grato pela lembrança, conta-corrente na área é fundamental !!!
    Prezado TukAV, a idéia é interessante, baseada em lançamento OTHT (Over the horizon targetting) e dependendo do alcance do míssil… mas devemos pensar em baterias móveis, pois qualquer coisa fixa é um alvo de prioridade 1 para um eventual inimigo…
    Abraço a todos…

  43. HMS concordo. Uma versão anti navio do matador já passou da hora… Se pagassem esse dinheiro que pretendem investir nas corvetinhas e direcionassem para o projeto, com possibilidade até de cooperação com os russos no Zircon, além de patrulhas e aeronaves AEW baseadas em solo (e de vergonha, não cacarecos como hoje) a defesa da nossa ZEE poderia dar um falto em efetividade.

    Galante, sei que você sabe, mas é bom lembrar aos outros leitores que essa limitação vale para quem defende mas também para quem ataca!

  44. E tem gente que ainda confia cegamente em seus governos… Fizeram de tudo para esconder a cagada e só veio a tona depois de muita insistência de quem perdeu seus colegas na tragédia e quando mais nenhum responsável poderia ser devidamente punido. Típico.

  45. Bardini 19 de outubro de 2017 at 15:04

    Aí eu te pergunto: onde foi parar aquela história dos AGM-84 que seriam adquiridos para os nossos P-3AM?

  46. TukAV, aeronaves de ataque podem voar abaixo da cobertura radar dos navios inimigos guiando-se somente por RWR ou ESM para se aproximar até a distância de tiro, sem serem detectados. As aeronaves têm uma vantagem imensa sobre os navios.

  47. Se um eventual inimigo não tiver misseis de defesa de área de longo alcance, como um Aster 30 da vida, Gripen E armado com bombas Spice pode ser um osso duro de roer.

  48. Prioridades do Comando :
    Navegar, Combater e Flutuar
    Prioridades da tripulação:
    Fazer com que todas as diretrizes do comando se cumpra , em especial as listadas acima.
    Tanto um oficial de Superfície e o Submarimista ambos conhecem a tática de um e outro ou vice versa.
    O que faltou foi falta de empenho e condição de alerta da tripulação e cumprimento do adestramento da guarnição.
    Alguns aqui do Blog devem ter lido o Livro a Arte da Guerra (Sun Tzu) devem saber que eu To querendo dizer .

  49. Desculpe
    Esqueci de listar que um navio de guerra quando em conflito ou declarado estado de guerra ele navega em condição 1 (Posto de Combate).

  50. Flanker 19 de outubro de 2017 at 13:36

    “Na real, hoje só temos capacidade de lançar Exocets nas suas versões mar-mar. A versão ar-mar não possui vetor operacional atualmente, capaz de lançá-lo.”

    Mas o Caracal não lança exocet?

  51. E havia planos de dotar o A-1 de capacidade antinavio, levando até 2 mísseis. Com sua grande autonomia seria um sucesso.
    .
    Considerando que a CF proíbe a guerra de conquista e a iniciativa militar, nossos meios devem ser reativos

  52. Resultado esperado, é isso o que ocorre quando combatentes são substituídos por administradores e carreiristas…

  53. HMS Tierless, até onde sei os Harpoon não seguiram para a forma no RJ, por inadequação dos nossos paióis para conservar o míssil. O aeródromo de Salvador não pode ter paiol em tempo de paz pois fica em zona urbana, se não me engano o paiol tinha que ficar a 1km da pista e a 1km de região habitada. Talvez seja feita uma reforma do paiol de Santa Cruz, para onde os P3 vão, mas tudo está meio nublado em meio a reestruturação…

  54. O Brasil nao é o primeiro a atacar, mas pode conquistar, até pra negociar a paz.
    Nossas forças podem atacar, desde q o Brasil seja ameaçado. Um reconhecimento tático pode ser considerado uma agressão, permitindo um ataque preventivo.
    Logo, podemos ter mísseis anti-navio em nossas aeronaves.
    O q acho q falta é pensamento em conjunto.
    A FAB mal tem meios pra campanha aérea estratégica, vai comprar míssel anti-navio?
    O MD tem de evoluir mais, integrando cada vez mais as forças.

  55. Bardini ( 19 de outubro de 2017 at 18:18 );

    Se não houver uma defesa de área competente, qualquer aeronave dotada de munição capaz de engajar para além dos 8km pode ser uma ameaça em algum momento ( considerando que as defesas de ponto normalmente não ultrapassam os 8km de alcance ).

    Mesmo a defesa de área não representa total segurança, visto que o adversário pode valer-se do efeito de horizonte/radar.

  56. Alexandre Galante ( 19 de outubro de 2017 at 11:45 );

    Creio que já se tem alguma evidência da funcionalidade desses sistemas defensivos na forma do ataque recente ao ‘USS Mason’, que não logrou êxito.

    Aparentemente, foram minimamente utilizadas contra-medidas eletrônicas, que lograram interferir nos mísseis e os fizeram impactar na água, sem causar danos…

  57. 1. No que se trata do Belgrano, seu afundamento foi fundamental para a vitória inglesa. Os argentinos praticamente suspenderam o abastecimento da ilha por navios. Além de deixar a ilha sem mais suprimentos, impediu qualquer tentativa de alongar a pista de pouso local, impedindo-a de ser usada pelos Mirage e pelos A4. Se estes jatos argentinos operassem da ilha seriam mínimas as chances inglesas.

