Home Marinhas de Guerra ARA San Juan: detalhes do relatório sobre a explosão no submarino

ARA San Juan: detalhes do relatório sobre a explosão no submarino

10279
85
ARA San Juan

Segundo o site informativo argentino Infobae, às 10:15 desta quinta-feira o ministro da Defesa da Argentina, Oscar Aguad, e o ministro das Relações Exteriores, Jorge Faurie, receberam o relatório elaborado pelo embaixador argentino na Áustria Rafael Grossi, que também é responsável por uma das agências que monitora testes nucleares em todo o mundo. Essa organização tem acesso a um sistema que controla as explosões na superfície terrestre, na atmosfera, sob a água ou no subsolo do mundo inteiro.

Eles foram os únicos que confirmaram uma suspeita que existia ontem no Executivo, e que na opinião pública era chamada de “anomalia hidroacústica”, correspondendo a uma explosão no mesmo local onde o submarino ARA San Juan se comunicou pela última vez, há 8 dias, no dia 15 de novembro: “O último contato da tripulação foi por volta das 7:30 da manhã e a explosão foi registrada 3 horas depois no mesmo local”, de acordo com a documentação que foi enviada ao Governo.

Grossi, embaixador argentino na Áustria, é um pesquisador nuclear que foi vice-diretor geral da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA). Como parte de sua experiência internacional, ele visitou as instalações militares da Coreia do Norte em várias ocasiões e fazia parte dos primeiros contatos da agência com o regime iraniano para alcançar a assinatura do Acordo Nuclear.

O CTBTO (o nome em espanhol é a Organização do Tratado de Proibição de Ensaios Nucleares) ofereceu ao Ministro da Defesa e ao Ministro das Relações Exteriores da Argentina “informações e gráficos extensivos sobre a explosão, não muito grande, provavelmente dentro do submarino, após a comunicação de 15 de novembro”, explicou uma pessoa que participou da mesa ampla onde o relatório foi compartilhado com a Infobae.

Uma hora depois, o porta-voz da Marinha Enrique Balbi confirmou esta informação e a principal hipótese até agora é que seria uma falha no submarino que gerou a explosão.

Na mesma mesa, esta manhã também veio a opinião de um ex-submarinista nuclear dos EUA, que preside a agência que fez o relatório: “É possível que eles ainda estejam vivos em um compartimento hermético, minha recomendação não é deixar as buscas”. Neste mesmo sentido, o porta-voz da Marinha falou a mesma coisa um pouco mais tarde. No entanto, os parentes perderam a esperança depois de serem notificados 5 minutos antes da mídia confirmar a explosão.

O corpo que monitora os testes nucleares (CTBTO) realiza seu trabalho  utilizando uma rede global de estações sísmicas, detecção de radionuclídeos na atmosfera, infra-estrutura e hidroacústica. O CTBTO forneceu nomes de outros especialistas internacionais que estão dispostos a colaborar com a Argentina na busca do ARA San Juan na detecção do que realmente aconteceu com o submarino.

85 COMMENTS

  1. Pessoal, vejam no vídeo abaixo o que acontece quando uma pequena bateria de celular é danificada…
    Se o SJ tava com problemas nas baterias ou incêndio nelas, imagina uma explosão em algumas baterias que devem pesar toneladas. Erros, falhas e desastres acontecem. Vejo teorias da conspiração em outras matérias que não fazem o menor sentido…

  2. Só para um leigo tentar compreender…
    Existe a possibilidade de “não” ter ocorrido uma explosão de uma das baterias, e sim de algum outro artefato ou armamento nuclear dentro do submarino ? Nunca soube que a Argentina teria algum tipo de armamento nuclear.

  3. Algumas páginas do Facebook, especificamente o Foro Naval, acabou de informar que a MA fez uma reunião com.os familiares dos tripulantes informando que todos estão mortos, por causa da explosão.
    Vale a pena checar a informação.

  4. Roger até onde eu sei o ARA San Juan não leva nenhum tipo de artefato nuclear.
    Estou acompanhando as buscas através do naval dês de o inicio. Lamento muito por chegar a esse triste e provável fim

  5. AL

    As baterias de celular são diferentes das baterias do submarino. As baterias de celular são de litium e para apagar o fogo é recomendado justamente utilizar líquidos não alcoólicos. As baterias do submarino são de outro tipo. Baterias de lítio estavam sendo estudadas para utilização em submarinos mais modernos como o Scorpene. Sds.

