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Enquanto Macri quase nada faz por suas FFAA, Londres investe no enclave militar das Falkland

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Jatos Super Étendard da Armada Argentina: a única compra de material militar significativo de Macri foram mais 5 jatos do tipo usados ex-Marine Nationale

Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval

Para as Forças Armadas Argentinas, a Administração Mauricio Macri é a melhor comprovação de que nada é tão ruim que não possa ficar pior…

Na Era Kirchner, os militares da República Argentina julgaram ter chegado ao fundo do poço. Estavam enganados.

Até agora, o governo que teve início em Buenos Aires, 25 meses atrás, só conseguiu (a) comprar cinco caças navais Super Étandard Modernisé (SEM) aos estoques da Marinha francesa (esperados em território argentino no mês de maio), (b) quatro turboélices americanos Texan (de uma previsão inicial de 24 unidades), para treinamento e apoio aéreo aproximado, (c) quatro helicópteros Bell 412, (d) um punhado de aeronaves Bell 206 (com tecnologia de fins dos anos de 1970) e (e) assegurar a continuidade da construção de duas pequenas lanchas de instrução de cadetes, de 250 toneladas (projeto copiado de uma embarcação americana).

O processo de decisão sobre a compra de quatro patrulheiros oceânicos aguarda melhores propostas financeiras, o posicionamento oficial sobre a modernização das fragatas Meko 360 (classe Almirante Brown) virou um mistério insondável, assim como a compra de blindados sobre rodas da Norinco chinesa (não cancelado formalmente), e a aquisição de um caça que garanta aos argentinos capacidade de interceptação no ar.

Nesse mesmo período de dois anos e um mês o Reino Unido montou e aprovou seu plano de, no prazo de uma década, investir 180 milhões de libras esterlinas (cerca de 810 milhões de Reais) no robustecimento do escudo defensivo das Ilhas Falkland – que a América do Sul prefere chamar de Malvinas.

Tudo para evitar que os argentinos se sintam desestimulados a invadir o arquipélago, como fizeram a 2 de abril de 1982 – agressão que, prejudicou grandemente a imagem das Forças Armadas Argentinas.

Mare Harbor

Píer – Semana passada, a Organização para a Infraestrutura de Defesa (DIO na sigla em inglês) do governo britânico anunciou a conclusão de instalações Ro-Ro e outros melhoramentos na área de atracadouros de Mare Harbor, terminal marítimo que serve diretamente ao complexo de Defesa Aérea da RAF (Real Força Aérea) em Mount Pleasant, na Ilha Malvina Oriental (o maior desses territórios insulares).

As obras, a cargo da empresa de serviços navais VolkerStevin, viabilizarão a movimentação em segurança, nesse porto de águas profundas, de embarcações de transporte com deslocamento superior a 20.000 toneladas. Unidades essenciais para que Mare Harbor cumpra sua missão de receber materiais de construção, contêineres de alimentos e outras cargas de importância não apenas para o pessoal da RAF, mas também para o resto da guarnição militar do arquipélago – hoje estimada em 1.200 militares de terra (uma companhia reforçada de Infantaria), mar e ar.

Dessa forma, o porto de Stanley, capital das Falkland Islands – 60 km a nordeste de Mare Harbor –, fica praticamente reservado à navegação comercial, enquanto Mare Harbor adquire os contornos de uma área exclusivamente militar. Os dois pontos contam com uma ligação terrestre diária, por linha de ônibus.

As obras no molhe de Mare Harbor – que incluíram, entre outros serviços, a ampliação da rede de iluminação e de postos de combate a incêndio – foram financiadas com parte da verba de 19 milhões de libras aprovada por Londres para a ampliação da infraestrutura nas Ilhas.

“As novas instalações de ancoragem no píer permitirão que os produtos sejam desembarcados de forma segura dos navios de reabastecimento das Ilhas Falkland”, confirmou uma nota oficial do DIO. “As entregas feitas por esses navios são vitais para a capacidade militar, mantendo a vida nas Ilhas, e para garantir que o cronograma complexo de obras de construção e desenvolvimento continue como planejado”.

Trabalhos adicionais de curto prazo preveem:

  • a modernização na estação geradora de energia do Complexo Mount Pleasant, que atende a base aérea (sede de quatro jatos supersônicos Typhoon);
  • a ampliação das acomodações em três estações de radar nas Ilhas; e
  • a abertura de novas vias de acesso e de abrigos para a melhor circulação dos militares.

