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Marinha dos EUA não pode pagar US$ 1 milhão por munição para seus destróieres de US$ 4 bilhões

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Concepção do destróier Zumwalt DDG-1000 disparando seus canhões de 155 mm

O futuro destróier USS Michael Monsoor da classe “Zumwalt”, construído no estaleiro de Bath Iron Works, no Maine, é o segundo de uma classe de três navios de alta tecnologia com cascos difíceis de detectar, um enorme convés de voo para helicópteros e drones, e uma sofisticada rede informática a bordo.

O Monsoor, batizado em homenagem a um Navy SEAL, que morreu no Iraque em 2006, custou cerca de US$ 4 bilhões, sem incluir os US$ 10 bilhões que a Marinha gastou em pesquisa e desenvolvimento para a classe, de acordo com o Serviço de Pesquisa do Congresso. A US Navy tinha inicialmente previsto comprar até 32 dos novos navios, mas, em última análise, cortou a produção planejada para apenas três, devido ao alto custo por navio.

Provavelmente, a peça central do projeto dos navios é o Advanced Gun System, um canhão exclusivo de 155 milímetros de calibre que pode disparar munições guiadas por GPS até 60 milhas. Cada navio da classe “Zumwalt” tem dois AGSs, juntamente com lançadores verticais para pelo menos 80 mísseis.

A ideia era que os Zumwalts pudessem navegar perto das praias inimigas e bombardear as defesas com projéteis inteligentes, abrindo o caminho para o desembarque dos marines americanos.

AGS de 155 mm

Mas à medida que o número de navios da classe encolheu, também reduziu o número de projéteis de 155 mm que a Marinha precisava para armá-los. Um Zumwalt pode armazenar até 600 projéteis em seu paiol. À medida que o volume de produção se contraiu, as eficiências diminuíram e o custo por projétil subiu para quase US$ 1 milhão.

No final de 2016, a Marinha admitiu que não poderia gastar US$ 600 milhões por navio para armar apenas três navios com carga de munição completa. O serviço cancelou o primeiro lote planejado de 2.000 projéteis e também suspendeu um esforço de US$ 250 milhões para modificar os AGSs para serem compatíveis com munições diferentes e mais baratas.

Essas mudanças deixaram os mais novos e sofisticados navios de guerra da frota americana sem a sua mais importante munição e deixaram a Marinha lutando para encontrar novas missões para os navios. Após meses de deliberação, no início de janeiro, a Marinha anunciou que os Zumwalts passariam de bombardear praias para caçar outros navios. O Zumwalt “servirá como um recurso de ataque de superfície focado que pode ser desdobrado com armas de longo alcance existentes”, disse o tenente Lauren Chatmas, porta-voz da Marinha.

A munição especial de 155 mm do AGS acabou ficando muito cara

Há apenas um problema com esse plano. A Marinha não possui mísseis antinavio  suficientes para os lançadores dos Zumwalts. E provavelmente não terá por muitos anos.

Durante décadas, a Marinha não enfrentou nenhum grande rival no oceano aberto. Como conseqüência, permitiu que seu arsenal de mísseis encolhesse e se tornasse obsoleto, mesmo que a Rússia e a China desenvolvessem mísseis de destruição de navios cada vez melhores.

O míssil antinavio russo de maior alcance hoje pode atingir os navios dos EUA a até 300 milhas de distância. O atual míssil americano de mais longo alcance, o antigo Harpoon dos anos 1970, pode alcançar apenas 125 milhas. “Os combatentes de superfície hoje não podem engajar submarinos, navios de superfície ou aeronaves fora do alcance de mísseis antinavio inimigos”, alertou Bryan Clark, analista do Centro de Avaliação Estratégica e Orçamental, com sede em Washington, DC, em um estudo de 2014.

No final de 2017, a Marinha finalmente começou a comprar novos mísseis antinavio de mais longo alcance capazes de voar pelo menos a 200 milhas. Mas o novo Long-Range Anti-Ship Missile (LRASM), como é conhecido, é caro. A Marinha comprou apenas 23 dos mísseis em 2017, por um custo total de quase US$ 90 milhões. Carregando todos os 80 lançadores de mísseis do Zumwalt com a nova munição poderia custar US$ 300 milhões.

LRASM

Entende-se, isso é menos do que o preço de uma carga completa de munições inteligentes de 155 mm. Mas o alto custo dos mísseis limita o quão rápido a frota pode adquiri-los. Pode levar anos, até que haja munições suficientes no arsenal para armar os três Zumwalts, para não falar de equipar os aproximadamente 80 outros destróieres e cruzadores da Marinha.

Os analistas dizem que estão otimistas de que, com novas armas e outras atualizações, eventualmente a classe Zumwalt será efetiva. “Um navio de guerra grande e poderoso como o Zumwalt foi construído desde o início para ser flexível e adaptável”, disse Eric Wertheim, um especialista naval independente e autor de Combat Fleets of the World.

Uma parte fundamental disso será não tentar adaptar um novo sistema em planos antigos, de acordo com Peter W. Singer, analista militar da New America Foundation. “E também estar disposto a explorar a criação de novos sistemas nele”, disse Singer.

Para esse fim, a US Navy disse que em breve anunciará planos para modificar os Zumwalts para serem melhores destruidores de navios. As mudanças, que podem incluir novos sensores e novos tipos de mísseis, fazem parte da proposta de orçamento da Marinha para 2019.

Uma coisa é certa. Por vários anos, pelo menos, os mais novos navios de guerra da Marinha dos EUA não terão uma carga total de armas para as missões que a frota espera que eles realizem.

FONTE: Motherboard

70 COMMENTS

  1. Como comentei na postagem anterior, a corrida entre o F-35 e isso aí pelo título de maior trapalhada dos EUA em matéria de defesa está frenética…

  2. Aliás, se era tão importante assim que tivesse canhões de 6 polegadas, um cruzador de 7.000 toneladas pode ter 8 desses e ser bem mais efetivo, e barato, em ataques à cabeças de praia. Pena que o Peru aposentou o último dessa espécie ano passado…

  3. Outra coisa também é certa…ainda levará muitos anos para que todos os 3 estejam operacionais. Até lá muita coisa pode mudar.
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    O “Michael Monsoor” só será aceito pela US Navy daqui há alguns meses e mais alguns se passarão até que ele seja comissionado. Depois de alguns meses de testes ele passará todo o restante do ano de 2019 pela manutenção pós comissionamento…com sorte sua primeira missão ocorrerá em 2021, mesmo ano que se espera o terceiro e último da classe será comissionado para eventualmente sair na sua primeira missão em 2024.
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    O primeiro lote de 23 mísseis e futuros lotes atenderão os bombardeiros B-1 da USAF e os
    Super Hornets da US Navy…aeronaves continuam sendo o meio mais eficaz de utilizar mísseis anti navios.
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    Só mais tarde serão ou deverão ser disponibilizados novos mísseis compatíveis para combatentes de superfície…e obviamente não se espera que todos os 80 silos terão um…mísseis “Tomahawks” para ataque terrestre ou adaptados para ataque a navios, ESSMs e o “ASRoc” também deverão fazer parte do arsenal de um “Zumwalt”

  4. AL…
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    não dá para comparar os 2 canhões e a munição especializada “LRLAP” no bombardeio à
    posições em terra com canhões e munição convencional de um cruzador como o que a marinha
    peruana recentemente retirou de serviço…eles fariam muito barulho e fumaça com certeza, mas, no fim, os alvos não seriam atingidos com a mesma eficiência.