  6. De todas as informações, portanto, os vestígios materiais reunidos são: a balsa (que pode não ser do sub), os Flares visualizados (idem) e a explosão (que muito provavelmente é).

  7. Opinião na base do eu acho, devido ondas na região alcançado de 6 a 8 metros no meu ponto de vista ao realizar o procedimento de carregar as baterias no mesmo momento que reportaram por radio, ocorreu o alagamento através do respiro do motor.
    As baterias em curto provocaram uma reação em cadeia detonando todas as baterias e os torpedos, eliminando todo o submarino.
    Mas a pergunta para está teoria seria onde está os destroços?
    para não ter destroços a explosão não é plausível.
    E sim uma implosão devido a profundidade absurda de 6000m
    assim não teria vestígios visíveis.

  8. Já era muito difícil antes dessa confirmação. Agora parece impossível. A situação do casco, segundo um submarinista amigo pessoal estava totalmente fora de especificação (a quantidade de musgo presa na proa, que gera uma oxidação 10 vezes mais rápida).

    Um belo submarino, uma boa escola naval, 44 mortos a serviço de uma nação. Como diria Legião Urbana: “Não protejam generais de 10 estrelas, atras de mesas, com o c* na mão”.

    Alerta ao insubmersível brasileiro, que terá uma manutenção e logística muito mais cara e complicada que o modelo argentino, além de uma qualidade geral inferior.

    Saudações a todos, que a tripulação descanse em paz, no fundo do Atlântico.

  9. Não há a menor possibilidade de explosão de artefato nuclear. Não apenas porque a Argentina não possui artefatos assim, mas também a radiação já teria sido captada. Provavelmente explosão nas baterias. Pelo menos seria meu palpite.

    Paulo, essa reunião pode ter sido o aviso às famílias de que houve uma explosão à bordo, conforme mencionado na matéria.

  10. Uma pergunta a explosão das baterias junto ao seu receptáculo poderia gerar uma reação em “simpatia´´ e detonar o armamento por reaçao em cadeia?

  11. Essas teorias da conspiração só se prestam a alimentar o populismo peronista, que teima em não deixar a Argentina seguir em frente.
    Devemos ter muito cuidado com a disseminação desse tipo de boato.

  12. Aos entendidos, qual o procedimento normal de submarino submerso, todas as portas.estanques fechadas?
    Ouvi aqui mesmo no.PN q o SJ possuíam apenas dois compartimentos estanques, poderia a detonação do torpedo danificar essa vedação do compartimento de ré?

    Caso não, ha possibilidade de haver algum sobrevivente da explosão, mas não da falta de oxigênio.

  13. Bardini 23 de novembro de 2017 at 14:05

    Se o pessoal quiser aprender sobre este assunto, este seu gráfico é essencial. Você esta vendo que há três picos no seu gráfico que é cada vez menor? Isso é uma assinatura das explosões submarinas. É efeito chamado de “bubbles pulses” e são causados pela sucessivas expansões e contrações da bolha de gás gerada pela explosão.

    Eu tenho os dados os dados de sismógrafos do caso Kursk se você se interessar

  14. Bem! A Argentina, finalmente admite, oficialmente, que perdeu o submarino com toda a tripulaçao. Explosão de grande magnitude na area: Pessoalmente acho que estavam em alguma operação secreta naquela área de exclusão…. foram detectados, seguidos, emboscados, atacados e destruídos rapidamente com poderosos torpedos (1 ou 2 atingiram-no), aliado as explosões de seus proprios torpedos estocados a bordo….daí a grande magnitude da explosão. Quem os atacou usa peixes grandes, rápidos, mergulham profundo, enfim….. Peixões nucleares. A marinha Argentina sabia, provavelmente, desde o início o que realmente aconteceu. Não divulgaria por causa de problemas políticos, diplomáticos e também em respeito às famílias dos militares a bordo. Uma das lições que fica pode ser em relação aos submarinos…..Com peixinhos diesel-eletricos nem ouse entrar em região onde operam sub. Nucleares. Será presa fácil. Agora…. essa é minha opinião! Pode ser que não tenha acontecido nada disso. Mas faz sentido o que disse a juíza sobre esse “sumiço” do submarino. Lamento pelos que tombaram. Naquela região, os navegantes devem estar cientes que devem ter suas derrotas conhecidas e “autorizadas”, caso contrário correm o risco de enfrentarem problemas. Principalmente se usarem sub. diesel-eletrico. Tem uma turma que deve dar umas passadas por lá de vez em quando mas….. com esses “caras” o buraco é mais embaixo pois também usam “peixoes” nucleares.