67 COMMENTS

  1. Temos que levar em conta que a saúde financeira da Argentina e bem diferente da britânica. A Argentina paga o preço pelas administrações anteriores e o trauma das violentas ditaduras militares.

  2. Comprar armamento com qual dinheiro? A Argentina para quem não sabe está quebrada, igual o Brasil, não conseguem fechar o orçamento nacional e a divida pública só sobe, justamente para fechar os rombos. (esse ano o temer reconhece um rombo de 150 Bilhões, essse rombo serápreenchido com dívida pública).
    A princípio o correto é melhorar a economia, estrutura estatal, depois comprar armas…

  3. Para quem não sabe a Argentina está quebrada igual o Brasil, ambos os países não conseguem fechar o orçamento público. Para quem não sabe o nosso orçamento terá um deficit de 150 BI em 2018 (segundo a UNIÂO).
    Se eu sou presidente também não compraria armamento no momento…prioridade é melhorar a economia, incentivar empresas e investimentos, modernizar a administração pública e reduzir o gasto público. Comprar e manter armas é GASTO, Argentina precisa de receita!
    Guilherme Santos. 12 de Fevereiro de 2018 at 12:58
    Claro, em 2 anos ele vai transformar a Argentina em um Japão. Nem conheço esse Macri, nem acompanho seu governo…mas vamos deixar política de lado!

  4. Os kirchner eram ruins, mas esse Macro nem de longe vem cumprindo as expectativas argentinas de uma possivel Melhoria.
    Acredito fortemente que se a guerra das Malvinas não tivesse ocorrido o cenário hoje seria muito diferente.

  5. Macri tem feito muito pela economia Argentina. Aprovou uma reforma da previdência (por sinal uma verdadeira já q a do Brasil já foi tão modificada q em 3 anos vai ter q mudar de novo pq n tem como ficar do jeito q tá) era necessário pra sua economia. Fez diversas reformas econômicas e está tentando reverter diversos outros erros da época da Kirchner q quebram o pais. Só q e impossível fazer tudo isso em 2 anos e ele ainda vai fazer muito. E no caso da Argentina q n tem inimigos com FFAA em melhores estado ele tem q priorizar a economia. Pra q a Argentina tenha como pagar pelos projetos militares. Ao contrário de fazer como a Kirchner q prometia mas n fez _________nenhuma

    COMENTÁRIO EDITADO. MODERE O LINGUAJAR.

  6. Ja era sabido que ninguém vai conseguir consertar a Argentina em curto prazo, o problema é que Macri fez um papel de “salvador da pátria” para se eleger, criando esperanças de uma rápida recuperação.
    Foi válido para se eleger, mas depois fica com um rótulo de incompetente por não conseguir fazer o que se esperava.
    O mesmo vale para o Brasil, onde ja estão aparecendo os candidados a Salvador da Pátria, e nenhum se salva, sem exceção.

  7. Ô loco amigão !! culpar o Macri é no mínimo uma grande injustiça pra não falar coisas mais pesadas. O cara assumiu a Argentina em Dezembro de 2015 e o país dele está quebrado desde a década de 80 !!! Não estou defendendo o cara, não é presidente do meu país e pouco me importo, mas o que é justo é justo. Talvez ele pudesse sim ter feito um pouco mais, porém convenhamos não é em 2 ou 3 anos que se recupera forças armadas ainda mais levando em consideração que o país dele como um todo está em frangalhos…. Desculpa, mas sacanagem sua…. A não ser que ele fizer como na Venezuela, fazer o povo passar fome e não ter nem papel pra limpar a b… mas investir pesado em armamentos… Talvez seja isso que você quer que ele faça…

  8. Meu Deus!!! Então o Macri é culpado pela a grave crise economia Argentina? Ele está fazendo o possível, mas vai demorar. E nem tem como comparar a situação economia da Argentina com os Ingleses.
    E falar que chamam o arquipélago de Malvinas, para não destimular os Argentinos, só pode ser uma piada.

  9. Querer comparar a disponibilidade de recursos financeiros para a defesa, entre a Argentina e o Reino Unido, foi muita forçação de barra, para não dizer de muito mal gosto e senti até um viés ideológico nessa matéria, por tentar desmerecer o recente governo de Maurício Macri e imputá-lo a responsabilidade pela situação de falência do país. A Argentina começou a ser desconstruída desde o governo Perón, passando pela ditadura argentina, o governo de Carlos Menén e por fim os Kirchners, para condenar de vez a Argentina, há muitas décadas futuras de atraso absoluto, tanto econômico, quanto na capacidade militar de suas forças armadas.