  5. Daltão,
    Na verdade ainda não está definido se o LRASM deverá ter versão com booster, lançado de superfície. Provavelmente esse navio deverá ser armado com versões de duplo uso do Tomahawk Block IV.

  6. Caro Dalton.

    Eu sei disso. Mas a matéria fala que o grande problema é o custo, e é aí que entra minha ideia. Um Cruzador convencional sairia mais barato. Pode-se pegar munição com propulsão auxiliadas por foguetes que teriam maior alcance sem infartar algum ministro de finanças por aí… 🙂 Sei que ainda assim a precisão estaria longe, mas que seria mais barato, isso seria…

  7. É o que digo especialização demais cria uma águia em extinção..,,mortífera, mas difícil de existir em qtde, vira mosca branca e bala de prata..
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    Depois vem um sujeito que resolve reciclar foguetes burros de artilharia 160mm e espeta um sdb de 125kg na ponta e pronto, por alguns milhares de dólares vc consegue quase o mesmo efeito ou dependendo do uso, até uma saturação maior….lógico que o espaço e qtde disponíveis entre um e outro seria bem menor no navio, mas o conceito da GLSDB permite instalação até em lanchas devido ao sua portabilidade. ahhh, mas o Zumwalt é stealth……ok, aí alguém põe a GLSDB num Excelente exíguo SSk de 1,5 ton e pronto….logo logo alguém faz isto aí é o elefante branco começa a ficar mais pálido ainda….sei que posso exagerar na figura pois o zumwalt é muito mais, mas na boa….que fica atropelado no seu ciclo de vida fica ….

  8. Dalton,
    Será que o canhão será adaptado para o disparo de munição de 155 mm convencional. Bem ou mal uma Excalibur teria alcance de pelo menos 50 km disparado por esse canhão e seria mais letal que o projétil de 127 mm, padrão.
    E se fala em versões do GMLRS com até 120 km de alcance que poderia ser lançado dos lançadores Mk-57 num arranjo quádruplo. Se adaptado o GLSDB para lançamento vertical o alcance máximo passa dos 180 km e também 4 poderiam ser instalados em cada célula.
    Chutando, se 40 células forem utilizadas e se teria 160 GMLRS/GLSDB com alcance de até 180 km, mais 28 células com Tomahawks Block IV com alcance de 1800 km e 12 células com 48 ESSM.
    E ainda teriam 900 projéteis de 155 mm com alcance de até 50 km.

  9. Exato Bosco…por conta disso escrevi que só mais tarde serão ou deverão ser disponibilizados,
    pois por enquanto o “lobby” do “Tomahawk anti navio” é muito forte…de qualquer forma, não se espera que muitos silos sejam ocupados por um míssil anti navio…normalmente 8 “Harpoons”tem sido a norma …e mesmo navios mais especializados em defesa AA como os “Burkes” possuem um complemento de “Tomahawks” para ataque terrestre também.
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    Ainda acho que metade dos 80 silos será para “Tomahawks” para ataque terrestre ainda mais com a baixa dos SSGNs em meados da próxima década e os demais 40 silos abrigarão mais “Tomahawks” para ataque a navios ou míssil equivalente , ESSM e ASRoc.

  10. A classe “Zumwalt” também servirá para mostrar a bandeira e isso um submarino não consegue fazer com o mesmo efeito…e é muito provável que missões de “presença” ocuparão muito do tempo de mar desses navios.
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    Também será útil em missões humanitárias…é o chamado “soft power” e isso não deve ser negligenciado ou ridicularizado…é uma missão importante para os EUA e continuará sendo.
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    Se amanhã ou depois a tecnologia para um “rail gun” ou “coil gun” vingar de fato, provavelmente valerá a pena remover os canhões atuais e substituir por novas armas.
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    A US Navy eventualmente encontrará uma missão adequada para tais navios…acho prematuro chama-los de “elefantes brancos”.

  11. Os gastos são tantos e tão grandes que vão acabar comprometendo toda a estrutura das forças armadas americanas… não creio que esse tipo de desenvolvimento/gasto seja sustentável se o país entrar em conflito em um futuro breve… gastar mais de 500 US$ milhões só em munição para os canhões principais de 1 navio, chega a ser ridículo…

    *Em termos de valor, o Zumwalt leva uma fragata leve completa no paiol rsrsrs.

    Vai acontecer igual a teoria que diz que os dinossauros fora extintos devido ao seu grande tamanho, cresceram demais a ponto de que não podiam se sustentar…

  12. Os EUA estão em uma corrida militar e tecnológico frenética com a China, a mesma que tiveram nos anos 80 com a URSS com relação ao Programa Guerra nas Estrelas.

    Na época quem quebrou foi a URSS e o Império soviético, e agora quem quebrará …..

  13. Alex…
    .
    a classe “Zumwalt foi cancelada…até tentou-se cancelar a construção do terceiro navio, mas, chegou-se a conclusão que a economia seria pequena diante de multas contratuais.
    .
    Também não se irá mais adquirir a munição cara para eles…não há mais economia de escala para apenas 3 navios.
    .
    A US Navy não está totalmente satisfeita com seus “Arleigh Burkes”, mas, é o que se tem para o momento e a construção deles foi retomada.
    .
    O que resta fazer agora é encontrar uma função mais adequada para os 3 navios, mas, eles
    estão longe de ser inúteis…80 silos verticais de mísseis ainda é muita coisa, amplas instalações para aeronaves, muita energia elétrica, capacidade para mais inovações e uma tripulação que é metade da necessária para um “Arleigh Burke” o que irá baratear o custo
    operacional durante os 40 anos de serviço, são cartas na manga.

  14. E quando eu falo que o preço de muitos armamentos é absurdo muita gente discorda.
    Ou concorda, mas justifica que é porque são complexos, etc.
    Percebo nesses casos muita lambança.
    Na minha opinião, nenhum desses armamentos deveria ser caro.
    500 milhões só em munição? A munição é feita de ouro?
    Em primeiro lugar os custos já deveriam ser de conhecimento prévio. Tanto desses navios quantos das munições.
    Não se pode começar um projeto sem noção do seu custo.
    4 bilhões de dólares por um navio é muito dinheiro. Parece que perderam a noção do absurdo.
    Ah, mas é moderno. Mas e daí?
    Modernidade não é sinônimo de carestia.
    Ninguém reinventa a roda.
    Mesmo quando reinventa, isso não precisa custar bilhões.
    Não sei quem coloca os preços nessas armas.
    Acho que seria mais econômico o governo americano ter uma “empresa” própria fabricando e desenvolvendo armamentos e aceitar parcerias com outras empresas se estás últimas oferecessem boas soluções a bons preços.
    Certamente qualquer coisa que os americanos fizerem por 4 bilhões os chineses farão por 100 milhões.
    Desenvolver algo é mais conhecimento e projeto.
    Projeto hoje em dia se faz no computador e usando túneis de ventos ou, no caso de navios, os testes equivalente.
    Quanto aos materiais aço é barato.
    Quanto à mão de obra, tamanho maior até ajuda a derrubar preços.
    Muita coisa hoje em dia não é mais feita à mão.
    Cortar e moldar chapas por exemplo.

