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França oferece ajuda aos fuzileiros navais do Reino Unido com navios de desembarque

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Navio de desembarque anfíbio Dixmude fotografado quando visitou o Brasil em 2012 – Foto: Alexandre Galante

Marinha Francesa pronta para apoiar a unidade de resposta rápida da Grã-Bretanha

Os chefes militares franceses estão dispostos a oferecer aos fuzileiros navais britânicos (Royal Marines) um maior acesso a alguns de seus navios de guerra, se os ingleses decidirem acabar com a frota de desembarque anfíbio da Grã-Bretanha para ajudar a completar o rombo de £ 20 bilhões no orçamento de Defesa.

De acordo com dois altos oficiais militares franceses, a França está discutindo o plano que permitiria que a unidade de comando de elite do Reino Unido treine e execute desdobramentos conjuntos em seus três navios de desembarque anfíbio da classe “Mistral”.

“Nós temos três navios muito capazes”, disse um dos oficiais. “A ideia é que, no caso de um dos dois países ter que reduzir certas capacidades devido a restrições orçamentárias, poderíamos mitigar as conseqüências ficando ombro a ombro”.

O movimento, que ainda está em estágio inicial e não envolveu comandantes militares ou navais britânicos, vem quando o governo do Reino Unido finaliza a ampla revisão de segurança e defesa.

Uma possibilidade sendo considerada pelos funcionários da defesa é a desativação dos dois navios de desembarque anfíbios do Reino Unido, HMS Bulwark e HMS Albion, além da dispensa até 1.000 Royal Marines.

Se isso acontecer, a Marinha Francesa está preparada para garantir que a unidade de resposta rápida altamente conceituada da Grã-Bretanha possa continuar o treinamento expedicionário, um componente crucial na capacidade da força de se desdobrar rapidamente.

Um funcionário do governo com sede em Paris disse que a ideia fazia parte da força expedicionária conjunta britânica e francesa, produto do tratado Lancaster House assinado entre os dois países em 2010.

“Isso faz parte do CJEF”, disse o funcionário de Paris. “Já houve exercícios de treinamento”.

Com a Grã-Bretanha tendo retirado seu último porta-aviões em 2010, um dos principais objetivos do tratado era construir uma colaboração naval mais estreita com os franceses com o porta-aviões Charles de Gaulle.

No entanto, com a Grã-Bretanha gastando £ 6,1 bilhões em dois de seus próprios porta-aviões – o primeiro dos quais, o HMS Queen Elizabeth, será oficialmente incorporado à Marinha na quinta-feira – a ênfase agora poderia mudar para os navios anfíbios.

“Esta é uma solução no curto prazo e você pode ver as sinergias”, disse Nick Childs, analista do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos.

“Nós poderemos ter déficits no transporte marítimo, mas temos uma força de renome mundial nos fuzileiros navais, enquanto os franceses têm os navios, mas seus fuzileiros estão no exército. Você pode ver o espaço para a cooperação.”

O Ministério da Defesa do Reino Unido disse: “Em face da intensificação das ameaças, estamos contribuindo para a revisão inter-governamental das capacidades de segurança nacional e analisando como gastamos o nosso crescente orçamento de defesa para proteger o nosso país. Ainda não foram tomadas decisões.

Os líderes navais britânicos e franceses devem se encontrar nas próximas semanas para mais conversas sobre uma colaboração mais próxima antes de uma cúpula do Reino Unido e França que acontecerá no início do próximo ano.

Julian Lewis, o deputado conservador que preside o comitê de defesa parlamentar, advertiu que, enquanto uma oferta dos franceses para ajudar o Reino Unido possa significar “uma oferta de ajuda”, poderia ser parte de um impulso mais amplo de Paris para construir uma força de defesa europeia.

