Home Fotos O lado transparente do SBR

O lado transparente do SBR

7717
50

Com a recente transferência de seções já unidas do SBR-1 (futuro submarino Riachuelo – S 40) da UFEM para o estaleiro, muitos leitores ficaram curiosos sobre o “recheio” do submarino. As fotos acima e abaixo podem aguçar essa curiosidade, mostrando a disposição interna do submarino em uma bela maquete, exibida no IV Simpósio de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha, realizado em 30 e 31 de outubro do ano passado em São Paulo.

Pode-se ver no lado/bordo “transparente” da maquete, de proa a popa, os tubos de torpedos, o sonar, o sistema de armazenamento e carregamento dos torpedos e mísseis, com parte das baterias abaixo dele, o compartimento de controle e navegação encimado pela vela, os alojamentos e tanques de combustível e, por fim, as praças de máquinas com mais baterias no nível abaixo.

O outro bordo da maquete era “fechado”, dando uma boa ideia do formato esguio do SBR, que é um desenvolvimento da classe Scorpene francesa (submarino oferecido pelo Naval Group – ex-DCNS – para clientes de exportação, já que a Marinha Francesa só opera atualmente submarinos de propulsão nuclear).

Abaixo, ilustrações que também mostram a divisão interna do submarino e o perfil do SBR-1 Riachuelo (S 40).

 

50 COMMENTS

  1. Boa noite, Sou leigo e caso alguém possa tirar essa duvida ficarei grato; lembro que a muito tempo atras li que os submarinos brasileiros de origem alemã tinham modificações no sistema de motorização em relação ao projeto original que o tornava mais confiável (salvo engano era algo que dizia que os subs brasileiros tinham quatro motores ao invés de dois). Apesar de não saber se essa informação é verdadeira (ou se tem algum sentido rsrs) gostaria de saber se os Scorpenes também foram modificados com base em exigências especificas da MB ou se veio tudo mais ou menos igual ao projeto original??

  2. Nosso SBR conta com aproximadamente 2.000 toneladas de deslocamento. Como todos os outros Scorpenes, apresenta leme em “+”;
    Não teremos sistema AIP, mas foi adicionada uma seção que proporciona maior capacidade ao paiol de mantimentos, Tanques de Óleo Combustível (OC) e melhoria nas acomodações (reparar maquete). O que gera por sua vez, um aumento de autonomia.
    Conta com a maior capacidade de acomodação para tripulação da série Scorpene: 35 ocupantes.
    Armamentos:
    Capacidade para: 18 Torpedos (F21) ou um mix de 18 torpedos e mísseis (SM-39). Poderia ser equipado com 30 minas.
    .
    Alguns sistemas que aparentemente, compõem o SBR:
    .
    Motorização MTU 12V 396 SE84: https://mtu-online-shop.com/print/3100721_MTU_General_WhitePaper_SubmarineChargingUnit_2011.pdf
    .
    Motor elétrico: Jeumont-Schneider EPM Magtronic 2,800 kW AC, produzindo 21 nós.
    http://www.jeumontelectric.com/wp-content/uploads/2015/12/JE-Marine.pdf
    .
    Sistemas de Sonar: https://www.thalesgroup.com/sites/default/files/medias/documents/thales%20S-Cube.pdf
    .
    Flank Array:
    http://www.thales7seas.com/html_2014/products/509/thales_Planar_Flank_AS.pdf
    .
    Interceptador de Sonar:
    http://www.thales7seas.com/html_2014/products/291/VELOX-M8.pdf
    .
    Mastros:
    https://www.safran-electronics-defense.com/naval-solutions/submarines/masts-and-periscopes
    .
    Sistema de combate:
    https://www.youtube.com/watch?v=Xlow8WOWoZM
    .
    Sistema de contra medidas:
    https://www.youtube.com/watch?v=Aeb2fCCutkU
    .
    Torpedo, no estado da arte:
    https://www.youtube.com/watch?v=eU66YGNCPwQ
    .
    Aço empregado equivalente ao HY-100:
    http://image02w.seesaawiki.jp/d/e/doramarine/bb9306865d3af821.pdf
    .
    Zé mané ainda tem coragem de dizer que não existe evolução perante os IKL-209…
    .
    Será a arma mais poderosa do Atlântico Sul.

