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F40 aos Quarenta – sexta parte

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Fragata Niterói, em 19-12-2012

Por dentro do ModFrag da classe ‘Niterói’

Embarcamos na ‘Pioneira’ da classe para conhecer o desempenho dos seus sistemas atuais

Alexandre Galante e Guilherme Poggio (adaptação e atualização da matéria publicada na revista Forças de Defesa número 7, em 2013)

Nas partes anteriores desta série, focadas nos 40 anos de incorporação da fragata Niterói, levamos os leitores a uma viagem histórica pelas origens da classe de mesmo nome, incluindo os detalhes da construção dos seis navios e as decisões que envolveram sua configuração original de armamentos. Agora é hora de mostrar em que condições chegou aos 40 anos a “Pioneira”, como é chamada a fragata, e quais são as diferenças que marcaram esse intervalo de quatro décadas.

Esta nova viagem começa no dia 19 de dezembro de 2012, quando embarcamos na Niterói aproveitando uma comissão de adestramento de Qualificação e Requalificação de Pouso a Bordo (QRPB). O objetivo de nosso embarque era conhecer um pouco mais, in loco, sobre o programa Modfrag, que atualizou os sistemas dos navios da classe.

Apesar dos 45 anos desde o início de sua construção e 41 desde a incorporação, a Niterói ainda parece nova, devido à excelente manutenção e dedicação dos seus tripulantes na sua operação. Líder da classe de seis navios que formam a espinha dorsal da Esquadra Brasileira, a Niterói provavelmente terá ainda alguns anos de serviço pela frente, até que uma nova geração de escoltas comece a ser incorporada à Marinha do Brasil.

A história da modernização de meia-vida da classe
Praticamente todo projeto de navio supõe que, por volta da metade de sua vida útil, ele passe por uma atualização de seus sistemas e armamentos, de modo a acompanhar a evolução tecnológica. Não foi diferente com a classe “Niterói”, embora essa modernização tenha se concretizado já depois de passada a metade da vida projetada.

A percepção da necessidade de atualizar os sistemas das fragatas surgiu já na segunda metade da década de 1980, antes mesmo que o primeiro navio da classe completasse dez anos de serviço. Foram dois os fatores principais: a rápida evolução dos microprocessadores e as lições obtidas na Guerra das Malvinas (1982), em que se confirmou a vulnerabilidade dos navios de guerra aos mísseis antinavio do tipo “sea-skimmer” e à aproximação, a altitudes extremamente baixas, de aeronaves de ataque.

O plano da Marinha do Brasil no final dos anos 1980 previa modificações no seu sistema de mísseis de defesa antiaérea, visando substituir o míssil Seacat, então empregado, por outro modelo capaz de engajar as ameaças citadas acima, o que também levaria à troca dos radares de tiro por outros compatíveis com o novo sistema.

Também previa modernizar ou substituir o armamento antiaéreo de tubo de 40mm, também visando a capacidade antimíssil. Nos sensores, planejava-se substituir os radares de busca combinada e de navegação. Sonares do tipo “towed array” deveriam ser instalados nas fragatas EG (Emprego Geral). Quanto à guerra eletrônica, seriam modernizados o CME (contramedidas), incluindo também lançadores de “chaff” e sistema de vigilância infravermelho. Por fim, o sistema de comando e controle deveria ser modernizado para acompanhar a evolução dos armamentos e da informática.

Várias propostas de modernização de diferentes empresas estrangeiras (Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Israel e Itália) foram apresentadas. Algumas traziam equipamentos como o CIWS (sistema de armas de defesa aproximada) de 30mm Goalkeeper, que ficaria no convés de popa, no lugar das diferentes armas instaladas nas versões EG e ASW (antissubmarino), além de mísseis Sea Sparrow em lançadores verticais nas laterais do hangar, segundo informações pesquisadas. Outras traziam o sistema de mísseis Seawolf em lançadores verticais instalados no convés do BOROC, à vante do passadiço.

O cronograma inicial previa a escolha da proposta mais atraente em 1990. Os serviços poderiam então ser iniciados em meados de 1991, para término por volta de 1992. Porém, a seleção do vencedor (veja a seguir) só foi feita em 1993, exatamente o mesmo ano em que foram negados os recursos ao programa. A definição final só veio em 1995, com a ampliação das modificações e o aumento dos custos, chegando-se a um valor de US$ 420 milhões para reequipar todas as seis unidades.