“É bom, devemos alinhar nossas forças marítimas”, disse o Sr. Lewis. “É outra questão abandonar nossa própria capacidade de enviar forças terrestres a partir do mar. A ideia de que o Reino Unido deve perder essa capacidade é totalmente inaceitável”.

FONTE: Financial Times

NOTA DO PODER NAVAL: o gráfico abaixo enviado pelo leitor Bardini mostra o custo do reequipamento da Royal Navy, o que ajuda a explicar os cortes nos navios anfíbios britânicos.

37 COMMENTS

  1. É justamente para isso que existem alianças militares…não há necessidade de ser “bom” em tudo…um lado mais “fraco” pode ser coberto pelo aliado.
    .
    Para exemplificar ainda mais…o “Tonerre” está embarcando fuzileiros navais dos EUA na
    área de atuação da V Frota agora para exercícios conjuntos e também comemorando 100 anos da participação dos fuzileiros navais dos EUA em 1917 na Segunda Batalha do Marne.

  2. Crise na Royal navy ……Agora é esperar pra ver se vão realmente dar baixa nos “Albion”s ….. Aproveitar as oportunidades …. Em caso de baixa e a MB se interessar .. tais navio ocupariam o espaço do “NDD RJ “… “”Sabóia”” …”” Ávila” … e ‘”Matoso Maia “”… Quem sabe ..

  3. Então… tipo um país que é membro da OTAN pode decidir do meio do nada acabar com sua força aérea e passar a depender da força aérea de outro país só porque estão na mesma aliança militar?

    Desculpa pelo palavrão, mas isso vai dar merda.

  4. A França deu uma facada nas costas do Brasil e mais uma em Israel entregando os dois mistral que tinham sobrando para o Egito, belo parceiro como Israel já aprendeu há muito tempo.

  5. Kkkkkkk gostei da idéia Bardini… Na imagem que colocou, percebeu que o QE está indo em sentido contrário aos demais meios ?!?!? Seria um indício de algo ??? Kkkkkkkk

  6. Pode parecer estranho da minha parte mas, vejo esta racionalização de recursos da Royal navy como uma passo para trás e tr~es para frente.

    Ela está comissionando ou em vias de comissionar 11 subs nucleares, 2 PA e 19 navios. Teve que cortar na carne? Teve que cortar, diminuiu a Força Expedicionária?, Sim, mas lá pra frente ela constrói ou compra na Coréia os Navios-Anfíbios que necessitará. Enquanto isso usa os Mistral.

    Acho que só a US Navy pode sustentar uma renovação constante e um aumento considerável dos custos de construção e manutenção de uma marinha moderna, hoje em dia, sem cortar tanto a própria carne. É uma questão de prioridades.

    Acho tb que esses Albion poderiam vir para o brasil dentro do Proanf.

  7. Em consideração as perguntas do F 35, sugiro verificar resistência dos convôos referentes as operações VTOL deste aviaozinhum

  8. Marcelo…
    .
    os 11 submarinos, 7 classe “Astute” e 4 classe “Dreadnought” não irão somar-se e sim substituir e na verdade no passado recente, 10 anos atrás, a Royal Navy contava com 15 submarinos, portanto uma redução considerável.
    .
    Vale notar que os britânicos continuarão utilizando o míssil “Trident” dos EUA para seus 4 submarinos estratégicos e estão podendo contar com compartilhamento de custos pois o compartimento de mísseis será idêntico ao dos futuros SSBNs da US Navy apenas terão um bloco de 4 silos a menos…serão 12 mísseis nos submarinos britânicos contra 16 nos submarinos da US Navy.
    .
    Os 19 futuros navios de combate irão substituir a princípio os 19 de hoje sendo que 19 é
    considerado muito pouco para às missões da Royal Navy e os 2 NAes estarão substituindo
    3 classe “Invincible”, todos já descomissionados e o “Ocean”…podem ser mais capazes,
    mas, não poderão estar em dois lugares ao mesmo tempo.
    .
    E nem a US Navy pode tudo…quase todo dia saem notícias sobre indisponibilidade de navios submarinos e aeronaves…estas últimas andam em estado crítico faz alguns anos…para
    sustentar ao menos 6 Alas Aéreas dos NAes…aeronaves estão sendo retiradas dos esquadrões de treinamento e reposição e aumentou-se a “canibalização”.
    .
    Não está fácil para ninguém…talvez para a China…resta saber até quando poderão sustentar
    e como tal sustentação será mantida a medida que decidirem incorporar navios mais
    complexos e caros.