  10. A política argentina é parecida com a brasileira. De tempor em tempos existe um revezamento entre governos de esquerda e de direita. Assim que o povo se cansa da esquersa, ele governos de direita. Depois, se casa da direita e volta a eleger governos de esquerda. Ideologias à parte; seria bom que ambas as correntes preservassem interesses de Estado, ao invés de pensarem apenas em seus governos.
    Macri chegou com aura de modernidade e eficiência; porém, uma coisa é o que se faz na privada (desculpem o trocadilho) e outras coisa o que se faz na vida pública.
    Gestores privados quase nunca conseguem realizar na gestão privada.

  11. Que matéria tendenciosa até pq é super coerente comparar um presidente que está a apenas dois anos no poder que recebeu um país quebrado, com inflação de 30% ao ano e sem credito na praça com um grupo político que ficou mais de 10 anos no poder…

  12. Não entendo essa obsessão com o estado atual das FFAA argentinas. Macri tem que fazer o que? Se armar até os dentes? E como fica a parte da recuperação econômica e das reformas?
    .
    Se os caras não se armam, a mídia, os investidores, os credores e demais envolvidos no processo econômico tem o que a dizer?
    Nada…
    .
    Sem armamento, qualquer ideia a respeito de uma aventura militar fica suprimida. Brasileiro ou qualquer Latino que dá “piti” por conta da situação atual, pouco ou nada investe na Argentina.

  13. “Guilherme Santos. 12 de Fevereiro de 2018 at 12:58
    Ué, o novo governo de direita não ia arrumar a casa ?”
    Seja de direita ou de esquerda, qualquer qualquer político argentino que falar em valorizar ou investir nas FFAS será pulverizado da vida pública. Até hoje a maior parte da sociedade argentina ainda é traumatizada com a malfadada ditadura militar (milhares de mortos. torturados, desaparecidos e a desastrosa Guerra das Malvinas).

  14. Macri faz muito bem, consertar aquela bagunca vai levar tempo, e a Argentina não mora ao lado de uma Russia/China para gastar meio PIB com Defesa. O que a Argentina precisa fazer é se reestruturar economicamete, fazer suas reformas e depois de alguns anos correr atras do tempo perdido no que se refere a Defesa. Nesse momento a Argentina é um paciente que se acidentou e esta saindo do coma.
    Guilherme, bom msmo deve ter sido o Governo da Cristina que levou o país a esse abismo, deu calote em meio mundo e até encomendou umas mortes por ai… Melhor ainda é o governo Chavez/Maaduro que adquiriu algns sukhois e não consegue nem colocar eles no ar ou reabastecer em voo, porque “Money que é good, eles não have”.
    Mentalidades curto prazo iguais a essa é que fazem devastar TODOS os paises que a esquerda passa. Mas continue secando gelo ai, vai dar super certo kkkk

  15. Fazendo uma analogia com futebol, o que o nosso amigo que escreveu a matéria sugere, é algo como clubes de futebol que estão falidos, mas contratam jogadores de renome… levando a atrasos salariais, estádios sem manutenção e tudo aquilo que conhecemos bem aqui no Brasil. Atitude totalmente irresponsável. Me surpreendo que um jornalista tão gabaritado possa escrever uma __________ tamanha…

    COMENTÁRIO EDITADO. MANTENHA O RESPEITO.

  16. FRITZ PILSEN 12 de Fevereiro de 2018 at 14:20
    Brasil já teve um governo de direita? Desde que eu me conheço por gente o Estado brasileiro sempre foi enorme, ineficiente, gastador, intruso, patrimonialista e vendedor de um pensamento de Estado “resolve tudo” etc…sempre foi um país bem distante de algo de direita, inclusive os militares de 64-85. Basta ver os últimos governos de FHC, Lula e Dilma (22 anos)…passando pela própria concepção da nossa Constituição Federal que abrange TUDO (só faltou a Constituição discutir a cor da cueca dos cidadãos).

  17. A matéria faz uma critica pontual valida, mas o problema das criticas pontuais até mesmo às validas é não olhar o macro, o Macri não é ministro da defesa, é presidente da Argentina, e como tal existem muitas outras áreas a serem cobertas, o sucateamento das forças armadas argentinas começou a décadas e um mandato ou dois não vão resolver todos os problemas, mas talvez o atual mandatário já devesse ter apontado a bussola da reconstrução da forças armadas na direção certa, veremos mais adiante se este será o presidente que começará a curar a ferida do ressentimento da classe politica e da sociedade argentina com seus militares.

