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Corvetas classe Tamandaré: Congresso votará lei para capitalizar Emgepron

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Concepção em 3D da corveta classe Tamandaré (CCT)

Está em tramitação no Congresso projeto de lei que abre crédito especial para capitalização da Emgepron em R$ 500 milhões, para início da construção das corvetas classe “Tamandaré” (CCT). Essa capitalização poderá garantir, por exemplo, os pagamentos iniciais (chamados “downpayment”) que cubram o inicío de produção dos “long lead time items” (equipamentos de longo tempo de fabricação, como os sistemas de propulsão) em eventuais assinaturas de contratos de encomendas e de financiamento com o estaleiro parceiro vencedor da concorrência para a construção dos navios em estaleiros nacionais.

A lei viabilizará a capitalização da Empresa Gerencial de Projetos Navais – Emgepron, a fim de iniciar o programa de Recomposição do Núcleo do Poder Naval a partir da construção de quatro corvetas, em estaleiros nacionais, com transferência de tecnologia e participação de parceiro estrangeiro, dotadas de sistemas de armas e sensores que as habilitam às operações típicas dos navios escolta.

A lei seria votada ontem a partir das 18h, mas por falta de quórum deputados e senadores voltarão a se reunir em nova sessão do Congresso na próxima terça-feira (12), às 14 horas.

Para ler o histórico do projeto de lei e acompanhar a tramitação, clique aqui.

A classe Tamandaré

A Corveta Classe “Tamandaré” (CCT) foi projetada pelo Centro de Projetos de Navios da Marinha do Brasil (CPN) sob o conceito “stealth”. Ela é uma evolução das classes “Inhaúma” e “Barroso”.

Comparação entre os perfis da corveta Barroso e da futura classe Tamandaré, e desenho com arranjo interno e compartimentação da nova corveta

A CCT foi concebida para ser uma plataforma poderosa para missões diversas e para emprego contra ameaças aéreas, de superfície e submarinas.

O navio pode ser configurado com vários sistemas e armas, como canhões de médio e grosso calibres, metralhadoras e sistemas de controle tático.

A corveta também conta com convoo e hangar para helicóptero orgânico.

Características:

  • Comprimento: 103,4 m
  • Boca máxima: 12,8 m
  • Calado: 4,21 m
  • Deslocamento: 2.715 t
  • Velocidade máxima: 25 nós
  • Tripulação: até 136 militares
  • Propulsão: CODAD (4 MCP)
  • Capacidades operativas: ASup/GAA-GE/GAS/AAw/MIO

Chamamento Público para parceria na construção

Em 10 de abril de 2017, a Diretoria de Gestão de Programas da Marinha (DGePM) publicou no Diário Oficial da União (DOU) um Chamamento Público convidando para participar do futuro processo licitatório empresas ou consórcios, nacionais ou estrangeiros, capacitados nos últimos dez anos em construção de navios militares de alta complexidade tecnológica, com deslocamento superior a 2.500 toneladas.

As seguintes empresas/consórcios, por ordem alfabética, apresentaram documentações em atenção ao Aviso de Chamamento Público:

  • BAE Systems Ltd;
  • Chalkins Shipyards S.A.;
  • China Shipbuilding and Offshore Co Ltd;
  • China Shipbuilding Trading CO Ltd;
  • Damen Schelde Naval Shipbuilding B.V.;
  • DCNS do Brasil Serviços Navais Ltda;
  • Ficantieri S.p.A.;
  • German Naval Yards Kiel GmbH;
  • Goa Shipyard Ltd;
  • Mazagon Dock Shipbuilders Ltd;
  • Navantia SA;
  • Poly Technologies Inc;
  • Posco Daewoo do Brasil;
  • Rosoboronexport Joint Stock Company;
  • SAAB AB;
  • Singapore Technologies Marine Ltd;
  • State Research and Design Shipbuilding Centre;
  • Turkish Associated International Shipyards;
  • Thyssenkrupp Marine Systems GmbH;
  • Wuhu Shipyard CO Ltd;
  • e Zentech do Brasil Serviços Técnicos Ltda.

O processo de obtenção das CCT obedecerá às seguintes diretrizes básicas estabelecidas pela MB:

  • prioridade no atendimento às necessidades estratégicas de defesa do País, por meio da obtenção de novos navios militares de superfície, a fim de contribuir para o cumprimento das tarefas constitucionais da Força Naval;
  • necessidade de contar com empresa capacitada em projetar e construir navios militares de alta complexidade, cuja contratação deverá estar associada a um estaleiro nacional e à prática compensatória voltada para a geração de benefícios de natureza industrial, tecnológica e comercial ao Brasil; e
  • reconhecimento da importância estratégica e econômica da participação no processo das empresas nacionais que compõe a base industrial de defesa.

A próxima etapa do projeto prevê a elaboração e divulgação, ainda em 2017, da Solicitação de Proposta (Request for Proposal – RFP). Após o recebimento de propostas dos estaleiros interessados, a previsão é que as três melhores propostas formem a chamada “short list”. Em seguida, esses três ofertantes deverão enviar suas “BAFO” (Best and Final Offer – última e melhor oferta) ainda em 2018, para a seleção final.

141 COMMENTS

  1. Prezado Nunao,

    Após o RPG, a MB deverá selecionar as 3 melhores propostas, em uma short list, para que essas 3 empresas apresentem sua melhor proposta, ainda em 2018.

    Abraços

  2. Prezado CA Luiz Monteiro, boa noite.

    Esta previsto as instalações e a utilização de algum vant de asas rotativas na Tamandaré ? Por exemplo o FT-200 FH…

    E por que não há previsão de utilização do sistema Corced nas Tamandaré ? A MB desenvolveu mas não vejo utilização em nenhuma embarcação ainda.

    Agradeço

  3. Henrique, se encontrar um contratorpedeiro que custe entre 350 e 450 milhões de dólares, a preços de hoje, numa fonte confiável, por favor, coloque o link aqui.

  4. Boa noite – Uma curiosidade de “bêbado” apaixinado pelo portal e fora fora do tópico – Por que o Forte e o Aéreo é jor.br e o Naval é .com.br?

  5. Falando em valores, colocamos no início da matéria nossa hipótese de que o valor de 500 milhões de reais pode (friso: pode) ser provisão para futuro ” downpayment” ou encomenda inicial (antecipada a um financiamento da parte maior e restante) dos chamados “long lead time materials”, porque é algo bastante comum, e é algo que garante prazos mais curtos para construções.

    Vale lembrar que, recentemente, publicamos justamente matéria sobre pagamento de long lead time materials para um novo cutter (OPV com porte de fragata) da USCG, no valor de 41,6 milhões de dólares, conforme o link abaixo:

    http://www.naval.com.br/blog/2017/10/05/guarda-costeira-dos-eua-seleciona-radar-da-saab-para-seu-novo-offshore-patrol-cutter/

    Complementando, link que dá mais detalhes desses itens long lead, do novo cutter, informando que são itens da propulsão (e de controle da mesma), mecânicos e elétricos:

    http://www.easternshipbuilding.com/wp-content/sdaolpu/2017/09/OPC-LLTM-Press-Release-925-0912-Final.pdf

    Esse é um exemplo de como não é barato um navio de guerra: se a propulsão (e itens correlatos básicos) de um cutter com velocidade máxima de 22,5 nós (e que provavelmente terá potência semelhante à da corveta Tamandaré, projetada para 25 nós porém de menor porte) já custa 40 milhões de dólares, fico imaginando essas mágicas que aparecem em comentarios de corvetas por 200 milhões, tendo ainda que levar em conta que só armamento costuma responder por metade do preço.

    Por fim, uma coincidência interessante, caso os valores pudessem ser compatíveis de long lead para 4 corvetas: 41 milhões de dólares X 4 = US$ 164 milhões, que no dólar de hoje dá pouco mais de 500 milhões de reais, que é o valor previsto nesse projeto de lei pra capitalizar a Emgepron pra dar início ao programa das corvetas…

    Mas é só coincidência, reitero.

  6. A trilogia poderia fazer uma série sobre a previdência militar, que os de farda insistem em dizer que não é previdência. rsrsrs
    Com a reforma da mesma poderíamos ter uma marinha do nível da Royal Navy.

  7. as coretas russas são bem mais baratas e com o poder de fogo muito maior.Vão levar 19anos ou mais para construir essas corvetas vira e mexe terá corte de verba.

