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Desembarque! HMS ‘Ocean’ participa de exercício de assalto anfíbio com a Otan

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HMS Ocean conduzindo Maritime Interdiction Operations, como parte do Exercício Niriis.
Fotos: OTAN

Manobra foi realizada no litoral da Ilha de Creta, em área onde a Otan, previamente, simulou varredura de minas

Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval

Dando continuidade à sua jornada como líder do Grupo Permanente da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) Dois (SNMG2), no Mediterrâneo Oriental, o porta-helicópteros de assalto anfíbio HMS Ocean (L12), de 21.500 toneladas, demonstrou suas capacidades, semana passada, ao apoiar (no mar e pelo ar) a força de desembarque incumbida de projetar homens e material em um trecho do litoral da Ilha de Creta, no sul do Mar Egeu.

Organizado pela Marinha da Grécia, o exercício – batizado Niriis 2017 – se estendeu da sexta-feira 17 ao sábado 25 de novembro, e foi precedido pela simulação de uma manobra de limpeza de área marítima, a cargo do Grupo Permanente de Contramedidas de Minagem Dois da Otan.

Este é o último desdobramento do HMS Ocean a serviço da Marinha Real.

Com sua baixa na Royal Fleet já programada para 31 de março de 2018, o navio foi oferecido, em março passado, à Marinha do Brasil.

Militares brasileiros farão uma última vistoria no estado das máquinas do porta-helicópteros (a primeira foi feita em junho passado) antes que seus superiores confirmem para a Marinha Real o desejo de ficar com o navio.

No final da próxima semana o Ocean inicia o seu trajeto de volta ao Atlântico Norte, navegando ao largo do litoral do Norte da África.

Quando regressar à sua base, no sul da Inglaterra, o barco já terá parte de sua tripulação remanejada para os porta-aviões Queen Elizabeth (R08, que se encontra na fase final das suas provas de mar) e Prince of Wales (R09, da mesma classe do Elizabeth).

Varredura – Defronte à Ilha de Creta, a flotilha de varredores da (Otan) foi liderada pelo navio hidrográfico/oceanográfico HMS Enterprise (H88), da Marinha Real. Tomaram parte na ação o barco mineiro turco TCG Alanya (M-265), o varredor búlgaro BGS Shkval (62) e os caças-minas Pembroke (M 107, da Inglaterra), Crotone (M 5558, da Itália) e Evropi (M 62, da Grécia).

Depois que esses navios declararam o perímetro marítimo de sua jurisdição livre de “ameaças”, um destacamento anfíbio de reconhecimento, formado por fuzileiros navais do Reino Unido e da Grécia, realizaram uma incursão exploratória no trecho da costa alvo da força de desembarque.

A manobra do mar para a terra foi realizada com o apoio de fragatas e submarinos gregos, além de paraquedistas do Exército helênico e unidades navais de Israel.
O conjunto complexo de tarefas exigiu coordenação cuidadosa das forças multinacionais em terra, mar e ar, e proporcionou valiosa oportunidade de teste à interoperabilidade dos países aliados e parceiros, permitindo que os barcos da Otan validem conceitos, procedimentos e táticas.

85 COMMENTS

  1. Na falta das escoltas podem aproveitar a suíte eletrônica que já conta com o radar 3D Artisan e instalar algumas células de VLS para lançar o Sea Ceptor.

  2. Exercício estranho. Juntos Grécia e Turquia. Turquia e Israel. Turquia e OTAN…
    A Turquia não se dá muito bem com a OTAN.

  3. Olá, bem meu sonho era ver 2 Mistral na MB, escoltado por 6 fragatas de 5 ou 6 mil t e 10 Tamandaré… Mas mas se vim o Ocean já esta bom demais!!! e com mais 2 OHP Australianas ou 2 Type 23 melhor ainda hehe
    Tomara que seja concretizada essa compra de oportunidade e a compra dos caça minas da Suécia.

  4. “Exercício estranho. Juntos Grécia e Turquia. Turquia e Israel. Turquia e OTAN…
    A Turquia não se dá muito bem com a OTAN.”

    Mas Nonato, a Turquia é membro da OTAN, embora as vezes não pareça!!!

    Cara, eu estou “em cima do muro”, a MB não pode comprar este navio mas , ao mesmo tempo, gostaria de vê-lo com nosso pavilhão, que dúvida atroz!!!!

