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Submarino ARA San Juan desapareceu no limite de um abismo de 6.200 metros de profundidade

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Antes de a Armada Argentina anunciar que o submarino ARA San Juan tinha desaparecido na quarta-feira, 15 de novembro, o submarino reportou em seu último relatório uma avaria das baterias, como revelou um chefe dessa força na segunda-feira.

De acordo com Gabriel Galeazzi, chefe da base naval de Mar del Plata, o San Juan “estava cobrindo uma área de patrulha no sul (Atlântico) e quando o dano é relatado, uma rota direta para Mar del Plata é colocada”.

O navio partiu de Ushuaia na segunda-feira, 13 de novembro e sua última comunicação ocorreu na quarta-feira, dia 15, a 240 milhas (cerca de 430 km) do Golfo de San Jorge.

De acordo com o porta-voz da Armada Argentina, Enrique Balbi, a rota que o submarino ARA San Juan fez de Ushuaia a Mar del Plata teve coincidiu com o limite da zona econômica exclusiva da Argentina.

Nas cartas marítimas às quais a Univision Noticias teve acesso, ela coincide com o início de uma zona de grande profundidade que atinge até 6.200 metros, conhecida como declive continental.

 

Correntes oceânicas
O submarino desapareceu em uma área através da qual atravessa a corrente das Malvinas, um forte fluxo de água que se origina na fronteira entre a Antártida e a América do Sul e sobe até a foz do rio da Prata.

No ARA San Juan estavam 44 membros da equipe, incluindo a primeira submarinista na América Latina. Nessas imagens, tiradas de vídeos publicados pela Marinha argentina, você pode ver a vida dentro do submarino.

FONTEUnivision Noticias

88 COMMENTS

  1. Essa informação só foi divulgada agora? Haja paciência com essas noticias desencontradas ou fornecidas em “conta-gotas”.
    As buscas de salvamento, creio que devam ser replanejadas para resgate. Na minha leitura o sub demorará um bom tempo para ser localizado. Se for localizado. Essa notícia praticamente liquida o assunto.

  2. Era só o que faltava abismo abissal de 6200 metros de profundidade, Deus guarde a tripulação deste submarino, pois o desfecho não se mostra nada otimista.

  3. “luiz antonio 22 de novembro de 2017 at 17:29
    Essa informação só foi divulgada agora? Haja paciência com essas noticias desencontradas ou fornecidas em “conta-gotas”.”
    .
    Não, Luiz Antonio. Aqui mesmo já havíamos divulgado que o submarino fez seu último contato numa região perto do limite entre uma área de baixa profundidade e outra de alta profundidade, onde em relativamente pouca distância se passa de cerca de 200m para 1000m, e daí pra leste, cada vez mais fundo.
    .
    É só prestar atenção nos textos:
    http://www.naval.com.br/blog/2017/11/19/sinais-podem-ser-do-sepirb-segundo-submarinista-ouvido-pelo-poder-naval/

  4. Nooossa… Difícil escrever ou esperar algo depois de ler esta notícia.
    Agora para aqueles que creem, só restam duas situações:
    – Orar ou acontecer um milagre.

  5. Meu deus,mas a pergunta que fica é eles continuaram navegando proximo desse precipicio sabendo dos problemas a bordo ou afastaram-se desse precipicio,quanto a armada argentina faltou mencionar que eles navegavam a beira de um precipicio.

  6. Gente, que surpresa é essa… Parece que descobriram a América ao saber isso…

    Essa informação de que estariam provavelmente no limite da plataforma continental já era divulgada desde o início, quando mostraram a região da perda do contato. Publicamos mapas etc.

    Só faltava “desenhar”, como se diz, o que foi feito nessa ilustração da matéria…

  7. ‘Só faltava “desenhar”…’
    .
    Faltou não!
    O Naval está de parabéns com os excelentes e pertinentes mapas e “desenhos” que ilustraram os textos.
    Agora se ao ler os textos e ver os ‘desenhos’ alguém ainda fica com dúvida… é outro problema.
    Sds.

    • Pessoal, por favor, se vocês forem divulgar alguma notícia aqui nos comentários, coloquem o link da fonte, porque estão espalhando muita fake news no Twitter e na Web. A seguinte informação “Destructor Alte Brown y Corbeta Espora confirman contacto con sonar activo del submarino. No se va a dar info hasta que el mini submarino verifique estado tripulación Ara San Juan. Detectada radiobaliza cable de acero al fondo psn 42 24 6S y 58 19 7 W.” está circulando há 16 horas no Twitter.

