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Marinha encontra peças de caça AF-1 desaparecido há mais de um ano

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Caça AF-1B

Material foi encontrado por pescadores na Praia de Ponta Negra, em Saquarema, segundo a Marinha

Por Filipe Carbone, G1 Região dos Lagos

A Marinha do Brasil confirmou nesta terça-feira (7) que duas peças do caça que estava desaparecido após cair no mar de Saquarema em julho de 2016, na Região dos Lagos do Rio, foram encontradas na Praia de Ponta Negra.

Por meio de nota, a Marinha informou que “as peças metálicas apresentam indícios de que teriam se desprendido da fuselagem do AF-1B”.

O material recolhido foi encontrado na quarta (1º) e segunda-feira (6) por pescadores. De acordo com a Marinha, foram encontradas duas partes do estabilizador vertical da aeronave. A análise realizada apontou que as peças estavam soltas no mar e que não foram retiradas da aeronave pela rede de pesca.

Em agosto do ano passado a Marinha confirmou que encontrou dois pneus do trem de pouso do caça. As peças foram encontradas nas praias de Monte Alto, em Arraial do Cabo, e do Peró, em Cabo Frio.

O acidente
A queda aconteceu durante um treinamento padrão de ataque a alvos de superfície a 44 km da costa. As buscas pela aeronave e pelo Capitão de Corveta duraram 88 dias.

Os caças da Marinha do Brasil participavam do treinamento. Durante o voo de afastamento do navio, que era o alvo no exercício, houve a colisão entre as aeronaves e a queda de uma delas no mar.

O piloto que conseguiu retornar para a base de São Pedro da Aldeia não viu se o colega ejetou antes da queda da aeronave. O caça não tinha GPS (Sistema de Posicionamento Global), apenas dois equipamentos de localização pessoal do piloto, que não tiveram o sinal detectado, de acordo com a Marinha.

Segundo a Força Aérea, o Capitão de Corveta Igor Simões Bastos era instrutor e tinha experiência com missões de ataques a alvos de superfície, a mesma do treinamento praticado durante o acidente. Cada piloto militar passa por uma formação específica durante 3 anos para pilotar caças. O último ano da formação é feito com a Força Aérea dos Estados Unidos.

As buscas
As buscas pelo piloto foram encerradas quase três meses após a queda da aeronave. No dia 21 de outubro, a Marinha do Brasil informou que as buscas ao piloto Capitão de Corveta Igor Simões Bastos e ao caça que caíram no mar de Saquarema foram encerradas.

“As equipes de salvamento realizaram, nesse período, varredura ao longo da área marítima e trechos de praia situados nas imediações do acidente, inclusive com o emprego de mergulhadores da Marinha do Brasil, porém, lamentavelmente, o piloto e a aeronave não foram encontrados”, informou a nota enviada à imprensa na época.

FONTE: G1

20 COMMENTS

  1. Difícil, muito difícil, encontrar mais alguma coisa ….

    O fundo nesta região oceânica é uma mistura de cascalho fino, lama e areia, nas buscas os mergulhadores quando desciam para investigar alguma suspeita não viam mais nada depois dos 10 m, aos 20 m no fundo a visibilidade era zero ….
    As buscas foram no tato ….
    Os sonares de banda estreita dos navios de busca tinham dificuldade de investigar o fundo porque qq coisa pesada era engolido pela lama e se perdia na imagem, até o ferro dos navios de busca ao tocar o fundo desapareciam da imagem do sonar.
    esse material só vai parecer quando algum Barco de pesca passar com a rede por cima e curricar o material da aeronave.
    É isso aí, RIP para o piloto …

  2. Onde um guarda vidas na praia viu um para quedas ?
    Quem postou isto na época foi um marinheiro, ou o Danton ou o Juárez, não lembro ….
    _____________________

    O JPJ postou as dificuldades.
    Na época visualizei o flightradar e o marinetraffic por vários dias, as buscas foram muito intensas.

  3. É difícil Paulinho, o sonar de banda estreita funciona bem em um fundo mais consistente, quando tem essa lama e material em suspensão o sonar reverbera no fundo e não detalha um material pesao que afundou, ali é um pouco raso e talvez um eqpto MAD (Deteção de Anomalias magnéticas) tivesse mais sucesso, no entanto para 20 m o MAD só vai detetar se passar por cima também.

    Foram 88 dias de busca inclusive com um dos DSV (navio de mergulho) mais modernos do mundo, nada companheiro …

  4. Por acaso o NPqHo Vital de Oliveira não possui um sonar de varredura lateral?
    Este sonar não encontrou o A-4 sinistrado, mesmo sabendo-se o local do acidente?

  5. Na época deveria ter sido feito um levantamento aero-eletromagnético no dominio da frequencia com helicóptero com linhas espaçadas 50 metros. As chances de sucesso seriam enormes. Infelizmente falta mais conhecimento técnico as forças armadas.

  6. Amigo o Vital de Oliveira e o Fugro Aquarius vareram aquela porra de ponta a ponta, vc se recorda disto ? não tem Helo no Mundo que faça o que eles fizeram …

  7. Não sei a quantas anda o planejamento de asas fixas da MB. Me parece que, como não haverá um porta-aviões disponível nos próximos…30 anos pelo menos, seria interessante para manter a doutrina e o treinamento, além de auxiliar na defesa aérea do país; a substituição deste antigo meio (A-4) pelo Gripen NG. Aproveitando também para incentivar a fração nacional deste consórcio com a SAAB.
    Apesar de não ser um avião “naval” ele teria várias qualidades que poderiam ser exploradas pela MB, além da comunalidade de treinamento, manutenção e peças com os aparelhos da FAB.
    Vi algumas sugestões para a compra de F-18 antigos e outros tipos também usados. Acho que uma atitude inteligente da MB, diante das atuais circunstâncias, passaria por esta solução. E até, quem sabe, surja daí uma versão naval do próprio Gripen!
    Vamos aguardar e torcer para que não haja mais perdas como esta.
    Abraços,

  8. De curiosidade…alguém aqui comprou o modelo que foi vendido nas bancas ? Troquei por
    livros usados o modelo representa o ” N-1012″ um dos selecionados para modernização e
    o modelo me parece bem fiel pelo preço.

  9. Walfrido Strobel,

    Mas as situações são totalmente diferentes. Em 1980 os Hawker Hunter chilenos não tinham operação 100% com GPS e a tecnologia de radares de buscas com que se conta hoje. Além do mais, nessa época o Chile estava sob um embargo militar por crimes contra os direitos humanos então não contavam com o apoio de outros países (Satélites e a fins) pra buscas.
    Diz a lenda que esse episodio se produz por uma invasão de espaço aéreo peruano e que o caça poderia ter sido abatido e depois o caso abafado por ambas nações. Tudo lenda mas totalmente diferente. O Hawker Hunter desapareceu sem deixar rastros, ninguém sabe nem mais nem menos em que zona caiu. O A4 bateu durante um exercício com um outro A4, se tem a região e a localização aproximada além das imediatas alarmes pra buscas. Isso sem contar com toda a tecnologia de sonares e sensores que auxiliam na busca e que na decada de 80 não existiam ou pelo menos, não estavam a disposição da ARCh.
    Acho que as duas situações não podem ser comparadas.

  10. Eu acho que 3 meses de busca foi o que deu para fazer e supondo que o piloto não escapou. É lamentável mas foi o procedimento correto.

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