  8. Senhores
    Muitos esquecem q nossas FFAA tem inúmeras responsabilidades, não só Guerra, em um país continental.
    A MB tem suas missões q deve e poderia cumprir, sem substitutos.
    Para tanto, deve, obviamente, se preparar.
    Alguns comentários dão ideia de comprar uma ou outra coisa, abandonando ideias ou oportunidades.
    Mas, é como uma casa cheia de problemas. Não dá pra deixar o banheiro, q é essencial, 100 % e abandonar a cozinha ou o quarto.
    Ponderarão, senhores.
    Espero, realmente, q as Tamandaré cheguem em mais quantidade e possamos adquirir meios mais nobres, como fragatas.
    Sds

  9. IagoSP –

    Na minha cidade é feriado amanhã, estou bebendo umas cervejas e lendo páginas na internet que gosto. Sempre li a trilogia PN, PA e FT. Sou contador e não Expert em assuntos militares ou até sobre domínios de site etc, se isso é motivo de piada me desculpa, mas estou trabalhando nesrtes dias em uma ação de “domínio” em site por uma empresa e fiquei curioso com este detalhe e perguntei por curiosidade, me desculpa por minha ignorância. Na minha terra perguntas são feitas para serem respondidas e não para serem motivos de piadas, pois se assim fossem, coitadas dos nosso filhos ou daqueles que precisam com a sua “ignorância” a luz do conhecimento

  10. Interessante a lista de empresas com interesse no projeto. Grande e variada. Das 21 empresas interessadas na construção das corvetas, os senhores aqui arriscam apontar qual dessas empresas levará o contrato ou ao menos possuem mais chances de ganhar a concorrência? Será que a Saab e a DCNS saem na vantagem, por já terem contratos com as forças armadas do Brasil?

  11. Numão –

    Com certeza que não foi você, pois é uma pessoa que sempre me pareceu equilibrada e até tolerante com nós que somos apaixonados por estes tópicos porém sem conhecimento. O Fato é que muitas vezes fazemos perguntas idiotas para os que acham especialistas, interessante é que tem muito “especialista” que nem serviu as FFAA, e se acham, verdadeiros consultores do Wikipedia. Tem uns que eu chamo de “puritanos” rsss! que até acham que este portal deveria limitar o acesso aos “leigos” no assunto, mas tenho certeza que eu e no caso a grande maioria de leitores deste portal é formada de leigos que gostam de assuntos militares, eu tenho dezenas de amigos que leem quase que diariamente este portal e que nunca deram um tiro em pelo menos uma espingarda de pressão. Um abraço

  12. Esse projeto de corveta brasileiro vai ser lento e leve para as necessidades do atlantico sul. Vai ser custoso, se espera gastas 450 milhões por unidade no final deve sair quase o dobro e deve demorar também o dobro nos prazos de entrega…. Capitalizar a EMGEPROM é outro grande erro, aquilo não passa de cabide de empregos de militar aposentados e afins. Enfim, os impostos suados do contribuinte bancando mais um elefante branco.

  13. Willian eu leio diariamente … Comecei a me interessar por defesa aqui, sou leigo porém tenho uma grande admiração por nossas forças armadas …

  14. Prezado Roberto Bozzo,

    Está prevista a adoção de um modelo de vant para operar embarcado nos escoltas e nos NaPaOc. Competem o CAMCOPTER S-100 e o ScanEagle.

    O CORCED – Controle Remoto de Conteira, Elevação e Disparo , desenvolvido em conjunto com a ARES poderá ser adotado nas CCT, com metralhadoras 0.50.

    Abraços

  15. Ou seja, 2018 vai ser um bom ano para a Marinha, deve lançar o primeiro submarino, comprar o Ocean e contratar a Tamandaré.

  16. Prezado Luiz Monteiro, desculpe abusar, mas saberia informar por que o FT-200 FH, nacional, não esta na concorrência ? Não me parece muito lógico…

    Quanto ao CORCED, perguntei pois não vi menção alguma no projeto das CCT, mas agradeço o esclarecimento.

  17. Aquela proa da Tamandaré comparada com a da Barroso parece um mau augúrio no que se refere a embarque de água…
    Stealth em navio é realmente decisivo? Uma aeronave avançada não poderia detectar o vaso, apenas pelo ângulo de incidência menos rasante do seu radar? Nem aeronave stealth é stealth em todas as direções (e continua perfeitamente visível em IR). Claro que se você puder ver primeiro sem ser visto, você pode atirar primeiro (o que acaba com qualquer discrição), mas não garante um efeito letal ou desabilitante no alvo…
    Algum radar 3D seria interessante pra AAW?

  18. Pensando como um bobo !!!!

    Acho q leio leio este e os demais canais com muita frequencia desde 2010 Talvez até menos….

    Respeito todos os posts e aprecio às opiniões de muitos , Galante , Bosco , MO , Ozawa , Bardini , Nunão , Dalton entre outros…

    Talvez este plano de construção de navios militares poderia até voltar a estruturar o RJ empregando milhares de individuos diretos e indiratemente , ao invés de sempre desacreditarmos neste pais pelos “políticos “ assim como o prosub ja vem fazendo ,

    2018 vem ai cheio de surpresas e pode ser que tenhamos mais novidades como vimos em 2017 ,

    Grande abraço a todos !!!

    Brasil acima tudo !!! Ainda acredito!!!

    Este post é só um desabafo a quem ainda acredita que pode dar certo , sem ideologia política!!!

    ….

  19. “Alex Barreto Cypriano 7 de dezembro de 2017 at 22:26
    Aquela proa da Tamandaré comparada com a da Barroso parece um mau augúrio no que se refere a embarque de água….”

    Por que, Alex?
    Se a altura da proa acima da linha d’Água parece ser a mesma e a borda livre onde começa a superestrutura (onde está o passadiço) é maior, não parece fazer sentido a sua colocação…

  20. Somente o sistema Sea Ceptor, deve valer uma fortuna, este SAM será o ponto forte do armamento da corveta, ele sim dá uma capacidade significativa de combate, pois a corveta poderá se defender bem de um ataque de dois ou três SSM isso deixa ela muito forte, pois não será atingida facilmente, vale muito mais que um CIWS comum, pela capacidade de engajar múltiplos alvos. Agora o restante não é muita coisa, mas claro é bem caro. A diferença de um OPV para uma corveta não esta só no custo do casco com padrão de estanqueidade militar, com compartimentos herméticos, anteparas e sistemas de controle de danos etc. A diferença de preço esta nos sistemas de armas um COC custa uma fábula de milhões e milhões de dólares, diria que na faixa de dezenas, um radar de última geração idem. Aí esta o custo não importa tanto o tamanho mas sim os sistemas e a qualidade destes.

  21. William Duarte, concordo em gênero, número e grau com suas postagens. Eu chamo esse tipo de gente arrogante de “çábios” (com ç mesmo ). Perceba que os verdadeiros entendidos no assunto são generosos, pacientes e didáticos com aqueles que são leigos e querem aprender. Forte abraço.

  22. Olá Galante. Há cerca de 3 semanas, assisti uma apresentação do Prof. Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, na qual ele mencionou o teste de water spray do KC390. Além do teste real, ele mencionou que a FAPESP apoiou uma estação para simulação computacional de dinâmica de flui onde foram realizadas os cálculos para o teste do KC390. Ele disse que a simulação computacional mostrou exatamente o resultado obtido na pista de Gavião Peixoto (e mostrou as imagens da simulação computacional e as fotos do KC390. Identicas). Então, ele disse que esta estação de simulaçõa está sendo usada para outros desenvolvimentos. Ele não mencionou as CCT, mas parece plausível que além dos testes em escala, o projeto também teve muito teste de simulação computacional. Procurei informações sobre isso, mas infelizmente não encontrei nada. Pena.

  23. E na verdade é um pouco maior, segundo o link que passei agora (2790t). De fato, houve mais uma atualização do projeto em relação à tabela que usamos na matéria. E provavelmente mais alguns números mudarão conforme as propostas do concorrente que for selecionado traga mais melhorias ao projeto que sejam consideradas interessantes.

  24. Bom!!!!.Navios Patrulhas Oceânicos, Corvetas(bom!!!), fragatas…Varredura e minagem, manter o Prosub, modernizar os IKls existentes. Muitos meios a serem modernizados ou construídos e espero que a MB consiga se programar. Torcer para tudo sair direito. Só espero que o governo dê condições a MB de garantir seus projetos. Vai dar certo!!! Abraços.

  25. Não é velocidade de dobra. Atente para o comando: “…Sr Sulu, fator dobra…”. Não é espaço por tempo e sim distorção do tecido do espaço-tempo.