  15. Bardini 23 de novembro de 2017 at 14:05

    Vejam que pelo gráfico postado pelo Bardini a explosão foi mais na altura de Comodoro Rivadavia, onde só agora é possível ver uma concentração maior de barcos pelo marinetraffic. Antes a concentração maior de barcos estava na altura de Trelew (onde ainda há uma boa quantidade de pesqueiros).

    Faço minhas apostas de que encontrarão nas próximas 48 horas. E ainda tenho esperanças de encontrar tripulantes vivos.

  16. O John Paul Jones relembrou em outro post o fatídico caso do Riachuelo, há 20 anos, sinistro semelhante na possível causa do naufrágio do San Juan, mas numa proporção infinitamente menor, e os danos catastróficos que causou, por que é mais fácil entrar nessas especulações cinematográficas de intriga internacional?

    Esse é um blog de pessoas gabaritadas em vários assuntos associados à Defesa. Deixemos essas teses para os blogs das mídias leigas de onde vários leitores, cansados dessas especulações sem fim, vêm buscar informações factíveis por aqui.

  17. Marcelo, falando como leigo completo, acho pouco provável que um incêndio com alguma chance de sobreviventes levasse a explosão dos torpedos pela temperatura. Os explosivos atuais são, de modo geral, extraordinariamente estáveis a temperatura. Creio que o calor necessário para explodir o torpedo já teria consumido o oxigênio disponível para a tripulação antes disto. Não tenho ideia do combustível dos torpedos, no entanto

  18. “Bavaria Lion 23 de novembro de 2017 at 13:33
    Já era muito difícil antes dessa confirmação. Agora parece impossível. A situação do casco, segundo um submarinista amigo pessoal estava totalmente fora de especificação (a quantidade de musgo presa na proa, que gera uma oxidação 10 vezes mais rápida).”
    .
    A imagem do casco do San Juan sujo na linha d’água é de arquivo, não se sabe de quando, onde, se é recente ou de antes da última docagem. É normal ver isso aparecer após um período atracado, sem movimentação. Cansei de ver tanto em submarinos brasileiros atracados por certo tempo no cais do AMRJ, quanto também em fotos de submarinos de outros países.

  19. É, acho que agora o que resta, até pelo tempo já passado, é correr com tudo para o local da suposta explosão e torcer para o milagre de, achando-se o submarino, ter alguém sobrevivente em algum compartimento isolado. Infelizmente, as alternativas parecem estar esgotando-se. É a aposta menos pior para o momento e é hora de jogar todas as fichas nisso.

  20. Um curto circuito em um ambiente fechado e pressurizado é o melhor cenário para uma explosão acontecer.

    Não sei como é o ambiente interno de um submarino no que diz respeito a composição do ar no seu interior. Dependendo da pressão e do nível de oxigênio no ar, uma centelha pode fazer o mesmo reagir até com a poeira dispersa no ambiente.

    Saudações!

  21. Pessoal, eu entendo que muitas vezes nos recusamos a ver o óbvio e o óbvio é filho da realidade, sendo que esta na maioria das vezes é objetiva e crua . Daí inventamos teorias “alternativas” para não encarar o óbvio que pulula na nossa cara. A explicação para o já inegável naufrágio do San Juan é uma explosão; muito provavelmente de uma das baterias do navio. Ainda que o submarino estivesse em profundidade de periscópio apenas, estava a meio lastro, isto é, não estava com 100% de sua flutuabilidade. Assim sendo, mesmo uma explosão a pequena profundidade mas que rompesse o casco, afundaria o ARA San Juan rapidamente. Simples assim.O resto é viagem na maionese.