  15. se a china conseguir desenvolver o canhão magnético e instala-lo no type 055 conseguirá uma grande arma para rivalizar com o zumwalt a um custo bem mais razoável…

  16. A única solução é fechar os poucos estaleiros nos EUA que constroem navios de guerra e
    comprar da China, onde a mão de obra é barata, o governo é transparente, não há
    corrupção, enfim, o melhor dos mundos.
    .
    Quanto a chineses fazerem por 100 milhões o que os EUA fazem por 4 bilhões é um
    enorme exagero…vamos ver por quanto sairá o futuro NAe de propulsão nuclear com catapultas eletromagnéticas equivalente do USS Gerald Ford que os chineses proclamaram que irão construir…só não vale usar engenharia reversa ou espionagem industrial.

  17. BMIKE…
    .
    a classe “Zumwalt” foi cancelada e não é nem nunca foi concorrente do T-055, são navios
    com missões diferentes.
    .
    Mais realisticamente seria comparar um “Arleigh Burke”, apesar de menor que um T-055 armado com tal canhão.

  18. Nonato propõe resolver a questão do alto preço dos equipamentos militares americanos criando uma estatal nos EUA. Essa foi muito boa!

  19. Essa questão dos altos valores de equipamentos militares, caças e navios principalmente, estão fazendo que soluções paliativas de hoje sejam provavelmente a solução definitiva no futuro. Caças, por exemplo. Dado o alto custo, estão proliferando os projetos e aquisições de Turbo Hélices, como o Super Tucano e outros por aí, por exemplo. No campo naval, creio que a decisão da MB quanto ao Projeto Tamandaré é acertada, mas teria de adquirir logo uma dúzia, antes que encareça demais tb…

  20. Reportagem meio fantasiosa, o missil antinavio russo com maior alcance tem uns 500 km ( granit) sendo esse da ex-urss o missil russo mais moderno com maior alcance o bramahos tem 300 km, a versão mais nova do harpoon tem um alcance d 275 km. Mas mesmo assim num conflito naval moderno ngm teria solução de tiro nessas distâncias, so mesmo os EUA, sem contar que com um porta-aviões e aeronaves embarcadas vc pode atacar muito mais longe, entao meio que hj n há uma urgência em comprar novos misseis anti navio.

  21. Augusto L 5 de Fevereiro de 2018 at 15:49

    Eu tinha como alcance do KALIBR uma distância de 670 km e do BRAHMOS 500 km. São dados da internet, não sei se confiáveis, mas é uma diferença significativa dos valores informados por você.

    Galante, é possível confirmar os valores reais de alcance?

  22. Marcov tbm ja vi do brahmos que é d 500km mais ja vi tbm muita gente dizendo q n passa d 300km, sobre o kalibur pra mim era um missil d cruzeiro e não um anti-navio, eu sei que o kh-35 é um anti navio bem semelhante ao harpoon sendo que há uma versão terrestre com 200 km q tem dois estagios sub e supersonicos mas um kalibur anti navio nunca soube .

  23. Mestre Dalton,
    .
    O Zumwalt é um elefante branco sim….
    .
    Poderoso de fato, e quem ficar de baixo de sua parta será realmente esmagado….mas….
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    Quantos elefantes deste existirão…? É o que disse….
    .
    O Zumwalt é uma releitura moderna dos Iowa….foi idealizado para ser o martelador, o esfacelador das defesas costeiras….e não duvido de sua capacidade. é por isto que foi desenhado em torno de sua peça de 155mm, o NSFS, a capacidade altamente sustentada de fogo continuo a longa distancia e não obstante, uma vez destinado a ser o martelador, ser stealth obviamente para mitigar eventual localização sua e risco de contra-golpes….seria o grande martelo de Thor estas peças de 155 mm …. mas o problema dele foi a abordagem…
    .
    Abordagem muito cara para fogo sustentado….sei que ele pode ter outras funções mas isto ocorreria com qualquer outro navio tambem com custo bem menor e consequentemente, maior quantidade…
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    A maior parte do fogo esperado seria para alvos fixos e neste caso, o exemplo da SDB na numa plataforma GLSDB “””basico”””” deve estar custando na casa dos US$ 50 mil….não sei quanto custaria o fogute para arredondar isto ai mas sabemos que é a menor parte….forçando muito ficaria US$ 100 mil cada mas duvido que custem isto ao menos no basico ( que já faz coisa pacas embora somente os novos blocks atinjam alvos moveis)….
    .
    Daí mestre, sei que um Sub nunca terá espaço similar a um navio para embarque de arsenal, mas encaixar 120 destes num sub barato é de carcar o boné quando voce compara….realmente não acho que o Zumwalt seria mais stealth que um sub….ao tempo que pelo preço, quantas plataformas desta voce não conseguiria armadas cada um com 120 SDB´s…? chegariam na costa invisivel e dariam praticamente o mesmo efeito….quantas toneladas de seção seriam acrescentadas para vc enxertar isto num SSK com arsenal e tudo….? acho que nem daria 300 ton…
    .
    Depois do advento deste tipo de equipamento, fogo de saturação sustentada passou a ser possivel de implementação até em submarinos pequenos….o quadro mudou mais rapido que a finalização que o Zumwalt….

  24. Esses contratos na área de defesa dos EUA fazem os escandalos da Petrobrás parecerem dinheiro de pinga. A diferença é que os “rombos” nos orçamentos dos programas são todos legais. Tudo devidamente previsto em contrato.

  25. Robsonmkt,

    Uma pesquisa rápida, é possível ver que a US Air Force tem 195 Lockheed Martin F-22 Raptor. Não sei onde está a palavra inviável ai. E poucos países tem quase 200 aeronaves de um mesmo tipo.

  26. Eles deram um bobeira danada deixando os russos avançar ,imagino que os chineses vão também passar a frente e claro com essa noticia os russos vão aumentar mais o alcance de seus misseis,mesmos que eles não sejam tão efetivos ,só pra propaganda.O dindim não tá facil para nenhuma marinha.é me parece que nem para a marinha russa que está só reformando ,novo pouco tem.mas os chineses estão aproveitando aço barato e farta mão de obra e construindo navios as dezenas,longo passa a russia em embarcações e daqui uns 15 anos passam os EUA.Ainda mais que os EUA ficam inventando navios caros de construir é caros de manter.