  26. Só espero que tenham corrigido no projeto o defeito da proa submarina, pq as inhaumas da para confundir com um submarino quando tem mar bravo. A barroso ja melhoraram mas tambem ainda tinham problemas. Pelo desenho apresentando acho que ingnoram novamente esse fato, bem que poderiam aumentar um pouco a tonelagem e copiar a proa do desenho das lafayete francesas. Quanto ao armamento, em face ao pouco numero de navios que vamos ter, oque todos ja sabemos que se programa para fabricar 10 e nunca passa de tres, acho que deveria ter o canhão principal mais porrada com o Oto melara Vulcano de 127 mm, sem duvida que para isso teriam que aumentar a proa mas acho que valeria apena.

  27. Incrível: erraram no projeto das Inhaúma, corrigiram com proa alta e “bochechas” na barroso e agora voltam ao erro no projeto da Tamandaré. Apesar de ser corveta, na nossa Marinha estes navios vão enfrentar mar grosso para realizar funções que deveriam ser para, no mínimo, Fragatas.

  28. Que venham as CCTS !!!
    Belo design !!!
    Podiam trabalhar agora num projeto inovador de Fragatas também !!!
    Mas acho que isso deva ser pra daqui 2 anos
    acredito eu !!!
    Tem gente aí dizendo que o preço tá alto e que Corveta Russa é mais armada e mais barata.
    Ninguém faz nada de graça hoje pra ninguém.
    Os russos tem sérios problemas em não transferir a tecnologia deles e de não passar os sobressalentes em estoque necessários para reparos dos equipamentos.
    Por isso que fica barato.
    Ao meu ver, comprar um equipamento pra depois ficar com ele parado, esse barato acaba ficando caro.

  29. Senhores, poderiam informar se todas as unidades a serem produzidas terão o mesmo conjunto de armas. Todas terão capacidade anti submarina ?? ha intenção em instalar um sonar de reboque ??
    Quais armas anti submarino a MB possui ?? Torpedos(lógico)! Carga de profundidade ?? minas ??

  30. Para a maioria daqueles que acham que a compra do Ocean vai inviabilizar o projeto de execução das Tamandarés, está ai a respostas, ou seja, verbas de compras de oportunidades não tem nada a ver com verbas para novos projetos

  31. Como navio principal, a MB já teve couraçado, cruzador, contratorpedeiro, fragata e agora o supra-sumo são as corvetas. Logo teremos lanchas.

  32. WellingtonRK 8 de dezembro de 2017 at 7:33
    Como navio principal, a MB já teve couraçado, cruzador, contratorpedeiro, fragata e agora o supra-sumo são as corvetas. Logo teremos lanchas.

    Forum é um local onde os comentários são livres, mas o seu cai naqueles ridículos. Se não tem o que agregar, perguntar, aprender, compartilhar ou ensinar, nem Boste.

  33. WellingtonRK.
    O senhor esquece , que esta corveta com esta ficha técnica exposta. Tem poder de destruição de alvos inimigos maior que qualquer navio destes que o senhor alocou no seu comentário.

  34. Desculpem-me pela heresia que postei. Eu não duvido da capacidade da nova corveta! A minha dúvida é quanto a classe de navio que se tornou a principal para a MB.

  35. COMENTARIO APAGADO. UM JÁ PROVOCOU, OUTRO RESPONDEU PROVOCAÇÃO E AGORA JÁ COMEÇOU A BRIGA. O ESPAÇO NÃO É PRA BRIGAS PESSOAIS, RESPEITEM OS DEMAIS.

  36. Sobre as interessadas:
    Já ocorreu a homologação das interessadas? Se sim, quais passaram?
    Essa concorrência terá notas para os quesitos técnicos ou será definida apenas pelo menor preço?

  37. “Sandro 8 de dezembro de 2017 at 7:05
    Só espero que tenham corrigido no projeto o defeito da proa submarina, pq as inhaumas da para confundir com um submarino quando tem mar bravo. A barroso ja melhoraram mas tambem ainda tinham problemas. Pelo desenho apresentando acho que ingnoram novamente esse fato”

    “Wilson em 8 de dezembro de 2017 at 7:14
    Incrível: erraram no projeto das Inhaúma, corrigiram com proa alta e “bochechas” na barroso e agora voltam ao erro no projeto da Tamandaré.”

    Com esses já são três comentários que pelo jeito, não conseguem entender nem desenhos comparativos um junto ao outro.

    A proa é a mesma da Barroso, ou seja, mais alta e “pontuda” (tipo clipper) que a da Inhaúma e com “bochechas” semelhantes à da Niterói. E agora no projeto da Tamandaré a borda livre até mesmo aumentou junto à superestrutura. Ou seja, aprimoraram mais ainda…

    Pra quem tem dúvidas, basta acompanhar a linha dos dos navios, nos dois desenhos comparativos que estão um sobre o outro, comece pela popa, vindo desde a altura do convoo, que é a mesma altura na Barroso e na Tamandaré. Essa linha, na Barroso, acaba na superestrutura um deck acima do convés de proa (ou seja, nessa área a borda livre é mais baixa que a do convoo) Na Tamandaré, essa mesma linha não é “quebrada” ela prossegue e vai até a proa do navio, deixando a borda livre mais alta em praticamente toda a proa, em comparação com a Barroso. Inclusive é esse trecho de deck “ganho” no convés de proa, entre a superestrutura e o canhão, que permite a instalação adequada dos lançadores verticais de mísseis.

    Estou realmente surpreso. A gente coloca os desenhos um junto ao outro pra facilitar a comparação do que evoluiu, e nem isso o pessoal consegue entender. Tá difícil, agora nem aquela expressão arrogante “quer que eu desenhe” serviria, pois nem desenho se entende mais…

    Olhar as coisas com atenção antes de comentar já ajudaria e muito.

  38. Considerando o tempo de construção estimado – não seria o caso de se optar por um sistema de mísseis mais moderno que o Exocet? Eu sei que foi feita uma atualização da motorização, mas acredito que deveria se levar em conta esta situação. Bosco poderia lançar um pouco de luz no assunto.

  39. Grato pelo vídeo, Galante. Grato ao Nunão pela paciente explicação. Vou prestar mais atenção. Algum comentário sobre stealth?…

  40. Finalmente algum movimento concreto do Congresso a respeito do reequipamento da MB! E chutando, creio que a shortlist fique entre DCNS, Ficantieri e SAAB.

  41. Cfs,
    Também acho o atual SSM de perna curta.
    Os Exocet Block 2 e o MANSUP poderiam ser instalados nas unidades mais antigas mas nas “Tamandarés” deveriam optar por algo mais capaz. A opção lógica seria o Exocet Block 3, com 200 km de alcance, RCS reduzido, menor assinatura térmica e capacidade de atingir alvos no solo. Também a quantidade (4) poderia ser aumentada em caso de necessidade para 8. Não creio que esse incremento de peso e volume faria diferença e talvez a quantidade estipulada seja só por conta de manter o projeto dentro do orçamento.

    José Luiz,
    O Sea Ceptor em tese pode se contrapor a tantas ameaças simultâneas quanto mísseis a Tamandaré tenha nos lançadores.
    Vale lembrar que a defesa antimíssil hard-kill da Tamandaré está muito bem equilibrada contando com o Sea Ceptor, o canhão de 40 mm e o de 76 mm.

  42. O povo desacreditado !!!
    Esqueçam as Inhaúmas e Barroso !!!
    Já são páginas viradas, o negócio é daqui para 4 anos ou 5 talvez !!!
    Nunao !!!
    Não esquenta!!!
    Obviamente esses comentários negativos ai, devem tá partindo de “Engenheiros Navais” altamente qualificados pra um projeto e design de Navios de Guerra !!! Kkkkkkk
    Detalhe !!!
    No meu comentario anterior falei de um projeto inovador de Fragatas.
    Que elas sejam Multimissões também.
    Porque não ?! Né?!
    Aí sim !!!
    Todos verão como vai ficar caro.
    Se é que o CPN ja não estiver trabalhando nisso !!!

