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O ARA San Juan selou seu destino na Guerra das Malvinas

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ARA San Juan

O ARA San Juan está no fundo do Atlântico Sul porque a OTAN, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha nunca perdoaram a Argentina pela Guerra das Malvinas de 1982

Por Patricia Lee Wynne

Para Margaret Thatcher e Ronald Reagan, era inaceitável que um país em desenvolvimento reivindicasse a soberania de uma parte de seu território e sua plataforma continental, em um dos poucos territórios coloniais restantes.

É por isso que eles responderam com armas. Os Estados Unidos quebraram o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR) que obrigava os Estados do continente a se defenderem de um poder extra-regional, para apoiar o Reino Unido, o aliado da OTAN.

Certamente, a recuperação das Malvinas foi uma manobra desesperada de uma ditadura militar sangrenta e desacreditada. A Junta Militar pensou que os Estados Unidos iriam apoiá-la em gratidão pela sua contribuição pela formação dos “contras” na luta contra o governo sandinista na Nicarágua.

A guerra não era inevitável. Londres poderia buscar uma solução negociada como exigida pela ONU em diversas ocasiões. Mas teve que castigar a audácia para que ninguém mais se atrevesse.

A Argentina foi derrotada apesar da justiça da reivindicação de soberania e apoio e solidariedade latino-americanos. E também da União Soviética, como o jornalista Serguéi Brilev mostrou em seu livro “Fidel, Fútbol y Malvinas”.

Mas seus soldados, aviadores e marinheiros infligiram às forças britânicas danos como nenhum outro exército do mundo fez desde a Segunda Guerra Mundial. 24 navios deixados fora do combate, para não mencionar os dados que permanecerão em segredo até 2072 para esconder a vergonha que a Coroa real sofreu.

Desde então, as Forças Armadas argentinas foram reduzidas à sua expressão mínima. Foi um objetivo explícito dos Estados Unidos e do Reino Unido, acompanhado pelos governos argentinos nos últimos 35 anos.

O oitavo maior país do mundo, com uma superfície do mar igual ou maior que a sua área continental, com as maiores reservas de peixes do planeta, além de petróleo e outros recursos ricos, com uma das planícies mais produtivas do mundo, não tem como se defender.

Os aviões de drogas cruzam o ar ao norte sem radares que possam encontrá-los. Os chineses e outros países roubam a riqueza do oceano, sem poderem ser interrompidos.

“Após um período significativo de declínio, a Argentina deixou de ser uma força militar operacional”, afirmou a publicação britânica UK Defense Journal.

“A Força Aérea retirou os Mirage e confirmou que todos os caças Lockheed Martin A-4AR Skyhawk estão no chão e não serão substituídos no futuro imediato”, acrescenta a publicação. As tripulações de submarinos precisam de pelo menos 190 dias de imersão por ano e em 2014 elas tiveram apenas 19 dias, ela continua.

De acordo com uma análise do IHS Jane’s, citada na nota, “a Força Aérea é uma coleção de aviões antigos dos anos setenta que estão freqüentemente no chão devido à sua baixa capacidade operacional”.

A Argentina tentou comprar aeronaves Gripen da Suécia através do Brasil, mas foi vetada pelo Reino Unido, que produz uma grande parte dos componentes do avião, a publicação continua.

Em 23 de novembro, o Jane’s publicou um artigo intitulado: “A emergência do submarino expõe as limitações de operabilidade da Argentina”, que destaca que “várias plataformas aéreas e marítimas do inventário argentino estão fora de serviço, com orçamentos vazios que levam à falta de substituição e manutenção”.

Citando fontes militares locais, a publicação assinala que a Marinha tem suas quatro aeronaves de patrulha P-3B fora de serviço e que a única aeronave com um detector de anomalias magnéticas (MAD) capaz de detectar submarinos debaixo d’água é um S- 2T Turbo Tracker, que voltou ao serviço em 2016 depois de passar vários anos sem voar.

Quando o país se prepara para sediar a Cúpula do G20 em 2018, os submarinos afundam e os aviões não voam.

Mais grave ainda, a partir de 1982, os britânicos não só são proprietários das Malvinas, mas ocupam milhões de quilômetros quadrados do território marítimo argentino, explorando os recursos pesqueiros que não lhes pertencem e avançando na exploração de hidrocarbonetos.

Tudo isso defendido da base da OTAN em Monte Agradable (Mount Pleasant), com submarinos nucleares controlando a rota para a Antártica, o objetivo final.

É por isso que o ARA San Juan afundou.

FONTEsputniknews.com

96 COMMENTS

  1. Nada contra o posicionamento da autora em defesa da Argentina, apenas não entendi qual a relação disso tudo com o afundamento do ARA San Juan

  2. O problema não foi ser inaceitável que um país em desenvolvimento reivindicasse a soberania de uma parte de seu território e sua plataforma continental, em um dos poucos territórios coloniais restantes, mas sim que este país atacou o território de outro país. Reivindicá-lo como ‘seu’ era outra história, que deveria ter sido deixada pra diplomacia resolver.
    E os EUA violaram, sim, o TIAR, mas será que teriam agido dessa forma se a Argentina não tivesse atacado, sem sequer declarar guerra ao Reino Unido?
    Desculpem, mas essa ‘explicação’ está muito, digamos, simplista.

  3. Isso mesmo!! Tudo armado na conspiração judaica-anglosaxonica acomunados com os ET e os nazistas da base antártica que estão horrorizados com a integração latino americana…compadre kkk

  4. O TIAR pode ser ativado quando um pais signatário ou membro for agredido ou aracado militarmente. Falta a autora saber ler e interpretar.
    E não entendi a relação com a perda do ARA San Juan…

    Sds.