  18. Infelizmente milagres não existem e um país lascado e mal pago como a Argentina deve ter outras prioridades além de gastos militares. Apesar de ter posição estratégica, não tem contencioso com nenhum vizinho nem sofre ameaça imediata ao seu terrotório.
    E no campo político, acho que os argentinos já aprenderam a duras penas que militares com muito cartaz só fazem m….
    Por via das dúvidas , é melhor manter essa gente comendo no pires.

  19. Mas, se o governo Macri não vai poder gastar com defesa, tem que deixar isso claro, não ficar enganando os militares. Sabendo que não haverá recursos, define-se com o governo o que vai parar, o que vai deixar de operar. O jogo de empurra já fez 44 vítimas fatais, talvez haja outras que não foram comentadas. Trabalhar com armas é coisa séria, não pode ser meia boca. Melhor ter dois fuzis funcionando bem do que 10 bombas ambulantes meia boca sem manutenção.

  20. Es clarísimo que Argentina No Tiene NINGUNA Intención de Invadir Malvinas nuevamente, la actitud de desinversión en las FFAA lo demuestra Claramente.
    En cambio Inglaterra creo todo lo contrario a pesar de toda la evidencia objetiva al respecto.
    En conclusión, Inglaterra ESTAFA a sus contribuyentes para mantener el sueldo de las FFAA y el despliegue injustificado ante una potencial amenaza totalmente inexistente.
    Saludo a los ESTAFADOS habitantes de Inglaterra que despilfarran su dinero.

  21. Acho que o presidente Macri está fazendo a coisa certa. Recuperar a economia e a credibilidade internacional. Deixe as aventuras para os irresponsáveis!

  22. ” Tudo para evitar que os argentinos se sintam desestimulados a invadir o arquipélago, como fizeram a 2 de abril de 1982″ ??????????????????????? Creio que o autor da matéria queria dizer ” Tudo para evitar que os argentinos se sintam ESTIMULADOS a invadir o arquipélago”

  23. Pior que os inglese e o Macri estao.certos as feridas das Malvinas ainda sao recentes e costumam serem usadas por populistas da Prata, logo retomar o folego nas suas forcas militares pode ser uma temeridade entretanto, esse trauma vai ter que ser trabalhado mais dias ou menos dias, pois a ordem na Argentina tambem cambaleia.

  24. Correto Jr.
    Houve uma negação da negação.
    Ou seja, se evitá-se que se sintam desestimulados, então significa que os argentinos devem ficar estimulados a invadir o arquipélago.
    E claro que não é algo a se propor.

    Mas,
    Os argentinos com todas as mancadas que vem dando em sua história a partir da WWII com o antigo apoio aos nazistas, ainda persistem em serem arrogantes com seus vizinhos. Em se acharem a última bolacha do pacote.
    Então,

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    Quem tiver peninha que faça alguma doação.

    COMENTÁRIO EDITADO. O ESPAÇO É PARA DISCUSSÃO DE DEFESA, NÃO É PALANQUE PARA XENOFOBIA.

  25. Enquanto Macri quase nada faz por suas FFAA, Londres investe no enclave militar das Falkland.

    Pelo que entendi do artigo, bastaria Macri investir os mesmos £180 milhões investidos pelos britânicos para resolver todos os problemas das FFAA da Argentina.

  26. Srs !!!
    Li todos os comentários e sem exceções não vejo nada por esse ângulos, desculpa a todos.
    Só sei que a coisa tá feia pro Reino Unido e pra Argentina também.
    Outro fato que venho percebendo os 2 países vem travando uma guerra psicológica e silenciosa entre eles.
    Já Já !!! estoura uma bronca entre eles de novo !!!
    Espero que não !!!

  27. O problema é esse, e que se repete em banânia: a culpa é sempre dos governos anteriores. Nós não conseguimos ir pra frente por conta das más administrações anteriores. Desculpas,desculpas e desculpas. Em poucas décadas países como a Coréia do sul saíram de fome endêmica para uma superpotência tecnológica, o japão foi arrastado por duas bombas atômicas e hoje é o que é. Auxílio dos americanos? Com certeza, mas o que definiu esse retorno avassalador foi sua cultura progressista e mais nada. Como dizem por aqui quem nasce para ser lagartixa jamais será jacaré

  28. A Argentina tinha tudo para dar certo, mas deu errado. Tinha 0% de analfabetismo, autossuficiente em Petróleo, 5 prêmios Nobel, uma avançado grupo de Físicos nucleares, não sabiam o que eram favelas, tinham uma população com natalidade controlada, grande classe média e excelentes escolas públicas. Entraram numa espiral de péssimos governos e graves crises econômicas, o que os levou a um quadro de penúria impressionante.