  8. Pois é, Ivan.

    Aqui no PN desde sempre já gostávamos de mapas, mas você é um cara que fez o site ficar ainda mais atento e “mapento” pra essa necessidade.

    E sobre o assunto em questão, no link que passei mais acima dá pra ver que desde domingo (dia 19) o Poder Naval mostrava um mapa com as profundidades e atentava, na matéria, para essa característica da região:
    http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2017/11/Isob%C3%A1tica.jpg

    Eu acho que o pessoal anda lendo as matérias com muita ansiedade e pressa, querendo logo comentar. E perde boa parte do conteúdo.

  9. http://go.grolier.com/map?id=mgof006&pid=go
    .
    O mapa linkado acima é do Atlântico Sul, com uma perspectiva de profundidade e tons de azul.
    Observem que a plataforma continental, em tons mais claros, é muito menor no Brasil que na Argentina, notadamente no nordeste brasileiro.
    .
    Uma definição ‘internética’:
    “As plataformas continentais têm em média uma extensão de 70 a 90 km (mas podem atingir centenas de quilômetros) e uma profundidade de 200 metros. A plataforma continental apresenta um declive suave e termina com o talude continental, onde o declive é maior.”
    .
    São fatores importantes tendo em vista a vulnerabilidade do continente americano às ações submarinas.
    .
    Sds.,
    Ivan, o ‘mapento’.

  10. Certamente não se deram conta da gravidade da situação , caso contrario teriam declarado emergencia e mandariam a tripulação para os botes ou tentariam permanecer a superficie aguardando socorro .
    Quanto a localização , penso que durante o contato ainda não tinham uma situação grave em mãos , se tiveram algum tempo navengando antes de algo pior acontecer certamente rumaram para mais proximo do continente onde a profundidade é menor , é so observar no mapa que uma linha reta para mar del plata leva diretamente para a profundidade de 200mts .

  11. Há algum motivo específico para que os submarinos patrulhassem no limite da plataforma continental? (Observei que ela está em concomitância com a zona econômica argentina, seria esse o único motivo?)

    Algum entusiasta, geógrafo e/ou oceanógrafo poderia informar qual a profundidade da plataforma continental que margeia a argentina?

    Que Deus não nos desampare.

  12. Pelo visto essa história terminará com o pior final possivel…
    Quem sabe no futuro não se descobre o que realmente aconteceu, ou ao menos a localizaçao do que sobrar do submarino.
    .
    Algumas dúvidas
    1 – é normal submarinos navegarem pelas bordas da plataforma continental ou foi apenas coincidencia?
    2- justamente por ser uma região de borda e com correntes maritimas fortes, pode este acidente ter sido provocado pela açao desta última, ao inves de uma explosao catastrófica?

  13. Desde o início se sabia disso. Ele estava ciscando bem no limite do talude, uma enorme “descida” para as regiões pelágicas. Com a avaria devem ter feito tudo para mudar a derrota para oeste.

  14. Uma coisa é certa. Esse acidente depois de assimilado, se é que isso é possível, vai abrir a Caixa de Pandora da ARA. Acusações, revelações é um monte de sujeira como em todo acidente. Falta de recursos e complacência de muitos. Triste.

  15. A verdade é que desde o começo a FAA não sabia onde estava o submarino, por incompetência ou para esconder a desinformação soltaram notas e mais notas conflitantes… Que no final só serviu para atrapalhar as buscas!

    Espero que um dia encontre esse submarino!

  16. Leandro Alves 22 de novembro de 2017 at 18:42
    Acho que é um pouco unir útil com agradável, a segurança do talude com a delimitação da área econômica. Agora, quanto a profundidade, o talude continental é repleto de rios submarinos que descem em direção ao abismo, alguns destes rios são muuito grandes e profundos. Um submarinista experiente saberá disto. A constituição do talude é em geral de substrato granítico coberto por sedimentos, entrecortados por falhas de direção NE/SW. Alguns rios submarinos podem também se encaixar nestas falhas, como seria se o Rio Paraíba (SP) estivesse abaixo do nível do mar. Estas falhas possuem direções perpendiculares também.

    Abraço

  17. Leandro Alves 22 de novembro de 2017 at 18:42
    Só completando, cair em uma região com esses “rios” seria igualmente perigoso devido a diferenças na água quanto a salinidade e temperatura. Afetaria a flutuabilidade da embarcação.