  5. Nao sou anti americano nem vermelhoide, mas sim o susto foi grande e longe de ser um passeio! A FAA tinha em seu site trinta e poucos navios alcamcados, avarias diversas os ingleses timja apenas 7 escoltas com alguma capacidade de combate ao fim do comflito, o DEFA 30mm dos Dagger costumava baixar sistemas inteiros.ja os 20mm dos Skyhawks travavam muito!

  6. O UK defende o seu território e por isso é responsável pela situação deplorável das Forças Armadas da Argentina?
    Não sei nem como expressar o tamanho do descolamento da realidade desse raciocínio.

  7. Cara, incrivel a quantidade de lambe bota dos eua e a quantidade de cara arrogante por aqui falando mal do texto.
    As forças armadas argentinas foram sucateadas pelos estrangeiros.
    Cara, dá vergonha ver a quantidade de brasileiro que lambe os EUA principalmente nesse blog.
    Queria ver a cara de vocês.

  8. Patético. Londres buscar uma “solução negociada” é ridículo, até porque a ONU não exige nada. Os países ainda são soberanos. No momento que a Argentina pegou em armas, ela assumiu de forma automática, quer queira quer não, todas as responsabilidades associadas a isso. Ou seja, assumiu que muito provavelmente alguns militares seus iriam morrer, assumiu o risco de uma derrota militar e assumiu o risco do Reino Unido não tentar uma solução diplomática e, no lugar, ir à guerra.

    Não se inicia uma guerra sem estar preparado para o pior. E não se pode culpar o Reino Unido por ter se defendido e vencido a guerra. A reivindicação argentina, ao contrário do que diz o texto, não foi justa de forma alguma. Primeiro porque o território estava em posse dos britânicos; segundo pois os próprios moradores das ilhas desejam manter-se unidos ao Reino Unido.

    Por fim, dizer que foi por isso que o ARA San Juan afundou é ofensivo e quase criminoso aos militares mortos e suas famílias. Primeiramente, o submarino afundou 36 anos após o término do conflito. Além disso, os destroços do submarino ainda não foram encontrados para se afirmar qualquer causa respaldada por evidências científicas. Oras, se não há provas de uma causa para o afundamento do submarino, só se pode fazer conjecturas ou hipóteses. A “hipótese” ventilada pelo autor se deve à sua ideologia tão somente, e deve ser descartada por qualquer ser humano sério que deseje a verdade, e não mentiras convenientes.

    Os países latino-americanos, como a Argentina, precisam tomar vergonha na cara e começarem a agir como gente grande, sem botar a culpa nos outros por suas próprias incompetências.

  9. Guilherme Santos 9 de dezembro de 2017 at 19:20
    “As forças armadas argentinas foram sucateadas pelos estrangeiros.”

    Você possui provas dessa informação? Links, fotos, documentos, vídeos? Se tiver, por favor compartilhe com o site, assim podemos aprender algo.

    Se não tiver, abstenha-se de fazer afirmações baseadas somente na sua ideologia como se fossem a verdade absoluta. Até que se prove o contrário presume-se a inocência: ninguém tem o direito de acusar os EUA ou quem quer que seja de sabotagem se não oferecer provas sólidas, ou será apenas mais um conspiracionista.

  10. Guilherme Santos 9 de dezembro de 2017 at 19:20
    Cara, incrivel a quantidade de lambe bota dos eua e a quantidade de cara arrogante por aqui falando mal do texto.
    As forças armadas argentinas foram sucateadas pelos estrangeiros.
    Cara, dá vergonha ver a quantidade de brasileiro que lambe os EUA principalmente nesse blog.
    Queria ver a cara de vocês.

    Ah, é?? Quem foi que vendeu 36 A-4AR modernizados, equipados com mísseis Sidewinder L/M e radares APG-66, entre outros equipamentos, para a FAA? Não foram os EUA? E o que os governos Kirchner fizeram em todos os seus mandatos para evitar o sucateamento das Forças argentinas? Quantos anos o Kirchner, e depois a mulher dele, ficaram no poder? Quais as compras militares que eles fizeram? Bolivarianos como eles eram, poderiam ter buscado comprar armas na Rússia ou China. Fizeram isso?
    Não se trata de ser, ou não, lambe botas dos EUA! Mas, países/governantes sérios que pensam em sua própria pátria, buscam onde for necessário, adquirir o que precisam para sua defesa. Mas o mal da maioria dos brasileiros, e latinos e subdesenvolvidos em geral, é por a culpa nos outros….e nunca ver que a culpa pelas suas mazelas é exclusivamente dele mesmo!!

  11. Que coisa ridícula esses argumentos. Primeiro, as Falklands NUNCA foram argentinas, então, independente do desempenho dos militares argentinos, mereceram tomar na tarraqueta. Segundo, a triste condição das forças armadas argentinas vem do descaso dos militares, que se envolveram em sucessivas tentativas, bem e más sucedidas, de golpe de Estado ao longo da segunda metade do século XX, e dos governantes argentinos, por não investir em suas forças armadas. Portanto não me venha com esse discursinho anti imperialista tão comum e desgastado na América Latina.

  12. O Link abaixo mostra conversas entre o ARA San Juan e o comando da frota. Tais conversas haviam sido omitidas pela marinha Argentina, o que causou enorme desconforto entre o Governo daquele país e o comando naval.
    A juíza que acompanha o caso já declarou que vai exigir esclarecimentos.
    Parece que vai esquentar o tempo nos gabinetes de alguns almirantes de nossos vizinhos do sul.

    https://www.terra.com.br/noticias/mundo/america-latina/argentina-revela-novas-conversas-com-submarino-desaparecido,8f875d61e193f0cf3fda20042c75318es7nojgdn.html

  13. Daglian 9 de dezembro de 2017 at 19:25
    “segundo pois os próprios moradores das ilhas desejam manter-se unidos ao Reino Unido.”