  9. Almeida 5 de dezembro de 2017 at 10:31
    Sou fã desses Mistral, bem mais capazes que o Ocean.

    Mais capazes e mais caros, muito mais caros…

  10. Sim Dalton, perfeito!

    Quis dizer que não é um aumento da frota, mas substituição, mantendo uma pequena mas efetiva capacidade expedicionária.

    Em tempo: Os novos NAes podem ser usados como navios de assalto, digo isso no sentido de poderem transportar um batalhão de Fuzileiros? Apesar de não terem a infraestrutura para desembarque?

    Também sou fã desses Mistral, gostaria de ter um por aqui tb!!

  11. Estranho!!!! Alguém parou para pensar no Brexit??? O Reino Unido não faz mais parte da CEE…. e se não me falha a memória, já havia um plano de criar um exército da União Européia…Como vai ficar? Tá dentro ou fora?

  12. A França acenando e piscando mostrando-se receptiva ao charme britânico. Inventaram o Uber de fuzileiro.
    Inaceitável depender de meio de outro pra cumprir sua missão, mesmo sob acordos mútuos. A Inglaterra entendeu que precisa manter distância do coletivismo continental pra sobreviver como nação autônoma. E parece que entendeu, também, que alguma coisa mudou no âmbito dos assaltos anfíbios — sei lá, as consequências da proliferação A2AD ou a ênfase em aerotransporte profundo de tropas e equipamentos em cenários land-locked.
    Bom, acompanhemos.

  13. A culpa é deles mesmo !!!
    O Brexit a desvalorização do Pound !!!
    Ele deram um tiro no pé deles mesmo !!!
    E agora ?!
    Vem a velha historinha !!!
    Srs.!!!
    Devido aos gastos excessivos, vamos cortar isso e vamos cortar aquilo!!!
    Muda o País, mas é sempre a mesma ladainha !!!
    obs: pra quem não sabe o que é Pound , é o apelido ou gíria inglesa que se dá a moeda local , ou seja libra esterlina.
    Marujo também é cultura !!!
    Kkkkkkkk

  14. Marcelo…
    .
    ah tá…não devo ter entendido o que você quis dizer com um passo para trás e três para frente pois não há muito o que se comemorar…mas…quanto à sua pergunta sobre o uso dos NAes para desembarque de tropas…o helicóptero é um dos meios pelos quais se pode desembarcar tropas e equipamentos e um NAe pode funcionar como uma imensa base móvel para meios não apenas britânicos mas de aliados também…como já demonstrado
    pelos EUA.
    .
    Nem britânicos, nem franceses, para citar os mais fortes dentro da Europa irão à guerra
    sozinhos e uma interatividade entre eles é extremamente benéfica…os britânicos poderão
    contar com uma capacidade maior para desembarque aéreo…mais meios e mais combustível
    reservado para aeronaves de assalto e os franceses complementando com navios dotados
    de docas para desembarcar material pesado.
    .
    abs

  15. SmokingSnake 5 de dezembro de 2017 at 10:50
    A França deu uma facada nas costas do Brasil e mais uma em Israel entregando os dois mistral que tinham sobrando para o Egito, belo parceiro como Israel já aprendeu há muito tempo.
    .
    S. N., não entendi qual o problema, por acaso a França estava impedida de vender os Mistral para o Egito por algum motivo?