    Abraço

  18. Pior !!!
    Além de receber essa triste notícia já naveguei até Ushuaia e o mar não é bom por essa região e as águas são gélidas.
    Agora é contar com a sorte.
    Vai que o Comandante do Sub conseguiu guinar para sentido da Costa Argentina e tenha conseguido navegar por mais algum tempo e tenha saído do talude e esteja sobre a plataforma Continental (200m).
    “Esperança é a ultima que morre”
    Sds

  19. @Geowally
    Chega ser assustador saber das condições exíguas de sobrevivência subaquáticas e as profundidade de operação do submarino, das rotas normais e da costa (essa informação ainda carece de fontes, mas me disseram que é algo até uns 200 metros)

  20. Primeira vez que comento aqui (Apesar de visitar há muito tempo…) Onde se encontra o Felinto Perry? Venho acompanhando seu trajeto há alguns dias no MarineTraffic, mas hoje “travou” próximo da costa de Santa Catarina (“Vessel out of range”).

  21. Fernando “Nunão” De Martini

    Haja çaco com tanta …. (vc sabe o que eu quero afirmar).

    ___________________________

    Juarez ? É o Martinez ?

  22. Pouco importa porque o ARA San Juan fazia essa rota. Ele é um submarino militar e executa missões no limite, ou além do usual, do civil, do mundo dos comuns.

    Nada do que ele estava fazendo importa para a sua busca e resgaste, exceto o ponto do último contato.

    Nenhum país do mundo abriria informações militares classificadas, portanto acho um exagero querer que a Armada Argentina divulgue rotinas e procedimentos que utiliza e virá a utilizar novamente com seus barcos segundo as diretrizes de Defesa que possui.

    E discordo da tese que eventual ocultação dessas informações incorram, dolosamente, no prejuízo de vidas no SJ. Seria inconcebível imaginar isso entre colegas de carreira e quiçá de turma nas escolas de formação.

    Houve um sinistro durante uma missão militar e suas causas serão apuradas em sede local, segundo as leis locais. O esforço multinacional é para busca e tentativa de resgate, não para investigação, reprimendas e julgamentos, até porque todos os países, sem exceção, até mesmo as potências navais, têm tragédias equivalentes…

  23. Felipe;
    Na meu ultimo acesso no marine traffic ele estava passando ao largo de Florianópolis navegando em sentindo sul com a velocidade de 7,4 nós.

  24. A Agence France-Press reporta que Marinha Argentina disse que um barulho foi ouvido horas depois do ultimo contato com o Submarino. A AFP usou o termo ”Breaking” para essa notícia, mas não sei se isso é muito relevante.

  25. As fontes internas do PN não conseguem não conseguiriam nos dizer por onde anda o Felinto Perry? Pq o Marine Traffic travou desde ontem, o satelite esqueceu do Perry.

  26. @Ozawa
    O Brasil dispõe de um navio de resgate submarino, o tão desqualificado pelos usuários dos comentários, NSS Felinto Perry (Ás de Copas). Coaduno com sua posição acerca de informações militares, assim como dito por acima, entretanto, suscitou me um indagação:
    Quantas forças navais possuem um navio especializado nesse tipo de SAR?

  27. Como ele estava no limite da fossa mas navegando para fora dela qdo fez o ultimo contato, muitas chances q tenha afundado a menos de 200 m de profundidade.

  28. Concordo com os colegas acima. Acredito que o comandante, quando se viu com o problema das baterias, talvez tenha rumado a oeste em direção a Comodoro Rivadavia. Não somente porque era mais perto, mas também sabendo que ao afundar encalhariam numa área mais rasa. Acompanhando o Marine Traffic, dá pra perceber que tem um monte de navio ao sul de Mar del Plata procurando e ninguém acha o submarino. Enquanto o caminho até Comodoro Rivadavia está vazio, sempre com menos de meia dúzia de pesqueiros. Seria melhor despachar alguns pra essa região mais rasa. Talvez até mesmo o Poseidon.