  5. Meus caros amigos,

    para os aficionados pela ideia da vinda dessa banheirona para a MB, gostaria que tirassem uns minutinhos do seu tempo e dessem uma olhada na matéria do editor para assuntos de defesa Con Coughlin, do periodico britânico Telegraph do dia 14 de setembro de 2017.

    Nesta matêria o especialista em Defesa reclama da morosidade por parte da Royal Navy em disponibilizar meios para ajudar a população atingida pelo furacão Irma, e traça comentários entre outras coisas sobre o OCEAN.

    Vou colocar já de antemão um trecho do que ele fala aqui, porque isso é algo que venho abordando a dias: A problematica endêmica na propulsão do HMS Ocean(o que ao meu ver, seria um impeditivo para sua vinda para a MB), algo que necessitária ser mexido de cabo a rabo(mesmo após o navio já ter passado por uma reforma completa- daí o endêmico), o que demandaria tempo e avultado recursos dos quais a Marinha NÃO dispõem. Já que é do conhecimento de todos a falta crônica de recursos para tocar adiante projetos hora em andamento como o dos Subs…

    Vejam bem, aqui não será mais eu PRAEFECTUS falando, mas um periodico britânico, que imagino EU, não é dado a fakenews. Se, nem um orgão informativo do país de origem do Ocean, que é respeitado por aquilo que pública, for levado a sério, e vermos aí um fundo de verdade, então pode fechar pra balanço e vamos esperar o que a Sput diz sobre…

    Com vocês um trecho da matéria…

    A resposta inadequada da Grã-Bretanha para ajudar os territórios ultramarinos afetados pelo furacão Irma é resultado direto da redução do orçamento da defesa pelo governo “, afirmou uma fonte militar de alto escalão.

    “Reduzir as forças da Royal Navy significa que ele teve que confiar no HMS Ocean, que tem uma longa história de problemas com o motor. E quando o HMS Ocean encontrou dificuldades, não havia outros navios por causa da falta de tripulação e manutenção “.

    O HMS Ocean, que está em operação há duas décadas, deve ser descomissionado de acordo com sua missão atual, pelo que o Reino Unido não poderá lançar grandes operações anfíbias no futuro próximo. O navio tem uma longa história de problemas com o motor e sofreu outro acidente quando embarcava carga em Gibraltar para desembarque nos territórios ultramarinos britânicos afetados por furacões.

    O navio eventualmente navegou no final da terça-feira, e espera-se que ele atinja as ilhas atingidas por furacões, pelo menos até o final da semana que vem.

    – Se quiserem ler a matéria completa, disponibilizarei o Link logo abaixo.

    Grato

    Ps. eu não to ganhando nada para falar essas coisas….meu interesse é apenas mostrar os fatos!

  6. PRAEFECTUS, a Royal Navy desmentiu essa informação dos problemas nos motores do Ocean. São motores diesel, não são caldeiras, não é cosutme haver problemas sérios em motores deste tipo, quando acontece, troca-se o motor ou as partes afetadas.

  7. Carlos Alberto Soares 28 de novembro de 2017 at 15:05
    “Temos Hélis para todos os Navy’s ?” Isso já foi discutido e rediscutido aqui várias vezes e você continua a fazer essa pergunta, sugiro que você leia os comentários nas matérias sobre o Ocean que já saíram no poder naval, lá esta a resposta para a sua pergunta, que já foi respondida mais de uma vez
    Quanto ao em breve na Turquia, parabéns você esta sabendo mais que os turcos, o jornalista turco que deu em primeira mão que a marinha Turca estava interessada no Ocean CASO o Brasil desistisse, nos últimos dias estranhamente ficou em silêncio sobre esse assunto, diferentemente nos dias seguintes a notícia onde ele parecia animado, respondendo todo mundo e postando fotos e vídeos do Ocean, das duas uma, ou o pessoal da marinha turca que repassa informações para ele, mandou que ele se calasse ou ela já recebeu informações da mesma e não esta mais tão confiante da aquisição do Ocean pela marinha turca

  8. PRAEFECTUS… O HMS Ocean n sofre de problemas crônicos nos ”motor” .. nada fora da normalidade mas tb n e algo novo ,cuidados e períodos de manutenção mais curtas n seria nada fora do comum …e se for pensar numa realidade dentro do q a MB se enquadra .. vida longa ao navio por aki
    quanto ao tempo de ”resposta” do HMS Ocean as ilhas afetadas … a critica em si deveria ser voltada a Royal Navy ,talvez a imprensa de la considerou o envio do navio como simplesmente insuficiente (poderiam ter enviado um outro Classe Bay/Albion junto n?ou + meios da RAF ).. e n um critica diretamente ao navio em si ou sua ”falta de capacidade” pra algo .. tempo de resposta do HMS Ocean q foi praticamente 1 semana +- (atravessar o atlântico ) .. achei ate rápida sua chegada…
    navio vem operando de forma quase ininterrupta a quase 4 meses
    .