    • Flávio, veja a maquete, ela mostra exatamente como serão as superfícies de controle na popa, em cruz, como toda a família Scorpene. Isso já foi definido há anos.

  3. Bom dia,
    Quanto a mísseis, a matéria já diz o SM-39 lançado do tubo de torpedos, se a MB desejar tem a opção do SCALP míssel de cruzeiro, agora mísseis balísticos VLS não.

  4. Olá! Acompanho há anos, mas devo ter deixado passar. Já foi publicado um compararivo das classes Tupi e Riachuelo? Dimensões, capacidades, deslocamento…

  5. Bela máquina viu!! Tomara a MB ,pra manter a escala, continue com encomendas, ao menos mais uns 10 com entregas de pelo menos 1 por ano a partir da entrega do ultimo dos 4 SBR e somando a mais uma encomenda futura de mais uns 3 ou 4 SNBR já nos deixaria muito bem aparelhados para negação do mar.

    • Leonel, Scalp é míssil de cruzeiro voltado a ataque terrestre, com muito mais alcance que o SM-39 de emprego antinavio.

      Sobre torpedos, tem matéria detalhada de poucos dias atrás (14 de janeiro) a respeito:

      http://www.naval.com.br/blog/2018/01/14/os-100-anos-da-forca-de-submarinos-e-o-prosub-parte-6/

      Não quero ser chato, mas, já sendo, reparei que muita gente está fazendo perguntas recorrentes sobre temas explicados em várias matérias recentes, praticamente como se não tivéssemos publicado matérias sobre esses assuntos. Sem querer parecer também grosseiro com ninguém especificamente, nem estou pedindo para usarem o campo busca do site, mas para atentarem às matérias de poucos dias atrás e que ainda estão na primeira página…

  6. o que quero é o submarino nuclear, com lançador de mísseis …. como estamos atrasados, bem falta verba, peçam emprestado ao cunha, cabral e seus co-irmãos, pois não quero citar nomes mais importantes em função de um certo julgamento

  7. Pessoal,
    Mísseis de cruzeiro só funcionam se em uma quantidade relativamente grande. Meia dúzia não faz diferença e é só gastar dinheiro à toa. Para a Rússia que quer fazer propaganda serve, mas na prática é uma arma dispensável para 99% dos países.
    O único país que tem uma quantidade de mísseis de cruzeiro para ataque a alvos terrestres que pode fazer alguma diferença é os EUA com seus cerca de 12000 mísseis (Tomahawks, CALCM, SLAM-ER, JASSM, JASSM-ER), o resto só tem para situações muito específicas que não vem ao caso ao Brasil.
    E se viermos a ter mísseis de cruzeiro para ataque terrestre (coisa que duvido) será no submarino nuclear (se ele sair). Não há espaço útil na sala de torpedos de pequenos submarinos convencionais para mísseis de cruzeiro e se houver, seria para dois ou três, o que no frigir dos ovos não cheira e nem fede, mas custa dinheiro, muito dinheiro.
    Submarinos nucleares de ataque americano podem levar de 12 (nos lançadores verticais) a 20 Tomahawks (até 8 na sala de torpedos). A sala de torpedos comporta de 26 a 30 “armas” (entre mísseis, torpedos, minas, etc), com exceção dos três Sea Wolfs que não tem lançadores verticais mas tem uma sala de torpedos com 50 armas e conta com 8 tubos de torpedos de 650 mm em vez dos tradicionais 4 tubos de 533 mm.
    Nosso submarino convencional terá uma sala de torpedos para no máximo 18 armas, e se formos colocar ainda o SM-39 não sobraria espaço para mísseis de cruzeiro de ataque terrestre. Mesmo porque, em geral, essa não é a função de um submarino DE.

    Leonel,
    O Nunão tá sem paciência mas eu adianto que o SCALP naval tem alcance de 1000 km, já um Exocet SM-39 tem alcance de 50 a 60 km.