  29. Londres tem que se ver com o glutão do F-35, a RAF está desativando 16 Typhoon biplaces, o porta-aviões novinho vai servir como navio anfíbio e 2 navios anfíbios se alternam na reserva.
    Hoje o BA já é menor que o SOCOM, em número de homens e deve diminuir ainda mais.
    Já não se fabricam mais MBT no Reino Unido, aliás queriam colocar esse blindado de rec-mec, o “Ajax”, pra fazer serviço de “Challenger”.
    E ironia das ironias, depois de terem dado um jeito no armamento individual do BA da tia Beth, quase que os “inimigos” alemães “consertam” os poucos “Challengers” restantes.
    Se a vida nas ffaa portenhas está ruim, nas ffaa britânicas também não vai nada bem.

  30. “Se a vida nas ffaa portenhas está ruim, nas ffaa britânicas também não vai nada bem”

    De qualquer forma, convenhamos que são coisas que não se comparam. É pedra 90 comparada à green label.

  31. O país está quebrado. Se o governo não gasta com armas é chamado de incompetente, se gasta é criticado por gastar com o que não é prioridade.

    Macro, ignore a claque idiota e faça o que achar melhor para teu país. É para isto que foste eleito.

  32. E o Macri poderia fazer o quê?
    Existe um embargo Britânico poderosíssimo no aspecto equipamento militares.
    Só ingênuos poderiam crer que a questão de equipamento militares, para a Argentina, teria solução de curto prazo ou…
    O cara não é mágico!

  33. Olá Colegas. O orçamento do MinD da Argentina para 2018 está orçado em 116 bilhões de pesos (20 bilhões de reais ou 6 bilhões de dólares). Não é diferente do que foi o orçamento de 2017 e é similar ao orçamento do Chile. Dá mais ou menos 1% do PIB. Portanto, o problema não é falta de dinheiro. Apenas para comparação, o orçamento do nosso MinD é de 80 bilhões de reais (ou 20 bilhões de dólares). O nosso MinD investe cerca de 10% em novos equipamentos, programas, compras (o ProSub consome 1% do orçamento do MinD). Se aplicar esse mesmo critério, os argentinos devem ter algom como 600 milhões de dólares por ano para investimento. É bastante dinheiro.

  34. Segue o relatório resumido do governo argentino sobre o orçamento para 2018. Este orçamento permitiria pelo menos 3 programas de reaparelhamento estratégicos pelos próximos 10 anos. 1) dois submarinos novos construidos nos estaleiros de origem (algo em torno de 1 bilhão de dólares, que seriam pagos em 20 anos (considerando juros de 3% ao ano, parecidos isso daria desembolsos anuais de 100 milhões). Um esquadrão de caças modernizados (algo em torno de 500 milhões no total, que daria outra parcela anula de 50 milhões) e a modernização de algumas de suas escoltas (uns 200 milhões no total). estes 3 programas consumiriam cerca de 200 milhões de dólares anuais por cerca de 10 a 15 anos, ou 20% dos recursos disponíveis para investimento. Eu tenho certeza que tanto o MinD da Argentina quanto as autoridades financeiras da Argentina sabem disso. A razão deve ser outra. 1) embargo branco (porque a Argentina não está sob nenhum sanção internacional), 2) política de governo para não comprar equipamentos de segunda mão (mas eles compraram recentemente equipamentos de segunda mão) ou 3) divergências internas sobre as prioridades (lembrando do embate entre a Força Aérea e a Marinha pelos caças e que mesmo na guerra das Malvinas, as forças armadas não estavam coordendas)

  35. Se for falta de coordenação amigo camargoer as FAA são as forças armadas mais desorganizadas do mundo, porque é visível o sucateamento desta, já disse e repito se não resolverem logo a decisão será, ter ou não ter forças armadas?

  36. psgumao 12 de Fevereiro de 2018 at 21:22

    “Entraram numa espiral de péssimos governos e graves crises econômicas, o que os levou a um quadro de penúria impressionante.”