    Eu concordo com essa colocação. Foi feito um referendo, os locais preferiram se manter britânicos, como seria lógico, e essa é uma das grandes justificativas dos britânicos. Vejo isso como válido, independente da disputa politica aberta..

    Apenas gostaria de registrar que na época em que a Kirchner vivia atrás do James Cameron em G-20s da vida querendo que ele concordasse em sentar novamente à mesa de negociação e ele alegava essa referendo, e isso era noticia na imprensa britânica, eu fui à seção de comentários do Guardian, que discutia esse assunto, e propus que o Cameron fizesse um referendo entre o povo da Irlanda do Norte, perguntando se eles queriam ser independentes ou continuar atrelados ao Reino Unido. Tive o silencio como resposta.

    Referendo nas Falklands e na Escócia eles fazem, quero ver fazer referendo na Irlanda do Norte.

  14. E daí problema é dos argentinos.Graças a Deus o Brasil vai levando com seus erros e acertos e em paz com a comunidade Internacional,isso é que importa.

  15. Não conheço a autora, Patricia Lee Wynne, que acredito seja jornalista de profissão.
    Respeito a linha argumentativa da autora, mas discordo frontalmente. Apesar da capitulação absurda de Menem no Acordo de Madrid, 1992, que formalizou a paz entre a Argentina e a Grã-Bretanha, o fato é que a situação de penúria das armas argentinas provém do divórcio existente entre a sociedade argentina e os seus militares.

    O período ditatorial militar na Argentina foi brutal. Enquanto no Brasil a repressão política atuou basicamente sobre parte da classe média urbana, na Argentina atingiu a sociedade como um todo, de alto a baixo. O número de desaparecidos é superior a lotação do Maracanã antigo…

    Some a tudo isso, uma crise econômica séria, que tem a sua atenção desviada por uma catarse nacionalista na forma da Invasão das Ilhas Falklands, que se tornam, então, Malvinas, para o imaginário sul-americano… A derrota evidenciou acima de tudo a incompetência abissal dos Comandantes Militares, que eram muito bons para matar o próprio povo, mas incapazes de vencer um inimigo eleito por eles mesmo…

    Agora, coloquem-se no lugar dos argentinos… E me respondam: qual é o político que teria futuro se viesse a defender aumentos de soldos e investimento em equipamento bélico?
    Aquele que tivesse na sua plataforma política tais reivindicações estaria rifado perante o eleitorado. Por isso todos os presidentes desde Alfonsín abandonaram as forças armadas. Todos, sem exceção.

    O tratado de Madrid é bastante restritivo. Obriga a Argentina informar qualquer movimentação militar abaixo do paralelo 40. Submete ao exame do Reino Unido a aquisição de material bélico,
    Restringe o direito de navegação e de pesca a uma zona de exclusão em torno das ilhas Falklands… Pode-se pensar o motivo de Menem de ter aceito tudo isso, mas, ele estava de joelhos, a Argentina se encontrava em uma situação econômica dificílima na época.
    Ademais vale lembrar o dito de Breno: ” Aí dos vencidos”!

  16. por isso e por outras que o brasil precisa rapidamente procurar uma independencia na defesa do brasil,depender dos outros compromete a sua propria seguranca

  17. Só faltou culpar o Pinochet e alguma misteriosa conspiração dos remanescentes do império Inca e das nações guaranis.
    Galtieri, Videla e Bignone devem ser ilustres desconhecidos para essa senhora.

  18. O ARA San Juan esta no fundo do atlântico, servindo de sepultura para 44 pessoas pela corrupção endêmica da pátria Argentina, da sua incapacidade enquanto nação de voltar ao patamar de desenvolvimento econômico e social que um dia já teve. Não terceirizem a culpa pelas suas desgraças.

  19. A questão é que as “Malvinas” não “existe”, é território inglês, e fim de papo, se quiserem mudar isso terá q ser por vias diplomáticas , isso pra não falar na questão do pessoal q por lá mora, se fosse eu, iria continuar no Reino Unido, isso daí ( a matéria acima) não passa de uma abordagem ideológica. Os ingleses não vieram e tomaram uma parte do território argentino, aquele “pedaço” eles já haviam ocupado antes q existisse a “Argentina” e isso é beeeeem diferente!

  20. Podem dizer o que quiserem, mas existem divergências quem descobriu primeiro as ilhas

    Existem fontes britânicas que afirmam capitão inglês John Strong, e fontes espanholas e argentinas afirmam que foi Fernão de Magalhães.

    ““segundo pois os próprios moradores das ilhas desejam manter-se unidos ao Reino Unido.””

    Os Kelpers chegaram bem depois(ilha já era povoada) e são de origem britânica, você acha que seria diferente?

  21. Não conheço a íntegra do TIAR, mas geralmente acordos assim operam pelo princípio da não-agressão, ou seja, o país tem que ser atacado e não atacar. E os EUA também tinham compromissos com a Grã-Bretanha como membro da OTAN e economicamente, politicamente e militarmente era muito mais interessante agradar à esse interesse. Mais vil foi a França, que segundo consta abriu os códigos dos mísseis vendidos à Argentina. Com relação a “colonização” os habitantes das ilhas não se enxergam como colônia, na acepção do imperialismo, mas como súditos em igualdade de condições da Coroa Britânica, assim a manutenção do status quo se respeita o princípio da auto-determinação dos povos. A Grã-Bretanha, recentemente, usou esse princípio no plebiscito que decidiu a permanência ou não da Escócia como Estado integrante do Reino Unido. A debacle das Forças Armadas argentinas tem muito mais a ver com a ingerência do seu governo pós-ditadura que por fatores externos. E interessante os EUA e mesmo a GB de pronto se integram às buscas, enquanto a Federação Russa só se mexeu quando não mais havia esperança de encontrar esses gloriosos submarinistas vivos.
    Pesa, sempre nos debates, a paixão por um ou outro país na maioria dos comentários, mas isso faz parte do gênero humano. Temos que entender e respeitar. Mas acho sem sentido essa matéria.

