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‘Submarino não tem caixa-preta, a caixa-preta é o submarino’ diz juíza argentina

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A frase é da juíza federal Marta Yánez, da cidade argentina de Caleta Olivia, que investiga o desaparecimento do submarino ARA San Juan.

A juíza foi ouvida pela agência Télam nesta quinta-feira, 23 de novembro, após a coletiva de imprensa em que o porta-voz da Armada Argentina, Enrique Balbi, informou que no último dia 15 foi detectado na região do último contato do submarino “um evento anômalo, singular, curto, violento e não nuclear consistente com uma explosão”.

Yánez afirmou que seu objetivo é “investigar as causas que motivaram a explosão”, completando que “se trata de uma causa inédita na Armada Argentina.”

A frase da juíza, que remete às caixas-pretas de aeronaves mas também a uma imagem de segredos guardados, pode levar a mais de uma leitura, e o Poder Naval adianta algumas delas: por um lado, submarinos são armas de guerra concebidas para serem discretas, e ao longo da história foram (e continuam sendo) utilizadas em muitas missões cobertas de segredos e segurança de informações, ainda que isso faça parte da rotina dessas embarcações e seus tripulantes. Por outro, uma investigação poderá esbarrar em dados sigilosos tanto das condições operacionais da Armada Argentina, em tempos de recursos escassos para manutenção de seus meios, quanto das missões executadas por esses submarinos.

Muitas respostas para as invariáveis perguntas de uma investigação podem estar a centenas de metros de profundidade. Mas nem todas. Independentemente da comoção pela possível morte dos tripulantes num evento que, conforme divulgado agora, envolveu uma explosão, ou da esperança de ainda encontrá-los com vida, o fato é que respostas dependerão da abertura dessa “caixa preta” de informações. A frase da juíza pode dar o tom das notícias dos próximos dias, semanas e meses das investigações sobre o ARA San Juan, estejam as repostas dessa “caixa preta” no fundo do mar ou no fundo de gavetas dos gabinetes.

FOTOS: ARA (Gaceta Marinera)

143 COMMENTS

  1. Nao conheço sua competência jurídica mas como frasista já disse a que veio.

    Sem embargo das leituras dadas pelo PN, tenho para mim que sua excelência quis dizer que a verdade íntegra mergulhou com o ARA San Juan, e o que poderá ser recolhido, caso venha à superfície e não for disperso pelo mar revolto das teorias, são fragmentos da verdade após a explosão, incapazes de formar um conjunto harmonioso e definitivo dos fatos…

  2. Ozawa, resquícios são sempre a matéria-prima para investigações. A verdade quase nunca está “íntegra”.
    Seja na justiça, seja na história, lidamos com resquícios para tentar investigar o passado, embora com objetivos bem diferentes.

  3. Disse tudo.

    Pra mim, na minha opinião, a grande lição dessa tragédia é que não se deve enfrentar mares “sea state 8” em submarinos convencionais. O ARA San Juan poderia muito bem haver feito uma parada em Comodoro Rivadavia e esperar a tempestade passar.

  4. Sim, Nunão, é correto seu raciocínio. O que disse é que os fragmentos possíveis de serem recolhidos nunca trarão o contorno correto da verdade. E isso tem uma dimensão para a História e outra para o Direito…

  5. De fato, Ozawa, dimensões diferentes e, muitas vezes, antagônicas (explicar fatos e decisões X procurar culpados).
    Mas os fragmentos não estarão apenas no fundo do mar, como procurei indicar no texto. No fundo de algumas gavetas de gabinetes, e de decisões do passado, podem estar outros indícios e resquícios para cruzar informações.

  6. Acompanho assuntos militares desde os 12 anos, desde as revistas Commando, Poder Aéreo, T&D, e não posto nada na trilogia pois não me considero um Expert em assuntos militares, sou um leigo que gosta dos assuntos de defesa, sargento de Policia Militar e não tenho autoridade para falar do assunto, mas uma coisa humildemente podemos tirar de lição de toda essa tragédia. Que em tempos de paz ou na guerra, devemos levar a sério a manutenção dos meios de persuasão, sejam aeronaves, navios ou blindados. Todos partem para uma viagem não sabendo se tem volta, mas treino x maquina operacional é a combinação que os trazem de volta para suas famílias.

  7. Desculpem o comentário com tom político, mas esse trágico acidente é o resultado de anos de governo de esquerda na Argentina e do ódio que eles nutrem pelos militares. O Almirantado, apesar das trapalhadas, não é o único culpado. A MB, sucateada, que abra o olho! “Eu sou você, amanhã “. Recebi um vídeo via Zap de um oficial da reserva da ARA sentando o cacete!

  8. Rinaldo Nery 23 de novembro de 2017 at 19:18
    “Desculpem o comentário com tom político, mas esse trágico acidente é o resultado de anos de governo de esquerda na Argentina e do ódio que eles nutrem pelos militares”.

    Apesar de ver sua frase como um óbvio exagero fora da realidade, me permito, também me desculpando por fazer um comentário politico, pegar um gancho na sua afirmação para filosofar que se os governos de esquerda da Argentina tivessem assassinado e desaparecido com 20 mil militares durante seu período de mando no país, os militares também teriam ódio deles.

    Já, considerar Alfonsin,. Carlos Menen e Mauricio Macri de esquerda, faça-me o favor.

  9. Essses senhores frequentaram os mesmos bancos e treinaram na mesma instituicao que em 82 com um unico IKL209 1200 emfrentou a frota.de.desembarque Inglesa e, alem de sobreviver a semanas de exposicao atacou duas vezes unidades importantes do Inimigo, inclusove um contato submerso com ruido de turbina que dispensa apresentacao, ainda que tenham falhado os torpedor o poderoso inimigo teve que bater em retirada contra auqeles torpedos saidos do nada! O contra ataque veio com navios e helicopteros, torpeddos, mas o IKL e seus tripukantes sobreviveram para.treinar a proxima geracao.de submarinistas! Muito respeito a todos.eles e seus suditos! Ainda existem herois ao sul do Equador!

  10. Pergunta que não quer calar: por quê a Armada Argentina, sabendo da situação desde o dia 15/11, escondeu o fato? Quer resgatar algo que deveria estar lá no submarino? Muito estranho essa atitude……

  11. Boa noite a todos.Hoje,essa noite,tenho certeza que todos nos que gostamos da Marinha,estamos tristes,especialmente quem como eu e submarinista.Provavelmente um acumulo de hidrogenio causou uma explosao,ja que anteriormente tinha sido reportado problemas nas baterias/eletricos,deve ter sido uma coisa repentina ,que nao deve ter dado tempo de uma superficie em emergencia.Alguem sabe dizer se essa classe TR 1700,e compartimentada,ou e como a classe TUPI ,compartimento e unico,o que e em minha visao muito perigoso.Bem descupem o desabafo.Obrigado.

  12. João Bosco 23 de novembro de 2017 at 19:50

    Eu acho que a Armada não escondeu nada, ela simplesmente não sabia ao certo se havia tido uma explosão, algo confirmado apenas hj, pelos austriacos. As FFAA não são a imprensa que precisam de uma manchete a cada dia pra vender jornal ou ter clicks nos portais, precisam ter responsabilidade no que falam, não fazem elucubrações sensacionalistas. Ao contrário do que muitos tem dito, tenho visto a Armada levando muito bem toda essa situação trágica, dentro do possível.

  13. Estou impressionado como o patriotismo argentino foi destroçado com estes anos de governos peronistas. Não há o menor respeito com o governo e os militares. O país está completamente esfacelado.

  14. Acidentes acontecem. Aconteceram com submarinos russos. Aconteceram com submarinos americanos. Quais as causas? Podem ser, e geralmente são, múltiplas. Somente investigações minuciosas podem estabelecer hipóteses plausíveis sobre o que de fato ocorreu em cada caso.
    Por uma questão de evolução e seleção natural, o cérebro humano tende a reconhecer padrões e a estabelecer correlações entre quaisquer eventos. Por exemplo, evento 1: a Argentina passa por um período prolongado de penúria em suas forças armadas; evento 2: um submarino argentino sofre um acidente. Portanto, salta à nossa mente a possibilidade de que haja uma relação de causa e efeito entre esses dois fatos. Entretanto, pode ser que o que aconteceu não tenha absolutamente nada a ver com isso. Então, em respeito a esses bravos que perderam suas vidas cumprindo seu dever, recomendo prudência nos comentários até que as investigações produzam informações mais confiáveis.

  15. Concordo com o
    Luiz Fernando Pereira 23 de novembro de 2017 at 19:07

    Todo o poderio bélico de uma armada seja ela por ar, mar ou terra, exige milhões em recursos, e não é pouca coisa. Só que para ter todo esse material na ativa, juntamente com milhares de soldados treinados e de prontidão, necessita de um País que tenha uma estrutura econômica equilibrada de orçamento anual, tanto para manutenção, reparo, atualização, e investimentos em novos armamentos dessas 3 forças, afinal as forças armadas são a “indústria da guerra” de um País, querem um exemplo disso ? Estados Unidos e na últimas décadas da Coreia do Norte. Mas vamos olhar para o nosso quintal. Olha a situação do nosso Porta Aviões São Paulo que foi aposentado. Compraram por uma fortuna um navio defasado, estragado, com centenas de defeitos, e que agora irá para corte. Resumindo o país que não tem um bom orçamento definido para sua armada, que não se aventure em mantê-la defasada, e com sucatas ambulantes, pois certamente quem irá operá-las certamente correrão risco de vida, a exemplo do que acaba de ocorrer com o Submarino San Juan, pois pelos comentário aqui postados, já era considerado defasado. Vamos fazer um contra ponto, olhem a situação do Japão depois da 2ª guerra ! Agora depois de 75 anos (e devido as ameaças da Coreia do Norte) começaram planejar para recompor sua armada.

  16. A MB já passou por vários sufocos. O São Paulo teve dois incêndios e 4 marinheiros pereceram. Aviões colidindo em voo. O Mattoso Maia teve um incêndio se não me engano. Afundamento do Tonelero. Mas vamos concordar que a FAB não fica atrás. O KC 137 no Haiti, Bandeirante vousando em pane seca. Canopy saltando em voo. O Exército também tem suas mazelas. Nossa diferença para as FFAA Argentinas são poucas. Com o agravante de sermos maiores. Mas padecemos das mesmas mazelas. Que sirva de recado para todos.