    Pois é psgumao, parece que os governos e/ou os militares Argentinos não nasceram na Argentina e nem lá estudaram ou viveram?
    É realmente muito difícil de entender como tanta coisa boa que você descreveu, em pouco mais de 30 anos ficou assim como está hoje.

  37. A Argentina está no caminho certo, estão recuperando a economia e a credibilidade internacional, futuramente melhorarão suas FA, mas com bases sólidas de desenvolvimento. A Argentina tem um potencial incrível e uma população bem menor que a nossa, devem nos próximos 10 anos colherem os frutos do ajuste atual.

  38. Esqueceram de mencionar que o governo anterior praticamente fechou as portas do crédito internacional para a Argentina!!!! Deram calote que até o Navio Veleiro deles foi arrestado na África!

  39. O Ingles ainda lembra daquelas aeronaves dos anos 50 e 60 entrando por todos os lados e tocando 33 de seus navios com impressionantes 75% de chance de sobrevivencia oor missao, contra os melhores sistemas de defesa que a OTAN tinha, e uma ajudinha dos radares Chilenos! Entao eh imperativo que nada que possa atacar ou isolar aquela ilha com alguma tecnologia, jamais deve chegar a Argentina. Simples assim, os duvidosos de sempre favor ler o livro 100 Days do Alm Woodward que teve seu quartel General de campanha atacado por 7 Skyhawks no penultimo dia da guerra, ele foi salvo por 2 minutos da bomba que iria lhe matar! Todos os pilotos desse ataque sobreviveram!!! Dois pousaram muito danificados! Um vazando como uma peneira e rebocado, reabastecido continuamente pelo KC130, Hercules e Skyhawk pousaram em emergencia de combustivel!

  40. A reportagem acertou na mosca,não comprou quase nada e reclama de herança maldita,nem repor o mínimo necessário, enquanto o Brasil e principalmente o chile um inimigo hipotético melhorou muito suas forças armadas,macri aproximou dos EUA, e a Inglaterra aliado de primeira do EUA veta tudo.Nem material usado do excedente do EUA,conseguem nadinha. Deveria aproximar da china,ou russia para conseguir algum material financiado,pois no ocidentes mesmos os franceses relutam em vender um bom material.

  41. a ilha e British,sempre foi e sempre sera. a argentina e um pais falido de terceiro mundo e o brasil deveria não se envolver nisso porque as falklands jamais serão Malvinas

  42. Macri tem conseguido avanços significativos no controle das contas públicas, o que reflete no ataque ao pior problema administrativo daquele país, que é a quase impossibilidade de financiamento externo, por conta das várias aventuras moratórias dos governos de esquerda.

    Tem gente que não entende que o país tem uma limitadíssima capacidade de financiar investimentos públicos (entre eles, os de defesa), a Argentina não consegue financiamentos, é um país cujo histórico de calote e os números orçamentários simplesmente impedem qualquer operação de crédito de maior relevância.

    Mas não que o governo dele seja perfeito, afinal, nenhum é, em lugar nenhum do mundo.

    Por outro lado, certos os britânicos. Não é porque o potencial inimigo está nas cordas que vão baixar a guarda…

  43. Olá Rennany. Alguns meses atrás, o Cel. Nery sugeriu lermos o relatório Rattembach. É um documento oficial produzido logo depois de encerrada a guerra e que ficou arquivado por vários anos. A Pres. Krintina o tornou público. Como ele é muito longo, encontrei um documentário sobre este documento (segue o link abaixo). Uma das conclusões do relatório era que as forças armadas argentinas atuaram de forma descoordenada (além de outros erros) que resultou na derrota. Além disso, aqui no blog teve aquela notícia que a força aérea e a marinha argentinas estavam disputando a operação dos superetandard, dando novamente a impressão que elas não conseguem atuar de forma coordenada.

  44. Não por nada, vai desculpando ai, mas será que tinha uma foto mais nova desse porto ? essa Fragata deu baixa em 2011, então a foto deve ter uns 7 anos pelo menos, o porto já mudou, eu mudei, até o porto de Suape mudou.

  45. Nenhum governo neoliberal está interessado na defesa nacional. A rigor, as orientações dos organismos transnacionais do capital financeiro é para as FFAA se transformarem em “polícias federais”, guardas costeiras e controle de tráfego. É preciso deixar o dinheiro do orçamento para pagar os serviços da dívida e os papéis dos títulos do tesouro. O resto é só um detalhe!
    Estado minimo, nação mínima! esse é o mote neoliberal que tanto ameaça os Estados-Nações da América Latina.
    Triste… Até quando vamos aguentar isso?