  22. O título não tem nada a ver com o texto. Ou quase nada.
    O elemento comum é que ambos são bem “apelativos”.
    Tl como a do caça russo que pôs o F-22 pra “correr”. 🙂
    Nova linha editorial?

  23. O San Juan selou o seu destino no dia em que foi concebido com um banco de baterias que é o dobro de qualquer outro diesel-eletrico. Se o encontrarem e investigarem, talvez cheguem a essa conclusão…

  24. Não conheço a autora, mas a crônica não é fantasiosa. Abaixo um trecho do livro “As Garras do Cisne” de Roberto Lopes:

    O caso diz respeito ao ex-conselheiro da embaixada brasileira na União Soviética, Murillo de Carvalho, que em 1990, ao desembarcar na capital russa — onde tinha um pequeno escritório —, apanhou um táxi no qual o motorista, um tagarela cinquentão de pele e olhos claros, abriu um longo sorriso e logo confessou que conhecia as praias do Brasil, ao descobrir que o passageiro se tratava de um brasileiro, porém, o fato não pareceria normal pelas circunstâncias em que o russo esteve na costa ensolarada do País: a bordo de um submarino soviético que espionava o litoral do gigante sul-americano, em missões pelo Atlântico, durante os anos da Guerra Fria.

    “Por questão de delicadeza, o brasileiro perguntou quais praias o russo havia conhecido: as do Nordeste? Da Bahia?

    — Ah não, não. Eu nuca pu­de frequentar nenhuma praia do Brasil — apressou em esclarecer.

    — Mas explico — atalhou o taxista. — É que fui comandante de submarino na Marinha Soviética. E muitas vezes fomos ao litoral do Brasil para fazer reconhecimento, tirar fotografia, essas coisas. O Senhor sabe…”

  25. Fonte sputniknews.com? sinceramente senhores editores…. com todo respeito e admiração que tenho pelo Poder Naval, esperaria que os senhores tivessem um pouco mais de seriedade na hora de escolher artigos …. até parece brincadeira de Halloween ou 1º de Abril…

  26. O Sputniknews mais uma vez “aprontando” das suas! O TIAR (Tratado Interamericano de Assistência Recíproca) é um tratado de defesa mútua e só pode ser ativado se um país for atacado por outro. Ora, a Argentina não foi atacada, a Argentina atacou um aliado histórico dos EUA, o que desmonta logo à cabeça o argumento defendido pela autora do artigo. Segundo ponto importante é que o estado de abandono das forças armadas argentinas é uma consequência do período obscuro do regime militar, que foi justamente aquela que mergulhou o país na guerra contra a Inglaterra. A sociedade argentina ficou com tanto “asco” e “receio” dos militares que qualquer iniciativa do governo para ampliar ou reforçar as suas fileiras era logo rechaçada pela opinião pública. Algumas pessoas tem essa tendência simplista em “procurar lá fora a origem dos males internos”. Se alguma coisa está correndo mal, a culpa é de outra pessoa e não minha! Fácil assim, não é?

  27. O texto é totalmente Real e Verdadeiro.
    Os lambedores de Botas dos Anglo-americanos podem ficar de mimimimi….rsrs…

    Os Amis rasgam o tratado de defesa Mutua Americana em prol do Irmão Ingles, é por isso que não confio em Americano e Ingles para os Amis os Únicos países que eles aman e protegem é a Inglaterra e Israel o resto se eles tiverem que destruir do mapa o farão com certeza isso incluindo a republica da bananas nois…..

  28. A guerra das Malvinas foi o evento determinante para o fim de um sistema governamental, onde se mostrou incompetência no exercício do poder e naquilo a qual deveria ter a excelência, que é a guerra. Não souberam nem mesmo escolher o adversário mais compatível com seu próprio tamanho e momento econômico. Os militares selaram realmente seu destino quando envergonhada a nação.

  29. Quando vejo textos assim, típicos das viúvas do Pacto de Varsóvia, lembro de um artigo de Roberto Pompeu de Toledo em que ele conta sobre o historiador francês Paul Veyne. Ainda filiado ao Partido Comunista Francês, Veyne passeia por Cannes com a irmã e dá de cara com a frota americana no Mediterrâneo ancorada no porto. Ele lembra que o sentimento, vocalizado à irmã na época, era de alívio que a bandeira nos mastros era americana, e não soviética. Ele admite em suas memórias que era mais confortável ser um comunista sob a proteção americana do que um vivendo sob o jugo soviético. Essa turma é assim, mesmo…

  30. Vergonha da Coroa? fazer um ataque anfíbio a 17.000 km de casa, em rápida mobilização, com pouco suporte de aviação, contando com 1×1 praticamente em tropas em terra, atuando em um terreno sem cobertura e sem apoio blindado significativo contra um adversário entrincheirado em alturas e vencer a campanha terrestre em menos de um mês com 1/3 das baixas inimigas. Se isso é vergonha imagino o que a cidadã pense que seja um sucesso.

  31. A proposito, sobre o TIAR ao que me recordo a premissa para seu acionamento válido teria sido um ataque continental à Argentina, que foi evitado justamente por conta disso, embora cogitado, seja por bombardeio seja por sabotagem de comandos.

  32. Ela quis dizer que o ARA SAN JUAN foi sabotado por forças inglesas?? É isso que intendir!!!! Agora, aqui pra nós, Argentina perdeu uma grande parte de seu litoral pesqueiro para exploração inglesa é demais, não basta só as malvinas?? E quanto a compra do gripen serem boicoitado pela Inglaterra porque é fornecedora de peças desta aeronave, é sacanagem. A situação dos Hermanos não são nada boas.

