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ARA San Juan: baterias não eram novas, foram recondicionadas

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Baterias do submarino ARA San Juan sendo reparadas

Há quase doze anos, em 1º de dezembro de 2005, o Estatuto Geral da Armada Argentina assinou um contrato com a Hawker GmbH alemã para os trabalhos de substituição de 964 células de propulsão do tipo bateria Varta 14UR12F para o submarino ARA San Juan pela soma de Cinco Milhões e 100 mil euros (€ 5.100.000,00), segundo o Relatório Nº 77 do Senado da Nação, página 329.

Como comparação, um conjunto de baterias para um submarino Type 209 custa de 3,5 a 4 milhões de dólares por 440 elementos de baterias novas. Como o TR-1700 tem mais que o dobro das baterias do Type 209, um conjunto completo de baterias novas para ARA San Juan poderia ultrapassar facilmente os € 7.000.000,00 na cotação de hoje.

Porém, não foi feita a substituição por baterias novas, como se pretendia em 2005. Elas foram recondicionadas, conforme revelaram fontes do Poder Naval na noite de quinta-feira, 23 de novembro. E, de fato, o estaleiro Tandanor, que fez o reparo de meia vida no ARA San Juan, diz em seu site que foi feito “um replacado e a reparação integral de cada uma das 960 baterias“. Também é informado pelo Tandanor que as válvulas e outros mecanismos do submarino foram reparados para atingir sua condição original. As baterias da ARA foram alteradas pela empresa Varta.

Hidrogênio – Vale acrescentar que o manual do fabricante original do TR-1700 recomenda a troca das baterias por novas a cada 5 anos, pois um dos problemas das baterias velhas é que elas liberam muito hidrogênio.

O período em que as baterias mais produzem hidrogênio é justamente durante a recarga, por isso, quando o snorkel é usado na recarga o ar é puxado dos compartimentos de baterias primeiro, é levado até os motores e colocado para fora pelo snorkel.

Fontes do Poder Naval informaram que, para evitar a concentração de hidrogênio na atmosfera do submarino, é feito o “battery monitoring”, que mantém o monitoramento das baterias e informa se elas estão produzindo muito hidrogênio. Isso porque o hidrogênio, caso atinja uma concentração de 3% de na atmosfera do submarino, é inflamável se houver uma faísca. Com mais de 5% de concentração ele se torna explosivo.

Curto circuito – Os informes de que o comandante do ARA San Juan, em suas últimas comunicações com a base antes de desaparecer, relatou entrada de água no snorkel e um curto-circuito nas baterias, podem ajudar a explicar porque houve uma explosão no submarino. Podem até mesmo ser aventadas hipóteses de faísca e explosão a partir desse curto-circuito, caso a concentração de hidrogênio estivesse mais alta que o limite.

Porém, são apenas hipóteses. Somente quando e se o submarino for encontrado é que será possível, a partir da análise do naufrágio, chegar mais perto de uma conclusão sobre a verdadeira causa da perda do ARA San Juan.

La Nacion – Nesta manhã de 24 de novembro, enquanto finalizávamos esta matéria, o assunto das baterias do submarino San Juan também começou a ganhar mais destaque na mídia argentina, em especial no jornal La Nacion. Segundo o jornal, fontes qualificadas da Armada Argentina disseram que os elementos da bateria estavam em condições de uso e que a repotencialização realizada na argentina, com supervisão do fabricante alemão, foi cumprida de forma satisfatória. Essas fontes também destacaram que “se o San Juan saiu para sua missão é porque estava em ótimas condições para fazê-lo”.

A razão para recondicionar ao invés de comprar elementos novos de bateria foi o custo. Cada elemento novo custaria, segundo o jornal, cerca de 10.000 euros, o que multiplicado por 960 euros, chegaria a uma fortuna (9 milhões e 600 mil euros, mais ainda do que o estimado pelo Poder Naval, no início desta matéria). Por isso, segundo o jornal, foi decidido usar as mesmas carcaças e trocar os seus elementos desgastados e o ácido, num trabalho conhecido como “replacado”, com garantia de seis anos de uso em 100% da capacidade.

Relembrando a celebração após um longo trabalho

27 de setembro de 2011. Naquela tarde, a então presidente argentina Cristina Fernández de Kirchner participou das festividades para finalizar o reparo de meia-vida do Submarino ARA San Juan (S42). A cerimônia ocorreu nas instalações do Complejo Industrial Naval Argentino (CINAR), composto pelos estaleiros Tandanor e Almirante Storni (anteriormente Estaleiro Domecq), especialmente construído para a produção dos submarinos TR-1700, localizado em Costanera Sur, na Cidade de Buenos Aires. O chefe do Estado-Maior da Armada da Argentina, almirante Jorge Omar Godoy recebeu a presidente, que discursou.

“Hoje estamos terminando o que se chama as principais tarefas para o “reparo de meia-vida” do submarino ARA San Juan (S42), que foi lançado em 1983 e começa a fase de preparação”, explicou a presidente Cristina Fernandez de Kirchner durante a cerimônia. Ela também mencionou em seu discurso a intenção, no futuro imediato, de montar o submarino ARA Santa Fe, paralisado desde o final da década de 1980.

A presidente disse que “um setor que foi considerado totalmente perdido está sendo lançado”; e afirmou que “a Argentina começou a desempenhar um papel que nunca deveria ter sido abandonado”, ao mesmo tempo que elogiava “o trabalho de técnicos, cientistas, trabalhadores e engenheiros”. A presidente indicou que o principal trabalho do submarino ARA San Juan foi realizado inteiramente por técnicos argentinos, em contraste com o que aconteceu anos atrás, quando um navio gêmeo “teve que ser reparado no Brasil” porque “a indústria naval havia sido desmantelada”.

Uma vez concluída a sua manutenção, que incluiu a incorporação de um radar de navegação portátil, equipamentos de comunicação e um plotter, o ARA San Juan retornou ao mar. No relatório das obras descritas pelo estaleiro Tandanor, foi indicado que “a reparação da semi-vida de um submarino é uma das obras mais difíceis e complexas da indústria naval”.

A principal dificuldade foi cortar o casco para permitir a substituição dos motores. Uma vez que essa tarefa foi concluída, os motores foram trocados, as baterias foram reparadas e parte do equipamento foi renovado de modo que, no final de 2011, os segmentos do casco foram soldados novamente. O trabalho foi definitivamente concluído em 2014, o que permitiu que o San Juan retomasse suas atividades de patrulha marítima a partir de então. O ministro da Defesa, Agustin Rossi, culpou o atraso da obra pela falta de fundos e ausência de mão de obra qualificada.

101 COMMENTS

  1. Esse e’, sem duvida, um forte candidato a ser um dos motivos da explosao, mas como a materia destaca, encontrar o submarino e’ absolutamente necessario para se tentar apurar as verdadeias razoes deste infeliz acidente.