  22. Sem querer ser chato… CTBTO é a sigla em inglês, Comprehensive Nuclear-Test-Ban Treaty Organization (https://www.ctbto.org/). A notar que o Brasil possui estações de monitoramento (https://www.ctbto.org/map/ ).

    Eles estão divulgando a nota da Reuters ( https://www.reuters.com/article/us-argentina-submarine-sound/nuclear-test-ban-body-heard-noise-near-argentine-subs-last-position-idUSKBN1DN1QY ) .

    Espero que tenhamos um final feliz mas está cada vez mais improvável…

  23. Jacinto, eu pensei o mesmo quando vi… Expansão da explosão e depois o impacto da compressão. E assim sucessivamente até desaparecer.

  24. Excelente vídeo feito pelo ótimo canal Hoje no Mundo Militar. Nele é explicado de forma direta e bem didática a dificuldade que é encontrar o SJ. Já que citei o vídeo, recomendo este canal do Youtube. Possui mais de 400 mil seguidores e tem ótimos vídeos sobre o mundo militar.

  25. Bonnie,esse canal é uma porcaria,já vi vários vídeos dele falando besteiras sobre o prosub,inclusive errando as datas de entrega dos Gripens NG. É um canal para leigos,dado o nível do pessoal aqui eu não recomendaria,a menos que queiram passar raiva

  26. Bardini 23 de novembro de 2017 at 15:32
    Dodo 23 de novembro de 2017 at 15:32

    Perdoem-me! Acontece que eu li muitos comentários aqui sobre como parecia estranha a dificuldade de achar um submarino dada tanta tecnologia disponível. Como disse, achei bem didática a forma que ele explicou e achei que seria uma interessante contribuição.
    Obrigado por me informarem sobre os deslizes do canal, vou assistir os vídeos dele com mais atenção!

  27. Segundo a postagem de Carlos alberto soares 22 de novembro de 2017 at 23:04
    Mostrando Infográficos do Jornal Clarin

    O irmão gêmeo do San Juan, o Ara Santa Cruz está passando pelo procedimento de reparação de meia vida.
    Diante do desastre evidente do SJ, a Marinha Argentina terá de rever todo processo envolvendo essa reforma do Santa Cruz , pois a chance de ocorrer o mesmo problema novamente é grande.
    Este tema ainda será debatido, depois que o assunto San Juan sair de cena.

  28. O maior problema, como já comenei ontem, seria a presença de Hidrogênio. Esse gás é liberado no processo de cargA das baterias e tem causado muitos desastres em submarinos. A mistura ar e hidrogenio é explosiva numa vasta gama de proporções. Nos compartimentos de batrias dos sistemas de emergência se deixa uma ventilação bem ampla. Vi diversos casos de explosão de hidrogenio nestas circunstancias. Pior que é um gás inodoro e sua preença tem que ser monitorada por analisadores que devem permanecr “on line” o tempo todo. Falhas nestes sistemas de monitorção
    em õ geral, acarretam acidentes muito graves.

  29. pangloss 23 de novembro de 2017 at 13:58
    “Essas teorias da conspiração só se prestam a alimentar o populismo peronista”

    O que tem a ver uma coisa com outra??

  30. Bonnie 23 de novembro de 2017 at 15:23, o canal não nos traz notícias críveis… erros básicos que até civis como eu detectam….

  31. Amigos, sou mais um leitor assíduo da trilogia, mas pouco comento aqui, principalmente pelo desconhecimento de certos termos dos quais, segundo já reparei, alguns colegas daqui não abrem mão, rs, rs, rs…

    Mas passei aqui só pra comentar alguns detalhes interessantes que tenho lido em diversas matérias de sites variados. Duas coisas me chamaram a atenção: a declaração de uma juíza argentina de que a missão do submarino era “segredo de estado”. Segundo detalhe: o submarino levava uma equipe de forças especiais. Pelo pouco que sei sobre assuntos militares, os submarinos não vão ao mar sempre tripulados com mergulhadores de combate, concordam. Esses dois detalhes de chamaram a atenção por conta, ontem, da entrada no cenário das buscas de um avião da RAF. Matutei uma mini-teoria-da-conspiração… sei lé, vai que…