  43. Pessoal, existem muitas criticas que estão com defasagem de mais de 10 anos….então atentem:
    .
    1) A Tamandaré já é o TERCEIRO projeto recente de Corvetas da Marinha:
    a.1 Inhauma
    a.2 Barroso
    a.3 Tamandaré, a qual incorpora todo o aprendizado desde a primeira Inhauma.
    .
    Problema de embarcar agua pela proa em mares mais bravios era da Inhauma. A barroso já possuia esta correção e a Tamandaré ainda mais refinamentos.
    .
    Reparem que a linha do Canhão de Proa venda da mesma altura da popa onde fica o helicoptero….é isto o que o Nunão tem chamado a atenção.
    .
    .
    EQUILIBRIO DA PROA: Alem da evolução dos desenhos, saibam que o Canhão MK8 de 4,5 polegadas adotado nas anteriores, pesa cerca de 27 ton. O novo de 76 mm pesa na faixa das 8 ton, bem mais adequado para uma corveta , canhão de dupla função com boa prioridade para alvos anti aereos e misseis, coisa quase impossivel ao MK8.
    .

  44. As Tamandares de acordo com o Comandante da Marinha vais custar em torno do 350 milhoes de dolares como ja disse o Nunao e concordo com ele esses preços de navios Russos Chineses e Coreanos sao conversa mole nao existe milagre principalmente em equipamentos militares

  45. “Alex Barreto Cypriano em 08/12/2017 às 09:53
    Grato pelo vídeo, Galante. Grato ao Nunão pela paciente explicação. Vou prestar mais atenção. Algum comentário sobre stealth?…”

    Alex Barreto,
    Stealth é um conceito, uma filosofia de projeto, em que se busca redução das diversas assinaturas de um meio militar (assinatura ao radar, acústica, térmica, visual). Sempre vai haver algum compromisso, ou coisas que são mais difíceis de esconder ou prejudicariam demais a funcionalidade. Porém, ainda que em alguns ângulos (falando da seção reta radar) essa furtividade seja menor, no cômputo global a redução da assinatura dificulta a detecção e identificação do navio, que se controlar suas próprias emissões também poderá ser confundido com um pesqueiro de pequeno porte etc. Ou seja, reduções das assinaturas são bem-vindas pois o adversário passa a ter mais dificuldade para a detecção (ou esta só ocorre mais próximo do alvo) do que teria sem a furtividade. A corveta Barroso já trazia linhas mais furtivas que a Inhaúma, e a Tamandaré aprimora o grau de furtividade da Barroso.

  46. Nunão, talvez o amigo saiba muito mais de desenho que a maioria, mas nao sei se o amigo ja frequentou mar grosso, como eu enfrentei servindo na maioria dos navios que o pessoal aqui comenta. Fui por 10 anos militar do Grumec. Ja fiz patrulhas e exercicios nos subs Antigo Toneleiro, Ticunã, Tapajo e Timbira, Navios Almirante saboia e nas Fragatas, Constituição, Liberal e Niteroi, mas sem duvida a pior experiencia foi na Inhauma. Quando dei baixa á tamandaré ainda nao estava terminada, mas ainda tenho contato com amigos que ainda estão na marinha e o comentario não e dos melhores. Uma coisa e falar de desenhos e projetos, outra coisa e estar lá no navio, no seu dia dia.

  47. Carvalho,
    E só complementando, um canhão Mk-45 (com função exclusiva antissuperfície) de 127 mm e 20 t/m pesa 20 t. Já um canhão Otobreda de mesmo callibre e uso duplo (antiaéreo e antissuperfície) com cadência de 40 t/min pesa 37 t.

  48. Só por curiosidade, o canhão Oto Melara 76 mm Super Rapid das Tamandarés será produzido pela IMBEL enquanto as munições serão produzidas pela EMGEPRON.

  49. Roberto,
    Pouco provável que seja concedido licença para construir o SR aqui. Isso demandaria anos de transferência de tecnologia e adaptação da industria para apenas algumas unidades. Melhor comprar e prateleira.
    Quanto à munição, aí não sei se será produzida aqui, mas tudo levar a crer que sim.

  50. E só pra ilustrar, o canhão naval francês de 100 mm com uma cadência de 78 t/min e dupla função (AA e AS) pesa 22 t.

  51. Bosco, joga no “tio google: oto melara do brasil”… parece que já foi assinado, contando com a Ares também nesta empreitada. A idéia é atender o mercado sul-americano.

  52. Sandro, vc me lembrou uma antiga piada interna aqui no PN, nos anos de 1997 / 1998 alguém (Alguem sabemos quem … kkkk) sabe se la de onde inventou que as Inhaumas tinha “Excelentes Qualidades Marinheiras”, naquela época como hoje, com paraquedistas de montão, foi um tal de qualidade pra cá, maravilha pra lá ….

    Eu and os cara ‘si’ divertia … kkkk

    Looks like la vamos nós marear novamente, la vem a Improved Inhaumona, a Tamanduá

  53. MO 8 de dezembro de 2017 at 11:05
    tipo o Acre, diz que tá lá, mas nunca ninguem viu …

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk me rachei…..

  54. Sandro, que ótimo compartilhar sua experiência aqui. Fique à vontade para contar mais sobre essas e outras experiências operacionais, o que só enriquece o debate.

    Porém, insisto: claramente o projeto da proa da Tamandaré melhora o que já havia sido melhorado na Barroso, não dá pra falar de retrocesso nesse sentido ou que a questão tenha sido ignorada, pelo contrário.

    PS – já estive em mar grosso, mas não em corvetas. Porém, já conversei com diversos ex-tripulantes (tanto praças quanto oficiais) que serviram longo tempo nas corvetas da classe Inhaúma e tenho noção das características boas e ruins dos navios.

  55. Bosco, pra adiantar pois parece que a moderação travou por causa do link:

    “Durante a LAAD 2015, o Sr Ulderigo Rossi, Vice-Presidente de Marketing da Finmeccanica, a qual a OTO Melara pertence, fez uma apresentação mostrando a áreas de atuação da empresa. A empresa possui 69 clientes no mundo com produtos em diferentes segmentos.

    A OTO Melara abriu uma subsidiária no país em 2013, a OTO Melara do Brasil e tem como presidente o Sr Gianfranco Pazienza. O Sr Gianfranco informou que a OTO Melara está se associando com a ARES, com a EMGEPRON e com a IMBEL, para produzir na unidade da IMBEL em Juiz de Fora, o canhão de 76mm Super Rapid, que foi escolhido pela Marinha do Brasil para equipar as futuras corvetas da classe Tamandaré. A nova munição deverá ser produzida pela EMGEPRON, na sua fábrica em Campo Grande-RJ.

    A OTO Melara tem a intenção de criar uma Joint Venture com uma empresa brasileira EED (Empresa Estratégica de Defesa), e assim, criar um centro de excelência de defesa, suprindo não só as forças armadas brasileiras, como também o mercado de defesa sul americano.

    Na área naval, a OTO Melara, além do canhão de 76mm SR para a nova classe de corvetas Tamandaré, ofereceu o Compact 127/64LW com munição Vulcano para os futuros escoltas de 6.000t. Já para equipar os futuros Navios de Patrulha Oceânico de 1.800t., foi oferecido o mesmo 76mm SR da Corveta Tamandaré, e para a classe Macaé, o candidato da OTO Melara é o novo canhão de 40mm Forty Light.

    Na área terrestre, o Sr Gianfranco Pazienza, mostrou as vantagens da torre HITFACT de 105-200mm para equipar o futuro blindado 8×8 do Exército Brasileiro, destacando que o modelo já possui mais de 1.000 unidades produzidas, o fato da torre poder trabalhar com 2 calibres diferentes e intercambiáveis (em torno de 8 horas para a troca de 105 para 120 ou vice versa), a possibilidade de ser equipada com o REMAX UT 30 BR da ARES e sendo fabricada na IMBEL, vir a alcançar até 60% de nacionalização.”

  56. Tem gente que acha que vive do outro lado do mundo… as CCTs vão ser um fiasco pois não atendem as necessidades, simples assim! Acima de 6mil ton é o necessario, ficar discutindo a NATA do armamento para que?? não vai conseguir disparar nada! As cabeças pensantes pararam de criticar pontos essenciais e enaltecem muito o que na pratica não vai funcionar pois não haverá estrutura minima. Muito leve, Muito lenta e superfaturada…

  57. Diego, a corveta Barroso foi operar lá do outro lado mundo na UNIFIL no Líbano e não deixou a desejar. Nada mal para um navio que foi projetado para escolta de cabotagem.

    As CCT não serão o supra sumo da guerra naval, mas é que o tem pra hoje. Navios de guerra passam 95% do tempo navegando a baixas velocidades. O deslocamento da Tamandaré é mesmo de um destróier da classe Fletcher.

    Se o Brasil conseguir construir 8 delas e mais 6 fragatas de 6.000 toneladas, estará bem equipado.