    E’ aquela coisa, o barato as vezes acaba saindo caro… bem mais caro.

  2. E as consequências do populismo e da corrupção do kirchnerismo segue fazendo mal a Argentina, aqui não é muito diferente deixaram o país totalmente sem dinheiro.

  3. Acredito que o fator principal desse acidente foi mesmo a entrada de água pelo snorkel, infelizmente o comprimento do tubo foi pequeno em vista das condições de mar quando do procedimento de coleta de ar, a partir dai a sucessão de eventos aconteceu em efeito dominó, onde cada detalhe culminou para a perda do submarino. Muito triste.

    *Mesmo que o recondicionamento das baterias não tenha sido o fator primário para essa explosão, cedo ou tarde poderia vir a ser a fonte primária de algum outro acidente, espero que todas as marinhas do mundo, que operem submarinos passem a dar mais atenção aos pequenos detalhes, e que prezem por forças menores, porém bem mantidas, caso tenham limitações de orçamento.

  4. “(…)A presidente indicou que o principal trabalho do submarino ARA San Juan foi realizado inteiramente por técnicos argentinos, em contraste com o que aconteceu anos atrás, quando um navio gêmeo “teve que ser reparado no Brasil” porque “a indústria naval havia sido desmantelada”.”
    Já vi essa conversa antes.
    Aqui no Brasil.
    Esse é o resultado.
    Espero que não aconteça nada parecido com a nossa marinha.
    Ainda tenho esperanças que eles serão encontrados vivos e resgatados.
    Abraço.

  5. Galante, Nunão, Srs do Blog;
    Bom dia a todos;
    A quem interessar.
    O site do UOL publicou a lista com o nome dos falecidos dessa tragédia, com um breve resumido da vida dos que se foram.
    Galante!!!
    Bem que blog podia prestar também uma homenagem postando essa lista também !!!
    É possível ?!

  6. Sou mais um que acompanha como entusiasta o site sem participar por não ter o nível da turma. E, também, mais um que ficou aflito com este caso.
    Todo acidente e incidente geram novas regras e procedimentos para evitá-lo, seria o caso de, em tempos de paz, abandonar um submarino (no mínimo abortar a missão) em tais circunstancias com as baterias daqui para frente ?

  7. “Preço de Banana resulta em serviço macaco” . Não se recomenda economizar na manutenção de um simples automóvel por questões de segurança , o que dizer de um equipamento tão complexo como este .

  8. Embora o desfecho foi o pior possivel embora o mais provavel quero parabenizar o PODER NAVAL pela excelente cobertura do caso Jornalismo puro

  9. E eis que o populismo corrupto, irresponsável e incompetente dos Kirchners continua fazendo vítimas mesmo já tendo se passado dois anos do dia em que a Rainha louca dos Pampas foi defenestrada junto com sua malta de bandidos da Casa Rosada.

    Assim, caso seja comprovado que a causa desse trágico e lamentável acidente, que pode ter ceifado a vida de combatentes inocentes a serviço da Republica Argentina condenando-os a um túmulo subaquático, é imperioso que os responsáveis sejam punidos. Entretanto tal punição não pode ficar restrita apenas aos que ocupavam os altos postos na Armada argentina e no ministério da defesa sendo necessário que a persecução penal também abranja quem que à época (2011) ocupava a Casa Rosada, ainda que implique em revogação de imunidade parlamentar afeita aos senadores.

  10. 1. “o manual do fabricante original do TR-1700 recomenda a troca das baterias por novas a cada 5 anos, pois um dos problemas das baterias velhas é que elas liberam muito hidrogênio.”

    2. “foi decidido usar as mesmas carcaças e trocar os seus elementos desgastados e o ácido, num trabalho conhecido como “replacado”, com garantia de seis anos de uso em 100% da capacidade.”

    Como é que se dá 5 anos de uso para baterias novas e 6 para recondicionadas??? Não posso dizer qual foi a causa do acidente, mas me parece que o acúmulo de hidrogênio deveria estar sendo um problema no San Juan, exigindo talvez uma frequência maior de procedimentos para expelí-lo. Se esse era o caso, uma faísca de um curto nas baterias pode ter selado o destino dos 44 tripulantes.

    Que fique o aviso às forças brasileiras! Relaxar ou menosprezar mesmo pequenas manutenções pode levar a catástrofes enormes. Já disse aqui outras vezes: no programa do charuto atômico, como demonstrou a Lava-Jato, tinha gente mais preocupada em dividir propinas do que fazer algo bem feito. Foi o padrão de obras públicas desse Brasilzão nos últimos tempos. Quem já pegou o elevador do novo terminal do Aeroporto de Guarulhos sabe do que estou falando. Mal cabe um carrinho com malas. Espero que na MB tenha gente ciente que, propinas à parte, vamos embarcar nossos marinheiros em um submarino com reator nuclear dentro. Isso não é brincadeira e combustível nuclear não é só um elevador mal dimensionadi. E para quem vive de verbas incertas, que se pense duas vezes antes de colocar esse bicho na água.

  11. SmokingSnake 🐍 24 de novembro de 2017 at 8:31
    E as consequências do populismo e da corrupção do kirchnerismo segue fazendo mal a Argentina, aqui não é muito diferente deixaram o país totalmente sem dinheiro.

    Concordo com vc totalmente. Esse assunto foi motivo de discussões acaloradas no outro tópico que preferi não perder meu tempo. Mas aqui como lá sofremos do mesmo problema. Na última década e meia tivemos governos populistas que ajudaram a afundar o país é sucatear saúde, escolas e as Forças Armadas. Quem não gostou, lamento. Nem percam o tempo em reclamar pois nem me darei o trabalho de responder. Sds

  12. “Fontes do Poder Naval informaram que, para evitar a concentração de hidrogênio na atmosfera do submarino, é feito o “battery monitoring”, que mantém o monitoramento das baterias e informa se elas estão produzindo muito hidrogênio. Isso porque o hidrogênio, caso atinga uma concentração de 3% de na atmosfera do submarino, é inflamável se houver uma faísca. Com mais de 5% de concentração ele se torna explosivo.”
    Comentei aqui ontem, meu estranhamento de 2 das 7 sondas instaladas em todo planeta terem detectado a explosão.
    Só para efeito de consulta, na Wikipédia consultem o que é uma:
    “BOMBA DE HIRDOGÊNIO”
    Podiam não ter armamento nuclear a bordo, mas a explosão das baterias teve o mesmo efeito (em menor escala é claro)
    É uma conclusão que não pode ser ignorada.

  13. Se é que havia torpedos a bordo…muitas vezes em missões de rotina, treinamento, um submarino necessariamente não é “municiado”… “ammo onload” como se diz em inglês,
    mas, não acredito que seja a causa, nenhuma fonte teorizou isso e o que aconteceu no
    “Kursk” russo foi algo diferente e extremamente incomum para se ter como exemplo.