  16. Walfrido…
    .
    as relações entre Egito e Israel esfriaram nos últimos anos…daí deduzo o comentário do
    Snake…sobre um possível uso dos navios contra Israel…agora quanto a ser uma “facada nas
    costas do Brasil” não acredito que o Brasil poderia ter adquirido 3 anos atrás quando a
    situação do país estava mais caótica que a de hoje, dois navios novos ou mesmo um…

  17. “A França deu uma facada nas costas do Brasil e mais uma em Israel entregando os dois mistral que tinham sobrando para o Egito, belo parceiro como Israel já aprendeu há muito tempo”.

    Para se comprar algo tem que ter grana amigo,mais fácil comprar um Sirocco e um Ocean de duas décadas em belas prestações de que pegar um classe Mistral zero bala de €950 milhões.

    Temos de fazer as coisas de acordo com nossa realidade e possibilidade,sonhar com Mistral ou sonhar com um Ocean com Apache,Tiger,Sea Harrier ou Chinook como alguns já falaram é sonhar demais.

  18. SmokingSnake 5 de dezembro de 2017 at 10:50
    A França deu uma facada nas costas do Brasil e mais uma em Israel entregando os dois mistral que tinham sobrando para o Egito, belo parceiro como Israel já aprendeu há muito tempo.

    Pera ai, que o Brasil tem a ver com isso, e pior quem deu facada foi o Brasil, que no governo Lula tinha dado a palavra ao Presidente Sarkozy que compraria os Rafales, so que o Brasil deu a facada nas costas da Franca, pq a Franca nao iria apoiar o nome do brasileiro para ser chefe da OMC, foi simplesmente por isso que o Brasil foi atras dos Gripens. Entao meus caros, quem tomou facada nao foi o Brasil. E tem mais, a MB nunca teria verba para comparar os dois Mistrais.

  19. ah Ok, o Egito que é menor e mais pobre consegue comprar dois e o Brasil não tem dinheiro para um? E os poucos pantsir caríssimos que os vermelhos queriam comprar de qualquer jeito por bilhões de reais? Foi mais ou menos na mesma época, se não tivessem saído iriam oficializar a compra em 2016.

  20. Não dá pra comparar a economia do Brasil (mesmo zoada) com a do Egito. Se a França tivesse tido um pouco de boa vontade; bem como, se a MB tivesse mostrado interesse; hoje os 2 Mistral estariam navegando no Atlântico Sul e não no Mediterrâneo.

  21. SmokingSnake e quem foi que te disse que é o Egito que esta pagando as prestações desses dois mistral?

    FRITZ PILSEN os dois mistral só estariam navegando no Atlântico Sul caso a Arábia Saudita desistisse de pagar a conta para o Egito e pagasse para o Brasil

  22. Prezados,
    Não concordo com facada nas costas, venderam para quem pode comprar, simples assim.
    Quanto ao Egito x Israel, a paz veio principalmente porque o Egito concluiu que não iriam conseguir de volta o Sinai no tapa e Israel sabia que seria muito caro manter o mesmo, foi um ganha ganha. Os dois países nunca foram “amigos”, seria algo um pouco melhor do que um tolerar o outro (para Israel ótimo). Israel sempre tentou costurar aliados, Turquia, Egito, Uganda (alguns anos antes do Entebe, Israel tinha um grande relacionamento com eles) e até mesmo o Irã (para quem lembra da guerra Irã x Iraque). Tem altos e baixos.

  23. Uma dúvida: os EUA transfeririam tecnologia de submarinos a um aliado do nível do Reino Unido, talvez até deixando eles construírem e operarem a classe Ohio?

    Outra dúvida: os EUA venderiam os reatores nucleares que duram a vida toda sem precisar reabastecer para um país como o Brasil?

    Vi que tem 6 Los Angeles na reserva. Seria possível modernizá-los e comprar ou alugar como a Índia tem feito com submarinos russos?