  29. Esse entendimento do primeiro pôster, contestado por Nunão.
    Quando vi o título da matéria pensei tratar-se de uma informação nova, pela forma como foi escrita.
    Submarino desapareceu em local tal…
    Na verdade, a notícia apenas informa, para quem não sabia, ou complementa, para quem já tinha alguma noção, a situação do relevo marinho na região…
    Muitas notícias, às vezes, não trazem conteúdo totalmente novo.
    Mas nunca é demais relembrar ou, para quem não sabe, aprender mesmo.
    É horripilante… O risco de ser tragado para as profundezas do oceano…
    Coisa de filme de terror… Ou de monstros…
    Agora se como Bosco falou lá embaixo é tudo escuro, se um submarino não passa abaixo dos 600 metros, se radar não atravessa a água, se sonar só escuta objetos em movimento… Como é que sabem a profundidade desse local?
    Tudo bem, em determinado ponto soltar 6 km de cabos… Mas como o cabo desceria em linha reta?
    Algum peso poderia não aguentar a pressão a 6 mil metros…
    Não dá para fazer isso por milhões e milhões de km2…
    Alguma explicação?
    Espero que MO e Bosco não venham dizer que pergunto demais.
    São dúvidas decorrentes das discussões aqui encetadas…

  30. Também acho que talvez estejam procurando no lugar errado.
    Fico imaginando como funcionam essas buscas.
    Como os americanos já estavam lá desde o início, será que sentaram para discutir prováveis cenários e definir a área de buscas com os militares argentinos?
    Será que decidiram certo?
    Um colega falou sobre ele ter logo tentado rumar para a costa.
    Se bem que, se não me engano, a área de buscas envolvia um diâmetro de 300 km, salvo engano, em torno do último ponto de contato…
    Seria ótimo alguém do ramo nos explicar como isso funciona.
    Sobre alguns meios estarem parados concordo com outro forista que disse que preferia todos os meios o mais rápido possível.
    Tempo é ouro.
    Não dá para ficarem dez barcos esperando.
    Seria como em uma partida de futebol.
    Sendo possível usar logo todo o banco de reservas e jogar com 16 jogadores para ganhar logo a partida.
    Outra analogia seria deixar os craques no banco de reservas, quando o time está perdendo, para poupa-los para eventual prorrogação ou para os pênaltis.
    Com a demora, corre o risco de não haver prorrogação nem pênaltis…

  31. Fernando “Nunão” De Martini 22 de novembro de 2017 at 17:41
    Desculpe Fernando. Eu prestei atenção nos textos e isobática de 1000 metros não é isobática de 6200 metros.

  32. Alguns dados interessante sobre a profundidade dos destroços de algumas embarcações famosas

    RMS Titanic – 3800 metros (12,500 pés)

    USS Scorpion – 3000 metros (9,800 pés)

    USS Thresher – 2560 metros (8,400 pés)

    K-278 Komsomolets – 1600 metros (5,200 pés)

    Deus queira que esse sub argentino não tenha afundado nessa fossa absurda. Senão dará o maior trabalho para se achar os destroços. Isso se ainda existir algum destroço sob essa pressão absurda de 6000 e tantos metros…

  33. Isso explica as ondas de 5-6 metros na área de busca, o atrito da onda com o fundo mais raso faz ela perder velocidade e comprimento e essa energia é transferida para a amplitude da onda.

  34. Pessoal, sem querer ser invasivo. Mas queria entender, sentir como é o funcionamento e ver as atividades diárias de um submarino, alguém pode indicar algum filme, além do Caçada ao Outubro Vermelho. Por mais ficção que seja, alguns procedimentos deve mostrar um pouco da realidade. Essa situação na Argentina com San Juan deixou a minha família chocada com a situação. Além da Fé, eles buscam informações o tempo todo e se sentem angustiados. É uma dor que tomou conta do mundo.

  35. @Cássio
    tú contas que o submarino se assentou na zona hadopelágica, entretanto o mesmo pode, infelizmente, ter ficado em alguma fenda na talude.

    Prefiro pensar que estão rumo a costa sem comunicação.

  36. Informação errada.
    A planície abissal Argentina fica há 650nm da costa e aproximadamente 230nm do fim da plataforma continental segundo as cartas do atlântico sul.
    Região também conhecida como Falkland Escarpment.
    Distância como de SP ao RJ.

  37. Mauro Cambuquira:

    Existem muitos documentários excelentes no Youtube. Digita lá “submarine documentary”. Vão aparecer um monte deles. Tem vários americanos, russos e outros muitos bons sobre a rotina nos submarinos britânicos. Ah! Tem até mesmo alguns do ARA San Juan também.

    Filmes de ficção são legais, mas muitos pecam no realismo.