Fragata Niterói em 1987

Fragata Niterói após o ModFrag, em 2012

O sistema de mísseis antiaéreos instalado no convés da popa dos navios é o lançador óctuplo Albatros para mísseis Aspide Mod7

A proposta vencedora
A AESN (Alenia Elsag Sistemi Navali) da Itália foi declarada vencedora em 1993, mas só em março de 1995 o contrato foi finalizado para o fornecimento dos conjuntos de radares RAN-20S, RTN-30X e dos sistemas de mísseis antiaéreos Albatros/Aspide.

Um processo seletivo definiu um consórcio responsável pela atualização e integração dos sistemas de armas e eletrônicos das fragatas, vencido em 20 de setembro de 1996 pela Elebra Sistemas de Defesa e Controle Ltda, liderando um consórcio que incluía: Consub Equipamentos e Serviços Ltda; Dolphin; Holosys Engenharia de Sistemas Ltda (brasileiras) e DCNI (francesa).

Coube à Emgepron – Empresa Gerencial de Projetos Navais – a gerência executiva do projeto, que foi iniciado efetivamente em 1º de outubro de 1997, quando a Liberal (F43) foi docada, aproveitando-se o seu PMG (Período de Manutenção Geral). Previa-se que a modernização desse navio seria feita em 21 meses, mas problemas de integração de sistemas geraram atrasos. Os primeiros testes de mar só ocorreram em 2001.

Em essência, o programa visou melhorar as capacidades antiaérea e antimíssil dos navios, atualizando os sistemas de comando e controle, a suíte de guerra eletrônica e eliminando as diferenças entre as versões de emprego geral e antissubmarino. Procurou-se também aumentar o grau de comunalidade com as corvetas da classe “Inhaúma”.

Novos sistemas digitais
A mudança mais complexa e radical foi a troca do sistema de comando e controle CAAIS 400. Os “mainframes” e consoles de procedência inglesa foram substituídos por uma rede de microcomputadores, compondo o sistema conhecido como SICONTA Mk.II, versão aperfeiçodada do Mk.I que equipou o navio-aeródromo ligeiro Minas Gerais. É um sistema de arquitetura aberta, desenvolvido pelo IPqM (Instituto de Pesquisas da Marinha), seguindo as tendências mundiais de utilizar aplicações comerciais de “prateleira” em sistemas militares, reduzindo custos e tempo de desenvolvimento. Na nova arquitetura, ao invés de computadores centrais, cada console tem sua capacidade própria de processamento, interligado a outros por rede.

Dentro da mesma filosofia, foi implantado um novo sistema de controle e monitoração da propulsão e auxiliares para as fragatas, embora não tenha a princípio equipado todos os navios. Acrescentaram-se novas funções identificadas ao longo da prática operacional de mais de vinte anos, além de controle eletrônico para os motores diesel e a substituição de enlaces de sinais pneumáticos por enlaces elétricos.

O novo COC (Centro de Operações de Combate) da Niterói é baseado no SICONTA Mk.II

Novos radares, sonares e sistemas optrônicos
O novo radar 2D italiano Alenia RAN-20S, de busca combinada, opera na banda E (2-3 GHz) e possui uma antena “planar array” estabilizada de 4,5 metros, com transmissor em estado sólido. As características divulgadas incluem detecção de alvos do tamanho de um caça a 60 milhas de distância (cerca de 110km), com uma precisão de alcance de 20m e precisão angular de 0,3º. O RAN-20S tem agilidade de frequência e filtro MTI (indicador de alvos móveis), que permite separar ecos dos alvos em movimento dos ecos das superfícies (mar ou terra). Para a navegação, foi instalado o radar Scanter Mil e também um modelo mais simples, o Furuno 1942 Mk.2, este último de amplo uso na marinha mercante. Uma vantagem do Furuno é que, desligando os outros radares, uma fragata pode ter uma assinatura eletrônica de navio mercante.