  58. As pessoas que estão criticando esqueceram que este desenho apresentado pode não ser o desenho definitivo, após o estaleiro estrangeiro ser escolhido, o mesmo pode fazer alguns ajustes a esse desenho apresentado na matéria, aliás esse talvez seja um motivo pelo qual a MB abriu uma licitação para tais estaleiros com experiência para participar da construção da mesma

  59. Carvalho, uma pergunta…

    “…EQUILÍBRIO DA PROA: Alem da evolução dos desenhos, saibam que o Canhão MK8 de 4,5 polegadas adotado nas anteriores, pesa cerca de 27 ton. O novo de 76 mm pesa na faixa das 8 ton, bem mais adequado para uma corveta , canhão de dupla função com boa prioridade para alvos anti aéreos e misseis, coisa quase impossível ao MK8…”

    Com base nisto, porque a MB não faz um “MoB” nas Inhaúma e troca a MK8 pela 76mm aliviando assim o peso e com isto o esforço estrutural ?

    [ ]´s

  60. GeneralSofá, não há mísseis Exocet no Brasil em número suficiente para colocar 8 mísseis em cada navio.

  61. Não sei por quê o pessoal enche a boca com essa corveta Tamandaré.
    Ela é melhor ou muito mais barata do que qualquer uma outra existente no mercado?
    Falo isso porque aparentemente não é tão bem armada mas a turma fala como se fosse uma maravilha.
    Sei que já falaram sobre isso aqui mas ainda não entendo como as corvetas russas de 700 toneladas levam 8 mísseis de 2.000 km de alcance e essas Tamandarés só levam 4 Exocet com 80 km de alcance…

  62. Nonato,
    Um caminhão de 20 t levava 4 mísseis com Tomahawk com 2500 km de alcance. https://www.usafpolice.org/uploads/3/8/2/1/38210033/4417051_orig.jpg
    Não é o tamanho que dita se o navio leva ou não mais ou menos mísseis mas a função prevista para ele.
    Nossas corvetas deverão operar em guerra antissubmarino, ter capacidade antinavio OTH, se autodefender de ataques aéreos e de ameaças assimétricas de superfície e até de prover algum apoio de fogo com canhão. E isso tudo com um tempo de patrulha definido (imagino que de no mínimo 30 dias) e operando no Atlântico Sul mas com capacidade de navegação global.
    São requisitos diversos dos navios russos.

  63. Mais 4 exocets acrescentaria no máximo 5t de peso ao navio (7 mísseis com 700 kg cada mais os contêineres mais os suportes). Já colocar 8 “Tomahawks” acrescentaria pelo menos 40 t e ainda teriam que ver se a “profundidade” do navio permite. Sem falar que não temos doutrina e nem cenário para a utilização desses mísseis por nossas escoltas, principalmente nas corvetas. Mísseis de cruzeiro de ataque terrestre de longo alcance até poderiam ser instalados no subnuc, mas não nas escoltas.
    E outro fator é que nós não os fabricamos e nem conseguiríamos adquiri-los nos exterior.

  64. Ricardo Pinto 8 de dezembro de 2017 at 14:12
    Carvalho, uma pergunta…
    …Com base nisto, porque a MB não faz um “MoB” nas Inhaúma e troca a MK8 pela 76mm aliviando assim o peso e com isto o esforço estrutural ?…
    …………………………………………………………………………………
    la Plata mestre Ricardo Pindo…..la Plata….a maledeta doleta……
    .
    Os mais seniores me corrijam, mas salvo engano, até aproveitamos 2 MK-8 que retiramos da popa de duas Niterois quando foram reformadas….reaproveitamos em parte….
    .
    O MK-8 é muito pesado para aquela categoria, não obstante um desenho da primeira vez na Inhauma pudesse ter suportado isto…mas o comportamento é um somatorio de tudo e com certeza o peso de 27 ton contou bastante….
    .
    Este modelo já é antigo, ineficiente para proteção aerea….o 76 mm é excelente, embora tenham surgidos comentarios em que na campanha da Libia tenha deixado a desejar nos bombardeios costeiros. Acho bem equilibrado.
    .
    Se alguem quiser algo mais parrudo que isto para bombardeio costeiro já existem soluções de foguetes ou misseis que começam a brigar com a capacidade de fogo sustentado da artilharia de boca. Logo logo alguem implementa o conceito da GLSDB ou similar num casco naval e voltamos a era dos foguetes de saturação, porém desta vez com alcances de 90 km e GPS…a um custo, peso e espaço diminutos…

  65. “Nonato 08/12/2017 às 15:39
    Não sei por quê o pessoal enche a boca com essa corveta Tamandaré.”

    Nonato, sinceramente estou vendo muito mais gente metendo o pau do que enchendo a boca, pra variar. E quem elogia me parece estar fazendo isso normalmente, sem “encher a boca”, já meter o pau, em geral fazem de forma bem acintosa.

    “Ela é melhor ou muito mais barata do que qualquer uma outra existente no mercado?”

    Até onde sei, não é melhor nem mais barata. Está no nível de outras do mercado, do mesmo porte. Só que foi projetada de acordo com as especificações da Marinha, baseada em sua experiência operativa com suas corvetas e fragatas.

    “Falo isso porque aparentemente não é tão bem armada mas a turma fala como se fosse uma maravilha.”

    O armamento é compatível com outras corvetas multimissão que se vê equipando outros países, com equilíbrio entre capacidade antiaérea, antissubmarino e de guerra de superfície. Sobre ser uma maravilha, novamente não encontrei essa “turma” que “fala como se fosse uma maravilha”, encontrei gente que elogia essa questão em tom absolutamente normal, sem tecer loas. Acho que você está enxergando coisas diferentes do que se passa em posts onde a grande maioria só mete o pau no navio.

    “Sei que já falaram sobre isso aqui mas ainda não entendo como as corvetas russas de 700 toneladas levam 8 mísseis de 2.000 km de alcance e essas Tamandarés só levam 4 Exocet com 80 km de alcance…”

    Então vou aproveitar a deixa para falar. Não tem corveta russa de 700 toneladas com 8 mísseis de 2000km de alcance. Simplesmente não cabe nesse deslocamento. O pessoal confunde porque a família desses navios é chamada de “Buyan”, mas inclui navios que começam em 500 toneladas e vão até cerca de 1000 toneladas. Só os de aproximadamente 1000 toneladas é que levam os oito mísseis de cruzeiro. E esse forte armamento (junto com um canhão de 100mm, dois de 30mm e mísseis mar-ar de pequeno alcance) só é levado a custa de uma pequena autonomia dos navios, pois não sobra espaço pra quase mais nada (a carga de combustível e de víveres é pequena, e o peso de todos os armamentos, mastros etc não ajuda no desempenho em mar grosso).

    Ou seja, essas corvetas russas que você e tantos outros mencionam são mais adequadas para mares fechados, como o Mar Negro e o Báltico, para missões de curta duração e não muito distante de suas bases, não são adequadas a missões de maior duração em alto-mar. Além disso, não têm armamento e sensores para guerra antissubmarino, não tem convoo nem hangar para helicópteros, por exemplo. Um navio do porte da Tamandaré poderia até levar os mesmos mísseis da pequena corveta russa, se esse fosse o seu foco, deixando de ter alguma das outras capacidades ou reduzindo-as. Mas não é esse o foco da classe Tamandaré, ela é um navio de escolta que visa equilíbrio entre capacidades, para atender a várias missões atribuídas a um navio de escolta.

  66. Nonato 8 de dezembro de 2017 at 15:39
    Não sei por quê o pessoal enche a boca com essa corveta Tamandaré.
    Ela é melhor ou muito mais barata do que qualquer uma outra existente no mercado?
    :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
    Mas mestre, respeitando-se obviamente os modelos de excelencia e aqueles mais simples…simplesmente num ranking geral….voce acha que ela estaria abaixo da media? Acho que estaria acima da media, não obstante existirem modelos mais agressivos…
    .
    Logico que ela poderia ser mais agressiva…e melhorar neste ranking, mas esta claro que o contexto do equilibrio adotado visa economia de operação, valores factiveis diante do numero pretendido e por ultimo o proprio numero pretendido…um projeto que tem custo e volumes de unidades para preencher e complementar outra linha de navios bem superiores e que por consequencia e antevisão, já não teriamos ou conseguiremos nos volumes necessarios…

  67. Certo, Bosco.
    Você como sempre muito solicito e didático.
    Mas independente disso, para um navio de 2.700 toneladas acredito que 40 Ton a mais não faz diferença.
    Independente da doutrina, acredito que maior alcance dos mísseis implica maior poder de fogo.
    Se eu posso ter uma corveta com 20 mísseis com 300 km alcance e o projeto comportar isso, por que me contentar com 4 mísseis com 70 km de alcance?
    Ah, mas é só uma corvetinha, só 350 milhões de dólares, nós não vamos enfrentar ninguém…
    Ora, precisamos de poder de dissuasão.
    Seja quem for.
    Não é porque não temos condições de enfrentar um inimigo do porte dos EUA que vamos nos contentar com lanchas equipadas com metralhadoras.
    Precisamos do melhor possível.
    Se tivermos acesso a mísseis antinavio com 900 km de alcance, quem sabe hipersônico como o Brahmos que até um caça transporta, por que não?
    Sobre os Exocet alguém já falou.
    Temos uma nova versão.
    Quem sabe harpoon.
    E não sei se é proibido importar mísseis acima de 300 km. Proibido é transferir tecnologia, não?

