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‘Época Negócios’ diz que Ocean custará 84,6 milhões de libras

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HMS Ocean

Marinha do Brasil confirma ‘revisão’ do navio no Reino Unido

Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval

A página eletrônica da Revista “Época Negócios” acaba de colocar no ar um texto intitulado “Marinha decide comprar navio de ataque por R$ 350 milhões”. A notícia é reprodução de matéria do “Estadão”, assinada por Roberto Godoy, que pode ser lida aqui.

A notícia diz, na íntegra:

“O próximo navio-líder da força naval do Brasil será um porta-helicópteros e também um navio de combate anfíbio, o HMS Ocean-L2, da Marinha Real inglesa. Em operação há 20 anos, o gigante de 203 metros e 21,5 mil toneladas terá a compra negociada por um bom preço, coisa de 84,6 milhões de libras esterlinas, pouco mais de R$ 350 milhões, a serem pagos em parcelas.

Com essa aquisição, fica afastada a possibilidade de um eventual programa de recuperação do porta-aviões NAe A12 São Paulo, desativado há 10 meses. A revitalização e modernização custariam mais de R$ 1,2 bilhão.

O Ocean ainda está ativo no Reino Unido. Só será recolhido à base de Devonport a partir de março de 2018, quando o contrato bilateral já estará concluído. A autorização para que a Marinha dê início aos entendimentos foi comunicada pelo Ministério da Defesa ao almirantado há cinco dias, segundo o site Forças de Defesa, que revelou a decisão.

O navio leva 18 helicópteros de vários tipos, entre os quais os preparados para missões antissubmarino, de ataque e apoio à tropa. Na Marinha inglesa, o L2 é empregado em ações expedicionárias. Pode ser rapidamente modificado para realizar missões humanitárias, por exemplo, em casos de catástrofes naturais.

Antes da transferência, o porta-helicópteros passará por um período de preparação no Reino Unido, sob supervisão de oficiais brasileiros, para ‘revisão de equipamentos e sistemas’, de acordo com nota do Comando da Marinha.

Tripulantes, especialistas e técnicos serão submetidos a um ciclo de cursos associados ao treinamento, nos centros de instrução da Royal Navy, ‘visando à familiarização dos militares com o navio’.

Depois disso, já nas instalações navais do Rio, e ao longo de um ano, efetivos da aviação embarcada, dos fuzileiros navais e dos operadores de bordo farão viagens de exercício, ‘para adaptação à doutrina de operação’.”

Nas últimas horas, órgãos de imprensa estrangeiros de grande credibilidade no campo dos assuntos militares, como o site UK Defence Journal e o Grupo Jane’s, noticiaram a confirmação do plano da Marinha do Brasil (MB) de ficar com o HMS Ocean.

NOTA DO PODER NAVAL: o indicativo visual do porta-helicópteros Ocean é L12, e não L2, como figura no texto da “Época Negócios”.

223 COMMENTS

  1. Que legal! De um A12 para um L12 no mês 12, sabe que isto quer dizer pro futuro da MB ?
    Um L12 em operação. rsrsrs

    Feliz com a aquisição!!

  2. Meus caros amigos do blog,

    reproduzo parte do meu coment em outro post para subsidiar melhor a discussão sobre este negocio.

    Porque vejamos, a primeira coisa ao se falar na defesa da compra deste navio é de que o mesmo está barato, é uma pechincha e tal… Negativo, não é uma pechincha! Ao contrário…

    Este navio custou aos cofres do Reino Unido £ 175 milhões, isso mesmo meus caros, £ 175 milhões, não de Euros, mais de Libras. Uma belonave do mesmo porte genuinamente militar custaria no minimo o triplo disso. A Royal Navy sabia da gambiara que tava fazendo, afinal, sempre foi um paliativo com data de vencimento…

    Pois bem, estão oferecendo o Ocean ao Brasil por £ 84 milhões, não de Euros como se vê, mas de Libras. E isso para um navio que foi projetado para ter uma vida util na Royal Navy de 20 anos(findo em 2018), porque a partir daí de acordo com os planejamentos da Royal Navy entraria em operação seus porta-aviões da classe Queen Elizabeth. E, o paliativo paisano, digo o Ocean, seria descartado.

    Veja bem, após a vida util operacional do mesmo, ainda querem vende-lo pela metade do que ele custou zero-bala. E, ainda teremos que fazer um PMG para poder opera-lo full, PMG que sabe-se lá quanto custará de verdade, e o pior de tudo, para opera-lo por no maximo uns 5 ou 6 anos, para apos, o mesmo ter de passar por outro PMG(porque como não é mais zero Km, seu desgaste estrutural é maior). Ou seja, pagamos £ 84 milhões(metate do que custou a 20 anos atrás) e provavelmente ainda teriamos que gastar algo em torno de £ 120 milhões para poder opera-lo a pleno. Total da conta £ 204 milhões… Ou seja, os inglêses usaram até o osso o navio que custou £ 175 milhões para eles, e depois disso tudo ainda o vendem por 84 milhões, mas, com a obrigação do comprador ter de fazer o PMG em seu estaleiros com o custo de no minimo 120 milhões, e ainda lhes sobrará um troco de £ 25 milhões…

    É mole ou quer mais…bobo esses inglêses né!

    Meus caros, os numeros não mentem, eu duvido que um PMG de prima não vá nos custar pelo menos uns £ 100 milhões. Logo, se é assim, paguemos então £ 200 milhões aos ingleses para nos construir um Ocean zero-bala, e deixemos esse farrapo pra lá.

    É farrapo porque a despeito das duas grandes reformas que passou(2007/2008 e 2014) onde foram gastos £ 95 milhões(e, é por aí que eu me base-ei para chegar ao valor de um PMG atual), o mesmo apresentou uma série de problemas por conta do seu DNA civil, que reduziu drásticamente sua disponibilidade nesses 19 anos dentro da Royal Navy.

    É aquela velha historia, do barato, que pode sair bem caro…

    Digo isso tudo, obviamente, não desconhecendo as necessidades da MB. Como todos aqui quero ver uma MB bem equipada, poderosa. Mas, não dá pra ficar calado diante de certas coisas. Ainda mais vendo a dificuldade de se tocar programas de reaparelhamento hora em andamento como o Prosub.

    Grato

    Ps. tem as fontes destas colocações…

  3. A MB depois das lições aprendidas com a mal sucedida compra do A12 SP tem seguido uma abordagem perfeita na compra de outros meios usados. Como na aquisição do Siroco e agora com o Ocean. Seguindo a premissa de não comprar navios muito velhos (até os 24 anos) e que tenha passado por um PMG/ Retrofittings antes ou recente ao seu novo comissionamento.

  4. Para embasar um pouco mais a discussão de vocês, seguem dois trechos sobre quanto custaria um navio similar ao HMS Ocean hoje, na opinião do site britânico “Save the Royal Navy” que faz campanha para que o navio não seja vendido:

    “Built at a cost of around £150M (£300M in today’s money), HMS Ocean was a very good deal for the taxpayer.”

    “While the aircraft carriers cost more than £3Bn each, for about a tenth of that price, around £300M it would be possible to build a direct replacement for HMS Ocean. Using commercial standards for construction may produce a less battle damage-resistant vessel but it keeps costs down and helped get HMS Ocean built in the first place. Perhaps the RN should use this procurement model again and make the case for another affordable LPH in SDSR 2020. Sadly the UK has very little commercial shipbuilding left, her hull could be built overseas and then fitted out with military equipment in the UK.”

    http://www.savetheroyalnavy.org/the-campaign-to-retain-and-eventually-replace-hms-ocean-starts-here/

    Para uma melhor compreensão dos valores mencionados, 300 milhões de libras equivale hoje a cerca de 340 milhões de euros ou 400 milhões de dólares.

  5. Nunão, no mesmo link:
    .
    The biggest argument against keeping Ocean would be the material state of the ship. Built only to semi-warship standards and with a 20 year hull life, she could require expensive work to keep her seaworthy after 2018. Ocean underwent major refits in 2007 and 2014-15 and she could probably be realistically kept as a viable reserve vessel for another 5-10 years.

  6. Com o seu comissionamento previsto para 2020 haverá muita água para passar debaixo da ponte Rio Niterói até lá. 2018 será um ano promissor para a MB. Como a abertura dos envelopes do certame das corvetas Tamandarés e novidades com relação às escoltas tampão de meia vida que irão surgir de outras Marinhas a começar pela própria RN, lá o brechó será variado ( navios anfíbios, caça minas, helis, NTs e possivelmente fragatas velhas) e condicionado a nossa realidade. Espero que a MB continue fazendo os PMGs/Retrofittings necessários para colocar operacional mais meios que se encontram inoperantes para condições de navegação e que o PIBinho vire PIBão. Força!!!

  7. Nunão e Bardini. Alguém aqui comparou o preço de 20 anos atrás com o preço que a MB está pagando hoje. Só esqueceu de corrigir o preço de 20 anos atrás com a realidade de custos HOJE, como o texto postado pelo Nunão bem mostra. Fazer comparações dessa maneira é bem longe da realidade em termos de custos. Enfim…

  8. “Bardini em 06/12/2017 às 09:30”

    Bardini,
    É exatamente por isso que é preciso esperar a última inspeção a ser feita no navio, para assim atestar a real condição no mesmo e o custo de reparos eventualmente necessários para que tenha outros 20 anos de uso (mas nesse caso levando em conta os dias de mar que terá na MB).

    Não faltam exemplos de navios originariamente projetados para curto (ou até curtíssimo) tempo de uso que serviram por muitas décadas. Um dos mais clássicos é o das classes “Colossus” e “Centaur” de navios-aeródromos ligeiros da RN, construídos em tempo de guerra de forma rápida, aceitando padrões militares menos estritos, e que serviu por décadas depois tanto na RN quanto em outras marinhas, e alguns deles nem passaram por reformas extensas como foi o caso do nosso Minas Gerais (ex-Vengeance).

    Então essa vistoria mais extensa é importante para verificar isso.

  9. Gonçalo Jr , ótima observação.Matemática esquisita esta… ultimamente até a matemática no Brasil vem sofrendo mutação rsrs
    Comprei um carro zero por $20.000, deixei ele na garagem 20 anos. irei vende-lo pela metade do preço de um zero hoje? Informação importante, mantive a troca de olho , filtros e liguei periodicamente para manter o motor lubrificado e coloquei multimídia. é 97 mas esta Zero KM.

  10. Bardini 6 de dezembro de 2017 at 9:30:
    “and she could probably be realistically kept as a viable reserve vessel for another 5-10 years.”
    .
    Perdão, mas eu não entendi completamente. Segundo o artigo, este prazo de operação – 5 a 10 anos – é com ou sem uma ampla revisão?
    Outra coisa, belonave poderá ser plenamente operada durante este período ou espera-se um certo ‘comedimento’ e moderação do seu usuário?
    Por fim, se não for pedir muito, se somarmos o prazo da burocracia para aquisição e recebimento, além do intervalo para adestramento e ambientação, a Marinha ainda poderá operá-lo por um tempo que justifique sua aquisição?

  11. PRAEFECTUS 6 de dezembro de 2017 at 9:10

    Meus caros, os numeros não mentem, eu duvido que um PMG de prima não vá nos custar pelo menos uns £ 100 milhões.É farrapo porque a despeito das duas grandes reformas que passou(2007/2008 e 2014) onde foram gastos £ 95 milhões(e, é por aí que eu me base-ei para chegar ao valor de um PMG atual)

    PRAEFECTUS
    Pelo montante gastos em sua modernização que envolve sistemas, radares e propulsão (£ 95 milhões) em apenas três anos atrás, não acredito que serão gastos outros £ 100 milhões. Ele teria que estar muito ruím (docado) para tal gasto e o que aparenta é que ele está muito bem, participando de missões, exercícios e liderando frotas. Penso que esse PMG seria apenas um Check List – preditivas e preventivas do que corretiva e a pintura das cores da MB.

  12. Meus caros,

    .
    The biggest argument against keeping Ocean would be the material state of the ship. Built only to semi-warship standards and with a 20 year hull life e etc e etc…

    Como quase sempre, o vendedor ou seu preposto AHAM…esquece de passar informações que deprecie sua “mercadoria…”

    Normal!!!

    Grato

  13. Interessante que tem pessoas que torciam na modernização do A12 e não importavam com o gasto de R$ 1,2 bilhão para algo inserto. É claro que são navios diferentes , capacidade etc…

  14. Top Gun Sea meu camarada,

    leia apenas esta matéria que coloquei um trecho dela e tire suas conclusões…

    Se, esta não for suficiente pra você, tem muitas mais…

    Abraço

  15. Na minha enorme ignorância……Navio bonito, semi novo, “barato”, complemento,……..AGORA; NÃO PRECISAMOS DISSO PARA O MOMENTO, precisamos de corvetas, fragatas e submarinos entre outras importâncias mais.

  16. Bom dia amigos,

    Diante desta noticia gostaria de fazer uma pergunta aos senhores, sobre a real capacidade de construção naval no brasil, la vai, ainda existe algum estaleiro ou armador com capacidade de construir um navio militar para a gloriosa Marinha do Brasil ou realmente perdemos esta capacidade ha muito tempo ???