  27. Para serem tão caros estão escondendo o jogo, tem armas secretas, e isso de não ter dinheiro é jogada política pra conseguir mais dinheiro, blefes. Suspeito que todas das caríssimas novas armas americanas tem seus segredos de novas tecnologias que não são expostos a mídia, talvez nem ao próprio congresso.

  28. Bom, a maioria dessas armas sai por milhões, bilhões…
    Dalton, desculpe qualquer coisa.
    Sei que você é do ramo e gosto muito dos seus comentários.
    Mas quanto a fechar estaleiros o que vemos são eles cobrando os olhos da cara.
    O caso desses Zumwalt.
    Queriam fazer uns 30 ficou em 3.
    Isso não gera desemprego?
    Oneram desnecessariamente o erário público, aproveitam-se do contribuinte e ainda atrapalham a defesa do país.
    Uma boa empresa de defesa oferece bons produtos a preços razoáveis.
    Desenvolver um bom caça e vende-lo a um bilhão de dólares significa que o projeto é ruim porquanto inexequível economicamente e na prática.
    Quando falei numa estatal, vi em alguma matéria recente que eles têm algum centro de pesquisa e desenvolvimento.
    A própria NASA, embora não seja exemplo de baixos custos, porque abarca o mundo (aliás as galáxias) com as pernas, é uma “estatal”.
    Agora estão aparecendo outras empresas privadas.
    Mas é bom lembrar que até foguete russo a NASA está usando.
    Será que os americanos não conseguem desenvolver um bom foguete a custos razoáveis?
    Acredito que colocam valores altos em tudo e ninguém questiona.
    Tipo um iPhone vendido por 5 mil reais.
    Só marketing.
    Pode ter uma boa qualifidade mas os custos certamente não passam de uns 100 reais.
    Estou usando analogia do nosso dia a dia pois no mundo da defesa empresas e governos só conversam na casa dos milhões e bilhões.
    Se os governos pressionassem, certamente os “custos”, ou melhor, preços, cairiam.
    Agora só aparece notícias… Ah, depois de concluído o projeto, se percebeu que cada um vai sair por 3 bilhões. O governo não pode pagar…
    Ah, vamos cancelar.
    Mas a empresa vai cobrar multa.
    Está pior do que o caso que estão falando que ocorreu com a Novaer.
    Desenvolveu um avião novinho para os árabes e não recebeu o dinheiro?
    No mundo da defesa as empresas enchem a boca e dizem – esse caça é 300 MILHÃO!!!
    E os governos aceitam…
    Tem que mudar isso.
    Os países ocidentais estão a beira do precipício.
    O capitalismo selvagem destruindo orçamento público e abrindo espaço para os países comunistas que fabricam a baixos custos.
    Não vêem a situação da Inglaterra?
    Os EUA devem 20 trilhões de dólares, grande parte consumido pela defesa.
    Provavelmente, numa guerra, compram água mineral nos EUA e mandam de avião para o oriente médio…
    Não viram o custo da comida para Roraima?

  29. Quantidade ainda é um valor em si. Não adianta ter 4 navios ultra mega eficientes, com a mesma capacidade de 12 navios da classe precedente, para patrulhar os sete mares. Vai faltar navio.
    De que adianta ter 2 canhões “superfodásticos” mas cuja munição é tão cara que vc não pode comprar. Não era melhor fazer algo menos eficiente mas mais acessível e compensar a menor eficiência com uma quantidade maior?
    Sei lá, os EUA estão perdendo a mão na indústria de defesa. Só 2 fabricantes de caças, dois fabricante de submarinos, um fabricante de porta aviões, nenhum fabricante de transportes estratégicos. E com os preços praticados, a tendência é não haver encomendas para todos. E a capacidade também parece estar ficando menor. A Boeing está encontrando enormes dificuldades para transformar um avião comercial que ela fabrica há 30 anos em um avião tanque, coisa que já é feita em todo o mundo há décadas. Projetos são iniciados, gastam-se bilhões e depois são abandonados.
    Se continuarem a dar mole vão perder a liderança para quem tem menos recursos mas mais foco e clareza de objetivos.

  30. Eduardo.
    Resumiu meus pensamentos.
    Estou por fora desse avião tanque.
    Mas se for como você falou, concordo plenamente.
    Aviões tanques são fabricados há décadas.
    Se uma empresa grande está enfrentando dificuldades há algo muito estranho.
    Alguns vão dizer que é complexo, que há novas tecnologias e que é muito caro.
    Abastecer aviões é algo antiqüíssimo…
    Até parece brincadeira
    Até agora ninguém mostrou onde estão os custos dessas armas…
    De ouro não são.
    Agora sempre que um avião novo voa há 200 funcionários olhando.
    Entra o custo do caminhão pipa e da chsmpgne?

  31. Na parte de custos eu concordo com o pessoal

    Quem trabalha na área de eletrônicos/automação sabe que os custos de fabricação desses componentes e algo bem barato… O que encarece esse tipo de produto e a diluição dos custos de pesquisas e a mão de obra para tal… esses sim costumam ser bem caros

    Como a noticia da a entender que todos esses custos com pesquisas foram pagos pelo governo, não tem motivo dos mesmos serem diluídos nas unidades de produção.

    Baseando nisso não tem lógica uma munição que provavelmente não tem um sistema de propulsão próprio custar praticamente o mesmo que um míssil de cruzeiro mesmo ela sendo guiada por gps.

    Não estou criticando o equipamento, mas realmente fica estranho depois de bilhões investidos descobrirem só no final que o projeto ficaria inviável e deixar por isso mesmo.

    Boa parte das empresas iriam a falência se utilizassem desse raciocínio pra desenvolver seus produtos

  32. mateus 5 de Fevereiro de 2018 at 18:43

    O projeto do F-22 previa a construção de 400 aeronaves, mas foram construídas 196. E a hora de voo desse pássaro tem o custo de US$: 59.000,00. Some a isso o fato de cada piloto, segundo a OTAN, deve ter em torno de 190 horas de voo anuais. Faça as contas. Isso gera um gasto anual de mais de US$: 11.000.000,00 por piloto adestrado nessa aeronave. Agora, imagine o custo para manter um esquadrão operacional. A linha de produção do F-22 foi encerrada pelo custo altíssimo da aquisição da aeronave, mas manter esse bicho voando e caro, muito caro.

    https://www.flightglobal.com/news/articles/f-35a-cost-and-readiness-data-improves-in-2015-as-fl-421499/

  33. Vale salientar que essa é a terceira tentativa frustrada da USN em oferecer uma munição de grande alcance e precisão a seus navios. As duas primeiras (ERGM e BTERM) obedeciam basicamente ao mesmo conceito, com um motor foguete integrado ao projétil.
    Fala-se de uma versão da Excalibur em calibre 127 mm e do projétil HVP que utiliza o conceito “sub-calibrado” combinado com canhões de cano longo.
    E para um futuro incerto o EMRG (railgun). Mas do jeito que a coisa anda ou contratam o Nonato pra gerenciar o desenvolvimento de tecnologia sensível ou os EUA dessa vez quebra porque qualquer parafuso lá tá custando os olhos da cara. E o tempo de desenvolvimento que na era analógica era de anos hoje em plena era digital é contado em décadas. Os EUA começa uma ideia e a China termina primeiro.
    Ta feia a coisa!!