  17. Caro Cel. Nery. Fazendo um paralelo com acidentes aéreos, é um risco fazer afirmações antes das investigações. Talvez, dado o panorama sigiloso das operações de um submarino e da dificuldade em localizar e resgatar o submarino, nunca saberemos o que aconteceu. Mas marinhas mais aparelhadas que a ARA e a MB tiveram acidentes com submarinos, independentemente da ideologia de seus governos. O próprio blog tem um post recente sobre acidentes com submarinos franceses. Encontrei referência a 36 acidentes com submarinos desde 2000 de diversas marinhas, como Russia,EUA, China, Inglaterra, Austrália, Canadá… contei quase 2 centenas de marinheiros mortos.

  18. “João Bosco em 23 de novembro de 2017 at 19:50
    Pergunta que não quer calar: por quê a Armada Argentina, sabendo da situação desde o dia 15/11, escondeu o fato? Quer resgatar algo que deveria estar lá no submarino? Muito estranho essa atitude……”
    .
    João Bosco, não vi em nenhum lugar notícia de que a ARA saberia disso desde o dia 15, e sim que recebeu por volta de ontem essa informação.

  19. Roger 23 de novembro de 2017 at 20:02

    O Japão tem uma série de limitações militares impostas pelos americanos desde 1945 que vigoram até hj, eles não se modernizaram não é porque não querem. Tem até uma constituição não-militarista que lhes foi empurrada pela goela.

  20. “Olha a situação do nosso Porta Aviões São Paulo que foi aposentado. Compraram por uma fortuna um navio defasado, estragado, com centenas de defeitos”
    .
    Roger, tem certeza de que o São Paulo foi comprado por uma “fortuna”???

  21. Em homenagem aos submarinistas que perderam suas vidas além do chamado do dever. Não os esqueceremos. Meus pesames aos familiares, amigos, e companheiros.

    On Eternal Patrol
    Sailor, Rest your oar…

  22. Alex 23 de novembro de 2017 at 20:10

    Alex isso que você citou aconteceu até o fim de setembro de 2017, mas depois do 1º Ministro Shinzo Abe se reeleger no Japão, ele defenderá volta de Exército convencional, conforme a nota divulgada por seu gabinete após sua eleição (abaixo)
    O artigo 9 da Constituição proíbe ao Japão manter um Exército convencional e só lhe permite ter forças de autodefesa cuja missão principal seja responder em caso de ataque ao arquipélago. Mas o Governo de Abe já conseguiu a aprovação de uma reinterpretação da Carta Magna que dá a essas forças o poder de agir em ajuda de um aliado que corra perigo. E a ameaça norte-coreana, considera ele, deixa claro que o Japão necessita de um Exército próprio que lhe permita lidar com esse perigo.
    As coisas no Japão caminham para uma guinada em relação as suas forças armadas.

  23. Camargoer, já li matéria de militares da ARA afirmando que o San Juan foi “somente pintado por fora”. Acredito na matéria. Eles, e nós, estamos sucateados. Eles, notadamente, devido ao Kirschnerismo.
    Não queiram defender os Montoneros.

  24. A perda do ARA SJ é a rebordosa das trapalhadas do regime civil, por sua vez rebordosa das trapalhadas da diradura militar (sim, a Argentina teve uma ditadura).
    Espero que tal tragédia tenha o condão de fazer cair a ficha da sociedade argentina, para que tamanha perda não seja em vão.

  25. Roger 23 de novembro de 2017 at 20:21
    “Alex isso que você citou aconteceu até o fim de setembro de 2017”

    Sim, mas se isso aconteceu por mais de 70 anos até dois meses atrás, não tem cabimento vc cobrar nada ao Japão no tema militar como investimentos nisso ou naquilo, colocando o país como exemplo na sua msg. São o que puderam ser.

  26. “Vamos fazer um contra ponto, olhem a situação do Japão depois da 2ª guerra ! Agora depois de 75 anos (e devido as ameaças da Coreia do Norte) começaram planejar para recompor sua armada.”
    .
    Agora?
    Audax, dá uma pesquisada no tamanho e equipamentos da Marinha Japonesa (Força Aérea também) desde várias décadas atrás.
    É coisa pra vários filmes de Godzilla pra destruir tudo.

    Só pra ajudar, algumas matérias de anos atrás sobre a frota japonesa e um infografico de quase dez anos atrás (e isso não se constrói do dia pra noite):

    http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/jmsdfxrokn.jpg

    http://www.naval.com.br/blog/2013/11/21/ministerio-da-defesa-do-japao-pretende-incorporar-mais-10-destroieres/

    http://www.naval.com.br/blog/2012/10/15/forca-maritima-de-auto-defesa-do-japao-apresenta-navios-de-guerra-em-meio-a-disputas-com-a-china/

    http://www.naval.com.br/blog/2010/10/25/japao-vai-aumentar-o-numero-de-submarinos-de-16-para-22/

    http://www.naval.com.br/blog/2015/08/27/japao-lanca-ao-mar-o-porta-helicopteros-kaga-em-homenagem-a-porta-avioes-da-segunda-guerra-mundial/

  27. um comentário altamente off:
    Não sabia do descomissionamento do São Paulo. Penso se a compra do A-12 não foi o maior mico (por assim dizer) de uma armada nacional.

  28. Nao adianta procurarmos culpados, precisamos procurar as causas e nao permitir que ocorra novamente. Soa um pouco sem sentimento, mas a verdade é que nós temos bastante tempo para dizer o que podia ou nao ter sido feito, mas quem estava no sub talvez teve 10 segundos ou menos para tomar uma atitude, e mesmo sendo a correta poderia nao ter tido tempo para executa-la. E mesmo a executando, nao há garantias de que tudo ira dar certo. Ao meu ver o que a juiza quiz dizer é que se nao recuperarem nao terá como dizer o que de fato ocorreu, ficaremos pelas meias verdades. Sinto profundamente pelas familias que ficam na esperança de uma resposta positiva.

  29. Agora imaginem com nosso subnuc drenando as verbas da marinha….
    Dá tempo de cancelar nosso futuro desastre.
    Só não ve quem não quer que nosso programa de submarino nuclear foi feito desde o início como desculpa pra meter a mão nos cofres.
    O almirante ladrão é a prova viva.

    Cancelem em quanto é tempo e o prejuízo é pouco!!

  30. Ler que a as forças de autodefesa do Japão não se modernizaram… rapaz. Eles têm destroieres com sistema Aegis, m “porta helicopteros”, submarino Soryu entre os melhores do Mundo, o único míssil AR AR com aesa operacional. Se os japoneses não se modernizaram então nos estamos nos tempos do arco e flecha.

  31. Desculpe, Audax, foi o Roger. Seu comentário estava junto ao dele e me confundiu.

    Acho que já é a segunda vez que acontece isso rsrsrs

  32. Sem problemas Nunão, mesmo por que a Forças de Auto Defesa do Japão são exemplo de modernidade e suas funções estão para serem modificadas pelo atual governo. Sds

  33. Jacinto 23 de novembro de 2017 at 20:34
    Acho q mesmo com as limitações que lhe foram impostas, os japoneses tem FFAA bem mais poderosas que as nossas. Acho q o Roger estava “querendo mais” (com todo o dinheiro e tecnologia que os japoneses tem) , mas mais eles não podem. Ou não podiam. Não faz sentido a cobrança.

  34. O pessoal que acha que a Marinha Argentina sabia da explosão desde o dia 15/11 não acompanhou todas as matérias anteriores postadas aqui no blog. Falam as mesmas coisas que outros falaram nas matérias anteriores e já devidamente esclarecidas por muitos, tornando-se até repetitivo isso.

    Esquecem que uma análise acurada de um acontecimento em que envolve vidas humanas, e tudo o mais que a matéria acima cuidadosamente citou faz parte do estudo onde se chegou finalmente após uma semana a um, infelizmente, desfecho triste e aterrador para a tripulação, seus entes queridos, a instituição Marinha Argentina e todo o país.

    Só falta agora vir novamente aqueles repetir as mesmas coisas absurdas como explosão nuclear, ataque dos ingleses e outros devaneios…

  35. Duas lições que ficam: navios de resgate dedicados estão obsoletos, e o futuro é usar sistemas modulares de resgate que podem ser levados por via aérea. A segunda lição é que os submarinos precisam de mais sistemas de alerta e localização para casos de acidentes. Inclusive sistemas que sejam acionados automaticamente em caso de acidente sem sobreviventes.

  36. Fernando “Nunão” De Martini 23 de novembro de 2017 at 20:14

    Fernando não tenho nenhum tipo de experiência com os custos faraônicos de armamentos (sejam eles quais forem), pois tudo o que leio sobre valores de qualquer coisa relacionado a armamento, eu acho que é um dinheiro pago somente para demonstrar seu poderio bélico ao outros países para intimida-los, e não somente pelo custo de desenvolvimento e construção destes armamentos, mas pelo que li a Marinha pagou 12 milhões de dólares pelo FS Foch. Não sei sua opinião, mas acredito que a Marinha do Brasil na época poderia ter usado esse valor para fazer encomenda em algum estaleiro internacional, de um “novo porta aviões”, para substituir o Minas Gerais. Afinal o São Paulo ficou anos docado. Já que era para esperar e não poder usar, usassem os 12 milhões para encomendar e esperar por um “novo”.

  37. Rui chapéu 23 de novembro de 2017 at 20:33

    Sou totalmente favorável ao submarino nuclear, acho q devíamos ter mais de um, e ignorar aquela parte da Constituição que nos proíbe de produzir bombas nucleares ou coisa que o valha. Trump pode falar o que quiser, mas eles NÃO vão invadir a Coreia do Norte e não é por nenhum amor ao gordinho, é porque na visão americana a Coreia do Norte inteira não vale Seul. Ou Tóquio. Ou o Havaí. E estão certos.

    Temos que desencavar o buraco tapado pelo Collor, desde que a economia volte a crescer.

  38. “li a Marinha pagou 12 milhões de dólares pelo FS Foch. Não sei sua opinião, mas acredito que a Marinha do Brasil na época poderia ter usado esse valor para fazer encomenda em algum estaleiro internacional, de um “novo porta aviões”, para substituir o Minas Gerais. Afinal o São Paulo ficou anos docado. Já que era para esperar e não poder usar, usassem os 12 milhões para encomendar e esperar por um “novo”.”
    .
    Roger, 12 milhões de dólares não pagam nem projeto preliminar. Um porta-aviões novo custa na casa dos bilhões de dólares. 12 milhões pagam mais ou menos um navio-patrulha de 500 toneladas.