  32. Luiz Floriano Alves 23 de novembro de 2017 at 15:58
    A formação de gás Hidrogênio (H2) decorrente da reação química em baterias, só ocorre naquelas que utilizam a tecnologia Chumbo-Ácido (similares às de automóveis). Não creio que essa tecnologia seja a que é utilizada nos submarinos da classe do SJ ou mesmo dos submarinos da MB. Devem utilizar baterias de Litio (as dos celulares são de mesma tecnologia) não produzindo gases, no entanto, devido à grande capacidade, dissipam mais calor, o que demanda um sistema de arrefecimento. Acho difícil um explosão de uma bateria de Litio provocar danos que pudessem romper o casco. Incendio sim, com seus desdobramentos.
    Os especialistas navais certamente possuem mais autoridade para discorrer sobre o assunto.

  33. Toda saída de um submarino é assunto de Estado. Toda, sem exceção.
    O fato de levar equipe de forças especiais pode ser exercício de rotina de infiltração. De todo modo até isso vazar já é informação demais.

    Todas estas são informações extremamente confidenciais.

    Copiando um comentário meu mesmo em outro tópico, sobre a tal explosão detectada e pessoas perguntando que laboratório faria isso:

    “Quando se fala ‘um laboratório detectou e levou 7 dias para avisar’ poderia ser perfeitamente um Submarino Nuclear americano nas proximidades que ouviu o estrondo e tem de esperar uns 3 ou 4 dias para tornar pública a informação para não denunciar a área de patrulha em que estava.

    Enfim: se assuntos militares são confidenciais quando envolvem submarinos são ultrasecretos.”

  34. Luiz Antônio 23 de novembro de 2017 at 16:11

    É justamente o contrário. Um submarino, principalmente em uma Marinha com poucos recursos, quando suspende para uma missão procura executar o maior número de exercícios possível. Mergulhadores de combate são utilizados em exercícios navais o tempo todo. Não vejo nada de mais se estava a bordo um destacamento desses para treinamento.

  35. Todo submarino parte em missão sob segredo. É a sua defesa primária o anonimato. Acho que o pessoal anda vendo muito seriado americano com suas conspirações. Sem falar que vez ou outra partem com “alunos” ou forças especiais embarcados.

  36. Luiz Antônio 23 de novembro de 2017 at 16:11
    Apenas para esclarecer que o colega não é eu. Eu sou “luiz antonio” (tudo em letras minusculas e sem o acento circunflexo) ok.
    Quanto ao comentário do meu “xará”, só reforço o que ja foi dito aqui que esse tipo de missão de um submarino com mergulhadores de combate é rotina em qualquer marinha que possua submarinos e mergulhadores de combate, portanto nenhuma novidade e nenhuma razão para imaginar um “ataque de comando argentinos” em qualquer lugar que seja.

  37. Acabou. Que descansem em paz os bravos submarinistas. Força às famílias.
    .
    De resto, tenham um pouco de respeito nesta hora de dor para as famílias e o povo argentino! Parem de apontar o dedo com teorias estapafúrdias e descabeçadas de “ataque”!
    .
    Aliás, que mal lhe pergunte, que lucro adviria de o Reino Unido afundar um submarino a diesel pequeno, velho e (relativamente) obsoleto da Argentina?
    .
    Ora, tenham respeito pela dor alheia!

  38. TUDO que é coisa de imaginável e perigosa existe num submarino e o cerca:
    – milhões de metros cúbicos de água ao seu redor, especialmente acima;
    – torpedos com cabeças explosivas;
    – espaço apertadíssimo com baterias cheias de ácidos para todo lado;
    – O troço é uma caixa de aço de 2100 toneladas, feito para afundar
    – o sigilo das operações faz com que a operação tenha que ser o mais autônoma possível

    Aí junta com uma marinha com problemas gravíssimos de recursos e manutenção…

    o que se pode fazer é lamentar demais pelos caras que encararam sua missão com bravura que homens do mar têm

  39. Alex 23 de novembro de 2017 at 15:59
    ————————————————
    Um político sem escrúpulo algum, como a Cristina K, teria todo o interesse em disseminar teorias da conspiração para criar um inimigo externo e responsabilizar o atual governo argentino, para tentar sair do merecido ostracismo em que se vê atualmente. Sobretudo se isso envolver o UK e as Falklands/Malvinas.