  9. Gostaria de saber quando a MB estiver de posse desta nave, o que teriamos de equivalentes para mobiliar o navio em termos de aeronaves para cumprir a mesma missão? Tipos ataque, transporte, antinsubmarino etc…

  10. Alexandre Galante 28 de novembro de 2017 at 16:07,

    meu caro, negativo, essa matéria é mais antiga em relação ao fato que você se refere.Outrossim, não é nenhum leigo que está fazendo essas afirmações, tratasse do editor de Defesa do The Telegraph. Alguém com expertise e bons contatos na Royal Navy. Não seria leviano a esse ponto…

    Ainda outrossim, seria esperar demais que a Royal Navy viesse a público e aquiescesse sobre tal fato…

    Não sou tão inocente para acreditar numa coisas dessas ainda mais com negociações em andamento para passar o abacaxi pra frente…

    Grato

  11. PRAEFECTUS, tem até gente brincando no Twitter com essa história dos “motores quebrados” do HMS Ocean. O The Telegraph não é imprensa espcializada, por isso é bom desconfiar do que dizem. No mais, a Royal Navy não quer empurrar o Ocean, pelo contrário, se dependesse dela continuaria com o navio.

    De qualquer forma os oficiais da MB vão examinar os motores e vão dar a palavra final.

  12. Ah Não Adson, isso não, chega dos mesmos nomes, outro, preferencialmente um novo, nunca usado, pls …

    BNS Joaquim X Tavares – G 41 ( o Xix é de Xuchuzaum)

  13. Mas comprar um navio com problemas mecânicos não seria novidade…
    O NAE também, em tese, veio bom, ou seria facilmente consertado.
    Diante da dúvida, vamos torcer para que essa avaliação que a Marinha fará seja conclusiva.
    Parece estar todo mundo com saliva por este navio. Grande…
    Uma nau capitania…
    E concordo com um colega acima que falou que estava na dúvida sobre ser uma boa ou não a vinda
    Sempre achei que precisamos de escoltas.
    Não temos dinheiro.
    Esses navios “acessórios” são acessórios..
    Precisamos de navios de combates e não de uma “cegonha” de helicópteros …
    Para mim, no mar, só fragatas e mísseis.
    E submarinos, claro.
    O resto é acessório…
    Desembarque de tropas? O Brasil planeja invadir algum país?
    Levar uns 20 helicópteros? Para quê?
    Isso não impõe respeito.
    Me parece que aquela corveta russa de 800 toneladas com 50 mísseis seria mais apropriada.
    Mas também não podemos negar que o Ocean é uma compra de oportunidade.
    Se não pagarmos 80 milhões de euros por ele, ninguém garante que teremos escoltas…

  14. Alexandre Galante 28 de novembro de 2017 at 16:36,

    meu caro, prefiro que brinquem no Twitter, do que com o dinheiro do contribuinte brasileiro…

    Em relação a sua afirmação de que não querem empurrar o abacaxi, me soa estranho meu caro colega. Afinal, vocé é afeito ao tema, e deve saber que a Grã-Bretanha tem feito corte substancial no orçamento da defesa entre outras coisas justamente por conta do pesado investimento feito na Royal Navy em seu programa dos Porta-Aviões Queen Elizabeth e desta forma vê como desnecessaria a posse do HMS Ocean.

    E, portanto, busca se livrar do mesmo o mais rapido possivel.

    Outrossim, a questão dos motores é apenas um dos óbices há uma eventual aquisição por parte da MB desta belonave…

    Grato

  15. Prefectus a RN nao quer se livrar do Ocean, e sim tem um problema pontual (dois) custos e material humano) e digo mais estes dois NAes vao acabar com o orçamento da RN …

  16. Os cortes são impostos pelo governo, não pela Royal Navy. A desativação do HMS Ocean e de outros meios está sendo bastante criticada.

    O único óbice à eventual compra do HMS Ocean é a falta de dinheiro da MB. Como já disse, a questão dos motores foi negada pela RN.