  34. Nonato e demais …
    .
    A classe “Zumwalt” foi cancelada, assim como foi cancelada a classe de submarinos “Seawolf”
    que igualmente ficou em apenas 3 unidades…no lugar estão sendo construídos mais
    DDGs da classe “Arleigh Burke”, assim como no lugar dos “Seawolf” se passou a construir os
    SSNs classe “Virgínia” , na verdade já está em planejamento o “Arleigh Burke III” e o “Virgínia
    Block V” que apresentarão novas tecnologias.
    .
    Portanto não está ocorrendo desemprego pelo cancelamento da classe “Zumwalt”, apenas
    substituiu-se um navio que não apenas era caro, se bem que, não seria tão caro se os 32 fossem produzidos, mas, a principal missão desse navio, deixou de ser prioridade.
    .
    Quando percebeu-se tudo isso…já era tarde demais, contratos haviam sido assinados, material já havia sido encomendado, pessoas contratadas, etc, o que se pode fazer foi reduzir a encomenda para três unidades…e não há nada de estranho nisso…não foram construídas 4
    corvetas classe “Inhaúma” para só então corrigir “erros” na quinta, a “Barroso” ?
    .
    Quanto ao pequeno número de estaleiros nos EUA capacitados para construção militar é uma questão de demanda…não adianta ter mais e milhares de trabalhadores a mais se não há uma demanda…não há orçamento compatível.
    .
    Quanto à redução de números de plataformas…hoje uma aeronave de última geração é capaz de fazer o trabalho de várias de gerações anteriores…números são importantes, concordo, mas, há uma falta de pilotos e pessoal de manutenção também…e mais pilotos e pessoal de manutenção torna tudo mais caro, então ter menos tem suas vantagens também.
    .
    Não estou dizendo que não ocorrem excessos nem erros…apenas acho um exagero tais críticas, e aconselho que acompanhem também as muitas “pisadas de bola” de outros mundo afora…inclusive Rússia que é vista por muitos como exemplo de eficiência.
    .
    E também não acho que a China seja exemplo para ninguém.
    .
    abs

  35. Isso só evidencia um fato:

    Mesmo superpotências terão que fazer um mix tecnológico de suas forças militares: uma “ponta de lança” reunindo o melhor da tecnologia furtiva para o primeiro golpe e os convencionais para terminar o serviço.

    Uma força aérea com somente F-22/F-35 é uma Marinha somente com Zumwalt é inviável.

  36. Sem dúvida Rafael…só no caso do “Zumwalt” há de se considerar que havendo apenas 3 unidades, todas as três baseadas em San Diego, quando muito, uma estará em missão, as outras duas em treinamento e/ou manutenção, ou seja, pouco impacto virão a ter em operações, ao contrário de algumas dezenas de F-22/F-35 complementando outras dezenas de F-15s, F-16s FA-18s, B-1, B-2, B-52 etc.
    .
    Talvez um futuro combatente de superfície, mais flexível, visando substituir os atuais cruzadores, seja construído em número mais significativo que a classe “Zumwalt”…uns 18 digamos, então se terá uns poucos e caros cruzadores apoiados por um maior número de DDGs e mesmo novas fragatas e LCSs.

  37. Creio que o interessante seria comparar a performance e custo efetividade deste tipo de munição com um míssil (relativamente) equivalente. Tomando em conta o contrato dos nossos penguins vemos que o custo é superior ao custo dessa munição, mesmo se considerássemos uma aquisição mais volumosa acredito que o custo seria superior… Porém a comparação não é tão simples, qual é a carga entregue? Qual a precisão? Etc…

    De qualquer forma esse tipo de munição incrementa em muito as capacidades do navio e da arma em si (embora o custo desse canhão seja bem alto).

    Para um saudosista fica a tentação de conceber um navio sem mísseis e armado com esse 155 ou o 127 + Volcano, pra citar os europeus… + um 76 SR, a la projeto original das Absalon e um par de 40mm…

  38. Mestre Dumont,
    .
    São armas diferentes, para necessidades diferentes, embora eu seja um critico do Zumwalt, temos de ter isto em vista.
    .
    O papel principal do Zumwalt quande de sua concepção, era similar aos antigos encouraçados Iowa…espera-se ou esperava-se que ele por meio de seus canhões de 155 mm e faixa de 120 – 150km de alcance, martele as defesas costeiras de paises ou até aproximando-se, consiga com este alcance tambem desmantelar em profundidade. Para tal, conta com tecnologia stealth ( mitigar a identificação de sua localização), misseis de longo alcance para alvos mais estratégicos e cirurgico como todo e qualquer cruzador mas principalmente, seus canhões de 155 mm para arrasar o resto das defesas….
    .
    Qual a diferença do 155 mm e dos outros misseis se ambos possuem capacidade cirurgica? é que aos canhões será destinado o fogo sustentado….continuo e persistente, sem pausas…algo bem parecido as operações de NSFS…misseis ocupam muito espaço e desta forma, são limitados em quantidade….bala de canhão não, o paiol armazenado é bem maior e o numero de disparos é quase desproporcional entre um e outro….O projeto destes 155mm eé o de conseguir aliar o alcance e precisão dos misseis junto a quantidade de disparos possibilitada por estes canhões….
    .
    O problema é que a munição ficou mais cara que o missil!!!! e daí começa a conflitar as prioridades entre um e outro, algo começa a sobrar e não fazer sentido.
    .
    Outro problema de abordagem é…..” – Quantas vezes voce precisa acertar com precisão o seu alvo????””….isto é um dilema…..eu ao menos realmente levaria isto em conta, pois a coisa fica cara e arriscada colocanto todo seu arsenal numa cesta só…..
    .
    O cep e alcance deste projetil é fabuloso….mas a questão é bem esta….com esta taxa e alcance dimensionado….quantos disparos voce irá de fato realizar numa mesma batalha antes de outra??? parece-me um circulo vicioso…são 600 disparos, poderiam ser diluidos em navios menores? certamente sim, mas provavel exija um senhor casco para suportar todo o efeito cinetico e sistemas de armas dele….então o navio tem de ser grande, se grande, então mais espaço e mais caro….se é um artilheiro, então dentre todos da frota, será aquele que se aproxima mais do inimigo e assim, então largo emprego de tecnologia stealth, fica mais caro ainda…vira um redemoinho….
    .
    É por isto que mencionei as GLSDB, um sistema de armas muitissimo menor e mais leve no conjunto, embora os foguetes com a bomba (SDB de 125) na ponta sejam maiores e mais pesados permitindo um menor estoque, custam 10% a 20% de toda esta solução pensada ai de cima fazendo quase o mesmo…e mais, o conjunto é ridiculo em tamanho pois advem da evolução de um MRLS ( caminhão)….olha a diferença….cabe até em pequenos barcos de 500 ton….passando a ser apenas uma questão de quantidade transportada no barco….voce pode carregar 12 ou 120 deles….mas com o detalhe mais importante…precisão cirurgica tal e qual…
    .
    Faltaria então apenas ser tão stealth quanto o Zumwalt para se aproximar ( embora o alcance das GLSDB esteja entre 90km-120km)…mas quer algo stealth??? e dos bons tão ou melhor quanto???bota estas 120 GLSDB num SSK barato tanto quanto um 209 ( apenas para exemplo) com algumas seções a mais para levar os lançadores….seria uma solução muito mais barata e eficaz com menor risco de projeto e ciclo de vida util…quantos de um e outro não seriam possiveis pelo mesmo budget??