  14. Submarino não tem caixa-preta, a caixa-preta é o submarino’ diz juíza argentina.

    HMS TIRELESS. Se quiser vá lá e jogue gasolina na brasa. kkkk

  15. Pois é Guilherme Poggio!!!
    Bom dia;
    Não se tem a confirmação, mas já estão a + de 8 dias desaparecidos.
    A todos me desculpe a triste realidade mas
    Vou falar uma coisa aqui que ninguém ainda se tocou disso.
    A Marinha Argentina só está cumprindo o protocolo e outras formalidades.
    E vou mais longe disso.
    Ela já devia saber e foi informado lá pelo quarto ou quinto dia após o desaparecimento do sub pelo órgãos competentes da Áustria e dos EUA (anomalia hidroacústica).
    Triste, mas é realidade !!!
    Com vida com certeza não estão mais!!!
    Só por um milagre supremo.
    Ele implodiu a alta profundidade (mais uma possibilidade por nao ter deixado nenhum vestígio, pois se tivesse explodido alguma coisa de dentro do Sub viria a tona).
    Também quero acreditar na possibilidade de haver vidas lá dentro aonde ele estiver, mas não consigo mais, pois tudo conspirou contra eles.
    Difícil !!!
    Muito difícil !!!
    😞

  16. Alguém por aí não sabe o que é uma bateria?
    O fato delas terem sido re-emplacadas. ou seja, terem sido as placas, os diodos, trocados significa que a bateria é nova. O serviço foi feito pela Varta!
    Alguém aí acha que _________________________

    É aquela velha história, depois da comoção nacional a depressão, e a raiva que impõe a busca por culpados. É a hora do oportunismo político.
    ______________________
    É o que faz a mídia argentina não especializada.

    Existem três nações que eu saiba que são capazes de reparar submarinos na América Latina: Argentina, Brasil e Chile. O ataque ideológico promovido a detentora do governo de turno na Argentina em 2014 acaba por responsabilizar todos o corpo técnico do Estaleiro Tandanor, pois foram os Engenheiros e Técnicos daquele estaleiro que revisaram o submarino naufragado.
    Seriam estes profissionais capazes de maneira consciente, colocar em risco a vida dos submarinistas da Armada Argentina?
    Que sejam honestos tais acusadores e apontem o dedo para estes profissionais. Que digam, então, com todas as letras, que eles são culpados! Que berrem ao mundo que eles aceitaram trabalhar com parâmetros abaixo do exigido e com materiais fora das especificações.
    Que façam isso, ao invés de achincalhar a honra de trabalhadores sem que estes possam se defender, dado que o dedo acusador não o faz diretamente.
    É disso que se trata.

    COMENTÁRIO EDITADO

  17. HMS Tireless e Audax, o espaço aqui é para debate, não para fomentarem rixas pessoais.

    Moderem as atitudes, brigar por brigar ou usar o espaço como palanque pra disputas ideológicas são motivos para apagarmos comentários e bloquearmos comentaristas.

    Vocês já frequentam a Trilogia tempo suficiente para saber disso.

  18. Lembro sim. Afff. Vai fazer um estrago.

    Em outros post coloquei.
    1- o acidente deve ter sido rápido e não haveria sobreviventes.
    2- que a falta de recursos seria um fator contribuinte.
    3- quando se dessem conta que tudo estava perdido abririam a Caixa de Pandora da ARA. Acusações seria disparadas para todos os lados.
    4- muitos do alto comando seriam culpados e a última geração de almirantes que combateram nas Malvinas deixaria a ativa.
    5- que após algum tempo fariam manobras diversionistas inaugurando monumentos e dando nome das vítimas a OMs.

    Não sou nenhum cara inteligente, é apenas o modo que costumam lidar com esse tipo de problema na América Latina?

  19. Não há dúvida que o acidente ocorreu em decorrencia de cortes orçamentários cada vez maiores nas FA argentinas, prontidão militar de qualidade exige investimentos, não dá para brincar, espero que o Brasil leve como lição essa tragédia e não comprometa a segurança de nossos militares. Sou da opinião de que se não tem condições para ir ao mar, o melhor é não ir.

  20. Uma Marinha que (sempre) almejou despontar no Atlântico Sul – outrora até poderosa -, que depois de sucessivas crises econômicas e mais recentemente de muitos anos de Kirchnerismo, chega ao estado (precário ao extremo) operativo dos dias de hoje… Os militares de lá devem se sentir num desalento só…

    No mais, como não desconfiar, nesse cenário, de que o acidente do San Juan não seja, ao menos em alguma medida, fruto dessa precariedade da ARA que a cada ano só faz aumentar?

    Que ao menos sirva de alerta para o Brasil e a MB, esta última que almeja um dia operar um sub nuclear

  21. Olá Roger. Uma explosão causada por gás hidrogênio é uma reação de combustão muito rápida. Consome oxigênio e forma água, liberando muita energia que eleva a temperatura que acelera a reação. É uma reação química que libera muita energia muito rapidamente. Uma das consequências, é a elevação da pressão interna e a geração de uma onda de choque. Por outro lado, uma bomba de hidrogênio é um evento de fusão nuclear. A primeira é uma reação química, a segunda uma reação nuclear.

  22. Em países com as dimensões, as condições econômicas e sociais do Brasil e da Argentina o cobertor é sempre mais curto do que a necessidade.

    Claro que a classe política e o sistema corrupto atrapalham também. Porém, convenhamos, que países em desenvolvimento tem questões bem mais urgentes para equacionar do que investir em armas de guerra; principalmente quando analisamos o cenário das próximas décadas e a evolução da sociedade e podemos concluir que o risco de conflitos armados entre países é cada vez menor (ainda bem).

    Não acho justo culpar a Cristina Kichner pelos eventuais problemas ocorridos na reforma geral do submarino. A presidenta não é engenheira naval e nem estava envolvida diretamente na obra; apenas leu o relatório que lhe foi enviado pelos almirantes da ARMADA que indicavam que a reforma havia sido bem executada e que a nave estaria pronta para navegar por mais 30 anos.

    Os EUA, mesmo sendo uma referência no setor de tecnologia militar; também já perderam diversos submarinos, tiveram destroieres colidindo com navios cargueiros; toda semana perdem pelo menos um avião militar; perderam 2 ônibus espaciais e nem por isso podemos dizer que é culpa do Trump, do Obama, do Bush filho, do Clinton, do Bush pai, do Reagan…

    Claro que, quando o investimento é menor, muitas vezes a segurança acaba comprometida; mas a verdade é que acidentes acontecem e são eventos como esse que contribuem para que a segurança seja aprimorada visando que esses fatos não tornem a ocorrer.

  23. Eu discordo…..

    _______________
    uma das características do Kirchnerismo, além da corrupção, foi o pesado aparelhamento do Estado argentino, em especial por uma máfia chamada “La Campóra” que era dirigida pelo primeiro-filho Maximo Kirchner.