Para direção de tiro (do lançador de mísseis e dos canhões, descritos a seguir) foram instalados dois radares RTN-30X compatíveis com o alcance dos novos mísseis. A antiga alça óptica LAS (localizada no tijupá) foi retirada e substituída por uma alça optrônica EOS-400B. Esta pode controlar os canhões, realizando a predição de tiro independentemente do SICONTA Mk.II, sendo dotada de câmeras térmica e de TV, permitindo emprego diurno e noturno. Foi mantida a alça pedestal (óptica) anteriormente existente a ré da chaminé, capaz de fornecer dados de marcação para o sistema de armas em caso de avarias nos sistemas principais.

Por fim, o sonar de casco EDO 610E foi substituído por um EDO 997(F), de mesma potência, mas com processamento de sinais evoluído. Para a fabricação do 997(F), foram aproveitadas muitas partes do 610E, após inspeção e manutenção. Considerando que, nos cenários futuros previstos quando da realização do programa, a tendência de guerra antissubmarino se voltava para águas rasas mais próximas ao litoral, ao invés de em alto mar (mais profundo), decidiu-se remover os sonares de profundidade variável (VDS) que equipavam duas das quatro fragatas ASW.

O radar 2D italiano Alenia RAN-20S, de busca combinada instalado no lugar do antigo AWS-2 no mastro secundário, opera na banda E (2-3 GHz) e possui uma antena “planar array” estabilizada de 4,5 metros

Novos armamentos e sistemas de guerra eletrônica
O novo sistema de mísseis antiaéreos é composto de um lançador óctuplo Albatros para mísseis Aspide Mod7, instalado no convés da popa dos navios. Para tanto, foram removidos o lançador de mísseis Ikara das fragatas ASW e o segundo canhão Mk.8 das EG, que ocupavam aquela posição. A remoção do Ikara já era necessária devido à sua manutenção cada vez mais dispendiosa e complexa, já que o sistema também tinha sido desativado em outras marinhas. É interessante reparar que o lançador acabou instalado em posições ligeiramente diferentes do convés de popa em cada grupo de duas fragatas, devido aos posicionamentos originais dos canhões, do Ikara e dos compartimentos de sonar de profundidade variável, que desde o início configuravam as três variações principais da classe (EG, ASW e ASW com VDS).

O Aspide Mod7, com alcance de aproximadamente 15km, é uma versão modificada do AIM/RIM-7H Sea Sparrow, largamente empregado pela OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte). O sistema pode ser adaptado para lançar o Aspide 2000, de maior alcance (cerca de 20km). Tanto seu desempenho quanto sua integração ao SICONTA Mk.II foram testados com sucesso em 23 de março de 2004, quando a fragata Defensora lançou um míssil Aspide contra um drone Banshee 520, simulando um avião em ataque a baixa altitude, e que foi atingido por impacto direto.

Fragata Independência lançando míssil Aspide

Nas fragatas, o Aspide / Albatros é responsável pela defesa da camada externa, na chamada defesa antiaérea de “área curta” (que inclui não só a defesa de ponto – do próprio navio – mas também a defesa de navios próximos). Essa capacidade ampliada em relação à defesa de ponto foi o motivo da escolha do sistema pela Marinha, na época – de lá pra cá, porém, o alcance de mísseis antiaéreos de defesa de área (que visam proteger toda a força-tarefa) foi bastante ampliado, e os requisitos para “área curta” acabaram crescendo também, deixando defasado – mas Ainda válido – o sistema Aspide escolhido em 1993.

Numa ação típica, o sistema de direção de tiro do navio recebe a indicação de alvo do radar RAN-20S. Em seguida, o alvo é rastreado pelo RTN-30X e, na distância de engajamento, o lançador é conteirado para disparo do míssil. Cada RTN-30X pode controlar até dois mísseis em voo ao mesmo tempo, direcionados a um mesmo alvo.

A probabilidade de acerto divulgada para o Aspide é de 0.8 com um único míssil e de 0.96 com dois mísseis, e o sistema foi desenvolvido com especial ênfase na capacidade engajar alvos a baixa altitude. Também é divulgada uma capacidade de operar em ambiente de “clutter” e ECM intensos, além de capacidade “home-on-jam” no míssil: em caso de interferência na guiagem do Aspide, este engaja a fonte interferente.