  33. Caros amigos, vamos aos fatos:

    – A autora do Texto (Patricia Lee Wynne) é argentina tendo inicialmente estudado direito na Universidade de Rosário mas depois enveredou pelo jornalismo. E como certa categoria de jornalista latino-americano, vende sua força de trabalho e também a sua consciência. Aqui o perfil dela no Linkedin https://uy.linkedin.com/in/patricialeewynne

    – Em seu texto ela já mente de saída ao aduzir que a Argentina estava apenas “reivindicando a soberania de uma parte de seu território e sua plataforma continental, em um dos poucos territórios coloniais restantes”. A história é contundente em desmontar qualquer justificativa do pleito argentino e dar razão irreversível aos britânicos. A presença britânica nas ilhas remonta a 1765 ou seja, antes mesmo da Argentina existir como nação. E ainda que tenham se retirado das ilhas em 1774 lá deixaram um marco reivindicando a posse das ilhas, demonstrando de forma expressa seu desejo de manter a posse das ilhas. E após o primeiro esbulho argentino (1830-1833) os britânicos colonizaram as ilhas de forma que hoje as mesmas possuem uma população autóctone que já se manifestou inúmeras vezes pelo desejo de permanecerem súditos da Coroa britânica. Ademais o pleito (ilegítimo) sobre as ilhas têm sido usado de forma desonesta por governantes argentinos ao longo dos anos para desviar a atenção da população para os problemas internos. Foi assim em 1982, por uma junta militar genocida, corrupta, incompetente e caricatamente de direita e foi assim em 2012 por uma governanta corrupta, incompetente e bolivariana.

    – Em um incrível lance de desonestidade aduz a autora que “seus soldados, aviadores e marinheiros infligiram às forças britânicas danos como nenhum outro exército do mundo fez desde a Segunda Guerra Mundial. 24 navios deixados fora do combate, para não mencionar os dados que permanecerão em segredo até 2072 para esconder a vergonha que a Coroa real sofreu”. Ora, quem ganhou a guerra senão a Coroa britânica? E não custa lembrar que a informação de que 24 navios foram postos fora de combate é uma mentira atroz pois foram na verdade afundados 6 navios e os restantes que foram danificados voltaram a combater. É esse tipo de mentira que alimenta farsas que passados 35 anos continuam a ser contadas na Argentina tal como a do ataque ao HMS Invincible.

    – Os EUA não romperam o TIAR pois o tratado impõe união dos países signatários em caso de agressão externa. E no caso em tela o agressor foi a Argentina. Ademais, em uma ponderação de interesses resta claro que seria melhor para os EUA apoiar a GB.

    – Quanto à responsabilidade pela depauperação das forças armadas argentinas, acho que o César A. esgotou a questão.

    – Por fim a responsabilidade pelo afundamento do ARA San Juan não pertence aos EUA ou à GB mas sim à endêmica corrupção dos Kirchners.

  34. Argumentação ridícula. Pode ter sido apenas um acidente, pode ter sido produto do sucateamento, de responsabilidade de quem quebrou o país (como o nosso está sendo quebrado). Pode também ter sido obra dos Incas Venusianos ou dos Seres Abissais (provavelmente estes).

    • Muitos leitores estão sendo extremamente injustos com a jornalista, especialmente na parte em que ela menciona as 24 perdas de embarcações da Marinha Real.

      Ela está certa! Vocês é que estão mal-informados.

      Cada um dos 6 navios afundados pelos argentinos tinha 4 lanchas.

      6 x 4 = 24

      Muita má vontade com ela, é só o que vejo, má vontade.

  35. Discordo que a Argentina tenha “direitos” sobre as Falklands, querendo ou não, há uma população britânica morando nas ilhas, há gerações. Entendo que “dono é aquele que ocupa”. Com relação a obsolência das FA argentinas, é um misto de culpa das frequentes crises econômicas que nosso vizinho (hoje grande parceiro comercial) sempre sofreu, e um certo revanchismo, pois como já dito acima a repressão lá foi heavy.

  36. O submarino afundou por negligência… Deixa de por a culpa nos outros… Reconhecer a própria incompetência é o primeiro passo para resolver o problema…

  37. Por outro lado se a Argentina tivesse mais 10 Exocet o resultado seria duvidoso. Se tivesse mais 15 teria ganho o conflito e colocado a Royal navy para correr…

  38. Perrguntas:
    1) A Argentina à época dispunha de quantos submarinos operacionais?
    2) Porque, porca miséria (como dizia minha nona), esses submarinos não negaram o acesso às ilhas?

  39. Jorge F 10 de dezembro de 2017 at 23:12

    Realmente. Com meios muito inferiores, e sendo sabotada pela França, a Argentina surpreendeu o mundo todo nas Falklands e causou perdas inesperadas aos ingleses. Muita coisa ainda virá à tona sobre isso.

  40. Guilherme Santos, vc tem razão. é assim mesmo, O pessoal acha que os estados unidos é exemplo pra nós.
    Lembre-se que: a opinião de cada um representa o conhecimento que ele/a tem!
    Atenção: não ofendi ninguém aqui. leiam direito.
    Mas eu concordo com o texto simbolo maior do descaso a defesa argentina é o ara san juan, não pelo mal estado do submarino, mas pelo descaso em geral. veja o exemplo desse video Da pesca ilegal na argentina. tem uma foto lá que mostra mas luz no mar do que em buenos aires. muito triste ladrões! (E o barco chinês nem foi afundado)
    https://www.youtube.com/watch?v=Bq6m1NZtJ5s

    foi mal ai o textão chato

  41. A fonte é ótima (IMO – ironic mode on)

    Em matéria de sofismas a Sputnik é a fonte mais “eficiente” do mundo.