    Ademais e como bem colocado pelo NAVAL, impunha-se a SUBSTITUIÇÃO das baterias e não o seu mero recondicionamento.

    COMENTÁRIO EDITADO.

  24. camargoer 24 de novembro de 2017 at 10:05

    Obrigado por nos informar detalhadamente sobre esta grande diferença entre os tipos de explosões do Hidrogênio

  25. Eu não diria que estamos podendo abrir mão de investimentos na Defesa, PELO CONTRÁRIO. O que acho injusto é jogar todas as culpas e infelicidades em um orçamento que deixa a desejar. Todo mundo quer ter mais dinheiro, até as forças armadas americanas reclamam de orçamento apertado, apesar dos 700 bi de dólares a que tem direito.

    Apenas insisto que, se não há segurança para operar, que não opere. Essa informação sobre a segurança proporcionada pelo meio e a decisão de se navegar, cabia apenas a Armada.

  26. O fabricante recomenda a troca a cada cinco anos, o que realmente eu gostaria de saber é se as baterias do ARA San Juan, tivessem sido trocadas por novas e ele partice em missão erguesse o snorkel em mar revolto entra água o suficiente para alcançar as baterias e seu compartimento, mesmo sendo novas estas também poderiam explodir ou entrarem em curto circuito a ponto de explodir o compartimento por excesso de vapor de hidrogênio ???

    Saudações amigos do blog,

    Danilo José

  27. Camargoer,
    Só complementado seu comentário dirigido ao Roger, uma explosão provocada pela fusão do “hidrogênio” é um evento peso por peso milhões de vezes mais energético que qualquer reação química.

  28. Olá Roger. O assunto é sempre interessante. Tem um livro muito legal do Dalton Barroso “A física dos explosivos nucleares” que vale a pena. O texto é avançado, mas se você tiver paciência e não se preocupar demasiadamente com a matemática, dá para aprender muito.

  29. Bosco 24 de novembro de 2017 at 10:26

    Agora consigo entender o porque de usarem o termo:
    -Mãe de todas as bombas
    Se uma reação química da concentração de hidrogênio dentro do submarino fez isso, o que poderia imaginar se ele tivesse carregando uma ogiva, mas isso “se ele fosse” um submarino nuclear (que não é o caso)

  30. Olá Roger. O Daton tem um tese “SIMULAÇÃO NUMÉRICA DE DETONAÇÕES TERMONUCLEARES EM MEIOS HÍBRIDOS DE FISSÃO-FUSÃO, IMPLODIDOS PELA RADIAÇÃO” mas teria que buscar lá no IME no RIo de Janeiro. Eu acho que ela não está disponível para baixar pela internet.

  31. camargoer 24 de novembro de 2017 at 10:41

    Esse assunto desperta muito interesse, afinal desde a época da 2ª guerra, a única arma que qualquer pais faz de tudo para possuir e deter sua tecnologia, é a Termo Nuclear. Prova disso é a fissura do ditador Norte Coreano em finalizar seus testes de misseis, e depois mostrar ao mundo (que esse louco) pode ameaçar qualquer nação que se oponha a ele.

  32. Acompanho a trilogia a muito tempo mas nunca postei nada aqui. Gosto mais de ler os comentários dos nossos especialistas.
    Como sou engenheiro eletricista e tenho um bom conhecimento em banco de baterias, me sinto mais a vontade para dar meu pitaco.
    Durante o processo de recarga das baterias é o momento em que elas mais geram hidrogênio. E hidrogênio em ambientes confinados é extremamente perigoso por ser facilmente explosivo.
    Nenhum equipamento recondicionado fica no mês patamar de um novo.
    No Brasil não temos mais empresas especializadas em grandes bancos de bateria e nos últimos anos esses equipamentos são importados principalmente da Alemanha. Imagino que a Argentina também não tenha essa expertise.
    Se a Armada Argentina fez as manutenções preventivas no banco, e possível ter um histórico do estado deles e determinar se eles ainda estavam em condições operacionais ou não.

  33. Entendo que isto possa ser encarado de forma negativa pelas pessoas, mas esse “recondicionamento” é um processo certificado, feito por profissionais, que tem algum grau de garantia e segurança, correto??

    Sendo isso verdade, não vejo como seja possível jogar a culpa dos fatos (se realmente tiver havido essa explosão em virtude do hidrogênio) nas baterias remodeladas.

    Se eu tiver entendido errado a situação, perdoem-me! Bom dia a todos

  34. Fritz Pilsen, você não fala “a doenta”, “a adolescenta” ou “a videnta”. Portanto, não deveria falar o ridículo “a presidenta”. Essa novilíngua que o petismo quer impor aos brasileiros, desprezando séculos da língua portuguesa, só denota a soberba ignorante daqueles que a praticam como forma de posicionamento. Fica a dica…

  35. Interessante. Fui linchado no outro tópico porque relacionei o acidente com cortes orçamentários perpetrados por governos populistas. E agora matéria vem corroborar o que postei. Como diz o Juarez, o tempo é o senhor da razão.

  36. Eu ja visitei uma indústria que recondicionava baterias de caminhões nos anos 90 em Curitiba, ela sai com a mesma qualidade da nova.
    Eles tiram o ácido, abrem a bateria, tiram todas as placas, lavam, depois colocam placas novas que podem ser do mesmo produtor das baterias novas ou de outro produtor, trocam os terminais e no final fecham o conjunto lacrando as laterais para não vazar e enchem de ácido.
    Vejam que no caso Argentino foi feito com material e supervisão da VARTA, fabricante das baterias.
    Como as placas, os separadores, o acido e os terminais são novos, na realidade é uma nova bateria.
    Vejo muitos colocando o recondicionamento como causa automática do acidente.
    Obs: Até as baterias novas de caminhão são feitas com material reciclado, as carcaças velhas são recicladas e com seu material se faz as novas, o chumbo é reciclado das baterias velhas. Para garantir que as carcaças e o chumbo seja reciclado, as empresas nos EUA e Europa são obrigadas a comprar uma cota de material reciclado, mesmo que quisessem usar material todo novo.

  37. (9 milhões e 600 mil euros – 5.100.000,00= 4,5 milhoes de euros.
    Já sei quanto custou cada vida de cada marinheiro naquele submarino incriveis 103 mil euros.

    “, as baterias foram reparadas e parte do equipamento foi renovado ”
    Ou seja meia boca.

    Incrivel um submarino não ter uma bolça para o snorquel. Onde funcione como um diafragma, a agua aspirada fica no fundo e é expulsada por bombas, e o ar seja coletado pela parte de cima impedindo a aspiração de agua pelo motor.

    Eu tinha comentado horas antes da publicação do PN sobre a possibilidade de agua ter entrado pelo snorkel. E as matérias vieram muito bem para ilustrar esta possibilidade. Obrigado PN.