    Desde já agradeço,

    Danilo

  17. Bueno 6 de dezembro de 2017 at 10:19,

    meu nobre, leia apenas esta matéria que coloquei um trecho dela e tire suas conclusões se HOJE o Ocean está “cheirando”…..pelo que o proprio Site britânico dá entender, “ele” tá cheirando mas, não este “cheiro” que o amigo está imaginando…

    Abraço!

  18. Quando a crise se aprofundava lá em 2011 e os estaleiros iniciaram o período (longo) de demissão e ociosidade, seria a hora da MB apresentar os projetos, já prontos, para que um governo comprometido com a garantia de empregos, manutenção do PIB e segurança nacional iniciasse seu período de renovação dos meios, sem atrapalhar a construção naval civil. Mas isso é para estadistas, não para amadores.

  19. Isso aí é igual máquina de lavar velha.
    O seu Tonico, consertador de máquinas de lavar, diz: “Essa é das boas, das antigas, essas não se fabricam mais”. E aí você vai chamando o seu Tonico, consertado aqui, arrumando ali, a mulher reclamando, você se incomodando.

  20. Triste e desanimador. Como perdem oportunidade de fazer pelo menos algo diferente do passado. O Ocean será o novo SP…será bom para reportagens de TV, fotos para revistas, visitas técnicas, jantares com os almirantes e só! Não vai passar do eixo RJ x SP x BA. O SP era conhecido informalmente como “Opalão”, agora vou registrar a marca “Passatão”, ou seja, menor que o “Opalão” mas não deixa de ser beberrão na sua categoria. No final já sabem quam vai pagar a conta, né!

  21. Vaidade, tudo se resume a vaidade. Não precisamos, não podemos, não devemos.
    Que vá embora o Ocean, que venham os Prosuper,/ProSub.

  22. Jacubão 6 de dezembro de 2017 at 8:49
    “E vem mais por aí, aguardem cenas dos próximos capítulos.
    2018 promete senhores…………” Se eu fosse você seria mais cauteloso, todo ano é isso, muitos planos, muitas expectativas para no final acontecer mais do mesmo, aparece o ministério do planejamento e da aquele velho conhecido corte que acontece todo ano

  23. Como disse e repito, Frances vendeu caviar podre ao Brasil ” São Paulo “, Inglês quer vender Whisky falso ” Ocean “.
    Quem viver verá, essa lata velha vai mofar no cais, não dou 5 anos.
    Mas uma coisa é certo “Alguém ” vai ganhar um trocado por fora e os Almirantes vão ter onde fazer festa e solenidades, esses com Whisky 12 anos original.

  24. Como nosso pais não tem uma cultura de defesa e que a opinião pública torce o nariz para tudo quanto for despesa militar, acho que o apelo da frase “pode ser configurado para operações humanitárias em áreas de catástrofes, possa tornar mais palatável a aquisição. A Marinha tem que aproveitar as oportunidades.

  25. PRAEFECTUS, com todo respeito, eu não sou especialista apenas leitor e aprendiz de entusiasta de armamentos militares em geral.
    Ele chegara cheirando novo e com disponibilidade para MB. O Mais importante que os profissionais da marinha que atuavam no A-12 acho que a maioria deles, terão um navio disponível para cumprir seu dever, isto é fato. Não deve ser agradável para um militar levantar toda manha sabendo que não tem um navio para ele operar, e não é confortável para o Brasil a inoperância da sua armada.
    Agradeço sua sugestão.
    Saudações.
    Feliz naval para todos

  26. Tem dinheiro pra comprar novo, mas finge que não tem e compra usado, dai todo mundo se consola com o discursinho do “mas está em bom estado, é relativamente novo e o de sempre”, o dinheiro que UM político rouba/desvia por ano daria pra comprar um navio do mesmo porte, novo!
    Mas está tudo bem na terra da ilusão, conformem-se com mais essa sucata, eu não farei parte do clube.

  27. Tem uns que não compreendo a intenção, se é que têm boa intenção (parecem mais mal intencionados)…
    Queriam uma reforma bilionária do elefante branco e problemático A-12? Só o fato de a Marinha mandar componentes da Marinha, para supervisionar a preparação do Ocean já é um bom sinal… Eu não sei se fizeram isso na época do A-12… O que vai operar no navio também é uma incógnita, mas imagino que serão os Seahawk e os Super Pumas com capacidades de ataques a submarinos, navios, etc (plataformas que já teriam onde operar se o A-12 fosse de fato reformado)… Só ficam de fora os A-4 e os Trade…

  28. Bruno, não vai ter dinheiro no orçamento da Marinha, tão cedo, pra comprar um navio desses novo. A prioridade para construção de meios novos é o Prosub e o programa das corvetas classe Tamandaré.

    Enquanto isso, a baixa de outros meios em outras áreas não espera: eram cerca de 7 navios empregados em desembarque anfíbio e transporte de tropas há 20 anos, hoje são 4, e três deles devem ter só uns 10 anos pela frente.

    Não adianta misturar o que se rouba na política e outras coisas com o orçamento da Marinha, são coisas diferentes. O dinheiro roubado não vai “aparecer” no orçamento das Forças Armadas.

    Seria interessante para a discussão que você desenvolvesse o porquê de considerar esse navio como “sucata”.

  29. A princípio concordei com uma aquisição assim. Sou leigo no assunto, mas sei fazer contas. Não tenho informações suficientes para saber se o pessoal da MB encarregado de realizar essa ANÁLISE CRITICA para tomar a decisão da compra ou não do Ocean estão fazendo corretamente o seu trabalho e quais são os requisitos mínimos aceitáveis e respectivas ponderações para “bater o martelo” ou simplesmente não comprar? Um dado importante é que a compra seria dos ingleses que considero mais sérios do que os franceses (eu não compraria nem uma caneta dos franceses, mas compraram o A-12 e deu no que deu). Mas sinceramente tenho sérias dúvidas em aplicar essa grana em um navio já a caminho da sucata, mesmo que esteja em boas condições (Meu avô tinha um Corcel II tambem em boas condições, mas gastava tanto em pequenas manutenções corretivas que compensava comprar uma motoneta, alem do que so fazia supermercado e varejão com ele, viajar nem pensar).
    Para comprar dos ingleses, por essa quantia, teria que ser “turn-Key”, senão nada feito. Comprar para fazer manutenção que não acaba nunca? Ja chega o A-12.

  30. “luiz antonio em 06/12/2017 às 11:44
    Mas sinceramente tenho sérias dúvidas em aplicar essa grana em um navio já a caminho da sucata, mesmo que esteja em boas condições”

    Luiz Antonio, onde você viu que esse navio está “a caminho da sucata”?

  31. Bueno, poderiam vir 12 corvetas Russas, ao contrário de 4 brasileiras em 10 anos de roubo e procrastinação. Já teríamos algo para fazer frente em uma guerra

  32. Esclarecendo melhor: Não quis dizer que o Ocean é sucata e sim que ja esta no final da sua vida util nas condições em que esta hoje. É um belo navio (o A-12 também é) mas seria o fim da picada repetir experiências ruins onde o preço “baratinho” tornaria-se um ralo sem fim. Que tal os “meninos da rainha” executarem o PMG antes de entrega-lo à MB sem esses custos? Aí sim, poderiamos conversar melhor não é?
    A sina do A-12 ainda não acabou. Só espero que não seja “destroçado” tendo aquele fim medonho do A-11.

  33. Fernando “Nunão” De Martini 6 de dezembro de 2017 at 11:47
    “Luiz Antonio, onde você viu que esse navio está “a caminho da sucata”?”

    Não me expressei corretamente pois não encontrei adjetivo melhor. Mas acho que expliquei no meu comentario posterior “Esclarecendo melhor….”

  34. não sou especialista nem nada,mas não acho compativel comparar esse navio com o SP,o A12 quando chegou no Brasil tinha 40 anos era uma compra que ate hoje eu tento entender desde que eu passei a acompanhar sobre temas militares,e fato é não podemos esperar mais de 15 anos de atividade deste navio,se esse navio conseguir ser mais operacional que o Sp (o que não é tão dificil),já nos servirá de grande valia.

  35. Armando Eisele 6 de dezembro de 2017 at 11:53
    Sim, a grana desviada pelos políticos daria para fazer muitas coisas boas nas FFAA e pelo Brasil.. Mas seguindo a diretriz do mestre Fernando “Nunão” De Martini, em reposta ao Bruno, este assunto é para outro post.

  36. Pessoal, o navio é o capitânia da Marinha Real, só está sendo desativado porque a RN não tem dinheiro nem pessoal para mantê-lo.

    Navio com 20 anos é considerado novo, vejam em outro post a USN desativando submarino de 36 anos.

    Um navio como Ocean que é um multiplicador de força e poderá realizar muitas missões para a MB, desde operações anfíbias até controle de área marítima.

    Quando embarcamos nele em 2010 estava em ótimas condições e isto foi antes da reforma de 2014.

    Agora, como tudo que é feito no Brasil, sempre aparecem os do contra, que nunca pisaram em um navio de guerra e ficam reclamando do que não conhecem e espalhando desinformação.

  37. Uma pergunta que considero pertinente:
    O OCEAN, caso seja adquirido tem condições imediatas de receber os helicópteros atualmente em operação na MB ou mesmo tambem os da FAB e do EB? SE NÃO, quais seriam os helicópteros definidos para operar no Ocean e quais os custos envolvidos para preparar o navio para recebe-los?
    Entendo ser importante, pois esse custo tambem seria “comprado” junto e somado ao valor pago aos ingleses, considerando tambem que os custos para operacionalização não seriam “parcelados” e sim apropriados diretamente.

  38. Bardini, quem disse que não pode ser “do contra”? O espaço é para debates, e inúmeros comentários “do contra” estão publicados. Aliás, se vacilar a maior parte dos comentários é “do contra” do que “a favor”.

  39. “luiz antonio em 06/12/2017 às 12:11
    Uma pergunta que considero pertinente:
    O OCEAN, caso seja adquirido tem condições imediatas de receber os helicópteros atualmente em operação na MB ou mesmo tambem os da FAB e do EB?”

    Luiz Antonio, essa pergunta já foi feita e já foi respondida na primeira matéria sobre a autorização do MD para a compra do Ocean.

    Em relação a esse tema específico, tenho apenas uma dúvida quanto às dimensões dos elevadores do navio, de forma a hangarar os UH-15 Super Cougar.

    Aproveito para sugerir a todos que leiam os comentários das matérias anteriores (e nem estou falando de matérias de meses ou anos atrás, e sim das de ontem e anteontem) pra ver se não estão perguntando coisas já debatidas, senão o debate sobre os temas fica truncado e não avança. Aí, se ainda houver dúvidas, pode-se fazer perguntas mais específicas.

  40. Não sou militar, tentei ser oficial do quadro complementar do EB, daí veio interesse por assuntos militares. Acompanho a trilogia há 5 anos.
    Nesse tempo, toda compra aqui é questionada. Algumas com razão, outras por puro capricho, por pura preferência.
    Quando o Siroco foi comprado, foi uma batalha aqui. Todos agora o aceitam e pronto. A mesma coisa com a classe Amazonas.
    Isso para falar somente das compras navais.
    Sei que essa é a graça da trilogia, sei bem disso.
    No entanto tem gente que é aficcionado, que diz manjar das três forças. Diz saber tudo, ter resposta para tudo, etc. Rapaz, esses foristas deveriam ser contratados para prestar consultoria especial no MD…rs
    Espero que seja boa compra, precisamos. Mesmo que as asas rotativas tenham mais limitações, é muito bom ter uma plataforma dessa no mar e a serviço da MB e do país.

  41. Bardini, pode ser do contra, mas com informações verdadeiras, não desinformando.

    O Brasil é um país que quase não há novidades sobre Defesa e quando há uma notícia dessas que deveria ser comemorada por quem se diz entusiasta e estudioso do assunto, a maioria dos comentários é de nível do G1 e UOL.

    Vida de editor de site de Defesa no Brasil é de sofrência.

  42. 150 milhões de libras novo à época, 300 milhões corrigidos ao dia; a etiqueta pra MB diz menos de 90 milhões de libras. Já cada CCT tá etiquetada em 400 milhões de dólares. Mas e o custo operacional anual comparado? O HMS Ocean comia 12,3 milhões de libras anualmente. Aliás, a classe Albion comia ainda mais por vaso, quase o dobro, enquanto os submarinos de ataque e estratégicos comiam, por vaso, quase o mesmo que o Ocean. Dá pra entender o porquê da desativação dos táxis de fuzileiro quando comparados com a importância dos subs.
    http://www.thinkdefence.co.uk/2016/05/rn-rfa-ship-annual-running-costs/
    Terá a MB dinheiro pra pagar a adequação e emprego desse LPH?…

  43. A análise do PRAEFECTUS é muito boa. O problema é que ela parte de duas premissas das quais a primeira não se confirma e a segunda é uma hipótese.

    Primeira premissa: A marinha vai comprar de “porteira fechada” sem saber como estão as coisas. É falsa, a marinha já analisou o navio pelo menos três meses e vai analisar mais uma vez antes de fechar o negócio.

    Segunda premissa: As condições do navio são as piores possíveis. Se essa premissa se confirmar ou o negócio não será realizado, ou a marinha vai pleitear um desconto equivalente.