  68. Mestre Nonato,
    .
    Não sei as respostas sobre as questões muito pertinentes que voce alocou.
    .
    Sem duvida existem opções que um pouquinho a mais, consegue-se muitissimo a mais.
    .
    Nem gosto de falar, pois acabei dando muitos posts de defesa da MB e vão pensar que estou puxando o saco.
    .
    Mas acho e infiro que o tema esteja relacionado aos “outros projetos correlacionados” da MB.
    .
    Sabe aquele ponto critico de um projeto em que voce analisa e define se esta pronto a operar ou se está obsoleto pois demorou demais e apesar dos elogiaveis avanços já não tem como competir no mercado?
    .
    Talvez seja parte disto.
    .
    O Mansup parece estar quase ai, mas agora…bem agora…e somente agora…seja um equivalente naval de missil exatamente como está o Tejas para a força aerea indiana….concluiram…mas agora ela pode já não dar mais conta…
    .
    Daí, voce tem de decidir se insiste um pouco mais para avançar para uma nova fase que lhe de finalmente a atualização para ombrear com outros produtos concorrentes ou simplesmente empacota, fecha tudo e joga a fundo perdido sem retorno….
    .
    Talvez seja isto.

  69. Depois de contratada a empresa e apresentado o projeto, o responsável pela fabricação poderá sugerir modificações no projeto apresentado (evidente que com devidas justificativas)?
    Por exemplo:
    O especificado: Comprimento: 103,4 m; Boca máxima: 12,8 m; Calado: 4,21 m; Deslocamento: 2.715 t
    Por algum motivo válido o fabricante poderá propor 103,5m no comprimento? Ou ainda 4,25m no calado. Ou até sugerir um novo tipo de motorização – desde que CODAD – que produza (sei lá) 24,5 nós, mas seja mais econômico em combustível ou até um que produza 26 nós e gaste 4% a mais de combustível.
    Coisas assim são passíveis de acontecer em projetos de navios? Ou o projeto deve ser seguido estritamente como definido? Só havendo alterações por “força maior”?

  70. Uma coisa que o pessoal não entende, que vou tentar colocar aqui. É o tal do horizonte radar, pois ondas eletromagnéticas não fazem curvas, assim não adianta se ter um míssil de alcance x se não se tiver um meio aéreo para localizar o alvo e passar as informações para o COC e transmitir para o míssil antes do lançamento ou se puder atualizar por link esta informação. A corveta russa pode ter o alcance que quiser nos seus mísseis, sozinha sem helicóptero de bordo ela somente enxerga até o horizonte radar, que depende da altura em que a antena do radar fica no mastro que não é muita, então meu amigo a nossa corveta por embarcar a bordo um helicóptero é superior em um embate individual a qualquer outro navio que não tenha helicóptero, pois poderá em tese empregar os seus mísseis em todo o seu alcance. Isto é um fato da física, no que tange a alvos navais.

  71. Hummmm…bem lembrado Mestre Jose Luiz….ou seja, este negócio de comparar o equipamento por ficha tecnica leva a enganos enormes de percepção….
    .
    Para avaliar um equipamento, tem de possuir uma consciência de como ela é integrada as demais armas e doutrinas…individualmente voce pode ter um equipamento melhor, mas que não funcionara em conjunto tão bem quanto o outro….
    .
    tem de conhecer o contexto de uso.

  72. Pois é, Carvalho e José Luiz.
    E além de tudo isso, de não entenderem a importância de hangar e convoo para combatentes de superfície desse porte (o que é básico há décadas), ainda vemos de vez em quando atentados não só aos limites da curvatura da Terra, mas também a princípios básicos da física, em que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo: outro dia tinha um comentarista perguntando se poderia alterar a classe Niterói para instalar 100 (!!!!!) mísseis Standard SM-6 no lugar do hangar… Estava tendo muito boa vontade em responder às perguntas dele até aí, mas desse comentário em diante eu simplesmente desisti.

  73. Alias, botar um missil de 2.000 km de alcance em uma corveta de 1000 toneladas é como botar o Stevie Wonder para usar um rifle sniper.

  74. Nunão
    Galante
    Luiz Monteiro
    XO
    Carvalho2008
    Gostaria de solicitar dois esclarecimentos.
    São pontos específicos com relação ao noticiado nos últimos dias no PN e outros meios.

    No início do ano, o Contra-Almirante Ivan Taveira Martins declarou em uma entrevista que a ideia da MB é repor as fragatas que venham ser retiradas do serviço por corvetas classe Tamandaré.
    Então, a MB está abrindo mão no futuro de ter Fragatas na sua frota ?
    Essa ideia contínua sendo parte do planejamento da MB ?
    ————————————————————————-
    Quanto a capitalização da Emgepron, com financiamento do Fundo da Marinha Mercante encaminhada como Medida Provisória pelo Sinaval (Sindicato dos Estaleiros de Construção Naval Brasileiro e Offshore) e a Emgepron ao governo brasileiro ?
    Não encontrei a MP e fiquei em dúvida sobre a continuidade dessa proposta para a construção dos Npa 500 BR, sendo o valor captado por essa fonte de 600 milhões, valor suficiente para a construção de 10 Npa por ano, segundo os autores da proposta.
    ————————————————————————-
    Faço esse questionamento porquê considero tanto o uso do Fundo quanto a substituição das fragatas por corvetas importantes e interligados com as últimas notícias.

    Abraço a todos.

  75. Quanto a primeira parte:
    .
    A MB não esta abrindo mão de possuir fragatas.
    .
    O Plano do minimo essencial as necessidades brasileiras dimensionadas subdivide-se em dois grupos:
    .
    a) Prosuper: Focada na obtenção de 06 a 08 Fragatas de 1a linha do porte de 6 mil toneladas.
    .
    b) Programa de 08 a 12 corvetas Tamandaré 2,7 mil toneladas
    .
    A ausencia de verbas e recursos atrasou por demais a execução do plano de obtenção de fragatas de 1a. linha de 6 mil toneladas, consideradas esta categoria o ideal a nossas necessidades.
    .
    Tal atraso, comprometeu a operação e deixou a descoberto as capacidades da marinha Brasileira, pois as fragatas atuais ja chegaram ao fim de sua vida util e obrigatoriamente terão de dar baixa. Maquinario e sistemas na obsolecência. Algumas poucas estão em reformas numa tentativa de alongar sua vida util. No entanto e mesmo no emprego destes esforços, os prazos já incorreram de ausencia deste tipo de navio mesmo que tomada a decisão do GF na disponibilização de recursos, pois o prazo de obtenção e construção extrapola o necessario.
    .
    Entram neste contexto o projeto das corvetas tamandaré. Navios mais simples que os primeiros acima abordados, menores, mais baratos, menos complexos, mas que possibilitam um composição complementar como mitigação “parcial” do risco de ausencia de meios (navios). Por serem mais simples e mais rapidos de construir, bem como exigir recursos financeiros de menor monta, serão os navios que “pretende-se” segurar as pontas ate que os recursos e navios necessarios de 1a. linha surjam, quer seja por compra no estrangeiro, ou fabricação nacional com suporte tecnico externo.
    .
    O lapso da ausencia de meios ocorrerá. Na realidade ele já ocorre, pois estamos presenciando um apagão de operacionalidade meios navais.

  76. Carvalho2008, obrigado pelo esclarecimento.
    A texto da matéria dava a entender que não teríamos mais fragatas.
    Mas sendo um meio tão importante e versátil fiquei na dúvida e resolvi perguntar.
    Abraço.