  40. Nunca tomei conhecimento de Sub’s em missão com porta bandeiras, comissão de frente etc ….
    __________________________________

    Ozawa

    Percebeu o que tem de comentaristas desde o início desta horrível situação ?

    Sim OZAWA …. COMENTARISTAS !

    Foristas da TRILOGIA, muito poucos e o NUNÃO com uma paciência de Jó !

    Infelizmente o pior aconteceu.

    Que D’US os conforte e aos familiares em sua eterna bondade .

    Estou muito triste, mas só estando “na pele do lobo”.

    Como bem afirmou um Oficial Subminarista numa entrevista que aqui (PN) postei no início

    do incidente: “o mar não é para os omens”, infelizmente se confirmou mais uma vez.

    As leis da natureza assim quis, talvez o fundo do mar sejam um honroso destino,

    mas essa é uma questão de foro íntimo dos familiares.

    Mis más sinceros de un profundo pésame a Los Hermanos Argentinos.

  41. Pessoal do PN, assim que possível no turbilhão de informações e fatos, e segundo suas fontes de alto nível, nos dê o possível panorâma das ações futuras da força tarefa após a tese de sinistro com perda total do equipamento e vidas ter se tornado praticamente irreversível. Vão continuar a busca de destroços no leito marinho?

    Eu gostaria mt de ver essa matéria completa numa RFD impressa… Pena tb…

  42. Agora só nos resta orar pela possibilidade de sequer um sobrevivente. E que essa horrível tragédia sirva de alarme e aviso a países como Argentina e Brasil, que vivem querendo operar brinquedos de gente grande, sem ter a devida capacidade financeira para isso.
    RIP, Argies. Godspeed.

  43. Teve quebra quebra na ultima coletiva da ARA sobre o SJ, os familiares vão processar a ARA pelo descaso na manutenção do navio e pela divulgação das informações.

    Eu tô comentando desde o inicio que a Marinha Argentina está sonegando informações, na minha opinião eles já sabiam disto a vários dias ….

  44. As repercussões administrativas, cíveis e criminais seguem a jurisdição local, que desconheço, mas acho pouco provável que a Armada Argentina tivesse absoluta certeza da perda total com vítimas fatais antes do apoio multinacional. Sim, como técnicos da área eles tinham essa hipótese no radar, como alguns foristas daqui já no início das operações de busca, mas não dispunham de equipamentos e meios para averiguar sua certeza. Corrobora minha opinião a participação imprescindível dos Estados Unidos na coleta da informação vital para a tese da explosão.

    Bem, a reação dos familiares será sempre passional e ninguém lhes fará oposição por isso diante da perda irreparável e inconsolável de seus entes queridos.

    Espero que a Armada Argentina consiga escapar desse abismo profundo pelo qual tb passa.

  45. Pra mim, seguraram essa notícia até hoje pra tentar dar uma amaciada na opinião pública, já que a esperança de encontrar alguém com vida estava cada vez menor, “não causaria tanto impacto” divulgar os fatos, ou parte deles.

  46. Provavelmente será o fim de carreira para alguns almirantes. É o mínimo para aqueles que foram negligentes. Será também o fim dos últimos oficiais que foram da geração que lutou nas Malvinas. Que essa dura lição sirva para a formação de um nova mentalidade na Marinha Argentina.

  47. Ozawa e John Paul Jones, a parte re do sub seria capa de resistir a explosão dos torpedos? Caso sim, é procedimento quando submerso todas comportas estanques estarem seladas?

    Caso afirmativo para as duas questões acima ha chance de sobreviventes.