    É um negócio de oportunidade que atende estratégias brasileiras e inglesas ao mesmo tempo. A Inglaterra vai lucrar? Óbvio que sim, eles não são samaritanos. À MB cabe negociar para manter esse lucro condizente aos ganhos operacionais trazidos pelo navio.

    Um abraço

  44. Gabriel…
    .
    não se deve olhar a compra do “São Paulo” com os olhos de hoje e sim com os olhos de 1999…a baixa do “Minas Gerais” era iminente, a marinha finalmente havia conseguido o direito de operar aeronaves de asa fixa…23 A-4s haviam sido recentemente adquiridos do Kuwait…dos quais 18 em condições de voo e todos candidatos a serem modernizados e o “São Paulo” era visto como uma transição entre o “Minas Gerais” e um futuro NAe que esperava-se teria sua construção iniciada antes de 2020.
    .
    Havia muita esperança então…e se a marinha se queixava do Presidente Fernando Henrique
    a posse do Presidente Lula trouxe mais esperanças ainda…infelizmente…deu em nada e
    até a corveta “Barroso” que já encontrava-se atrasada no cronograma de entrega em 2002, atrasou ainda mais conforme pude ver e ouvir pessoalmente em duas viagens que fiz ao Rio de Janeiro no espaço de uns três anos entre elas.
    .
    Espero que ajude a compreender melhor o porque da compra do “São Paulo”.
    .
    abs

  45. Luiz, boa tarde.
    O Ocean vai utilizar os helicópteros da MB, não tem muito sentido em utilizar do EB ou da FAB pois são de uso de teatros ou doutrina especifica. Obviamente o Ocean pode levar de carona os Heli das outras forças ou exercícios específicos, mas o uso é para a MB.
    A MB tem helicópteros suficientes para abarrotar o Ocean.

  46. Alexandre Galante 6 de dezembro de 2017 at 12:21
    ” Vida de editor de site de Defesa no Brasil é de sofrência.”
    kkk estou fazendo minhas orações por vocês, até o Natal rs
    estou Feliz com a noticia..muito feliz, ate se fosse uma LPR eu ficaria, agora um barcão deste é felicidade em 18 nós

    Feliz Naval para Todos

  47. “Alex Barreto Cypriano em 06/12/2017 às 12:21
    Terá a MB dinheiro pra pagar a adequação e emprego desse LPH?…”

    Alex, nesse caso tem que pensar não em custos extras, mas em substituições, levando em conta quanto custava a operação de navios que deram baixa recentemente mas deixaram lacunas, como por exemplo os NDD Ceará e Rio de Janeiro, apenas um dos quais foi efetivamente substituído com a entrada em operação do NDM Bahia. Some-se a isso a baixa do NAe São Paulo. Muita gente também se esquece do exemplo de quatro navios-transporte que serviam na MB desde a década de 1950 e que foram desativados entre o final da década de 1990 e a seguinte, no lugar dos quais (cumprindo em parte a mesma função, mas também capacitados a outras) entraram dois NDCC de pequeno porte desativados pela RN.

  48. E claro que um navio desse porte terá gasto superior ao de fragatas e corvetas mas isso nao significa que é mais caro seria o mesmo que comparar carro 1000 com 2.0

  49. Sempre jogam essa carteirada do “nunca pisou em navio, teu argumento não vale”.
    Isso desmonta o argumento de qualquer Keyboard Warrior, como eu. Por mais que a Marinha seja “do Brasil”, não se tem contra-argumento pra isso.
    .
    Enfim, sobre o navio. Eu sou sim do contra e digo que pra mim, seria muito mais vantagem colocar dinheiro em um NApLog.
    .
    O Ocean, ainda vão avaliar, pra saber o tamanho da brincadeira, $$$. Mas a opinião da Engenharia vai ter de bater de frente com a opinião viciada, de quem quer trazer o navio. Então vende de qualquer jeito, como sempre veio.
    Isso, para cobrir a baixa de um navio de segunda mão, que veio pra cobrir a baixa de um navio de segunda mão, e sucessivamente. Manteria-se assim o eterno ciclo vicioso. Dali alguns anos estamos nesse mesmo debate.
    .
    Sobre desinformação: Falam que não tem problema na propulsão, cujo qual eles nunca mexeram, mas é a palavra do vendedor. Agora já falam em ter de passar PMG antes de vir. Tá bom…
    O que eu sei, é que isso não me parece Fake News, já que é desse ano: https://youtu.be/d-pFnzkrFE8?t=7m
    .
    Falam que vai sair barato. Barato quanto? Barato de comprar?
    Comprar é fácil…
    Já fizeram a conta do quanto vai custar nos hipotéticos “20 anos” de MB? Quantas manutenções vai ter de receber até lá e etc?
    .
    Enfim… Deia pra lá. Vou tentar não falar mais nada, pq vou acabar partindo pro besteirol.

  50. Dinheiro na porcaria desse país tem,mas só é usado para interesses próprios!

    Tanto que ontem ví uma matéria em que o Vampiro do planalto irá soltar para prefeitos, decidiu
    liberar mais R$ 3 bilhões a municípios em 2018 caso a reforma da Previdência seja aprovada.
    A estratégia é pressionar os prefeitos a influenciarem deputados na Câmara para que eles votem em favor das mudanças nas regras de aposentadoria.

  51. Dalton 6 de dezembro de 2017 at 12:27

    Sim eu concordo,mas ai veio a realidade,entendo as criticas ao Ocean até porque os foristas hoje são muito mais pés no chão do que naquela época,não que a época fosse a das mais brilhantes também,a diferença que o quadro da época levava a crer que as coisas decorreriam com naturalidade e o A-12 seria uma transição ,o que não se confirmou e ganhou contornos dramáticos,mas fato é o São Paulo quando foi adquirido embora isso não fosse conhecimento de todos se encontrava em uma situação de necessidade urgente de uma revitalização imediata,o que foi negligenciado,e o São paulo como bem sabemos possui caracteristicas bem diferentes e muito superiores em custo de manutenção que o Ocean,isso é inegável.a questão do fato de muitos terem medo do navio vir a se tornar um problema,bom é inegável que pelo fato de sermos muito mais pés no chão hoje,e olharmos toda perspectiva com um olhar desconfiado e previsões no entorno de uma desconfiança tem a ver com o retrospecto recente da MB e com os rumos e contornos que as coisas levaram,e de fato é compreensível ,o ponto é se a MB se decidir pela compra ou não,ela hoje tem muito mais ciência desse retrospecto e tenho certeza que ela amadureceu nos erros do passado,e se de fato vai adquirir ela trabalha com uma perspectiva no entorno de um coeficiente de planejamento minimo para que o negócio,seja desenvolvido de uma forma saudável,voltando ao ponto do São Paulo ao meu ver o aquisição desse navio foi um negócio de risco,um navio de 40 anos necessitando de uma reforma que tinha um horizonte de operacionalidade que não deveria se estender além de mais 10 ou 15 anos ,e a MB pagou caro por correr o risco,creio eu que a MB tem ciência disso atualmente,e o caso do ocean ao meu ver é diferente.Bom mas isso é o que penso.

  52. Alexandre Galante 6 de dezembro de 2017 at 12:10
    Alexandre, eu quero que a MB seja bem equipada e proficiente. Não sou contra a aquisição do Ocean, apenas fiquei em dúvida quanto ao preço a ser pago versus equipamento recebido. Sou leigo e como tal, posso usar argumentos inaceitáveis para os especialistas. Apesar de nunca ter pisado em um navio de guerra não gostaria que recursos já tão escassos fossem mal gastos. Não sou “do contra” muito pelo contrário. Sou a favor da aquisição, desde que seja justa. Não acho legal que a MB adquira um navio desse porte e o deixe no cais aguardando recursos para manutenções, pois conhecendo bem nossos administradores públicos completamente alheios aos problemas das nossas FA’s não terão o menor interesse em aprovar recursos depois de adquirido.
    Minha opinião claro.

  53. O problema do Brasil é o brasileiro é a síndrome de vira lata!

    Se os americanos estivessem comprando o OCEAN,os comentários seriam outros.
    Iriam falar que a Marinha perdeu uma ótima oportunidade. ..agora criticam as tratativas e começam a procurar defeitos no Ocean.

    Está difícil heim!!
    Marinha cometeu alguns erros com compras de oportunidade no passado mas acertou ao comprar o Siroco e está perto de uma bela aquisição com o Ocean.

    Será otimo e poderá impulsionar a aquisição de escoltas.

  54. “Bardini em 06/12/2017 às 12:50
    Sempre jogam essa carteirada do “nunca pisou em navio, teu argumento não vale”.
    Isso desmonta o argumento de qualquer Keyboard Warrior, como eu. Por mais que a Marinha seja “do Brasil”, não se tem contra-argumento pra isso.
    (…)
    Enfim… Deia pra lá. Vou tentar não falar mais nada, pq vou acabar partindo pro besteirol.”

    Bardini, menos, muito menos. Conheço bem o Galante e isso não é carteirada, é sugestão. E não precisa pegar toda a crítica para si, pois há diversos outros “alvos” do comentário.

    Já vi bastante gente mudar de opinião sobre o que é fácil ou difícil se fazer num navio, sobre como é seu emprego, porte, facilidades e dificuldades ao colocar os pés em um.

    Eu recomendo bastante aproveitar essas oportunidades, quando surgem. É claro, isso é difícil para quem mora muito longe do litoral.

    Aproveito para fazer mais um comentário (e, deixo claro, não estou fulanizando a crítica a você, apenas aproveitando a ocasião): é impressionante como não se permite a um editor do site um mero desabafo (fui editor por oito anos, hoje colaboro eventualmente, e sei do que falo). A gente lê os maiores disparates em milhares de comentários, conta até dez depois de receber os ataques mais baixos, xingamentos, perseguições, calúnias, insinuações, encheções de saco mil, com um monte de paciência. Mas muitas vezes basta um breve desabafo ou sugestão para que se chame de arrogância, de descompostura, falta de educação etc.

  55. Deixando de lado a discussão sobre quão no osso o navio está, uma coisa é certa: se foi fabricado seguindo padrões/requisitos civis, o Brasil poderia construir aqui mesmo ou até comprar um Panamax (por exemplo) e converter para um anfíbio de assalto ou uma unidade ASW.

  56. Sobre a compra do São Paulo, vejo o pessoal desprestigiando os franceses, dizendo que não são confiáveis e outros, bem, e os anos de operação do Mirage 3, embora não seja um assunto naval não é um atestado de seriedade, outra colocação é que a vinda do A12 previa inicialmente uma revisão e atualização feita na França, que por motivos alheios a razão técnica não foram feitas, o que não é o caso do Ocean, já que inclusive tem uma revisão e atualização bem recente. Criticar tudo bem desde que com fundamento.

  57. de duas a uma:
    – ou o pessoal não está lendo-a íntegra dos comentários e materia, ou simplesmente estão postando por postar e ainda por cima repetindo estranhamente posts
    .
    Pode se concordar ou discordar mas não estou vendo argumentação e debate sobre o que está sendo inclusive postado
    .
    Se de um lado afirmaram que o navio valia £ 175 milhões na aquisição para defender que iremos pagar a metade disto depois de 20 anos de uso, foi rebatido que o número está errado pois somente de correção monetária da libra inglesa isto já estaria em £ 260 milhões. Sem considerar que a inflação da indústria de defesa eh bem maior.
    .
    Já demonstraram por menções a outras reportagens que o valor de um zero idêntico sairia próximo a £ 300 a 350 milhões. Oi seja, na casa dos US$ 400 milhões. Então, propalar algo diferente disto sem argumenta-ló apenas provoca desinformação aos menos avisados
    .
    Então, podemos ainda assim ter outra opinião , porém com relação a outros fatos, não a este.
    .
    Se o estado material estiver ruim, isto ser objeto da supervisao que será feita. Pôde-se desconfiar da qualidade da verificação, mas até lá tudo é apenas suposição quanto a isto.
    .
    Eu particularmente torço e acredito que esteja em bom estado, pois há somente bons registros de serviços recentes, bem como a última reforma realizada.
    .
    Motorização provável esteja muito boa face sua simplicidade. Os correlatos de navios mercantes de plantas similares empurram ou empurraram muito mais água que o Ocean dada sua necessidade de quase nunca parar de porto comercial em Porto comercial. Nunca um navio de guerra teria tanta demanda assim comparativamente. É erro achar que este tipo de navio sofre esforços similares a Nae ou fragata. Não tem nada a ver sendo um erro enorme esta comparação.