  39. Carvalho,
    Voltando mais um pouco no tempo, o conceito do Zumwalt vem do chamado “arsenal ship” que propunha ter centenas de células de lançamento vertical para Tomahawks (alguns conceitos tinham mais de 500 células) e canhões de 155 mm. Seria um navio de baixo custo mas com a destinação de 4 submarino Ohio como portador de mísseis Tomahawk e com o término da Guerra Fria esse programa acabou ficando menor e virou a classe Zumwalt.
    Com a grande quantidade de células Mk-41 e Mk-45 (dos submarinos) e nos tubos convertidos dos Ohios houve um desinteresse pela classe e propuseram um mini arsenal dando mais ênfase nos canhões que nos lançadores de mísseis com míseros 80 células para mísseis. Lembro que todo mundo foi tomado de surpresa com essa quantidade de mísseis sendo que todos apostavam em pelo menos 128 células.
    Na época pensou-se que a maior dimensão e capacidade das células Mk-57 pudessem abrigar pelo menos dois mísseis Standard SM-2 MR, o que se comprovou equivocado. O foco da classe Zumwalt que seria um navio multifuncional, inclusive com capacidade antibalístico, ficou por conta dos canhões para apoio de fogo, mas mais relevante ainda, a neutralização de alvos sensíveis dentro do alcance da munição de precisão LRLAP que poderia chegar a quase 100 milhas.
    A munição para apoio de fogo seria a convencional com cerca de 800 unidades, enquanto a munição LRLAP seria utilizada para neutralização de alvos de alto valor, com cerca de 100 unidades a bordo.
    Já vi propostas de trocar um dos canhões por 62 células do lançador Mk-41 e de adaptar os foguetes GMLRS (M-30, M-31 e M-31 Plus) e GLSDB para lançamento vertical o que iria prover a capacidade de neutralizar alvos de alto valor com cerca de 256 unidades, ficando as 80 células pra Tomahawks e ESSMs.

  40. Bosco…
    .
    me disseram uma vez e acredito que seja uma fonte fidedigna…que não adianta ter muitos silos verticais porque não haveria mísseis suficientes para todos eles e faz sentido.
    .
    Os 122 silos de um “Ticonderoga” me parecem exagerado…os 96 de um “Arleigh Burke IIA”,
    parecem mais realistas e mais próximos dos 80 do “Zumwalt” e com a capacidade de se abrigar 4 ESSM em um único silo, reservando-se 8 silos para ele, significa 32 ESSM e
    outros 72 mísseis de outros tipos, no caso de todos os 72 silos restantes serem ocupados.

  41. Realmente tem algo de muito estranho acontecendo por lá e não só na área militar.
    Hoje mesmo estava lendo uma reportagem sobre o lançamento do novo super foguete da Space X quando surgiu um dado bem interessante.
    A NASA esta desenvolvendo um super foguete de capacidade similar de carga (70 x 64 toneladas) só que com um pequeno e importante detalhe. O foguetão da NASA tem um custo estimado para cada lançamento de, pasmem, US$ 1 bilhão, ao passo que o da Space X seria de US$ 90 milhões. O da NASA esta em projeto e o da Space X já esta em seu primeiro voo de teste.

    Reportagem aqui: http://www.bbc.com/portuguese/geral-42953689

  42. De forma simples, se cada tiro te causa mais prejuízo do que o que você consegue infligir ao inimigo, algo está muito errado e essa situação tem que ser revertida.

    Ou outra munição mais barata e tão eficiente quanto será desenvolvida, ou a arma como um todo será substituída.

    Ou então se guardará as munições para se usar somente em alvos de altíssimo valor (a famosa bala de prata). O que não parece fazer sentido no cenário atual.

  43. Li na Warship IFR que os navios da Classe Zummwalt se tornaram verdadeiros “micos” na US Navy. São navios que não possuem mais uma razão que justifique terem sido construídos.
    Por serem navios caríssimos, a US Navy desistiu de colocar o sistema AEGIS neles, para não elevar mais ainda o preço, e consequentemente eles não tem os mísseis Standard (para defesa anti-aérea de logo alcance e também contra ataques balísticos) ficando apenas com os mísseis ESSM, de curto/médio alcance.
    E sem os misseis Standard, talvez ele venha a precisar de uma escolta navegando junto para protegê-lo, e essa escolta navegando junto iria inviabilizar a furtividade dele pois um Arleigh Burke é muito menos furtivo do que ele e acabará delatando a posição do Zummwalt.
    E para completar, não vai ter também as granadas especiais de 155 mm, o que inviabiliza completamente o propósito do navio.
    Não sei em que pé está a construção do terceiro da classe, o Lyndon B. Johnson. Se estiver num estágio que valha a pena cancelar, eu cancelaria, se fosse o chefão da US Navy.
    Com o preço de 1 Zummwalt deve dar pra comprar uns 2 Burkes !

  44. Marcelo…
    .
    a construção do futuro USS Lyndon B Johnson não será cancelada…até foi discutido isso, mas,
    devido ao estado adiantado e multas contratuais a economia teria sido muito pequena e a US Navy precisa desesperadamente de navios, então o melhor é conclui-lo.
    .
    O fato de não haver mais uma razão que justifique a construção deles, não os torna “micos”,
    pois há muita coisa que eles poderão fazer…são navios com 80 silos verticais de mísseis, amplas instalações para aeronaves, capacidade para receber inovações, muita energia elétrica e a tripulação que é metade da tripulação de um “Arleigh Burke” tornará mais barata a operação dos navios ao longo dos 40 anos que se espera permanecerão em serviço.
    .
    Não há nenhuma necessidade de escolta pelo fato de não operarem o SM-2…eles poderão embarcar suficientes mísseis ESSM, 4 por silo, para defesa e a maior furtividade era para o caso de operarem mais próximos da costa…cogita-se agora explorar outra capacidade além do ataque terrestre que poderá ser feito com mísseis “tomahawk” que é a função anti navio,
    e isso será conseguido seja com uma adaptação do “tomahawk” ou um novo tipo de míssil.
    .
    O “Zumwalt” poderá vir a operar independentemente ou como integrante de um “Grupo de
    Ação de Superfície” composto por “Arleigh Burkes”, mesmo esse Grupo poderá atuar junto a um Grupo Anfíbio, como aliás em breve se verá com o USS Wasp, além de missões de presença e ajuda humanitária.