  77. O minimo em termos de navios de Combate, aqueles que irão na frente de batalha em defesa dos interesse Brasileiros são dimensionados no minimo em :
    .
    08 Fragatas de 6 mil ton + 12 Corvetas de 2,7 mil toneladas
    .
    Existem outras categorias de navios em situação de penuria ou que ja deram baixa sem a respectiva substituição.
    .
    Navios de Patrulha Oceanica ( categoria ~1,7 mil ton “guarda costeira papel policia”)
    .
    Navios Patrulha ( categoria 500 ton “guarda costeira” papel policia)
    .
    A lista vai longe.

  78. Carlos Eduardo Maciel 8 de dezembro de 2017 at 23:51
    Carvalho2008, obrigado pelo esclarecimento.
    A texto da matéria dava a entender que não teríamos mais fragatas.
    :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
    Corre-se o risco de não possuir mais fragatas, pois quando falo em atraso, falo que o recurso (dinheiro) ainda não existe e mesmo que por milagre e bom senso surja, entre comprar e mandar fazer já não havera mais tempo, e havera um periodo em que não teremos fragatas navegando na defesa do Brasil.
    .

  79. Alexandre Galante 8 de dezembro de 2017 at 14:26
    “GeneralSofá, não há mísseis Exocet no Brasil em número suficiente para colocar 8 mísseis em cada navio.”
    Galante o inimigo não precisa saber disso

  80. Nonato,
    O tratado MCTR proibi vender e dividir a tecnologia.

    Vale salientar que em relação aos mísseis Kalibr lançados pelos navios russos não faz diferença o horizonte radar já que são utilizados contra alvos fixos em terra. Os dados referentes á posição dos alvos podem ser passados via rádio e inseridos nos mísseis momentos antes do lançamento. Em uma hora é estabelecido o plano de voo e o míssil é lançado.
    O navio é tão somente uma plataforma de lançamento e não faz parte do processo de aquisição de alvos. O que depende de informação em tempo real são os alvos móveis, tanto navais quanto terrestres.

  81. Nonato,
    Mísseis hipersônicos de cruzeiro ainda não existem
    Também mísseis antinavios com 900 km ainda não existem (???).
    Cada país sabe de suas potencialidades, o nosso não tem capacidade de ter mísseis com mais de 200 ou 300 km pelo simples fato de que não temos capacidade de aquisição de alvos além dessa distância.
    Adquirir mísseis com 900 (ou 3000 km) depende diretamente da capacidade de reconhecimento, inteligência, esclarecimento, etc.

  82. Olá a todos!
    .
    Cheguei tarde para o debate, mas vou deixar minha opnião: a compra destas corvetas é um grande desperdício de dinheiro. Seja lá qual for a configuração de armamentos, este navio, como todas as demais escoltas que a MB possui, jamais tiveram/terão em seus paióis (ou a MB em estoque) munição, mísseis para sustentar qualquer ação militar de verdade. No caso de um conflito, os navios simplesmente não terão capacidade de se manter em batalha. Isto é oque acontece atualmente e duvido que isto mude para melhor no futuro. Lá uma vez por ano, farão o disparo de 1 missil, em alguma operação/treinamento e só.
    .
    Fora isto, pergunto: quantos dias de mar estes navios farão por ano, sabendo que não há verbas pra nada? E mais: que diferença farão 4 corvetas em um litoral deste tamanho? Lembrando que 4 corvetas, possibilitarão ter 1 ou no máximo 2 à disposição (se não faltar verbas), enquanto as demais passam por manutenção.
    .
    Portanto, a configuração de armamentos pouco importa. Adianta ter lançadores verticais e não ter misseis em estoque? Ter e operar são coisas bem diferentes. No fim os navios farão missões de patrulha, se tiver dinheiro para navegar.
    .
    Sou da opnião que OPVs são muito mais relevantes para nossa defesa, do que 4 Tamandarés mal armadas. Com oque se pretende gastar com estes 4 navios, poderia-se construir no minmo 20 OPVs (na casa de US$ 80/100 milhões cada um). Escoltas, nesta quantidade, para operar nas condições que operam, são desnecessárias.

  83. As Buyan são classificadas como navio artilheiro e as Buyan-M como navio artilheiro de mísseis guiados. O VLS da Buyan-M não carrega apenas os Kalibr LACM K-14 mas também os Oniks ASCM. Se este VLS puder portar toda a família Kalibr, então é capaz de lançar o ASCM Sizler K51 e o ASR R91, apesar da limitação ou ausência de sensores embarcados. Recentemente uns vasos dessa classe contornaram a europa do Báltico ao Negro, o que colocou temporariamente toda a europa ao alcance da capacidade convencional de ataque de precisão de longa distância russa (não que isso seja um grande problema já que a europa está de boas com os russos). Como eles têm um calado diminuto, podem navegar em estuários e rios, e podem fazer uso dos canais que ligam Moscou aos cinco mares. Pros russos, beleza, ainda mais com todos os rios navegáveis na europa peninsular…
    Se a MB quer ser marinha, precisa de meios pra cumprir missões além das meramente constabulárias. Precisa, sobretudo, um adequado sistema de vigilância oceânico e de sobreposição ou redundância de capacidades. Se puder inovar em algo, melhor, mas parece muito conservadora em mentalidade e escassa de recursos financeiros.
    Feixe radar faz curva, sim, o tal horizonte radar depende de condições atmosféricas e do oceano…

  84. Inteligente foi a opção das Filipinas. Compraram na França patrulheiros rápidos no estado da arte.
    Com misseis, pista de operações aérea e boa velocidade. Eletronica completa e entrega em curto prazo.
    A China ruge e não podem se dar ao luxo de consumir 8 a 10 anos para produzir um barco caro e já obsoleto no lançamento. Com os progressos navais, a cada 10 anos temos novas tecnologias. Na guerra entrar em combate com equipamento obsoleto é derrota certa. Os hermanos que o digam.

  85. Minha tradução pra PG e PGG, patrol gun boat e míssile patrol gun boat. Passa, mestre MO, ou melhor corrigir? Abraço.

  86. Eu concordo com os argumentos do Zorann 9 de dezembro de 2017 at 4:06, apesar de ter sido criticado (e não desqualifico as críticas nem seus autores pois respeito suas opiniões) por defender também que a prioridade da Marinha deveria ser OPV e NaPa. Me perdoem por ser repetitivo, mas imagino uma MB mais operacional e eficiente com o mesmo orçamento nos próximos 5 anos com essas medidas: incorporar mais 7 OPV classe Amazonas (totalizariam 10, ficando 2 por DN) e pelo menos mais 13 NaPa 500t (com os 2 classe Macaé já concluídos totalizariam 15, ficando pelo menos 3 por DN) para fiscalização e controle do mar territorial e ZEE; manter a Barroso e duas FCN em melhor condição exclusivamente para escolta do Bahia e do Ocean (caso venha a ser mesmo adquirido); construir mais 2 SSK (ficariam 4 classe Tupi/Tikuna e 6 classe Riachuelo) para negação do uso do mar; adquirir os navios de contramedidas de minagem oferecidos pela Suécia; operar aviação de patrulha e ataque à superfície baseada em terra, assumindo os P-3AM da FAB e equipá-los com AGM-84 Harpoon antinavio.

  87. A bem da verdade, segue a correta nomenclatura dos mísseis, que citei erroneamente:
    Yakhont/ Oniks – SS-N-26 Strobile
    Kalibr LACM – SS-N-30 (3M-14)
    Kalibr ASCM – SS-N-27 Sizzler (3M-54)
    Kalibr ASM – (91R)
    Sempre que aparecer um E depois do código russo, é versão de exportação (pertencente à familia Klub).

  88. Pessoal, OPV é navio de guarda costeira, não de Marinha de Guerra. Precisamos de escoltas com sonar, torpedos antissubmarino, mísseis antiaéreos etc

  89. Perfeitamente Galante, concordo que escoltas são necessárias e priorizáveis, NAe e SubNuc também, mas como comentou o Zorann não serão algumas e com pouca munição que farão a diferença…e uma esquadra de respeito demandará anos e muito investimento para a Marinha conseguir. Enquanto isso nem a missão de GC fazemos bem…A questão toda se resume em limitação de recursos. Ou mantemos todas as necessidades minimamente supridas ou então teremos nichos de excelência que não farão diferença no todo. O todo, minimamente equipado e equilibrado é que dá real poder de dissuasão.

