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ARA San Juan: contato foi descartado e a busca continua

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Comparação entre o hélice exibido no contato a quase 480 metros de profundidade e o hélice do submarino ARA San Juan

02/12/2017 – Com a tecnologia russa foi possível inspecionar um dos contatos encontrados e foi descartado porque não era o submarino

A Armada Argentina, sob o Ministério da Defesa, no contexto das operações de busca do submarino ARA San Juan, informa que o contato detectado em 30 de novembro com a ecosonda multi-feixe pelo navio “Victor Angelescu” do Ministério do Agronegócio, foi verificado visualmente pelo ROV Pantera Plus russo embarcado no aviso ARA Islas Malvinas, dando um resultado negativo por não combinar com o submarino.

O contato foi inspecionado entre as 9 e as 13 horas hoje, na posição 46°24.5′ Sul e 60° 11.7′ Oeste até uma profundidade de 477 metros, sendo alongada, com inclinação norte-sul, de aproximadamente 62 metros de comprimento e 13 metros de altura.

Após a análise das imagens obtidas, confirmou-se que o contato em questão não corresponde ao casco do submarino ARA San Juan.

Desde o início, esses dados não pareciam consistentes com a cinemática do submarino para a Armada Argentina, já que estava a 27 km a sudoeste (SW) da última posição reportada.

O Ministério da Defesa e a Armada Argentina lamentam que a divulgação e a interpretação precipitada das imagens obtidas, sem serem previamente contrastadas com outros sensores, e sem a rigorosa análise do Centro de Coordenação SAR em Puerto Belgrano despertaram expectativas lógicas nas famílias e em toda a sociedade, agora tem que enfrentar uma nova frustração.

Mantivemos o compromisso de informar, sempre com verdade e transparência, todos os dados verificados, privilegiando o conhecimento prévio dos parentes dos nossos 44 camaradas.

Visão de sonar de alta resolução que parecia ser o ARA San Juan
Submersível russo Pantera Plus

FONTEgacetamarinera.com.ar

36 COMMENTS

  1. ta vazando tudo ai na Argentina em… o navio explodiu a 600 metros, ele pode submergir até 800 metros
    agora temos a foto da hélice..

  2. Deveriam ter falado de qem se tratava esse contatoi ,ja que tem uma helice ali e ate´outra parte q aparece parece ser de um sub …não saqei direito essa foto

  3. E o sofrimento continua.
    Tá difícil achar esse TR 1700 !!!
    A ARA deve tar achando bom em não achar o Sub.
    Menos aporrinhação pra eles !!!

  4. Poderia esse contato ser um U-boat alemão, que não deveria ter aparecido??? Tipo aqueles que retiraram Hitler e a cúpula de Berlin para a Argentina??

  5. Esse hélice aí não é do San Juan. É russo, provavelmente um desses novos Kilos chamados de ‘buraco negro’ por causa do seu silêncio. O hélice do San Juan tem as pás mais simples e o centro é reto, não pontudo como esse da foto.

  6. Estava vendo imagens e videos na época em que foi consertado e a Hélice dele é a mesma mostrada na foto de comparação

  7. Como é difícil achar um submarino kkkk fico feliz do Brasil estar construindo 4 convencionais e 1 nuclear.
    Uma pena ter ocorrido isso com os argentinos!

  8. Cássio, obrigado pelo envio das fotos, você está certo. Ou a ARA errou na foto ou trocou o hélice do submarino durante a modernização, o que ocorre às vezes. Abaixo seguem duas das fotos que você enviou:

  9. Mas que sondagem estranha.
    Definem se é ou não pela hélice…
    Pelo resto não se identifica nada?
    Não deve haver muitos submarinos “fundados” naquela área específica.
    Diferenciam um submarino de um barco de pesca pela hélice?

  10. Sempre às ordens, Galante. Parabéns pelo site.

    Se eles trocaram a hélice durante a reforma, não sei dizer. Mas muito certamente não iriam colocar uma hélice idêntica a do Kilo né?

    Acredito que o mais próximo do que eles fizeram está na foto postada logo acima pelo Walfrido.

  11. É verdade Cássio, andei vendo umas fotos de hélices de submarinos, e o da foto parece de desenho russo mesmo.

  12. Só pra complementar, e não estender demais o assunto.

    Vale lembrar que os hélices russos são todos voltados para a esquerda, quando se vê da popa para frente, como se pode perceber pela foto. Não sei se é mania deles, ou qualquer outra coisa. Todos os outros submarinos do mundo, assim como muitos navios, tem os hélices voltados para a direita.

    Resumindo, os russos giram para a esquerda e os outros, incluindo o San Juan, giram para a direita.

    Talvez isso gere alguma diferença acústica, não sei.

  13. O único submarino russo que tem o hélice diferente é o Lada, que gira para a direita. Também tem aqueles de duas hélices, Oscar, Delta, Typhoon, cujas são voltadas para o meio, ou seja, uma para a direita e a outra para a esquerda.

  14. Alexandre Galante 3 de dezembro de 2017 at 15:09
    “O hélice na Marinha, A hélice na Aeronática.”

    Estranho isso Alexandre Galante, meus professores de português e os dicionários sempre indicaram Hélice como substantivo feminino. É jargão específico de determinada Arma em português? Talve até seja, mesmo que eu nunca tinha ouvido falar.

    Vai uma discussão lexográfica sobre isso aqui, entre os portugueses (os “donos” da língua):
    “A argumentação de que a palavra é masculina no domínio da náutica e feminina no da aeronáutica parece carecer de fundamento lógico, uma vez que se trata do mesmo tipo de mecanismo; ”

    https://www.flip.pt/Duvidas-Linguisticas/Duvida-Linguistica/DID/4833

  15. “O Vocabulário da Língua Portuguesa (Coimbra: Coimbra Editora, 1966), de Rebelo Gonçalves, considerado uma das referências máximas na lexicografia portuguesa, regista hélice apenas como substantivo feminino, respeitando o étimo latino feminino helix, -icis com a seguinte nota em aditamento “Corrente, mas etimologicamente inexacto, o gén. masc.”.”

    É por isto que perguntei, é “jargão” da Marinha isso de “o hélice”?

  16. Todo professor de português vai te dizer que “o hélice” está errado, mas como vc não vai conseguir convencer um marinheiro é melhor usar “o hélice” para falar com eles, é o que faço.

  17. ScudB:

    Muito bom o site. Tem muita coisa boa ali que eu não conhecia. Valeu

    Interessante observar como os hélices russos eram antiquados até o início dos anos 80. Foi só rolar aquele escândalo da Toshiba e os caras passaram a produzir hélices mais refinados.

    Walfrido:

    A foto que você postou é bem nítida e dá pra perceber alguns detalhes do hélice. Obrigado.

    Eu também dou minhas escorregadas e as vezes chamo de “A” Hélice. Faz parte…

  18. Cássio 3 de dezembro de 2017 at 16:07

    “Eu também dou minhas escorregadas e as vezes chamo de “A” Hélice. Faz parte…”

    Vc é marinheiro? “escorregada” só se o for.

  19. no tópico hélices, há mais de dois anos, parece seguir sem atualização:
    “O que teria ocorrido para que os dois hélices [da Fragata União] ficassem grave e simultaneamente avariados [a ponto de ter que docar na Itália]?

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