  45. Dalton, obrigado pelas explicações.
    Acredito que a palavra “mico” tenha sido exagerada mesmo! Mas, apesar do Zummwalt poder fazer tudo isso que você falou, ainda assim são caros demais.
    Uma dúvida: você comentou que o custo de operação poderá ser menor que o de um Arleigh Burke, mas será que, esse custo menor, ao longo de 40 anos de vida útil, compensaria a diferença de quase US$ 2 bilhões a mais na compra, em relação a um Arleigh Burke ?
    Interessante notar que, nas fotos e vídeos dos navios, não instalaram nem os canhões de 57 mm que aparecem nos desenhos. Redução de custo também ?
    Fico imaginando quanto teria custado o conceito inicial que previa 500 células para mísseis e sistema Aegis.
    A coisa não tá fácil para os americanos: A China aumentando o poderio militar a todo o vapor, a Russia se re-equipando, a US Navy pretendendo alcançar o patamar de 350 navios na frota e o Trump reduzindo impostos! Lá vem mais déficit !!!

  46. Mestre Dalton….são micos sim mestre….porque ao contrario de investir apenas na opção “a”, poderiam com o custo investir em “b”, “c”, “d” …é neste sentido…o navio é formidavel….mas com certeza ocupou o budget de outras opções que seriam mais eficazes em seu todo…

  47. Bosco 6 de Fevereiro de 2018 at 17:36
    Carvalho,
    Voltando mais um pouco no tempo, o conceito do Zumwalt vem do chamado “arsenal ship” que propunha ter centenas de células de lançamento vertical para Tomahawks (alguns conceitos tinham mais de 500 células) e canhões de 155 mm. Seria um navio de baixo custo mas com a destinação de 4 submarino Ohio como portador de mísseis Tomahawk e com o término da Guerra Fria esse programa acabou ficando menor e virou a classe Zumwalt….
    ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
    Sim, mestre Bosco….por aí…
    .
    Nesta minhas andanças por soluções não convencionais eu tenho copias de alguns desenhos destes Arsenal ships idealizados….alguns parecem
    .
    genericamente parecem navios bem simples, embora enormes….alguns parecem quase barcaças…outros por sua vez, parecem Navios submersiveis, justamente tentando resolver a faceta stealth tão necessaria para se aproximar do litoral adversario.
    .
    Sites em julho de 2017 tem anunciado que a China estaria estudando 2 alternativas atualmente.
    .
    Uma delas seria um barco semi submersivel, grande da faixa de 20 mil ton….em que somente a ponta ficaria acima dágua.
    .
    A segunda, seria uma solução similar ao SMX-25. No entanto, seria um grande submarino convencional desenhado para quando em transito junto a uma frota, adotar a navegação em superficie (velocidade) e somente submergir proximo ao TO.
    https://www.popsci.com/futuristic-chinese-warship-concept-is-making-waves#page-3

  48. isso tudo ai virou MIMIMI depois que os chineses instalaram com sucesso uma RAILGUN em um dos seus navios pronto solucao chingling e agora jose???

  49. Preço quem dita é quem paga. Se está caro e você paga, será caro mesmo. Se não pagar, o preço baixa.
    Os custos são o limite inferior, só.
    O Iphone, do exemplo, custa caro pq as pessoas querem ele e estão dispostas a pagar por ele. No deserto pagariam 5 mil por um litro de água.
    Ter um super navio desses é interessante? Sim: então pague. Não: fique sem, igual a todo o resto do mundo.
    Estatal é furada, os americanos só conseguem desenvolver toda essa tecnologia pq trabalham com empresas privadas.

  50. Carvalho and Marcelo…
    .
    o que eu penso é que analisar com os olhos de hoje algo que foi decidido muitos anos atrás e
    por outras pessoas diante de outro panorama não é certo.
    .
    Está se fazendo agora o que é certo, ou seja cancelar a classe e limita-la à apenas 3 unidades e lembro de ter lido sobre a possibilidade de se cancelar a terceira unidade, mas, simplesmente, não foi possível pois com a economia feita após o pagamento de multas, não
    daria nem para comprar um LCS…então, melhor ter mais um navio.
    .
    Apesar de toda “miniaturização”, etc, os “Burkes” são considerados “pequenos” e os novos
    “Flight 3” serão menos capazes do que deveriam ser pois não haverá espaço nem geração de energia e resfriamento para os sensores que deveriam ter…algo que se esperava navios como o “Zumwalt” teriam.
    .
    Não adianta chorar sobre o leite derramado…é preciso seguir em frente, aprender com os erros, e eventualmente poderá se ter navios que venham a surpreender…pode ser que
    uma nova munição seja desenvolvida para os 2 canhões, pode ser que dentro de 20 anos
    quando chegarem à metade de suas vidas, eles recebam um “rail gun” e sabe-se lá que
    tipo de plataformas não tripuladas serão desenvolvidas para operar a partir deles.
    .
    Por enquanto a pequena tripulação ao longo de 40 anos ajudará à amortizar o que foi gasto
    e o que se aprendeu e o que irá se aprender com eles poderá ser utilizado em uma nova
    geração de grandes combatentes de superfície reduzindo futuros gastos.
    .
    abs

  51. Srs
    O problema fundamental não é o Zumwalt, mas sim a demora entre a concepção do navio e a sua concretização de forma que, pelas mudanças geopolíticas que ocorrem, ele já nasce defasado com a realidade.
    O Zumwalt é o caso clássico, concebido para ações costeiras contra alvos em terra, está a entrar em operação quando a US Navy está a se preocupar com o retorno ao combate naval clássico entre frotas, devido a expansão acelerada da marinha chinesa.
    Na verdade, tanto o Zumwalt como os LCS foram concebidos num período que a US Navy achava que não precisaria se preocupar com outras marinhas, que sua missão passaria a ser principalmente o apoio a ações em terra. Em conseqüência desta visão também tivemos a redução de navios, a retirada de serviço dos F14 sem um verdadeiro substituto para a defesa aérea de frota, o cancelamento dos Seawolf e sua substituição pelos Virginia (foco em ações em terra) e por aí vai.
    Os “planejadores” do Pentágono entenderam que a guerra fria estava ganha e a partir daí era só manter uma força suficiente para intervir, eventualmente, em algum país que se mostrasse mais assanhado militarmente.
    A China, com seu empenho em voltar a ser um império, veio estragar todo este lindo planejamento.
    O verdadeiro problema está no tempo para a maturação das novas tecnologias.
    Para se ter uma idéia, o A12, um avião superlativo em desempenho (mais de 3500 km/h, mais de 25km de altitude, etc.), irmão mais velho do SR71, foi concebido e produzido em cerca de 4 anos entre a década de 50 e 60, período em que os projetos eram feitos no papel e com réguas de cálculo. Hoje, o F35 se arrasta por quase duas décadas e não está pronto.
    Nestas condições, face as mudanças geopolíticas, quanto uma arma fica pronta, o cenário para o qual ela foi pensada já deixou de existir e as exigências são outras.
    O que coloca os militares na situação difícil de ter que combater uma guerra com as armas erradas.
    Sds