    Obs.: “Sofisma”: argumento ou raciocínio concebido com o objetivo de produzir a ilusão da verdade, que, embora simule um acordo com as regras da lógica, apresenta, na realidade, uma estrutura interna inconsistente, incorreta e deliberadamente enganosa.

  42. Só para lembrar que o ARA San Juan foi comissionado após o conflito das Malvinas.
    E foi fornecido por um integrante da OTAN (a então Alemanha Ocidental).
    A partir de sua operação pela Armada de la República Argentina (ARA), só conheceu a penúria a que os governantes argentinos condenaram suas forças armadas.
    Em que ponto os ingleses entram nisso?

  43. Prezado sr. editor, solicito-lhe a fineza de, nas próximas publicações, informar a fonte logo no início do texto a fim de evitarmos perder tempo lendo artigos que não nos interessa.

    Agradeço antecipadamente

  44. O argumento central do texto é que os recursos destinados às FAA Argentinas têm sido asfixiados política-economicamente pela Inglaterra-Estados Unidos com apoio de governos argentinos como foma de retaliação e impedimento de emergência de um poder militar no Atlântico Sul que volte a questionar a soberania inglesa das ilhas. Como consequência indireta dessa asfixia de recursos, a perda do San Juan.

    Bom, apesar de incorreções menores no decorrer do texto, concordo com a autora. Parece lógico que para os ingleses a estratégia de manter os argentinos na lona é mais interessante e mais barata que ter que dispor de capacidade de dissuasão tão distantes da Inglaterra.

    A respeito da soberania sobre as ilhas, penso que o melhor debate gira em torno da seguinte questão: ao Brasil, é melhor as Falklands ou as Malvinas?

  45. Textinho mequetrefe… É de conhecimento geral que os militares argentinos, sempre se meteram na política e, por vezes lutaram entre si… Quem já esteve em Buenos Aires, conhece as marcas de bombardeio no prédio do Banco Central, ocorrido nos idos dos anos 50, quando militares da aeronáutica, smj, bombardearam a capital, matando dezenas de pessoas, incluindo crianças, num ônibus… A marinha não ficava atrás e, o exército, idem e, são várias as ocasiões em que essas forças trocaram acusações e tiros entre si. Então, depois de décadas em que os militares se meteram na política, – sem esquecer que Perón era Coronel, – criando e depondo governos e, praticando dura repressão a movimentos de esquerda, é óbvio observar que os “democratas”, eleitos, desde Raul Alfonsin não iriam equipar as forças armadas… Preferiram deixá-los na penúria material em termos de soldos e equipamentos, a fim de evitar que tivessem meios para dar outro(s) golpe de força. Tudo isso só se agravou com as crises econômicas paridas por Menem e, os Kirtchener’s. O resto é mimimi… Aliás, o que a Inglaterra e os demais países estrangeiros poderiam fazer para impedir o reequipamento das forças armadas argentinas??? Principalmente, recordando que existem fontes de armamentos que não sofrem influência deles, como a Russía ou a China??? Lamentável texto.

  46. HMS TIRELLES, OBRIGAFO PELO BOM E LÓGICO ESCLARECIMENTO, GOSTEI!! MÁS TODO ESTES ACONTECIMWNROS DE ARGENTINA X INGLATERA, VIA ILHAS MALVINAS, SERVEM DE REFLEXO DE GRANDE VULTO PARA NOSSAS FORÇAS ARMADAS, NO ÍNTERIM DE QUE CONFIAMOS MUITO NA DIPLOMACIA, NA QUAL NUNCA CONFIEI E NÃO QUERO CONFIAR, POIS, O QUE ACONTECEU COM ELES PODE MUITO BEM ACONTECER COM NÓS . NÃO CONFIO NA AMÉRICA DO NORTE, COMO PROTETOR.

  47. Bom trazer esse tipo de texto, para saber quanta bobagem é escrita.

    Piores trechos:
    – ” esconder a vergonha que a Coroa real ”
    Li one hundred days e relatos argentinos. Foi uma baita “peleja”. A vergonha não fica e nenhum combatente. Todos lutaram e muito bem. Qdo procuro culpados, vejo a cúpula Argentina.
    – comprar Gripen via Brasil.
    O gripen é Saab, q até onde sei, é do grupo BAe.
    O gripen tem componentes ingleses. Mesmo q fosse o bico para encher pneu, jamais os ingleses venderiam ou autorizaram a venda.
    Levantar essa bandeira depõe contra o jornalista especializado em defesa.

    Ótima leitura que acrescenta na obra do “perfeito idiota latino americano”.

  48. entendo a necessidade de diferentes pontos de vista. Vital.

    mas este artigo é mal escrito e puramente panfletário. E com muitas informações erradas e falseadas.

  49. Desculpem a sinceridade, mas o texto é um retalho de baboseiras desconexas.

    A Argentina está nessa situação caótica por sua própria culpa, DESgovernos se revezando no poder sem conseguir tirar o país de uma crise econômica duradoura.

    Claro que é sempre mais fácil colocar a culpa nos outros, perfeitamente normal. Mas fico pensando nos países como Japão, Alemanha e até mesmo a China, que sofreram por anos ou décadas em guerras e rendições incondicionais e hoje estão onde estão.

    Conversinha pra boi dormir. Argentina não vai ter acesso tão cedo aos armamentos de ponta do ocidente, isso é fato. Mas sempre terão a opção de comprar jatos, navios e submarinos orientais ou de países comunistas e não o fizeram simplesmente porque não podem pagar.

    A autora não explica porque os países comunistas não vieram socorrer a pobre Argentina, vendendo equipamentos novinhos, para EVITAR QUE O ARA SAN JUAN AFUNDASSE.