  17. Prefectus, quem foi que te disse que a ROYAL NAVY busca se livrar do mesmo o mais rápido possível? Creio que você deve ter se confundido com o que andou lendo por ai, a Royal Navy não queria se livrar do Ocean , quem quer se livrar do Ocean e não só deste mas também dos dois Classe Albion e mais algumas fragatas type 23 é o Mod . O motivo são diversos, que vem desde o Brexit que encareceu as compras de armamentos estrangeiros como o F-35, P-8, a revitalização dos apaches e etc…. por causa da desvalorização da Libra, até a causa principal que foi a explosão dos custos dos dois porta aviões Queen Elizabeth. Esses dois motivo, somado a outros fizeram um rombo gigantesco no orçamento de defesa britânico que o governo tenta sanar com cortes não porque eles querem, mas porque estão sendo obrigados a faze-los.

  18. Quem manda na Royal Navy são os políticos… Lá a coisa não é dividida como aqui. Quem decide o que vai ou não vai acontecer não é a Royal Navy.

  19. A Royal Navy queria ao menos manter o “Ocean” até ao menos o recebimento do
    “Prince Of Wales”, para fazer dupla com o “Queen Elizabeth” que será certificado como
    porta-helicópteros ano que vem…mas…como não há tripulantes nem recursos para tal
    se viu obrigada a despachar o “Ocean”.

  20. Seguindo orientações do Nunão…
    Estou postando abaixo o comentário sobre o NAe São Paulo,
    tomando como referencia o tema Desembarque! HMS ‘Ocean’

    Bem… Ao longo dos últimos anos tenho lido aqui no BN várias matérias sobre
    as várias reformas empregadas nos Porta Aviões que a MB possuiu.
    Ocorre que foi muito triste (para não dizer) deprimente assistir
    o NAe Minas Gerais sendo cortado no desmanche na Baia de Alang na Índia.
    Queria retomar este tema já discutido a exaustão aqui ao longo do tempo,
    mas agora tudo indica que assistiremos ao mesmo filme, com o que está
    a espera do NAe São Paulo.
    Diante disto pergunto:
    Haveria alguma esperança ou outra forma de utilização do NAe São Paulo,
    que não seja para ser vendido e terminar da mesma forma que o Minas Gerais ?

  21. Roger…
    .
    infelizmente não há nada que se possa fazer…o casco pode estar até bom, mas, o recheio não está, ele não navega.
    .
    A ideia foi boa, finalmente à marinha teria suas aeronaves de asa fixa e se teria um NAe maior
    que o “Minas Gerais” que a propósito também passou muito de seu tempo indisponível, mas,
    o sonho acabou ao menos por hora.

  22. Prezados,
    A MB mantem décadas de cooperação com os Ingleses e principalmente com a Royal Navy, não tem sentido em jogar esta credibilidade pela janela. Sinceramente não consigo acreditar que um jornal (mesmo respeitado) tenha mais credibilidade que a RN.
    No mais, a MB vai mandar um time para verificar o estado do navio.
    Existe muita crítica na venda do Ocean, alguns técnicos (sobre o ponto de vista militar) outros financeiros (passou por uma atualização a alguns anos).
    Eu na minha visão de leigo tenho lá as minhas dúvidas sobre a necessidade de um navio como o Ocean mas por um outro lado, me parece ser um negócio muito bom para se perder. A minha dúvida é mais no sentido que me parece que existem outras prioridades como escolta.
    Se realmente o Brasil decidir se focar na África, então o navio se justifica.
    Tem sentido?

  23. MO, Alexandre Galante e Jr,

    meus caros, não me levem a mal, mas, creio que estamos trocando 6 por meia-duzia.

    Porque, meu caro MO, se existem dois problemas pontuais, o meu interesse é me livrar do mesmo, correto!!?? De uma forma ou de outra…

    Galante meu caro, se há tal óbice, sensato é não ir contra os aguilhões, correto!!!?? O Prosub que o diga…

    Jr meu caro colega, se é, o Mod ou a Royal Navy, isso não interessa para o contribuinte brasileiro, interessa que, se nem mesmo uma economia a frente da nossa, por conta dos seus “problemas pontuais”, busca fazer seu dever de casa pondo a mão onde alcança, nós que estamos a cada dia tendo que apertar o cinto das calças, vamos brincar de desembarcar na praia dos outros, se nem mesmo nós possuimos REAL capacidade de defender nossas praias!!!???

    Porque, cadê nossa REAL capacidade de meios de combate, para prover segurança, há sistemas de projeção de poder??? Como seria o caso do OCEAN… cadê???