  58. Gabriel…
    .
    com certeza “Ocean” e “Foch” são coisas bem diferentes…apenas quis dar minha opinião
    sobre o porque da compra do “Foch/São Paulo” a qual você teria dificuldade de compreender
    conforme escreveu.
    .
    Se olharmos com os olhos de 1999 parece-me uma coisa natural e sensata e não duvido que
    se ele não tivesse sido comprado hoje haveria gente aqui chamando a marinha de “burra” por ter perdido a oportunidade e não ter de onde operar os A-4s adquiridos do Kuwait em 1997.
    .
    Até eu sabia em 1999 que o “Foch” precisaria de uma revitalização depois de apenas alguns poucos anos de uso e a marinha brasileira apostou que lá por volta de 2005 haveria condições mais favoráveis para essa realização…e não foi o que aconteceu…e a revitalização começou a ser feita na base do conta gotas…aliás…como também foi feita a revitalização do “Ceará”
    iniciada em 2007 que levou pelo menos 7 anos e o navio quebrou definitivamente em sua
    primeira missão pós PMG.
    .
    De fato não porque pensar que o “Ocean” terá o mesmo destino que o “Foch” teve…são navios muito diferentes com diferentes complexidades e custos.
    .
    abs

  59. Gabriel OLiveira 6 de dezembro de 2017 at 13:07
    Entendi sua argumentação, até concordo mas se olharmos na perspectiva do medo devido os parcos recuos a MB já teria parado os projetos em andamento e nem laçado novos. A MB não tem a chave do cofre e as FFAA corre este risco de planejar e não concluir. Quem faz o contingenciamento ou o bloquei da grana também não é a MB.
    Caso ocorra atrasos em projetos das FFAA vide os Submarinos ou meios que não podem operar devido falta de recursos , não será culpa da MB.
    As FFAA planeja e apresenta os custos dentro de possibilidades, a grana não esta nas mãos de quem planeja e garante soberania a da Nação Brasileira.
    Feliz Naval 2018

  60. Mestre Bardini,
    .
    Gosto é muito de seus comentários e ponderações
    .
    Sim, existo um risco da avaliação técnica ficar nublada se caprichos de apenas desejo por desejo de instâncias superiores assim quiserem. De fato complicado face históricos correlatos da arma independente de quem lá esteja agora.
    .
    Também sou crítico do modelo vicioso de sempre se alimentar de navios de 2a mão por simplesmente apresentarem conceitos geralmente ultrapassado e distoantes das inovações que estão por vir. Nem preciso falar Né? Sempre defendo aqueles meus modelos, mas nesta oportunidade eu seria mais irrealista ainda em achar que projetariam, construiriam e operariam algo do gênero nos próximos 5 anos….não vão….e não haverá outros anfíbios à disposição para compra neste mesmo intervalo, então, não parece tão absurdo assim…mas é válido nossa contrariedade de nos vermos obrigados a tomar caminhos agora em face dos caminhos adotados lá atrás…,ficamos sem opções. Acredita que deveríamos resetar?
    .

  61. quanta ladainha, comparando preços de 1998 com valor atual…, sério isso……

    Então o HMS Albion e HMS Bulwark também, pelo pesamento de alguns, foram projetados para ter vida curta, assim como os 3 patrulhas semi novos

    O Ocean foi projetado para operar com a Royal Navy ate 2030, mas com os custos dos porta aviões e seus meios aéreos sendo exorbitantes, se decidiu a retirada pre matura, simples isso, apenas isso

  62. Bardini 6 de dezembro de 2017 at 12:50
    Sempre jogam essa carteirada do “nunca pisou em navio, teu argumento não vale”.
    Formo com o Nunão… cara, você e muitos outros assíduos escrevem, criticando ou não, com argumentação… penso que a vivência e opiniões que nós da MB postamos só vem a complementar ou auxiliar nos debates… a falta da dita experiência, de forma alguma invalida os comentários do pessoal do meio civil… a não ser os críticos raivosos e sem critérios que se fiam por Wikipédia e devem achar que nós somos só “corporativistas”… melhor se tivessem, se não humildade, pelo menos curiosidade em ler de quem vive os temas do blog no dia-a-dia… o que vejo como válido é a sinergia das diferentes visões em torno de um assunto comum… enfim, máquinas adiante toda força, todo leme a bombordo e que sigam os debates… abraço…

  63. Desde o início fui contra a compra achando que se poderia gastar o dinheiro de outra forma.Contudo as matérias aqui do site me confortaram informando que suas “máquinas” são diferentes do A-12.Vamos esperar os fatos,dar tempo ao tempo.Mas temos de ficar atentos e cobrar se a embarcação ficar do jeito que o A-12 ficou cheio de desculpas e problemas para navegar,pois aí alguém vai ter de pagar principalmente que a maioria é do contra e está alertando.

  64. Será que vai vir com o hovercraft e as lanchas de desembarque e os sistemas phalanx , será que os sabres da FAB podem operar e ficar guardado nele?

  65. “Keyboard Warrior” kkkkkkkkkkkkkkkkk cada uma.
    De fato existe um Almirantado zuado por aí, eu nem vou fazer juízo sobre o que o Almirante Oton aprontou, se é verdade ou se houve exageros, mas não da pra se negar a expertise da Força, vide o Programa Nuclear Brasileiro. Há sempre quem vá preferir a oferta do F-18, outros do Rafale e outros do Gripen, mas o que todos concordam? Que o Brasil precisava de novas aeronaves.

    Será mesmo que tem na OLXDefesa.com um Porta Aviões, Destroyer(kkkk) ou NApLog sobrando por ai? Esses foram os navios que li brevemente nos comentários das noticias. Fazer um navio do 0 e dessas dimensões demora mt tempo. Como ja explicado aqui, um navio desse porte envolve uma complexidade maior do que caças, misseis, …
    O NAe SP foi desativado e todo aquele recurso humano capacitado vai passar a trabalhar na Corveta Barroso? Num Submarino? A Aviação Naval iria ficar ociosa e operando em Terra por 10, 20 anos? Em um único navio o Brasil poder ter trabalho para o CFN, Aviação, Logística, … E se acham que esse navio esta saindo caro, então vocês de fato não acompanham a modernização das Forças pelo mundo a fora.

    Aproposito, ultimas perguntas: O Brasil vai ficar nas vacas magras o resto da vida? Acho que não… Supondo que o Brasil tenha um governo que se importe minimamente com a Defesa e decida investir, o Brasil vai ter de começar um projeto do 0? Não vai ter nenhuma experiência sobre o assunto? O Brasil vai ter de comprar informação externa para poder compensar anos de atraso? Isso só vai atrasar e encarecer mais ainda futuros projetos. Algo revolucionário nas FA não irá acontecer, temos de nos conformar com uma reforma gradativa, alias, que bom que seja assim… Aceitar ou Recusar essa oferta iria render criticas, mas Recusar iria causar mais estranheza ainda, não acham?

  66. “Será que vai vir com o hovercraft e as lanchas de desembarque e os sistemas phalanx , será que os sabres da FAB podem operar e ficar guardado nele?” – isso sim é uma boa discussão.

  67. Que o Ocean, se em bom estado, como presumo, venha para suprir várias lacunas.

    Carvalho, a provável aquisição do Ocean é a consagração dos modelos de emprego (não em tudo, óbvio) de padrões civis, mais baratos, na armação de vasos de guerra. Que o almirantado leve isso em consideração no tocante a algumas unidades de que a frota precisa, ainda mais se o sonho da 2a esquadra realmente for buscado para breve.

  68. A compra dessa embarcação nesse momento é um erro. Não precisamos de um navio de ataque, a marinha teria que priorizar embarcações de de defesa como fragatas, corvetas e submarinos. Essa compra se justifica apenas na glamurização da Marinha do Brasil que insiste em ter um equipamento que vai contra a estratégia nacional de defesa. Uma pergunta aos animadinhos com a compra desse navio, quais equipamentos farão a escolta do mesmo num eventual uso em uma guerra?

  69. O Sabre permite dobrar as pás? não encontrei a informação para ajudar na respostas…é o terceiro colega que pergunta isto. Tambem não sei se ele tem capacidade de voo noturno sobre o oceano, mas sei que seria necessario.

  70. Mestre FRL, quem me conhece sabe que sou ferrenho defensor disto. Não como fim, mas como meio até que a MB possa realmente perfilar a quantidade que realmente precisa de navios de 1a. linha. Até lá, começar por planta simples e baratas ( porém grandes) e que possam ter uma mesma matriz compartilhada com ro-ro e porta containeres em linha de produção nacional para fechar nossas lacunas de frete nacional. Peças e modelos que não encontrem ou forcem alavancagem dos estaleiros nacionais somente pelas encomendas da MB, pois ela por si so não é suficiente para garantir continuidade.
    .
    Mas sim, o Ocean serve como bom exemplo, embora eu defenda até maior simplicidade, visto o Ocean possuir capacidade de Staff e Comando…ser um capitanea….meus modelos não defendem que seja um capitanea, apenas a estrutura fisica a disposição dos navios de 1a. linha porém integrados em rede. Penso ate em integração de rede via laser o que não é nada demais e bem comercial nos dias de hoje…mas seria bom para evitar indiscrições para situações que possam ficar alguns km afastados…penso isto desde corvetas a Nae, todos com maior ou menor capacidade anfibia…

  71. Mestre FRL, quem me conhece sabe que sou ferrenho defensor disto. Não como fim, mas como meio até que a MB possa realmente perfilar a quantidade que realmente precisa de navios de 1a. linha. Até lá, começar por planta simples e baratas ( porém grandes) e que possam ter uma mesma matriz compartilhada com ro-ro e porta containeres em linha de produção nacional para fechar nossas lacunas de frete nacional. Peças e modelos que não encontrem ou forcem alavancagem dos estaleiros nacionais somente pelas encomendas da MB, pois ela por si so não é suficiente para garantir continuidade.
    .
    Mas sim, o Ocean serve como bom exemplo, embora eu defenda até maior simplicidade, visto o Ocean possuir capacidade de Staff e Comando…ser um capitanea….meus modelos não defendem que seja um capitanea, apenas a estrutura fisica a disposição dos navios de 1a. linha porém integrados em rede. Penso ate em integração de rede via laser o que não é nada demais e bem comercial nos dias de hoje…mas seria bom para evitar indiscrições para situações que possam ficar alguns km afastados…penso isto desde corvetas a Nae, todos com maior ou menor capacidade anfibia…dependendo do modelo

  72. Espero que se tiver em condições,como aparenta está, que venha.Pois será uma ótima oportunidade e s vingar a venda é bem provável que CCT ou um futuro PROSUPER-2 dê Ingleses (deve ser o motivo do preço do HMS Ocean).

    Meio-off
    Tendo em vista que marinhas a fora estão construindo embarcações em padrões civis a MB não poderia adquirir um projeto de NApLog e construir aqui aproveitando os estaleiros Brasil a fora?

  73. Ué…mas o pessoal da MB sempre pisou em…navios!!! Mesmo assim compraram aquela jaca francesa do foch?? Já pra china ou india!! Que venha o Ocean. Assim no próximo terremoto não vamos pedir emprestado pra Itália e no próximo “caneta sem baioneta” teremos alguma opção para botarmos qualquer republiqueta das banana de joelhos (KKK).

  74. Fiz uma pergunta, mas “esqueçeram de mim” kkk: Os helis da MB, ou mesmo da FAB ou EB, mesmo que estes ultimos estejam de “Bagagem”, necessitariam de alguma infraestrutura no navio para que possam operar (no caso da MB) ou simplesmente serem transportados (no caso da FAB e do EB)? Exemplos: necessidades de equipamentos especiais do tipo as garras para ancoragem no convés, reservatórios de combustíveis, materiais de reposição para manutenção, armamentos de reposição, etc). Ou tudo isso pode ser “customizado ” conforme a missão?

  75. Alexandre Galante 6 de dezembro de 2017 at 12:10

    O Galante foi preciso. Parabéns pelo post.

    No Brasil é uma luta para separar o joio do trigo, porque sempre aparece vários para jogar pedra em vários projetos que são bons.

  76. A Classe Invencible que também foi construída com tecnologia para navios civis foi operada por 3 décadas.
    Outro ponto que foi abordado num dos outros tópicos sobre o assunto: o Ocean, com aquele deck flutuante, pode operar sem restrições os CLANFs. Serve como um navio.

  77. Alexandre Galante 6 de dezembro de 2017 at 14:43

    A AvEx pretende receber o primeiro lote de helicópteros de ataque em 2022 (isso porque o EB está levando em consideração o momento econômico).
    E escolha ou irá recair no Mangusta ou será sobre o Bell AH-1Z. Ambos são maritimizados.

  78. Prezados,

    Independente dase notícias surgidas sobre problemas no sistema de propulsão do Ocean, a MB já havia decidido realizar uma vistoria mais apurada no navio.

    Não haverá compra se o navio não estiver em boas condições. A realização de PMG quando se adquire um navio usado é o correto a se fazer. O problema é quando não fazem.

    Não dá para dizer quanto custará esse Período de Manutenção Geral sem o relatório a ser elaborado pelo pessoal da MB que irá ao RU. Todavia, por não se tratar de uma modernização e sim um PMG, não acredito que o valor ultrapasse os 30 milhões de libras ( isso sendo pessimista).

    Outra informação relevante é que os recursos para obtenção das CCT vira da EMGEPRON.
    Abraços

  79. Excelente compra! espero que comprem umas três escoltas. Outra coisa os R$ 350 milhões foram liberados para a compra do mesmo e não se trata de verba para uso da MB para outras despesas. Para quem quiser fazer calculo simples pegue o preço dele a época de sua construção e converta em dólar, acrescente a inflação da Inglaterra durante o período desde a construção até hoje e você chega perto do preço atual.

