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Concurso Público de Admissão às Escolas de Aprendizes-Marinheiros

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Começa hoje, 1º de fevereiro, a inscrição para o Concurso Público de Admissão às Escolas de Aprendizes-Marinheiros (CPAEAM), com o total de 1.000 vagas. Dentre os requisitos principais, o interessado dever ser brasileiro nato ou naturalizado, do sexo masculino, com 18 anos completos e menos de 22 anos de idade, no dia 1º de janeiro 2019 , além de ter o Ensino Médio. Os aprovados em todas as fases do concurso receberão rendimentos iniciais brutos de cerca de R$ 2 mil.

A Marinha também está com inscrição aberta, até 12 de fevereiro, para o Serviço Militar Voluntário (SMV) para Praças Temporárias, com vínculo a ser renovado anualmente, podendo chegar a oito anos, de acordo com o interesse da Força. Para esse processo seletivo são 490 vagas. O candidato deve ter Ensino Fundamental com Curso de Formação Inicial e Continuada (FIC) ou Nível Médio Técnico, além de mais de 18 anos e menos de 45 de idade, em 31 de dezembro no ano da incorporação.

Edital do CPAEAM com novidades

Como divulgado anteriormente, este ano, o edital sofreu algumas alterações, como o Inglês, que agora será cobrado na prova objetiva. O Teste de Aptidão Física (TAF) também traz novidades: o percurso da natação será de 50 metros no tempo de um minuto e 30 segundos. A corrida continua tendo o mesmo percurso, de 2.400 metros, porém o candidato terá 14 minutos e 30 segundos para concluir a prova.

Fases dos Concursos

O candidato do CPAEAM realizará uma Prova Objetiva composta por 50 questões, divididas em Português, Matemática, Ciências – Física e Química e Inglês. Já os candidatos para o SMV farão uma prova objetiva de Língua Portuguesa e Conhecimentos Específicos da carreira Militar Naval, também com 50 questões. A bibliografia sugerida para as duas seleções está no respectivo Edital.

Como se inscrever

A inscrição para Aprendizes-Marinheiros poderá ser feita até 2 de março, preferencialmente, no site www.ingressonamarinha.mar.mil.br. A taxa é de R$ 40,00. O candidato deverá indicar a ordem de preferência de área profissional: Eletroeletrônica, Apoio e Mecânica.

Os interessados em se inscrever para o SMV deverão entrar no mesmo site, na aba esquerda em “Serviço Militar Temporário” e escolher no mapa do Brasil, o Distrito Naval de preferência.

Serviço:

Concurso Público de Admissão às Escolas de Aprendizes-Marinheiros
Inscrição: 01/02/2018 a 02/03/2018
Processo Seletivo do Serviço Militar Voluntário para Praças Temporárias

Inscrição: até 12/03/2018
Site: www.ingressonamarinha.mar.mil.br
Contatos de Assessoria de Comunicação Social da Marinha por Distritos:- https://www.marinha.mil.br/content/contatos

25 COMMENTS

  1. Com cortes no orçamento e com mais de 84 000 integrantes, a maioria barrigudos e apenas 102 embarcações na MB e ainda se faz necessário todo ano recrutamentos!? Como fica a política de redução do efetivo se todo ano tem processo admissional para diversas áreas. Inflada, com uma previdência descontralada com aposentarias de valores astronômicos e vitalícias, sem navios de guerra modernos e a maioria obsoleta. Como quer ser uma marinha de guerra de respeito se não muda nada! Continua sendo uma mega instituição de assistência social.

    • “Top Gun Sea em 01/02/2018 às 20:31
      Com cortes no orçamento e com mais de 84 000 integrantes, a maioria barrigudos e…”

      Conheço vários integrantes da MB e frequento periodicamente algumas instalações da Marinha com bastante gente, além de ir em eventos com bastante pessoal da MB, e a maioria do pessoal não é barrigudo, pelo contrário. Vê-se muito mais gente barriguda na rua do que numa OM da Marinha, em terra ou navio.

  2. Nessa revisão que estou fazendo das matérias do Poder Naval, realmente me surpreendi com a Lei de 2011 que aumentou o efetivo da marinha (oficiais e praças) da faixa de 50000 para a faixa de 80000. Qual foi a ideia, era a mirabolância de uma super-marinha?? Havia necessidade de expansão, quando a tecnologia tem levado a uma redução de quadros?? Já houve a expansão do quadro?? Se tiver havido, terá sido aquele erro de fazer o mais fácil (contratar) antes do mais difícil (construir os meios)?? Tem como reverter?? A reversão já foi planejada e está em andamento??