    O Ocean tem problemas sim, que demandaria tempo e recursos que não podemos nos dar ao luxo de dispender neste momento. Melhor é passar a bola e focar em alanvancar nossa capacidade de choque em combate!

    Grato

  24. o problema pontual é da RN, não nosso

    Quanto vc questionar em parcos recursos adquirir um escolta ou um anfibio até entendo, mas nao creio ser o motivo de problemas e tals, tanto o é que o navio esta operando

    Em qqr instâcia, se um dia precisarmos, vai ser dificil um negocio nas condições em questão, é o tal lance da oportunidade …

  25. Humberto…
    .
    acho que não se discute a necessidade de fuzileiros navais e gostando ou não uma das
    atribuições é o desembarque em território nacional mesmo e para tanto são necessários navios e apesar do “Bahia” ser “novo” outros estão chegando ao fim de suas vidas úteis e pode se estar pensando nisso também, adquirir o “Ocean” e dar baixa em algum outro no curto prazo.
    .
    Existem outras prioridades de fato, mas, não existem muitas opções de “escoltas”…tem
    as duas fragatas australianas, mas, e todos aqueles mísseis caros, será que é o momento
    para se pensar em SM-2 e ESSM ?
    .
    Então independente da prioridade ser os escoltas ou combatentes de superfície não dá
    para olhar para o outro lado quando outro tipo de navio é oferecido e encontra-se razoavelmente ao alcance do bolso da marinha.
    .
    O “Ocean” não é um NAe complexo como era o “Foch”…e é bem mais fácil de tripular e manter
    e terá seu valor caso seja decidido que vale a pena adquiri-lo.

  26. Humberto,
    Eu acho que a incorporação de um navio tipo LPH como o Ocean não deve ser pensada como uma ampliação da Marinha, ou para incorporar um novo tipo de missão ou tarefa, mas sim para estancar a perda de parte das missões, tarefas e navios que a Marinha vem perdendo. O navio, se estiver em condições de serviço sem problemas anormais por uns 15 a 20 anos, permitirá manter uma capacidade de dissuasão e de projeção limitada de poder (seja frente a ameaças a nossos próprios territórios no continente ou em ilhas, seja externamente) que temos na arena anfíbia, de uma forma operacionalmente mais moderna.

    Pra ter uma ideia, perto do final do século XX, ou há duas décadas, a MB possuia 2 NDD (navios de deaembarque doca) e 1 NDCC (navio de desembarque de carros de combate) de maior porte, além de 3 ou 4 NTr (navios-transporte de carga e tropas) de porte médio, aos quais podia somar 1 NAeL (navio aeródromo ligeiro) para prover algum apoio aerotransportado (este substituido por um NAe no início deste século).

    Praticamente todos esses 7 a 8 navios deram baixa ao longo desses 20 anos (exceto o NDCC Mattoso Maia, em longo período de manutenção geral) e no lugar deles se incorporou apenas 3: o NDM Bahia de origem francesa (substituindo com vantagens apenas um dos dois NDD) e dois NDCC relativamente pequenos de origem britânica (substituindo também com vantagem e flexibilidade maior os 3 ou 4 NTr).

    O Ocean permitiria substituir, ainda que não da mesma forma, as capacidades de apoio aerotransportado que o NAeL/ NAe poderia conferir (ainda que não opere asa fixa) e, também não da mesma forma, a lacuna que o segundo NDD deixou (ainda que não tenha doca). Mesmo não substituindo ambos do mesmo jeito, o Ocean traria outras capacidades e disponibilidade que combinam com as formas de operação mais moderna das forças anfíbias, que são um fator de dissuasão a ser levado em conta por eventual ameaça, além de uma capacidade ofensiva que o país possui e que pode ser útil em vários cenários.

    Enfim, olhando no longo prazo, estaríamos ao final desse período de mais ou menos 20 anos que mostrei acima realizando a substituição de 8 navios por 4, porém em boa parte provendo formas mais modernas e adequadas de atuação nos cenários atuais, e apontando para substituições futuras ainda mais adequadas.

    É assim que eu vejo as coisas e é nesse sentido que acho que a aquisição do Ocean, desde que em boas condições, seria muito interessante para a MB – e frente aos navios que deram baixa, e que ele tomaria o lugar em certas funções e acrescentando outras, teria operação mais econômica (frente a NAe, NDD e Ntr que tinham propulsão a vapor). E também proporcionaria novas experiências nessas operações para se repensar seus futuros substitutos, especificando com mais propriedade as características de novos NPM (navios de propósito múltiplo, como são exemplo as classes Mistral e Juan Carlos I) que a MB já sinalizou que tem interesse para o futuro, após resolver outras prioridades – e poderia (agora já seria um “wishful thinking” meu) pensar no seu futuro NAe como um NPM.