  80. Manuel Flávio 6 de dezembro de 2017 at 16:21

    Faltou uma palavra no meu post: o Ocean pode acabar servindo como um navio ANFÍBIO.

  81. Nunão 6 de dezembro de 2017 at 16:41
    “Luiz Antonio, eu te respondi às 12:21”
    Valeu! eu não tinha entendido a sua resposta sobre os outros helis além dos UH-15.
    obrigado

  82. Há um outro site de defesa, que foi contra a compra, pois é patrocinado por um estaleiro francês, que até agora não noticiou nada da liberação das tratativas.
    Que coisa, não?

  83. Alexandre Galante 6 de dezembro de 2017 at 16:52
    Comprar V-22 Osprey a US$ 40 milhões cada?
    Seria mais barato que as Kombi!!!

  84. Dalton 6 de dezembro de 2017 at 13:53

    Sim para a época de fato precisava de um NAE ,pois tinha acabado de comprar aeronaves para operar em um e o Minas Gerais estava em seu fim de vida ( suponho eu),mas me suscita uma questão,desconheço o cenário da época,mas não havia navio melhor no mercado?..É claro há de se considerar que os problemas do navio não eram publicos como hoje sabemos massivamente,mas por se tratar de um navio de 40 anos na época é compreensivel,mas na verdade nunca saberemos o quanto a MB tinha conhecimento disso,ou não,talvez tivesse e com uma expectativa de promessas em um futuro excelente poderia executar tudo de acordo com seu planejamento,só se esqueceram que quem segura a carteira é uma criança mimada chamada governo,mas de verdade creio e confio no planejamento da MB,creio também que a mesma esteja escaldada já com a experiência negativa com o São Paulo,se a mesma se dispõe a adquirir o Ocean o tempo dirá se foi ou não um bom negocio,abs.
    Bueno 6 de dezembro de 2017 at 13:54
    Sim claro compreendo,é bom ressaltar mesmo que mesmo a gente sonhando e o pessoal da marinha planejando,quem tem poder de fato algo é o governo,e há depender do governo nada dito hoje pode ser confirmado amanhã,e o governo disponibilizando de acordo com sua capacidade e boa vontade,a MB pode executar seus planos de acordo,com o que o governo lhe dispõe para trabalhar,não acho o melhor formato,mas é o que temos,pode melhorar amanhã,mas é claro a nos cidadãos cabe a nos saber votar e torcer para que as coisas melhorem,pelo menos é assim,eu como entusiasta vejo.

  85. Não sou um especialista no assunto mas vejo a aquisição do Ocean como uma oportunidade da Marinha obter uma embarcação mais adequada à nossa realidade e como um retorno à doutrina de ser uma força mais anti-submarina e de transporte de tropas. Já dispomos dos meios aéreos a serem utilizados (helicópteros) o que significa economia. Caso tivéssemos que encarar a compra de um navio-aeródromo não teríamos como operá-lo plenamente. A compra de caças seria inexequível na atual e próximas décadas. Desenvolver um Grippen naval é sonho e custa muito dinheiro. Como maior exemplo taí o A-4 cujo programa de revitalização se tornou inviável e provavelmente com resultados pífios por ser uma aeronave com mais de 40 anos. Além disso, vejo esse navio como uma boa plataforma para aprendermos a desenvolver um futuro porta-helicópteros nacional visto que o tal do Porta-Aviões é assunto para marinhas grandes com objetivos globais.

  86. Estou aqui raciocinando com meus dois neurônios quase sadios:
    Sendo realista e tambem otimista. Sou fã de carteirinha de aviação, seja de asa fixa, asa móvel, sem asa ou seja, qualquer coisa que “avoe” e que não seja ave ou morcego (nada contra os animaizinhos), embarcada ou não. Aliás acho que deveriam continuar com as modernizações dos AF-1, pois seriam um excelente “lift” para os pilotos navais e porque não para os pilotos da FAB (já que é para nos virarmos com o que temos, temos que maximizar as disponibilidades). Não nos esqueçamos que o Gripen virá tambem com uma versão naval (se Deus quiser) e não necessariamente operando de um NAE em uma primeira fase (São Pedro d”Aldeia esta lá firme e forte e é só talvez dar um up grade na casinha).
    Se a MB decidir pela compra, que seja bem vinda e bem utilizada. E se for para desfile, que sua pintura seja de bom gosto e irrepreensivel, afinal, os soviéticos e os russos faziam e fazem isso, desfilando suas armas todos os anos e ninguem critica. Faz parte do show. A MB esta precisando de uma nau capitânea digna e convenhamos, 84 milhões de libras é dinheiro de cachaça perto do que outros setores civis do governo gastaram durante mais de 30 anos de estrepulias e safadezas.
    de minha parte o tema “compra x não compra” ja esta superado.
    Que venha o Ocean (não gosto desse nome aliás, mas não vou sugerir nenhum, pois quem escolhe é a MB).
    Abraços

  87. Alexandre Galante,

    gostaria por gentileza como um leitor assiduo dos seus blogs lhe fazer algumas perguntas, é possivel isso no momento??

    São 19:12 no momento.

  88. Como são interessantes as coisas.
    Criticar essa compra é erro ??? Desconhecimento ???
    Acho que não !
    O Foch também foi inspecionado, técnicos avaliaram e atestaram sua condição !
    “O corpo técnico da Marinha emitiu relatório !!!” diziam uns
    ” A Marinha do Brasil sabe o que faz!!!” diziam outros
    Se comemorou …
    “Grande Oportunidade !!!”
    Mesma resenha de agora …
    ” Será uma experiência nova !!! Nova doutrina !!!”
    ” Projeção de Poder !!!”
    Acho que já não estão projetando nada nele !!!
    Não vejo nada decolando do A12.
    Se não pode decolar lá, qual a doutrina que está sendo mantida ???
    Por Projeção de vídeo aula em Power Point ???

    Vamos deixar bem claro … O relatório sai de acordo com o gosto de quem Manda !!!
    É assim em todo o lugar.
    Se o chefe quer a compra é bom o subordinado dar um jeito de fazer virar um bom negócio !!!
    Não se preocupem, estarão bonitos na foto de incorporação !!!
    —————————————————-
    Bardini 6 de dezembro de 2017 at 12:50
    “Enfim, sobre o navio. Eu sou sim do contra e digo que pra mim, seria muito mais vantagem colocar dinheiro em um NApLog.”

    Exato Bardini, em diversos locais da força esses 366.102.979,85 se forem mesmo 84,6 M de Libras seriam muito melhor investidos.
    Patrulhas, NApLog, NDCC … tanto faz !!!
    Só com o que será gasto com esse navio e o que já foi jogado fora no A12, muitas das faltas da Marinha já teriam sido reduzidas.

  89. No outro post acerca desse navio observei um debate acalorado sobre o nome que o navio deveria ter, muito sugerem nomes de estados como sempre foi feito com os escoltas. Nos EUA eles nomeiam seus porta aviões na maioria das vezes com nome de ex-presidentes, alías vem agora novamente o JOHN F. KENNEDY (CVN 79). Pena que por aqui não há ninguém digno dessa homenagem não? “Que país é esse?”

  90. Roosevelt 6 de dezembro de 2017 at 18:33
    “. Pena que por aqui não há ninguém digno dessa homenagem não? ”
    La no norte os Presidentes da República são supremos, o que não lhes confere poderes ilimitados, mas são Referência da nação. Referência positiva, diga-se de passagem, portanto a US NAVY nomeia seus Porta-Aviões como uma celebração de um Presidente da República independente de partido político. Aqui no Brasil isso jamais aconteceria. Estamos em outro planeta. Ja imaginou nomear navios da MB com nomes de Presidentes do Brasil? Melhor ficar com nomes de Estados, ou cidades, ou quaisquer outros nomes que não sejam suspeitos.

  91. 1-) Aposto que o navio virá sem os CIWS os britânicos devem retirar por vários motivos, um porque podem ser aproveitados em outros navios ou fornecer peças para outros, dois porque para virem talvez tenham que ter o preço deles acrescido, como um acessório, não são necessariamente parte do navio e três são tecnologia norte americana, não deveria ter uma autorização destes?

    2-) Líquido e certo que toda a tecnologia eletrônica sensível padrão NATO será retirada, incluindo sistemas avançados de comunicação.

    3-) Helicópteros do Exército e da FAB, bem para eles poderem descer nos elevadores para os hangares tem que dobrar as pás do rotor, acho que é “penteado” que eles chamam este procedimentos salvo engano, não sei se os aparelhos da FAB e do EB tem este recurso senão, somente vão ficar no convoo.

    4-) Finalidade, bem o navio serve para um monte de missões, a questão não é a utilidade do navio e sim qual o papel que se deseja para Marinha Brasileira, se o objetivo é missões de paz, cooperação internacional em outros lugares ou para ações de guerra interna no próprio território nacional o navio é super útil. A nossa Marinha planeja de forma a cumprir todas as funções do poder naval, de certa forma tenta investir em tudo, no entanto devido a falta de recursos, algumas áreas ficam pendentes. Aí gera a confusão se o navio é útil ou não.

    5-) Vida útil, bem aí somente que é técnico e vai a bordo pode saber, com o exame do casco, cavernas, ou seja a estrutura e com a análise da documentação de cada máquina a bordo, tudo é documentado, manutenções, substituições de peças etc. Assim pode se saber fielmente sobre a validade.

    6-) Valor de aquisição, bem isto é relativo, é um produto específico e único com o valor que se dispende para comprar ele o que se pode adquirir no mercado, acho que não existem muitas opções em usados, parece que havia um navio menor italiano San Giusto, salvo engano, muito inferior. Não se pode comparar o seu custo com outros navios como escoltas, opv ou submarinos porque são totalmente diferentes.

    7-) Boa compra ou não, bem como disse no item 4 depende que como se pensa o emprego estratégico, na concepção atual da MB é uma boa compra sim, pessoalmente penso que a MB deveria ser mais defensiva atuando na vigilância primeiramente e na dissuasão com foco na arma submarina e em uma aviação naval baseada em terra, mas aí é opinião de um Almirante de teclado, claro que livre de toda a tradição e pensamento naval, visão de fora e livre de conceitos pré-fixados.

    É isso aí.

  92. Algum desdobramento, tipo “1o. GAE” da FAB no Minas, com os Sabres, ou é necessário algum preparo pré operação naval para os Mil?

  93. A Marinha comprou os MH-16 SeaHawk, os H225M , vai turbinar os Super lynx, vai ter vaso para operar todos? Quais navios vão operar os dois primeiros modelos que citei? Então acho uma boa compra por um preço bom, e espero que venham os navios patrulha class River, as escoltas serão as que temos, receberão melhorias até a chegada de escoltas novas!

  94. José Luiz 6 de dezembro de 2017 at 18:53

    Muito bem, José Luiz. Eu concordo com toda a sua análise.
    Eu comecei a escrever uma parte das suas colocações, na mesma linha, mas desanimei de publicá-la. Ao ler o seu comentário eu me animei a participar um pouco do debate.
    A MB sempre se preparou para dominar todos os recursos da guerra naval, o saber fazer para quando fosse necessário e possível. Por isso sempre tentou manter diferentes meios (NAe, escoltas, subs, etc.). TALVEZ esta seja a decisão correta, no caso de termos tempo para nos preparar quando for preciso, já que os recursos nunca foram suficientes. Manter o know-how.
    Eu, sem o devido conhecimento naval profissional, sempre achei que a nossa defesa seria melhor estruturada com o emprego de submarinos. A aviação naval baseada na costa também é bem-vinda, tal como é (ou era) na Argentina e União Soviética, mas, como outro comentarista já citou, teríamos que alterar a atual legislação.

  95. Boa noite. Seria possível saber se alguns equipamentos orgânicos e não orgânicos podem acompanhar o navio? Por exemplo, os PHALANX e alguns Mexeflotes para poder operar a partir da rampa traseira da embarcação. Seria útil para desembarque os Piranha III e M-113.
    Obrigado.

  96. A MB está sacrificando os combatentes de superfície para adquirir a capacidade que poucos países possuem, projetar e construir submarinos (diesel e nuclear ), quantos países no mundo estão capacitados? Se vcs pensarem bem, um submarino em um conflito vale mais que vários combatentes de superfície, escoltas são facilmente achadas e combatidas por aviões patrulhas, caças, você consegue inibir a ação de um grupo de combate de superfície com uma patrulha aérea e com submarinhos, então em situação de lençol curto, a MB decidiu pela melhor opção, surgindo a oportunidade de compras Ocean , Class River e navios caça minas a um bom preço acho que é valido comprar , precisamos de presença de patrulha marítima nesse momento (trabalho de guarda costeira), nenhuma grande potência nos ameaça no momento e vai pensar muito em enviar um grupo de combate se tivermos submarinos e aviões para patrulha, sem viagem , EUA nem Russia querem nos invadir.

  97. Um helicóptero naval possui uma série de modificações, uma delas é que como comentei anteriormente são as pás do rotor dobrarem para ele poder ser colocado no hangar, também dobram a cauda, alguns são equipados inclusive com flutuadores, tem a questão dos ganchos para que sejam presos por causa do balanço do navio. Além dos problemas que o sal marinho causa na máquina e nos sistemas, eles são preparados para isso. Os sistemas inerciais de navegação são feitos para serem calibrados a bordo, além disso devem existir inúmeras outras diferenças. Então a resposta é clara pode pousar um helicóptero qualquer no Ocean e decolar, sim pode, agora operar eficientemente não.