Canhão Bofors Trinity Mk.3 de 40mm

Para defesa da camada interna contra alvos aéreos foram instalados canhões Bofors Trinity Mk.3 de 40mm, em reparos fechados, com maior cadência de tiro, maior velocidade para conteirar e elevar, sistema de municiamento automático e munição antimíssil do tipo 3P (pré-fragmentada, programável e de proximidade).

A suíte de guerra eletrônica dos navios passou a integrar o sistema passivo Racal Cutlass B1BW para MAGE (ESM), similar ao utilizado nas “Inhaúma”. O Cutlass, que substituiu o sistema RDL original das fragatas, emprega um computador próprio para comparar automaticamente os sinais de radares recebidos, com uma biblioteca de ameaças incorporada, de modo que o operador tem uma listagem tabulada de suas identidades e grau de ameaça. O sistema também utiliza um receptor de medidas instantâneas de frequências (IFM), com alto grau de probabilidade de detecção de um sinal de curta duração, como o produzido por uma aeronave de ataque ou míssil.

Inicialmente as fragatas Defensora e Liberal receberam o equipamento de CME (Contra-Medidas Eletrônicas) ET/SLQ-1A, desenvolvido pelo IPqM e produzido no Brasil pela Elebra. O CME ET/SLQ-1 é uma cópia melhorada do antigo Racal Cygnus, instalado originalmente nas “Inhaúma”. Trata-se de um jammer (bloqueador eletrônico) que possibilita a defesa contra mísseis (“soft-kill”), pelo bloqueio de seus radares, “arrastamento” do tracking de radares de direcção de tiro ou mísseis e geração de alvos falsos. O equipamento integra o sistema de defesa combinada das fragatas, juntamente com o MAGE B1BW e o SLDM (sistema de lançamento de despistadores de mísseis).

Após uma detecção de um radar hostil pelo MAGE, este pode ser despistado automaticamente, numa ação combinada do CME com um lançamento automático dos foguetes de “chaff” pelo SLDM. Este último foi desenvolvido pelo IPqM, como um aperfeiçoamento do sistema britânico Plessey Shield 200, instalado nas “Inhaúma”. Com até doze tubos, pode operar 4 tipos de munição distintos. Apesar de inicialmente só estar disponível o foguete de “chaff” (para despistar sinais de radar), o sistema pode operar também com munição do tipo “flare” (para despistar buscadores infravermelho), despistadores de torpedo e outros.

Dois reparos de SLDM encontram-se instalados em cada bordo em um total de quatro lançadores, sobre o hangar, no lugar dos lançadores de Seacat. Nas proximidades dos lançadores existem dois armários para armazenamento de munição, cada um com capacidade para 24 foguetes. Portanto, para pronto uso, são 48 foguetes nos tubos. Sob o controle do SICONTA Mk.2, o sistema pode engajar-se nos modos automático e semiautomático.

Dos armamentos originais, o canhão Mk.8 de 4,5 polegadas (114mm) o lançador BOROC de foguetes antissubmarino (ASW) e os lançadores triplos de torpedos ASW  foram mantidos.

Dois reparos de SLDM encontram-se instalados em cada bordo, sobre o hangar, no lugar dos lançadores de Seacat (abaixo, os lançadores em detalhe)

Em operação
Todas as seis fragatas da classe “Niterói” modernizadas foram entregues ao setor operativo ao longo do ano de 2005 e início de 2006.
Com o Modfrag, a Marinha do Brasil ganhou experiência e elevou de forma significativa as capacidades operacionais das fragatas, passando a operar navios com sistemas de combate concebidos, produzidos e integrados no País.

O bom desempenho dos navios modernizados tem sido atestado e elogiado em operações no exterior com navios de outras marinhas e também nas operações de paz no Líbano (Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FTM-UNIFIL).

O navios enviados para as missões de paz estão recebendo diversas modificações nos equipamentos, para cumprir melhor a missão. Antes de partir, as fragatas receberam dois sistemas de comunicação de dados, um operando na Banda X e outro na Banda Ku, e dois sistemas de comunicação por satélite. Uma lancha inflável de casco rígido substituiu a baleeira de bombordo, para permitir a abordagem de navios suspeitos.