    Mas quem era o responsavel em comandar o submarino, no meu ver é o unico e direto responsavel pelo seu triste fim.
    Ele é o responsavel por dar a ordem de não zarpar, por medidas de segurança. É o responsavel pela ordem abandonar a embarcação.
    É o responsavel por dizer a real gravidade dos danos a serem comunicados a base.
    Este sim é o responsavel direto do sucesso de uma misão.
    Então falo a todos que ao exercer suas profições, lembrem de fazer seu check list. Para avaliar as condições do trabalho. Pois a sua vida não tem preço a aqueles que te amam.

  38. É bom lembrar, antes que a torrente de críticas se inicie (ou continue ainda mais forte), que mesmo que o submarino seja encontrado, não significa que possa ser acessado, ou que se possa entrar nele, ou muito menos que se possa erguê-lo ou se retirar partes dele. Fazer qualquer tipo de busca ou retirada de material pesado do fundo do oceano é algo EXTREMAMENTE complicado que envolve um sem número de variáveis. Navios como o Glomar Explorer não surgem do dia para a noite, certo?

    Muito do que foi aprendido com desastres passados foi adquirido através de análise de imagens obtidas à partir dos destroços dos submarinos afundados. Portanto não pensem que será uma tarefa fácil. Até hoje, por exemplo, as causas da perda do USS Scorpion não são definitivamente conhecidas. Existem algumas possibilidades que foram aventadas durante a investigação, algumas mais, outras menos prováveis de terem causado a perda do submarino.

    Então vamos com calma. Não duvido que encontrem o submarino, mas temos que entender as dificuldades que qualquer Marinha teria em se investigar um acidente dessa natureza.

  39. Realmente o tempo é o senhor da razão! Mas no caso do seu comentário Cel. Nery ele se desfez no comentário seguinte, Strobel está correto, baterias recondicionadas tem praticamente qualidade igual ao das outras.

    Quanto a entrada de agua pelo snorkel, a falha da solenóide que fecha a entrada quando as ondas ultrapassam a altura do snorkel causam entrada de agua vem acima do aceitável, pq mesmo.em condições OK d funcionamento, eventualmente entra agua mesmo. Acho q o correto seria não esnorquear com mar muito crespo. Outra coisa q não sei é se o procedimento padrão quando submerso são escotilhas fechadas. Provavelmente se tivessem a agua não teria atingido as baterias q estão no compartimento posterior a ponte ( não sei como se chama em subs), pois o snorkel fica logo acima deste.

  40. “Incrivel um submarino não ter uma bolça para o snorquel. Onde funcione como um diafragma, a agua aspirada fica no fundo e é expulsada por bombas, e o ar seja coletado pela parte de cima impedindo a aspiração de agua pelo motor.”

    Renan,
    Quem disse que não tem? O snorkel de submarinos é desenvolvido de forma a evitar a ingestão de água do mar, com dispositivos de segurança. Pode ter não funcionado de acordo, ou as condições de mar extrapolaram os parâmetros de segurança.

  41. “Porém, são apenas hipóteses. Somente quando e se o submarino for encontrado é que será possível, a partir da análise do naufrágio, chegar mais perto de uma conclusão sobre a verdadeira causa da perda do ARA San Juan.”

    Fui …..

  42. O senhor Jose de Padua esta certo,pode ter falhado tambem a valvula solenoide que fecha a admisao do esnorquel quando da passagem de uma onda mais alta.Na classe tupi esse sistema e eletropneumatico.

  43. Quem já serviu em submarino sabe o que acontece quando a válvula do snorkel é fechada quando é encoberto por onda. Os motores diesel continuam funcionando e roubam ar da tripulação e dá aquela diferença de pressão nos ouvidos.

    Tem uma história do submarino Humaitá classe Oberon que quando fez a travessia Dakar-Natal, um tripulante comprou um macaquinho Mico e levou para bordo para servir como mascote.

    Na primeira esnorqueada o macaquinho ficou maluco com a mudança de pressão nos ouvidos e na Segunda esnorqueada, morreu.

  44. O que a armada argentina poderia esta escondendo?
    ,
    esta matéria do poder naval, sobre a guerra das Malvinas, revela uma grande falta de competência gerencial, para dizer o mínimo do comando argentino,
    visto que antes da guerra, tinham uma encomenda de 10 sub, e acabaram enviando este submarino da matéria, fora de totais condições.
    .
    sem falar que a época não havia boa intercomunicação entre os comandos…
    ,
    Ora, como quem ataca primeiro, eles tinham todo o tempo do mundo para se prepararem…
    http://www.naval.com.br/blog/2009/07/24/um-contra-todos-parte-ii/
    ,
    Na noite de 19 de maio, o ARA San Luis regressava à sua base, depois de 39 dias de patrulha e 864 horas de imersão. Após algumas horas depois de atracado, seu segundo conversor de 400 Hz também ficou completamente fora de serviço.
    .
    Ou seja, os argentinos tem histórico de má manutenção…

  45. Editores do site, alguma notícia nova? Acho que li no G1 que a notícia da explosão provocou tumulto entre os familiares dos tripulantes do ARA Santa Cruz.

  46. É muito serio esta questão dos riscos de acidente, tanto pela entrada de água no snorkel quanto da geração de hidrogênio acima de nível.
    O Submarinos Brasileiros usam este mesmo tipo e baterias ? Existe bateria de lítio para Submarino e são mais segura do que estas ?
    Já achava a atividade de submarinista perigosa , depois destes risco passo achar uma das atividades mais perigosa para homem.
    Que Deus guarde os nosso guerreiros d MB

  47. “Acho que li no G1 que a notícia da explosão provocou tumulto entre os familiares dos tripulantes do ARA Santa Cruz.”
    .
    Sim, HMS Tireless, desde ontem essa comoção é mostrada à exaustão pela mídia argentina. Mas não faz parte dos temas que decidimos tratar aqui.
    Nenhuma novidade hoje, até o momento, nas buscas. Elas continuam e o porta-voz da Armada Argentina destacou as dificuldades de se encontrá-lo numa área considerada vasta, de cerca de 125 km de raio.

  48. Audax 24 de novembro de 2017 at 9:34
    Submarino não tem caixa-preta, a caixa-preta é o submarino’ diz juíza argentina.

    HMS TIRELESS. Se quiser vá lá e jogue gasolina na brasa. kkkk
    _______________________________________________________________________
    Sobrou para mim no outro tópico. Não comentarei mais nada que não seja focado no assunto. As vezes somos mal interpretados por escrever o que pensamos. Deixemos pra lá que a vida segue.
    Abraços

  49. A questão não é ter feito seviço “meia-bomba”. Acho que isso alerta para duas situações:

    1. Ainda que seja pouco, é natural na maioria dos casos um decréscimo de confiabilidade, durabilidade e/ou performance em peças recondicionadas. Não acho que alguêm, que tivesse que decidir entre voar em um avião completamente novo e outro repleto de peças recondicionadas, fosse preferir o segundo. Ainda que estivesse em perfeitas condições.