  98. Vale pra navio e vale pra carro, coisa velha da trabalho, no final sai mais caro.
    A realidade é qua a nossa marinha está sucateada e virtualmente inapta ao fim que se destina.
    O almirantado tem que por os pés no chão e barrar projetos inúteis (sub nuclear) que consomem o quase nada que têm de verba e parar de comprar velharia cara que vai durar pouco e implantar um programa realista de renovação (com coisas novas) da força, ta na hora da marinha ter uma “reconciliação com o real” F.N.

  99. Acho uma boa aquisição, e os motivos foram mais do que esclarecidos.

    Bom, o Ocean é um porta-helicópteros, sendo assim, tem que ter HELICÓPTEROS DE ATAQUE bem armados, pois, claro, é um navio de guerra, e ela que pode ocorrer e costuma não avisar.

    Então, alguém sabe qual a MB pensa em adquirir??

    Sds

  100. Melky Cavalcante 6 de dezembro de 2017 at 21:23
    Boa noite,
    Sobre implantar um programa de renovação, levaria anos só para iniciar partes de planejamento e provavelmente mais de uma década para terminar, a perguntar que deixo para você é: Você acha que a marinha tem esse tempo ou dinheiro pra fazer tudo isso ao mesmo tempo(considerando compra tudo de pratilheira pelo mundo a fora) ?
    Sobre o SubN ser inútil mesmo que fosse, se fosse inútil não teriam países tentando obte-los (pode não ser a melhor hora, só saberemos se é ou não no futuro), mas lembre-se que só o reator tem 38 anos de pesquisar jogar isso fora é um crime. Vale analisar qual era a perspectiva na hora de assina os papeis.

  101. boa noite. a todos.
    Acho que é uma ótima compra. Parto do presuposto que a marinha coloque tudo que puder comprar e
    operar, no atlantico sul, pois se não fizer a quarta frota fará.
    Aguarde e logo vcs verão navios chinas por aqui.Motivos ? Proteger seus investimentos e outros
    interesses.
    Afinal já compraram quase metade do pais. Compram empresas e exportam chineses junto com suas
    bujingangas. Viajo muito e já os encontrei nos locais inimaginaveis, sempre com binomio pastelaria
    e lojas de tranqueira. Não sei quem disse mas assino embaixo.Paises não tem aigos tem interesses.
    Quando chegar horas quem terá marinha para fazer presença no atlantico sul… os argentis.
    Pac7encia o Ocean é ótimo.
    Deixemos as picuinhas e vejamos o mundo real.
    Desculpe pessoal vamos pensar grande. Se ainda podemos.
    Lindo espaço Galante Nunão Parabens.

  102. Srs
    Não há sentido em comparar a compra do A12 e a do Ocean.
    O primeiro era um NAe para substituir outro Nae (o Mingão), a MB estava iniciando a operação de aviões de asa fixa e tinha a expectativa de se tornar uma marinha de águas azuis, pois o A12, devidamente equipado, daria a MB a capacidade de controle de área marítima.
    O segundo é um Porta Helicóptero para operações anfíbias em costas hostis (missões de projeção de poder) sendo o primeiro de tal tipo a ser adquirido pela MB. E sua aquisição está acontecendo num momento em que a MB está a sucatear parte da esquadra pela idade dos meios e falta de verba para as manutenções / modernizações (A12, escoltas, etc.). Ou seja, são dois momentos bem distintos da vida da MB.
    O A12, se tivesse passado pelas manutenções/melhorias necessárias e sido equipado por aviões com as características e quantidades necessárias, poderia estar, hoje, cumprindo honrosamente a sua função.
    O Ocean, se sofrer as manutenções necessárias, cumprirá bem as missões para a qual foi construído.
    O que não é possível é ele cumprir as funções próprias de um NAe como o A12 em boas condições operacionais.
    Ou seja, o Ocean é mais limitado que um navio como o A12 (com manutenção em dia, claro).
    Sds

  103. Bardini 6 de dezembro de 2017 at 12:50

    Li todas as replicas e treplicas, do Bardini, Nunão, Galante, XO …. esqueci de alguém ?

    Como sempre leio tudo e a todos, acompanho todos os comentários do tema Ocean
    desde o começo.
    No geral tenho divergências com o Bardini, mas neste tema fecho com as afirmações dele.
    Vou preparar um enunciado desse barco “FURADO” que vamos entrar, incluo por hora tudo
    que o Bardini já postou.
    Posso ser do contra sim, sou contribuinte e é meu dinheiro também.

    _____________________________________

    Luiz Monteiro 6 de dezembro de 2017 at 16:29

    Caro Contra Almirante Luiz Monteiro

    Tenho acompanhado vossos comentários, mas entenda por favor alguns foristas:

    1) Fatos que aconteceram antes do Senhor se tornar um Oficial General nos deixam com muitas dúvidas, exemplo:

    a) A Skyhawk 4M da MB, antes e depois o “M”; Este

    http://www.aereo.jor.br/2013/09/27/primeiro-voo-da-aeronave-af-1b-modernizada/

    http://www.aereo.jor.br/2011/06/06/conhecendo-o-a-4-skyhawk-ii/

    b) http://www.naval.com.br/blog/2017/07/12/conheca-o-grumman-c-1-trader-aviao-que-marinha-esta-modernizando-nos-eua/ ;

    c) http://www.naval.com.br/blog/2017/01/24/nae-sao-paulo-12-movimentacao-de-berco-no-rio-de-janeiro/

    d) http://www.naval.com.br/blog/2015/05/02/ndd-ceara-em-pane-em-alto-mar-a-caminho-do-haiti/

    Particularmente tenho especial admiração pelo Senhor CA Luiz Monteiro, desde Oficial Superior até sua ascensão a Oficial General tem nos dispensado atenção, ainda me recordo de uma “ótima” conversa que tivemos no passado sobre o Juan Carlos I – LHD espanhol, Nau da qual temos especial apreço.

    Almirante, NÃO se preocupe em responder sobre o que mencionei (link’s), confio em sua palavra:

    “Luiz Monteiro 6 de dezembro de 2017 at 16:29
    Prezados,

    Independente dase notícias surgidas sobre problemas no sistema de propulsão do Ocean, a MB já havia decidido realizar uma vistoria mais apurada no navio.

    Não haverá compra se o navio não estiver em boas condições. A realização de PMG quando se adquire um navio usado é o correto a se fazer. O problema é quando não fazem.

    Não dá para dizer quanto custará esse Período de Manutenção Geral sem o relatório a ser elaborado pelo pessoal da MB que irá ao RU. Todavia, por não se tratar de uma modernização e sim um PMG, não acredito que o valor ultrapasse os 30 milhões de libras ( isso sendo pessimista).

    Outra informação relevante é que os recursos para obtenção das CCT vira da EMGEPRON.”

    Mas sou contra essa aquisição, com todas as vênias e respeito.

    Saudações e G Abraço.

  104. Só eu que acho o Ocean lento demais, 18 nós de velocidade máxima confere ? Não daria pra trocar os motores por outro mais potente já que há esse boato que a propulsão tem problemas ? Sairia muito caro para a MB fazer isso ?

  105. Caramba quanto comentário inútil e tendencioso por aqui.
    O A-12 ex-focher quando entregue ao Brasil era consideravelmente mais velho e usado que o HMS Ocean, mesma coisa quando compramos o G-40 Bahia.
    Se fosse um seminovo RUSSO, as viúvas de Stalin tavam tendo orgasmos aqui no site.
    Me poupem dessa hipocrisia, ótima compra e em nada atrapalha a obtenção das novas corvetas Tamandaré que vão custar bem mais que isso.
    O Reino Unido está substituindo ele não por ser ruim, e sim porque lá há dinheiro para trocarem os equipamentos mesmo estando na metade da vida útil, e poucos países do mundo podem se dar a este luxo, e não estamos entre eles, simples assim.

  106. Projeção de poder versus defesa. Ter um porta-helicóptero sem escolta condizente(nau Capitânia sem proteção).Navios -patrulhas oceânicos para ZEE, Corvetas, Fragatas nesta ordem seja mais racional.(prosub ir até o fim mais a modernização dos IKLs) Varreduras e minagem. Muito trabalho, muitos meios a serem adquiridos ou modernizados. MB dará conta? Ainda nada foi decidido sobre o Ocean. Tudo pode naufragar. Ainda existem inspeções a serem feitas. A MB deve decidir, pois cometer o erro duas vezes…?

  107. Mas quando o A12 foi adquirido também foi feito PMG e o problema no sistema de caldeiras não foi detectado. Acho que toda cautela é pouca em compras desse tipo, ainda mais num navio “civil” como o Ocean.

  108. Nau -capitânia(Ocean) sem escolta condizente? Manter projeção de poder ou defesa? Navios-patrulha oceânicos, corvetas, fragatas estaria numa ordem mais racional fora outros meios a serem adquiridos como mais varreduras e minagens, modernização dos IKLs e ainda manter o Prosub. MB dará conta? Tudo depende de equacionar e racionar o que é prioritário para defesa e não projetar poder sem ter os meios para tal. Opção muito difícil para MB. Nada foi decidido ainda com a compra do Ocean. A MB não pode cometer o erro duas vezes…

  109. ué e o Wasp não está indo pro outro lado do mundo sozinho ? melhor ja ter o navio, que foi oportunidade e fazer o mesmo com a escolta, foi sim muito oportuna e sorte a quase certa aquisição da MB

  110. Fico surpreso com a quantidade de péssimos comentários nesta postagem. Acham que 80 milhões de libras vai mudar alguma coisa na MB, e que com esse poderíamos comprar vários meios de escolta. A aquisição do Ocean é uma oportunidade única para MB, uma embarcação com apenas 20 anos e que atualmente é a Nau Capitânia de uma das maiores armadas do mundo.

    É claro que temos necessidades, como a construção de novas fragatas, corvetas e submarinos, e acredito que há projetos para isto, mas se não comprarmos o Ocean agora, não teremos essa oportunidade novamente.

    Muitos também defendem a compra de uma embarcação nova, mas quanto vocês acham que custaria e quanto tempo demoraria? Sendo otimista, levaria 2 anos apenas para fechar o contrato, e mais uns 4 a 8 anos para construção, o custo seria astronômico pois se tratando do governo brasileiro, a compra envolveria não só a embarcação, mas um estaleiro para construção, a transferência de tecnologia e que ela fosse construída no Brasil.

    Andei lendo alguns comentários de britânicos em fóruns e sites de defesa e posso dizer que encontrei pouquíssimas pessoas que eram a favor da venda do Ocean, pois reconhecem o quanto é importante manter uma embarcação do tipo.

  111. Prezado Carlos Alberto,

    Obrigado pelas palavras. A admiração é recíproca.

    Não fico ofendido ou aborrecido quando debato qualquer tema com os outros comentaristas. Procuro trazer subsídios para o debate.

    Jamais criticarei ou ofenderei e, muito menos, desmerecerei comentaristas cuja opinião é oposta à decisão tomada pela MB. Todos têm direito de ter sua opinião e de se expressar.

    Relatórios de avaliação de meios navais são documentos classificados. Assim, não são tornados públicos. Os relatórios são técnicos e nenhum engenheiro vai atestar algo falso.

    Mencionaram o relatório de avaliação do Foch. Disseram que supostamente o relatório atestava que o navio estava em ótimas condições. Para esclarecer, o relatório não informava isso. Ele trazia uma série de recomendações de modernizações, atualizações e revisões que eram necessárias no navio.

    Nada foi feito e o São Paulo não teve o ciclo que se esperava dele.

    No mais, o debate está muito bom.

    Abraços

  112. Mestre MO, uma coisa que seria legal e para alinhar os participantes seria voce dar uma palhinha sobre a motorização, o porque ela é conveniente ou não, e correlacionar a vida util de seus similares no meio mercante os quais estes sim empurram muito mais agua. Um comparativo dos regimes de operação para que todos entendam como são os regimes de operação destes motores quer seja no Ocean ou num porta container. Eu ja tentei explicar que não tem nada a ver comparar com o que acontece numa fragata ou Nae….mas….

  113. É uma pena que a reforma do A-12 não foi adiante, infelizmente é muito custosa e não compensa o benefício, mas gosto de pensar como seria bom ter o Nae operando de forma plena com todos os 23 A-4 modernizados, SeaHawks para missões ASW e UH-15A para missões ASuW, todos os Traders e os helis de emprego geral…

    Que bom que ao menos em sonho é possível imaginar tudo operando de forma plena rsrs, mas fazendo um balanço geral da situação, quase nada foi para frente na MB, e o que foi ou veio em pouca quantidade (SeaHawk) ou deu problema (UH-15). 🙁

    Espero que com a vinda do Ocean e de ao menos 2 fragatas de uso geral (bem que as OHPs podiam ter uma motorização diesel combinada) a situação mude para um rumo melhor.

  114. Bom, vamos de porta helicópteros como capitânia até que se tenha (se viermos a ter novamente) um porta aviões e ao menos sabemos que helicópteros a MB tem e em razoável quantidade, só faltará alguns helis de ataque pro CFN.