    Tem um monte de matérias no site falando de navios encomendados por aí e seus preços. Use o campo busca, no canto superior direito, pra pesquisar

  39. Roger 23 de novembro de 2017 at 20:44
    Sou leigo no assunto mas acho que com 12 milhões de dólares vc não fabrica nem as hélices de um porta-aviões novo rs

  40. Caro Cel.Nery. Não duvido que a ARA tenha muitos problemas e que seu orçamento é inferior à necessidade. Contudo, a prudência nos recomenda cuidado. O fato de ocorrerem dezenas de acidentes com marinhas melhor preparadas dos que ARA mostra que a operação de submarinos é uma atividade de grande risco. Por outro lado, existem muitas marinhas com orçamentos menores do que a ARA que operam submarinos e não tiveram acidentes. O certo agora é esperar o resgate, as investigações e por fim as conclusões. Só então será possível conhecer as causas. Isso não tem nada a ver com o regime político ou com questões ideológicas. Apesar de ser civil, minha consternação é maior do que orientação política neste momento.

  41. Audax 23 de novembro de 2017 at 20:49
    12 milhões para um PA novo? Nossa. Da para montar a cozinha.
    => Exato. Até o projeto, só o projeto de um NAe custa muito, mas mais que isso.

    O dia que alguns descobrirem que o Estado brasileiro já investiu perto de R$ 5 bi no projeto e desenvolvimento do KC-390 e mais de R$ 7 bi na encomenda de 28 destes jatos para a FAB…

    http://www.aereo.jor.br/2017/09/01/embraer-kc-390-um-aviao-que-carrega-o-desafio-de-conquistar-muitas-bandeiras/

  42. Sobre o orçamento militar argentino, já mostrei em outros momentos que a Argentina tem gastos equivalentes ao do Chile, em média 5 bilhões de dólares por ano. Portanto, não é correto dizer que o problema da ARA seja simplesmente falta de recursos. Comparativamente, o Brasil gasta cerca de 23 bilhões de dólares por ano em nossos forças (aliás, o orçamento militar brasileiro está entre os 15 maiores do mundo).

  43. Rinaldo,por favor né,com todos os problemas que a MB tem,eles nao chegam nem perto da situacao da ARA,a MB fui e segue sendo a marinha de guerra mais avançada e poderosoa de todo o hemisferio sul do globo,ou vc conhece algum outro pais nessa regiao que constroi subs nucleares do 0 ? E fazam um favor de parar com esse espirito de vira lata,onde que a MB esta sulcateada ? E o Bahia, os NPAO classe amazonas,a corveta barroso,os novos clanfs,o helic. H225 etc…. Pra vc as fragatas classe niteroi sao sulcatas ? Pq ate onde eu sei elas sao da mesma época que a classe arlem burkque (nao sei se é assim que escreve) dos eua,ou do crusador pesado nuclear piter velick russo. Equipamentos militares,em especial navios de guerra nao envelhecem assim nao,eles costumam ficar decadas em opercacao,nao é que nem o carro que vc compra ali na esquina. Isso se da pq em equipamentos militares,alem de se aplicar a melhor tecnologia disponivel da epoca,nao existe a obsolecencia programada presente nos produtos industriais para consumo do mercado civil.
    Desculpem o desabafo mas precisava tirar isso do peito,detesto pessoas com espirito de vira lata

  44. camargoer 23 de novembro de 2017 at 21:05
    Não quer dizer muita coisa, metade disso é pra pagar salários e pensões e quase todo o resto pra manutenção de equipamento sobra o que pra investir?

  45. Não subestimem a importância dada à situação pela Armada só porque os meios de comunicação não foram informados. Tanto que vários países se mobilizaram nesta empreitada. O fato de não se passar notícias aos veículos de comunicação e familiares é absolutamente natural por se tratar de imprevisível desfecho, a despeito de se contar naturalmente com um resultado esperado nada satisfatório. Vamos ser racionais. Ninguém agiu com má fé senhores. A situação é delicada e assim foi tratada pelos militares senhores!!!!

  46. Sim, 70% dos recursos para a MB vão para pagamento de ativos e inativos. Não sei o valor das outras forças, mas não deve diferenciar muito disso.

  47. Alex,sobra o suficiente pra investir em novos NPAOs,novos caças,um novo aviao de transorte,um novo VBTP ,em sistemas de misseis multiplos de longo alcance,em um novo fusil para as 3 forcas,em um novo reaparelha,emto dos equipamentos de infantaria,em novos sistemas blindados antiaereos,na compra e modernizacao de MBT em parceria com a alemanha,no desenvolvimento de divercos tipos de misseisatitanque e anti aereos alem de mar-ar,ar-ar,mar-terra etc… quer que eu continue ou a sindrome do vira lata ja foi espantada ?

  48. Fernando “Nunão” De Martini 23 de novembro de 2017 at 20:58
    Audax 23 de novembro de 2017 at 20:49
    Alex 23 de novembro de 2017 at 20:58

    Diante do comentário com muita propriedade e conhecimento dos leitores acima, eu começo a entender o porque do atraso na construção do nosso submarino nuclear.
    Vivendo e “aprendendo”

  49. Dodo 23 de novembro de 2017 at 21:17
    Amigo, se tem alguém neste grupo (onde ao que parece nacionalismo é sinal de esquerdismo rs) que NÃO TEM síndrome de viralata você está falando com ele. E sim, continue, tínhamos que ter grana pra muito mais investimento que isso aí.

  50. Existe um divórcio na sociedade argentina entre a sociedade e os seus militares. Este divórcio se deu devido a brutalidade extrema no período militar e pela incompetência estelar na guerra das “Islas Malvinas”…
    Todos os governos a partir da democratização relegaram as Forças Armadas Argentinas para o último plano. Todos eles! Simplesmente não havia espaço político para defender os custos das Armas Nacionais no Orçamento Federal Argentino.
    São capazes de entender isso? Ainda não?
    Então vamos lá…
    O Almirante Emílio Massera, membro da junta militar, mandou prender e fez “desaparecer” donos de obras de arte que ambicionava, as quais “adquiria” por preços módicos da família da vítima. Carregava tais obras em caminhões da Armada.
    Entenderam, agora?

    Daí, me aparece um comentarista que sabe pouco além do que sua ideológica lhe diz para dizer-me isso: “(..) esse trágico acidente é o resultado de anos de governo de esquerda na Argentina e do ódio que eles nutrem pelos militares”.

    Como já dito por outro comentarista, Alfonsín, Menem, De La Rua e o atual presidente, Macri, não comungam com a esquerda ideológica. E aí?

    Eu gostaria de entender a mente de alguns, que de maneira oportunista fazem ataques ideológicos em momentos que não pedem uma disputa política. Estou, como muito de vocês acompanhando os programas televisivos argentinos e alguns deles são oportunistas neste sentido. Um apresentador fez carga ideológica contra Cristina K, culpando-a do acidente e não contente esbravejou contra um documentário feito sobre a revitalização de meia-via do ARA San Juan. O que ele queria dizer…
    Que os engenheiros responsáveis aceitaram realizar um trabalho abaixo dos parâmetros aceitáveis?
    Que os técnicos e engenheiros eram capazes de maneira consciente em colocar em risco a integridade física dos tripulantes?
    Que estes profissionais não possuíam e não possuem respeito algum pela Armada Argentina, pela pátria e pelos marinheiros submarinistas?

    Aliás, por falar em respeito, onde está ele? Em que lugar se guarda o respeito neste momento de dor extrema para 44 famílias para se fazer um ataque político/ideológico que endereçado contra uma banda política atingiu todos os profissionais e seus familiares do Estaleiro Tandanor.
    Alguém saberia me dizer onde?

    Acredito que o sacrifício destes 44 militares talvez sirvam como fator iniciador da conciliação entre a sociedade argentina e os seus militares. Isto, se os chucros permitirem.

  51. Rinaldo,
    Acho difícil de acreditar nessa história de que a revisão geral foi “nova pintura do casco”. Hoje mesmo um oficial da MB, falando em nome do AMRJ, descreveu a troca das baterias, a revisão dos geradores diesel e tal. Mas ainda que tenha sido apenas uma pintura, a irresponsabilidade de utilizar um meio que não oferece segurança, especialmente um sub, é da ARA, tão somente. Além disso, se realmente todo o problema começou pela ingestão de água pelo snorkel, acho que não faria muita diferença o sub estar 100% em dia.

  52. Eu acredito, sinceramente, que esse submarino foi sacrificado junto com sua tripulação devido ao caso do promotor morto pelo governo Kirchner! Estão descobrindo coisas escabrosas sobre o falso suicídio. Uma cortina de fumaça…

  53. Fila, a expressão “somente pintura” pode ter sido uma exagero quando ele quis dizer que o serviço não foi realizado como deveria ter sido.O que pode ser verdadeiro pela falta de recursos.
    Dodo, não sei o que você faz da vida, mas, como oficial da FAB, e com amigos na MB, sei bem as condições da nossa Armada. Alguns meios vão para o mar sem munição. Posso ter tudo, menos complexo de vira latas. Espero que nossos submarinos estejam em boas condições. Um afundou no cais.
    Cesar, a morte dos 44 tripulantes não minimiza a falta de cuidado dos últimos governos argentinos com as suas FFAA, goste você ou não. Não tem nada a ver com “insensibilidade”. Morre muita gente em todas as FFAA do mundo. Na minha turma vi muita gente morrer em 30 anos. Se você é civil deve ser mais “sensível “.

  54. Meu Deus do céu, o camarada chama um coronel de espirito de vira latas. Da voz de prisão pra ele Coronel kkkkkkkk, a galerinha tem que tomar cuidado com quem dirige a palavra, cheio de cobra criada e vai querer crescer, a maioria das vezes eu fico na duvida em dar risada ou se sinto vergonha alheia. Igual o outro que tomou uma do Nunão e perdeu até o rumo na outra postagem.

  55. Respeito as opiniões contrárias, mas, concordo 100% com o Cel. Nery.

    Na prática, amigos, a teoria é ooooooouuuutra! Os fatos estão ai para quem quiser ver, e pensar, gritando por si, e contra eles não há argumentos.

    Com relação à MB, na minha humilde opinião, precisa-se descentralizar os meios do Rio, para formar, NO MÍNIMO DUAS ESQUADRAS, e cada uma delas com uma equipe de resgate de submarinos, e pelo uma equipe aerotransportada com meios de pronta resposta, proporcionalmente parecida para nós, como a da US Navy .

    Submarinos temos que investir neles mesmo, está certa a MB com o PROSUB, se mostraram difíceis de detectar (só se emitirem algum ruído, olhem quantos navios e aviões e até agora nada…e fecharam o causa do fato com a suspeita de uma explosão por causa de um….ruído),;

    Temos que cuidar responsavelmente deles e do resgaste de suas tripulações numa emergência, para os guerreiros trabalharem tranquilos.