  48. Não sei de onde tiram todas essas teorias conspiratórias! O que aconteceu foi um acidente, causado por um somatório de fatores (todo acidente é fruto de um somatório de fatores). Nesse caso, o descaso pelas FFAA argentinas por parte de todos os últimos governos (desde Raul Alfonsín), com orçamentos cada vez menores, sucateamento progressivo e acelereado, treinamento insuficiente, manutenção insuficiente, etc, etc, etc. O casco poderá ser encontrado algum dia? Talvez, tudo é possível. Se, por um milagre, encontrarem o submarino nos próximos um ou dois dias, dependendo da profundidade e possição do casco, talvez seja possível encontrar algum sobrevivente. Uma perda irreparável para as famílias. Que eles tenham, ao menos, o direito de uma reparação por parte do Estado argentino. E que rodas as marinhas do mundo retirem ensinamentos desse acidente.
    Quanto ao Brasil, que ao menos a MB possa negociar junto ao GF um sistema de salvamento submarino mais moderno (sem desmerecer nosso valente Felinto Perry) e compatível com a nossa frota de submarinos, que ira aumentar nos próximos anos.

  49. Essa Agência, que segundo o texo, monitora explosões em todo o planeta, é capaz de monitorar uma explosão “não muito grande” como diz o texto. Pois bem, se essa, e outras agências do gênero detectam explosões assim, deve ser uma loucura, pois marinhas no mundo inteiro treinam rotineiramente, com uso de cargas de profundidade, torpedos, etc….eles detectam e monitoram essas explosões também? Ou a explosão no San Juan foi bem maior do que se imagina, como a explosão simultânea ou em sequência de todos seus torpedos, sendo, por isso, possível de ser detectada? Se foi isso, o submarino afundou, com destruição de seu casco pelo efeito dessa explosão. O quero dizer com tudo isso é: quão sensíveis são os equipamentos que detectam essas explosões? Um torpedo só ou uma única carga de profundidade são detectados?

  50. Como é argentino, esse aso está parecendo um conto de Cortázar, “A Banda”, ou outro “La Noche de Boca Arriba”. Daqui a pouco vão dizer que a Argentina nem tem esse sub.

  51. O ultimo “PIM” do submarino foi 150730…..ok! Depois daí não houve mais nenhum contato com estação controladora? Reportaram algum problema à bordo? Se reportaram problemas então pode sim ter havido algum tipo de explosão à bordo. Devemos ter em mente que deve existir por lá também, uma “dotação” de torpedos à bordo (em paz e em situação real) e se….um único torpedo, por alguma razão, entrar em ignição e explodir num ambiente “fechado”,…….meu Deus! Se houve “sitrep” comunicando isso (problemas à bordo) então acredito que pode sim, o submarino ter sido destruído de forma rápida por uma grande explosão na área de torpedos e, ninguém teve tempo pra nada. Ainda acho estranho isso……ninguém ter tido tempo pra nada? Dá sim o quê pensar mas, deve ter sido isso mesmo! Agora….se nada foi comunicado (alguma avaria à bordo – até a troca de uma lâmpada, avaria numa descarga de vaso sanitário e etc é reportado ao comando) em nenhum “sitrep”, a situação fica mais estranha ainda! Seria mais ou menos assim…..navegação normal, às 151030 e num segundo tudo explode e acabou…….! Ou estavam com problemas e não reportaram isso ao comando as 150730, ou o problema ou problemas surgiram após as 150730. Mistérios!!!! Aguardemos! Parece que reportaram sim ao comando uma avaria à bordo. Lamentável a perda de vidas! Lamentável! Se houve alguma explosão, os militares que estavam próximos morreram na hora mas para os que se encontravam em outros compartimentos mais afastados (e que devem estar sempre em “condição Z” de fechamento) e não morreram no instante, deve ter sido um verdadeiro horror perceber o navio “descendo” para as profundezas, sabendo que em dado momento o compartimento não aguentaria mais a pressão! Meus Deus! Tristeza! Se estão todos mortos, a Argentina está enlutada e não só a Argentina mas todas as marinhas do mundo porque todos os que navegam estão ligados pelas mesmas tradições dos homens do mar.

  52. JRoberto
    João Moita Junior, 23 de novembro de 2017 às 16;55hs.
    Audax, 23 de novembro de 2017 às 17:21hs.

    Acertaram plenamente em seus comentários. O Almirantado da ARA tem que ser responsabilizado sim.
    Espero que não, mas nada justifica que tantas vidas foram ceifadas sabe-se lá por qual razão ou “segredo de estado”.
    Tenho certeza de que ninguém gosta do ocorrido, mas que sirva de lição a todos os responsáveis por despachar tripulantes em meios com manutenção duvidosa, ou missões “secretas”.