  52. Control…
    .
    minha interpretação é diferente da sua: o “Zumwalt” nunca foi pensado para ser a espinha dorsal da US Navy…isso era e continua sendo o “Arleigh Burke” e o “LCS” tem entre suas missões a guerra de minas que nunca recebeu a devida atenção…os navios especializados como os MHCs e MCMs sempre foram negligenciados até na manutenção…espera-se agora que com novas plataformas não tripuladas os LCSs excederão às expectativas.
    .
    A atuação no litoral continua e continuará importante independente da ascenção da China…veja por exemplo os novos submarinos classe Virginia Block V que terão sua capacidade de lançar mísseis “tomahawk” enormemente aumentada e com a retirada de serviço dos 4 SSGNs em meados da próxima década será bom ter um “Zumwalt” por perto livre de ter que embarcar dezenas de SM-2s com uma boa carga de “tomahawks” a bordo, o dobro dos demais combatentes de superfície e quanto ao canhão/munição, ainda não se jogou a toalha.
    .
    Quanto ao atraso na maturação de novas tecnologias, teria sido mais fácil por exemplo se
    construir mais um NAe da classe Nimitz, …mas…a US Navy não aguenta mais o tempo e dinheiro gasto com manutenção das catapultas a vapor e acessórios, grande número de técnicos e tripulantes necessários para elas e o desgaste que provocam nas aeronaves…
    algo precisava ser feito e acredito que eventualmente os problemas e atrasos eventualmente
    serão contornados.
    .
    Quanto ao F-35, ele está pronto sim…ainda esse ano um destacamento do esquadrão baseado no Japão irá operar a partir do USS Wasp…o que se está constantemente fazendo são atualizações de software…mas…em caso de necessidade eles poderão voar missões de combate como aliás já voaram.
    .
    abs

  53. Srs
    Jovem Dalton
    Nada no meu texto afirma que a US Navy pensou no Zumwalt como sua espinha dorsal. Apenas considerei o que é um entendimento geral citado em N reportagens, que o Zumwalt foi pensado para dar apoio de fogo e atuar próximo a costa e que ele não é a ferramenta certa para as novas condições geopolíticas, tanto que a US Navy reduziu o seu número apenas para 3.
    Quanto ao LCS (o seu próprio nome já diz que ele foi pensado para operar próximo da costa), a US Navy diminuiu seu número e está partindo para a compra de fragatas.
    É óbvio que a US Navy precisa ter a capacidade de atuar em ações de ataque a terra, mas ela está tendo que voltar sua atenção para uma área que vinha negligenciando, as missões voltadas para o combate naval. Isto não sou eu que digo, mas o próprio Tio Sam.
    Quanto as novas tecnologias, novamente não citei em momento algum que o Tio Sam deve-se abandoná-las e manter apenas o que já está desenvolvido. O comentário refere-se ao fato que hoje, mesmo com maiores e melhores recursos, aviões e navios com a aplicação de novas tecnologias estão demorando muito mais do que em épocas passadas para saírem do forno e estarem OK.
    Quanto ao F35 estar com toda a sua capacidade prometida, parece que até o Pentágono discorda de você..
    Sds

  54. Control…
    .
    quem sou em para discordar do Pentágono ? Até parece que não sei o meu lugar…só que há informações positivas também sobre o F-35…basta procurar…agora…se escolhemos apenas
    ler as notícias ruins, então, é como aquele velho ditado…”Se a única ferramenta que você
    tem é um martelo, tudo se parecerá como pregos”.
    .
    O fato da US Navy ter reduzido o número de LCSs não significa que serão irrelevantes ainda mais com as modificações que estão sendo feitas, o modo como irão ser empregados, as novas tecnologias que já estão sendo testadas para eles, etc…ainda haverá um número maior de LCSs que fragatas…serão complementares.
    .
    A US Navy busca e sempre buscou um equilíbrio entre operações oceânicas e litorâneas…
    não se trata de negligenciar e sim que tal equilíbrio é difícil diante de um orçamento totalmente inadequado e as mesmas missões de 20 anos atrás sendo executadas por dezenas de unidades a menos hoje em dia.
    .
    abs

  55. Mestre Dalton e Control,
    .
    De fato, criticar depois do jogo finalizado sempre é mais facil, pois ele permite sempre comparar o desejado com o realizado…mas se tem uma coisa ao menos de positivo neste tipo de analise, principalmente quando se compara “toda a cadeia de projetos conceituados tecnicamente” até sua efetiva implementação ou não, o que é implementado e o que morre no meio da piramide até chegar em operação ou não, verifica-se sim, inumeras besteiras feitas pelo pentagono ou qualquer outro orgão governamental, pois quando chega nesta etapa, os aspectos tecnicos não são necessariamente os preponderantes na tomada de decisão….nos entusiastas até achamos que sim…mas absolutamente não….é flagrante a discrepancia até entre o que o soldado, o fuzileiro, o marinheiro requisita e o que no final das contas é materializado….até as coisas chegarem as vias de fato, existe tanto interesse economico, lob, inercia de produção industrial, o diabo a quatro….o Bradley foi apenas um dos exemplos mais gritantes….obvio que surgem otimas alternativas, mas absolutamente podemos dizer com certeza que são as “melhores alternativas”…..
    .
    “As chances das melhores alternativas surgirem aumentam proporcionalmente ao risco da agua batendo lá na b….afastando-se assim as mediocridades de decisão e interesses difusos…”

  56. Então é como sempre foi Carvalho…”combate-se com o que se tem e não com o se quer”…e
    isso é mais antigo do que 50 anos nos EUA…e não é algo restrito apenas às forças armadas de
    lá…talvez “apareça” mais por conta de serem mais ricos, etc…mas…proporcionalmente falando
    reveses tem ocorrido em outros lugares também.

  57. Esses conceito de “míssil/projétil” de grande alcance disparado por canhão que os americanos insistem em desenvolver já se provou uma “aberração”. O LRLAP já é o quarto programa nesse sentido que não vingou, e pior, esse ainda exigiu um canhão próprio.
    Deveriam adaptar esse canhão para o disparo de munição de 155 mm convencional. Esse tipo de munição lançado por um canhão com 62 calibres atinge distâncias de mais de 60 km. A “Excalibur” seria altamente letal e com a evolução da munição HVP se chegaria a distâncias superiores a 100 km.
    Por outro lado devia-se desenvolver o lançamento vertical do GMLRS a partir do Mk-41, num arranjo quádruplo por célula. Já houve esse programa que foi interrompido ao qual se denominou POLAR (Precision Over the horizon Land Attack Rocket).

  58. Vale salientar que a USN pretende adquirir munição guiada para seu canhão Mk-45Mod 4. Entre os postulantes estão o Excalibur, a Vulcano, o NGP, o HVP e o 5″SGP.
    Nenhum deles utilizam foguetes para incrementar o alcance.

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