    No caso de negativa, e se fosse construída uma base naval americana e um estaleiro no litoral nordestino, com o Brasil realmente se alinhando aos americanos, seria possível aluguel de submarinos, compra de reatores para instalar em submarinos ou mesmo transferência de tecnologia no PROSUB, mesmo que ele já esteja em andamento?

    Muito obrigado quem puder responder.

    Sempre tive essas dúvidas.

  24. Caro Tenente, resposta de um leigo
    Uma dúvida: os EUA transfeririam tecnologia de submarinos a um aliado do nível do Reino Unido, talvez até deixando eles construírem e operarem a classe Ohio?
    R: Não creio que iriam deixar operar um Subnuc americano, transferir tecnologia sim, inclusive eles cederam o tridente para o Ingleses mas operar acho difícil viu.

    Outra dúvida: os EUA venderiam os reatores nucleares que duram a vida toda sem precisar reabastecer para um país como o Brasil?
    R: Reator civil não vejo um grande problema, mas para o submarino nuclear, não sei, de repente para matar um futuro concorrente, mas não acredito.

    Vi que tem 6 Los Angeles na reserva. Seria possível modernizá-los e comprar ou alugar como a Índia tem feito com submarinos russos?
    R: Não creio que os americanos iriam alugar ou vender, tem coisa que mesmo obsoletos, não iriam vender, por exemplo um bombardeio. Acho que subnuc vai neste caminho. No mais, o Brasil não é um aliado de primeira linha.

    No caso de negativa, e se fosse construída uma base naval americana e um estaleiro no litoral nordestino, com o Brasil realmente se alinhando aos americanos, seria possível aluguel de submarinos, compra de reatores para instalar em submarinos ou mesmo transferência de tecnologia no PROSUB, mesmo que ele já esteja em andamento?
    R: Uma base é antes de mais nada uma necessidade e HOJE não vejo a necessidade dos americanos de uma base onde ser que seja no Brasil. Uma aliança não é feita em questões de dias mas são anos e anos. Para os gringos, o mundo está girando no pacifico, atlântico norte, oceano índico e por fim o atlântico sul. Por sinal a AL não é prioridade para os americanos malvados.
    Vejo como um caminho o Brasil comprando muito equipamento Americano e sendo um parceiro confiável na parte de energética (vamos assumir que o pré-sal esteja produzindo muito e pipoque alguma meleca no oriente médio, dificultando a importação de petróleo), ai gera uma dependência entre os países.
    Outro cenário seria uma radicalização de um pais como a Venezuela, imagine eles querendo exportar a fórceps a sua ideologia, inclusive com subnuc russo, ai talvez fossemos receber algo dos gringos.
    Se tiver um encontro destes dois cenários, obviamente eles iria nos olhar com mais simpatia.

  25. Engraçado que a época do Mingão, eu pensava algo semelhante para com relação aos argentinos…uma operação arrendada e conjunta para tentar amenizar os custos de manutenção de um segundo porta aviões na MB quando o Sp foi adquirido….seria uma forma de ter espichado o mingão e aproveitar aquela ultima refoma que estava ainda recente…

  26. Que vergonha para a velha Albion, depender dos franceses. Almirante Nelson deve estar se revirando no túmulo.
    .
    Os franceses estão marcando território, e com armamento 100% local. Parabéns.
    .
    Quem deveria auxiliar o UK seriam os EUA, mas Trump está rasgando a Aliança Atlântica. Theresa May deve estar arrependida até a alma do Brexit.

  27. Humberto 5 de dezembro de 2017 at 16:07

    Nem reator civil, fizeram tudo pra detonar Angra I e pressionaram a Alemanha até não poder mais.

  28. Delfim Sobreira 5 de dezembro de 2017 at 19:59

    Imagina então a nossa humilhante situação, nós que dependemos de todo mundo.