  115. PRAEFECTUS 6 de dezembro de 2017 at 9:10 Bom dia,
    Voltando as suas contas, conforme a estimativa do Sr. Luiz Monteiro do valor de £ 30 pelo o PMG Temos a estimativa do custo Total de £ 114,6
    Neste caso, você concordaria com a compra, você daria a canetada se fosse o responsável ?
    Abç

  116. Prezado Luiz Monteiro, teus comentários fazem falta. Por favor não se silencie por tanto tempo, como ocorreu nos últimos tempos.
    O mesmo vale ao também prezado XO

  117. Senhores com relação aos escoltas, lembram dos Garcia quando vieram no final dos anos 1980 início da década seguinte?
    Pois bem, a USN pode fazer algo parecido no próximo ano, sendo que agora será as OHP.
    Vamos acompanhar atentos!

  118. Pelas informações esparsas que lemos na imprensa há indicações de que o Brasil irá sim participar da Operação de Imposição da Paz na República Centro Africana. Duas perguntas para os colegas que mais qualificados e com domínio nos assuntos militares. 1- Esse Navio não é perfeito para essa finalidade, ser a base de apoio no mar as tropas em terra? 2- em que medida estas operações previstas podem ter sido fator para a decisão de compra do Ocean?

    Apenas para finalizar, minha opinião pessoal e conclusão após ler tudo que foi escrito acima é de que foi uma excelente compra, preço, características, finalidade, idade e estado geral do Navio, e o binômio: Aquisição do Ocean X outras opções (por ex: não comprar nada, reformar o SP, desenvolver um projeto próprio, investir em outros meios etc).

  119. Prezados,

    Li todos os comentários e reli alguns. Há fortes argumentos contra e à favor, alguns muito bem subsidiados. O HMS Ocean é um campeão de audiência nos blogs daqui (embora dos que eu conheça só o PN seja, de fato, um espaço par discussão de Defesa) e lá de fora. No Reino Unido, são raras as vozes à favor da venda do navio, há até um certo movimento pela sua permanência…. Isso é um sinal, ao menos para mim, de que o navio não está “no osso” como insistem alguns.

    O primeiro ponto que me chama a atenção é a insistente comparação do A12 São Paulo com o HMS Ocean. São navios muito diferentes, construídos em épocas diferentes, para propósitos diferentes. Mais além, a realidade de ambos em suas marinhas é muito distinta: o Ocean entrou na lista da “degola” face ao rombo bilionário no orçamento da Royal Navy. Este rombo, se não me engano (li aqui no PN), se deve ao fato de que a conta dos sub nucs passou a integrar o orçamento deles, coisa decidida recente e que gerou um grande desequilíbrio. Já o Foch, com seus 40 e tantos anos de serviço à época, vinha sendo mantido pela marinha francesa do jeito que dava, aguardando a entrada do novo e nuclear Charles De Gaulle. Um é a nave capitânia atual, mantido na linha de frente, no elevado padrão RN, o outro passou seus últimos anos em compasso de espera do substituto, nem apto a operar “full” os Rafale ele era. Sua manutenção era apenas paliativa, era um navio à caminho do desmanche.

    Quanto à questão da inspeção técnica para aquisição do Ocean, primeiro devo rechaçar a afirmação do colega acima de que relatórios saem como quer o chefe. Onde trabalho isso não acontece (e é governo!) e sou eu quem faz alguns dos relatórios.. Não sei onde ele trabalha, mas isso não é regra, é exceção, e tal se aplica à MB. Um oficial de carreira não vai dizer que o Ocean está bom só porque algum almirante quer que esteja… Vai atestar a real capacidade do navio e o corpo técnico da Marinha deliberará se vale à pena ou não.

    O problema do A12 São Paulo não foi sua aquisição em si, nem o estado em que estava, que era, é só consultar o próprio PN, regular e olhe lá… O problema foi a falta de grana para ajeitar o navio desde o primeiro dia em que ele entrou na Baía da Guanabara. O governo “achou” que já havia feito muito comprando o navio… deu no que deu, como no caso das nossas corvetas, aposentadas precocemente. Navios são caríssimos de manter e a MB teve que ir empurrando com a barriga os problemas até a hora em que eles ficaram maiores que o navio em si.

    Acho que o máximo que se deve levar em conta do A12 é a lição. Se a MB aprovar tecnicamente a compra do Ocean, se o preço for, realmente, convidativo, e se o PMG já estiver com recursos garantidos, ele deve vir pela simples razão de que outra oportunidade como essa não existirá. Ele vai preencher uma lacuna na força, tão carente de muitos meios.

    Por fim, não enxergo para a MB outro caminho senão o de compras de oportunidade nos próximos anos. Teremos as Tamandaré, novas, mas dificilmente haverá grana para fragatas, talvez um patrulha, mas até isso eu acho que virá usado. É a nossa realidade, dura, nua e crua, a qual só vai mudar quando muuuuita coisa na nossa sociedade mudar, principalmente a percepção de que com Defesa não se brinca.

  120. O Brasil precisa é de escoltas, não sou contra a vinda do Ocean mas as nossa fragatas e corvetas estão no ”osso”.

  121. Na atual conjuntura, eu preferia um segundo LPD na MB. Mas não é o que nos foi oferecido. MO, excelente comentário. É fato: o Wasp está sem escoltas.

  122. Prezado Luiz Monteiro ,
    .
    A MB bem poderia autorizar a visita conjunta da imprensa especializada na inspeção do Ocean.

  123. Eu vejo muita gente criticar a compra do São Paulo, mas apesar de eu ter ficado feliz com sua retirada de serviço pela falta de utilidade e altos custoa, não se pode esquecer que o maior problema dele foi o Brasil não ter feito uma boa modernização quando comprou.
    Veja a China e India usando seus NAe que foram adquiridos em péssimo estado, mas investiram seus bilhões de dólares para que pudessem estar operando hoje.
    NAe e Submarino Nuclear é brincadeira para gente grande, sem muito dinheiro para gastar neles é melhor não entrar na brincadeira.

  124. Aos entusiasmados:
    Temos navios (sobrando) para escoltá-lo ?
    Temos os meios aéreos para equipá-lo ?
    Além do navio em si, quais os desembolso necessário para mantê-lo em condições operacionais adequadas?
    Na minha humilde opinião a MB vai dar um tiro no meio do bote !
    Um dos motivos da FAB ter preferido o Gripen em detrimento do Rafale e do Super Hornet, foi a projeção de custos a médio e longo prazo. Talvez os “contadores” da FAB devessem prestar esse serviço para a MB para fezê-la cair na real.

  125. São Paulo é um navio defasado de alto custo com tecnologia dos anos 50, catapultas a vapor, eletrônica velha baseada em válvulas, motorização de caldeiras velhas e defasadas. Não tem comparação com o Ocean, que é um navio com tecnologia dos anos 90 e com somente 20 anos de uso e com certeza aguenta mais 20 anos, o Ocean é u mconceito baseado em návio mercante para baratear os custos, não tem catapultas, sua eletrônica é recente, motorização pielstick de óleo marítimo barato, pode levar 800 Marines, tem os modernos CIWS phalanx na auto-defesa, carrega 12 helicópteros com conforto. Não tem comparação.

  126. Ricardo da Silva.
    Qual o conceito de sobrando? O navio existe para cumprir a missão determinada pela MB. Navio tem. Só mandar escoltar. Se a escolta será eficaz contra uma grande potência é outra história.
    Temos helicópteros Caracal, Seahawk, Lynx e Esquilo para operar no Ocean.
    Sobre o custo de operação, só quem é do meio para saber e deve ser levado em conta pela MB. Seguramente é muito mais barato do que operar o NaeSP e, provavelmente, mais barato de operar do que navios com mais de 50 anos de porte semelhante ou um pouco menor.

  127. Rafael Oliveira 7 de dezembro de 2017 at 10:35
    Concordamos que não temos meios (aéreos e navais) suficientes para as demandas atuais da MB ?
    Concorda que em operação o Ocean demanda uma escolta mínima, que se a utilizar, desfalcará ainda mais as atribuições da marinha ? Que demandaria uma demanda embarcada, e que levaria a efeitos semelhantes na frota de asas rotativas.
    Lembre-se que um dos motivos da Royal Navy em se desfazer do HMS Ocean é a redução de custos, então não deve ser “tão” barato assim.

  128. Adeus Sea Gripen! Agora apenas asas rotativas!? Um zilhão com SP + A4 para estabelecer uma doutrina e uma proficiência aero embarcada jogado no leito da Amazônia azul! !!!? Uma nação que não sabe o que é e o que quer!!!

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    Como ter forças armadas que mudam suas doutrinas como se mudam as estações do ano ? Vergonha e humilhação!!!

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    COMENTÁRIO EDITADO. NÃO USE O ESPAÇO COMO PALANQUE

  129. Não mestre Ricardo Silva, não concordo que ele subtrairá uma escolta se usado
    .
    Se ele estiver em um operação anfíbia c isto já faz parte do papel da escolta.
    .
    Se a fragata estiver junto com outras para antepor uma task adversária, o Ocean não estará lá pois não é papel dele

  130. Carvalho2008 7 de dezembro de 2017 at 11:33
    Respeitosamente, me parece que existe um interesse maior simplesmente em se “ter um navio grande” do que avaliar de forma racional o seu uso dentro do contexto da MB.

    Ainda que fosse usado como plataforma ASW, um porta helicópteros, volta a questão da escolta.
    Operação de anfíbias, eminentemente de ataque, não me parece um perfil muito adequada a uma marinha que se pauta na defesa de suas aguas territoriais.
    A “Nau Capitânia” deve ser capaz de coordenar um grupo, não é pré-requisito ser um navio de maiores dimensões.

  131. TukhAV 7 de dezembro de 2017 at 12:06
    Depois o Ocean, vamos adquirir navios das Classes “Kaiak”, “Bote” e “Jangada”.
    Todas “Compras de Oportunidade”

  132. Prezado Luiz Antônio
    Ontem o colega escreveu: “A MB esta precisando de uma nau capitânea digna e convenhamos, 84 milhões de libras é dinheiro de cachaça perto do que outros setores civis do governo gastaram durante mais de 30 anos de estrepulias e safadezas.”
    Não precisa ir tão longe. Segundo a Polícia Federal, somente no Rio de Janeiro e em apenas 5 anos, foram surrupiados 180 bilhões de reais. Isso mesmo, 180 bi………..

  133. João Adaime 7 de dezembro de 2017 at 12:24
    Então um erro justifica o outro ? Já chegamos a esse ponto de argumentação ?

  134. Prezado Ricardo Da Silva. Não entendi teu questionamento. Apenas quis dizer que não precisamos contabilizar 30 anos. Apenas a roubalheira atual já nos daria os meios para termos todas nossas carências atendidas. E não só de defesa.
    Jamais defendi ou quis justificar a corrupção. Ao contrário, condeno.

  135. Concordamos que o controle sobre a adm pública é precário e ineficiente.
    Concordamos que “oficialmente” não temos recursos a disposição.
    Temos então que escalonar as ações para obtermos o resultado desejado e não sobrepô-los
    Seu recente comentário é válido mas o anterior causa esta confusão.

  136. Não Mestre Ricardo Silva, a argumentação por pontos.
    .
    Podemos argumentar que não precisamos de FN, (Fuzileiros) .
    .
    mas uma vez existindo, precisam operar então dai a necessidade.
    .
    Então especificamente sobre isto, o debate deveria ser se precisamos de Fuzileiros Navais, pois debater a consequencia ( Ocean) não é debater a causa dele.
    .
    este é o meu ponto.
    .
    Então voltando, em se existindo a força de fuzileiros, daqui 5 anos teremos somente o Bahia, pois o resto está pedindo penico….então, ou eliminamos a causa (fuzileiros) ou partimos para a construção ( demoradissima/verbas?), ou procuramos outros de 2a. mão em oportunidade de venda ( mas este cenario é improvavel pois não existe nada no horizonte)….e se existir ou venha a aparecer, os valor não serão tão diversos do hora apresentado…ou seja, se não precisamos, então não precisamos deste e de qualquer outro que surja…
    .
    Veja que coloco as questões por pontos…mas uma coisa puxa a outra…

  137. Para o pessoal que acredita ser exagero o Ocean e que apenas atuariamos costeiramente em nossas ilhas….mesmo uma alternativa assim em numero de suficiente, não ficaria tão barata….os americanos tentaram no pós guerra, parecia interessante mas surgiram alguns problemas tecnicos a epoca. Mas a capacidade era sedutora…até 24 ton de carga e/ou até 100 homens…
    .

  138. Luiz Monteiro 7 de dezembro de 2017 at 2:38

    Estimado Contra Almirante

    Abaixo palavras de um Militar com o qual formo posição,

    seus comentários em cada tema (1 ao 4) são muito valiosos,

    antecipo meu agradecimento,

    G Abraço – Carlos Alberto.