  8. E existe também na US Navy os 4 grandes SSGNs que o Bosco esqueceu de comentar ou não achou relevante comentar já que trata-se de submarinos de outra categoria…esses teoricamente poderiam embarcar 154 mísseis de cruzeiro em 22 silos verticais, 7 mísseis em cada silo, mas, pelo que já li, costumam embarcar algo como 120 o que continua sendo muita coisa.

  9. Jr…
    .
    submarino de ataque leva a designação de “SS” na US Navy..se for nuclear SSN e se for convencional SSK. Só existem submarinos de ataque de propulsão nuclear hoje em dia, das classes Los Angeles, Seawolf e Virginia.
    .
    No mais você está correto…trata-se dos primeiros SSBNs classe “Ohio” que por conta de obrigações de tratado com a Rússia deveriam ser retirados de serviço, porém, puderam ser reaproveitados e reclassificados como SSGNs ou em outras palavras submarinos com mísseis guiados de propulsão nuclear.
    .
    abs

  10. Parabellum…
    .
    navios de desembarque anfíbio podem servir para desembarque de tropas e equipamentos em
    território brasileiro também…segurança interna.
    .
    Também funcionam como navios reabastecedores e em alguns casos como navios oficinas e são muito úteis em situações de desastres naturais , ajuda humanitária e missões de paz.
    .
    Não há muita expectativa do Brasil vir a utilizar “navios anfíbios” em algum desembarque
    em praias inimigas e mísseis de cruzeiro para ataques à alvos em terra não são ideais para
    se dar cobertura à tropas navais desembarcando, caso você tenha pensado nisso.
    .
    abs

  11. Vale lembrar que a Rússia usou 26 mísseis de cruzeiro a partir do mar Cáspio contra alvos na Síria. O alcance dos mísseis Russos é bem maior do que os tomahawk. Então acho que os expertos devem ler mais sobre armas russas e mísseis de longo alcance. Afinal a Avibras estar desenvolvendo o AV-MT xxx porquê o alcance de 400 km é para exportação por regras internacionais, o nosso terá é claro alcance maior.

  12. Por que a MB( qdo tinha se decidido pelo U-214 e depois ficou com o Scorpene) alega que o AIP não é adequado para as condições de uso no Atlantico Sul ? Qual é a explicação técnica pra isso? Por que operacionalmente não é vantajoso ? Entendo que economicamente isso praticamente inviabilizaria o Sub Nuclear, mas pelo que sabe pelo menos oficialmente a desculpa da MB era técnica e não econômica para justificar a opção pelo não uso do AIP.

  13. Técnica e econômica. Já em 2007 a Marinha divulgava oficialmente que o custo operacional por milha navegada com AIP é várias vezes mais elevado que a milha navegada no modo diesel-elétrico. Esse assunto já foi debatido à exaustão em várias ocasiões.

    • Errei em um ano, a reportagem com declaração oficial da MB a respeito da decisão de não usar AIP é de 2006.
      Mais uma vez, reproduzo o texto da época:

      “MARINHA DO BRASIL ESCOLHE SUBMARINO CLASSE U214 SEM AIP
      Defesanet 11 Outubro 2006
      Exclusivo Defesa @ Net – Marinha do Brasil
      Com dados do Centro de Comunicação Social da Marinha – Setembro 2006
      Defesa @ Net publica a posição da Marinha do Brasil referente à decisão de aquisição da futura classe de submarinos. O modelo escolhido e as razões da escolha. Também a definição sobre um ponto polêmico que é a adoção ou não de um sistema de propulsão auxiliar (AIP).
      Em atenção a sua mensagem, a Marinha do Brasil esclarece:

      1) Já está definido o modelo de submarino: Scorpène (França), U212 ou U214 (Alemanha)?

      Resposta: O processo seletivo adotado pela Marinha do Brasil (MB), para a escolha de um novo submarino: a ser adquirido mediante construção no país, resultou na seleção do Projeto IKL U 214, da HDW.