  46. El Guapo 12 de Fevereiro de 2018 at 14:08
    A Argentina não aprendeu ,comprar avião da França que ficou do lado da Inglaterra na guerra das Malvinas.
    .
    El Guapo, então a Alemanha e Itália tem que sair urgentemente da OTAN, pois a maioria destes países lutaram contra elas na II Guerra. Na política 7nternacional tem que se esquever estas guerras do passado, a maioria dos países ja lutou contra seus vizinhos em alguma época e tem que se relacionar bem hoje.

  47. Camargoer,
    Tenho a impressão que o dinheiro reservado à investimentos sempre parece menor do que efetivamente é por um motivo: pagamento de juros. Aparentemente os recursos das Forças Armadas são administrados de forma um tanto amadora. Não é muito diferente da nossa vida, existem aqueles endividados, que financiam absolutamente tudo e existem os que só compram o que podem pagar à vista, possuindo inclusive reservas. Um recebem juros, outros pagam. Fui avaliar um financiamento imobiliário (um dos menores juros) e apenas 40% do que se paga é referente ao imóvel, o restante são juros…pulei fora…
    No caso de Forças Armadas, que uma compra ou programa de reaparelhamento pode durar até uma década, fica mais fácil fazer um planejamento, com pagamentos sendo feitos à medida que são feitas as entregas, para não ter que recorrer a empréstimos. É isso que faz o dinheiro render…

  48. Ola Fila. Já faz algum tempo que estou estudando os orçamentos militares do Brasil e de outros países para tentar não cair nos vícios e achismos. Ainda terei que aprender muito, mas tem umas coisas que já parecem ser padrão. Todos os orçamentos militares divulgados (já estudei com mais profundidade o brasileiro, o japonês e o canadense) mencionam os gastos com o pessoal da ativa e inativos. Assim, quando a gente encontra que um determinado país investe 1 ou 1,5% do PIB em defesa, isso já está incluído os recursos para salários, aposentadorias e benefícios para as famílias dos militares (moradias, escola, saúde, etc). Estes valores variam de 45 a 60% do orçamento total, Os gastos com investimentos (compra de equipamentos novos, infraestrutura, etc) geralmente é da ordem de 10% dos gastos em defesa. O que sobre á para custeio (combustível, elimentação, manutenção e juros de programas financiados). Os financiamentos são quase sempre internacionais bancados pelos bancos em países que fornecem o equipamento (bancos franceses financiando Rafales e submarinos Scorpene, bancos suécos financiando gripens, bancos americanos financiando F18 e F35, etc). Os juros destes negócios são variam entre 3 e 4,5% ao ano (foram os valores que eu encontrei, muito mais baixo que os 8 ou 10% ao ano dos financiamentos imobiliários no Brasil ou os 0,5% ao mês dos carros zero). Os programas mais caros são financiados por 10, 15 ou até 20 anos. Como regra geral, você pode assumir que 10% do orçamento em defesa são gastos em equipamentos novos e tecnologia, e 50% são gastos com pessoal ativo e inativo. São números aproximados, mas ajudam a fazer estimativas.

  49. “Fila 15 de Fevereiro de 2018 at 6:12
    De fato o problema não reside nos juros, a taxa é bastante razoável.”
    A taxa é razoável quando não há grande desvalorização do real, porque os empréstimos devem ser em moeda estrangeira. Ou seja, quando o real desvaloriza, a dívida cresce assustadoramente.
    .
    Camargoer,
    aproveitando sua habilidade com o orçamento da defesa, e considerando que tenho interesse no tema, mas até hoje somente consegui fazer algumas consultas no portal da transparência a respeito, pergunto-lhe, se não incomodar:
    1 – todo ano aparecem despesas do Comanda da Marinha com a dívida, são juros e refinanciamento, teve ano de mais de R$ 1 bi, o mínimo foi na faixa de R$ 500 mi; é esse o serviço da dívida a que vc se referiu?? tem como sabermos em algum site os programas que deram origem a essa dívida??
    2 – não consegui encontrar operação relativa à compra do Bahia, imagino que tenha sido uma dívida externa, tem como achar essa operação no portal da transparência?
    Desde já agradeço. Se não der para responder, não tem problema.