    2. Os argentinos fizeram milagres, e entre os milagres estava por os Exocet em operação. Os franceses não tinham concluído toda a entrega e treinamento no uso dos mísseis aos argentinos. Provavelmente os ingleses realmente não esperavam isso.

    3. A inteligência inglesa parece que esqueceu que toneladas de informação equivale a nenhuma.

    4. Me pareceu muita lambança numa marinha tão profissional os erros feitos. Mas não sei se mesmo assim teriam evitado o desastre. Outras fragatas inglesas foram afundadas mesmo depois de já mais experientes com os ataques.

    5. é normal que um comandante de um tipo de navio vá para outro. E é mais ‘fácil’ um submarinista ir para uma fragata que o contrário.

  58. Obs.: A marinha inglesa preza mais pela capacidade de COMANDO do que por técnicas. O que não falta é oficial e marujada treinada. O comandante tem a maior função de comandar e inspirar a turma e de ter consciência tática e situacional.

    Comandantes de submarino estão preparados para agir sozinhos mais que qualquer outros. E todo comandante de submarino já serviu ou comandou navio de superfície.

  59. Marcelo Andrade 20 de outubro de 2017 at 15:53

    Essa frase é ufanismo de submarinista! Fosse absoluta a Alemanha Nazista teria ganho a batalha do atlântico

  60. em vdd bem cliche mesmo … kkk afinal até buneco ja afundou submarino (não tiro a importancia, mas menos … bem menos …)

  61. Eduardo, boa noite
    Se me permite, além disso, creio q o Belgrano atracado junto à ilha, daria enorme apoio de fogo aos argentinos, e mesmo Def AAe de tiro tenso.
    Sds

  62. Guizmo 19 de outubro de 2017 at 11:49
    Concordo.
    O Feito Argie tem que ser respeitado.
    Eles tem o AM 39 e agora os SE’s modernizados.
    Ajuda para defesa.
    _________________________________

    Temos os meios, falta grana e um pouco de humildade para ativar !

  63. P 3 em patrulhas e armados com Harpoon (armados em caso de provável ameaça ?),
    P 95M em mais quantidade para vigilância de curto-médio alcance,
    AM 39 e Harpoon para Hélis homologadas, (não creio ser o ideal, mas ….),
    Cobertura aérea com 99 aew&c e caças (F 39 ?) ou Mikes e
    A 4M com modernização comandada pelos Israeli
    com mísseis anti navio (1) por cada anv – Harpoon, Peguin ou AM 39 (função primária ar-mar)
    função secundária de defesa aérea e ataque ao solo.
    Temos tudo (ou quase).
    São 20-25 anos de operacionalidade até irmos para outra fase.
    Astros 2020 não é má idéia, desde que móveis.
    O quê vai transporta-los ? Eis a questão.
    Gostei da idéia RBS 15, pesa 800 Kg – moderno e atual.
    Harpoon, 550 Kg – respeitado.
    AM 39, 855 Kg – respeitado.
    ___________________________________

    Há afirmações na internet de um Gabriel NG ER (V), mortal e mais leve.
    O M IV pesa 960 Kg
    O Popeye, 1.360 Kg – não sei a viabilidade para o A 4M.
    Certamente os Israeli tranformariam nossos A 4 em muito bons ANVs
    Não me venham com conversa de estrutura,
    a engenharia da reconstrução aeronauticade é muito desenvolvida.

  64. Fiz uma confusão ai pra riba:
    Popeye, troquei as bolas com a versão SLCM ,
    parece que o Tio Jacob os tem nos Dolphin.

  65. Mo
    Saudações;
    Estive em aérea de conflito durante 8 meses e 27 dias.
    Isso não é brincadeira não a coisa é séria lá
    Quando no mar quase todo dia entrávamos em Condição 1 (Posto de Combate).
    Pra vc ter uma ideia !!!
    Estávamos em cerimônia de cais (Hanôver).
    De repente eu olhei para o céu e do nada apareceu 7 caças Israelenses cruzando o espaço aéreo internacional a mais de 7 mil metros de altura da Capital Beirute e depois mais tarde vi mais 5 vindo da Turquia ambos acredito foram atacar pontos estratégicos na Síria .
    Todo cuidado é pouco
    Área de conflito não é brincadeira não
    Sorte que era tudo amigo kkkkkkk

  66. Oi Burgos, sim, presumo isto, mas considere que muitos qui palpitam mas jamais viram um navio, a pessoa pode pensar que o navio ficaria em postoas de combate 24 h por dia, continuamente 7 dias por semana, foi sobre isto que tinha me referido. Cara imagino como deveria ter sido, parabens pelo sucesso que foi seu tour lá !!!!

  67. Na verdade, a Marinha britânica não tinha qualquer defesa contra os Exocet. A então Primeira-Ministra britânica, Margareth Thatcher foi informada do fato pelo seu Alto Comando. Ficou desesperada e pressionou o então Presidente francês, François Mitterrand, a entregar os códigos secretos de lançamento dos Exocet. Chegou a ameaçar jogar uma bomba nuclear contra a cidade de Córdoba, a segunda mais populosa da Argentina. Então, Mitterrand liberou os códigos e os Exocet não causaram mais problemas para a Marinha britânica.

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