    Temos que ter um fundo de investimento para aquisição de meios para as forças armadas, fora do orçamentos do MD, nos moldes do fundo da campanha dos políticos, não é gasto, é investimento, pois com forças armadas adequadas e bem treinadas ao tamanho do Brasil, por tabela, diminui a violência, e ouros tantos flagelos brasileiros, além de também serem acionados quando há alguma desordem ou calamidade em alguma região do país, e sobretudo para nossa DEFESA NACIONAL, o mundo está um barril de pólvora, nas vésperas de uma terceira guerra, e o grenal definitivo pode acontecer a qualquer momento vivente, ou seja, estamos num mato sem cachorro.

    Agora que pelo visto preteou o olho da gateada, e foi o boi com as corda, que o patrão velho do céu receba estes guerreiros hermanos de braços abertos, nos bons mares do Éden, que descansem merecidamente da peleia terrena!

    Paz e bem sempre a todos!

    Sds

  56. Tipico do brasileiro envolver politica e buscar logo alguém para culpar. Como a magistrada argentina disse, submarino não tem caixa preta, portanto deve-se apurar o que aconteceu e prevenir sua repetição. Posteriormente avaliar se alguém deve responder pelo acidente. Já envolvem governos de direita, esquerda, centro e ditadura. Provavelmente houve uma falha elétrica na válvula do snorkel com entrada de água, contato desta com as baterias e o resto da historia já sabem, portanto é razoável culpar alguém? Válvulas solenoides queimam sem maiores danos, incidentes acontecem, infelizmente alguns com vitimas fatais. Tanto nas FFAA de todo o mundo como na industrias, em construções, portanto culpar estas mortes por descaso é o mesmo que culpar os empregadores por analogia. O que ocorreu foi uma soma de fatores que levaram a catástrofe, que se ocorressem de forma isolada, provavelmente não teriam maiores problemas para resolver.
    Há pessoas sensatas neste blog, e outras que em poucas palavras conseguem por abaixo uma imagem que foi construída com muita transmissão de conhecimento por este canal.

  57. Essa idéia de que existe um “divórcio” entre as forças armadas da argentina e a sociedade é um pensamento muito difundido na esquerda da Argentina e usada como um subterfúgio para impedir que as forças armadas de lá tenham um orçamento suficiente para as coisas mais básicas. A verdade, contudo, é mais simples: já faz mais de 30 anos que a Junta foi removida do poder na Argentina e a sociedade argentina simplesmente não dá muita bola para seus militares, assim como a sociedade brasileira também não valoriza as suas forças armadas. Não existe um “divórcio” entre a sociedade argentina e suas forças militares; o que existe é indiferença, uma coisa bem diferente, porque hoje a Argentina estabilizou suas relações internacionais. Não existe mais disputa, nem com o Brasil, nem com o Chile. As forças armadas, neste contexto foram relegadas um segundo plano na sociedade. E porque o populismo que é característico do partido justicialista da Argentina só valoriza aquilo que lhe auxilia na concentração e centralização do poder, as forças armadas da Argentinas foram deixadas em terceiro ou quarto plano. O resultado é que hoje as forças a armadas da Argentina estão absolutamente sucateadas.

  58. Esse submarino tem que ser encontrado e trazido a tona. Os motivos que levaram a essa tragédia tem que ser esclarecidos, e as duvidas elucidadas.

    Minhas condolências aos familiares dos tripulantes do ARA SJ.

    Saudações!

  59. Vi um comentário na TV Argentina e expressa o que eu já vinha pensando.
    Atividade militar é de risco.
    Um piloto fica dando piruetas no céu, com G9.
    Ou pula de paraquedas no meio do inimigo.
    Ou sai num tanque de guerra.
    A atuação das nossas Forças armadas no Haiti, em que pese o profissionalismo, inclusive sem nenhuma denuncia de exploração sexual, diferentemente do que acontece em outras partes, foi um passeio no parque.
    Na África a coisa é diferente pois envolve de tudo.
    Terroristas, islâmicos, guerras tribais e a bagunça institucional naquela região com anos e anos de guerras civis.
    Assim, a ocorrência de fatalidades na nova missão não deve ser surpresa para ninguém.
    As famílias dos mortos estavam um pouco exaltadas dizendo que “mataram” os marinheiros…
    Faz muito tempo que não ouvia falar de um incidente do gênero e me pareceu coisa raríssima.
    Mas de acordo com matérias e comentários recentes aqui, já foi mais comum no passado.
    Outro ponto importante.
    Se o periscópio de um submarino for tão vulnerável a entrada de água, então não deveriam nem navegar durante temporais ou mar agitado.
    Imagino que estão preparados para isso.
    Se não estiverem, trata-se de uma vulnerabilidade importante.
    Outro ponto digno de nota é que as comunicações do submarino se dão por meio de satélite administrado por empresas estrangeiras… Muita vulnerabilidade…
    Quanto aos governos militares da América latina, independente da forma como agiram, tiveram por objetivo enfrentar a ameaça comunista que há cem anos persegue nossa região.
    Na nossa região as viúvas continuam vivas…

  60. Concordo 100% que o submarino tem que ser encontrado e as causas investigadas. E é óbvio que as causas poderão ser várias, e sem ter relação com recursos. Como dizem, o tempo é o senhor da razão. O resultado da investigação dirá.
    É fato que nossas FFAA, e mais a MB, sofrem muito com a falta de recursos. Faltam meios de superfície, e os que possuímos não vão ao mar como deveriam. Difícil o PROSUPER sair do papel.
    Desculpem a polêmica. Não dá pra agradar nem pensar igual a muitos. Mas mantenho minha opinião. Quase não posto aqui porque não sou marinheiro. Meu interesse foi pelos meios aéreos envolvidos.
    Tenho amigos na Fuerza Aerea Argentina e estive mais de 10 vezes em Buenos Aires neste ano. Meus sentimentos aos familiares da tripulação. Bravo Zulu a todos.

  61. Cel. Nery…

    Pare de falar a verdade. Daqui a pouco vão lhe dar a pecha de “direitista” ou de arauto do catostrofismo tupiniquim.

    E sei muito bem qie se o senhor pudesse escrever o que realmente sabe das condições das FFAAs brasileiras sofreria muitas retaliações. Nem preciso enumerar as causas e os responsáveis…
    Mesmo neste âmbiente há quem ainda prefira acreditar em fadas e gnomos.

    Seo bem como é….

    Sds.

  62. A Argentina não tem recursos pra investigar o sinistro e duvido que a solidariedade na emergência se prolongue numa investigação cara e demorada. Fim de papo.

  63. Dodo 23 de novembro de 2017 at 21:08
    Rinaldo,por favor né,com todos os problemas que a MB tem,eles nao chegam nem perto da situacao da ARA,a MB fui e segue sendo a marinha de guerra mais avançada e poderosoa de todo o hemisferio sul do globo,ou vc conhece algum outro pais nessa regiao que constroi subs nucleares do 0 ? E fazam um favor de parar com esse espirito de vira lata,onde que a MB esta sulcateada ? E o Bahia, os NPAO classe amazonas,a corveta barroso,os novos clanfs,o helic. H225 etc…. Pra vc as fragatas classe niteroi sao sulcatas ? Pq ate onde eu sei elas sao da mesma época que a classe arlem burkque (nao sei se é assim que escreve) dos eua,ou do crusador pesado nuclear piter velick russo. Equipamentos militares,em especial navios de guerra nao envelhecem assim nao,eles costumam ficar decadas em opercacao,nao é que nem o carro que vc compra ali na esquina. Isso se da pq em equipamentos militares,alem de se aplicar a melhor tecnologia disponivel da epoca,nao existe a obsolecencia programada presente nos produtos industriais para consumo do mercado civil.
    Desculpem o desabafo mas precisava tirar isso do peito,detesto pessoas com espirito de vira lata

    – A MB é a mais poderosa marinha so hemisfério sul do globo??? Xi, avisem a Marinha australiana….

    – Sim, a MB está sucateada! O Bahia é um bom navio, mas é filho único. A Barroso, tb é filha única….e levou só 14 anos para ser construída…

    – As FCN possuem em torno de 40 anos de operação. Sofream um Programa de modernização uns 10 anos atrás, mas precisam passar por outro logo, pois já estão entrando em obsolescência. Fora os custos para manutenção e aquisição de sobressalentes cada vez mais escassos e caros. Os Arleigh Burke são outro tipo de navio, com características de projeto e operacionais muito diferentes. Não há comparação.

    – Quanto à obsolescência em meios militares ela é inexorável…..tecnologia nessa área é extremamente mutável e em constante evolução. Países que investem verdadeiramente em suas defesas, mantém seu meios praticamente em constante evolução/modernização. No caso brasileiro, os meios são adquiridos, usados até não pode mais e aí, se consegue-se verbas, são modernizados dentro daquilo que a grana puder pagar. Depois, voltam a operar até o osso, aguardando substituição ou grana para uma nova modernização.

    Acompanho assuntos militares há 30 anos. Nesse per, a MB fez varios projetos de modernização e aquisição de meios e NENHUM deles foi levado a cabo em sua totalidade. Um exemplo: As Inhaúma tinham previstas a cobtrução de doze unidades. Depois de muito esforço conseguiu-se construir quatro. Há muitos outros exemplos. Isso é vira-latismo? Não, é analisar as coisas de uma maneira isenta. Você olhar a realidade e criticar, querendo com isso uma melhora da situação, é o óbvio e o correto. Achar que está bom, da maneira que está, é ufanismo.

  64. Srs. Eu ja tinha dito lá atras, ” ja sei o desfecho”.
    Cel. Nery é isso ai mesmo tanto lá como cá simples assim.
    Pena que daqui uma semana no máximo os tantos e tantos “comentários” ira esquecer do tema militar Principalmente do seu pais e a vida que segue.
    E aos nossos marinheiros Que Deus guarde o seu regresso.

  65. Neste exato momento, no canal argentino TN – Todo Noticias, o Analista Político Rosendo Fraga discorre sobre a demonização por parte da sociedade argentina em relação aos seus militares devido ao período ditatorial…
    Pois é, sei pouco…

    Serei direto: não aceito que apontem de maneira irresponsável para a revitalização de meia-vida do ARA San Juan, pois isto é agredir a honra de todos os Engenheiros e Técnicos envolvidos no processo. Talvez seja a falha de um, ou mais componentes, advindo, ou não de uma falha de montagem o responsável pela tragédia, mas isto não dá o direito de se jogar um véu absurdo de suspeita em cima de profissionais que convocados para retornaram ao Tandanor o fizeram com profissionalismo, amor e denodo à Armada Argentina e ao país.