      Tendo em vista a conveniência de evitar a duplicidade de custos logísticos para apoiar submarinos de origens diferentes – o que ocorreria, fatalmente, se fosse escolhido projeto de outro fabricante – e considerando os vultosos investimentos realizados pela Marinha ao longo das duas últimas décadas, em diferentes metas conotadas aos submarinos Classe Tupi e, mais recentemente, na construção do Tikuna, associados à cultura e à tecnologia assimiladas neste período por nossos técnicos (engenheiros e operários) e tripulações (oficiais e praças) em relação aos processos construtivos, logísticos, de manutenção e operação destes meios, respectivamente, a MB entendeu que deveria manter a padronização dos modelos IKL – HDW, de origem alemã.

      2) o modelo escolhido será equipado com sistema Avançado de propulsão, como o AlP, no caso dos submarinos alemães?

      Resposta: A Marinha decidiu pelo proieto do IKL 214 sem AIP. As razões que levaram a tal decisão são de ordem essencialmente logística. A despeito de algumas inegáveis vantagens operacionais apresentadas pelo sistema, que permite a navegação submerso a baixa velocidade, por cerca de dez dias, sem necessidade do ar atmosférico, a MB considerou muito elevados os custos de obtenção, operação e manutenção desse sistema, levando a que a razão custo / benefício não se justificasse.

      Apenas para ilustrar, o sistema demanda, a cada recarga, quinze toneladas de oxigênio líquido e cerca de duas toneladas hidrogênio a 99,9999% de pureza, no estado gasoso, volume equivalente a oito caminhões-tanque. Além da natural dificuldade na obtenção, haveria problemas para o transporte até o submarino, posto que o hidrogênio é considerado carga perigosa. Também, para transferir os gases do veiculo de fornecimento para bordo, é necessária uma infra-estrutura para a recarga das ampolas de armazenamento do submarino, o que inviabilizaria o reabastecimento fora do Rio de Janeiro, na hipótese de haver disponibilidade desses gases em outros portos. Finalmente, uma milha náutica navegada com AIP custa o equivalente a US$ 43 (quarenta e três dólares); com diesel, US$ 6 (seis dólares).”

  14. Fernando “Nunão” De Martini 19 de Janeiro de 2018 at 19:49

    Muito boa essa postagem, sinceramente desconhecia tal comunicado.

    Aproveitando sobre U 214:

    https://www.facebook.com/FIDFNational/photos/a.198211430218119.42551.120310668008196/1026125110760076/?type=3&theater

    CONTINUANDO SOBRE O TEMA TÓPICO:

    “O lado transparente do SBR”

    Achei o título fantástico, irrepreensível e muito adequado.

    Um dia teremos tal título as avessas, não vai demorar muito.

    E contínuamos com sérios problemas,

    perguntas repetidas, repetidas, repetidas ….

    afirmações sem nexo, sem nexo, sem nexo ….

    Pergunta:

    porquê temos que ter mísseis de longo alcance em SBR ou SSN ?

    O Bosco já respondeu,

    mas gostaria da resposta do(s) insatisfeito(s).

    SM 39 lançado submerso é uma ótima arma anti-navio.

    Mais,

    lançado e com todas as provas de mar concluídas teremos a real performance do SBR.

    Matéria fora do PN, sempre válido; mas reforço …. na Trilogia temas tópicos e comentários são excelentes fontes de informação.

    https://www.militaryfactory.com/ships/detail.asp?ship_id=BNS-Riachuelo-S40

  15. Olha, no meu caso garanto que não foi por falta de acompanha a trilogia nem as notícias em geral, muito pelo contrário, até pq aqui mesmo tem matéria falando que o “nosso Scorpene” teria leme em X sim..

    http://www.naval.com.br/blog/2008/12/28/submarino-sbr-um-scorpene-diferente/

    E muitas ilustrações oficiais tanto da MB quanto da Naval Group mostram lemes em X…..

    https://pbrasil.files.wordpress.com/2010/05/scorpene1.png

    http://defesaeseguranca.com.br/wp-content/uploads/scorpene1.png

    https://cdn1.defesaaereanaval.com.br/wp-content/uploads/2012/11/Contralto.jpg

    https://infogbucket.s3.amazonaws.com/arquivos/2017/08/19/submarino_brasileiro-desk.png