  27. Roberto
    Legal o vídeo – os Britânicos que por natureza são péssimos em senso de humor e descontração é bom saber que gerações mudam e as vezes para melhor. Não me pareceu que eles estão embarcados em um navio com problemas na propulsão que poderia deixá los a aderiva.

  28. Arghhhhhhhhhhhhhhhh, muda o disco, digo o nome …. muda MB, seja criativa ….. daqui a 300 anos vao perguntar conhece o fulano, e falaram qual dos 30 ?

  29. “Top Gun Sea em 28/11/2017 às 19:55
    os Britânicos que por natureza são péssimos em senso de humor e descontração é bom saber que gerações mudam e as vezes para melhor.”

    Péssimos em descontração eu tenho dúvidas. Mas em senso de humor tenho certeza de que são ótimos.

  30. Carlos Alberto Soares 28 de novembro de 2017 at 15:14
    Podem babar:

    Carlos Alberto Soares
    Ao postar estes vídeos do Ocean você se entregou. Na verdade você estå ansioso para vê lo com a bandeira do Brasil na baía de Guanabara.

  31. Fernando “Nunão” De Martini 28 de novembro de 2017 at 20:13

    Péssimos em descontração eu tenho dúvidas. Mas em senso de humor tenho certeza de que são ótimos.

    Nunão
    Não tive essa sorte convivendo com eles mas, está valendo.

  32. MO 28 de novembro de 2017 at 19:56
    Arghhhhhhhhhhhhhhhh, muda o disco, digo o nome …. muda MB, seja criativa ….. daqui a 300 anos vao perguntar conhece o fulano, e falaram qual dos 30 ?

    Xi, MO…

  33. Alguém pode me dizer se a Petrobras fabrica todos os tipos de combustíveis usados pelas forças armadas e se este é repassado a um valor menor. Ou se podem ficar a vontade para consumir e promete que “paga tudinho tudinho no final do ano” que nem diria o chaves.

  34. Oi XO, ja devia ter imaginado, devida a TREMENDA criatividade em nomes e indictivos visuais (e olha que nem fui nos prefixos …)

    so por favor entaum que nao seja A Onzimo, que ao menos seja G e que nao seja PWMG …. rssssss (ao menos) … pqp … kkkkk mas ta bom, ta valendo, ,…. kkkk

  35. “Top Gun Sea em 28/11/2017 às 20:32
    Nunão
    Não tive essa sorte convivendo com eles mas, está valendo.”

    Que pena.
    Conheci poucos, mas tive a sorte de terem ótimo e peculiar senso de humor, com o qual me identifico bastante, assim como em suas manifestações audiovisuais (TV e cinema).

  36. O Porta-aviões São Paulo, tecnicamente pode ser tornado operacional? Se sim , qual seria o custo? O valor que os ingleses pedem pelo Ocean, ( 80 milhões de euros ), daria para recuperar o Nae São Paulo?

  37. Não Aurelio, o valor para torna lo operacional seria muito superior, a questão é valeira a pena no custo x benefício ? , ja que temos parcos recursos em detrimento da destinação do mesmo recurso escaço entre os outros mios da armada. SE houvesse dinheiro sobrando, sim, possivelmente valeira a pena, mas como se é sabido não é o caso

  38. Aurelio 80 milhões de euros não dá para recuperar o Saõ Paulo,o casco do navio
    esta bom o problema é a propulsão e os turbo geradores,para substituir a planta
    propulsora é preciso mais de 500 milhões de reais.

  39. Aurélio, tem várias matérias aqui no Poder Naval sobre o NAe São Paulo e os projetos de reforma que se estava planejando e orçando para o mesmo. Você pode acessá-las usando o campo busca do blog digitando o nome do navio ou outras palavras-chave, como no google. Vai encontrar bastante conteúdo e terá respostas bem detalhadas à sua pergunta.

  40. Prezados,

    Quanto ao Ocean, a MB já deixou claro que tem interesse em adquirir. Ao que parece, existe boa vontade do MD, para liberar os recursos para aquisição.

    Falta, portanto, analisar mais detalhadamente as condições do navio.

    Concordo com o ponto de vista do Nunao.