  66. Rapaz, é cada uma, “complexo de vira latas”. Nossas FAAs cortaram o expediente para economizar energia, em algumas unidades os recrutas são dispensados antes do meio dia pois não há verba para o almoço. Governos populistas gostam de gastar o dinheiro dos outros, a hora que acaba aí vemos o resultado como o que está acontecendo com o país. Inacreditável que um dos maiores responsáveis pela derrocada da nação, esteja liderando as pesquisas eleitorais, mais surreal é ver um apresentador de TV despontar como candidato. O problema do Brasil, são os brasileiros, todos nós. Neste caso da ARA, só lamento e sinto pelas vidas perdidas pela incompetência e corrupção mas, infelizmente, são as consequencias das escolhas da população.

  67. Até então prevalecia a silhueta metálica do San Juan e a tragédia tinha um contorno mais militar, mas agora se destacam os rostos de Pedro, Alberto, Eliana, Sérgio, Fernando, Hernan, Federico, Mario, Luis, Jorge, Roberto, Diego…, e a tragédia toma um aspecto mais humano, e com isso surge o implacável tribunal do povo, sob as luzes de uma mídia essencialmente passional, ruidosa e leiga, clamando por culpados, mas que possivelmente, quase certamente, só fará aumentar o número de vítimas…

  68. Demitir a cúpula militar não tem nada a ver.
    São culpados de quê?
    Um submarino desaparecer é uma possibilidade não exatamente culpa de alguém.
    Concordo uns 90% com Neri.
    Quanto à modernização, cortar o casco imagino ser problemático.
    Nunca fica igual. Mas essa possivelmente não foi a causa.
    Pelo menos reportaram problemas com as baterias…
    A não ser que o casco não tenha suportado a uma explosão…
    Os familiares disseram que “mataram” os marinheiros…
    Talvez a sociedade Argentina tenha sido muito contaminada pelo vírus da imprensa.
    Culpar o governo militar por seus problemas.
    Se fosse o governo militar, teriam virado uma Cuba ou Venezuela.
    Venezuela quase viraram mas continuam contaminados com o vírus ideológico…

  69. Uma possível consequência desse incidente seria uma reviravolta nas forças armadas do Brasil e Argentina. 8 ou 80.
    Ou param muitos meios obsoletos.
    Ou vão tentar renovar tudo…
    Ou reduzem o tamanho ou vão aumentar os gastos…

  70. Permita-me comentar sua postagem Nonato, foi no alvo, questão óbvia, Brasil e Argentina só não “venezuelizaram” pois governos de esquerda não gostam de FAAs, a não ser que apóiem sua ideologia. Vide Comissão da ” Verdade”.

  71. “Quanto à modernização, cortar o casco imagino ser problemático.
    Nunca fica igual.”
    .
    Nonato, é o procedimento padrão para várias classes de submarinos modernos. Requer muito conhecimento e técnica, mas é a forma adotada. Bem realizada, a solda permite manter a mesma integridade estrutural. A MB já realizou várias vezes, e no caso de seu submarino há mais tempo em operação (o Tupi, de 1989), duas vezes.

  72. Obrigado, Nunão.
    Como já foi apontada por aqui e na mídia Argentina a possibilidade de o submarino ser “viejo” ou a modernização não ter sido bem feita, inclusive em um vídeo mostram esse serviço e falam da importância da soldagem, destaquei essa possibilidade na qualidade de leigo que “raciocina”.
    Algumas coisas os leigos podem questionar usando essas informações e o bom senso.
    Suas informações fecham, no mínimo em grande parte, essa lacuna – é um procedimento comum, apesar complexo.
    Nos scorpene tentarão facilitar esse trabalho.
    Show de bola.
    Mas ainda há o risco de o serviço não ter ficado 100%, mas não parece ter sido a causa pelas informações disponibilizadas.
    A não ser que de forma secundária.
    Gostei do resumo de um colega acima.
    Provavelmente houve falha na válvula do snorkel. Entrou água nas baterias.
    As baterias entraram em curto. Etc.

  73. Corte,

    robotizado, mistura de gases especiais, visualização full através de cameras especiais, sensores etc etc

    Desconheço toda a técnica, mas posso afirmar:
    Pode ver, NÃO pode ter acesso a certas informações, cortar aços microligados (nóbio etc) e depois reuni-los por soldas não é para qualquer um.

    HY-80 e outros mais evoluídos a blindagem aumenta mais ainda.

    Desconheço jato d’água nesse tipo de corte, 0 Sr Soldador pode falar.
    Cadê o Francês ?

    Solda
    nesse campo tem somente o chefe do Patrão.
    Uma imagem com uma micro-bolha …. bumm …. para na hora !

    Mas lhes garanto, quem constrói Sub’s não são garotos, é coisa de Patrão.
    Os Argies fazem parte desse clube exclusivo.
    Brasil já construiu e atualmente contrói quatro.

    PMG
    Não é para profissionais, É PARA PROFESSORES.
    Nós os temos, os Argies tb.

    Quem tiver interesse, em Português Brazileiro:

    http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0370-44672003000400012

    Aço tem que ser “maleável”, agora imaginem isso num charuto a 300 m de profundidade,

    intempéries subaquáticas etc etc ….

    ___________________________________

    Acabem com o Fla x Flu, avisei ai pra riba ….

    Ou então vamos virar uma Costa Rica, ai zera tudo !

    ___________________________________

    Cel Rinaldo Nery

    Saudades do Juárez Martinez

    Ai sim a batata ia assar.

  74. Cadê o Iväny ?

    Cadê o Oganza ?

    Cadê o Lord Vader ?

    Cadê o Almirante LM ?

    Cadê o Lynx ?

    Cadê o Juárez ?

  75. Sr. Rinaldo Nery, reproduzo a sua intervenção:
    “Cesar, a morte dos 44 tripulantes não minimiza a falta de cuidado dos últimos governos argentinos com as suas FFAA, goste você ou não. Não tem nada a ver com “insensibilidade”. Morre muita gente em todas as FFAA do mundo. Na minha turma vi muita gente morrer em 30 anos. Se você é civil deve ser mais “sensível “.

    Certamente não sabe, não conhece, a ojeriza que o cidadão argentino comum alimentou durante anos pelos militares do seu país, devido a um período ditatorial brutal seguido de um vexame internacional na forma da derrota em uma guerra provocada pelos próprios militares. No Brasil não houve a derrota em uma guerra estúpida, e a repressão se fez sentir basicamente em uma parte da classe média elitizada. Esta foi a sorte das armas brasileiras e o motivo pelo qual não existe questionamento social de monta pelos custos do novo caça sueco de quarta geração, bem como pelo programa de submarinos da Marinha.
    Conhecer a história não é minimizar responsabilidade alguma, mas saber os motivos pelo qual os fatos acontecem.
    No mais não sou sensível, sequer afetuoso…
    😉

  76. O que torna, na minha opinião, os últimos governos Argentinos ainda mais incompetentes (assim como aqui no Brasil), em não terem trabalhado de forma dura para mudarem essa imagem que o povo tem de seus militares, instituições tão importantes na vida de qualquer país. Sim, decerto, foram mortos quantos na Argentina? Uns 40 mil? Lembro-me que alguns anos atrás encontraram documentos que comprovaram que a Força Aérea Argentina tinha um campo de concentração, o que até então achavam que era ‘intriga.’ Mas foi um tempo completamente diferente que já está bem longe dos dias atuais. Boa parte dos militares em posição de comando hoje, ou eram recém formados na época das Falklands, e por isso aguentaram o tranco da incompetência de seus líderes, ou ainda nem haviam vestido a farda.

    Então sim, eu entendo como a Argentina como um todo pode antagonizar os militares pelo que fizeram durante a ditadura. Mas também entendo que isso já deveria ter mudado faz algum tempo, e que os sucessivos governos Argentinos em tempos recentes, não apenas sucatearam mais seus militares, mas toda a economia Argentina apenas por puro populismo para que pudessem se manter no poder.

    Não estou de forma alguma afirmando que as condições econômicas tiveram qualquer influência direta nessa tragédia, mas estou apenas apontando o que eu acredito que seja um fator que contribua para o estado de penúria das FFAA Argentinas nesse momento.

  77. Não sei pq relacionar o corte do casco com.o acidente se já foi confinado uma explosão, parece analfabetismo funcional, le e não entende. Não havia nascidoi durante o governo militar brasileiro nem o argentino para ter conhecimento de causa, mas já ouvi termos como Belíndia, onde parte vivia como na Bélgica e a outra (grande) parte na india. Como eu vivi no lado hindu da sociedade não tenho apreço nenhum por governos de direita, e como graças a deus me instruí, não tenho apreço nenhum por governos de esquerda. Não tenho politico de estimação e acho estupido, infrutífero e irracional relacionar o acidente aos governos.

  78. Por enquanto, ninguém pode garantir que esse acidente tenha algo a ver com falta de dinheiro para manutenção. Mas, é público e notório que os governos argentinos, todos eles, após os governos militares, relegaram o assunto FFAA e seus orçamentos para o último plano. Basta ver a situação atual das 3 Forças argentinas. E orçamentos escassos se refletem na manutenção (ou falta dela). Os orçamentos reduzidos e o descaso dos sucessivos governos foram a causa desse acidente em específico? Ninguém sabe ainda.

  79. Aléx. Já fiz estas contas uma 3 ou 4 vezes aqui no blog. A maior parte do orçamento é para pagar salários e aposentarias, mas o Brasil investe por anos cerca de 6 bilhões de reais por ano.

  80. Olá. O MoD dos EUA gasta com pessoal cerca de 24% do orçamento (139 bilhões do orçamento de 582 bilhões) e cerca de 11% em investimento (69 bilhões, incluindo novos equipamentos, ins 55 bilhões, e o resto em P&D). O maior gasto é em custeio que consome 44% do orçamento (uns 258 bilhões, já que formalmente eles estão em guerra). Não consegui ainda descobrir se os gastos com pessoal incluem os inativos (incluindo pensões de feridos) e se os custos com a saúde dos feridos e ex-combates entra no custeio. Quando eu conseguir entender os relatórios eu poderei complementar aqui.

  81. Manifesto aqui meu apoio ao Cel. Nery, alvo nos comentários do típico “textão no face”, “lacrador”, patrulhador militante, que aqui aponta uso político de vítimas por moção ideológica, porém, pratica exatamente aquilo que aos outros acusa.
    A estes a leitura do espírito argentino em relação às FFAA deve seguir a cartilha e só nela se embasar. A pose moral em defesa deste ou daquele, muitas vezes, é mais retórica que defesa humanista e histórica.