    Enfim, posso ter perdido alguma matéria falando que isso foi definido, mas não foi por não acompanhar e ficar soltando perguntas sem nexo não.
    Abs

    • “Olha, no meu caso garanto que não foi por falta de acompanha a trilogia nem as notícias em geral, muito pelo contrário, até pq aqui mesmo tem matéria falando que o “nosso Scorpene” teria leme em X sim…”

      Flavio,

      Não duvido que você acompanha oa assuntos. Mesmo pra quem acompanha, sempre se perde alguma coisa. Por exemplo, outro dia repassei ao Dalton, um dos comentaristas que mais acompanha o site, uma rara foto de contratorpedeiros que já tinha sido publicada no mês passado, a qual ele não tinha visto, e que resolvia uma dúvida dele.

      Sobre os links: a maior parte dos que vc passou eu não tenho como falar sobre sua origem, época exata em que as imagens foram divulgadas inicialmente (pois são imagens que não saem da net por anos a fio e são repetidas, muitas vezes erradamente muito tempo depois do projeto já ser mudado). Enfim, não posso fazer afirmações sobre elas nesse sentido pois não são daqui.

      Mas do link que vc passou do Poder Naval, que é de 2008, eu posso falar.

      Pra começar, é de quase 10 anos atrás, quando o programa mal havia iniciado e estavam ainda sendo discutidas quais mudanças fazer ou não fazer para a versão brasileira do Scorpene. E, mais importante: a matéria não fala que seria X, e sim que essa era uma possibilidade. Ou seja, não há essa afirmação, e até a chamada é uma pergunta, sobre algumas possibilidades ainda em aberto no início da concepção.

      Deixo claro que não estou me estendo nisso pra vencer no argumento, mas só para elucidar a questão, que foi resolvida há muito tempo, e sobre a qual também não faltam links, matérias e imagens mostrando a configuração mantida das superfícies de comando da popa em cruz.

  16. Com a explicação acima parece que o AIP não funcionaria no caso da MB também por questões táticas. No final de cada patrulha teria que voltar ao RJ para recarregar o AIP. O diesel pode ser abastecido em qualquer base. Pelo que entendi, se o conflito fosse nos extremos sul ou norte, o submarino com AIP ficaria limitado, enquanto o diesel poderia reabastecer e continuar no teatro de operações para uma nova patrulha, sem ter que voltar ao RJ. Aproveito para perguntar: hoje ainda se usa reabastecer submarinos no mar, igual era feito na 2GM com os U-boat?? Se for usual, nossa frota de submarinos tem essa expertise??

  17. Nilson…
    .
    provavelmente você está referindo-se aos submarinos apelidados de “vacas leiteiras” que
    foram projetados exclusivamente para reabastecer submarinos de ataque para os mesmos poderem permanecer mais tempo em missão.
    .
    Apenas 10 foram completados o que foi muito pouco e não se pode dizer que tiveram sucesso pois a operação de reabastecimento era complicada e mesmo perigosa.
    .
    Não é prática de nenhuma marinha reabastecer seus submarinos convencionais no mar…o mesmo precisa retornar à base para reabastecimento de combustível e também de víveres o
    que um submarino de propulsão nuclear também necessita.
    .
    abs

  18. Flamenguista

    Verdade cara, muito bonitas as linhas desse Submarino.

    Outro dia estava comparando as linhas suaves e bonitas do Mistral da marinha francesa com os horrorosos trombolhos yankes da classe Wasp.

  19. sub-urbano…
    .
    claro que gosto é gosto…pessoalmente acho um “Wasp” muito mais bonito que um
    “Mistral”…de vários ângulos são até parecidos só que o “Mistral” por ser mais curto e estreito,
    passa a sensação de estar “acima do peso”… de qualquer maneira…o “Wasp” é um navio muito maior , seria preciso uma versão do “Mistral” com deslocamento máximo acima de 40.000 toneladas para se poder comparar efetivamente a “beleza” de ambos.
    abs