  50. zanzan_pampa 11 de dezembro de 2017 at 12:59

    Sem dúvida um belo artigo….para fomentar aquelas discussões inúteis nos Centros academicos

  51. Alex II 11 de dezembro de 2017 at 12:54
    Sobre a inutilidade daquela guerra:

    “A questão das Falklands foi uma disputa entre dois carecas por um pente.” – Jorge Luis Borges

    ————-

    Em termos econômicos era mesmo um pente para 2 carecas.

    mas em termos políticos foi era a última esperança de continuidade de uma ditadura falida e foi uma questão de honra para um leão velho e começando a perder os dentes.

    A Junta Militar estava perdendo o poder. A economia ia mal e sopros de democracia já bafejavam na América Latina, especialmente na Argentina.

    Apostaram que a conquista das Malvinas melhoraria os ânimos da população para com os fardados.

    Mas a mesma incompetência política e econômica foi repetida nas Malvinas, não apenas militarmente como diplomaticamente (aqui ainda foi um desastre mais feio que no militar).

    Já no caso do Leão, a Inglaterra estava longe de ser o Império onde o Sol nunca se punha. A Tatcher com sua agenda liberal estava mal avaliada. A Guerra das Malvinas não era desejada, mas quando estourou era questão de honra para o velho leão mostrar alguma dignidade.

  52. A Argentina errou em integrar suas forças, em ter unidade de comando (princípio de guerra), em ter objetivo (princípio de guerra), em empregar a massa (princípio de guerra) e, se analisarmos um dos novos princípios, deixou de ter prontidão.
    Mesmo se tivesse melhores meios, dificilmente ganharia. Talvez, por sorte, tornaria mais dolorosa, a vitória.
    A Inglaterra, por sua vez, ainda não aprendeu, parece, ou está se escorando muito na OTAN, e tem perdido muita capacidade para quem quer intervir na maioria do mundo.
    No Pacífico, já deixou de ter alguma capacidade há muito tempo.
    Voltando ao texto, me impressiono de como um povo e seus representantes impõe punição às suas FFAA, pelo erro do passado.
    Por mais q isso aqui se busque fazer com revanchismo, a presença e atuação das FFAA em todo Brasil, creditando altíssima confiabilidade, assegura um pouco nosso poder, até agora… O Q temos visto com a FAB e MB tá cruel.

  53. SPUTNIKNEWS = LIXO. Onde foi que a Argentina iria comprar Gripens do Brasil se nem Mirage F-1, Kafir ou até mesmo fabricar o seu treinador a jato leve Pampa, consegue??? Como tem gente que acredita nessa PIADA chamada Sputniknews?
    .
    Assim como o site RT (Russian Today), o Sputniknews também é um agência de notícias governamental, isto é, pertence ao governo russo!

  54. Recomendo:

    O Código das Profundezas
    Autor: Roberto Lopes

    A matéria tresloucada e tendenciosa e fonte duvidosa, desconsiderou um ponto chave que colocaria por “água abaixo” os argumentos. As “sanções comerciais” de retaliação pela invasão das Falklands impediram as FAA de fazerem a correta manutenção de seus meios operacionais? Se nos aprofundarmos no assunto podemos verificar que durante a guerra quase a totalidade dos submarinos não puderam operar de maneira adequada devido a “falhas de manutenção”, a conduta irresponsável e quase estúpida do Governo argentino e a precariedade dos equipamentos de guerra, como submarinos caindo aos pedaços.

    As tripulações muita coragem ao partirem para as missões de combate em embarcações com motores quebrados, equipamentos eletrônicos que não funcionavam com perfeição e torpedos defeituosos, como constatado em 1981, (4 meses antes da guerra), onde após testes com os torpedos de fabricação alemã estes apresentavam falhas graves.
    A estupidez na doutrina argentina no emprego dos submarinos, pode ser verificada no fato de em vez de usarem esses navios como elemento ofensivo, aproveitando ao máximo a capacidade dissuasória de uma embarcação furtiva, que navega debaixo d’água, os almirantes argentinos os usaram como transporte de destacamentos de fuzileiros navais.

    Resumindo: A falta de recursos e falha nas manutenções já eram evidentes muito antes da guerra e continuou após ela. A desculpa de Bloqueios é uma maneira vergonhosa que os militares e políticos argentinos estão utilizando de se eximir da culpa.

    Na minha opinião: Culpar os outros por suas decisões e fracassos é a maneira mais acertada de provar que você é um perdedor e jamais será um vencedor.

  55. Nunão, ninguem desconhece os sucessos da FAA e alguns aviões da MA contra os ingleses e as severas baixas impostas, mas dai à cidadão falar que a campanha foi uma vergonha para a coroa grassa longo caminho. É ai que a autora se desqualifica.

    Outrossim, algum dia a marinha argentina se queixou de alguém negar alguma coisa para seus submarinos por conta de embargo ou pressão política? As manutenções não foram feitas e os serviços aceitos sem ressalvas?

    Tentar ligar o acidente ou o sucateamento das FA argentinas a embargos ou pressões políticas é uma aberração lógica. Se alguma influência a guerra teve no contexto atual foi o fato de criar enorme rejeição da sociedade pelas forças armadas, coisa já bem acirrada pela forma como a repressão política lá foi feita.

    A Argentina nunca mais terá forças armadas respeitáveis enquanto estas questões internas não forem superadas e as pessoas lá não entenderem que: são outros tempos, outros homens, outras idéias, e as FA são essenciais para que um país se mantenha e seja respeitado.

    • Colombelli, eu fui irônico.

      Como historiador, devo dizer que a argumentação da autora do texto merece um troféu sorvete na testa.