Além desses itens, quatro metralhadoras de calibre 12,7mm foram distribuídas nos bordos para contrapor ameaças assimétricas. Visando esse mesmo objetivo foi instalado, em cada bordo nas asas do passadiço, um tripé fixo para sustentar um sistema LRAD (Long Range Acoustic Device – Aparelho Acústico de Longo Alcance). Esta é uma arma não-letal constituída de autofalante direcional de grande potência.

O sistema LRAD pode ser usado de duas maneiras distintas: para mandar mensagens audíveis para pessoas localizadas até 3 mil metros de distância e que, por alguma razão, não respondam aos contatos por rádio; ou para causar desconforto por meio de fortes ondas sonoras dirigidas a tripulantes de embarcações que se aproximem da fragata sem autorização.

No quesito vigilância aérea, a fragata União teve destaque nas operações de paz: registrou 320 invasões do espaço aéreo libanês com seu radar RAN-20S por aviões militares de Israel, nos primeiros seis meses de 2012. A União foi seguida pela Liberal e, em 2018, a fragata que segue para a operação no Líbano é a Independência.

Cinco fragatas classe Niterói operando juntas em 2005, já modernizadas. Apenas a Constituição F42 não participou porque estava passando pelo MODFRAG
Fragatas União (F45) e Liberal (F43) no Líbano, em 2017


A SEGUIR, NO ÚLTIMO POST DA SÉRIEEntrevista com o comandante da fragata Niterói durante nosso embarque em 2012, o então capitão de fragata Daniel Américo Rosa Menezes

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22 COMMENTS

  1. Eu ainda estava a bordo quando os amigos do Poder Naval estiveram na Pioneira.
    Em 2013 fiz essa pequena homenagem ao meu navio do coração e gostaria de
    compartilhar com vcs. Um abraço.

  2. O projeto MK10 é excelente, já que o Brasil detém o projeto e a fabricação porque não fazer mais um lote novo para substituir o antigo, obviamente com algumas atualizações e alterações como maior tonelagem.

  3. Uma pergunta: O Aspide é semi-ativo, certo? Isso não o torna mais suscetível a ECM e despiste por manobras bruscas? Não seria melhor um míssil active radar com busca terminal (active radar ou IR ou combinados)?

  4. Rafa,
    Pelo contrário! O sistema semi-ativo é mais resistente às ECMs por conta de que é mais complicado interferir num grande e sofisticado e potente radar de um navio que no pequeno radar de um míssil.
    Mas tem desvantagens, sendo uma delas a de precisar de radares de iluminação, sendo um para cada alvo, o que pode limitar a quantidade de ameaças engajadas ao mesmo tempo. Salvo se for utilizado um radar iluminador de varredura eletrônica, onde mais de um alvo é iluminado de cada vez.
    E no caso de defesa naval contra mísseis a vantagem do orientação semi-ativo de ser mais resistente às ECMs não é determinante porque mísseis antinavios não implementam contra-medida eletrônicas e não tentam interferir no radar nem do navio nem do míssil.
    Na época que o sistema Albatroz foi instalado ainda não havia misseis sup-ar guiados por radar ativo ou se haviam era a minoria.

  5. Pela elegância do projeto, por mim pode ficar mais uns 40 anos kkkkkk Lindas, Lindas, Lindas!!!!!!
    E depois de completar seu tempo….
    Seia lá….Faz navios escola, navio fluvial, patrulhas, museu, mas não vem querer afundar essas belezas não, e nem vender como sucata não, vai dar B.O. kkkkk

  6. Não, Marco Figueiredo, nós operamos o link Yb, o qual é bem defasado… estamos partindo para um link nacional, projetado pelo IPqM (STERNA)… abraço…

  7. D de J. Salvador, vídeo espetacular!!!! Muito obrigado por nos agraciar com estas imagens!!!

    Deve ser muito orgulhoso fazer parte de uma tripulação destas belezas!! Galante que o diga!!!

  8. BMIKE 25 de Janeiro de 2018 at 18:53

    O problema crucial delas é usar turbinas olympus que não são mais fabricadas e têm dias de manutenção contados. O projeto de remotorização e possível passo nesse sentido é caro demais…

  9. Cumpri muitas missões de ataque simulado e de alinhamento de sistemas com a F-40, entre 1988 e 1990. Bons tempos… “Duelo, pia papagaio!”

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