  82. César A. Ferreira 23 de novembro de 2017 at 23:48

    Eu continuo afirmando que você não sabe do que está falando, e que não existe, nem “divórcio” entre as forças armadas argentinas e a sociedade nem “demonização” das forças armadas pela sociedade. E se a sua “prova” de que as coisas são assim é a opinião de um jornalista de televisão, então, pelo mesmo critério de pensamento, também poderíamos afirmar que a população brasileira condena a Operação Lava Jato e considera o Juiz Sérgio Moro um ditador, já que existe um jornalista de televisão brasileiro (Reinaldo Azevedo) que afirma isso. Mas não é assim: são opiniões de alguns grupos da sociedade, que estão longe de representar o pensamento da própria sociedade.

    Eu trabalhei em uma empresa de consultoria que prestava serviços ao Grupo PSA e fazíamos pesquisa sobre a imagem das instituições públicas da Argentina, incluindo o Executivo, Legislativo e o Judiciário.

    O que existe na população argentina não é ojeriza aos militares, mas uma profunda incompreensão acerca das suas funções. Após o retorno dos civil ao poder na Argentina as forças armadas de lá têm uma única função legal: repelir agressão estrangeira. Com efeito, o argentino médio simplesmente não consegue encontrar um papel para as suas forças armadas porque o risco de uma “agressão estrangeira” à Argentina, hoje, é quase zero. Nenhum argentino continua a ver o Brasil, ou o Chile, como uma ameaças ao país. Acham, pois, que são inúteis, que não fazem nada.

    Aqui no Brasil, a situação não é muito diferente. Também existe a concepção de que as forças armadas não são úteis ao país mas aqui, ao menos, ainda vemos as forças armadas sendo empregadas para a manutenção da ordem, como nas atuações nas favelas do RJ. Esse tipo de operação, embora realizada muito a contragosto, é importante para manter a imagem das forças armadas como garantidora da ordem no país. E, claro, em algumas regiões do país as forças armadas são a verdadeira ferramenta de integração nacional.

  83. Em 1982 praticamente toda a população argentina apoiou os militares quando da invasão das Malvinas/ Falklands, apesar da repressão, porém, a derrota veio rápido demais…a campanha pode ter durado 3 meses…desde a invasão, mas, os britânicos demoraram um pouco para chegar assim, foi uma campanha extremamente curta e ficou a sensação de que mais deveria ou poderia ter sido feito.
    .
    Mesmo com os militares no comando da nação o que se observou é que os argentinos não
    estavam tão bem preparados para uma guerra e apostaram que a longa distância impediria os britânicos de uma ação para retomada das ilhas.
    .
    Não acredito que a população argentina odeie seus militares muito menos ache que são inúteis ao menos o que pude perceber de argentinos com quem conversei, apenas, que lá
    como aqui há muita coisa a ser feita em termos de emprego, saúde, educação,
    infraestrutura etc…e diante da falta de “ameaças percebidas” é natural que os militares
    sejam os primeiros a sofrer com os cortes orçamentais.

  84. Bom dia
    Mesmo que alguns inocentes não queiram relacionar, este acidente ou quaisquer outros envolvendo meios militares em países do terceiro mundo como Argentina, Brasil e companhia, uma das principais causas é a politica de retaliação dos governos pós governos militares. A situação do Brasil é melhor do que a da Argentina, porém não podemos nos enganar, pois vários “avisos” ja foram evidenciados. Dos recursos destinados às Forças Armadas no Brasil uns 70 % são para cobrir despesas fixas, sobrando muito pouco para manutenção, operações (incluido treinamentos) e reposição de meios, ou seja, vivem vendendo o “almoço para pagar o jantar”. Algumas evidências:
    O Projeto FX durou mais de 15 anos. FHC e Lula “empurraram” as decisões e só no governo da “Dona Wanda” na base da “porrada” que decidiram.
    O caso do NAE São Paulo foi emblemático, não pelo que pagaram, mas pelo que receberam e a “economia”, produziu feridos, 4 marinheiros mortos, 1 NAE sucateado, 1 A4 modernizado, 1 A4M perdido (literalmente) e os outros 20 só Deus sabe (provavelmente sucatas).
    Na FAB a demora na decisão pelo novo caça produziu desdobramentos com problemas contornados pela dedicação e qualidade dos nossos militares e o que temos hoje é apenas para manter a proficiência das equipes, muito pouco para um país da extensão do Brasil.

    __________________________________

    Não se enganem, pois essa tragédia argentina é o retrato da situação das Forças Armadas daquele país causada pelas políticas da Dona Cristina, com o Macri fingindo que “não sabia de nada”. No Brasil não é muito diferente. Alguns bobinhos vão me criticar dizendo que sou “vira-lata”, ___________________

    O que quero é que nossas FA sejam capazes e tenham recursos para defender nosso país e nossas coisas.
    Os que criticam a destinação de recursos para as FA são os mesmos que ficam calados quando governos provocam rombos de bilhões de dolares nos cofres públicos e na previdência social. Consideram 6 ou 7 bilhões de dolares para compra de caças como um absurdo e não dizem nada sobre a “quebra” da Petrobras por propinas que somam 20 vezes mais.

    _________________________

    Desculpem, mas é revoltante a hipocrisia de pessoas consideradas inteligentes, mas justifica sem sombra de dúvidas as causas dessa “draga” moral e econômica que vivemos.
    Nota: Não sou e nem fui militar. Sou apenas um cidadão que trabalha, pago meus impostos, cumpro a lei e gostaria que meu país, o Brasil, fosse digno e respeitado por todos, inclusive pelos brasileiros.

    COMENTÁRIO EDITADO POR XINGAMENTOS, PALAVRAS DE BAIXO CALÃO E USO DO ESPAÇO COMO PALANQUE. AVISO ÚNICO: COMEÇAREMOS A APAGAR COMENTÁRIOS E BLOQUEAR COMENTARISTAS SEM MAIS AVISO PRÉVIO.

  85. Falando em mortes na Força Aérea, em relação as turmas formadas nos anos 80, no tempo em que se voava muito, morriam cerca de 10% dos Oficiais Aviadores em acidentes.
    Um ex comandante uma vez disse que desconheçe outra profissão onde até 10% dos formados morrem em acidente de trabalho.
    Não vou citar nomes, mas na minha turma morreu até o primeiro colocado em um acidente de Buffalo no RJ, onde morreu outro colega, morreram outros de T-27, AT-26, C-95, C-130, AS-332, tive colega que perdeu a perna em um acidente de helicoptero em Manaus.
    Por isso é uma atividade de risco que merece respeito e infelizmente a gente se via obrigado a ir aceitando a morte de colegas, sabendo que em menos de um ano teria outro caso.

  86. Também não sei que “divórcio” existe entre as FFAA Brasileiras e o Povo. Lógico que não estou incluindo no Povo os tipinhos barbudos que já conhecemos. O Povo Brasileiro ama suas FFAA!!

  87. Gente, vejo os comentários e me parece absurdo ver a eloquência com que os “expertos de plantão” lançam as suas sentenças contra governos de esquerda, direita, políticos e afins. Quem comanda as FFAA na Argentina, assim como no Brasil, Chile e qualquer outra nação são os militares. Eles podem até estar subordinados ao governo mas na hora de dar a ordem de sair ao mar, a campo ou decolar, são militares que dão a ordem. Ninguém pode se omitir neste momento dizendo que não sabia de como tinha sido feita a modernização do sub. E se tinha recebido a ordem e o comandante achou que o sub não estava em condições deveria, pelo menos, ter emitido uma nota de protesto ou um informe.
    O que no se pode é culpar este ou aquele governo por falta de recursos. Os recursos destinados às FFAA a Argentina são similares aos que o Chile destina a suas e a diferença entre ambas forças é gritante.
    O problema não é dos políticos mas sim da arrogância de se achar conhecedor de tudo e manter a gerencia de recursos com pessoal descapacitado ou que não abre mão dos seus “benefícios extras” no momento de distribuir os recursos.
    A Argentina tem vivido sonhos megalomaníacos de ter uma super indústria bélica, produzir foguetes, aviões, tanques, etc mas, não tem como dar manutenção a seu material. Por exemplo, os Hercules da FAA fazem seu PMG no Chile. Isso por que eles tem a FADEA.
    Enquanto as FFAA da região não se concentrarem no básico das suas funções, continuarão a ter problemas.
    Acho que neste caso específico, o maior fator não foram os políticos nem os Macris ou Kirchner da vida nem a manutenção mas sim o imponderável.
    Acidentes são comuns a todas as FFAA por que eles trabalham com material sensível e passível de acidentes. Existe sempre o imponderável.
    O cara que deu como exemplo o choque dos A 4 da MB está postando besteira. Um acidente dentro de um exercício é decorrente do risco ao que os militares estão submetidos.

  88. Walfrido, ser caminhoneiro e trabalhar na construção civil são as.profissões com mais mortes no Brasil. Não vejo reclamarem do sucateamento e dos Mercedes 1113 que já deviam ter sido proibidos de rodar. Tenho um colega que perdeu um braço no torno, da época q eu ainda era mecânico.
    Digo novamente, o defeito maior do brasileiro é o falso sentimento de justiça que a acusação de um suposto responsável trás.

  89. Ao nobres editores:

    Desculpem-me se utilizei palavras de baixo calão, até porque não estou habituado em viver em regime de colegio de freiras, mas admito meu deslize e peço desculpas princialmente às senhoras que acompanham o PN.
    Quanto ao uso do espaço como palanque, eu discordo, pois não sou político e nem candidato a coisa alguma.
    Obrigado e abraços

    NOTA DOS EDITORES: DISPENSAMOS A IRONIA E A PIADINHA DO COLÉGIO DE FREIRAS. SE NÃO SABE DEBATER CIVILIZADAMENTE, APRENDA. ESSE TIPO DE ATITUDE SÓ GERA UMA BOLA DE NEVE DE RESPOSTAS AINDA MAIS MAL-EDUCADAS E QUE SÓ DÃO TRABALHO EXTRA AOS EDITORES. RESPEITE O NOSSO TEMPO, QUE NÃO É DEDICADO A BANCAR O BEDEL DE QUEM SE PORTA COMO ADOLESCENTE. FIM DE CONVERSA.

  90. Jose de padua 24 de novembro de 2017 at 10:15
    É meu caro, quando falamos em governos, subentende-se que os que tem a responsabilidade máxima não vieram de Marte. Foram colocados e mantidos lá. Cada um tire suas próprias conclusões, mas não me venham com “mimimi” acadêmico.