    No caso do San Juan, temos um submarino que entra em serviço em 1985 e tem suas baterias recondicionadas em algum momento entre 2008 e 2013, voltando ao mar quatro anos atrás. Sendo recomendada pelo fabricante, ainda que por excesso de zelo, a TROCA POR NOVAS a cada 5 anos, não é nada impossível que as baterias do San Juan estivessem funcionais, mas já com baixa eficiência no tocante à retenção de hidrogênio. Talvez isso significasse apenas que o monitoramento dos índices de hidrogênio fosse mais demandado, bem como os procedimentos de liberação do mesmo. Mas também pode significar que uma falha maior acabou ocorrendo, levando o hidrogênio rapidamente a níveis inaceitáveis.

    2. Sempre há uma lição a tirar. Voltando ao exemplo dos aviões, seguir as recomendações de manutenção e trocas de peças é o melhor que se pode fazer para manter a segurança. Óbvio que peças originais podem dar problemas e outras, usadas ou recondicionadas, funcionarem perfeitamente por anos sem manutenção. Mas a maldita estatística diz que é melhor optar por seguir o manual.

    E aí existe um ponto de filosofia. Quando se faz uma reviatlização tardia e opta-se por peças recondicionadas, está implícito que se faz uma concessão à segurança, uso ou performance, em nome do custo (e da coveniência). É a tese do “puxadinho”. Isso é que temos que aprender: gastar melhor o dinheiro e fazer bem feito. Ou alguém acha que faz sentido pagar o que pagamos (caríssimo!!!) para fazer os subs franceses aqui e depois ficar “miguelando” manutenção??? Como todos sabemos que é o dia a dia de nossas forças atualmente…

  50. É fácil entrar água pelo snorkel? Aqueles dias tinham ondas bem altas com mar revolto, será que isso influenciou a entrada de água pelo snorkel?
    .
    Sds

  51. “Theo Gatos 24 de novembro de 2017 at 13:26
    É fácil entrar água pelo snorkel? Aqueles dias tinham ondas bem altas com mar revolto, será que isso influenciou a entrada de água pelo snorkel?”

    Theo Gatos, há comentários mais pra cima falando justamente disso. Chegou a ver?

  52. Theo Gatos, ja foi mostrado aqui no debate que houveram outros acidentes mundo afora com água entrando pelo snorkel.
    Foi criado um sistema de valvula que fecha o snorkel em cima quando entrava água , mas em teste a valvula funcionou e fechou a parte de cima com água descendo dentro do tubo e ao sair a agua dentro do submarino causou um vácuo no tubo com um forte estampido quando entrou o ar do submarino pela parte de baixo rompendo o timpano de parte da tripulação, não funcionou o sistema.

  53. Apenas como informação sobre a hipótese de uma explosão causado por Hidrogênio liberado quando as baterias são recarregadas, a faixa de concentração de H2 com o ar que possibilita a ignição esta entre 4% a 75%, portanto bem extensa o que favorece a ignição. A temperatura de ignição é de cerca de 500 ºC muito fácil de ser atingida através de uma fonte de calor como um curto-circuito por exemplo. Em ensaio de desenvolvimento que tive a oportunidade de participar para utilização de gases como combustíveis automotivos o manuseio do H2 é terrivelmente perigoso, exigindo cuidados extremos, principalmente quando os vazamentos são pequenos, pois o H2 se inflama de forma explosiva a partir de relações combustível ar pobres (4%).
    Em outro tópico comentei sobre a dúvida sobre a tecnologia das baterias (chumbo-ácido ou Lítio) e o que parece as baterias eram do tipo chumbo-ácido o que explica a presença de H2 na fase de recarga.
    Creio em uma forte possibilidade do acidente ter como uma das causas a presença de H2. Dependendo da quantidade de H2 liberada uma explosão seria violenta em ambiente aberto e catastrófica em ambiente confinado.
    Espero que as operações prossigam e encontrem o SJ, principalmente para que as familias dos tripulantes possam ter os seus de volta para casa, vivos ou não.

  54. Galante e Nunão
    To com uma duvida desde o inicio da tragédia e aminha suspeita do snorkel ter falhado.Surge desta duvida.
    Não tenho base para saber mas talvez vocês ou alguem que cuida da manutenção de sub possa ajudar.
    Pois alguns materiais só funvionam em determinada posição, e até certo angulos. Sendo as vezes necessario a gravidade atuar.
    1_quantos metros é possivel erguer o snorquel acima do submarino?
    2_ supondo sem saber a metragem, que seja de 10m pois não sei quanto é possivel erguer. Com ondas de 6 e eventualmente 8 metros. O submarino poderia estar parcialmente forada da agua para o snorquel estar acima da cota da onda. E isto seria possivel a força do mar ter virado o submarino a ponto do mesmos ficar adernado ou de ponta cabeça? Realizando esta manobra por estrema necessidade para troca de ar e alivio do hidrogenio, bem como recarregar o resto das baterias.
    Não sei se seria possivel isto ocorrer. Mas considerando o comentario do galante sobre o motor continar a funcionar com o snorquel fechado. Seria terrivel e catastrofico se adernou ou virou de ponta cabeça.
    Me ajuda ae.
    Obrigado

  55. Vide a explosão de fukushima que foi causada por eletrólise da agua liberando H2 na cúpula do reator, da pra se ter noção da violência da explosão.

  56. Walfrido.
    Caminhão pode usar bateria recondicionada sim, mas ele não mergulha, seus motores diesel dispensam centelha, e o hidrogênio formado dispersa na atmosfera.
    E olha que considerando que a reforma começou em 2011 + 6 anos de garantia = 2017. Nem dá para reclamar da recondicionadora.
    Ainda assim, abrir um submarino como uma lata de sardinha para se colocar peças recondicionadas ofende minha noção de serviço bem feito
    Coisa de William Waack.

  57. Pergunta aos especialistas:
    A entrada de água no snorkel provocaria uma situação que levaria a uma explosão?
    Como foi dito anteriormente pelo Sr Galante, o bloqueio da válvula do snorkel, causa alteração de pressão no ambiente uma vez que os motores admitem ar (e muito ar em motores a Diese). Se o bloqueio foi grave a ponto de comprometer o funcionamento dos motores, o sub ficaria sem propulsão e sem energia para recarga das baterias o que não liberaria mais H2, o que não quer dizer que não existia esse gás ja liberado anteriormente. Minha dúvida é quanto à fonte de calor que pudesse provocar a ignição e explosão.

  58. Gambiarra das baterias. Uma causa muito plausível.
    Puxa o manual e claro troça a cada 5 anos por novas. Aí vem entendidos e pilastras fazendo o mesmo que fez no seu carro que tirou zero e acha que não vai dar em nada.
    Pobres submarinistas que pagam com a vida.
    Serve de alerta para os nossos.