  38. Nonato,
    “se sonar só escuta objetos em movimento…”
    Eu não disse isso não. Vou tentar me fazer entender de novo. O sonar passivo (hidrofones) “escuta” qualquer objeto (submarino ou na superfície) que emita sons. Esse pode ser um navio navegando, submarino se movendo ou um pousado no leito submarino totalmente sem energia mas fazendo ruídos, como por exemplo, os tripulantes batendo no casco para chamar atenção.
    Já os sonares ativos de uso militares emitem um pulso de som em todas as direções e estão aptos a detectar objetos que estão navegando ou submersos ou na superfície. Como é um feixe amplo ele não tem resolução. Sua função não é formar uma imagem, mas descobrir um contato e qual a sua posição, direção, profundidade, velocidade,etc.
    Se for um submarino pousado no fundo (quer por ter afundado, quer de propósito) esse sonar ativo não irá descobrir esse submarino a menos que ele faça barulho e possa ser detectado (escutado) pelo sonar passivo.
    Quanto a medir a profundidade e até o relevo do leito submarino é feito com o uso do “sonar”, mais especificamente do ecobatímetro.

  39. Sobre sonares:
    O próprio naval tem informações acerca do funcionamento de sonares e sonares passivos e digo, só piora a situação fica a par dessas informações.

    O sonar ativo cobre metade do sonar passivo, além de um outro problema: A temperatura.
    A mesma cria faixas de sombra que ocultam e desviam os sons do sonares ativos.

    Pressão, Salinidade e temperatura influem na efetividade dos sonares, muito importante isso e foi pouco difundido.

  40. Certo Bosco. É tanta informação…
    De qualquer forma é mais ou menos como pensei. Se não faz barulho, nem se move o sonar não detecta. Mais ou menos isso, não é.
    Seria interessante alguém montar um curso livre ou valendo como extensão etc na área de defesa.
    Pelo menos para cobrir todas as principais áreas, como essa de sensores, tipos, meios, etc.
    Com bastante prática ou exemplos práticos.
    Não sei se daria dinheiro mas seria um curso bem interessante para aficionados.
    Quem sabe a trilogia com sua consultoria ou alguma outra entidade.
    O título poderia ser: fundamentos de defesa – armamentos, equipamentos, doutrinas. 200 h.

  41. Olha Nunão, vim acompanhando as notícias no naval e realmente, nesse período todo, não vi nada, exatamente nada, que sugerisse que a profundidade na região pudesse chegar à 6.000 metros.

    Talvez tenha sido desatenção minha ou falta de conhecimento sobre a região (com certeza), mas realmente foi uma surpresa essa notícia.

    Até porque houve notícias e comentários que variaram entre 70 metros, 200 metros, 300 metros, 1.000 metros, 3.000 metros, mas nada próximo dessa de agora. O mais próximo disso, foi a notícia da globo com 70 km de profundidade, rs.

    E Nonato, como “mapearam” a profundidade dessa região, não faço ideia, requer um pouco de pesquisa. Mas já houve vários mergulhos com submarinos específicos que passaram dos 6.000 km. Pesquisa no google que achará várias notícias, como a seguir:

    “Já o recorde de profundidade em mergulho foi obtido por Jacques Piccard, oceanógrafo suíço, e Donald Walsh, tenente da Marinha americana. “Ambos comandaram o submersível Triest I, que desceu 35 800 pés (cerca de 11 000 metros) – a maior profundidade oceânica registrada -, no dia 23 de janeiro de 1960, em uma das fossas das Marianas chamada Challenger Deep, a cerca de 360 quilômetros ao sul das Ilhas Guam, no Oceano Pacífico”.

    Ou essa aqui:

    “James Cameron, diretor dos filmes Titanic e Avatar, retornou com segurança à superfície depois de descer até a região mais funda do mar. Utilizando um veículo submarino desenvolvido especialmente para a missão, Cameron chegou à Fenda Mariana, no Oceano Pacífico, a 10.898 metros de profundidade, às 7h52 minutos desta segunda feira (18h52 de domingo em Brasília) . A missão foi organizada pela revista National Geographic e pela empresa Rolex.”

  42. Na verdade acho que interpretei sua pergunta errada. Me pareceu que desconfiava das medidas do local pela sua alegação de que, de acordo os citados, não era possível passar dos 600 metros.

    Acho que não foi o caso.