  91. Não é mimimi nem textao, mas como o glasquis escreveu o.navio só sai do porto com autorização do comandante e tenho absoluta certeza q se ele possuir.conhecimento de algum problema devido a manutenção, esse navio/avião não zarpa. E como dalton tbm escreveu, não havia ameaça que tornasse obrigatório o sub ir ao mar com problemas de manutenção. Tudo indica que aconteceu uma fatalidade que não tem NADA haver com corte de custos e governos populistas.

  92. Respeitando todos os posts acima, só gostaria de acrescentar que não é simples o comandante do submarino simplesmente afirmar “não vou suspender”. Quem é ou foi da MB sabe como a banda toca. A FAB é bem mais “ljberal”. A MB não. Sei porque servi 3 anos na Macega. Se não for, realmente, um item “no go”, o submarino vai suspender. E o comandante tem suas pretensões ao almirantado e não vai “arriscar a carreira”, nem “queimar o filme”. Vai arriscar a tripulação? Dependendo da ambição, VAI ARRISCAR SIM! É assim que funciona na vida real.

  93. Quando disse comandante não especifiquei, não me refiro ao do navio, sim o da base e não é justificável por no mar um navio q pode por em risco vidas se não for REALMENTE necessário. A ambição de um encontra limite no outro.

  94. E se ele o fez ou omitiu o problema e optou do suspender mesmo assim ai achamos um culpado, deixou de ser fatalidade.

  95. Todos os comandantes, da FORSUB, da Base, do navio, tem ambições na carreira. O ContraAlte quer ser Vice, o CMG quer ser Contra, o CF quer ser CMG. E por aí vai.

  96. Jacinto 24 de novembro de 2017 at 8:51
    ————————————————-
    Jacinto, o César está correto quanto ao ânimo da sociedade argentina em relação a seus militares.
    Já divergi diversas vezes do César em posts anteriores, e permaneço no lado oposto ao dele, no espectro ideológico, mas ele tocou em pontos importantes, com propriedade.
    Lá, houve uma ditadura muito mais merecedora desse nome do que a brasileira.
    Os militares argentino conseguiram produzir até mesmo uma situação socialmente terrível: adotaram crianças que ficaram órfãs a partir do assassinato de seus pais, pelos próprios militares.
    A Armada Argentina, em particular, se destacou pela violência praticada contra esquerdistas na Escola de Mecânica da Armada (ESMA), e pela ineficiência em combate, nas Malvinas.
    Há relatos de agressões a militares da Armada, nas ruas, após a queda da junta militar.
    Outro exemplo, este diretamente ligado às diretrizes dos governos argentinos pós-1983, é a afixação de placas diante das unidades militares onde teria havido torturas de adversários políticos do regime, indicando que ali foram praticados “crimes de lesa-humanidade”. Se você for a Bariloche, poderá ver isso diante de uma unidade do Exército.
    E acho que o César está correto também ao mencionar que a tragédia do San Juan pode ser o marco inicial de uma reconciliação da sociedade argentina com seus militares. Seria algo bem oportuno.

  97. Conheço CMG que quando chegou a esse posto, chutou o pau da barraca e foi fazer outras coisas sem precisar se sujeitar a ordens que não concordavam. Me disse que já tinha comandado um CT e para ele estava bom demais. Hoje é professor universitário. Falou que após seu comando no mar sabia que não iria longe por conta dos atritos que teve com Comando da Esquadra. É de cada um. Eu penso assim também. Sds.

  98. Prezados, o debate está se tornando essencialmente político-partidário. Até aqui a discussão do sinistro vinha seguindo um excelente nível técnico dos experts de sempre e uma boa discussão dos demais. Que a verdade não seja dispersa pelas ondas das teorias mirabolantes e das ideologias.

  99. pangloss 24 de novembro de 2017 at 11:33

    Eu já vi muitas dessas placas. Eu tive de ficar em um hotel em Buenos Aires neste ano chamado “Unique art Madero” (não é bom) na Avenida Chile e ao lado dele fica o prédio do que hoje é a Polícia Federal deles. Mas nos tempos da ditadura este prédio era um centro de tortura e há lá uma placa explicando isso. Se você caminhar pela Av. Paseo Colon você também verá placas no chão apontando onde algumas pessoas foram assassinadas. Eu conheço as histórias de pessoas lançadas de aviões sobre o Atlântico, eu conheço o papel da Escola de Mecânica da Armada. Eu conheço pessoalmente pessoas que foram efetivamente perseguidas pela ditadura argentina e que só escaparam porque deram sorte.

    Só que tudo isso ocorreu há 35 anos e a geração que efetivamente sofreu com a ditadura argentina já é sexagenária. As gerações mais novas (menos de 50 anos) conhecem a ditadura mais como um fato histórico, do que como vítimas.

    Evidentemente, há grupos que são mais sensíveis a esta questão do que outros – não se pode esperar que uma vítima de tortura se esqueça de seu martírio – mas a sociedade argentina, como um todo, já superou o trauma da ditadura suficientemente para não ter pelos militares sentimentos revanchistas.

    Pesquisas que a gente fazia uns 5 anos atras sobre os maiores problemas da Argentina apontava que 75% dos argentinos considerava que os principais problemas da Argentina eram sociais e econômicos: pobreza, educação, drogas, saúde, desigualdade social, desemprego, insegurança, corrupção, falta de caráter dos políticos.

    Os militares nunca apareceram como um problema nestas pesquisas. O que nos deixava perplexos nestas pesquisas era que a percepção de que os argentinos, de alguma forma, estavam decepcionados com a democracia: eles esperavam que a recuperação da democracia seria capaz de reverter o processo de empobrecimento da Argentina que começara após a 2º Guerra Mundial, mas não foi isso o que ocorreu. A Argentina continuou empobrecendo mesmo sob a democracia.

  100. Jose de padua 24 de novembro de 2017 at 11:44
    “O senhor colocaria seus subordinados em risco para se tornar brigadeiro coronel?”

    Acho que todo mundo quer saber a resposta desta pergunta ferina.

  101. Já eu acho essa pergunta uma provocação grosseira e boba, praticamente infantil.

    Não faço questão de saber a resposta e o provocado responde só se quiser.

    Creio que o debate merece atitudes muito melhores que esse tipo de provocação pessoal, porque até então a discussão estava se mantendo dentro dos limites do respeito, buscando se mostrar como funcionam as coisas no mundo real.

    Um aviso a todos, de quem dedicou bastante tempo ao longo de 8 anos a co-editar esse espaço, e nesses dias tem dado uma força aos editores atuais: não testem a paciência dos editores. Eles têm pouco tempo pra dedicar a apartar brigas entre os debatedores, pois o tempo disponível é dedicado a coisas bem mais importantes. Quando a paciência e o tempo se esgotam, simplesmente chega a hora de parar de avisar e partir para a tarefa de apenas deletar comentários. E aí vão começar a reclamar de censura e ficar com mimimi. Usem o debate para crescer, não para se diminuírem como pessoas.

  102. Boba talvez, grosseira de modo algum. Só que a resposta ou sustenta o que ele disse ou joga tudo por agua.

    Ainda está dentro dos limites do respeito e o sr. Nery responde apenas se se sentir avontade.

  103. É subjetivo, mas já que isso aconteceu peço que edite meu comentário e o posterior do Alex apagando a copilação.

  104. César A. Ferreira@23 de novembro de 2017 at 23:48
    “Serei direto: não aceito que apontem de maneira irresponsável para a revitalização de meia-vida do ARA San Juan”

    ____________________ Muito mais cômodo culpar os mortos então, em vez de uma governante que seja ideologicamente afim, não é mesmo _____________________

    COMENTÁRIO EDITADO. EVITE PROVOCAÇÕES PESSOAIS.

  105. “Jose de padua 24 de novembro de 2017 at 13:53
    É subjetivo, mas já que isso aconteceu peço que edite meu comentário e o posterior do Alex apagando a copilação.”

    Apagar agora, depois de horas e de um monte de gente ter visto?
    Melhor deixar para que essa conversa sirva de exemplo para que os demais reflitam antes de fazer uma provocação boba, num espaço que não é pra se fazer isso.

  106. Sem entrar no mérito do que se quer com a resposta a essa questão, considero-a simplória, quase infantil, e característica de quem não conhece o ambiente militar. Para ela, simplesmente não há resposta, porque não é assim que a coisa funciona.
    Fui para a reserva da MB como CF por opção. Não entendo de submarinos (só de como atirar neles! Kkkk) portanto não me perguntem sobre o San Juan! Comandei um navio que já estava velho e tive a situação de ter que levá-lo para reparos em outro porto, o que demandou 9 dias de navegação em um navio em mau estado. Solicitei e obtive todos os laudos da engenharia necessários a atestar que o navio estava em condições de navegar. Mas continuei desconfiado e muitos tripulantes reportaram a mesma preocupação. Coloquei a vida deles em risco? Mas eles não tinham os mesmos laudos e as mesmas preocupações que eu? Em suas áreas de atuação, eles sabiam até mais do que eu sobre as condições. Por que então alguém pode dizer que o comandante colocou a vida deles em risco? Eles não conversam entre eles? Não acompanharam os engenheiros nas inspeções em suas áreas? Então quem estava colocando a vida de quem em risco? Um navio como o SanJuan não é composto por um comandante e 43 MN Recrutas. Tem toda uma hierarquia funcional e técnica à bordo. O comandante não coloca a vida de ninguém em risco sem que a tripulação saiba. Se ele aceita fazer isso, seja lá por qual razão, a tripulação obedeceu sabendo o que estava acontecendo. Voltando ao meu caso concreto: eu teria problemas, legais e de carreira, se recusasse ir para o mar? Tantos e os mesmos que qualquer tripulante que decidisse não viajar! E entraria outro no lugar, com o prejuízo de não ter vivenciado a situação.
    E tive dois acidentes na travessia: um tripulante ferido por choque elétrico onde não deveria haver corrente e uma avaria estrutural no MCP que limitou nossa velocidade. Mas e os laudos dos engenheiros??? Eles também são humanos: erram, se enganam, desprezam dados, minimizam problemas, etc. Como em qualquer profissão. Só para pontuar que não considero os engenheiros do estaleiro argentino acima de qualquer suspeitas. São humanos e sua conduta deve ser sim investigada, juntamente com todos os envolvidos no caso San Juan.

  107. Conheci mas bem menos que você, agradeço as palavras tecidas mas já percebi que militares principalmente oficiais se sentem acuados diante de questionamentos, vivencio isso diariamente com juizes que não suportam ter sua sentença questionada quando decidida de forma errônea.