  50. Olá Nilson. Boa pergunta sobre o Bahia. Pelo que eu acompanhei aqui no blog, acho que foi com recursos da MB mesmo. Não foi empréstimo porque não vi nada sobre o Senado aprovando o empréstimo. Quando eu tiver um tempo, vou procurar sem prometer encontrar. Talvez o Sr. Monteiro saiba isso e creio que não seja informação classificada. Sobre o juros, é meio complicado porque a maior parte do juros é pago pelo MinFazenda. Mas a MB tem muitos programas financiados. Só o ProSub acho que foi um empréstimo de mais de 4 bilhões de euros de um banco francês. Más é outra coisa que teria que procurar para ter certeza, ok? Se eu encontrar essas duas informações eu darei o link para voce. Combinado?

  51. Obrigado, Camargoer, também vou tentar procurar quando tiver mais tempo para pesquisa, se souber alguma coisa informo. A mesma dúvida sobre o Bahia ocorrerá com o Ocean, mais um motivo para eu continuar pesquisando.

  52. Roberto,

    Concordo com o que você escreveu.

    Pelo que entendi do comentário do CA a marinha não quer mais um esquadrão só para manter doutrina como é o AF-1 atualmente.

    A Marinha quer aviões de caça e ataque efetivos. Que sejam plenamente preparados para a guerra, mesmo operando na base aérea naval e não no porta aviões

  53. Um monte de “SE’s” : SE a economia argentina crescer, SE e eles armarem-se pesadamente, SE elegerem um Bufão qualquer (na america latina é o que mais se encontra), SE este bufão estiver na pior internamente( envolvido em algum escandalo, por exemplo, tão comum por estas bandas), SE for mal aconselhado a tentar tomar as ilhas à força e SE estiver na iminência de conseguir, só terão sucesso SE (prometo é o último) o primeiro ministro inglês for um frouxo, pois a brincadeira acaba quando um class Vanguard disparar o primeiro Trident… A dama de ferro cogitou usar um Polaris quando um desfecho favorável pró Inglaterra não estava garantido

  54. A Argentina sofre, há décadas, de desmandos e falta de rumo! Macri é a reedição daquilo que não deu certo em lugar algum do planeta, assim como os governos K também foram modelos acabados de populismo inconsequente. A ditadura argentina foi cruel, tanto para seus cidadãos quanto para a economia do país. A saída, governo Alfonsin, foi a retomada de liberdade para a população, mas também o afundamento da economia. Depois, Carlos Menem e sua política econômica de paridade….e que TODOS OS ESPECIALISTAS diziam que era uma maravilha, “que estavam fazendo a coisa certa”; que o “Brasil deveria seguir o exemplo”. Bueno, quebrou de vez o país. Os Kirchner (Néstor e Cristina) foram a antítese política, mas os erros econômicos continuaram os mesmos. Macri é mais do mesmo! Assim como Brasil, a Argentina está sem rumo, dividida, polarizada…e la nave va!!! As FFAA, tanto lá quanto cá, estão colhendo aquilo que ajudaram a plantar! Não tenho dúvidas sobre a importância das FFAA para qualquer país e acho que as nossas aprenderam a lição! FFAA são para proteger o país; para servir de esteio/exemplo…não para se envolverem em política! Os hermanos, parece, estão atrás do Brasil…muito atrás! Nós temos que ser uma potência regional. A maior da América Latina, mas não adianta dar o passo maior que nossas pernas. A Argentina nunca entendeu isso: sempre desejaram (e ainda desejam) fincar a bandeira como potência mundial, mas deveriam olhar para suas limitações e estruturar dentro do que é possível. Quem sofre com essa falta de “inteligência”? O país e seu povo! Tanto lá, quanto cá!

  55. Macri é um desgoverno para a Argentina,em todos os setores,inclusive no meioo militar.A Argentina jamais voltará a ter uma forças armadas que teve no passado.a Cristina k investia pouco,macri investi menos ainda, é investi mal esses texan(a argentina precisa é de caças,que seja o kfir reformado, ou o mirage reformado,o Pampa não é caça, é um avião de treinamento e ataque de solo.O Brasil está em melhor situação que eles,o governo anterior saiu com déficit de 70bi ,o governo atual que fez cortes importantes o prosuper, é acho que o programa de submarinos esrá em risco,tudo para zerar o déficit e dobrou ele.Graças aos militares Brasileiros ´e somentes á eles o Brasil consegui o oceanos canhões autopropulsionados, os municiadores.O Brasil pode aproximar dos EUA,mas a argentina não pois a Inglaterra vetará qualquer armamento mais sofisticado.

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