  59. Na entrevista de ontem o jornalista questionou um ex membro do submarino que era da manutenção sobre isso, e ele disse que foram “reclacadas” ou seja só as placas mesmo e a solução ácida. Ele foi questionado porque só isso se a empresa manda trocar tudo e aí ele não soube responder. Ele não foi o responsável por essa troca de agora mas disse que sempre é feito assim.
    OU SEJA O VELHO HÁBITO DE FAZER GABIARRAS.
    Só que em casos como de submarinos não há margem para erro.
    E tenho certeza que aqui no Brasil devem fazer as mesmas m….. de gambiarras….
    Triste saber que para eles (governos) as vidas valem menos que um gasto necessário…
    Basta ver o caso dos coletes balísticos das PMs por aqui, que estão vencidos há anos…
    Muito triste.

  60. Camargoer, boa tarde.

    O livro que mencionou, de um grande pesquisador e docente brasileiro da área, provocou cataclísmas e erupções em algumas nações parceiras. Uma delas fomentou, através de agência internacional de energia atômica, quase uma inquisição para escrutinar o autor. Só não foi a frente, mesmo com a “pressão” quase explícita dos americanos, devido a intransigente posição do EB alegando ser um trabalho acadêmico (e na verdade foi uma tese de doutorado) e não uma planta ou projeto execucional.
    Mas, que as equações e teorizações de Girão Barroso levavam bem pertinho da W87…ah! Isso chegou.
    O CTEx o resguardou e o isolou.

  61. “Emmanuel 24 de novembro de 2017 at 8:41

    “(…)A presidente indicou que o principal trabalho do submarino ARA San Juan foi realizado inteiramente por técnicos argentinos, em contraste com o que aconteceu anos atrás, quando um navio gêmeo “teve que ser reparado no Brasil” porque “a indústria naval havia sido desmantelada”.”
    Já vi essa conversa antes.
    Aqui no Brasil.
    Esse é o resultado.
    Espero que não aconteça nada parecido com a nossa marinha.
    Ainda tenho esperanças que eles serão encontrados vivos e resgatados.
    Abraço.”

    Boa tarde,

    Analisando esses últimos acontecimentos, infelizmente trágicos, com nossos irmãos latinos americanos, posso dizer que infelizmente a corrupção fez mais tantas vítimas fatais.

    Com relação ao que nobre colega forista Emmanuel postou, permita-me discorda, pois fala que:
    “Já vi essa conversa antes.
    Aqui no Brasil.
    Esse é o resultado.
    Espero que não aconteça nada parecido com a nossa marinha.”

    E analisando ainda o recorte da matéria, postada pelo colega, vislumbro que a Marinha do Brasil, mesmo com todas as críticas que recebe, com toda a deficiência existente de recursos financeiros, materiais e humanos, permanece com um alto padrão e profissionalismo, pois como bem mostrou a matéria, o ARA Santa Cruz, fez o mesmo serviço no AMRJ, foi finalizado com êxito, e não houve problemas algum. Logo, podemos deduzir que, mesmo com todas a deficiências acima citadas, parece que a Marinha do Brasil permanece prezando pela qualidade e profissionalismo, realizando no próprio AMRJ, as fainas de meia vida dos seu meios navais (superfície e submarinos) sem comprometer a segurança dos mesmos.

  62. Renan, cortando a proa do Nunão e Galante, a exposição de mastros e antenas nos submarinos é mínima, a fim de manter a discrição… não podemos falar, portanto, em “metros”… e o submarino não vem à superfície, faz o esnorquel na cota periscópica…
    Quanto ao estado mar, bem, sou de superfície, só posso opinar e não afirmar… com ondas daquela magnitude, tenho minhas dúvidas se a faina poderia ser executada… com a palavra os amigos submarinistas que navegam por aqui…

  63. “(..) mero recondicionamento…”(.) disse um comentarista nesta presente coluna.
    Ora, ora…
    Foram trocados as placas e os diodos!
    Tornaram-se novas!
    O serviço foi feito pela Varta… Varta!
    E tinha garantia.

    Se os acumuladores do S-42 ARA San Juan são culpados do desastre por terem sido “recondiconados”, então parar a maioria das frota diesel-elétrica do mundo, que navegam com baterias idem.

    A Varta ofereceu um serviço que conhecia bem e a Armada Argentina certamente não era o seu primeiro cliente.

    Causa do acidente provável: arco voltaico, em um ambiente confinado com presença de hidrogênio. Uma falha na exaustão deste gás, cuja presença é típica nos painéis de baterias Ácido/Chumbo.

  64. O comentarista Walfrido Strobel fez um comentário pertinente, cujo argumento apoio, justamente por saber a mesma coisa: uma bateria “recondicionada”, é uma nova bateria. Trocados placas, diodos, ácido e conectores, sobra o quê além de uma carcaça inerte de material não condutor (plastico). Isto é uma bateria.

    Não acredito em admissão de água pelo snorkel. Entendo até que tenham quem adote esta teoria, pois ela é sedutora, todavia, os TR-1700 operam há anos em mares pouco amigáveis do Atlântico Sul e nunca reportaram problemas com o snorkel. Aliás, o snorkel fecha sempre que uma onda o cobre, sendo o responsável por isto uma das mais simples dentre formas geométricas tridimensionais: uma esfera.

    Sobre presença de animais a bordo de submarinos: gatos são permitidos na marinha russa, tradição dos tempos soviéticos, mas apenas nos submarinos nucleares.

  65. Quem re-emplacou os acumuladores foi a Hawker GmbH. Parte do grupo EnerSys, que adquiriu a Varta. O modelo era Varta 14UR12F e o contrato previa 964 células.

  66. César A. Ferreira 24 de novembro de 2017 at 16:27

    Há um problema com esse raciocínio, se trocaram todos os elementos e a bateria é praticamente nova, a diferença grande de custo não faz sentido, mesmo se adicionar custo corrupção e lucro abusivo pelas bateiras novas, de 10 milhões de euros pelas novas pra 5 milhões pelo recondicionamento, tem algo faltando nessa conta.
    Entretanto, se você comprar elementos similares que não os fornecidos pelo fabricante e não revisar elementos próprios eletrônicos da bateria, por exemplo baterias indústrias geralmente tem refrigeração e controle de temperatura próprios, não sei se de submarinos também tem, aí imagino que essa “bateria nova” fique realmente bem mais barata e funcionando zero bala apesar de ser bem menos confiável a longo prazo.

  67. César A. Ferreira 24 de novembro de 2017 at 16:43
    “Aliás, o snorkel fecha sempre que uma onda o cobre, sendo o responsável por isto uma das mais simples dentre formas geométricas tridimensionais: uma esfera.”