    “Vão aonde com este navio sem um Apalog decente, sem escoltas decentes ?
    Prioridades:
    1) Escoltas
    2) Apalog
    3) Caça minas
    4) Navio de socorro de subs”

  139. carvalho2008 7 de dezembro de 2017 at 12:51,
    Entendo sua linha de raciocínio, mas veja que (para o funcionamento desejado) sempre vai desdobrar na aquisição de outros meios complementares sejam navais, aéreos, anfíbios e terrestres. Ou ainda, mais investimentos em treinamento e qualificação dos FN. Não é que eu considere os FN sem importância, mas na atual condição da MB não os vejo como prioridade.

    Como coloquei (de forma simplista)a aquisição do Ocean demanda custos adicionais, mas e sua “não aquisição” ? Condenaria os FN à inutilidade ? Acredito que a qualificação e eficiência podem vir por treinamento conjunto ou por ações conjuntas pela ONU, por exemplo.

  140. Mestre Carlos Alberto Soares, a lista de prioridades é esta mesma, na realidade faltou os submarinos na primeira linha, pois estes sim são o melhor custo beneficio em capacidade dissuasão
    .
    Mas independente da prioridade, surgem as contingências de oportunidade
    .
    Então, em se confirmando que o pacote todo seja de fato barato e operacional, quer seja na compra ou reforma ou operação, uma lista de prioridade não enseja fechar os olhos para uma oportunidade (desde que ela seja real), pois a lista não finda apenas nestes itens, eles continuam inclusive quando chega nos meios anfíbios . Ele está na lista, apenas não encabeça, mas vc terá de tratar do assunto, ocorre que o assunto bateu agora na sua porta … o que fazer?
    .
    Outra
    .

  141. Deixando torcidas pessoais de lado, devo admitir que, sinceramente, não acho que a aquisição deste navio será uma boa para nós. Ele não é uma “má opção”, e talvez até esteja bem conservado, quem sabe nos dará um leque de novas possibilidades, etc… Mas, senhores, o Ocean não é exatamente aquilo que estamos procurando!! Creio que a Marinha precisa de FOCO. Mesmo que o navio seja incrível, não é nada daquilo que estávamos a buscar.

    Seria melhor investir na aquisição, como o Bardini mencionou, de um NaApLog. “Ah, mas não tem isso no mercado…”. Então por isso vamos gastar a pouca grana que temos naquilo que estão oferecendo, mesmo que não tenha a ver com o que precisamos? O Siroco tinha sim características que o encaixavam nas demandas da Marinha. Já o Ocean, há controvérsias…

  142. Bueno 7 de dezembro de 2017 at 14:17

    Esta “grana” é para capitalizar a Engepron para a construção das Tamandarés..

  143. Ricardo da Silva.
    Helicópteros a MB tem em número compatível com o Bahia e o Ocean. Lembro que o Caracal e o Seahawk não podem ser usados em nossas fragatas e corvetas de forma que acabam sendo subutilizados em NDD e NDCC. O Ocean suprimiria uma lacuna. Na minha opinião, temos helicópteros sobrando para o número de navios que possuímos.
    .
    Supondo que algum país estivesse enviando navios de guerra para o litoral brasileiro – uma “guerra da lagosta da vida – você preferiria mandar:
    1 – nossas fragatas, corvetas e o Bahia e 3 dos nossos maiores helicópteros;
    2 – nossas fragatas, corvetas, o Bahia e o Ocean (operando com todos nossos maiores helicópteros)?
    .
    O Ocean só precisa de escolta em situação de conflito, mas, nesse caso, nossas escoltas estarão no mar, então melhor elas estarem com o Ocean do que “sozinhas”, sem helicópteros para a luta
    antissubmarina e antissuperfície (de verdade, lynx não conta).

  144. Boa tarde.
    Acompanho o site com grande admiração sendo apenas um leigo admirador de assuntos militares porém o assunto do HMS ocean me lembra de um fato:
    Sim, o Brasil precisa se tornar independente na construção de navios. Mas só o projeto da primeira unidade da corveta Tamandaré tem custo estimado de 450 MILHÕES de dólares ! Claro que os custos diminuirão nas próximas unidades ,mas mesmo sendo navio de 20 anos, compara los em relação aos 100 milhões de dólares q o ocean pode custar seria adequado? As corvetas da classe Steregushchiy russas, modernas e de alto desempenho tem custo de 150 a 200 milhões. Então porque não compra las ? Aí sim acho q temos a questão de desenvolver algo nacional, privilegiando um projeto totalmente brasileiro. Não acho q seja caso do Ocean.

  145. “Bueno em 07/12/2017 às 14:55
    Perdi este assunto, desculpa. Vendo agora no link”

    Não precisa se desculpar. Vamos voltar a esse assunto em breve, com nova matéria que já está na pauta desde ontem.

  146. Fab, seja bem-vindo.

    Sugiro cuidado com os valores revelados de outras corvetas por aí, incluindo as russas, especialmente quando a fonte for Wikipedia. Há erros grosseiros de valor, variando muito, incluindo dados defasados no tempo.

    150 a 200 milhões de dólares por uma corveta bem armada e equipada é um valor que, analisando diversos contratos recentes divulgados até mesmo de navios menos equipados, considero pessoalmente como fora da realidade.

    Quanto ao valor inicialmente estimado da classe Tamandaré, já foi informado pelo próprio comandante da MB que estão buscando reduzir o valor para a faixa de 350 milhões de dólares.

  147. Não consegui acessar o link, mas cada caso é um caso. Já vi algumas coisas bem furadas no Global Security, por exemplo, sobre equipamentos e forças armadas do Brasil, e também algumas corretas. O ideal é procurar mais de uma fonte

  148. Boa sorte, pois o assunto de preços de navios de guerra é dos mais espinhosos e controversos e varia muito conforme o país e as configurações dos navios.

  149. Nunao, me ajude
    Os modelos de corvetas russos aguentam o Atlântico?
    Pergunto porque elas são pequenas. Fico pensar nelas aguentando ondas de 6 metros como aconteceu na área de resgate do ARA San Juan

  150. Depende da corveta. Há mais de uma classe russa, desde navios de cerca de 1000t a outros bem maiores. Ver tanto o porte quanto em que frotas estão baseadas ajuda a analisar.

  151. Eu estou com PRAEFECTUS,Quando se vende algo o é porque está a punto de começar os problemas ou da muito gasto manterlo,Os Ingleses não serião tontos de vender algo que esta ótimo que se pode usar muitos mais anos e se fosse barato manter o Ocean,e pela otra parte o Brasil tem estaleiros,mão de obra e recursos ,só faltaria conversar com um país que tenha a tecnologia necessaria,espero que Bolsonaro entre e faça parceria com os americanos,se fosse assim seria bom para a marinha e para o proprio Brasil,já que genera miles de postos de trabalho e esquentaria a ecônomia Brasileira.

  152. Prezado Bueno,

    Conforme venho informando há algum tempo aqui no PN, os recursos para aquisição das CCT virão da EMGEPRON. Assim, fica clara a necessidade de “capitalizar” a EMGEPRON.

    Abraços

  153. O desconto do HMS Ocean ode ser para a bocanhar a construção das 4 CCT além de poder está relacionada com a tentativa do RU de conseguir clientes para as Types 31e, já que as mesma serão de “baixo custo”, na próxima década.

  154. Interessante como existem pessoas que julgam um mau investimento a aquisição do HMS Ocean, que como bem resumiu o Galante, será um multiplicador de forças por ótimo preço (muito abaixo do preço real) mas ainda assim defendiam investir 1.5 bilhões no NAe SP pra voar caças ultra limitados da década de 60, não faz sentido nenhum.
    Acredito como muitos aqui que foi uma boa aquisição do ponto de vista econômico e operacional, mas sim, existe a ressalva dos repasses federais que precisam ser respeitados para que a MB consiga operar seus atuais meios sem atrasar o cronograma estratégico.

  155. Carvalho2008 7 de dezembro de 2017 at 13:19

    Entendi Caro Carvalho, bateu promoção na minha porta ….. frutas, legumes, verduras, ovos frescos …. tudo uma pechincha, comprei é claro.

    Ops, NÃO tenho geladeira, não tenho energia ….. vai estragar, a utilidade será muito limitada ….
    mas comprei uma oportunidade.

    Ah esqueci, assuntos de defesa, equipamentos, a\rmas etc …. são diferente né ?

    Verdade,
    faltam menos de 13 meses para o 01 entregar o bastão de comando, eis o motivo !

  156. Acho que isso é algo de se esperar mesmo, BrunoFN.

    Ontem debati aqui esse tema com o Roberto Bozzo e comentamos sobre contratos de modernização de 16 Phalanx de um total de 36 com suporte contratado + 4 adquiridos recentemente, e a impressão é que a RN não teria qualquer motivo pra abrir mão dessas armas, que estão equipando seus Type 45 (foram retirados dos Type42) e provavelmente equiparão as Type 26 e outros navios, além dos atuais da RN e RFA em que já estão.

  157. Terão para o Queen Elizabeth o dinheiro que gastariam no Ocean, somado ao que será economizado também com a desativação de outros navios.

  158. Seria uma perda mas faz parte ,vamos ter q por algo no lugar (mistral ? ) … sistema Phalanx n deve ser tão caro.. mesmo q n venha no ”Ocean” seria interessante a MB adotar esse sistema no futuro próximo .. ou um similar (existe o chines Type 730 como exemplo a ser avaliado ou outro similar).. .. seria interessante ate pras futuras escoltas

  159. Carlos Alberto Soares 7 de dezembro de 2017 at 23:09

    Hoje o HMS Ocean, amanhã o HMS Queen Elizabeth. Hoje a Polônia, amanhã o mundo!

    Saudações

  160. BrunoFN, futuras escoltas, como as corvetas classe Tamandaré, deverão usar a última versão do Bofors 40mmL70, com munição 3P, como armamento de tubo antiáreo/antimísseis, como tem sido ao longo de anos.

  161. Carlos,
    Diferente do Phalanx naval o terrestre com função C-RAM (Centurion) tem munição explosiva com espoleta de impacto/tempo. Se não atingir nada ela explode após percorrer uns 4 km.
    Isso é pra evitar que o projétil caia provocando danos e fatalidades já que é posicionado para defender bases militares de ataque de foguetes, morteiro e obuses. Bases essas frequentemente nas cidades ou próximas delas.

  162. Aos oficiais,

    A RN está colocando à venda 3 NaPaOc da Classe River (na qual a Classe Amazonas é derivada).
    Vcs sabem se chegaram a oferece-los à MB? Se sim, a hipótese de poder fazer parte do pacote com o Ocean, não pode ser desconsiderada, pode?

  163. Não é somente a conta dos NAE QE em meios fisicos que pesam, é a tripulação tambem que necessita ser preparada. Com o Ocean eles não poderiam aproveitar parte da tripulação num e noutro. É o contrario daqui no Brasil, onde teremos parte do pessoal do SP sobrando….e perdendo o investimento da doutrina mais do que ja perdeu, ao menos no pessoal das rotativas e dentre outros…

  164. Para um navio do porte e importância do Ocean, mesmo com boas escoltas não se pode abrir mão de um sistema CIWS, espero que a MB busque repor os Phalanx com ao menos sistemas Bofors 40mm Mk4 combinados com sistemas Simbad automatizados…

    * Se houver a possibilidade de se instalar ao menos 4 células VLS para Sea Ceptor seria o ideal para ter cobertura 360º.

    Acho que mais barato que isso, só CIWS chinês mesmo, Type 730 ou 1130.

  165. Os classe River tb seriam interessantes a MB …e o preço n deve ser lá grande coisa , so existem 3 .. 2 já foram pra reserva ( esses 2 n possuem heliponto) .. e o q possue ainda está na ativa…seria favorável já q a MB precisa de presença e as novas NaPaOc n devem sair tão cedo
    …mas tb n sei até q ponto essas ” River “são semelhantes em relação a manutenção das nossas Amazonas

  166. Tem um pessoal estranho, NÃO pode ajudar, NÃO atrapalha …

    a) a compra do Ocean para a situação atual é uma boa aquisição, o preço é ótimo tendo em vista que não existe nada melhor disponivel. O navio vai ser um “tampão” na MB assim como foi na RN .

    b) precisamos urgente de escoltas e acredito que a compra do Ocean abre caminho para que a MB vá atrás de algo em 2018, inclusive junto a própria RN, afinal de contas as Type 23 são desejadas pela MB .

    c) querer ficar investindo em projetos locais no atual momento não é um bom negócio, demoraria, seria mais caro e ineficiente, projetos locais devem ser feitos a longo prazo quando não estivermos mais com a corda no pescoço . Comprar algumas Type 23 e o Ocean dará a MB pelo menos uns 5 anos de “tranquilidade” para decidir seu futuro .

    PERGUNTA : se caso o Brasil conseguir comprar escoltas de segunda mão como por exemplo as Type 23 quais meios devem dar baixa primeiro ?, as Niterói ou as Type 22 ???

  167. Achei um documentário online do HMS Ocean lançado recentemente na GB muito bom em 3 partes cada uma mais de 46 minutos, mostra a possível nova Nau Capitania da MB em ação, além de mostrar a vida da tripulação a bordo, o que dá uma boa perspectiva do que a MB está adquirindo, e quem sabe muda a opinião de alguns pra um lado ou pro outro, detalhe não está no youtube e, se alguém desejar legendar pros amigos que não dominam o inglês eu passo o link. Abraços!

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