      Me faz lembrar alguns livros do auge da militância-revolucionária-historiadora-revisionista latino-americana da virada dos anos 70-80, que torciam e marretavam completamente os fatos para caberem nas suas hipóteses, teorias e visões de mundo pré-fabricadas. Um dos mais famosos famosos é “Genocídio americano: a guerra do Paraguai”, de Júlio José Chiavenato, que era praticamente leitura obrigatória em aulas de história nos anos 80. O mais impressionante é que outro dia mesmo, assistindo à apresentação de um projeto de pesquisa de história da Guerra do Paraguai, uma jovem recém-ingressante no mestrado ainda citava boa parte da obra… Aproveitei a oportunidade para sugerir vários livros melhor pesquisados e escritos pra ela.

  56. Ridículo…o artigo não cita em nenhum momento a queda dos militares e a ascensão de governos populistas como os de Menen e dos Kirchner. .Os últimos por sinal nunca investiram um centavo nas Forças Armadas, e de forma alinhada com seus pares Lula, Dilma, Chavéz, Maduro, Morales surrupiaram o dinheiro público argentino. O resto é pura lorota.

  57. Pra quem nao entendeu o X da questao….È por tentar manter um mínimo de SOBERANIA argentina no Atlantico Sul que o ARA San Juan afundou e hj está em ETERNA PATRULHA.

  58. Esclarecido Nunão.
    Alejandro o X da questão é que soberania carece de formas armadas minimamente capazes. A os argentinos tem que entender que as Forças Armadas de um país são bem maiores que os homens que as fazem. Se havia um anjo da morte na escola de mecânica da armada, que depois se acovardou perante os ingleses, ou um comandante bêbado e megalômano como Galtieri isso não define e não vincula as FA argentinas para todo o resto do futuro.
    Enquanto este cisma histórico não for superado, a situação somente irá piorar e a argentina precisa recordar que é um dos alvos preferenciais da cobiça internacional num futuro incerto, pois para começar tem a segunda maior extensão de terras agricultáveis do planeta.

  59. Colombelli,
    .
    Argentina tem a segunda maior área agriculturavel do mundo?

    Sempre pensei que era a quarta ou quinta, mas encontrei um gráfico diferente:
    http://www.ebanataw.com.br/pacifico2050/areaboa02.jpg
    .
    Se tiver uma informação mais precisa eu agradeço.
    Sempre acreditei que os grandes produtores de alimentos deveria trabalhar juntos, notadamente os americanos:
    – Argentina;
    – Brasil; e
    – Estados Unidos.
    .
    Abç.,
    Ivan.

  60. Ivan, me refiro áreas ainda exploráveis, ou seja livres e ainda não utilizáveis, mas passíveis de destinação para agricultura. É por isso que os chineses estão comprando horrores por lá, tudo com empresas de fachada. Estes sim são o inimigo. O primeiro com maior área de terras ainda exploráveis para ampliação na utilização agrícola somos nós. Mas aqui felizmente o povo defere às FA a maior credibilidade de dentre todas as instituições da república.

  61. Colombelli,
    .
    Faz muitos anos que alerto o perigo dá ameaça chinesa, sua necessidade de garantir insumos (grãos, proteínas, minérios, etc.) e forma de negociar perigosa.
    .
    O dragão acordou e está com fome.
    .
    Também faz muitos anos, talvez décadas, que defendo a união entre países produtores de grãos e proteínas (alimentos) para atuar no mercado de forma sustentável.
    .
    Água e produção de comida são ativos importantes.
    Quem tem e não sabe defender, vai perder, por força de contratos ou por força das armas.
    .
    Guerras do passado tinham muito da disputa por áreas “ricas”, aquelas onde se produzia alimentos. Depois também os minérios.
    O futuro será mais do mesmo.
    A luta para controlar a produção e a logística.
    Temos a produção, mas não controlamos os preços, e já perdemos a logística.
    .
    Abç.,
    Ivan, o antigo.

  62. Graças a derrota nas Malvinas,que as ditaduras caíram uma a uma em todo o continente.Viram que não poderiam confiar nem nos americanos que interferiram a favor dos ingleses.Que isto sirva de lição para aqueles Brasileiros que acham que o EUA é aliado,somos aliados de terceira ou de quinta,istodeu para perceber claramente no episódio.Somos o quintal deles,apesar de está infestados de pragas e erva daninha.Quanto o afubdamento do sub não tem nada a ver tem mais haver com descaso dos governos argentinos

  63. Vamos dar uma volta nesse texto e dizer a verdade que inclusive já foi dita anteriormente nos comentários acima:

    O ARA San Juan afundou porque a Argentina esqueceu da Argentina. Explico melhor: A Argentina esqueceu de se desenvolver com que tem, buscar enterrar seus fantasmas buscando um melhor relacionamento com o Reino Unido e deixando as Malvinas de lado, nem que seja por enquanto.
    Investir em educação, infraestrutura, enfim de meios à dar condições da Argentina se desenvolver. Repetiu o erro do Brasil e deu no que deu!
    Isso afundou o ARA San Juan e não a Inglaterra!

  64. Que história é essa de que a junta achou que os EUA iriam ficar contra o Reino Unido? Pela Argentina? No auge da guerra fria? Só se eles fossem de algum diretório acadêmico esquerdista, que valoriza o discurso em detrimento da realidade. Reino Unido perdoar Argentina? O que é isso? Casamento? A Argentina ainda reivindica a Ilha, porque o Reino Unido facilitaria que a Argentina adquirisse armamentos?
    Alias, a maior ameaça ao Brasil na região, e que faz com que contingentes militares enormes do Brasil fiquem no sul, é justamente a Argentina, que já tirou do Brasil o Uruguai numa guerra, então se a Argentina esta fraca, menos preocupações temos com a defesa ao sul.

    EUA e Reino Unidos são malvadões? É relativo, nós temos armamentos adquiridos do Reino Unido, com toda a facilidade do mundo (inclusive compramos o seu nau capitânia), justamente porque somos o Brasil e não a Argentina. Devemos tomar as dores das desventuras militares da Argentina?

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