    Cesar, se a esfera a qual você se refere trabalha como uma boia de caixa dagua (quando a onda atinge o topo do snorkel a esfera boia e fecha a entrada) ela não é mais utilizada, hoje são utilizados eletrodos que dão descarga de 5V e menos de 0,01A na água, essa descarga e captada por outro eletrodo no topo do snorkel que aciona ou uma solenoide ou uma válvula pneumática e fecha a entrada de ar. O sistema tipo boia foi substituído por esse na década de 30 porque a boia travava com incrustações e água congelada.

    Algum submarinista saberia me informar se um sub quando submerso deve permanecer com todas as portas estanques fechadas??

  68. Obrigado pela informação, Sr. Alexandre Galante.

    Vamos lá…
    Embaçou para os argentinos… A empresa que adquiriu a Varta, também é alemã: EnerSys-Hawker Gesellschaft mit beschränkter Haftung (GmBH).
    Bom… Eu sei que o representante da EnerSys na Argentina também representa a Ferrostaal e que há uma denuncia pairando sobre o mesmo, mas isto política da Argentina e não vou me meter. O que sei é que por ter adquirido a Varta em 2002, certamente tinham como atestar qualquer trabalho nas baterias Varta 14UR12F. Sim, pois não acredito que qualquer trabalho feito nestas baterias não seja homologado pelo fabricante, principalmente se para furar um bloqueio britânico tenham estas sido re-emplacadas em território argentino.

  69. Olá, Sr. José Padua,
    Então, o exercício de desenho industrial que fiz foi de uma tecnologia industrial desatualizada, abandonada no pós-guerra. Ô dó… Mas, como fiz na época das canetas de nanquim, não era tão desatualizado assim: na época só quarenta anos.
    Obrigado por corrigir-me.

  70. Olá Jubelum. Eu lembro da confusão sobre o livro do Dalton. Inclusive, eu tenho o livro em casa. Um dia o FBI me leva preso… riso. Vale a penas ler sem se preocupar com a matemática e deixar para estudar as equações depois, com tempo e paciência.

  71. Nos últimos contatos do submarino com a base foi relatado um curto circuito nas baterias mas depois o submarino ainda fez um outro contato dizendo que tinham feito um conserto temporário para o problema e que iriam submergir para voltar diretamente a base. Seja lá que gambiarra que fizeram não deu certo, ou talvez já tinha sido liberado uma grande quantidade de hidrogênio durante o problema nas baterias ou mesmo continuou sendo liberado depois do ‘conserto’, de qualquer jeito as baterias recondicionadas parecem ter sido a peça central da tragédia, os parentes tem que cair em cima porque isso não foi um simples acidente.

  72. Há outra questão que gostaria de colocar.
    Há componentes que duram mais por uso, e há os que duram mais por desuso. Baterias são deste último tipo.
    Então se a bateria dura p.ex. 6 anos com 100% de capacidade em uso constante, se não tiver uso contante durará menos.

  73. Será que a explosão explica o aparecimento das bóias salva vidas?? Não sei se é esse o termo correto, provavelmente foi a única coisa que veio a superfície, ou o que sobrou do Submarino San Juan, espero não estar falando besteira.

  74. Renan, dê uma olhada nas fotos das matérias recentes, há uma delas que começa mostrando o que fica exposto num submarino snorkeando.

    Não faz sentido
    essa historia de expor mais um pedaço da vela pra aumentar a altura dos mastros e do snorkel. As linhas de um submarino moderno são otimizadas para um máximo de desempenho submerso e as linhas do casco externo (notadamente a parte instalada na parte superior do casco de pressão) visam dar um desempenho minimamente satisfatório quando na superfície. Um submarino só expõe parte da vela quando em missão de infiltração/exfiltração de comandos ou coisa do gênero, com o submarino parado, pra se manter discreto nessas condições, não é algo que se use normalmente em navegação, pois o desempenho nessas condições seria péssimo, nem submerso nem emerso.

  75. Srs

    Para tentar ajudar na compreensão do assunto baterias:
    As baterias chumbo acidas em processo de carga liberam hidrogênio, sejam novas ou velhas. É simplesmente parte da reação eletroquímica.
    Portanto, o fato das baterias serem novas, velhas ou recondicionadas pouco influem sobre a liberação de hidrogênio.
    O que pode impactar é a temperatura das baterias no processo de carga e o valor da corrente utilizada, que precisa ser graduada para manter a bateria em uma temperatura tolerável que não implique em empenamento das placas, o que leva a curto circuito entre elas, e a formação de bolhas de hidrogênio ou vapor no eletrólito, fatores que contribuem para a liberação de hidrogênio e corrosão de bornes e conectores das baterias pelo acido.
    As baterias em si não explodem, mas podem sofrer deformações por calor das placas e danos nos vasos. O que pode gerar uma explosão é o hidrogênio liberado para o ambiente, tanto que na carga de baterias, o recomendado é manter uma boa circulação de ar no ambiente para evitar concentrações de hidrogênio e sensores da presença deste gás que alertem a sua presença em concentração acima das consideradas seguras.
    Ou seja, um acidente com explosão causada pela combustão do hidrogênio só acontece se as medidas de segurança não foram adotadas ou falharem (falta de monitoramento da concentração de hidrogênio e da temperatura dos elementos da bateria em carga e de circulação de ar).
    Quanto as baterias serem recondicionadas, não há problema algum se os vasos dos elementos estiverem em bom estado, pois no processo, as placas, que são os elementos ativos, são substituídas, bem como as conexões e bornes. O mesmo vale para a troca do eletrólito, que aliás precisa ser monitorado continuamente e, eventualmente reposto, para se garantir a capacidade da bateria.
    Cabe observar que a capacidade da bateria (a energia que ela pode dispor) depende da natureza do material das placas e do eletrólito. Se houver troca dos materiais, a capacidade da bateria fica comprometida e pode, também ter comportamento diferente quando dos ciclos de carga e descarga (temperatura, resistência interna, valores e limitações de correntes de carga e de descarga, etc).
    E, se uma placa de algum elemento do conjunto de baterias se estragar (empenamento ou desagregação da placa) o que pode acontecer é um curto circuito entre placas e o comprometimento do elemento envolvido. Não uma explosão.
    Historicamente, os casos de explosão associados a conjuntos de baterias tem tido como fator causador a concentração, nos ambientes, do gás hidrogênio em valores acima dos índices seguros devido a falta de renovação do ar e de controles sobre a sua concentração.
    É claro que nos submarinos operando com snorkel o risco cresce e o controle sobre a concentração de hidrogênio e a temperatura dos elementos das baterias precisa ser muito mais exigente.

    Sds

  76. Pelos comentários postados nesta notícia, não é preciso nem mesmo resgatar o submarino das profundezas oceânicas para se afirmar a causa e o culpado do acidente: baterias recondicionadas e a Sra. Cristina Kirschner.
    Mesmo que o trabalho tenha sido feito de forma técnica e supervisionada, nada disso interessa a tais comentaristas, que já deram o seu veredito de “economia porca”, “serviço mal-feito” e “governo comunista/populista” antes mesmo do relatório oficial ser divulgado. Bizarro.

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