  43. Nonato,
    Sonares não são diferentes dos radares. Se se for utilizar um radar de um caça no modo ar-ar pra achar um caça inimigo estacionado na pista, não vai funcionar. Aí, o radar do caça tem que ter capacidade de operar no modo SAR (radar de abertura sintética) e aí se consegue formar uma imagem de um caça no chão, numa pequena fatia de terreno que você varreu com um feixe estreito e concentrado, utilizando o método certo.
    Já um submarino buscando outro submarino, só tem dois jeitos, utilizando o sonar passivo ou o sonar ativo. Não tem radar, não tem câmera térmica. Só tem sonar.

  44. Bosco 22 de novembro de 2017 at 20:55
    Nonato,
    “Se for um submarino pousado no fundo (quer por ter afundado, quer de propósito) esse sonar ativo não irá descobrir esse submarino a menos que ele faça barulho e possa ser detectado (escutado) pelo sonar passivo.”
    ________________________________________________________________________________
    Bosco
    Desculpe minha ignorância mas no trecho “….esse sonar ativo não irá descobrir esse submarino…” não seria “esse sonar passivo”? O sonar ativo emitiria o “ping” com eco de resposta em caso positivo, independente do objeto.
    Ou “viajei no óleo de dendê?

  45. Nonato,
    A série “Viagem ao Fundo do Mar” era um absurdo e não tinha nada de fidedigna.
    Submarino militar não tem aquela janela imensa, mesmo porque no fundo do mar é escuro. Também o rádio não funciona debaixo d’água.
    E outra cositas más.

  46. Luiz,
    O sonar ativo não tem como detectar um objeto pousado no leito submarino porque ele sequer saberia distinguir um submarino de uma alteração no relevo. Todo eco que bate no leito oceânico e no relevo é filtrado por meio de técnicas como “doppler”, etc. A única coisa que interessa ao submarino ou navio ou helicóptero que utiliza um sonar ativo é achar algo que se mova e descartar todo o resto, que é tido como ruído de fundo.
    Hoje, há submarinos extremamente avançados como os da classe Virginia que tem sonares de alta definição e que talvez possam ser úteis em achar submarinos “estacionados” no fundo já que essa é uma tática corrente utilizada por submarinos DE, mas eu realmente não sei se são capazes disso.

  47. Senhores, tenho acompanhado os posts e pergunto. Será que existe a possibilidade desse submarino ter implodido a ponto de não emergir qualquer evidência? Longe de mim querer ser pessimista, aliás assim como todos estou torcendo por um final feliz, mas convenhamos, está cada vez mais exígua essa chance não?

  48. Nem que fosse 1/6 disso, pois quando divulgamos a informação de que a área de perda de contato do submarino tinha profundidade de 1000 metros, deixamos claro que, caso o submarino tivesse ido ao fundo nessa área, não resistiria.

    E divulgamos também mapa indicando que, algumas dezenas de km mais para Oeste, encontraria profundidades bem menores, em torno de 200m, na plataforma continental e que, um pouco mais a Leste, a profundidade só aumentaria.

  49. Quando informou a pane, tinha energia elétrica para os motores e passou a rota. Posteriormente, com o provável agravamento (explosão) deve ter sofrido um alagamento. Afinal, mesmo numa pane de bateria/motor deveria ter energia de outro sistema (independente) para as comunicações (resgate), a iluminação (redução de danos) e, principalmente, às bombas de lastro (flutuabilidade). Logo, manteve a rota inicial que informou fins resgate.

  50. Nao mudaria a rota. Quando informou a pane, tinha energia elétrica para os motores e passou a rota. Posteriormente, com o provável agravamento (explosão) deve ter sofrido um alagamento. Afinal, mesmo numa pane de bateria/motor deveria ter energia de outro sistema (independente) para as comunicações (resgate), a iluminação (redução de danos) e, principalmente, às bombas de lastro (flutuabilidade). Logo, manteve a rota inicial que informou fins resgate.

  51. Por favor, num filme de acidente de submarino lembro que eles ejetaram uma boia de sinalização. É fictícia, ou este submarino deve (ou deveria) ter soltado algo do tipo? Obrigado.

  52. Renato…
    .
    esse equipamento é padrão em qualquer submarino…pode ser que não tenha havido tempo
    para liberar o “sinalizador” ou o mesmo soltou-se do casco e foi levado pela correnteza…
    talvez nunca venhamos a saber o que de fato aconteceu e existem submarinos misteriosamente
    desaparecidos não encontrados até hoje.
    abs

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