  108. José, desculpe, mas não vejo porque essa de “oficiais se sentem acuados diante de questionamentos”… nós provemos ou recebemos assessoria… nesse processo, o tema é discutido para que o Comandante tome a melhor decisão… então existem sim questionamentos, no bom sentido da palavra, até porque eles são fundamentais para chegarmos às soluções… agora, no nosso meio, terminada a assessoria e tomada a decisão, parte-se para a consecução da linha de ação escolhida… mesmo que nós não concordemos… ao menos é assim que eu trabalho e foi assim que exerci meus dois comandos…

  109. Olá, amigos.
    Não existe risco zero ou segurança 100%. Quando somos responsáveis pela decisão de operar um sistema complexo, há que se considerar a importância da presente missão num contexto mais amplo. Um determinado nível de risco pode ser inaceitável para uma missão de treinamento, mas adequado para uma missão real ou crítica. Os subordinados confiam que seu comandante tenha essa capacidade de julgamento.
    Abraços,
    Justin

  110. “Jose de padua em 24/11/2017 às 15:14
    Conheci mas bem menos que você, agradeço as palavras tecidas mas já percebi que militares principalmente oficiais se sentem acuados diante de questionamentos, vivencio isso diariamente com juizes que não suportam ter sua sentença questionada quando decidida de forma errônea.”

    Jose de padua, você está se mostrando um caso curioso, dentre milhares de comentaristas que já vi passarem por aqui nos últimos 8 anos.

    Reclama de juízes orgulhosos com quem diz lidar, mas acabou de agir da mesma forma que um juiz ruim:

    – Leu rapidamente dois testemunhos.
    – Proferiu imediatamente uma sentença onde imputa a culpa ou o erro em outro, com pretensões a virar jurisprudência para o julgamento de toda uma classe, baseado numa tese que você mesmo inventou.
    – E, de quebra, na sua sentença você busca absolver o próprio ego.

    “Jose de padua em 24/11/2017 às 15:42
    OK XO, desculpe a colocação, nem sei o pq o assunto descambou dessa forma.”

    Descambou por causa de seu comentário de 24/11/2017 às 11:44, típico de pegadinha de tribunal.

    Agora uma colocação a todos que acompanham essa discussão.

    Tem gente que acha que esse espaço é rinque de boxe, octógono de MMA, pra golpear adversários.

    Tem outros que acham que é palanque pra vociferar ideologia ou púlpito pra sermão religioso, pra conquistar massas e arrebanhar fiéis.

    Tem uns que acham que é arena de dogfight, pra contabilizar abates.

    E tem uns que acham que é tribunal, pra proferir sentenças sobre os demais.

    Senhores, isso aqui é um espaço de debates sobre os temas das matérias, e sobre defesa, antes de tudo.

    Comentários fora de tópico ou que desviem dele são tolerados quando trazem algo de útil à discussão, e até incentivados quando realmente têm utilidade no debate como um todo.

    Mas quando visam apenas a briga pessoal, não.

    Facilitem o trabalho e respeitem o tempo dos editores, por favor, evitando provocações bobas que, na maioria das vezes, não levam a lugar algum e desvirtuam a conversa.

    Neste caso, pelo menos, sobrou de bom um relato muito interessante sobre a dificuldade de uma decisão de suspender com navio em que havia dúvidas sobre suas condições de navegabilidade.

  111. Senhores, é certo que atividade militar é de risco, mas esse risco pode ser minimizado ou maximizado em função de infinitas variáveis, desde o rancho e o tempo, até a inteligência do comando e a Inteligência do Comando, se me entendem. Eu que o diga.
    Fujo 100% das teorias de conspiração nesse caso, e fico com caturro forte em Força 6 e a decisão de sacar o snorkel. Erro humano.

  112. O Lynx postou sobre o translado de um navio para reparo, na aviação o translado de um avião com as revisões vencidas para uma oficina também é um momento tenso.
    Conheci um piloto que foi buscar no interior de Pernambuco um Beech Musketeer, um avião tipo Piper Pa-28 Tupi dos anos 60/70 que estava parado e com as revisões vencidas a 12 anos.
    Neste caso o piloto tem que solicitar a ANAC um translado de aeronave com revisão vencida e fornecer o nome e inscrição de um mecanico credenciado, não precisa ser engenheiro, que vai fazer uma revisão básica no local.
    Esta excessão é aberta pois é necessário trazer os aviões para as oficinas para fazer as revisões e desmontar o avião encareceria o processo.
    Chegaram ao local e o mecânico fez a revisão em dois dias, mas comentou que a situação do avião não era boa, mas dava para chegar em Recife, decolaram e o avião veio mostrando não estar em perfeitas condições, dando umas rateadas no motor, o piloto me disse que foi a maior felicidade quando estava na final e reduziu o motor para pousar, que não pretende fazer mais estes translados de aviões parados a anos.
    Obs: Esta autorização de translado é válida para um único voo com o piloto e o mecânico, não podem ter passageiros e tem que ser feita diretamente do local em que está ao aeroporto com a oficina que vai realizar a revisão, no máximo pode ter parada para reabastecimento se necessário, e tem que ser prevista na autorização.
    É um momento em que o piloto e o mecânico estão cientes do risco que correm e da necessidade de alguem levar o avião para ser colocado em dia, eu vi o avião quando chegou e depois de pronto com overhaul do motor, nova pintura, painel com instrumentos todos revisados e novo interior com troca do revestimento dos bancos e tapeçaria.

  113. Fernando “Nunão” De Martini 23 de novembro de 2017 at 14:32
    “seal 23 de novembro de 2017 at 13:50
    As ilhas Malvinas fica à apenas 464Km do litoral argentino, à 500Km da Patagônia Argentina. Pq esse submarino chegou tão perto á 60Nm da ilha, se o destino final era a base naval de Mar del Plata??”
    .
    “O submarino partiu de Ushuaia, segundo informes da ARA. E as missões de navios de guerra impõem rotas que não são diretas, como as de navios mercantes e de cruzeiro. Nada de muito anormal que um meio da ARA estivesse navegando no limite da Zona Econômica Exclusiva de seu país, por qualquer motivo que seja.”

    Acho que o Cel Nery já falou o que eu ia comentar. O comdte. do submarino não sai patrulhando a área que ele quiser, deve receber ordens do Alto Comando (almirantado) para patrulhar determinada região. É triste saber que o Capitão de Fragata comdte. do San Juan antes de sair da base de Ushuaia ( chamada de Cidade do fim do Mundo), havia dito para a sua mãe que aquela seria sua última missão no fundo do mar. Depois que ele voltasse, ele queria trabalhar em terra firme. O comdte. CF do submarino San Juan, era casado e pai de três filhos!

  114. Ozawa,
    .
    Obrigado pelo link.
    .
    Acredito que sensata a solicitação do Macri:
    “Meu primeiro pedido a todos é que passemos por todo este momento com o máximo de respeito. A eles (os parentes), estou aqui para garantir que não vamos refrear as buscas. Não devemos nos aventurar a buscar culpados.”
    .
    O caminho da cautela e do respeito deve ser o melhor neste momento, para nossos Hermanos e para nós mesmos.
    .
    Respeitosamente,
    Ivan, do Recife.

  115. Essa juíza engoliu barriga , navio de guerra ou submarino não tem obrigação de dar sastifação do que ia fazer em detalhes , outro não tinha nada demais que o submarino tava fazendo , infelizmente aconteceu uma fatalidade , em qualquer marinha do mundo isso poderia acontecer , inclusive de primeiro mundo , mas muita coisa ficam em sigilo e só é divulgado por algum tempo depois ou fica em sigilo mesmo para não dá bafafá, belonaves de guerra não são navio passageiro para ficar dando detalhe de sua manobras ou rota . eles esquecem que dentro de um submarino a muito equipamentos sensíveis e que pode apresentar problemas seja maior ou menor intensidade .

  116. Nunão, vou responder ao Alex e esse José de Pádua, que são civis e entendem nada de caserna.
    Fui Operações e cmt de UAE, e nunca coloquei minhas tripulações em risco, até porque voava aviões novos e tinha uma excelente equipe de manutenção. Mas, em 30 anos de FAB vi comandantes colocarem tripulação em risco, ocasionando mortes. Aconteceu em Natal e um companheiro de turma morreu. Pedi reserva assim que fui promovido a Coronel, porque quis! Se quisesse, permaneceria aguardando a escolha para promoção ao generalato. Se eu tinha condições, só o Alto Comando podia responder. Combate encerrado!

  117. Perdi um colega de turma gaucho, o Cap. Av. Osório em um caso que gerou muita repercussão na FAB, mas não caiu na mídia, conhecia todos os mortos pois trabalhava em Recife na época.
    Saíram de Recife na madruga para buscar material bélico(munição) no RJ, no RJ enfrentaram vários problemas de atraso no transporte e carregamento deste material, e só puderam sair a noite, chegaram a pedir para transferir a missão para o outro dia, mas não foi autorizado, pois o avião tinha uma missão no outro dia em Recife.
    Ao decolar de Caravelas-Ba no meio da noite depois de estarem a quase 18 horas em missão tiveram uma pane e todos morreram no acidente, os colegas aviadores alegam que de dia ou mais descansados teriam mais chance, mas não poderiam pernoitar no destacamento por estar com o avião carregado de munição, só chegariam em Recife na madrugada fazendo quase 24 horas em missão com só 3 pilotos se revezando.
    A situação ficou tensa em Recife na época, onde todos se perguntavam se era necessária toda esta pressa para decolar e fazer um bate-pronto RF, SV, CV, RJ, Vitória, CV, SV e RF sem descanço em tempo de paz sem nenhuma urgencia, só para não cancelar ou adiar a missão do outro dia.
    . http://www1.folha.uol.com.br/fsp/1996/5/21/brasil/25.html

  118. Agora lembrei que o Ten. Av. Roberto Ferraz Lopes, morto no acidente acima também era gaúcho de Porto Alegre.
    Foram dois gaúchos que morreram neste acidente na Bahia, hoje com as melhorias de Porto Seguro o destacamento de Caravelas perdeu a função e estava desativado, não era mais necessário para reabastecimento das aeronaves perna curta entre Rio de Janeiro e Salvador.
    . https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRj5zY_d3CHXL7Ktmh8iJI_I9hzCrb3vOSukiUVFnNVnPsI2ySoIg

  119. Nery, prova que você tem mais moral e ética e é mais digno de promoção do que quem arriscou a vida dos subordinados por motivos egoístas e para evitar atritos com os superiores. As aspirações tem seus limites.

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