  3. Nilson, em 2010, tempos do “Brasil Grande” ou “Potência”, havia uma perspectiva de aumento no número de navios da Marinha, boa parte em navios-patrulha, além de substituição de navios escolta atuais por outros de maior porte, a ponto de se planejar também uma segunda esquadra no Norte. Isso foi frustrado pela crise econômica (que na área de Defesa deu seus sinais antes mesmo de 2014) e a própria expansão autorizada dos efetivos da Marinha foi brecada. Esse assunto já foi discutido aqui inúmeras vezes, recentemente inclusive. Não estou com paciência nem tempo de retomar o tema e os números, mas algum outro colega pode ter.

  4. Obrigado, Nunão, não se preocupe, com calma vou procurando os comentários mais atuais sobre o tema. É que eu fico ouvindo o pessoal comentar que já há os tais 80.000 mas fico duvidando, não acredito que os Almirantes tivessem autorizado os acréscimos antes de pelo menos iniciar a construção dos meios.

  5. Só em uma breve pesquisada.
    Concursos para vagas de aprendiz marinheiro:

    2015: 2200 vagas
    2016: 1340 vagas
    2017: 1240 vagas
    2018: 1000 vagas

    Como que não está havendo redução do efetivo?
    Isso não se aplica apenas ao aprendiz de marinheiro e sim à maioria dos concursos e profissões para a MB.

  6. Fernando “Nunão” De Martini
    É a corporação que mais se vê barrigudos vestidos de branquinho. Tens se muitos barrigudos inflando departamentos de trás das mesas, estes a um bom tempo não sobem em uma embarcação. Na parada de 7 de Setembro é que você os vê em grande número.

  7. Top Gun Sea 1 de Fevereiro de 2018 at 20:31

    As admissões de pessoal, como essa do post, visam repor o pessoal que ascende na carreira ou dela se retira, por diversos motivos… ou seja, mesmo com a redução do efetivo ora em andamento, é preciso captar pessoal todos os anos, de acordo com o chamado Plano Corrente, o qual não somente define as necessidades como também mostra o fluxo na carreira….

  8. “Top Gun Sea 2 de Fevereiro de 2018 at 4:50
    É a corporação que mais se vê barrigudos vestidos de branquinho.”

    Top Gun Sea,
    Não contestei a existência de “barrigudos” e sim o exagero evidente em seu comentário em dizer que são “maioria”, quando sei que não é o caso, e sei isso de experiência própria de visitar e pesquisar em várias Organizações Militares, e não de ver desfiles. Sugiro que leia de novo seu comentário inicial e minha resposta.

    De qualquer forma, essa é uma questão subsidiária do debate. A questão principal que você levantou (necessidade de admissão de pessoal X redução do efetivo) já recebeu respostas de outros comentaristas, com números e detalhes.

  9. A Marinha tem autorização para elevar seu numero até 84000 integrantes, mas não aumentou a quantidade de postos, pelo contrário, foi mantido alguns numero, apenas o de Fuzileiros Navais que teve leve aumento de 15000 para 18000 tropas, por necessidade, pois existiam muitas unidades com valor Grupamento e valor Batalhão que não tinha tropas suficientes para suas guarnições. O 9º Distrito Naval tem apenas o BatOpRib quando necessita também de um GptFuzNav para guarnecer de segurança as instalações da MB e as embarcações naquela OM. Ainda foram desativadas importantes unidades como o GptFuzNav de Santos/SP, Uruguaiana/RS e faltam Navais para os Batalhões de Defesa de Guerra Biológica, Quimica e Nuclear de Itaguai/RJ e Ipero/SP. E existe a necessidade de ao menos um GptFuzNav em Tabatinga/AM, Macapa/AP, São Luiz/MA e São Gabriel da Cachoeira/AM. Além disto, a MB executa os Serviços de Policia Administrativa na emissão de Arrais, Registro de Embarcações. Um cem números de atribuições que passaria o dia enumerando aqui no Poder Naval e ainda me esqueceria de vários serviços. Por tanto, ao nos atribuir “barriguinhas” e outros adjetivos pejorativos e ao questionar números, por favor, primeiro verifiquem a realidade e pesquisem sobre atribuições e necessidades de cunho social que a MB também tem como missão. Olhem o tamanho de nosso território, vejam a quantidade de missões. Não é justo comparar com Marinhas de nações nanicas da “Zoropa”, que possuem em tese, mais meios de superfície, mas que tem litorais menores que o do Espirito Santo como atribuição e duzentas agências governamentais diferentes para fazer as outras atribuições. Não esqueça que a MB não vive só de Fragatas, Corvetas, NaPaOc, RbAm, NaPa, NDD, NDCC, NT e etc… Existem centenas de embarcações menores que necessitam de tripulação bem adestradas, Capitanias, Delegacias, Agências Fluviais e institutos de pesquisa, Escolas e etc… Ufa… Desculpe a grosseria, mas é apenas para falar 5% da “coisa toda”.