    Quanto ao futuro NAe, cabe ressaltar que o planejamento anterior, onde se pretendia um navio com deslocamento entre 50.000t e 60.000t, dotado de catapultas e cabos de parada, está em processo de revisão, sendo que novos estudos estão sendo realizados e não há qualquer definição sobre as características do futuro NAe.

    Abraços

  41. Prezado Aurélio,

    A modernização do NAe SP estava orçada 1,6 bilhão de dólares. Quase o valor das 4 CCT.

    Abraços

  42. Dalton e Nunão, obrigado pela explanação, muito didática.
    Particularmente gosto do Ocean (tenho simpatia sim pelos navios Ingleses) assim como da filosofia dele (como a do Mistral) de utilizar metodo de construção da marinha mercante.
    No mais, andei lendo alguns posts sobre a venda nos fóruns britânicos, muita chiação mas se vale de consolo, grande parte é contra a venda para a Turquia.

    Aurélio,
    Creio que sim, pode se tornar operacional. Na época o valor era na casa de um bilhão de reais. Hoje, tende a ser mais alto.

  43. Prezados,

    O longo período para desmobilização do NAe São Paulo (3 anos), tem possibilitado à DEN realizar estudos detalhados do navio, a fim de se utilizar o conhecimento adquirido para o projeto e construção de um futuro NAe.

    Abraços

  44. Uma pergunta de um leigo e não se tratando do possível nome do Ocean em si,mas de uma forma geral porque nunca houve uma homenagem da MB para D Pedro ou José Bonifácio que foi um dos fundadores da Marinha sabe não sei se os foristas concordam comigo,mas se existem figuras talvez políticas que mereçam uma homenagem (isto é ao meu ver),não sei dos senhores são esses os nossos antigos membros da família real,acho que seria justo a MB e daria até um nome mais pomposo eu acho do que Minas Gerais,sinceramente eu sou mineiro e estranho porque tivemos um NAE com nome Minas Gerais,claro fico honrado como mineiro,bom não sei ao certo o motivo,de certo modo até concordo não colocar nomes de líderes porque tem muita gente aí que não merece,mas esses dois aí que falei foram pessoas que amaram esse país profundamente e são as bases da nossa nação. Isto é opinião de leigo e de admirador da história e do império brasileiro,posso ter sido meio partidário por gostar da história de glória do nosso império.Desculpem a fuga um pouco do tema de debate é só uma curiosidade pessoal.

  45. Gabriel Oliveira, José Bonifácio eu concordo e até já sugeri num outro tópico.
    Dom Pedro I vejo com ressalvas, pois largou o trono brasileiro para tentar tomar o português.
    As Forças Armadas tem má-vontade com os personagens do Império (exceto aqueles que eram militares) talvez até como justificativa para o golpe que implantou a República.
    Eu acho que esse golpe foi bem vindo e a República é melhor que o Império, mas não sou a favor de manter esse ressentimento com os personagens de nossa história e acho que muitos deles deveriam ser homenageados.

  46. MO e demais colegas debatedores , falando em tese, caso o Ocean viesse a ser adquirido, haveria a possibilidade de o navio ser adaptado para operar o F35-B?

  47. Dalton 28 de novembro de 2017 at 18:50 e Fernando “Nunão” De Martini 28 de novembro de 2017 at 19:09

    Esses dois comentários resumem bem os bons motivos para adquirí-lo. Ele poderá suprir algumas lacunas da MB que, através dele, terá um navio polivalente para missões anti-submarino, anti-navio, anfíbia, transporte de tropas, de apoio aéreo e até de apoio contra catástrofes, a depender da configuração do grupo aéreo e do seu deck inferior.

    Hoje não temos dinheiro para ter uma grande quantidade de navios mais dedicados. O Ocean não ganhará nenhuma guerra sozinho. Mas para tempos de paz e cofres vazios, é uma excelente ferramenta, a custo bem razoável.

  48. Excelente tema, Gabriel Oliveira e Rafael Oliveira! Eu não vejo nenhum problema em homenagear figuras do Império. Ninguém é perfeito e, fora dos registros oficiais, nenhuma personsgem histórica é plana. D. Pedro I deixou o trono do Brasil por dever de ofício junto à sua Casa Real. E deixou seu filho aqui para continuar sua obra. Ele certamente amava o Brasil e se considerava muito mais brasileiro que português. Junto com seu filho, D. Pedro Ii, e com José Bonifácio, para mim, representam a idéia e consolidação da identidade brasileira.