  29. Ao companheiro que comentou acima, a idéia de sinergia entre PA Brasil-Argentina sempre rondou mentes mais ágeis, até de gabinetes muito-muito elevados, um deles tinha um sapo num poster, era o famoso batráquio que se tinha de engolir. Mas o dono desse gabinete era inteligente demais para dar murros em pontas de faca e foi ser banqueiro. Esbarrava sempre em nacionalismo barato e interesses vários, nem sempre “republicanos”, como manda o eufemismo.
    Teve até um toque-arremetida de um Etándart no Minas, que “não deu certo”, e acabou em exercício de hangaragem. Mas essas coisas não existem né….

  30. Burgos 5 de dezembro de 2017 at 12:35
    O Brexit parece ter influência nessa diminuição das forças expedicionárias britânicas mas não sei se com essa mesma mecânica que você se refere.

    Note que o governo May está acelerando ainda mais o corte de gastos do governo em programas sociais e reduzindo aceleradamente o déficit, só que ao contrário do Cameron, não redistribuiu esses recursos liberados apesar de há muito tempo anunciarem projetos de incentivo a indústria. Isso pode indicar que o corte de gastos não seja então por falta de dinheiro mas sim por falta de vontade de investir, é um fechamento proposital da torneira para pressionar ou justificar mudanças, seja na defesa ou mesmo em regulamentações, mesmo considerando o aumento de custo com a desvalorização monetária, que a longo prazo é meio irrealista que se mantenha.

    O Reino Unido é um dos poucos membros da OTAN que mantém um investimento de 2% do PIB como regulamentado pela aliança, e um parte importante desse gasto é com sua relevante força expedicionária que tem papel significativo dentro das forças de prontidão da OTAN.

    O Brexit pode então estar influenciando o governo britânico a rever esses gastos que auxiliam o resto da Europa, como diminuir sua força expedicionária ao mínimo necessário para defender seus interesses, já que esse sobressalente atual tem mais ganho em política externa que em valor para a economia britânica. Se o objetivo fosse apenas cortar gastos, seria mais efetivo cortar nos programas mais caros, entretanto estão fazendo o oposto, estão elevando custos nesses programas através de políticas de revitalização dos estaleiros e foco em exportação.

    Se olhar por essa possibilidade, então essa oferta francesa é na verdade um presente de grego para segurar os britânicos a esse gasto com a OTAN ao mesmo tempo que manda uma mensagem indireta negativa ao governo May para a imprensa britânica. Não seria a primeira vez que o governo Macron tem esse tipo de atitude.

  31. SmokingSnake

    O Brasil não levou nenhuma facada nas costas, é que não tinha dinheiro mesmo e estava encalacrado com o São Paulo. Quanto a Israel não tem problema essa facadinha nas costas, eles adoram fazer isso com os outros tbm.

  32. Delfim Sobreira 5 de dezembro de 2017 at 19:59
    (…) Theresa May deve estar arrependida até a alma do Brexit.
    —————————————————————————
    Acho que a Theresa May já encontrou a m* pronta. A conta do Brexit vai para o Cameron.

    Moita 6 de dezembro de 2017 at 4:04
    (…) Se olhar por essa possibilidade, então essa oferta francesa é na verdade um presente de grego para segurar os britânicos a esse gasto com a OTAN ao mesmo tempo que manda uma mensagem indireta negativa ao governo May para a imprensa britânica. Não seria a primeira vez que o governo Macron tem esse tipo de atitude.
    ———————————————————————————————-
    Discordo. O UK quis sair da UE, nunca da OTAN. Não percebi nada de insidioso na oferta francesa. E gostaria de saber qual foi a(s) outra(s) atitude(s) de Macron que poderiam ser descritas como “presente de grego”.

  33. Eu acho que temos que focar no recebimento do Ocean e depois tentar adquirir por oportunidade, os Albions e as fragatas que darão baixa na RN.

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