  53. Flanker 23 de novembro de 2017 at 17:45

    Existe uma tabela que relaciona TNT e escala richter. Por exemplo, a explosão de 150 kg (320 libras) de TNT corresponde ao índice 1.5 da escala Richter. Se você buscar “Richter Scale Presented by TNT Explosions” você será levado a um site que apresenta esta relação com exemplos do que estamos falando. A explosão de um torpedo Mk48, que tem (supostamente) algo em torno de 300kg de explosivo gera (em tese) algo entre 1.5 e 2.0 da escala Richter (a escala Richter não e linear, ela é logarítmica). Mas esta tabela é bem imprecisa ela é apenas exemplificativa, para dar uma idéia do que cada grau na escala Richter representa em termos de energia explosiva.

    Os sismógrafos, em tese, são capazes de detectar estes exemplos, mas a questão é que ocorrem literalmente milhões de eventos nesta escala todos os anos e eles simplesmente passam despercebidos. Para encontrar este evento, foi necessário rever os dados gravados e o que eles provavelmente fizeram foi pesquisar os dados daquela área especificamente. Isso leva tempo e muito processamento de dados…

  54. Jacinto, creio que seja por aí mesmo. Os computadores que analisam os dados devem ser programados para destacar imediatamente eventos específicos de frequências também específicas, para a função de captar explosões nucleares, no caso da CTBTO. Porém, são gravados inúmeros outros eventos, que geram outros tipos de sons e frequências, e é preciso usar outros logaritmos (por exemplo, os “cantos” de baleias, já que matéria de hoje cita a colaboração da organização que com pesquisas de migrações de mamíferos). Ou que gerem sons que indiquem explosões menores, sendo descartados pelo programa de análise. Mas que podem ser investigados posteriormente, como parece ter sido o caso da demanda gerada pelo desaparecimento do submarino.

  55. Atenção: não corresponde a informação que alguns “especialistas” portenhos veiculam nos programas televisivos argentinos de que as baterias do ARA San Juan fossem de lítio. Elas são as clássicas baterias de Chumbo-Ácido. O clima de comoção nacional acaba por transformar qualquer coisa em notícia, não há filtro e se diz o que o coração manda.

  56. Mais uma tripulação de submarino engajada na Patrulha Eterna.
    Que Deus os acolha e conforte as famílias e camaradas.

  57. Eram militares e sabiam muito bem onde estavam se metendo. Reações istericas nada resolvem. Acidentes e erros de cálculos acontecem e as responsabilidades devem ser apuradas, apesar da dificuldade no casos. COmprovada negligência, imperícia ou imprudência que culpados sejam responsabilizados.

  58. Um importante assunto ficou evidente: a tecnologia das baterias.
    Desde a Primeira guerra mundial que os submarinos usam baterias tipo chumbo ácido. Mesmo os de propulsão nuclear possuem grandes reservas de energia na forma de baterias. As baterias de chumbo ácido tem menor densidade de energia, mas são mais baratas e tem menos risco de explosão e fogo do que as de litio-ions. Os compartimentos de baterias são sujeitos a presença de gases nocivos, como o hidrogênio e o cloro. Depende do eletrólito do equipamento. O hidrogênio, sendo um elemento monoatômico é dificil de conter, eis que permeia em muitos materiais de maior peso atômico, como no caso da borracha. Fica, assim, dificil de vedar e evitar acidebtes.
    Outro risco dos bancos de baterias é o arranjo em série e paraçlelo dos elementos. Tal necessidade construtiva se dá por não ser viável uma grande e unica bateria. Quando em montagens deste tipo as batarias que não estiverem em boas condições técnicas “pucham” carga extra das demais, podendo causar danos e acidentes.

  59. Esconderam a explosão e deixaram todos virem ajudar. Deslocaram-se meios capazes de todos os lugares.

    Fanfarronice. Como eu já expliquei antes, “generais de 10 estrelas com o c* na mão”. Espero que alguem pague pelo fato.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here