    Não sou monarquista, nem acho que temos tradição monárquica que justifique a volta de um regime nesses moldes. Mas, com suas virtudes e defeitos (já li até mais sobre os defeitos…), essas três figuras foram os necessários artífices políticos do nosso conceito de nação. D. Pedro Ii, inclusive, pagou com o desterro sua postura de deixar que o Brasil traçasse seus caminhos.

    Por isso acho que seria bem legal batizar o Ocean como D. Pedro I. O homem que viabilizou nossa Independência bem que merece tal singela homenajem.

  49. Bom não sei se o Ocean vem ou não ,mas tá ai um nome para um navio ,talvez não agora mais um dia e a marinha tá ai batendo na porta dos 200 anos,José Bonifácio como um dos fundadores e idealizadores de que precisavamos ter uma marinha grande para sermos livres e independentes até mesmo dos portuguêses e outros países,são figuras creio eu que merecem algum reconhecimento histórico.Sobre o golpe de 1889 creio que a marinha não foi tão adepta,vale lembrar que pós o golpe a marinha varias vezes se revoltou e até ameaçou bombardear o palácio do governo nos primeiros anos de republica.

  50. Bem, como o PIB de 2017 cresceu, talvez a Marinha do Brasil tenha uma verba extra para comprar o HMS Ocean. Espero que comprem sim!
    Sobre o nome, considerando que no governo JK, batizaram o NAeL de Minas Gerais; que no governo FHC, batizaram o NAe de São Paulo. Portanto, no governo Michel Miguel Elias Temer Lulia, seria razoável que o batizassem de “Tieter” – cidade natal de Temer, posto que o NAe São Paulo ainda existe.
    Agora, o mais legal seria NPHe Temeroso!

  51. Sequim 29 de novembro de 2017 at 5:15
    Bom não sou um profundo conhecedor mas pelo que já vi demais colegas aqui comentarem é bem inviável e principalmente no nosso caso de orçamento parco fazer tão adaptação ou sequer sonhar com F-35B,eu particularmente acho que será o mais viável em um futuro em termos de asa fixa,visto que o Sea Grippen sequer existe,o F-18 SH pode até ser,Rafale Marine os olhos da cara,mas é dificil mensurar se de fato teremos porta aviões ou NPM ,LPD,sendo que vejo nos dois ultimos a melhor chance de vislumbrar algo compativel com realidades(devaneios) de orçamentos futuros.

  52. Como assim não temos tradição..Monárquica!!!!…o Brasil caminhava para ser um dos grandes Impérios do mundo..o GOLPE de 1889 tirou o brasil de seu destino…. essa tradição foi usurpada..por um grupo de militares.. revoltosos..depois desse 1 golpe.. revoluções revoltas..renuncias.. Impechement.. suicídio de presidente e por ai vai.. alguém em sã conciência diz que a república aqui..deu certo..!!fala sério….república sim mas de bananas..uma vergonha ..a luta pura pelo poder. Senado..Congresso..um balcão de trocas..e o povo.. assiste…bestializado.o desfile… exatamente como na manhã do dia 16 de novembro de 1889..Como Escreveu Ruy Barbosa. em 1914.. envergonhado por ter redigido a carta ..que fundamendou a Re..publica…De tanto ver triunfar a nulidades…..de tanto ver…um homem chega a rir-se da honra a ter vergonha de ser honesto… essa foi a obra da república nos últimos anos..ele escreveu isso em 1914.. lá se foram 128.. desse maldito golpe… até agora vivemos a cada novo governo… a mesma coisa vamos a frente ..e voltamos…a traz..as oligarquias que deram apoio ao golpe la em 1889 são as mesmas presentes nos dias de hoje..Os revoltosos exilaram a família imperial.. durante a madrugada..porque temiam a revolta do povo..pois Pedro II era respeitado aqui e no mundo.. como o maior estadista conhecido daqueles..tempos..e depois dele..que estadista o Brasil teve!! da mesma estatura e importância..nossas fronteiras são o que são hoje graças ao Barão do Rio Branco.. que lutou mundo a fora para garantir nossa..dimensão atual… e por ai vai… podemos nos orgulhar hoje de termos um pais de dimensões continentais graças a força que manteve essa terra unica sob a mesma bandeira… a Bandeira do Império do Brasil… uma mesma língua de norte a sul ..e por ai vai.. nem precisa dizer que sou..Monarquista..

    AVISO: O ESPAÇO NÃO É PARA FAZER PROSELITISMO POLÍTICO, SEJA ELE REPUBLICANO, MONARQUICO OU QUALQUER OUTRO. LEIA AS REGRAS DO BLOG.

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