    Adsumus

  10. Matheus 2 de Fevereiro de 2018 at 5:27
    “Tenho 21 anos, irei tentar, ainda mais agora que terá inglês, acho que terei mais chances.”
    Boa sorte, Matheus, muito sucesso nessa e em todas suas demais empreitadas. Brasil!!

  11. XO 2 de Fevereiro de 2018 at 6:46
    Top Gun Sea 1 de Fevereiro de 2018 at 20:31

    As admissões de pessoal, como essa do post, visam repor o pessoal que ascende na carreira ou dela se retira, por diversos motivos… ou seja, mesmo com a redução do efetivo ora em andamento, é preciso captar pessoal todos os anos, de acordo com o chamado Plano Corrente, o qual não somente define as necessidades como também mostra o fluxo na carreira….

    XO
    Assim é tentar enxugar gelo. Se uma organização precisa reduzir custos de mão de obra, o grande momento para se fazer isso é através das baixas, desligamentos e aposentarias. Lembrando que mesmo assim esse funcionário que se aposentou irá aparecer na folha como aposentado gerando custo do mesmo jeito. A mesma coisa é aquele que foi promovido. O fato é que para essas vagas do plano corrente deve se buscar contigente humano de outros departamentos inflados afim de haver uma redução verdadeiramente quantitativa.

  12. Top, movimentação interna ocorre em duas grandes levas, no meio do ano e no final do ano… o pessoal é redistribuído, de acordo com a necessidade de cada setor… ocorrem outras transferências no decorrer do ano, mas pouco significativad em termos de quantidade.
    O que argumentei é que, mesmo em menores quantidades, tem de haver admissão anual… por exemplo, há funções inerentes a Segundo-Tenente e Marinheiro… quando esses rapazes forem promovidos, quem fará o papel deles ?
    A questão é que não dá para deixar de captar pessoal por X anos e diminuir a Força por causa das baixas e pedidos de reserva… o que está sendo feito é ter um “saldo positivo” entre saída e entrada de pessoal…
    O processo segue até 2031, quando devemos ter reduzido 1/3 do efetivo atual… abraço

  13. Prezado XO, agradecendo pela sua gentileza em esclarecer a nós, os leigos, em tantos assuntos, tomo a liberdade de avançar mais um pouco no assunto. Tenho a impressão de que na Marinha se criou uma geração de “baby boomers”, ou seja, ingressou uma geração de oficiais em quantidade maior do que a necessária, devido à ampliação que foi projetada em 2010 mas não se concretizou. Imagino que para essa geração terá que haver um tratamento diferente, tipo ser promovido mas não ser conduzido para comando de unidade compatível com a nova patente. Tipo, no Exército, promovido a capitão mas ter que continuar comandando pelotão. Ou major comandando companhia, e assim em diante. Seria algo provisório, apenas para adequar a carreira dos “baby boomers” à frustração do planejamento de 2010. E, consequentemente, diminuindo o fluxo de ingresso dos segundo tenentes. Existe algo nesse sentido??

  14. Nilson, não ocorre dessa forma… eventualmente, pode haver acúmulo de função, mas não como regra…o fato é quecreduzir o efetivo em 1/3 tem de ser um processo planejado, daí a import

  15. O elemento mais importante de uma força é o fator humano, em número e qualidade condizentes com a missão atribuída. Aí, o cidadão vem, sem qualquer embasamento, demandar um “Estado mínimo” justamente nos quadros e efetivos de uma Marinha que mal dá conta do nosso litoral, de preservar as doutrinas que se vão junto com os meios navais e aeronavais e que ainda tem de cumprir o papel de guarda costeira. Que grande visão, parabéns.

  16. Prezado Cosmos,
    o problema que está sendo debatido é que com um orçamento limitado, sem perspectivas de aumento, o incremento de gastos com pessoal implica em menos dinheiro para manutenção e investimentos em mais equipamentos. Ou seja, o pessoal é realmente o mais importante, mas não adianta ter pessoal e não ter os meios. Pelo que entendi essa redução de efetivo é para voltar ao quadro original, que havia antes do planejamento de 2010 que previu erroneamente um grande acréscimo nos meios. Os meios não vieram (e nem virão em curto prazo), mas pelo que entendi as contratações aconteceram antecipadamente, causando um desequilíbrio.

  17. Da minha turma Charlie II da EAMSC (saudades dessa época), ficaram só 17 até a reserva.
    A maioria pediu baixa, com menos de 8 anos de serviço ativo.

  18. Falaram de “barrigudos vestindo branco” aí em cima, me lembrei de uma OM apoiada da BNRJ em que eu servi, onde o comandante proibiu o TFM.
    Dizia que era escamação.
    É aquele negócio, proibiu o TFM, porém o TAF era cobrado no final de ano e um capitão-tenente era escalado para anotar a presença e pontuação.
    Vá entender essa.

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