  20. Dalton 20 de Janeiro de 2018 at 9:08
    “Não é prática de nenhuma marinha reabastecer seus submarinos convencionais no mar”
    Dalton, muito obrigado pela resposta. Vou continuar no assunto mais um pouco, se eu estiver sendo imbecil ou impertinente basta ignorar, ok?
    Parece que os alemães também abasteciam os subs com outros tipos de navios, além das vacas leiteiras. Lembro-me do episódio do corsário Atlantis, que quando foi pego na botija pelo Devonshire estava abastecendo o U-126. Isso mais no começo da guerra, era final de 1941. Talvez depois tenham parado, por falta de navios e avanço dos radares, que tornavam os encontros cada vez mais perigosos. Penso se nas Malvinas (Falklands) os subs ingleses não precisariam “encostar” em algum navio logístico para reabastecer, pelo menos de víveres, no caso dos nucleares, e mesmo combustível, o caso do convencional. Mas talvez já tivessem feito uma base naquelas ilhazinhas que retomaram primeiro. Foi com base nessas memórias que questionei a possibilidade de haver encontros para reabastecimento, lógico que só poderia ocorrer em situações bem controladas e com ampla cobertura.

  21. Nilson…
    .
    é sempre um prazer trocar ideias sobre tudo o que se comenta aqui já que meus amigos de “carne e osso” não se interessam por tais assuntos , então não dá para “ignorar” mesmo que achasse seu comentário “impertinente”o que não é.
    .
    De fato há o caso do “Atlantis”…tenho em minha coleção de navios de metal um primo dele o
    “Kormoran” que também era capaz de “reabastecer”submarinos…mas…veja que os
    cruzadores auxiliares alemães além de poucos e operando muito dispersos uns dos outros
    também não tinham essa função de reabastecimento como prioritária, apenas, aproveitava-se
    da situação/ocasião diferente das “vacas leiteiras” construídas.
    .
    No caso das Falklands…não foi necessário para os submarinos reabastecerem-se porque a guerra terminou cedo demais e os submarinos possuíam víveres para até uns 3 meses de
    operações e não houve necessidade de repor torpedos gastos…apenas o HMS Conqueror
    disparou torpedos e foram apenas 3.
    .
    A US Navy por exemplo tem dois navios auxiliares especializados para servir seus submarinos
    principalmente executando reparos , mas, isso normalmente é feito onde são baseados, em Guam no Pacífico ou quando eventualmente saem da base em locais protegidos como baías e evidentemente não há necessidade deles reabastecerem de combustível os submarinos da US Navy já que todos são de propulsão nuclear.
    .
    Não há de fato uma necessidade de “reabastecimento” de submarinos em alto mar
    seja de óleo, armas ou víveres ao menos nos tempos de hoje e também não se tem hoje em dia um grande número de submarinos operando muito distante de suas bases.
    .
    abraços

  22. Dalton 20 de Janeiro de 2018 at 14:11
    Mais uma vez obrigado, Dalton, com sua explicação compreendi que o reabastecimento em alto mar era uma habilidade necessária e/ou útil num conflito de grandes proporções, de vários anos de duração (p. ex.: a saga do Atlantis, salvo engano, nunca se repetiu, 603 dias de missão sem atracar), mas nos dias de hoje tornou-se desnecessária, pois não há previsão de conflito de grande duração.

  23. Dalton, a propósito, sua coleção é muito abrilhantada pelo Kormoran, um mercante armado que corajosa e habilmente afundou um cruzador, o Sidney. A saga dos corsários alemães na 2ª Guerra é fantástica.

  24. Delfim…
    .
    há muita discussão sobre isso na internet…tanto que não cheguei à uma conclusão, mas, como
    há submarinos com os lemes na “Vela” e outros com os lemes na parte dianteira do casco
    acredito que não haja uma diferença significativa entre ambos os casos…na US Navy é
    visto como uma vantagem significativa ter os lemes no casco para quando se precisa quebrar o gelo em operações no Polo Norte.
    abs

  25. E o meu modelo Nilson tem uma pequena lancha torpedeira e um hidroavião também…que como
    você sabe faziam parte do equipamento de vários dos cruzadores auxiliares alemães…e de fato a saga deles foi “fantástica”.
    abraços

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here