  90. Pois é, como coloquei em outra matéria recente, temos três OPVs bem novos em serviço, além de três AHTS “seminovos” de compra recentemente anunciada para salvamento em alto mar, que também vão colaborar para ampliar a patrulha oceânica, sendo que nessa área havia uma demanda mas não havia navios apropriados para ela. Agora há navios para segurar boa parte dessa demanda por um bom tempo. Ou seja, de praticamente nenhum navio realmente apropriado para essas missões de patrulha oceânica, agora temos três OPVs e em breve mais três para salvamento.

    Em compensação, o número de fragatas e corvetas só tem decrescido, deverá decrescer ainda mais. A princípio quatro Tamandarés irão apenas minimizar essa diminuição, não são nem de longe a solução definitiva do problema de falta de combatentes de superfície novos. Mas é preciso começar.

  91. “Luiz Floriano Alves 09/12/2017 às 07:56
    Inteligente foi a opção das Filipinas. Compraram na França patrulheiros rápidos no estado da arte.
    Com misseis, pista de operações aérea e boa velocidade. Eletronica completa e entrega em curto prazo.”

    Luiz Floriano, você está falando dessa compra aqui, de um OPV de 82m de comprimento e 4 barcos-patrulha rápidos de 42m?

    https://www.update.ph/2017/04/philippines-inspects-patrol-vessels-purchased-from-france/16542

    Se for, apenas um deles se encaixa na sua descrição de ter “pista de operações aérea”, o OPV:
    http://www.ocea-ssm.com/opv-270

    Já os outros são navios de porte e emprego semelhante ao da nossa classe “Grajaú”.

  92. Essa Tamandaré já passou do ponto de retorno. Gastaram o tempo e dinheiro para projeto que tinham. Agora ou é isso aí ou nada. E ter um navio é melhor que ter navio nenhum.
    .
    Mas… Uma comparação que talvez seja interessante, feita com a construção da Marinha dos Chineses, afinal, temos de construir uma Marinha nova por aqui:
    – Um NaPOc poderia ser nossa “Type 056”.
    – Projeto Tamandaré poderia/deveria ser um navio maior, para ser nossa “Type 054”, para reconstruir nossa “espinha dorsal” e equipar os Esquadrões de Escolta com um navio mais capaz.
    – Lá na frente, só faltariam os “Type 052”.
    .
    O primeiro, seria um navio extremamente barato, para mostrar presença e fazer número.
    O segundo, seria o combatente padrão.
    O terceiro, seria um navio caro, mas seria o escudo da força, um complemento necessário.
    .
    Com a atual Tamandaré, teremos menos do que é necessário para ser ter um combatente padrão da Esquadra, deixando assim aberta a necessidade por maior número de caros navios de 6.000t, para o complemento. E isso que já ventilam a possibilidade de mix com um classe de 4.500t, o que a Tamandaré deveria ser.
    .
    Agora, hipoteticamente, imaginando e se auto-iludindo com a calculadora:
    8x Tamandaré U$ 400 mi + 5x Fragatas 6.000t U$ 1,0 bi = U$ 8,2 bi
    9x Fragatas 4.500t por U$ 600 mi + 3x Fragatas 6.000t por U$ 1,0 bi = U$ 8,4 bi

  93. Srs, me surgiram duas dúvidas agora… o que seria aquela “caixa” sobre o hangar, encostado na chaminé ? E qual o alcance previsto da Tamandaré ?

  94. Eu vi isso em alguns sites Bardini, mas com a colocação dos VLS entre o canhão principal e a superestrutura fiquei na dúvida da sua função…. ou o “escraviário” esqueceu de apagar na atualização rsrsrsrs

  95. Tem que ver se essa imagem que a gente está vendo é fruto do desenho de montagem geral do navio. Pq pode ser coisa feita pelo “escraviário” (adorei) do marketing e não do setor de projeto em si.
    .
    Tem que ver também que o projeto da Corveta tem a mão da VARD.
    Será que deixariam isso ali, por nada?
    Peso morto em navio tem um custo…
    .
    Mas eu também estou curioso a respeito dessa “caixa”.

  96. A impressão que eu tenho é que as FFAA estão com planos de médio a longo prazo, para projeção sólida de poder a partir de 2025.
    A questão para mim é que nossos políticos não pensam além dos seus mandatos. Não há planejamento de Estado e sim de Governo.
    Só penso que temos uma ZEE e mais ainda uma SAR que requerem alcance por parte de nossos meios.
    Como mostraram os japoneses na 2WW, meios de longo alcance aumentam a área e presença da Marinha.

  97. O que eu acho estranho é que esta “caixa” aparece tanto nos cortes quanto na comparação de perfis postada….não deve ser do marketing…

  98. Outra coisa é que falou-se em ter o canhão de 76 mm nacionalizado, mas ele não aparece em verde, como os equipamentos que serão. Está em vermelho, como os equipamentos que até o momento, virão de fora.

  99. Bardini e Roberto,

    Espaço acima do convés, em navios de guerra, é disputadíssimo: canhões, metralhadoras, antenas, sensores, mastro, passadiço, hangar etc, tudo isso tem que ser bem pensado (e pesado) no projeto. E no caso desse compartimento atrás da chaminé, ele está na lista dos “pesos altos” do navio, isto é, pesos que impactam mais na estabilidade por estarem a mais metros de distância da linha d’água e do centro de gravidade do navio (que varia conforme ele esteja carregado ou leve).

    Não sei o que estaria lá. Podem até ser coisas simples, porém fundamentais, como armários para munição de pronto uso, para recarregamento dos foguetes de chaff que têm lançadores ali perto sobre o hangar, podem abrigar escada de acesso, radiadores do siatema de arrefecimento, várias possibilidades. Pra saber, só vendo os planos do navio, mas a lógica de tudo quanto é projeto que já vi é que não há espaço vazio em navio, pelo menos nessa altura da superestrutura.

    Espaços vazios, em projetos atuais, geralmente são reservados sob o convoo para sistemas de missão em conteineres, e coisas do gênero, porque são áreas mais baixas, onde a variação de peso impacta menos na estabilidade. Mas não sei se será o caso da Tamandaré.

  100. Bardini 9 de dezembro de 2017 at 12:03

    Vocé recomendaria algo como construir algumas Amazonas a mais e algumas Khareef e extrapolar as Tamandaré em cerca de uns 1000ton para ser a espinha dorsal, e mais futuramente tentar comprar algo de 5 a 6 mil ton?

  101. Airacobra,
    .
    Pelo que entendi do projeto da Tamandaré, não tem como “extrapolar” e colocar essas 1.000t. Me parece que não dá pra mexer nas dimensões do navio. Se dá, certamente existem N dificuldades, pois o projeto em si, parece que não foi pensado para isso, como o projeto das Sigmas holandesas por exemplo.
    .
    O que eu acho (atualmente) é que estamos errando com o projeto dessas Corvetas. Tivemos tempo e dinheiro para projetar algo, mesmo que aos trancos e barrancos, nós tivemos. Esse algo, deveria ter sido uma Fragata Emprego Geral. Algo posicionado ena casa das 4.500 toneladas. Com um custo posicionado na casa dos hipotéticos 500/600 milhões de dólares por unidade.
    .
    9x Fragata Emprego Geral (Projeto BR)
    3x Fragata de Defesa de Área (ex: Álvaro de Bazán)
    Seria um mix interessante a se pensar, mirando o horizonte de 2035…
    .
    A CCT ainda necessita ser complementa por um maior número de navios maiores e mais caros, que terão baixo percentual de nacionalização. Estão cegos, achando que é uma solução barata para o reaparelhamento da MB e não é.
    .
    Agora que estamos sem tempo, ou sai isso aí ou acabaremos sem navio nenhum.
    .
    Quanto aos NPa… Olha, se for parar para pensar, o que mais se precisa é de um Navio pra fazer a lei valer na ZEE. Talvez não precisamos de muita coisa grande, não precisamos de coisa cara, não precisa ter muito armamento. Invejo o projeto do “patrouilleurs légers guyanais”. Queria algo como ele aqui, no lugar desse NPa 500t BR que projetaram.

  102. Bardini, falei em extrapolar a CCT rm 1000ton de forma hipotetica, pois tambem não vejo meios de se aumentar mais o navio, creio que o projeto ja foi extrapolado ao maximo, mas nas condicões atuais e se houvesse chance de algo na casa de 4mil ton para espinha dorsal da MB eu prefiriria mais algumas Amazonas e algumas Khareef no lugar das CCT, assim poderiamos contar com umas 6 Amazonas, umas 6 Khareef, mais umas 6 fragatas de cerca de 4mil ton e se possivel, umas 3 a 4 maiores de 5 a 6 mil ton

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